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Paysandu Campeão Paraense 1985

De volta ao trilho dos títulos em um ano antes, o Paysandu faturou o bicampeonato paraense em 1985. Com a conquista da 34ª taça, o clube virou a metade da década de 1980 como a maior força do Pará.

O campeonato foi disputado por oito equipes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando para a etapa final com um ponto extra. Ao fim das duas fases, os quatro melhores times na soma das campanhas campanha também se classificaram para a fase decisiva. A etapa derradeira foi realizada em um hexagonal de turno único.

O Paysandu iniciou a campanha vencendo o Tiradentes por 1 a 0. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Papão venceu mais cinco vezes e empatou uma, encerrando na liderança com 13 pontos. Com dois pontos a mais em relação a Remo e Tuna Luso, o time bicolor garantiu sua passagem para o hexagonal final com um ponto extra.

Na segunda fase, o Paysandu tornou a estrear diante do Tiradentes, com vitória por 3 a 0. Na sequência, a equipe venceu mais quatro partidas, empatou uma e perdeu outra. Esta derrota aconteceu na última rodada, por 1 a 0 para o Remo, e tirou a chance do Papão encerrar outra vez na primeira colocação e com um segundo ponto extra. No fim, o time terminou em segundo lugar com 11 pontos, dois a menos que o próprio Remo, que ficou na liderança e em pé de igualdade com o rival no hexagonal final.

Além da dupla Repa, a fase final contou com Tuna Luso, Izabelense, Sport Belém e Pinheirense. Na abertura do hexagonal, o Paysandu bateu o Pinheirense por 2 a 0. Na segunda rodada, fez 1 a 0 no Izabelense. Na terceira partida, bateu a Tuna Luso por 3 a 0. Na quarta rodada, venceu o Sport Belém por 2 a 0. Ao mesmo tempo, o Remo venceu três jogos, mas tropeçou ao empatar com a Tuna.

Ao fim da penúltima rodada, o Papão era o líder do hexagonal com nove pontos, seguido pelo Remo com oito. Na última partida, os dois rivais duelaram pelo título no Mangueirão. Enquanto o Remo precisava da vitória, para o Paysandu bastava o empate. Com o regulamento ao seu lado, o time bicolor segurou o ataque remista e garantiu o placar em 0 a 0 para comemorar a conquista de mais um título estadual.
 
A campanha do Paysandu:
19 jogos | 15 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 42 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Abdias Pinheiro/Placar

Paysandu Campeão da Copa Verde 2026

A Copa Verde ganhou nova sobrevida em 2026. Juntamente com a reformulação do calendário nacional, a CBF substituiu o formato inteiramente em mata-mata e passou a colocar os 24 participantes em quatro grupos, dando ao campeão uma vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil de 2027. No entanto, a grande novidade foi a subdivisão das primeiras fases em dois torneios: a Copa Norte e a Copa Centro-Oeste, cada uma com 12 equipes. Na prática, os campeões de cada uma dessas regiões asseguraram suas vagas na final da Copa Verde. Além disso, a CBF passou a realizar os jogos em paralelo com os torneios sul-americanos, excluindo qualquer clube que estivesse participando das competições da Conmebol.

Quase tudo mudou na Copa Verde, menos o campeão. Pela sexta vez, sendo a terceira consecutiva, o Paysandu conquistou o título, reafirmando-se como o maior vencedor da competição. Pelo novo regulamento, os participantes se enfrentaram em turno único dentro de seus grupos na primeira fase.

O Paysandu iniciou sua caminhada no Grupo A da Copa Norte. Na estreia, o Papão fez 3 a 1 sobre o GAS, mandando o jogo no Estádio Modelão, em Castanhal. Depois, o clube perdeu duas fora de casa, por 1 a 0 para o Guaporé, em Rondônia, e uma goleada por 7 a 0 para o Nacional-AM, em Manaus. A recuperação bicolor veio nas vitórias por 2 a 1 sobre o Independência, na Curuzu, e por 3 a 0 sobre o Trem, no Amapá. O clube se classificou para o mata-mata na vice-liderança da chave, com nove pontos.

Nas quartas de final, em jogo único, o Paysandu bateu no Águia de Marabá, por 5 a 1 no Zinho de Oliveira, fora de casa. Na sequência, valendo o título da Copa Norte e a vaga na final da Copa Verde, a semifinal foi decidida no reencontro com o Nacional-AM. Na ida, o Papão fez 1 a 0 no Mangueirão. Na volta, no Carlos Zamith, em Manaus, novo triunfo por 4 a 2 deu o título nortista à equipe bicolor.

A final da Copa Verde reuniu o Paysandu contra o Anápolis, equipe que venceu a Copa Centro-Oeste após eliminar Vila Nova e Rio Branco-ES. Na partida de ida, no Jonas Duarte, o confronto terminou com derrota bicolor por 3 a 1. O ápice aconteceu no jogo de volta, onde o Papão fez a remontada e garantiu o hexa ao golear por 4 a 0, com gols de Kleiton Pego, Castro e dois de Ítalo Carvalho.

A campanha do Paysandu:
10 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu Campeão da Copa Norte 2026

A Copa Norte retornou oficialmente ao calendário do futebol brasileiro em 2026, após uma pausa de 24 anos. Reformulado como um braço da Copa Verde, o torneio foi destinado à quase todos os estados da região, com exceção do Tocantins, dando ao campeão uma vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil do ano seguinte. A competição contou com a participação de 12 equipes, divididas em dois grupos. Na primeira fase, os times se enfrentaram em turno único dentro de suas respectivas chaves, classificando-se os dois melhores de cada lado para a semifinal e, depois, para a final.

O Paysandu sagrou-se campeão desta edição de retorno, conquistando a Copa Norte pela segunda vez em sua história. Com esse feito, o clube paraense estabeleceu uma linha temporal curiosa: foi o último a erguer a taça antes da interrupção e o primeiro a vencê-la nesta nova era, comprovando ainda mais a hegemonia regional da equipe, que também é a maior vencedora da história da Copa Verde.

A campanha do Papão começou no Grupo A, onde a comissão técnica optou por não utilizar a força máxima nas rodadas iniciais. A estreia foi com vitória por 3 a 1 sobre o GAS, jogando como mandante no Estádio Modelão, em Castanhal. Na sequência, o clube bicolor viajou até Rondônia e perdeu para o Guaporé por 1 a 0. O sinal de alerta acendeu na terceira rodada, quando o Paysandu sofreu uma goleada de 7 a 0 para o Nacional-AM na Arena da Amazônia.

O vexame fez o clube aumentar a prioridade sobre o torneio. No jogo seguinte, a recuperação começou a vir com o triunfo por 2 a 1 sobre o Independência, na Curuzu. No quinto jogo, o time fez 3 a 0 sobre o Trem, no Amapá. O time bicolor avançou à semifinal na segunda posição da chave, com nove pontos, quatro atrás do líder Nacional.

Na semifinal, disputada em jogo único, o Papão não deu chances ao Águia de Marabá. Fora de casa, no Estádio Zinho de Oliveira, o Paysandu aplicou uma goleada por 5 a 1 e avançou para a decisão. O adversário da final seria justamente o Nacional-AM, que eliminou o Porto Velho na outra chave.

A decisão começou a ser desenhada no Mangueirão, onde o Paysandu largou na frente ao vencer o Nacional por 1 a 0, com gol marcado por Castro. O segundo confronto aconteceu no Carlos Zamith, em Manaus, com o clube bicolor motivado a apagar a má impressão da goleada sofrida na primeira fase. Em uma partida movimentada, o Papão garantiu o bicampeonato ao vencer por 4 a 2, com gols de Caio Mello, Kleiton Pego, Thayllon e Marcinho.

A campanha do Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu Campeão da Copa Norte 2002

A maior edição da história da Copa Norte aconteceu em 2002, com 16 participantes em um formato robusto, marcando o encerramento de uma era. Em 2003, a implementação dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro retiraria o torneio regional do calendário até o retorno em 2026. O regulamento foi complexo: as equipes foram divididas em quatro grupos na fase inicial, seguidos por dois quadrangulares na segunda etapa e a decisão.

Foi neste cenário que o Paysandu deu o pontapé inicial para a temporada mais vitoriosa de sua história. Integrante do Grupo B, o clube enfrentou o arquirrival Remo e os amapaenses Independente e São José. A trajetória começou em Macapá, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Independente. Os clássicos Repa da primeira fase terminaram em igualdade (0 a 0 e 1 a 1), mas a regularidade bicolor nos demais jogos garantiu a liderança da chave com 12 pontos, um a mais que o rival.

A segunda fase elevou a tensão com mais dois clássicos contra o Remo. Após uma derrota por 1 a 0 e uma vitória por 2 a 1, o Paysandu manteve a concentração contra Moto Club e River, somando três vitórias e apenas um revés nesses duelos. Com 12 pontos conquistados nesta etapa, o Papão assegurou sua vaga na final na rodada decisiva, ao bater os piauienses por 3 a 1 em casa.

A final da Copa Norte reservou um repeteco do ano anterior: Paysandu contra São Raimundo-AM, que eliminou Ji-Paraná, Nacional-AM e Atlético-RR na segunda fase. Era a quinta decisão consecutiva dos amazonenses, que haviam levado a melhor em 2001. No entanto, o equilíbrio de outrora deu lugar ao domínio paraense em 2002. No jogo de ida, no Vivaldão, em Manaus, o Paysandu mostrou sua força ao vencer por 1 a 0.

A consagração definitiva do veio na Curuzu, em Belém, onde o Papão atropelou o adversário por 3 a 0. Com o placar agregado de 4 a 0, o clube conquistou o título da Copa Norte, encerrando a hegemonia do São Raimundo-AM.

O título regional foi apenas o primeiro passo de uma jornada épica. Meses depois, o Paysandu surpreendeu o país ao sagrar-se campeão da Copa dos Campeões, derrotando o Cruzeiro em uma final histórica. O auge absoluto viria na Libertadores de 2003, quando o clube alcançou as oitavas de final e chocou o continente ao vencer o Boca Juniors em plena La Bombonera, na Argentina, um feito que até hoje ecoa como o ponto mais alto do futebol nortista.

A campanha do Paysandu:
14 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 29 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

Paysandu Campeão Paraense 1984

Sem conseguir fazer o tetracampeonato em 1983, o Paysandu voltou a abrir uma sequência de títulos paraenses em 1984. Desta vez, o clube seria mais modesto e faria um bicampeonato, a começar pela conquista da 33ª taça.

O estadual foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores avançando para um pentagonal, também de mão única. O líder de cada pentagonal se classificou para a final. Caso houvesse empate na liderança, um jogo-extra decidiria o finalista.

O caminho do Paysandu competição começou na vitória por 1 a 0 sobre o Sport Belém. Nas seis partidas seguintes, o time venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, se colocando na terceira colocação da primeira fase, com 11 pontos. Com três pontos a menos que a líder Tuna Luso, o Papão foi ao pentagonal. Em mais quatro jogos, o Papão acumulou duas vitórias e duas derrotas, o que o deixou outra vez em terceiro, com quatro pontos. A equipe viu tanto Tuna Luso quanto Remo empatarem com sete pontos. No desempate entre eles, a Tuna venceu nos pênaltis.

Tudo mudaria a partir da segunda fase. Na estreia, o Paysandu goleou o Tiradentes por 5 a 0. Depois, fez 6 a 0 no Sport Belém e outro 6 a 0 no Pinheirense. Com mais quatro vitórias, o Papão fez 100% de aproveitamento e foi ao pentagonal na liderança, com 14 pontos.

No pentagonal, o Paysandu voltou a golear na abertura, desta vez fazendo 4 a 0 no Izabelense. Depois, bateu o Sport Belém por 2 a 1, empatou sem gols com o Remo e venceu a Tuna Luso por 1 a 0. Com sete pontos, o time bicolor ficou na liderança e se garantiu na decisão.

O Paysandu voltou para a final do Campeonato Paraense e teve pela frente a Tuna Luso, que defendia o título e tinha uma campanha idêntica ao dos bicolores. Em partida única no Mangueirão, quem vencesse levaria o título. Empate provocaria uma prorrogação. Embora a Tuna tivesse tentado, o Papão foi mais forte no ataque e chegou ao título ao vencer por 1 a 0, gol anotado por Cabinho, de pênalti e já no segundo tempo de jogo.
 
A campanha do Paysandu:
23 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

Paysandu Campeão Paraense 2026

O Paysandu mostrou venceu o Campeonato Paraense de 2026 e mostrou para seu rival quem é que manda no Pará. Mesmo com a queda para Série C do Brasileiro, somada ao acesso do rival à Série A, o clube bicolor não se abateu e levou o 51º título estadual.

O torneio teve 12 participantes, em um formato parecido com o utilizado no Campeonato Paulista e na Liga dos Campeões da Europa, conhecido como "sistema suíço": na primeira fase, todos os times ficaram em um único grupo, mas enfrentaram apenas metade dos adversários. Em seis partidas, o Paysandu venceu três, empatou uma e perdeu duas, classificando-se em terceiro lugar com dez pontos, um a menos que o líder Cametá.

Nas quartas de final, o Papão passou pela Tuna Luso ao golear o jogo único por 5 a 1 na Curuzu. Na semifinal, superou o Castanhal ao vencer por 1 a 0, também em casa.

Na final, o adversário do Paysandu foi o Remo, que eliminou Águia de Marabá e Cametá. Os dois Repas foram disputados no Mangueirão. No primeiro, o Papão venceu por 2 a 1. No segundo, a equipe segurou o empate sem gols e comemorou o título.

A campanha do Paysandu:
10 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos 


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu Campeão Paraense Feminino 2025

No Pará, o Paysandu retornou ao topo do futebol feminino estadual. O ano de 2025 foi marcante para as Lobas, que além de disputarem e se manterem na Série A2 do Campeonato Brasileiro, conseguiram encerrar um jejum de 39 anos sem ser campeão paraense, celebrando o seu quarto título da história.

O campeonato foi disputado em um formato dinâmico. Na primeira fase, cinco equipes se enfrentaram em dois turnos. O Paysandu avançou para os playoffs em segundo lugar com 13 pontos, com quatro vitórias, um empate e uma derrota em seis partidas, com destaque para os 17 a 0 sobre o Boca Júnior. Na semifinal, o desafio foi o maior clássico da região: o Repa. Com um placar de 3 a 0 sobre o Remo, as bicolores garantiram a vaga na decisão.

O título foi sacramentado na final contra o Tiradentes. Com uma vitória por 2 a 0 em Belém, gols marcados por Irley e Letícia Pantoja, o Paysandu confirmou a hegemonia na temporada e a retomada de seu espaço como potência local. Após décadas de fila, a taça volta para o Papão da Curuzu.

A campanha da Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 34 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Divulgação/FPF

Paysandu Campeão Paraense 1982

O Paysandu conseguiu em 1982 o tricampeonato paraense, um feito que não acontecia desde 1967, há 15 anos. A conquista representou o 32º título estadual do clube bicolor.

A competição teve sete participantes na disputa de três fases iguais. Os times se enfrentaram em turno único em todas as etapas, e os quatro melhores colocados avançaram para um quadrangular seguinte, com um ponto extra na terceira fase para o líder. Após a disputa de outro turno, o campeão de cada quadrangular se garantiu na final do campeonato, com a adição de um ponto extra para cada finalista.

A campanha do Paysandu começou forte. Na estreia da primeira fase, venceu o Izabelense por 2 a 0, seguido por mais cinco vitórias nos cinco jogos seguintes. Com 12 pontos, o time foi ao quadrangular. Na abertura, empatou sem gols com a Tuna Luso. Na segunda rodada, fez 4 a 0 no Sport Belém. Na última partida, o Papão fez 2 a 1 no Remo e garantiu a vaga na final e a bonificação com cinco pontos.

Na segunda fase, o Paysandu iniciou com goleada por 5 a 1 sobre o Sport Belém. Nas outras cinco partidas, venceu três, empatou uma e perdeu uma, o que deixou a equipe com nove pontos na liderança, desempatando a disputa com o Remo pelo número de vitórias. No quadrangular, o Papão estreou com empate sem gols com o Izabelense. No segundo jogo, goleou a Tuna Luso por 4 a 1. Na última rodada, ficou no empate por 1 a 1 com o Remo. Desta vez, os bicolores acabaram na segunda colocação, com quatro pontos, enquanto o rival azulino somou cinco.

O Papão recuperou o rumo na terceira fase. O time começou fazendo 2 a 0 no Pinheirense, depois obteve mais quatro vitórias e uma derrota. Com dez pontos, voltou a empatar na ponta com o Remo, mas com uma vitória a mais, garantindo o ponto extra para o quadrangular. O Paysandu estreou na etapa seguinte vencendo o Izabelense por 3 a 1. Depois, fez 1 a 0 na Tuna Luso e empatou por 1 a 1 com o Remo. Com seis pontos, o clube ficou na liderança com um mais que o rival, o da bonificação.

Assim, o Paysandu foi para a final do estadual com dois pontos ante um do Remo. Os Repas decisivos aconteceram no Mangueirão. No primeiro jogo, as equipes empataram por 1 a 1. Na segunda partida, o Papão venceu por 1 a 0 e confirmou o título.

A campanha do Paysandu:
29 jogos | 21 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 60 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

Paysandu Campeão Paraense 1981

A década de 1980 não poderia ter começado da melhor forma para o Paysandu, com títulos estaduais. Em 1981, o clube venceu o 31º título e o bicampeonato paraense.

Sete times participaram do estadual. A competição foi dividida em quatro fases. Nas três primeiras, as equipes se enfrentaram em turno único, com o vencedor se classificando para a fase final e recebendo um ponto extra. A decisão do campeonato foi disputada em quadrangular, também em turno único, com os ganhadores das três etapas anteriores e a melhor campanha na soma geral entre os outros clubes.

O Paysandu iniciou a campanha no empate por 1 a 1 com o Izabelense fora de casa. Nas demais cinco partidas da primeira fase, o time venceu mais três e empatou duas. Com dez pontos, o Papão terminou na liderança, superando Remo e Tuna Luso por um ponto e garantindo um ponto extra para a fase final.

Na segunda fase, o Paysandu estreou na vitória por 2 a 0 sobre o Pinheirense. Nos cinco jogos seguintes, conseguiu mais três vitórias e duas derrotas. O time acabou em segundo lugar com oito pontos, quatro a menos que o líder Remo, que levou seu ponto de bonificação.

As coisas voltariam a melhorar na terceira fase. Na abertura, a equipe bicolor venceu o Tiradentes por 2 a 0. Depois, obteve mais quatro vitórias e um empate. Ao todo, o Paysandu somou 11 pontos e voltou a ficar na liderança, com quatro pontos de vantagem para o vice Remo. Dessa forma, o Papão conseguiu um segundo ponto extra para o quadrangular final.

Vencedores das fases anteriores, Paysandu e Remo foram à fase final com Tuna Luso e Izabelense. Com dois pontos, a equipe bicolor já começava a disputa na frente dos adversários. Na primeira rodada, venceu o Remo por 1 a 0. Na segunda partida, empatou sem gols com a Tuna Luso. Nos outros jogos, o Izabelense fez 3 a 2 no Remo e também empatou por 0 a 0 com a Tuna. Esses resultados deixaram o Papão com cinco pontos, contra três do Izabelense, dois da Tuna Luso e um do Remo.

A disputa do título na última rodada ficou restrita à Paysandu e Izabelense. No Mangueirão, o Papão entrou jogando pelo empate, mas conseguiu o bicampeonato ao vencer a surpresa do interior por 2 a 0.

A campanha do Paysandu:
21 jogos | 15 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 45 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto José Maria Moreira/Placar

Paysandu Campeão Paraense 1980

Campeão de apenas três estaduais na década de 1970, o Paysandu entrou em 1980 disposto a acabar com a hegemonia do rival Remo. E conseguiu, furando quatro anos de fila e conquistado o 30º título.

O Campeonato Paraense teve sete times. Nas três primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder de cada terço avançando à etapa final com um ponto extra. A fase final foi realizada em quadrangular com os três ganhadores e a melhor campanha na soma geral, também em turno único.

A campanha do Papão teve início na vitória por 2 a 0 sobre o Liberato de Castro. Nos cinco jogos restantes da primeira fase, a equipe obteve mais quatro vitórias e uma derrota. Esse revés fez a diferença para o Paysandu não conseguir a liderança e terminar em segundo lugar, com dez pontos. O primeiro posto e a classificação ficaram com a Tuna Luso, com somou 11 pontos.

Na segunda fase, o time bicolor iniciou com derrota por 1 a 0 para o Tiradentes. A recuperação veio na partida seguinte, na goleada por 6 a 0 sobre o Liberato de Castro. Nos outros quatro jogos, o Paysandu fez mais duas vitórias e dois empates, que mais uma vez foram insuficientes para deixar o clube na primeira colocação. Foram somados oito pontos, no terceiro lugar. A liderança, com nove, ficou empatada entre Tuna Luso e Remo, que desempataram em dois jogos extras: vitória tunante e empate.

Finalmente, na terceira fase, o Paysandu conseguiu seu passe para a fase final. Na estreia, fez 1 a 0 o Sport Belém. Depois, a equipe conseguiu mais quatro vitórias e uma derrota. A trajetória igual a da primeira fase desta vez deu a liderança e o último ponto extra ao Papão, com dez pontos.

O quadrangular teve dois ganhadores de fase e as duas melhores campanha na soma de tudo: Tuna Luso, Paysandu, Remo e Sport Belém. A Tuna chegava com dois pontos, enquanto o time bicolor tinha um. Na primeira rodada, o Papão bateu o Sport por 2 a 0, enquanto os azulinos fizeram 1 a 0 nos tunantes. Na segunda rodada, o Paysandu venceu o Repa por 2 a 0, já a Tuna ganhou por 3 a 0 do Sport.

Com cinco pontos, o Paysandu disputou o título na última rodada com a Tuna Luso, que tinha quatro. No Mangueirão, um empate já servia aos bicolores, mas a equipe foi campeã com vitória por 2 a 0.

A campanha do Paysandu:
21 jogos | 16 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 44 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto José Maria Moreira/Placar

Paysandu Campeão da Copa Verde 2025

Com os dias cada vez mais contados, a Copa Verde coroou o campeão de 2025. O título ficou com o Paysandu, que chegou ao pentacampeonato. A conquista também foi a primeira a acontecer de maneira consecutiva. E também pode ter sido a última.

Assim como nas edições anteriores, a Copa Verde contou com 24 participantes, no formato mata-mata. Porém, a CBF ameaçou retirar do vencedor o direito de ter vaga direta na Copa do Brasil do ano seguinte. Isso fez Cuiabá e Atlético-GO, potenciais favoritos ao título, desistirem do torneio. A entidade até voltou atrás na ideia, mas não conseguiu trazer Os times de volta.

Sem nunca pensar em abandonar a competição, o Paysandu não precisou entrar na primeira fase e iniciou já nas oitavas de final. Contra o Porto Velho, na Curuzu, o Papão empatou por 1 a 1 e venceu nos pênaltis por 5 a 4, com certo sofrimento. Nas quartas, voltou a empatar em casa com o Manaus, sem gols, e goleou por 4 a 1 na volta na Arena da Amazônia.

Na semifinal, o Papão enfrentou o São Raimundo-RR. A partida de ida foi realizada em Boa Vista, no Estádio Canarinho, e terminou empatada por 2 a 2. O jogo de volta aconteceu no Mangueirão, e o Paysandu se confirmou na decisão ao vencer por 3 a 0.

A final da Copa Verde foi entre Paysandu e Goiás. Os goianos passaram por Rio Branco-ES, União Rondonópolis e Brasiliense. O primeiro jogo aconteceu em Belém, no Mangueirão, terminando empatado sem gols. A segunda partida foi em Goiânia, no Serra Dourada. O Papão perdia até os 48 minutos do segundo tempo, quando Matías Cavalleri empatou em 1 a 1 e levou aos pênaltis. Nas cobranças, a equipe bicolor venceu por 5 a 4.

A campanha do Paysandu:
7 jogos | 2 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 11 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu Campeão Paraense 1976

Depois de quatro anos, o Paysandu desbancou o Remo e reconquistou o título paraense, em 1976. A 29ª conquista do clube freou o domínio do rival e aumentou a liderança como maior vencedor estadual.

O torneio do Pará teve 12 participantes em três fases. Na primeira, os times foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em turno único. O líder de cada chave avançou para a decisão, que apontou o primeiro finalista. Na segunda fase, os quatro melhores de um grupo enfrentaram os quatro melhores do outro, também em mão única. O líder de cada chave disputou mais uma decisão, para a segunda vaga na final geral. Na terceira fase, os seis melhores na soma das duas etapas anteriores se enfrentaram em turno único. Os dois primeiros foram à disputa da terceira vaga na decisão do campeonato.

No grupo A, o Papão estreou goleando o Liberato de Castro por 5 a 0. Nas outras quatro partidas, venceu três e empatou uma, conseguindo a liderança com nove pontos. Na final, a equipe derrotou o Remo por 2 a 0 e conseguiu a vaga na decisão geral. Para a segunda fase, avançou ao lado de Tuna Luso, Santarém e Sport Belém.

Na próxima etapa, o Paysandu encarou a chave B: Remo, Sporting, Castanhal e Atlético Marabá. Na estreia, bateu o Sporting por 1 a 0. Nos três jogos restantes, venceu dois e empatou um, passando à decisão com sete pontos. E em outro Repa, venceu o rival por 5 a 4 no pênaltis após empate sem gols.

A terceira fase foi aberta com vitória bicolor por 2 a 0 sobre o Castanhal. Nas três partidas seguintes, mais dois triunfos e um empate encaminharam a classificação. Bastava vencer o Remo no último jogo. O confronto estava marcado para 4 de agosto, mas foi adiado para o dia 5. Os azulinos foram contra a mudança, não entraram em campo e o Papão venceu por W.O. (1 a 0), garantindo a liderança com nove pontos. O rival abandonou a competição, permitindo que a Tuna Luso ficasse em segundo lugar.

Desta forma, a final da terceira fase foi também a decisão do campeonato, entre Paysandu e Tuna. A partida aconteceu no Baenão, que era o maior do Pará naquele momento, e foi vencida pelo time bicolor por 1 a 0. A vitória deu o título de maneira invicta e antecipada ao clube celeste.

A campanha do Paysandu:
17 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 28 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

Paysandu Campeão da Copa Verde 2024

Na temporada em que completou dez anos, em 2024, a Copa Verde viu seu maior vencedor aumentar ainda mais a hegemonia. Com autoridade, o Paysandu chegou ao tetracampeonato da competição regional.

Com 24 participantes, o torneio manteve o mesmo regulamento de mata-mata das versões anteriores. A primeira fase foi composta por 16 times, da qual passaram oito às oitavas de final, onde se encontravam as outras oito equipes. O Papão estreou vencendo o Rio Branco-AC por 3 a 0 na Curuzu, em Belém.

Nas quartas de final, o Paysandu enfrentou o Manaus, desta vez em dois jogos. O primeiro foi realizado na Arena da Amazônia, com derrota paraense por 1 a 0. A segunda partida aconteceu na Curuzu, e o Papão reverteu a desvantagem ao golear os amazonenses por 4 a 1, de virada.

A semifinal da Copa Verde reservou dois clássicos Re-Pa no Estádio Mangeueirão, entre Paysandu e Remo. No primeiro, nada de gols, com o placar ficando no 0 a 0. No segundo, outro empate, desta vez por 1 a 1. Nos pênaltis, o Papão foi mais eficiente e venceu por 4 a 3, avançando para a oitava final em 11 edições.

Na decisão, o Paysandu encontrou o Vila Nova, que passou por Rio Branco-ES, Goiás e Cuiabá. O primeiro jogo aconteceu na Curuzu, e tudo apontava para o equilíbrio. Mas, de maneira inacreditável, o Papão empilhou gols e empacotou o título ao golear por 6 a 0. O artilheiro Nicolas marcou três vezes, seguido por Esli García, Edilson e Edinho. A segunda partida virou apenas uma formalidade, tanto que os goianos escalaram o time sub-20. O resultado foi outra goleada, por 4 a 0, com gols de Nicolas, João Vieira, Vinícius Leite e Edinho. O tetra veio com 10 a 0 na soma dos placares, uma diferença inédita.

A campanha do Paysandu:
7 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 18 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu Campeão Paraense 2024

O Paysandu é o terceiro clube brasileiro a bater a marca de 50 títulos estaduais conquistados, atrás de ABC e Bahia. A conquista derradeira veio em 2024, de maneira invicta e que também quebrou com três anos de jejum do Papão da Curuzu.

O Parazão foi disputado por 12 times, divididos em três grupos, se enfrentando apenas as equipes de chaves opostas e com classificação geral única. O Paysandu ficou no grupo C, e em oito partidas venceu seis e empatou duas, que rendeu a primeira posição na tabela geral, com 20 pontos. Nas quartas de final, eliminou o Bragantino com vitórias por 3 a 0 na ida fora e por 3 a 1 em casa. Na semifinal, passou pelo Águia de Marabá com empate por 1 a 1 fora e goleada por 4 a 0 em casa.

Na final, o Papão encarou o rival Remo, que superou Santa Rosa e Tuna Luso. Os dois Re-Pas foram disputados no Mangueirão, em Belém. No primeiro, o Paysandu venceu por 2 a 0. No segundo, o empate por 1 a 1 serviu para a conquista bicolor.

A campanha do Paysandu:
14 jogos | 10 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 26 gols marcados | 7 gols sofridos 


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu Campeão da Copa Verde 2022

Mais uma vez disputada no fim do ano - literalmente encerrando a temporada 2022 - e praticamente marginalizada pela CBF, a Copa Verde voltou a premiar o Pará, desta vez com o final feliz ficando para lado azul celeste de Belém, o Paysandu.

Agora isolado como o maior vencedor da competição, o Papão teve uma temporada de muitas expectativas frustradas, como o vice estadual para o Remo e o não-acesso para a Série B do Brasileirão. Todas as fichas ficaram apostadas na Copa Verde, que foi disputada por 17 clubes em mata-mata. Nas oitavas de final, o Paysandu passou pelo acreano Humaitá com vitória por 3 a 0 na partida única, na Curuzu.

Nas quartas de final, foi a vez de receber em casa o Tocantinópolis, e o time bicolor venceu por 2 a 0. A semifinal foi jogada contra o São Raimundo-AM. A ida aconteceu em Manaus, e o os paraenses voltaram de lá com o empate por 2 a 2 na mala. A volta ocorreu em Belém, outra vez na Curuzu, e o Papão voltou a aplicar 3 a 0, colocando-se na final do torneio.

A grande decisão foi contra o Vila Nova, que havia sido vice do Remo em 2021 e eliminou Operário-MT, Real Noroeste e Brasiliense em 2022. A primeira partida foi disputada na Curuzu, mas o Papão não conseguiu acertar o pé no ataque e ficou no 0 a 0 com os goianos.

O segundo jogo foi realizado em Goiânia, no Serra Dourada. A torcida do Vila fez o possível para ajudar sua equipe, que abriu o placar no primeiro tempo e impôs a derrota do Paysandu até aos 50 minutos do segundo tempo. Foi quando os paraenses acharam uma falta na intermediária de ataque. João Vieira bateu forte e rasante, surpreendeu o goleiro goiano e fez o 1 a 1 que levou a final aos pênaltis. Nas cobranças, o Papão foi mais eficiente e levou o tricampeonato invicto da Copa Verde ao vencer por 4 a 3.

A campanha do Paysandu:
6 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 11 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu Campeão Paraense 2021

Com uma virada grandiosa no segundo jogo da final, o Paysandu chegou ao seu 49º título paraense na história. A competição teve a presença de 12 clubes, divididos em três grupos e com enfrentamentos apenas com equipes de chaves diferente.

O Papão ficou no grupo A, e nas oito partidas que realizou venceu seis e empatou uma, marcando ao todo 19 pontos. Nas quartas de final, eliminou o Bragantino-PA de maneira bem simples, empatando sem gols na ida fora e vencendo por 1 a 0 na volta em casa.

Na semifinal, foi a vez de passar pelo Castanhal, desta vez de um jeito difícil: depois de empatar por 0 a 0 o primeiro jogo no interior e ficar no 1 a 1 na segunda partida em Belém, o Paysandu fez 4 a 2 nos pênaltis.

A final foi contra a Tuna Luso, que voltava à primeira divisão depois de seis anos. A ida foi jogada no Souza, casa do rival, e o Papão saiu de lá derrotado por 4 a 2. A volta foi na Curuzu, e a Tuna saiu na frente do placar. Ainda no primeiro tempo, o Paysandu empatou e o adversário perdeu um jogador expulso.

Então veio a virada para 4 a 1 no segundo tempo, contando ainda com o pênalti perdido pelo rival nos acréscimos - no que levaria a decisão aos pênaltis. Mas era a vez do bicampeonato do clube bicolor.

A campanha do Paysandu:
14 jogos | 8 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 20 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Wagner Santana/Diário do Pará

Paysandu Campeão da Copa Verde 2018

O Paysandu se tornou o maior vencedor da Copa Verde na edição de 2018, a quinta realizada na história. A competição entrou o novo ano com o mesmo regulamento dos anteriores, e o Papão chegou ao bicampeonato tendo que passar por adversários surpreendentes no mata-mata. A falta de confrontos mais cascudos foi por decorrência de eliminações precoces, como a do Remo nas oitavas de final e do Cuiabá nas quartas.

Nas oitavas, o Paysandu enfrentou o Interporto, do Tocantins. Na ida, empatou sem gols jogando na cidade de Porto Nacional. Na volta, goleou por 4 a 0 em Belém. Nas quartas de final, o adversário foi o Santos-AP, e a classificação veio com duas vitórias, por 3 a 2 no Zerão, em Macapá, e por 4 a 2 na Curuzu, em Belém. A semifinal foi jogada contra o Manaus, e o time bicolor obteve mais duas vitórias, ambas por 2 a 1, tanto na primeira partida no Pará quanto na segunda no Amazonas.

Se nas fases anteriores o Paysandu enfrentou equipes da quarta divisão nacional, na final não seria diferente. O último oponente foi o Atlético Itapemirim, do Espírito Santo, que parar chegar na decisão passou pelo Brasiliense, pelo ex-campeão Cuiabá e pelo então campeão Luverdense. O favoritismo era visível para o Papão.

O jogo de ida foi disputado no Kléber Andrade, em Cariacica, e os paraenses abriram uma confortável vantagem ao vencer por 2 a 0. A volta foi no Mangueirão, e o time capixaba bem que tentou melar a festa, abrindo o placar aos 39 minutos do primeiro tempo. Só que o time ficou só nisso, e o meia Pedro Carmona garantiu o empate aos 27 minutos do segundo tempo. O 1 a 1 bastou para que o Paysandu comemorasse seu segundo título na Copa Verde.

A campanha do Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 18 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Gilberto Soares

Paysandu Campeão da Copa Verde 2016

A Copa Verde chegou para 2016 com novidades. Goiás apareceu pela primeira vez na competição, com dois representantes: o vice estadual Aparecidense (o campeão Goiás abriu mão da vaga) e o melhor ranqueado Vila Nova. E foi justamente a entrada via Ranking da CBF a segunda das evoluções, com quatro clubes vindo dele. A terceira e última foi o número de participantes, que aumentou de 16 para 18 e obrigou o torneio a ter uma fase preliminar antes das oitavas de final.

Foi nesta edição que o Paysandu conseguiu seu primeiro título, após ser vice em 2014 e semifinalista em 2015. Nas oitavas, enfrentou o Fast amazonense, o qual passou com empate por 1 a 1 em Manaus e vitória por 3 a 0 em Belém. Nas quartas de final, foi a vez de enfrentar o Rio Branco-AC. A classificação foi fácil, com vitórias por 1 a 0 na Curuzu  na ida e por 5 a 2 no Acre na volta.

A semifinal foi uma repetição do ano anterior, com o clássico Re-Pa. Mas agora a história feliz trocou de lado, com o Paysandu avançando com duas vitórias sobre o Remo: 2 a 1 na primeira partida e um categórico 4 a 2 na segunda.

A decisão da Copa Verde foi entre Paysandu e Gama, que no outro lado do chaveamento deixou para trás a Aparecidense. O jogo de ida foi marcado para o Mangueirão. Era importante para o Papão abrir uma vantagem alta logo na largada, para não passar aperto depois. E a vitória aconteceu, por 2 a 0, com os gols saindo um no começo do primeiro tempo e o outro no fim do segundo.

A partida de volta aconteceu no Bezerrão, no Distrito Federal. O Paysandu começou bem a peleja, abrindo o placar já aos dois minutos da primeira etapa. Mas o time candango virou no segundo tempo, marcando entre os 28 e 34 minutos. Os 2 a 1 contra deixaram o ar tenso para os dois lados, porém no fim tudo deu certo ao Papão, que comemorou sua segunda taça regional, 14 anos depois da primeira.

A campanha do Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Paysandu Campeão Paraense 2020

Com 207.638 casos e 6.249 mortes por Covid-19 até 6 de setembro, o Pará conheceu seu campeão estadual. O Paysandu recuperou a hegemonia no seu Estado depois de três anos e venceu seu 48º título paraense.

Em um regulamento estranho na primeira fase, onde os dez times enfrentaram metade dos adversários duas vezes mesmo sem haver divisão de grupos, o Papão teve uma campanha impecável, com oito vitórias em dez partidas, marcado 25 pontos e ficando na liderança, com dois a menos que o Remo. 

Nesse meio tempo, o campeonato ficou quase cinco meses paralisado em razão da pandemia. Na semifinal, o Paysandu encarou o Paragominas, perdendo na ida por 3 a 2, mas vencendo na volta por 2 a 0.

A final contou com o clássico Re-Pa, em duas partidas no Mangueirão. Na primeira, o Papão venceu o Remo por 2 a 1, virando com os dois gols marcados nos últimos cinco minutos. Na segunda, o Paysandu tornou a vencer, por 1 a 0. 

A campanha do Paysandu:
14 jogos | 11 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 32 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Jorge Luiz/Rede Cultura

Paysandu Campeão Brasileiro Série B 2001

A Série B voltou a ser organizada oficialmente pela CBF no ano de 2001. Após o caos político da Copa João Havelange no ano anterior, a intenção original da entidade era respeitar os critérios de acessos e rebaixamentos que haviam sido desenhados lá em 1999. Contudo, os bastidores do futebol brasileiro quase mandaram a competição para o espaço mais uma vez.

Graças a lobbies políticos, a composição das divisões sofreu alterações. Clubes que jogariam a Série B asseguraram suas vagas na elite, casos de Fluminense, Bahia, América-MG e Botafogo-SP. O Juventude e o São Caetano (vice-campeão brasileiro de 2000) também estavam previstos na segunda divisão, mas conseguiram a manutenção na Série A. O Remo tentou o mesmo caminho e buscou uma vaga até o último instante, sem sucesso. A Série B de 2001 contou com 28 participantes.

O Paysandu vinha de um ano de 1999 terrível, tendo sido um dos rebaixados naquela Série B. Mas o clube se reestruturou em 2000, ficou em quarto lugar no Módulo Amarelo e acabou chancelado na Série B de 2001. O regulamento dividiu os 28 times em dois grupos de 14, que se enfrentavam em turno e returno. O Papão caiu no primeiro grupo, ao lado de equipes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O Bicolor fez uma ótima primeira fase, conquistando a melhor campanha geral. Liderou sua chave com 47 pontos em 26 jogos, com 12 vitórias, 11 empates e três derrotas. Nas quartas de final, o Paysandu encarou o União São João. Após dois empates sem gols, em Araras e em Belém, o Papão garantiu a vaga no quadrangular final devido à sua melhor campanha, ao lado de Figueirense, Avaí e Caxias.

A fase decisiva foi marcada pelo equilíbrio. O Paysandu iniciou a caminhada com um empate por 3 a 3 contra o Avaí na Ressacada. Depois, ficou no 0 a 0 com o Caxias na Curuzu e buscou outro 3 a 3 heroico contra o Figueirense no Orlando Scarpelli. A primeira vitória veio na abertura do returno: 3 a 0 sobre o Figueirense, em Belém. Na penúltima rodada, o Papão vencia o Caxias no Estádio Centenário por 3 a 0 e tinha o acesso nas mãos, mas sofreu um apagão e permitiu uma incrível virada para 4 a 3.

O tropeço criou um cenário inédito: todos os quatro finalistas chegaram à última rodada empatados com seis pontos. Na Curuzu lotada, o Paysandu goleou o Avaí por 4 a 0. No outro jogo, o Figueirense vencia o Caxias por 1 a 0 em Florianópolis quando a torcida catarinense invadiu o gramado antes do apito final. A partida só se encerraria nos tribunais, com o acesso dos catarinenses. Alheio à confusão, o Paysandu, com nove pontos e um saldo de gols superior, soltou o grito de bicampeão da Série B.

A campanha do Paysandu:
34 jogos | 14 vitórias | 16 empates | 4 derrotas | 60 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Cristino Martins/O Liberal