A segunda edição da Supercopa do Brasil reuniu, em 1991, as duas maiores torcidas do país: o Corinthians, campeão do Campeonato Brasileiro de 1990, e o Flamengo, vencedor da Copa do Brasil. Ao contrário do tumultuado torneio do ano anterior, as diretrizes originais idealizadas pela CBF saíram do papel: um confronto único em formato festivo para abrir oficialmente o calendário da temporada nacional.
O local escolhido para a grande decisão foi o Morumbi, em São Paulo. Embora fosse um campo neutro do ponto de vista do mando de jogo, já que o Corinthians mandava boa parte de suas partidas no Pacaembu, a escolha concedia vantagem territorial ao clube alvinegro.
Contudo, a expectativa de grande público foi frustrada. A coincidência com as comemorações e o feriado do aniversário da cidade de São Paulo, combinada às fortes chuvas que castigavam a capital no verão do dia 27 de janeiro de 1991, afastou os torcedores, resultando em um público pagante de pouco mais de duas mil pessoas nas arquibancadas.
Em campo, o confronto foi equilibrado e disputado em ritmo de início de temporada. O lance decisivo da partida ocorreu aos 25 minutos da etapa final: após cruzamento feito por Giba para dentro da grande área, Neto disputou a bola pelo alto no travessão com o goleiro flamenguista Zé Carlos. Na sobra da jogada, mesmo caindo no gramado, o camisa 10 alvinegro conseguiu esticar a perna e finalizar para as redes desprotegidas do rival carioca, decretando o placar de 1 a 0.
No lance do gol, Neto sofreu uma luxação no ombro ao cair no gramado, mas permaneceu em campo e celebrou a conquista após o apito final. O triunfo confirmou o título inédito da Supercopa do Brasil para o Corinthians, encerrando a fase inicial do torneio antes de uma interrupção que duraria quase três décadas, até o ano de 2020.

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