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Goiás Campeão Goiano 1986

Depois de apenas assistir aos seus dois grandes rivais erguerem o Campeonato Goiano em 1984 e 1985, o Goiás fez diferente e em 1986 voltou a ser campeão, o que não acontecia desde 1983. O oitavo título estadual veio com sobras.

O campeonato contou com 12 participantes e foi quase igual ao da temporada anterior. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os seis melhores avançando. Na etapa seguinte, um hexagonal final de dois turnos decidiu o título. A única diferença para 1985 foi a ausência do torneio contra o rebaixamento, sendo descendidos os dois últimos colocados diretamente.

O Goiás começou a campanha fora de casa, fazendo 2 a 0 no Itumbiara. Na estreia em casa, no Serra Dourada, o Esmeraldino venceu o rival Vila Nova por 1 a 0. Depois, em outro clássico, bateu o Goiânia por 2 a 1. A grande trajetória na primeira fase seguiu com poucos tropeços e muitas vitórias. Nos 19 jogos restante, o time venceu 12, empatou cinco e perdeu dois. Com 35 pontos, o Goiás foi o líder com muita sobra para o vice Atlético, que fez 31. Além dos dois, avançaram ao hexagonal final: Anápolis, Vila Nova, Itumbiara e Rio Verde.

Mesmo com o funil mais apertado, o Goiás continuou como a grande força na fase final. Na abertura, empatou por 1 a 1 com o Vila Nova. No jogo seguinte, ficou no 0 a 0 com o Rio Verde fora de casa. A primeira vitória veio na terceira rodada, por 1 a 0 sobre o Anápolis, também como visitante. Apesar da certa demora em vencer, o Esmeraldino manteve uma trajetória forte, com mais quatro vitórias, um empate e uma derrota até a penúltima rodada, o que fez a equipe estar na liderança com 13 pontos, um a mais que o vice Atlético, e quatro a mais que Vila Nova e Itumbiara.

A disputa pelo título na última partida estava restrita a Goiás e Atlético, e os rivais se enfrentaram no Serra Dourada valendo a taça. Ao Esmeraldino, batava o empate para a conquista, enquanto o rubro-negro precisava vencer. Por um momento, parecia que tudo daria errado aos alviverdes, quando sofreram o primeiro gol. Mas a virada para 2 a 1 veio com o decorrer da partida, e o Goiás pôde então voltar a comemorar um estadual.

A campanha do Goiás:
32 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 49 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Paulo José/Placar

Goiás Campeão da Copa Centro-Oeste 2002

A Copa Centro-Oeste de 2002 foi a última antes de uma interrupção que durou até 2026. A disputa também foi especial por consolidar a dinastia do Goiás com seu terceiro título consecutivo, mas também por apresentar o regulamento mais robusto e exigente de sua história. Diferente dos anos anteriores, os oito participantes enfrentaram-se em um sistema de todos contra todos, em turno e returno, exigindo fôlego para alcançar o mata-mata.

O Goiás detinha, com folga, o elenco mais qualificado para suportar essa verdadeira maratona de jogos. A estreia, porém, foi discreta: um empate sem gols contra o Comercial-MS, no Serra Dourada. Mas o tropeço inicial foi apenas um soluço. Logo na rodada seguinte, o time mostrou suas credenciais ao atropelar o Palmas por 3 a 0 no Tocantins.

A campanha na primeira fase foi irrepreensível, somando dez vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. O poderio ofensivo da equipe ficou marcado para a história com a histórica goleada de 9 a 0 sobre o Serra em casa, na sétima rodada, além de um 3 a 2 no clássico contra o Vila Nova. O Esmeraldino encerrou a fase de classificação no topo da tabela com 32 pontos, dois à frente do Gama.

A semifinal reservou mais dois episódios do Derby do Cerrado. O Vila Nova chegou a assustar ao vencer o jogo de ida por 1 a 0. Contudo, na partida de volta, o Serra Dourada testemunhou um dos jogos mais emocionantes da competição: um triunfo heroico do Goiás por 4 a 3, que garantiu a vaga na final em um teste de nervos para a torcida.

A decisão foi um duelo de alviverdes entre Goiás e Gama, que passou pelo Comercial-MS. O time candango era a pedra no sapato do Esmeraldino, tendo imposto a maior humilhação do Goiás na primeira fase: uma derrota por 4 a 0 no Distrito Federal. Mordido e precavido, o Goiás foi ao Bezerrão para o primeiro jogo da final, mas novamente sucumbiu, perdendo por 3 a 2.

O cenário para o jogo de volta era claro: o Goiás precisava vencer por qualquer placar para fazer valer a vantagem da melhor campanha. Mas a equipe não quis depender do regulamento. Com uma atuação de gala no Serra Dourada, o Esmeraldino atropelou o Gama por 3 a 0 e levou o tri da Copa Centro-Oeste.

Na Copa dos Campeões de 2002, o Goiás foi bem. Eliminou São Caetano e Athletico-PR na fase de grupos e só parou nas quartas de final diante do Cruzeiro.

A campanha do Goiás:
18 jogos | 12 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 41 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Wagner Cabral/O Popular/Futura Press

Goiás Campeão da Copa Centro-Oeste 2001

Na Copa Centro-Oeste de 2001, a CBF optou pela manutenção do regulamento que havia funcionado bem no ano anterior: oito participantes divididos em dois grupos de quatro, com os dois melhores de cada chave avançando à semifinal. A única alteração ocorreu na distribuição de vagas: o estado de Goiás cedeu um de seus três postos ao Distrito Federal, que passou a contar com dois representantes.

O Goiás entrava na competição carregando o status de potência regional. Além de ser o atual campeão do torneio, o clube vinha de um inédito pentacampeonato estadual e de uma campanha sólida no Brasileirão de 2000. Sorteado no Grupo A ao lado de Bandeirante, Serra e Comercial-MS, o Esmeraldino transformou a fase inicial em um verdadeiro passeio.

A campanha foi impecável: seis vitórias em seis jogos. O ataque, liderado por nomes que fariam história no futebol nacional, não teve piedade. O cartel incluiu um sonoro 4 a 0 em Goiânia e uma goleada impiedosa de 6 a 1 em solo brasiliense contra o Bandeirante, além de um movimentado 6 a 3 sobre o Serra, no Serra Dourada. Com 18 pontos, o Goiás avançou na liderança absoluta.

Se a primeira fase foi tranquila, o mata-mata foi dureza. Na semifinal, o Goiás enfrentou o Gama, um adversário encardido. No jogo de ida, no Bezerrão, o time goiano foi surpreendido e saiu derrotado por 2 a 0, colocando em risco a hegemonia regional. No jogo de volta, no Serra Dourada, o Esmeraldino venceu por 4 a 2 e, graças à vantagem da melhor campanha na fase anterior, garantiu a vaga na final.

A decisão reservava, pelo segundo ano consecutivo, o maior clássico goiano: o Derby do Cerrado contra o Vila Nova, que passou pelo Serra na semifinal. Diferente do massacre de 2000, o Vila apresentava-se muito mais casca grossa. No primeiro duelo, no Serra Dourada, o equilíbrio prevaleceu e o Goiás venceu pela contagem mínima, 1 a 0, com gol do ídolo Araújo.

O jogo final foi um teste para cardíacos. O Vila Nova abriu o placar e segurava o resultado. O grito de campeão só veio aos 42 minutos do segundo tempo, quando o volante Josué balançou as redes para decretar o empate em 1 a 1. A freguesia estava mantida e o bicampeonato, devidamente selado.

Assim como no ano anterior, o título regional colocou o Goiás na Copa dos Campeões. No entanto, o time fez uma campanha decepcionante e abaixo das expectativas, acabando eliminado ainda na fase preliminar pelo Sport e pelo São Raimundo-AM.

A campanha do Goiás:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 29 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Carlos Costa/Placar

Goiás Campeão da Copa Centro-Oeste 2000

Logo em sua segunda edição, no ano 2000, a Copa Centro-Oeste passou por uma profunda reformulação. Alegando falta de competitividade e buscando confrontos mais lucrativos, os clubes mineiros retiraram-se do torneio para se juntarem à Copa Sul, que consequentemente foi rebatizada como Copa Sul-Minas. Com essa debandada, o torneio da região central sofreu uma redução no número de participantes, caindo de dez para oito equipes. O novo desenho técnico privilegiou o estado de Goiás, que passou a deter três vagas, enquanto os demais estados mantiveram apenas um representante cada.

O redesenho do regulamento deixou claro o favoritismo goiano, especialmente porque todos os representantes do estado foram alocados no mesmo grupo. O Goiás, que vivia uma fase áurea como tetracampeão estadual e recém-coroado campeão da Série B do Brasileiro, despontou como o grande candidato ao título. Na primeira fase, a principal resistência veio do rival Vila Nova.

Embora os dois clássicos regionais tenham terminado em empates sem gols, o Esmeraldino demonstrou sua força contra os demais adversários. A equipe atropelou a conterrânea Anapolina por 5 a 0 em Goiânia e castigou o candango Dom Pedro II (atual Real Brasília) com duas goleadas: 4 a 0 em casa e 4 a 1 fora. O Goiás encerrou a chave com 14 pontos, garantindo a liderança do Grupo A.

Na semifinal, o Goiás não deu margem para surpresas e eliminou o Juventude-MT com duas vitórias, por 1 a 0 na ida, no Mato Grosso, e por 2 a 1 na volta, no Serra Dourada.

Com um regulamento de tiro curto, a competição foi decidida em pouco mais de um mês. O destino reservou um Derby do Cerrado para a final, já que o Vila Nova havia despachado o São Mateus na outra semifinal. Se na fase de grupos o equilíbrio e a falta de gols deram o tom, a decisão foi marcada por uma grande exibição esmeraldina.

Em duas partidas realizadas no Serra Dourada, o Goiás atropelou o maior rival. Na ida, uma vitória segura por 3 a 1 pavimentou o caminho. Na volta, um sonoro 5 a 1 selou a conquista invicta do Goiás, que erguia seu primeiro troféu regional com uma autoridade incontestável.

O título garantiu ao Goiás uma vaga na inédita Copa dos Campeões, torneio da CBF que reunia os vencedores dos regionais e valia vaga na Libertadores. Na fase preliminar, o clube goiano terminou à frente de Vitória e São Raimundo-AM. Nas quartas de final, o time foi eliminado pelo Flamengo.

A campanha do Goiás:
10 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 26 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Donizete de Souza/Placar

Goiás Campeão Goiano 2026

O maior campeão goiano está de volta ao topo depois de oito anos. O Goiás chegou ao 29º título estadual em 2026, feito que não conseguia fazer desde 2018, contando no meio do caminho com alguns tropeços em casa. Todos foram superados.

O campeonato foi disputado por 12 clubes, em um formato inédito e semelhante aos utilizados no Paulista, no Paraense e na Liga dos Campeões da Europa. Todos os times ficaram em um mesmo grupo, porém só disputaram oito jogos. Nas partidas que disputou, o Goiás obteve seis vitórias e dois empates, que colocaram a equipe na liderança com 20 pontos.

Nas quartas de final, o Esmeraldino enfrentou o CRAC, empatando por 1 a 1 em Catalão e vencendo por 4 a 1 em Goiânia, na Serrinha. Na semifinal, o Goiás bateu a Anapolina de maneira dramática, por 4 a 3 nos pênaltis, após empatar por 2 a 2 em Anápolis e também por 1 a 1 em casa.

Na final, o Goiás enfrentou o Atlético-GO, que havia batido Abecat e Vila Nova. A decisão foi um tipo de revanche pelos três vices impostos pelo rival em 2019, 2022 e 2023, os dois últimos em plena Serrinha. Na ida, o Esmeraldino encaminhou o título ao vencer por 2 a 0 no Antônio Accioly, casa do adversário. Na volta, o empate por 0 a 0 em casa garantiu a taça de forma invicta.

A campanha do Goiás:
14 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 0 derrotas | 24 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Léo Iran/Diário de Goiás

Goiás Campeão Goiano 1983

O Campeonato Goiano de 1983 voltou a ser verde. O Goiás chegou ao sétimo título estadual dois anos após a última conquista, em um período marcado pela alternância de hegemonia com o rival Vila Nova.

A competição contou com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em dois turnos, com a classificação dividida em dois grupos. Os dois melhores de cada chave avançaram para a semifinal de fase, e os vencedores foram à final. A decisão foi disputada entre os ganhadoras das etapas.

A campanha do Goiás iniciou na vitória por 2 a 0 sobre o Goiânia. Nas demais 13 partidas da primeira fase, venceu mais sete vezes, quatro empates e duas derrotas. Com 20 pontos, o Esmeraldino ficou na primeira colocação do grupo B. Na semifinal, o time enfrentou o Goiânia. Na ida, perdeu por 2 a 1. Na volta, venceu por 3 a 1, com o gol da classificação saindo na prorrogação.

Na final, o Goiás iria enfrentar o Itumbiara, mas o clube foi punido em dois pontos na semifinal e sua vaga foi repassada à Anapolina, que havia sido derrotada pelo clube. O Itumbiara recorreu da decisão e disputa foi parar nos tribunais, o que fez a primeira fase ficar indefinida e travada.

Enquanto isso, a segunda fase foi iniciada. O Goiás estreou com derrota por 1 a 0 para o Itumbiara fora de casa. Na sequência, se recuperou com seis vitórias, cinco empates e duas derrotas, o que valeu 17 pontos e outra vez a liderança do grupo B. Na semifinal, o Esmeraldino encarou o Vila Nova. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0. Na segunda partida, perdeu por 2 a 0. Como o regulamento da época não levava em conta a soma dos placares, mais uma prorrogação foi disputada para a definição do vencedor. Nela, o Goiás marcou mais um gol, diminuiu a derrota para 2 a 1 e se classificou.

A decisão da segunda etapa reuniu Goiás e Anapolina, que bateu o Itumbiara sem ressalvas. Na ida, os esmeraldinos perderam por 2 a 0. Na volta, a equipe devolveu os 2 a 0. Na prorrogação, deu empate. A vitória definitiva só veio nos pênaltis, por 5 a 4, o que garantiu o Esmeraldino na decisão.

Faltava ainda a primeira fase. O Itumbiara não conseguiu recuperar os pontos e a final acabou sendo mesmo entre Goiás e Anapolina, outra vez, tornando-se de certa forma a decisão do estadual. No primeiro jogo, em Anápolis, o Esmeraldino foi derrotado por 2 a 0. Na segunda partida, no Serra Dourada, venceu por 1 a 0. Na prorrogação, Mairon César marcou 2 a 0 e o Goiás ficou com o título antecipado, por ter vencido as duas fases.

A campanha do Goiás:
36 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás

Goiás Campeão Goiano 1981

O Goiás aguardou cinco anos na fila para voltar a conquistar o título estadual em 1981. A espera desde 1976 para chegar ao sexto título se deu em função do domínio do Vila Nova nesse meio tempo.

Onze times disputaram o Goianão. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, com os seis melhores avançando para um hexagonal de turno único. O líder foi à terceira fase com um ponto extra. Na segunda fase, as equipes voltaram a jogar em dois turnos, com o líder também indo à etapa seguinte com um ponto extra. A terceira fase teve um quadrangular de dois turnos com os vencedores das etapas anteriores e as duas melhores campanhas na soma do campeonato. Os dois primeiros foram à decisão.

O Goiás estreou no torneio com vitória por 2 a 1 sobre o Goiatuba em casa. Nos outros 19 jogos da primeira fase, conseguiu mais nove vitórias, seis empates e quatro derrotas, que deixaram o time com 26 pontos, classificado em segundo lugar. No hexagonal, porém, o Esmeraldino foi péssimo, com dois empates e três derrotas, acabando em último lugar com dois pontos. O Vila Nova venceu a fase.

Seria preciso melhorar na segunda fase. Mas o Goiás iniciou com derrota por 2 a 1 para o Atlético. Uma recuperação só começaria na partida seguinte, na vitória por 2 a 1 sobre o Goiânia. Nas demais 18 partidas, a equipe venceu oito, empatou seis e perdeu quatro. Isso não foi o suficiente para conseguir a liderança. Com 24 pontos, o Esmeraldino foi quarto colocado, sete pontos atrás da líder Anapolina.

A classificação do Goiás à terceira fase veio na soma das pontuações. Com 52 pontos, o time ficou em quarto lugar, empatado com o Atlético mas com vantagem nos critérios de desempate. O Anápolis levou a outra vaga, enquanto Vila Nova e Anapolina chegaram pelas vitórias de fase e com os pontos extras. Mas o Esmeraldino compensou essa desvantagem. Em seis jogos, a equipe venceu três e empatou três, somando nove pontos e conseguindo a liderança, empatado com a Anapolina.

Goiás e Anapolina decidiram o estadual em três jogos no Serra Dourada. Com pior campanha, o Esmeraldino não podia perder e precisava vencer ao menos uma vez. Já seu adversário podia vencer a qualquer momento ou empatar todas as partidas. E foi o que aconteceu inicialmente: 2 a 2 no primeiro jogo, 1 a 1 no segundo e outro 1 a 1 no terceiro. A torcida da Anapolina chegou a comemorar seu inédito título, mas um acontecimento na segunda partida evitou a homologação do resultado: a escalação irregular do atacante rubro Osmar Lima. O Goiás entrou com um recurso no tribunal pedindo a vitória e os pontos, conseguindo-os um dia após a disputa do terceiro jogo. Isso deu o titulo ao time verde. 

A campanha do Goiás:
54 jogos | 23 vitórias | 19 empates | 12 derrotas | 58 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Jerônimo Lino/Placar

Goiás Campeão Goiano 1976

O Goiás conseguiu segurar a hegemonia estadual em 1976 e conquistou o quinto título na sua história, depois de uma campanha muito acirrada com seus rivais de capital e interior.

O torneio daquele ano manteve o regulamento simples das temporadas anteriores. Foram 12 participantes em dois turnos. O ganhador de cada fase se classificou para a final, independentemente da quantidade de equipes que chegassem lá. Goiás, Vila Nova, Atlético e Goiânia representaram a capital, enquanto Itumbiara, Goiatuba, Inhumas, Anápolis, Anapolina, Jataiense, Santa Helena e Rio Verde representaram o interior.

Na primeira fase, os esmeraldinos começaram a campanha com goleada por 4 a 1 sobre o Goiatuba em casa. Nas outras 11 partidas, o time conseguiu mais quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas. Essa inconstância fez com que o Goiás terminasse o turno na quinta colocação, com 14 pontos. Foram quatro pontos de distância para os líderes Goiânia e Atlético, que, empatados, se classificaram para a decisão.

Foi necessário melhorar o desempenho na segunda fase. Na estreia, o Goiás goleou o Inhumas por 6 a 0 em casa. A trajetória seguiu com mais oito vitórias, um empate e uma derrota nos 11 jogos restantes. Com 19 pontos, o time conseguiu a liderança isolada e se garantiu na final. Inclusive, o triunfo por 1 a 0 sobre o Vila Nova na última rodada evitou que a etapa decisiva fosse um quadrangular.

O Goianão de 1976 foi decidido em um triangular de turno único com Goiás, Goiânia e Atlético, com partidas no Serra Dourada. A abertura aconteceu entre esmeraldinos e rubro-negros. A vitória foi verde, pelo placar de 1 a 0. No segundo jogo, os alvinegros bateram o Atlético por 2 a 1 e encerraram com as chances de título dos derrotados.

Desta forma, Goiás e Goiânia lutaram pelo título pelo terceiro ano consecutivo. Era o desempate entre eles, pois o título foi alvinegro em 1974 e verde em 1975. E, com outra vitória por 1 a 0, o Esmeraldino levou o bicampeonato estadual.

A campanha do Goiás:
24 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás

Goiás Campeão Goiano 1975

No primeiro Campeonato Goiano realizado após a inauguração do Estádio Serra Dourada, em 1975, o Goiás chegou ao quarto título na história. E, a partir de então, iniciar um crescimento que o levaria a ser o maior campeão estadual algumas décadas depois.

Com um dos regulamentos mais simples para a época, a competição de 1975 teve a participação de 11 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram uma vez, com o líder garantindo uma vaga na final. A segunda fase foi igual, com o primeiro colocado preenchendo a outra vaga na decisão.

A campanha do Esmeraldino começou na vitória por 3 a 1 em cima da Anapolina em casa. Depois, seguiu com mais cinco triunfos e quatro empates até o fim da primeira fase. O time ficou invicto, mas o excesso de empates prejudicou na classificação final. Com 16 pontos, o Goiás terminou na segunda posição do turno, um ponto atrás do Goiânia, que se classificou para a final.

O jeito foi ganhar a segunda fase. Na estreia, o Esmeraldino venceu novamente a Anapolina, desta vez por 2 a 0 e fora de casa. Em casa, a primeira vitória veio na segunda rodada, também por 2 a 0 e em cima do Atlético, em clássico disputado no Serra Dourada. Na sequência, a equipe emendou outras seis vitórias e dois empates, que a deixaram com 18 pontos. Com menos empates, o Goiás enfim conseguiu seu lugar na decisão, com dois pontos de vantagem em cima do surpreendente Itumbiara, que deixou para trás Goiânia, Atlético e Vila Nova.

A final do Goianão de 1975 foi um replay da decisão do ano anterior, entre Goiás e Goiânia. Mas o Esmeraldino queria que desta vez o resultado fosse diferente. O confronto aconteceu em melhor de três no Serra Dourada. Na primeira partida, o Goiás venceu por 1 a 0. O segundo jogo terminou empatado por 0 a 0, adiando a conquista verde e dando a esperança da virada aos alvinegros.

Na terceira partida, o Goiás entrou com a vantagem do empate, mas chegou ao título invicto com vitória por 3 a 0 e sem dar qualquer chance ao rival, que ali iniciou um interminável jejum de títulos.

A campanha do Goiás:
23 jogos | 16 vitórias | 7 empates | 0 derrotas | 42 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás

Goiás Campeão Goiano 1972

Uma força esmeraldina começava a ser formada no início da década de 1970. Vencedor do segundo título goiano na história em 1971, o Goiás partiu para chegar na terceira taça, e ao bicampeonato, em 1972, em uma campanha inesquecível e invicta.

O estadual de 1972 teve a participação de 12 times: Goiás, Atlético Goianiense, Vila Nova, Goiânia, Campinas, Anápolis, Goiatuba, Itumbiara, Ipiranga de Anápolis, Santa Helena, América de Morrinhos e Inhumas. O regulamento foi simples, com a  disputa de dois turnos de 11 rodadas cada, com o campeão de cada fase classificado à final, que foi jogada em partidas de ida e volta.

A trajetória do Goiás no estadual teve início com vitória por 1 a 0 em cima do Santa Helena fora de casa. Depois, o Esmeraldino ficou no empate por 3 a 3 com o Ipiranga, também fora. Em casa, a estreia aconteceu no terceiro jogo, na vitória por 1 a 0 sobre o Anápolis. Nos oito jogos seguintes, a equipe conseguiu mais seis vitórias e dois empates. Com 19 pontos, o Goiás garantiu a vaga na decisão com um ponto de vantagem sobre o rival Atlético, algo que foi obtido na vitória por 1 a 0 na última rodada do turno.

No segundo turno, o Esmeraldino iniciou com empate sem gols com o Itumbiara fora de casa. A primeira vitória foi no jogo seguinte, por 2 a 1 sobre o América, também fora. Em Goiânia, o começo foi com triunfo por 2 a 1 em cima do Inhumas. O Goiás seguiu com mais sete vitórias e um empate nas oito partidas restantes, que deixaram o time com 20 pontos, uma a mais que na fase anterior. O problema é que o Atlético também fez 20 pontos e terminou em primeiro lugar, com dez vitórias ante as nove esmeraldinas.

Assim, o Goiás teve de disputar a final contra o rival rubro-negro em dois jogos, que aconteceram no Olímpico de Goiânia. No primeiro, o time verde venceu por 1 a 0. Este resultado permitia aos esmeraldinos até o empate para conquistar o título na segunda partida. Mas a equipe queria fechar a jornada invicta com outro triunfo e voltou a fazer 1 a 0  no clássico.

A campanha do Goiás:
24 jogos | 19 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 43 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Draulas Vaz/Placar

Goiás Campeão Goiano 1971

O futebol goiano pode ser dividido em duas eras: antes do Serra Dourada e depois do Serra Dourada. O estádio foi inaugurado apenas em 1975, e antes disso quem dominava o futebol estadual era o Goiânia, com 14 títulos até 1974. Depois, o clube não ganhou mais nenhum. Por outro lado, o Goiás possuía saltou de três taças para para quase 28 (até 2024).

Em 1971, o Esmeraldino tinha apenas um título, conquistado em 1966. Portanto, o clube estava atrás da segunda taça. Ela veio com emoção, em uma final que atualmente é considerada o maior clássico goiano, contra o Vila Nova.

O Goianão de 1971 teve nove participantes, no formato de pontos corridos com dois turnos. Em caso de empate na pontuação dos líderes ao fim de todas as rodadas, o título seria definido em desempate com as equipes em questão, sejam duas ou mais. Foi o que aconteceu.

A estreia do Goiás no estadual foi apenas na segunda rodada, pois folgou logo na primeira. Contra o Goianésia, o clube venceu por 2 a 0 fora de casa. Na sequência, o time teve mais dois triunfos pelo mesmo placar, contra Goiânia e Goiatuba. No primeiro clássico contra o Vila Nova, empate por 2 a 2 no Estádio Olímpico.

A campanha esmeraldina foi muito regular, com mais sete vitórias, três empates e uma derrota até a penúltima rodada. Porém, o Vila Nova conseguia ser ainda melhor, com 12 vitórias, dois empates e uma derrota em 15 partidas. Com 24 pontos, o Goiás estava em segundo lugar, com dois a menos que o líder Vila, e o segundo clássico entre as equipes foi reservado para a última rodada.

O Goiás precisava vencer o rival para forçar a decisão no desempate. E assim o fez, por 1 a 0 no Estádio Olímpico. Assim, foi preciso mais dois jogos para a definição do campeão goiano. Ambos aconteceram no Olímpico de Goiânia, até então o principal estádio da cidade. No primeiro, o Esmeraldino venceu por 2 a 0 e abriu vantagem. No segundo, o empate por 1 a 1 bastou para a confirmação da conquista.

A campanha do Goiás:
18 jogos | 12 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 28 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás (Quem souber quem são os jogadores na foto, escreva nos comentários)

Aliança/Goiás Campeão Goiano Feminino 2023

Em Goiás, a pareceria entre o Aliança e o Goiás rendeu mais um título estadual feminino em 2023, o segundo desde o início da união, em 2021. Foi o 16º título aurinegro, enquanto o alviverde levou seu terceiro na história.

O Goianão Feminino 2023 aconteceu com seis times, que se enfrentaram em dois turnos separados. O vencedor de cada turno garantiu uma vaga na decisão, mas se o ganhador de cada vaga fosse o mesmo, a conquista seria sem a necessidade de final. E foi o que aconteceu, com uma campanha 100% perfeita do Aliança/Goiás.

No primeiro turno, foram cinco vitórias em cinco partidas, 41 gols marcados e nenhum sofrido. No segundo, de novo cinco triunfos em cinco jogos, com 59 gols anotados e um sofrido. Apesar dos 100 tentos em dez partidas, o título só foi obtido na última rodada, no CT Buriti Sereno contra o Vila Nova, que tinha chances de vencer o returno em caso de triunfo. Mas o Aliança/Goiás fez 1 a 0 e levou a taça.

A campanha do Aliança/Goiás:
10 jogos | 10 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 100 gols marcados | 1 gol sofrido



Foto Divulgação/Aliança

Goiás Campeão da Copa Verde 2023

Demorou um pouco, mas chegou a vez do Goiás na Copa Verde. Quando colocou o time principal para disputar a competição, o Esmeraldino chegou ao seu primeiro título, 21 anos depois da conquista do tricampeonato da finada Copa Centro-Oeste.

A edição de 2023 do regional voltou a contar com 24 clubes, que percorreram cinco fases de mata-mata, regionalizadas entre o Norte de um lado da chave e o Centro-Oeste (mais Espírito Santo e Tocantins) do outro. Oito entraram diretamente nas oitavas de final - entre eles o Goiás -, enquanto os 16 restantes jogaram a primeira fase em partida única.

O primeiro adversário do Esmeraldino foi o União Rondonópolis, nas oitavas. No Estádio Hailé Pinheiro, a popular Serrinha, a equipe venceu por 3 a 0 o confronto solitário da fase e avançou. Das quartas de final em diante, as partidas passaram a ser em ida e volta. Contra o Brasiliense, o Goiás conseguiu outra classificação após empatar sem gols no Distrito Federal e vencer por 1 a 0 em Goiânia.

Na semifinal, foi a vez de enfrentar o Cuiabá. A primeira partida aconteceu na Arena Pantanal e terminou com derrota goiana por 1 a 0, a única em todo o torneio. O segundo jogo ocorreu na Serrinha, e o Goiás obteve a reversão do placar ao vencer por 2 a 0, com muita emoção no segundo tempo.

A final da Copa Verde foi entre Goiás e Paysandu. Os paraenses eliminaram Real Ariquemes, Princesa do Solimões e Remo. Também defendiam o título e estavam na busca pelo tetra. A ida foi jogada no Mangueirão, em Belém, e o Esmeraldino fez valer sua força de clube da Série A do Brasileirão ao vencer por 2 a 0. A volta foi na Serrinha, e nova vitória por 2 a 1 confirmou a conquista inédita na história do time goiano.

A campanha do Goiás:
7 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 10 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Luanna Andrade

Aliança/Goiás Campeão Goiano Feminino 2022

No Goianão Feminino 2022, um campeão que valeu por dois. O Aliança/Goiás faturou o título estadual depois de os clubes juntarem suas forças em 2021. O Aliança é o clube mais tradicional, com 14 conquistas anteriores (a última em 2018). Já o Goiás tem apenas uma taça (em 2019).

A competição contou com quatro equipes em disputa de dois turnos. o Aliança/Goiás, que integrou a Série A2 do Brasileirão mas acabou rebaixado, conseguiu o caneco de maneira invicta, com duas vitórias, um empate e sete ponto no primeiro turno, e três vitórias e nove pontos no returno. Como as Esmeraldinas conquistaram os dois turnos, não foi necessário fazer uma decisão. E o ataque acabou responsável pela de 48 gols, sobretudo com a ajuda das goleadas de 18 a 0 e 17 a 0 sobre o Morrinhos, além de 8 a 0 sobre as Atletas de Jesus.

O jogo que definiu a conquista alviverde e aurinegra foi contra o Vila Nova, que era o defensor do título, no CT Buriti Sereno, em Goiânia, com vitória por 2 a 1 na última partida do torneio.

A campanha do Aliança/Goiás:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 48 gols marcados | 2 gols sofridos



Foto Divulgação/Aliança

Goiás Campeão Brasileiro Série B 2012

A Série B de 2012 entrou para a história como uma das edições mais implacáveis na briga pelas vagas de acesso. O nível técnico foi tão elevado que cinco equipes ultrapassaram a marca dos 70 pontos, embora apenas quatro pudessem subir. Entre os destaques daquele ano estava o Goiás, que já amargava duas temporadas longe da elite e precisou engatar uma arrancada na reta final para ser bicampeão.

Porém, o cartão de visitas do Esmeraldino foi desastroso: uma goleada sofrida por 5 a 2 para o América-RN, em Natal. A reabilitação começou a ser desenhada na quarta rodada (o terceiro jogo do clube de fato), com uma vitória por 1 a 0 sobre o CRB, no Serra Dourada.

A partir dali, o Goiás se arrumou e passou a colecionar grandes atuações, incluindo uma vitória por 4 a 3 sobre o Vitória na sétima rodada e uma goleada por 6 a 0 sobre o Ipatinga, em Minas Gerais, pela 15ª rodada. Apesar do excelente desempenho, o Goiás não chegou a assumir a liderança no primeiro turno, que ficou marcado por um duelo particular entre Criciúma e Vitória.

Enquanto catarinenses e baianos se revezavam na ponta, o Goiás manteve a regularidade sob o comando de Enderson Moreira, vencendo confrontos diretos, como o 1 a 0 sobre o Criciúma no Serra Dourada, na 24ª rodada. Aproveitando os tropeços dos concorrentes pelo caminho, a liderança esmeraldina foi finalmente conquistada na 32ª rodada, após golear o ASA por 4 a 0 em Goiânia.

A empolgação sofreu uma pequena pausa na partida seguinte, quando a derrota por 3 a 2 para o ABC tirou o time goiano momentaneamente do primeiro lugar, polarizando a disputa final com o Criciúma. A resposta ao tropeço foi categórica: na 34ª rodada, um novo 4 a 0 sobre o Ipatinga, em casa, devolveu a primeira posição ao Esmeraldino, que não saiu mais de lá.

A volta para a elite do futebol brasileiro foi confirmada com duas rodadas de antecedência. Na 36ª partida, o Goiás bateu o Barueri por 3 a 0 no Serra Dourada. O título nacional foi comemorado na última rodada, com uma vitória por 2 a 1 sobre o Joinville diante de sua torcida. 

O Esmeraldino fechou a competição com 78 pontos somados em 23 vitórias, nove empates e seis derrotas. O Criciúma foi vice com 73 pontos, enquanto Athletico-PR e Vitória também subiram com 71 pontos. Essa pontuação estabeleceu a linha de corte mais alta já registrada na Série B, uma vez que o São Caetano igualou os mesmos 71 pontos, mas acabou fora do G-4 pelos critérios de desempate.

A campanha do Goiás:
38 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 75 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Rosiron Rodrigues/Goiás

Goiás Campeão Goiano 2018

O Goiás se tornou o maior detentor de hegemonia estadual, ao conquistar o tetracampeonato goiano. Com uma primeira fase bem tranquila, o Esmeraldino liderou seu grupo, com boa vantagem sobre o vice-líder Anapolina. E ainda viu seu rival Atlético-GO dançar na penúltima posição. Na semifinal, o Goiás encarou a própria Anapolina, e a classificação veio com emoção. Derrotado por 2 a 1 na ida, venceu pelo mesmo placar na volta, e fez 4 a 2 nos pênaltis.

A final foi contra a Aparecidense. Após empatar sem gols em Aparecida, o time alviverde aplicou 3 a 1 no Serra Dourada. A tempestade que caiu sobre a cidade tentou, mas não impediu o 28º título estadual do Goiás.


Foto Solimar Oliveira/Diário do Estado GO

Goiás Campeão Brasileiro Série B 1999

A Série B do Brasileirão avançou rumo à sua valorização no cenário nacional em 1999. A competição abandonou a divisão por grupos na primeira fase e adotou o formato de pontos corridos em turno único, onde todos os clubes se enfrentavam. Os oito melhores avançavam para o mata-mata, enquanto os seis piores eram rebaixados. Com essa mudança, os participantes tiveram seus calendários estendidos.

Tudo seria perfeito, não fossem os desdobramentos jurídicos na Série A envolvendo o Caso Sandro Hiroshi (que salvou o Botafogo e rebaixou o Gama). O imbróglio acabou implodindo o campeonato do ano seguinte, cancelando os rebaixamentos e forçando acessos por meio da Copa João Havelange em 2000. No fim das contas, os únicos resultados esportivos de 1999 que foram plenamente respeitados na transição de temporada foram o título do Goiás e o vice-campeonato do Santa Cruz.

Longe de imaginar a reviravolta política que viria, o Goiás entrou em campo como um dos favoritos entre os 22 participantes. A estreia já mandou um recado claro: logo de cara, no clássico contra o rival Vila Nova, vitória por 1 a 0 no Serra Dourada. O Esmeraldino frequentou a zona de classificação do início ao fim e avançou na terceira posição, somando 36 pontos em 21 jogos, com dez vitórias, seis empates e cinco derrotas. O time terminou nove pontos atrás do líder São Caetano, mas, a partir dali, a contagem zerava e um novo torneio começava.

Nas quartas de final, o Goiás cruzou com o Ceará, que terminou em sexto. Na ida, no Castelão, o Verdão venceu por 3 a 0, dando a impressão de que a vaga viria fácil. Contudo, na volta, no Serra Dourada, os cearenses reagiram e venceram por 4 a 3. Como o regulamento previa confrontos em melhor de três partidas, onde importavam os pontos somados no duelo, foi necessário um terceiro jogo, novamente em Goiânia. Jogando pelo empate devido à melhor campanha, o Goiás venceu por 2 a 0.

O quadrangular final reuniu Goiás, Bahia, Santa Cruz e Vila Nova. A estreia alviverde foi amarga, com uma derrota por 2 a 1 para o Santa Cruz no Arruda. A reabilitação veio na vitória por 1 a 0 contra o Vila Nova. Após empatar sem gols com o Bahia em Goiânia, o Esmeraldino deu o troco em Salvador, vencendo por 2 a 1. Na quinta rodada, novo triunfo por 1 a 0 no Derby Goiano deu o acesso ao Goiás.

A última rodada reservou a disputa direta pela taça. Com o Serra Dourada completamente superlotado, o Goiás enfrentou o Santa Cruz precisando apenas de um empate, já que liderava com dez pontos contra nove dos pernambucanos. Com frieza, o Verdão segurou o placar de 0 a 0, soltando o grito de campeão.

A campanha do Goiás:
30 jogos | 15 vitórias | 8 empates | 7 derrotas | 48 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Léo Caldas/Placar

Goiás Campeão Goiano 2017

Maior vencedor em seu estado, o Goiás levou o pela terceira vez na história um tricampeonato goiano. Líder do seu grupo na primeira fase, encarou o Atlético-GO na semifinal. Venceu por 2x1 na ida e empatou em 0x0 na volta.

Na final, enfrentou o Vila Nova. Logo no primeiro jogo a conquista foi encaminhada, ao vencer por 3x0. O título foi comemorado na partida de volta, com vitória por 1x0 no Serra Dourada. É o 27º título estadual do Esmeraldino.


Foto Rosiron Rodrigues/Goiás

Goiás Campeão Goiano 2016

O Goiás conquistou o 26º título estadual de maneira sofrida. Na final contra o Anápolis, não conseguiu vencer nenhum dos jogos. Empatou no interior em 0x0 e na capital em 1x1. Nos pênaltis, enfim o Versão pode comemorar o bicampeonato goiano.


Foto Divulgação/O Popular

Goiás Campeão Goiano 2015

O Goiás voltou a vencer no Campeonato Goiano após dois anos e depois de perder no último lance da final do ano anterior. Desta vez o Verdão não deu chance para a surpresa Aparecidense na final. Venceu por 2x0 no interior e empatou em 1x1 no Serra Dourada.


Foto Carlos Costa/Placar