Definitivamente caindo no gosto do torcedor, a Copa do Nordeste seguiu em ritmo acelerado e consolidada para a temporada de 1999. O sucesso do torneio motivou a criação e o fortalecimento de outras competições regionais pelo país: a Copa Norte e o Torneio Rio-São Paulo já se reestruturavam desde 1997, faltavam apenas as estreias da Copa Centro-Oeste e da Copa Sul (que se tornaria Sul-Minas no ano seguinte).
O regulamento de 1999 do Nordestão apresentou uma alteração: a fase decisiva voltou a ser disputada em sistema de mata-mata. A mudança reduziu o número total de partidas, mas elevou a competitividade de cada duelo. Em campo, o Vitória montava um dos maiores times de sua história, liderado por nomes como Petkovic, Fábio Costa e Preto Casagrande, partindo em busca do bicampeonato.
Na fase inicial, o Leão da Barra disputou no Grupo D, ao lado de Sergipe, Porto de Caruaru e Juazeiro. A caminhada exigiu mais suor do que o previsto, mas a equipe de Salvador cumpriu a missão. A estreia reservou um triunfo por 1 a 0 sobre o Juazeiro no Barradão. Contudo, uma sequência instável ligou o sinal de alerta: derrota por 3 a 1 para o Sergipe no Batistão e um empate em 1 a 1 com o Porto em solo baiano. No returno do grupo, a qualidade técnica falou mais alto. O rubro-negro buscou duas vitórias longe de seus domínios: 1 a 0 sobre o Juazeiro e 4 a 3 sobre o Porto em Caruaru. Já garantido na fase seguinte, o time encerrou a etapa de grupos empatando em 1 a 1 com o Sergipe em Salvador. Com 11 pontos somados, o Vitória avançou na vice-liderança da chave.
A partir das quartas de final, o mata-mata impôs provações ao favoritismo do Leão. Contra o Botafogo-PB, a equipe baiana construiu uma vantagem por 2 a 0 no Barradão e soube administrar a classificação na partida de volta, no Estádio Almeidão, em João Pessoa, apesar do revés por 3 a 2.
Na semifinal, o duelo diante do Sport marcou o momento mais tenso da campanha. Após vencer por 2 a 1 no Barradão e sofrer uma derrota por 1 a 0 na Ilha do Retiro, no Recife, a vaga na decisão foi definida nos pênaltis: demonstrando frieza, os baianos venceram a disputa por 4 a 2.
A final trouxe um clássico Bavi, após o Bahia eliminar América-RN e CSA. Diferentemente do Campeonato Baiano daquele ano, marcado por bastidores conturbados em que as equipes foram a campo em estádios diferentes no jogo de volta, o confronto na Copa do Nordeste transcorreu sem percalços. No jogo de ida, no Barradão, o Vitória fez valer o mando de campo e abriu vantagem ao vencer por 2 a 0. Na volta, na Fonte Nova, o Bahia pressionou em busca da reação, mas conseguiu balançar as redes apenas uma vez. A derrota por 1 a 0 não impediu a comemoração do Vitória, que assegurou a taça no placar agregado e celebrou o bicampeonato. A conquista serviu como prenúncio para a campanha no Brasileirão daquele mesmo ano, no qual o rubro-negro foi semifinalista.

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