Na temporada de 2017, a Copa do Nordeste manteve a fórmula de disputa pelo terceiro ano consecutivo. A única mudança veio de fora dos gramados, com o fim da vaga na Copa Sul-Americana para o campeão, por imposição da Conmebol. Entre as grandes forças do futebol regional, a única ausência de destaque foi o Ceará, quinto colocado no campeonato estadual do ano anterior. As demais potências protagonizaram uma das edições mais acirradas e memoráveis da história do torneio, que culminou no título do Bahia após uma campanha de alto nível técnico e defensivo.
No Grupo B ao lado de Fortaleza, Moto Club e Altos, o Tricolor de Aço impôs sua superioridade desde as rodadas iniciais. A estreia trouxe um empate sem gols contra o Fortaleza, no Castelão. Na sequência, a equipe baiana superou o Moto Club por 2 a 0 na Fonte Nova. No fechamento do primeiro turno, voltou a empatar em 0 a 0 longe de seus domínios, desta vez contra o Altos, no Piauí.
O returno da fase de grupos marcou uma impressionante arrancada do Bahia, com três triunfos consecutivos sem conceder gols: 3 a 0 sobre o Altos em Salvador, 4 a 0 sobre o Moto Club no Castelão, em São Luís, e 2 a 0 sobre o Fortaleza na Fonte Nova. Invicto e sem sofrer gols nos seis jogos, o Bahia garantiu a liderança da chave com 14 pontos.
Dono da melhor campanha geral da primeira fase, o Tricolor de Aço assegurou a vantagem de decidir todas as etapas eliminatórias dentro de casa. Nas quartas de final, a equipe enfrentou o Sergipe. No duelo de ida, no Batistão, em Aracaju, os baianos ganharam por 4 a 2. Na partida de volta, na Fonte Nova, o triunfo por 3 a 0 confirmou a vaga na semifinal com autoridade.
A semifinal reservou o clássico Bavi. No primeiro confronto, no Barradão, o Bahia perdeu de virada por 2 a 1, no único tropeço tricolor em toda a competição. No jogo de volta, em uma Fonte Nova lotada, o Tricolor de Aço reverteu a vantagem rubro-negra, triunfou por 2 a 0 e confirmou a classificação para a decisão.
A final reuniu Bahia e Sport em um clássico de enorme peso regional, depois que os pernambucanos passaram por Campinense e Santa Cruz. A primeira partida da decisão foi disputada na Ilha do Retiro, no Recife. Mesmo sob intensa pressão da torcida pernambucana, o Bahia saiu na frente com gol de Juninho e segurou um valioso empate por 1 a 1 fora de casa. O segundo encontro ocorreu na Fonte Nova, movido por mais de 40 mil tricolores. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o atacante Edigar Junio marcou o gol que abriu o placar e incendiou as arquibancadas. Demonstrando maturidade, a equipe treinada por Guto Ferreira sustentou a vantagem de 1 a 0 até o apito final. O placar de 1 a 0 encerrou um jejum de 15 anos do Bahia sem a taça regional, garantindo ao clube o tricampeonato da Copa do Nordeste.

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