No ano do tetracampeonato da Seleção Brasileira, a Copa do Brasil testemunhou, pela primeira vez, um clube já campeão sentir novamente o gosto de erguer a taça. Em sua quarta final em seis participações, o Grêmio conquistou o bicampeonato, e, mais uma vez, de maneira invicta.
Em uma nova tentativa de impulsionar o torneio na televisão, a CBF vendeu os direitos de transmissão com exclusividade para a Rede Manchete. Entretanto, a estratégia ainda não era a ideal, já que a emissora não possuía o mesmo alcance de suas concorrentes diretas. Em 1994, ainda pairavam desconfianças sobre a viabilidade da Copa do Brasil a longo prazo. No campo, a novidade foi a inclusão do campeão de Tocantins, elevando o número para 26 estados representados.
O Imortal iniciou sua jornada rumo ao título contra o Criciúma, seu algoz de 1991. Desta vez, porém, Luiz Felipe Scolari estava do lado azul: o Grêmio eliminou o time catarinense após um empate por 2 a 2 no Heriberto Hülse e uma vitória por 2 a 1 no Olímpico Monumental.
Nas oitavas de final, o adversário foi o Corinthians. O primeiro jogo, em Porto Alegre, terminou com vitória tricolor por 2 a 0. A segunda partida ocorreu no Pacaembu, onde um novo empate por 2 a 2 garantiu a classificação gaúcha. Nas quartas, o Grêmio superou o Vitória com dois triunfos por 1 a 0, tanto em Porto Alegre quanto em Salvador.
Na semifinal, disputada após a pausa para a Copa do Mundo, o Tricolor enfrentou o Vasco. A partida de ida, no Maracanã, terminou sem gols. No duelo de volta, no Olímpico, o artilheiro Nildo brilhou: com dois gols, ele comandou a vitória por 2 a 1 que carimbou o passaporte gremista para mais uma decisão.
A final foi contra o Ceará, a grande surpresa daquela edição, que eliminou forças tradicionais como Campinense, Palmeiras, Internacional e Linhares. O jogo de ida, no Castelão, terminou em 0 a 0, com o Grêmio segurando a pressão em Fortaleza. A volta aconteceu em um Olímpico lotado. O gol do título saiu cedo, logo aos três minutos: Nildo, de cabeça, marcou o 1 a 0. O placar se sustentou até o apito final, confirmando a mística copeira do Grêmio de Felipão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Proibido spam e sugestões. Permitido correções na identificação de fotos ou nos textos.