Brasil Campeão da Copa América Feminina 2025

Em 2025, foi disputada a décima edição da Copa América Feminina, a principal competição de seleções na América do Sul, existente desde 1991. E o Brasil foi campeão pela nona vez, reafirmando sua hegemonia no continente. Apenas uma vez o país não foi campeão, em 2006, quando foi vice da Argentina. Nas outras, levou a taça: 1991, 1995, 1998, 2003, 2010, 2014, 2018, 2022 e, agora, 2025.

O torneio foi sediado no Equador, com dez equipes divididas em dois grupos na primeira fase. As duas melhores de cada chave avançaram para a fase final. Um destaque para esta edição foi o fato de, pela primeira vez, não servir como eliminatórias para a próxima Copa do Mundo, que será no Brasil em 2027. Para tal, a Conmebol vai organizar a Liga das Nações, entre 2025 e 2026. 

A campanha brasileira rumo ao eneacampeonato começou no grupo B da primeira fase. A Seleção fez 2 a 0 na Venezuela, 6 a 0 na Bolívia, 4 a 1 no Paraguai, e empatou por 0 a 0 com a Colômbia. Com dez pontos, o Brasil ficou na liderança da chave. Na semifinal, goleou o Uruguai por 5 a 1.

A final foi jogada contra a Colômbia, que na semifinal despachou a Argentina. Em Quito, no Estádio Casa Blanca, o time comandado por Arthur Elias precisou se superar. As colombianas ficaram três vezes na frente, mas em todas elas as brasileiras buscaram o empate, com gols de Angelina, Amanda Gutierres e Marta. Saída do banco de reservas, a Rainha anotou o gol do terceiro empate aos 51 minutos do segundo tempo, levando a partida à prorrogação. Ela fez outro para virar a decisão aos 15 do primeiro tempo extra, porém a adversária empatou em 4 a 4 faltando cinco minutos para o fim. Nos pênaltis, Lorena defendeu duas cobranças e o Brasil venceu por 5 a 4.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 21 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Lívia Villas Boas/CBF

Ceará Campeão Cearense 1980

Após ter sua sequência de quatro títulos estaduais interrompida pelo Ferroviário, o Ceará recuperou a hegemonia e levou a taça em 1980. Foi a 26ª conquista na história do clube alvinegro.

A competição teve dez participantes na disputa de três fases. Em todas elas, os times se enfrentaram em turno único, e os seis melhores avançaram para hexagonais posteriores, que também aconteceram em um turno só. O líder de cada hexagonal se classificou para a final do campeonato.

O Ceará iniciou a primeira fase com derrota por 2 a 0 para o Guarany de Sobral fora de casa. A equipe só veio a vencer a primeira na terceira rodada, quando fez 4 a 0 no Guarani de Juazeiro, também fora. Nos outros sete jogos, o Vozão teve quatro vitórias, dois empates e uma derrota, somando 12 pontos e terminando em terceiro lugar. No hexagonal, o time conseguiu mais três vitórias, um empate e uma derrota. Com sete pontos, ficou empatado com o Fortaleza na liderança. Mas, por ter somado um ponto a mais que o rival na etapa anterior, o Ceará ficou com a vaga na final.

Na segunda fase, o alvinegro estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Guarani de Juazeiro em casa. Na sequência, obteve mais seis vitórias e dois empates, que colocaram o time na liderança. No hexagonal, três vitórias e dois empates tornaram o Ceará novamente líder, o que evitou a decisão ser em triangular.

O Vozão colocou o pé no freio na terceira fase. Na abertura, ficou no empate por 2 a 2 com o Calouros do Ar em casa. Depois, acumulou mais duas igualdades, três vitórias e três derrotas. Os resultados deixaram o Ceará apenas em sexto lugar, com nove pontos. No hexagonal seguinte, três vitórias, um empate e uma derrota colocaram a equipe na terceira colocação, com sete pontos. O líder foi o Ferroviário, que somou oito e se garantiu na final.

Ceará e Ferroviário disputaram a final em um sistema de pontuação, em que o título ficaria com aquele que ficasse inalcançável pelo outro. Todas as partidas foram disputadas no Castelão. Na primeira, o alvinegro venceu por 1 a 0 e fez dois pontos. Na segunda, o Ferroviário devolveu o resultado e empatou a série. No terceiro jogo, o Vozão fez 3 a 0 e foi a quatro pontos. Por fim, na quarta partida, o Ceará voltou a fazer 1 a 0 no rival e foi a seis pontos, confirmando o título.

A campanha do Ceará:
46 jogos | 27 vitórias | 11 empates | 8 derrotas | 84 gols marcados | 30 gols sofridos
 

Foto Edson Pio/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1980

Ninguém fazia frente com o Joinville entre os anos 1970 e 1980. O clube conseguiu o tricampeonato e o quarto título catarinense em 1980, em mais um campeonato longo e com exatos 100 gols na campanha.

A competição contou com 15 times. Na primeira fase, a Taça Santa Catarina, todos se enfrentaram em dois turnos, e o líder garantiu um ponto extra para a etapa final. Na segunda fase, as equipes foram divididas em dois grupos e se enfrentaram outra vez em dois turnos. O primeiro de cada chave fez a final, e o vencedor também levou um ponto extra. A fase final reuniu as oito melhores campanhas no geral em um octogonal de dois turnos. O primeiro colocado conquistou o título catarinense.

O JEC iniciou o caminho do tri na vitória por 1 a 0 sobre o Marcílio Dias em casa, no Ernestão. Nas outras 27 partidas, o time venceu mais 18, empatou seis e perdeu três. Com 44 pontos, o Joinville conquistou a Taça Santa Catarina e o ponto extra com amplo domínio, encerrando a fase com sete pontos de vantagem sobre o vice Criciúma.

Na segunda fase, o clube tricolor foi designado ao grupo A. Na estreia, vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense em casa. Depois, nos 13 jogos restantes, a equipe obteve mais seis vitórias, seis empates e uma derrota. O Joinville somou 20 pontos, dois a mais que a Chapecoense e liderou a chave. Na final, em dois jogos com o Criciúma, líder do grupo B, empate por 0 a 0 na ida fora e goleada por 4 a 0 na volta no Ernestão deram ao JEC o segundo ponto bônus.

O octogonal final teve Joinville, Criciúma, Joaçaba, Figueirense, Marcílio Dias, Avaí, Chapecoense e Blumenau. Com dois pontos na largada, o JEC começou com empate por 1 a 1 sobre o Marcílio Dias em casa. A primeira vitória veio na segunda rodada, no 1 a 0 sobre o Figueirense em Florianópolis. A campanha seguiu no fim de 1980 com mais seis vitórias, dois empates e três derrotas. Em 13 partidas, o time era o líder com 19 pontos, seguido pelo Criciúma com 18. Mas a definição ficaria para 1981.

O calendário de 1980 definido pela CBF acabava em novembro. Mas faltava ainda a última rodada para o encerramento do Campeonato Catarinense. Apenas Joinville e Criciúma disputavam o título, e eles jogariam o confronto direto apenas em março de 1981. No Ernestão, o JEC goleou por 4 a 1 e confirmou mais uma conquista. 

A campanha do Joinville:
58 jogos | 35 vitórias | 16 empates | 7 derrotas | 100 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Sport Campeão Pernambucano 1980

Com só dois títulos estaduais na década de 1970, o Sport entrou nos anos 1980 disposto a fazer diferente em Pernambuco. A conquista da 22ª taça em 1980, aconteceu depois de três anos sem ganhar.

O Campeonato Pernambucano teve dez participantes em três fases. Na primeira, todos iniciaram se enfrentando em turno único, com o líder passando à final da etapa. Após, os times se dividiram em dois grupos em novo turno, em que o líder de cada chave duelou pela outra vaga na decisão. A segunda fase contou com a mesma fórmula, mas com os oito melhores da etapa anterior. A terceira seguiu com a dinâmica, com os seis melhores da fase anterior. A final do estadual reuniu os vencedores das três fases.

O Sport começou a campanha na Ilha do Retiro, fazendo 4 a 0 no Caruaru. Nos outros oito jogos, venceu seis e empatou dois, com destaque para os 11 a 0 sobre o Íbis, no auge da fama de "pior time do mundo". Com 16 pontos, o Leão da Ilha empatou na liderança com o Santa Cruz e precisou de uma partida extra, a qual venceu por 2 a 1. Na segunda parte da primeira fase, o rubro-negro venceu três partidas e empatou uma no grupo A, ficando em primeiro com sete pontos. Depois, em dois clássicos com o Santa Cruz, perdeu ambos por 1 a 0: o cruzamento de chaves e a final da fase.

Na segunda fase, o Leão estreou com empate por 1 a 1 com o Santo Amaro, vindo a vencer a primeira na rodada seguinte, por 1 a 0 sobre o Ferroviário de Recife. No restante das cinco partidas, a equipe venceu quatro e perdeu uma, ficando em segundo com 11 pontos, um a menos que o líder Náutico. Na sequência, o Sport venceu os três jogos no grupo A, ficando na liderança com seis pontos. No cruzamento com a outra chave, o time bateu o Náutico por 3 a 1. Na decisão, em outro Clássico dos Clássicos, novo triunfo por 1 a 0 colocou o Sport na decisão geral.

A terceira fase começou com o Sport batendo o América de Recife por 2 a 1. Depois, mais duas vitórias e dois empates deixaram o time na liderança, com oito pontos. Ao mesmo tempo, uma repescagem entre os eliminados das fases anteriores trouxe dois clubes para a segunda metade da terceira etapa. Nesta, o Leão venceu dois jogos e empatou um, porém ficando em segundo na chave A, com cinco pontos. O time esperou o Náutico superar o Santa Cruz no cruzamento, para bater o rival por 1 a 0 na decisão.

A maratona de fases, turnos, grupos e finais culminou no Clássico das Multidões na decisão geral. Com duas etapas vencidas, o Sport entrou com a vantagem de levar o título já na primeira partida, em caso de vitória sobre o Santa Cruz. E foi o que aconteceu em plena casa rival, no Arruda, pelo placar de 2 a 0.

A campanha do Sport:
38 jogos | 28 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 80 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Flávio Canalonga/Placar

Vitória Campeão Baiano 1980

A década de 1970 não foi nenhum pouco positiva em termos de títulos para o Vitória. Desde 1972 sem vencer o estadual, o clube viu o rival Bahia ganhar sete vezes consecutivas entre 1973 e 1979. Em 1980, porém, a conquista mudaria de lado, indo para os rubro-negros pela nona vez.

Treze equipes participaram do Baianão de 1980, dividido em três fases. Na primeira e na segunda, todos se enfrentaram em turno único. Os oito primeiros avançaram para dois quadrangulares, também em turno único. Os dois melhores de cada grupo classificaram para outro quadrangular, novamente em mão única. O líder garantiu três pontos extras para a fase final, enquanto o vice ficou com um ponto extra. Na decisão, com duas, três ou quatro equipes, ficou com o título quem primeiro atingiu seis pontos.

O Vitória abriu a campanha no empate por 1 a 1 com o Botafogo de Salvador. O restante da primeira parte da fase seguiu com mais cinco empates, três vitórias e três derrotas em 11 partidas. O Leão da Barra somou 12 pontos, avançando em oitavo. No primeiro quadrangular, a campanha seguiu com empates sem gols com Fluminense de Feira e Leônico, e vitória por 2 a 0 sobre o Bahia. Com quatro pontos, o Vitória foi ao segundo quadrangular e repetiu a sequência de resultados: empates de zero com Itabuna e Galícia, e vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense. O rubro-negro fechou a primeira fase em segundo lugar, classificado para a final com um ponto extra. O Galícia foi o líder.

Na segunda fase, o Leão iniciou com derrota por 1 a 0 para o Ypiranga. A primeira vitória veio na terceira rodada, por 5 a 0 sobre a ABB. Nos demais dez jogos, a equipe venceu cinco, empatou quatro e perdeu uma. O Vitória ficou em quarto lugar, com 16 pontos. No quadrangular seguinte, o time fez 3 a 1 no Atlético Alagoinhas, 3 a 0 no Redenção e empatou por 1 a 1 com o Bahia, somando cinco pontos e passando ao próximo grupo. Por fim, os rubro-negros disputaram o segundo quadrangular e venceram as partidas por 1 a 0, sobre Leônico, Galícia e o Bavi. O Vitória terminou a fase com seis pontos e em primeiro lugar, conquistando mais três pontos extras para a decisão. O Bahia ficou na segunda posição.

A decisão ficou entre Vitória, Galícia e Bahia. Rubro-negros tinham quatro pontos, contra três dos azulinos e um dos tricolores. Ou seja, o título podia ser conquistado com vitória simples sobre qualquer adversário. Na primeira rodada, Galícia e Bahia empataram por 1 a 1. A conquista do Leão foi confirmada na segunda partida, na vitória por 1 a 0 em cima do Galícia.

A campanha do Vitória:
37 jogos | 17 vitórias | 15 empates | 5 derrotas | 44 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Arquivo/Vitória

Colorado e Cascavel EC Campeões Paranaenses 1980

Um campeonato histórico com final caótico. Esta é a definição mais correta do Campeonato Paranaense de 1980. Dois clubes chegaram a uma conquista inédita e solitária, decidida no tapetão: Cascavel Esporte Clube e Colorado. O primeiro foi fundado em 1979 e estreava no estadual. Já o segundo era fruto de uma fusão de três times (Britânia, Ferroviário e Palestra Itália), à sombra dos rivais de Curitiba.

O Paranaense foi disputado por 20 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, e os oito melhores avançaram. Na segunda fase, os classificados jogaram mais uma vez em turno único com o líder indo à etapa final. A terceira fase foi igual a anterior. A fase final foi um quadrangular de dois turnos, com os dois líderes dos octogonais e as duas melhores campanhas na soma destas etapas.

A estreia do Cascavel foi com vitória por 3 a 0 sobre o Guarapuava em casa. Já o Colorado perdeu por 3 a 1 para o Coritiba fora. Nos outros 18 jogos, a Serpente venceu oito, empatou cinco e perdeu cinco, somando 25 pontos e encerrando a primeira fase em sétimo. O Boca Negra se recuperou do início ruim com dez vitórias, seis empates e duas derrotas, ficando na segunda colocação com 26 pontos.

Cascavel e Colorado foram aos octogonais com Coritiba, Grêmio Maringá, Pinheiros, Londrina, Toledo e União Bandeirante. O tricolor começou a segunda fase vencendo o Londrina por 1 a 0 fora, enquanto os cascavelenses fizeram 3 a 1 no Maringá em casa, no Ninho da Cobra. Nas seis rodadas seguintes, o Colorado obteve duas derrotas, um empates e três derrotas, terminando em terceiro com sete pontos. O Cascavel venceu três, empatou duas e perdeu uma, fazendo dez pontos e se classificando na liderança.

A terceira fase iniciou com o Colorado marcando 3 a 0 no Londrina na Vila Capanema, enquanto o Cascavel empatou por 1 a 1 com o Grêmio Maringá fora. Depois, o Boca Negra conseguiu mais três vitórias, um empate e duas derrotas, ficando na segunda colocação com nove pontos. A Serpente venceu uma, empatou duas e perdeu três, encerrando em sétimo com cinco pontos. O líder classificado foi o Pinheiros. O Colorado só se garantiu no quadrangular pela soma de pontos, junto com o Londrina.

Cascavel e Colorado disputaram o título cabeça a cabeça, com resultados iguais a cada rodada: duas vitórias, um empate e uma derrota. A única diferença foi o primeiro confronto direto realizado, na terceira rodada, quando os cascavelenses fizeram 3 a 0 nos tricolores dentro do Ninho da Cobra.

Faltando uma rodada para o fim do quadrangular, o Cascavel era o líder com sete pontos, seguido pelo Colorado com cinco. Pinheiros e Londrina tinham quatro cada e não tinham mais chances de título. Assim, teríamos um confronto direto entre cascavelenses e tricolores pelo título na última rodada. A partida estava marcada para a Vila Capanema, em Curitiba, em 30 de novembro. A Serpente tinha a vantagem do empate e podia até mesmo perder por dois gols de diferença, pois tinha quatro gols saldo. Para o Boca Negra, apenas a vitória por três gols de diferença interessava, devido ao saldo zerado.

O Colorado abriu o placar com Jorge Nobre aos cinco minutos. Após gol, os jogadores do Cascavel iniciaram uma confusão e o árbitro expulsou o atleta Marcos. Aos 23 minutos, os tricolores fizeram 2 a 0. No fim do primeiro tempo, Maurinho foi expulso em nova confusão, e os cascavelenses ficaram com dois a menos. Mas a Serpente voltou do intervalo com apenas sete jogadores, com o médico da equipe alegando supostas contusões dos jogadores Nelo e Dudu.

O Cascavel não acreditava mais conseguir o resultado que precisava em campo. Na saída de bola do segundo tempo, o goleiro Zico caiu no gramado e o árbitro encerrou a partida por causa do número de jogadores cascavelenses abaixo do permitido. O Colorado comemorou o título e deu a volta olímpica. O Cascavel também fez festa, pois o 2 a 0 ainda era favorável. Mas o caso seria julgado no tapetão.

Em 4 de dezembro, o TJD do Paraná puniu o Cascavel com a perda de pontos, mas não confirmou o título do Colorado. A decisão ficou para a Federação Paranaense, que decretou os dois clubes como campeões. Curiosamente, ambos terminariam extintos: o Colorado fundiu-se com o Pinheiros em 1989, dando lugar ao Paraná Clube, e o Cascavel EC ajudou a originar o Cascavel Clube Recreativo em 2001.

A campanha do Colorado:
39 jogos | 20 vitórias | 9 empates | 10 derrotas | 44 gols marcados | 25 gols sofridos

A campanha do Cascavel EC:
39 jogos | 17 vitórias | 11 empates | 11 derrotas | 51 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Ignácio Ferreira/Placar


Foto José Eugênio/Placar