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Sport Campeão Pernambucano 2026

O Sport conquistou o tetracampeonato pernambucano em 2026. O clube conseguiu este feito pela terceira vez em sua história, repetindo o que fez em 1999 e 2009, além de ter chegado a 46 títulos estaduais.

O torneio foi disputado por oito times, que se enfrentaram em turno único na primeira fase. Em sete partidas, o Sport venceu quatro, empatou duas e perdeu uma, encerrando a etapa inicial na segunda colocação, com 14 pontos, quatro a menos que o líder Náutico. O rubro-negro se classificou diretamente à semifinal, onde esperou o vencedor do confronto entre Retrô e Maguary.

A semifinal foi realizada contra o Retrô, o qual o Leão da Ilha eliminou ao vencer por 1 a 0 fora, nos Aflitos, e por 3 a2 na Ilha do Retiro.

Na final, o Sport enfrentou o Náutico, que havia eliminado o Santa Cruz. A ida foi disputada na Ilha do Retiro, com o empate por 3 a 3 sendo obtido nos acréscimos do segundo tempo pelos rubro-negros. A volta foi nos Aflitos, mas o Leão não quis nem saber e venceu por 3 a 0, garantindo o título na casa do rival.

A campanha do Sport:
11 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 25 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Paulo Paiva/Sport

Sport Campeão Pernambucano Feminino 2025

A hegemonia rubro-negra continua forte em Pernambuco. O Sport levou o 11º titulo estadual feminino em 2025, mesmo ano em que o clube voltou a figurar na elite do futebol brasileiro ao disputar a Série A1. No âmbito estadual, as Leoas da Ilha não deram margem para surpresas e conquistaram o tetracampeonato consecutivo.

A competição foi enxuta, contando com apenas quatro equipes. Na primeira fase, o Sport sobrou com a  liderança absoluta com nove pontos em três jogos e 100% de aproveitamento, com vitórias por 4 a 1 sobre o Ipojuca, por 6 a 0 sobre o Náutico e um W.O. por 3 a 0 sobre o Íbis. Na semifinal, o rubro-negro enfrentou o Íbis para valer e goleou por 15 a 0.

O título estadual foi decidido contra o Ipojuca. Na final, o Sport confirmou o favoritismo ao vencer por 6 a 0 na Ilha do Retiro, erguendo o troféu de tetra e reafirmando que, em solo pernambucano, o trono do futebol feminino permanece com o Sport.

A campanha do Sport:
4 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 34 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Rafael Vieira/FPF

Sport Campeão Pernambucano 1982

Mais uma vez, deu Sport. O clube rubro-negro venceu em 1982 o tricampeonato pernambucano, algo que não acontecia desde 1943 e que representou o 24º título estadual na história.

A competição contou com 12 participantes. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único e os quatro melhores avançaram para um quadrangular de dois turnos. O vencedor de cada se etapa se enfrentou na final. Na segunda fase, os dez melhores da primeira seguiram a mesma fórmula de turno, quadrangular e final. Na terceira fase, os oito melhores da segunda disputaram mais três etapas. Por fim, o vencedor de cada fase se encontrou na decisão geral.

A campanha do Sport iniciou na vitória por 2 a 0 sobre o Sete de Setembro em Garanhuns. Nos dez jogos seguintes, venceu nove e empatou um, garantindo a liderança com 21 pontos e um lugar na decisão da primeira fase. No quadrangular seguinte, o Leão venceu cinco vezes e perdeu uma, o que valeu outra vez a ponta da tabela, com dez pontos, e o consequente título da primeira etapa.

O rubro-negro estreou na segunda fase vencendo o Comercial de Serra Talhada por 2 a 0 em casa. Depois, venceu mais cinco vezes e perdeu três, terminando na quarta colocação com 12 pontos, cinco a menos que o líder Santa Cruz. No quadrangular, o Sport melhorou e conseguiu a liderança com 11 pontos, cinco vitórias e um empate. Na decisão de fase, o Leão bateu o Santa Cruz por 1 a 0.

Na terceira fase, o Sport começou com empate por 1 a 1 com o Paulistano fora de casa. Nas outras seis partidas, venceu quatro, empatou uma e perdeu uma, o que deixou a equipe em terceiro lugar com dez pontos, três atrás do líder Central. No quadrangular, venceu três vezes, empatou duas e perdeu uma, somando oito pontos. O rubro-negro terminou empatado com o Náutico, o que levou a um jogo extra entre os times. No Arruda, o Sport fez 3 a 1 no Clássico dos Clássicos.

A final da terceira fase virou a final do estadual, entre Sport e Central. Os times se enfrentaram no Arruda e fizeram um jogo bastante tenso, sem gols marcados em 90 minutos. Na prorrogação, o zagueiro Ailton deu o título ao Leão ao fazer 1 a 0, de cabeça.

A campanha do Sport:
48 jogos | 36 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 112 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Arquivo/Placar

Sport Campeão Pernambucano 1981

Desde 1962 sem conquistar um bicampeonato pernambucano, o Sport saiu da água para o vinho e voltou a conseguir este feito em 1981, na conquista do 23º título estadual em sua história.

A competição teve dez times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à final e os quatro melhores para um quadrangular. Nesta segunda etapa, os classificados jogaram em ida e volta, com o líder também passando à decisão. Na terceira fase, as oito melhores campanhas na soma geral seguiram, sob a mesma fórmula. As três fases foram decididas pelos líderes dos turnos e dos quadrangulares, e seus vencedores foram ao supercampeonato, que definiu o título.

A caminhada do Sport começou na vitória por 2 a 0 sobre o Ferroviário de Recife. Nos oito jogos restantes da primeira fase, o time fez mais três vitórias, três empates e duas derrotas. Os tropeços custaram caro, pois o Leão da Ilha acabou em quinto lugar com 11 pontos, empatado com o América de Recife, mas atrás pelo menor número de triunfos. O Santa Cruz foi o líder do turno e o Náutico liderou o quadrangular. Na final, os tricolores venceram e foram ao supercampeonato.

Na segunda fase, o rubro-negro fez diferente. Na estreia, goleou o América por 5 a 0. Nas outras oito partidas, venceu sete e empatou uma, conseguindo a liderança com 17 pontos. No quadrangular, quatro vitórias e duas derrotas deixaram o Sport no segundo lugar com oito pontos, um a menos que o líder Central. Na decisão em Caruaru, o Leão fez 2 a 0 no Central e se garantiu no supercampeonato.

As oito melhores campanhas seguiram para a terceira fase, e o Sport recomeçou a disputa na vitória por 3 a 1 sobre o América. Depois, a equipe a equipe obteve mais três vitórias, um empate e uma derrota. Com dez pontos, o Leão acabou em terceiro lugar, três pontos a menos que o líder Náutico. No quadrangular, o time venceu três vezes, empatou duas e perdeu uma, ficando em primeiro com oito pontos. Na final da fase, nos Aflitos, o Clássico dos Clássicos acabou empatado por 0 a 0, mas o Sport acabou com o vice porque fez menos pontos que o rival na soma de turno e quadrangular.

O supercampeonato juntou Santa Cruz, Sport e Náutico para três partidas. Na primeira, no Arruda, o rubro-negro segurou o 0 a 0 com o tricolor. Na segunda, nos Aflitos, o alvirrubro fez 1 a 0 no Santa e enterrou as chances do adversário. O terceiro jogo decidiu o título entre Sport e Náutico. Na Ilha do Retiro, Denô e Roberto marcaram para o Leão, que venceu por 2 a 0 e tornou-se "supercampeão".

A campanha do Sport:
41 jogos | 25 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 79 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arlindo Marinho/Placar

Sport Campeão Pernambucano 1980

Com só dois títulos estaduais na década de 1970, o Sport entrou nos anos 1980 disposto a fazer diferente em Pernambuco. A conquista da 22ª taça em 1980, aconteceu depois de três anos sem ganhar.

O Campeonato Pernambucano teve dez participantes em três fases. Na primeira, todos iniciaram se enfrentando em turno único, com o líder passando à final da etapa. Após, os times se dividiram em dois grupos em novo turno, em que o líder de cada chave duelou pela outra vaga na decisão. A segunda fase contou com a mesma fórmula, mas com os oito melhores da etapa anterior. A terceira seguiu com a dinâmica, com os seis melhores da fase anterior. A final do estadual reuniu os vencedores das três fases.

O Sport começou a campanha na Ilha do Retiro, fazendo 4 a 0 no Caruaru. Nos outros oito jogos, venceu seis e empatou dois, com destaque para os 11 a 0 sobre o Íbis, no auge da fama de "pior time do mundo". Com 16 pontos, o Leão da Ilha empatou na liderança com o Santa Cruz e precisou de uma partida extra, a qual venceu por 2 a 1. Na segunda parte da primeira fase, o rubro-negro venceu três partidas e empatou uma no grupo A, ficando em primeiro com sete pontos. Depois, em dois clássicos com o Santa Cruz, perdeu ambos por 1 a 0: o cruzamento de chaves e a final da fase.

Na segunda fase, o Leão estreou com empate por 1 a 1 com o Santo Amaro, vindo a vencer a primeira na rodada seguinte, por 1 a 0 sobre o Ferroviário de Recife. No restante das cinco partidas, a equipe venceu quatro e perdeu uma, ficando em segundo com 11 pontos, um a menos que o líder Náutico. Na sequência, o Sport venceu os três jogos no grupo A, ficando na liderança com seis pontos. No cruzamento com a outra chave, o time bateu o Náutico por 3 a 1. Na decisão, em outro Clássico dos Clássicos, novo triunfo por 1 a 0 colocou o Sport na decisão geral.

A terceira fase começou com o Sport batendo o América de Recife por 2 a 1. Depois, mais duas vitórias e dois empates deixaram o time na liderança, com oito pontos. Ao mesmo tempo, uma repescagem entre os eliminados das fases anteriores trouxe dois clubes para a segunda metade da terceira etapa. Nesta, o Leão venceu dois jogos e empatou um, porém ficando em segundo na chave A, com cinco pontos. O time esperou o Náutico superar o Santa Cruz no cruzamento, para bater o rival por 1 a 0 na decisão.

A maratona de fases, turnos, grupos e finais culminou no Clássico das Multidões na decisão geral. Com duas etapas vencidas, o Sport entrou com a vantagem de levar o título já na primeira partida, em caso de vitória sobre o Santa Cruz. E foi o que aconteceu em plena casa rival, no Arruda, pelo placar de 2 a 0.

A campanha do Sport:
38 jogos | 28 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 80 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Flávio Canalonga/Placar

Sport Campeão Pernambucano 2025

Quarenta e cinco vezes dono de Pernambuco. O Sport é o campeão estadual de 2025, mantendo a hegemonia local por mais um ano. Este título é mais um dos tantos tricampeonato que o Leão da Ilha possui, sendo o mais recente o conquistado em 2008.

O Campeonato Pernambucano contou com dez times, que jogaram a primeira fase em turno único. Em nove partidas, o rubro-negro venceu quatro, empatou três e perdeu duas, ficando apenas em quarto lugar na tabela, com 15 pontos, cinco atrás do líder Santa Cruz. Assim, o Sport precisou disputar as quartas de final, onde venceu o Decisão por 3 a 0 na Ilha do Retiro. Na semifinal, o Leão derrotou duas vezes o Santa Cruz no Clássico das Multidões, por 2 a 0 na Ilha do Retiro e por 1 a 0 no Arruda.

A final foi disputada entre Sport e Retrô, que superou Náutico e Maguary no mata-mata. O jogo de ida aconteceu na Arena Pernambuco, e o rubro-negro abriu vantagem ao vencer por 3 a 2. A partida de volta foi realizada na Ilha do Retiro. O Leão saiu na frente do placar, mas sofreu a virada do adversário para 2 a 1. Nos pênaltis, valeu o peso da camisa, com o Sport vencendo por 4 a 2 para ser campeão.

A campanha do Sport:
14 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 27 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Paulo Paiva/Press Foto Club/Sport

Sport Campeão Pernambucano 1977

Em uma final que insistia em não acabar, o Sport levou o título pernambucano de 1977. A reconquista estadual depois de dois anos representou a 21ª taça estadual do clube rubro-negro.

O torneio daquela temporada teve somente seis equipes: Sport, Náutico, Santa Cruz, América de Recife, Central e Caruaru. Elas se enfrentaram em três fases com dois turnos cada. O vencedor de cada fase se garantiu na decisão com um ponto extra.

Na primeira fase, o Leão da Ilha fez sete vitórias, dois empates e uma derrota. Foram 16 pontos somados, que deixaram o Sport empatado com o Santa Cruz. No desempate, o rubro-negro venceu por 2 a 1 no Arruda e garantiu a vaga a final e o primeiro ponto extra. Na etapa seguinte, foram oito vitórias e dois empates. Os resultados colocaram o time mais uma vez na liderança, mas de maneira isolada, com 18 pontos. Foi o segundo ponto do Sport para a decisão.

O Leão chegou para a terceira fase para conseguir mais seis vitórias, três empates e uma derrota, que somaram 16 pontos. O Sport voltou a empatar na pontuação, agora contra o Náutico. No desempate, que já antecipou a final geral do estadual, o rubro-negro perdeu por 1 a 0.

A decisão tinha um regulamento específico: será campeão o time que abrir dois pontos para o adversário em até três ou quatro jogos. O Sport iniciou com dois pontos contra um do Náutico. Na primeira partida, o Leão perdeu por 1 a 0. No segundo jogo, o Sport fez 2 a 0. Na terceira partida, deu empate por 0 a 0. Assim, o rubro-negro chegou a cinco pontos contra quatro do rival, fazendo-se necessário o quarto jogo.

O quarto e último jogo foi disputado no Arruda, e daria ao título ao Sport em caso de vitória ou empate. Mas o time levou 1 a 0 do Náutico, que foi a seis pontos. Sem ninguém atingir os dois pontos de diferença, o regulamento determinava a disputa de prorrogação até alguém marcar um gol. E foram necessários cinco tempos para o Sport chegar ao título, com seu gol sendo anotado aos oito minutos do quinto tempo (158º minuto de partida), pelo reserva Mauro.

A campanha do Sport:
36 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 62 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport

Sport Campeão Pernambucano Feminino 2024

Mais uma vez com a campanha perfeita, o Sport chega ao título do Pernambucano Feminino e amplia o domínio no futebol estadual em 2024. Esta é a terceira conquista consecutiva rubro-negra e a décima no geral, em uma temporada que também ficou marcada pelo acesso no Brasileirão Série A2. Em 2025, o clube estará de volta à primeira divisão.

O estadual em Pernambuco teve a participação de seis equipes, que se enfrentaram em turno e returno. As duas melhores avançaram à decisão. Porém, com o Sport acima dos outros, a disputa mesmo era para saber quem seria o segundo colocado. Em dez partidas, as Leoas conseguiram dez vitórias, todos os 30 pontos possíveis e a liderança. Os melhores resultados foram os 7 a 0 e os 11 a 1 sobre o Porto, os 7 a 0 o Náutico, os 10 a 0 sobre o Jaguar, e os 7 a 0 e os 13 a 0 sobre o Íbis.

Na final, o Sport enfrentou o segundo colocado, o Ipojuca. O time se classificou com 18 pontos, um a mais que o terceiro colocado Náutico. O confronto aconteceu em partida única na Arena Pernambuco, na grande Recife, e as Leoas aplicaram mais uma goleada por 7 a 0 para ficaram com o título.

A campanha do Sport:
11 jogos | 11 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 75 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Sport Campeão Pernambucano 1975

Foram 12 anos de tabu, vendo seus maiores rivais enfileirarem títulos estaduais. Em 1975, o Sport quebrou a fila e voltou a vencer o Campeonato Pernambucano. Foi a 20ª taça conquistada pelo clube rubro-negro, a primeira desde 1962. Nesse meio tempo, o Náutico foi hexa e o Santa Cruz penta.

O estadual manteve os oito participantes dos anos anteriores. Na primeira fase, os times se enfrentaram em dois turnos, com o líder avançando à final e os seis melhores passando à etapa seguinte. Na segunda fase, os seis classificados voltaram a jogar em dois turnos, com o primeiro colocado também indo à decisão e os cinco melhores pulando à terceira etapa. Na última fase, os cinco sobreviventes também atuaram em dois turnos. A final reuniu os campeões das três etapas, cada uma com um ponto extra.

O Leão da Ilha começou a campanha vencendo o Ferroviário de Recife por 2 a 0. Nos 13 jogos seguintes, conseguiu mais dez vitórias, dois empates e uma derrota. Entre os triunfos, duas históricas goleadas por 9 a 2 e por 8 a 0 sobre o Santo Amaro. Porém, o revés fez diferença na classificação e o Sport foi vice-líder, com 24 pontos, um a menos que o Náutico, que conquistou a primeira fase.

Santo Amaro e Íbis deixaram a competição na segunda fase. O Sport começou a etapa com outra goleada, por 5 a 0 em cima do América de Recife. Nas nove partidas restantes, o time se sobressaiu sobre os rivais e conseguiu mais sete vitórias e três empates. Invicto, o rubro-negro liderou a etapa com 17 pontos e conquistou a vaga na decisão.

Na terceira fase, o eliminado foi o Ferroviário. O Leão estreou outra vez com o América, vencendo por 2 a 0 na Ilha do Retiro. Depois, manteve a invencibilidade com mais cinco vitórias e dois empates, que colocaram a equipe novamente na liderança, com 14 pontos.

Com dois pontos extras, o Sport chegou na decisão em vantagem contra o Náutico, que ficou com um ponto. De tal forma, o time rubro-negro ficou com chance de ser campeão logo no primeiro jogo, nos Aflitos. Bastaria vencer o Clássico dos Clássicos fora de casa. Foi o que aconteceu, pelo placar de 1 a 0.

A campanha do Sport:
33 jogos | 25 vitórias | 7 empates | 1 derrota | 91 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Armando Filho/Placar

Sport Campeão Pernambucano 2024

Em Pernambuco, o Sport chegou ao bicampeonato pernambucano em 2024. O Leão da Ilha confirmou a condição de melhor equipe do Estado e atingiu o 44º título em toda a história, depois de fazer a melhor campanha de ponta a ponta.

O estadual foi disputado por dez times, que se enfrentaram em turno único. Em nove partidas, o rubro-negro venceu sete e perdeu duas, que deixaram o clube na liderança com 21 pontos, classificado diretamente à semifinal. Nesta fase, o adversário foi o rival Santa Cruz. Na ida, empate por 1 a 1 no Arruda. Na volta, empate por 0 a 0 na Arena Pernambuco e vitória por 5 a 3 nos pênaltis.

Na final, o Sport enfrentou o Náutico, que passou por Afogados e Retrô no mata-mata. O primeiro jogo foi nos Aflitos, e o Leão encaminhou o título ao vencer por 2 a 0. A segunda partida foi na Arena Pernambuco, e o empate sem gols bastou para a conquista rubro-negra.

A campanha do Sport:
13 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Sport Campeão Pernambucano Feminino 2023

Em Pernambuco, o Sport tornou-se o maior campeão estadual feminino. A conquista do bicampeonato em 2023 representou o nono título do clube rubro-negro, que desempatou o ranking com o Vitória das Tabocas. Tudo isso aconteceu depois do fraco desempenho no Brasileirão Série A2, onde brigou para não cair.

O Pernambucano foi disputado por seis times, que jogaram em turno único. A campanha das Leoas da Ilha teve 100% de aproveitamento. Na primeira fase, cinco vitórias em cinco partidas, incluindo goleadas como 13 a  0 sobre o Central e 10 a 0 sobre o Ferroviário do Cabo. Na semifinal, o Sport passou pelo Porto com triunfos por 4 a 0 em Caruaru e por 5 a 1 na Ilha do Retiro.

Na final, as Leoas encararam o Náutico, que na semi eliminou o Íbis. A disputa foi em uma partida só, disputada na Arena Pernambuco. E com uma vitória tranquila por 2 a 0, o Sport chegou a mais um título feminino. Ao todo, a equipe anotou 46 gols em oito jogos no torneio.

A campanha do Sport:
8 jogos | 8 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 46 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Sport Campeão Pernambucano 2023

O Sport volta a figurar no topo do futebol de Pernambuco. Depois de quatro anos, o clube vence o estadual e chega ao número de 43 títulos, consolidando-se como o maior campeão do Estado.

A primeira fase do Pernambucano 2023 teve a participação de 13 times, que se enfrentaram em turno único. Em 12 partidas, o Leão da Ilha conseguiu nove vitórias e três empates, que lhe deixou na liderança com 30 pontos e classificado direto à semifinal, enquanto do terceiro ao sexto lugares foram às quartas.

Na semi, o Sport enfrentou o Petrolina em jogo único na Ilha do Retiro e venceu por 2 a 0. A final foi contra o Retrô, segundo colocado que eliminou o Salgueiro. A ida foi na Arena Pernambuco, e acabou com vitória rubro-negra por 2 a 1. A volta foi na Ilha do Retiro e, com gols de Vágner Love e Gabriel Santos, o Leão venceu por 2 a 0, ficando com o título invicto.

A campanha do Sport:
15 jogos | 12 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 35 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Rafael Aroeira/FPF

Sport Campeão Pernambucano Feminino 2022

O Campeonato Pernambucano Feminino de 2022 teve como campeão o Sport. Com uma campanha perfeita, as Leoas da Ilha voltaram a conquistar o título estadual depois de quatro anos. Foram sete vitórias em sete partidas na competição que contou com um quadrangular inicial e uma final em jogo único.

Na primeira fase, deixou para trás Náutico, Íbis e Ferroviário do Cabo, com 44 gols marcados e nenhum sofrido. Entre as goleadas aplicadas, 12 a 0 e 9 a 0 no Ferroviário, 10 a 0 no Íbis e até mesmo um 6 a 0 sobre o Náutico. Na final, o Sport voltou a encontrar seu arquirrival, e venceu a decisão em jogo único por 3 a 0 na Arena Pernambuco, para levar seu oitavo título estadual. Os gols da conquista foram anotados por Layza (duas vezes) e Gessica.

A campanha do Sport:
7 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 47 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Sport Campeão da Copa do Nordeste 2014

Reassumindo o protagonismo no calendário nacional, a Copa do Nordeste ganhou um atrativo de peso em 2014: o campeão passou a garantir vaga na Copa Sul-Americana, resgatando o prestígio dos anos 1990, quando o vencedor assegurava classificação para a antiga Copa Conmebol. A fórmula de disputa da edição anterior (16 clubes em quatro chaves) foi mantida. No entanto, o rigor do critério classificatório pelos estaduais cobrou um preço alto: quarto colocado no Campeonato Paraibano de 2013, o campeão Campinense ficou de fora da competição.

Com o detentor do título ausente, a expectativa era de que as principais forças da região entrassem em campo em ritmo acelerado. A prática, contudo, reservou surpresas: o Bahia decepcionou com uma eliminação ainda na fase de grupos, enquanto o Vitória sofreu uma goleada por 5 a 1 para o Ceará nas quartas de final. Outro grande que flertou com o perigo, mas que no fim venceu, foi o Sport.

No Grupo D ao lado de Náutico, Guarany de Sobral e Botafogo-PB, o Leão da Ilha tentava encerrar um jejum de 14 anos sem erguer o troféu regional. Embalado pelo recente retorno à Série A do Brasileirão, o time demorou a engrenar na competição. A estreia reservou um empate em 1 a 1 contra o Botafogo em João Pessoa. Na sequência, o rubro-negro viveu um momento crítico com três partidas sem vitória: derrota por 1 a 0 no clássico diante do Náutico na Ilha do Retiro, empate sem gols contra o Guarany de Sobral no Recife e um novo revés por 1 a 0 para a equipe cearense fora de casa.

À beira da eliminação, o Sport reagiu nas duas rodadas derradeiras. Primeiro, aplicou 3 a 0 sobre o Náutico na Arena Pernambuco. Em seguida, superou o Botafogo por 1 a 0 na Ilha do Retiro. Com oito pontos, o Leão arrancou a vice-liderança da chave. A classificação foi facilitada também pelos bastidores, já que a equipe paraibana havia perdido quatro pontos no STJD por escalação irregular.

A partir das quartas de final, o Sport apresentou um futebol pragmático e eficiente. Contra o CSA, construiu a vantagem de 2 a 0 na partida de ida, no Recife, e administrou a vaga na semifinal mesmo com a derrota por 1 a 0 no Rei Pelé, em Maceió. Na semifinal diante do rival Santa Cruz, a estratégia se repetiu: vitória por 2 a 0 na Ilha do Retiro e um novo triunfo por 2 a 1 no Estádio do Arruda, avançando para a decisão.

A final colocou frente a frente Sport e Ceará, que superou Vitória e América-RN. O roteiro das fases anteriores foi executado à risca. No confronto de ida, na Ilha do Retiro, o Leão abriu vantagem ao vencer por 2 a 0. No jogo de volta, diante de um Castelão lotado, a equipe pernambucana soube atuar com o regulamento debaixo do braço. Segurando a pressão dos donos da casa, o Sport empatou em 1 a 1, com o atacante Neto Baiano convertendo uma cobrança de pênalti decisiva que selou o placar e garantiu a festa do tricampeonato rubro-negro em solo cearense.

A campanha do Sport:
12 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Genival Paparazzi

Sport Campeão da Copa do Nordeste 2000

Sem grandes alterações entre uma temporada e outra, a Copa do Nordeste manteve sua fórmula consolidada para o ano 2000. Sete estados e 16 equipes voltaram a se dividir em quatro chaves em uma competição que, a essa altura, já se mostrava bem mais rentável e atraente que os campeonatos estaduais. A mudança do regulamento ficou por conta de um ajuste importante nas fases eliminatórias: as disputas por pênaltis no mata-mata foram abolidas, dando a vantagem do empate no placar agregado às equipes de melhor campanha na fase de grupos.

Dentro de campo, a edição destacou-se pela presença marcante de clubes emergentes do interior nordestino, como Juazeiro-CE, Juazeiro-BA, Coritiba-SE, Miguelense e Poções. Inclusive, os dois últimos surpreenderam ao avançar para a fase final. Contudo, na hora da decisão, o peso das camisas tradicionais falou mais alto. Campeão da edição inaugural de 1994 e vindo de um tetracampeonato estadual, o Sport entrou em campo sedento pelo bicampeonato regional, feito que confirmaria meses antes de alcançar o pentacampeonato pernambucano naquele mesmo ano.

No Grupo A, o Leão da Ilha enfrentou Botafogo-PB, CSA e o Poções. A chave transcorreu sem maiores sobressaltos para os pernambucanos. Na estreia, o Sport conquistou uma vitória por 2 a 0 sobre o CSA no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência, aplicou outro 2 a 0 contra o Botafogo-PB, na Ilha do Retiro. O único tropeço rubro-negro na fase inicial ocorreu na terceira rodada, em pleno Recife: derrota por 2 a 1 para a equipe do interior baiano. No returno da chave, a equipe respondeu com autoridade. Venceu os paraibanos por 1 a 0 no Almeidão, em João Pessoa, e devolveu o placar de 1 a 0 sobre o Poções. Para fechar a fase inicial, o Leão aplicou uma goleada por 6 a 1 sobre o CSA dentro de casa. Com 15 pontos acumulados, o Sport avançou na liderança de seu grupo.

Nas quartas de final, o rubro-negro esteve à beira da eliminação diante do Treze. Após sofrer uma dura derrota por 2 a 0 no Amigão, em Campina Grande, a equipe pernambucana precisou buscar uma vitória por 3 a 0 no jogo de volta, na Ilha do Retiro, para manter vivo o sonho da taça.

Na semifinal, em reencontro com o Poções, o Sport segurou um empate em 1 a 1 no Estádio Heraldo Curvelo, no interior da Bahia, e confirmou a vaga na decisão ao vencer por 2 a 0 no Recife.

A final promoveu um duelo entre Sport e Vitória, que passou por América-RN e Sergipe. O jogo de ida, disputado no Barradão, em Salvador, terminou empatado em 2 a 2. O confronto de volta, na Ilha do Retiro, reservou a mesma intensidade e terminou com uma nova igualdade pelo placar de 2 a 2. Graças à melhor campanha construída ainda na primeira fase, a vantagem do regulamento beneficiou o Sport no placar agregado. No fim, a torcida pernambucana celebrou o bicampeonato da Copa do Nordeste, cimentando de vez a hegemonia do rubro-negro na virada do milênio.

A campanha do Sport:
12 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 23 gols marcados | 10 gols sofridos


Foro Léo Caldas/Agência Lumiar/Placar

Sport Campeão da Copa do Nordeste 1994

Maior competição regional do Brasil, a Copa do Nordeste tornou-se uma vitrine de relevância para os clubes da região. No entanto, a definição exata de sua origem ainda gera controvérsias. O primeiro registro de um torneio interestadual entre equipes nordestinas data de 1946, quando o Fortaleza venceu um quadrangular disputado em Natal.

Anos mais tarde, a fase regional da Taça Brasil, entre 1959 e 1968, ganhou peso especial no calendário dos clubes nordestinos, embora dividisse espaço com equipes da Região Norte. Já entre 1975 e 1976, foi organizado o Torneio José Américo de Almeida Filho, conquistado por CRB e Vitória. Essa competição, que contou inclusive com a participação do Volta Redonda em sua segunda edição, é vista por muitos como a verdadeira precursora do torneio. No entanto, a CBF jamais reconheceu tais edições.

A cronologia dá um salto de 18 anos até 1994, quando a Federação Alagoana de Futebol organizou a Taça Governador Geraldo Bulhões. Disputado no mês de dezembro, o torneio ganhou apelo popular e ficou conhecido como a "Copa do Nordeste". A competição fincou raízes definitivas no futebol brasileiro a partir do reconhecimento da CBF em 1997, quando a entidade assumiu sua organização.

A edição inaugural de 1994 reuniu 16 participantes, sendo cinco deles representantes de Alagoas. O regulamento era enxuto: quatro grupos na primeira fase, classificando os dois melhores de cada chave para o mata-mata, em turno único. Todas as partidas aconteceram em Maceió, Arapiraca e Capela.

O primeiro campeão do Nordestão foi o Sport. Naquela temporada, o Leão já vinha embalado pelo título estadual e por uma campanha consistente no Campeonato Brasileiro, além de contar com um elenco ajustado cujo maior destaque era um garoto chamado Juninho, que despontava pela precisão em suas cobranças de falta. Na primeira fase, o Sport integrou o Grupo C, disputado em Maceió. Nas três partidas no Estádio Rei Pelé, o time goleou o Fortaleza por 6 a 1, venceu o Vitória por 3 a 0 e superou o CRB por 1 a 0 no fechamento da chave, encerrando com nove pontos e na liderança

O Leão avançou às quartas de final para enfrentar o América-RN. Sem dificuldades, aplicou um 3 a 0. Na semifinal contra o Bahia, o confronto exigiu mais competitividade. O placar em 1 a 1 no tempo regulamentar levou a decisão para os pênaltis, em que os pernambucanos venceram por 4 a 3.

A final colocou novamente frente a frente Sport e CRB, que passou por Guarany de Sobral e Cruzeiro de Arapiraca. Ciente de que a maioria da torcida no Rei Pelé apoiava o adversário local, o Leão foi cauteloso. Sem grandes riscos assumidos por ambos os lados, a partida terminou em 0 a 0. O título foi decidido nos pênaltis. Repetindo a competência da fase anterior, o Sport venceu por 4 a 2 e faturou o primeiro título na Copa do Nordeste, e de forma invicta.

A campanha do Sport:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport

Sport Campeão Pernambucano 2019

A taça do Campeonato Pernambucano é novamente do Sport. Líder da fase inicial com sete vitórias e duas derrotas, o Leão da Ilha do Retiro venceu o Petrolina por 4 a 0 na partida única das quartas de final. Na semifinal contra o Salgueiro, avançou com vitória por 3 a 1.

A decisão foi contra o Náutico, e foi difícil. Na ida nos Aflitos, vitória do Sport por 1 a 0. A volta foi na Ilha, e o Sport sofreu virada de 2 a 1 para o rival. A final foi para os pênaltis, onde foi a vez do goleiro Mailson brilhar. Com duas defesas, o jogador ajudou seu time a vencer por 4 a 3 e conquistar o 41º título estadual.


Foto Marlon Costa/Futura Press

Sport Campeão Brasileiro Série B 1990

Não é de hoje que a CBF demonstra certa incongruência em sua organização. Após realizar uma Série B inchada com 96 clubes em 1989, a entidade voltou a separar as competições em três divisões em 1990, fazendo com que a segunda divisão retornasse ao formato de 24 equipes.

Rebaixado no ano anterior, o Sport tinha uma missão clara: retornar à elite com uma campanha sólida. Com o rival Náutico como único representante pernambucano na Série A, o Leão não poderia se dar ao luxo de falhar. Os 24 participantes foram divididos em quatro grupos, com o Sport no Grupo D.

Com quatro vagas de classificação por grupo, o rubro-negro não teve dificuldades para garantir a liderança, somando 12 pontos em dez jogos, com três vitórias, seis empates e uma derrota. O time terminou empatado em pontos com o Moto Club, mas garantiu a ponta graças ao saldo de gols. De quebra, viu o rival Santa Cruz ser eliminado ainda nesta etapa.

Na segunda fase, os 16 classificados foram reorganizados em quatro novos grupos. O Leão da Ilha caiu no Grupo H, ao lado de Operário-PR, Itaperuna e Remo. Em uma disputa extremamente acirrada, o Sport somou seis pontos, com uma vitória, quatro empates, uma derrota, quatro gols marcados e quatro sofridos, terminando rigorosamente empatado em todos os critérios com o Itaperuna. O desempate veio no confronto direto: após um 0 a 0 na Ilha do Retiro e um 1 a 1 no Estádio Jair Bittencourt, a regra do gol fora de casa foi aplicada a favor dos pernambucanos. Assim, o Sport avançou de fase ao lado do Operário.

Na terceira fase, os oito sobreviventes foram divididos em dois grupos de quatro. O Sport figurou no Grupo I, junto a Juventude, Moto Club e Guarani. Nesta etapa, o clima foi menos tenso: o rubro-negro manteve a invencibilidade com três vitórias e três empates, somando nove pontos. Como apenas o líder de cada grupo subia, o clube garantiu o acesso antecipado à Série A de 1991. A celebração ocorreu no Brinco de Ouro, após um empate em 1 a 1 com o Guarani na última rodada.

A decisão do título foi um duelo de rubro-negros contra o Athletico-PR, que havia superado Criciúma, Operário-PR e Catuense. A primeira partida, disputada no Pinheirão, em Curitiba, terminou empatada em 1 a 1. Por ser detentor da melhor campanha geral, o Sport tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais. Na partida de volta, na Ilha do Retiro, o placar de 0 a 0 garantiu o título da Série B para o Leão, colocando mais uma taça nacional na galeria do clube.

A campanha do Sport:
24 jogos | 7 vitórias | 15 empates | 2 derrotas | 22 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport

Sport Campeão Brasileiro 1987

O futebol brasileiro nunca esteve tão dividido quanto em 1987. A fundação do Clube dos 13 e a criação da Copa União restrita a apenas 16 convidados gerou uma onda de indignação nacional. Clubes que haviam brilhado no ano anterior, como Guarani, America-RJ, Criciúma e Inter de Limeira, viram-se subitamente excluídos da elite por critérios políticos, e não técnicos.

Pressionada pela exclusão dos "novos grandes", a CBF recuou na ideia de terceirizar o campeonato. Para retomar o controle, a entidade organizou uma competição paralela com outras 16 equipes, batizada com o antigo nome de Copa Brasil. No papel, a CBF hierarquizou a Copa União como o Módulo Verde e a Copa Brasil como o Módulo Amarelo. O regulamento imposto previa o cruzamento dos campeões e vices de ambos os módulos em um quadrangular final para unificar o título brasileiro.

A CBF aproveitou o momento para punir clubes que haviam acionado o STJD contra o rebaixamento de 1986. A Ponte Preta foi enviada ao Módulo Azul, enquanto Fortaleza e Nacional-AM foram relegados ao Módulo Branco (equivalentes a divisões inferiores). O caso mais emblemático foi o do America-RJ: quarto colocado em 1986, o clube recusou-se a disputar o Módulo Amarelo por considerar sua exclusão do Verde uma afronta. Por outro lado, Sport e Vitória venceram suas batalhas jurídicas e garantiram vaga no Módulo Amarelo. Mal sabia o Leão da Ilha que aquela decisão pavimentaria o caminho para sua maior glória.

O regulamento do Módulo Amarelo espelhava o do Verde: dois grupos em dois turnos (um de chaves cruzadas e outro interno). O Sport, comandado por Emerson Leão, sobrou tecnicamente: No primeiro turno, o rubro-negro foi avassalador. Com cinco vitórias e três empates, liderou seu grupo com 13 pontos e carimbou a vaga antecipada na semifinal.

Com a classificação no bolso, o Sport administrou o returno, liderando o Grupo B com nove pontos, quatro vitórias, um empate e uma derrota. Como já possuía a vaga, esta foi repassada ao vice-líder Bangu. Na outra chave, Athletico-PR e Guarani confirmaram o favoritismo e completaram o mata-mata.

A semifinal contra o Bangu testou o coração da torcida pernambucana. Após perder por 3 a 2 em Moça Bonita, o Sport rugiu na Ilha do Retiro, vencendo por 3 a 1 e garantindo a vaga na final contra o Guarani, que bateu o Athletico-PR.

A decisão do Módulo Amarelo foi uma epopeia. O Sport perdeu a ida em Campinas por 2 a 0, mas devolveu um sonoro 3 a 0 no Recife. Como o regulamento ignorava o saldo de gols, a partida foi para a prorrogação e para os pênaltis. Após 24 cobranças e um empate em 11 a 11, as diretorias, exaustas, concordaram em dividir o título do módulo. Dias depois, o Guarani abriu mão da taça, e o Sport foi declarado o único campeão do Módulo Amarelo.

Já no início de 1988, o quadrangular decisivo foi convocado. Seguindo o pacto do Clube dos 13, Flamengo e Internacional recusaram-se a entrar em campo. Com os W.O.s confirmados, Sport e Guarani reeditaram a final para decidir, oficialmente, quem herdaria a taça da CBF. No Brinco de Ouro, o Leão, agora comandado por Jair Picerni, segurou um empate valioso em 1 a 1, com gol do zagueiro Betão. Na volta, a Ilha do Retiro explodiu quando Marco Antônio, de cabeça, marcou o 1 a 0 sobre o Bugre.

O apito final selou o Sport como o campeão brasileiro de 1987. Embora o caso tenha gerado décadas de batalhas jurídicas que chegaram até o STF, para a história oficial e para o povo do rubro-negro pernambucano, o Leão gravou seu nome no topo do futebol nacional naquele domingo em Recife.

A campanha do Sport:
20 jogos | 12 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport

Sport Campeão da Copa do Brasil 2008

Na vigésima edição da Copa do Brasil, em 2008, o grito de campeão veio do Nordeste. O Sport, protagonizando uma das campanhas mais épicas da história da competição, conquistou o título batendo com autoridade gigantes do Sul e do Sudeste, transformando a Ilha do Retiro em um verdadeiro caldeirão.

O Rubro-Negro pernambucano iniciou sua caminhada diante do Imperatriz, do Maranhão. Na ida, empate por 2 a 2 no interior maranhense. Na volta, goleada por 4 a 1 em Recife. Na segunda fase, o adversário foi o Brasiliense. O Leão da Ilha venceu o primeiro jogo no Distrito Federal por 2 a 1 e confirmou a vaga com novo triunfo por 4 a 1 em casa.

Nas oitavas de final, o Sport encarou o Palmeiras, e foi aqui que a campanha ganhou contornos históricos. Na ida, o Rubro-Negro segurou um empate sem gols no Palestra Itália. Na volta, pela terceira vez consecutiva no torneio, aplicou uma goleada por 4 a 1 na Ilha do Retiro, com três gols do meia Romerito.

O adversário nas quartas foi o Internacional. No Beira-Rio, o Leão sofreu sua primeira derrota, por 1 a 0. A partida de volta, em Recife, foi emocionante: o Sport garantiu a classificação com uma vitória por 3 a 1. O gol salvador foi marcado pelo zagueiro e capitão Durval, em uma cobrança de falta certeira aos 33 minutos do segundo tempo.

Na semifinal, o desafio foi contra o Vasco. Diferentemente das fases anteriores, o Sport fez a primeira partida em casa e venceu por 2 a 0, com gols de Durval e Daniel Paulista. No segundo jogo, em São Januário, os cariocas devolveram o placar. A vaga foi decidida nos pênaltis, com vitória do Leão por 5 a 4. Apesar da classificação, o time sofreu um baque: o artilheiro Romerito não teve seu empréstimo renovado junto ao Goiás e precisou deixar o clube antes da final.

Na decisão, o Sport enfrentou o Corinthians, que na época disputava a Série B e chegava à final após superar Barras, Fortaleza, Goiás, São Caetano e Botafogo. O jogo de ida, no Morumbi, começou desastroso para o Leão, que chegou a estar perdendo por 3 a 0. Contudo, aos 46 minutos do segundo tempo, Enilton marcou o gol de honra, selando o placar em 3 a 1, um gol vital para as pretensões pernambucanas. Na volta, em uma Ilha do Retiro pulsante, Carlinhos Bala e Luciano Henrique marcaram aos 34 e 37 minutos do primeiro tempo. A vitória por 2 a 0 reverteu a vantagem paulista e sacramentou o título histórico do Sport.

A campanha do Sport:
12 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 24 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Léo Caldas/Placar