Portuguesa Campeã do Brasileiro Série B 2011

Dona de uma das campanhas mais espetaculares da história da Série B, a Portuguesa de 2011 recebeu um apelido surreal: Barcelusa. A comparação bem-humorada com o lendário Barcelona de Pep Guardiola justificava-se pela extrema facilidade com que a equipe envolvia seus adversários e vencia os jogos. Aquela caminhada foi uma grande mostra de bom futebol de um clube tradicional que, atualmente, encontra-se longe dos bons momentos.

Longe das tempestades políticas e financeiras que a assombrariam no futuro, a Lusa deu mostras de seu poderio logo na rodada de abertura. Sob as arquibancadas do Canindé, goleou o Náutico por um sonoro 4 a 0. No compromisso seguinte, assumiu a liderança temporária após empatar em 1 a 1 com o Paraná, fora de casa. Um dos raríssimos tropeços da equipe aconteceu logo na terceira rodada: um revés por 3 a 2 para o ABC, em São Paulo.

A Portuguesa passou algumas rodadas observando o topo de fora, mas recuperou o protagonismo na sétima rodada, quando goleou o Goiás por 4 a 1 em pleno Serra Dourada. A única derrota dos paulistas como visitantes em todo o campeonato aconteceu na nona rodada: um 2 a 0 para o ASA, no calor de Arapiraca. A resposta veio no jogo seguinte: a liderança foi retomada em definitivo com a vitória por 1 a 0 sobre o Salgueiro, no Canindé. Dali em diante, o rubro-verde blindou o primeiro lugar da Série B, virou o turno na ponta e partiu com autoridade rumo à elite.

A volta para a primeira divisão foi confirmada com seis rodadas de antecedência. Na 32ª rodada, a Lusa venceu o Americana (clube nômade que viria a ser o Guaratinguetá) por 3 a 2 no Estádio Décio Vitta. Três partidas mais tarde, a consagração veio dentro do Canindé: o empate em 2 a 2 com o Sport garantiu matematicamente a taça da Série B, o primeiro título nacional da história da Portuguesa.

O esquadrão comandado por Jorginho Cantinflas, que contava com o Weverton no gol, a Marcelo Cordeiro na defesa, Ananias no meio-campo e Edno no ataque, encerrou sua participação com números assustadores. Foram 81 pontos conquistados em 23 vitórias, 12 empates e meras três derrotas em 38 rodadas.

Com um aproveitamento espetacular de 71%, a Barcelusa cruzou a linha de chegada com impressionantes 17 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Náutico. Completaram o G-4 e carimbaram o acesso à elite as equipes da Ponte Preta e do Sport.

A campanha da Portuguesa:
38 jogos | 23 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 82 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Renato Pizutto/Placar

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