Argentina Campeã do Mundial Sub-20 1979

O Mundial Sub-20 de 1979 foi a segunda edição da competição organizada pela FIFA. O torneio teve como sede o Japão, em uma escolha que marcou a primeira vez que a disputa aconteceu no continente asiático, ampliando a visibilidade do futebol de base em nível global.

O regulamento contou novamente com 16 seleções participantes, divididas em quatro grupos de quatro equipes cada. Os dois melhores de cada chave avançaram para as quartas de final, dando início ao mata-mata. Em relação à primeira edição, houve apenas uma pequena mudança na forma de definição da fase final, com dois classificados por grupo em vez de um só.

A Argentina disputou o Mundial Sub-20 pela primeira vez naquele ano. A seleção albiceleste conquistou o título logo em sua estreia, e o torneio também ficou marcado como a primeira grande conquista internacional de Diego Maradona, a grande promessa que começava a se destacar e que seria campeão da Copa do Mundo em 1986.

Na primeira fase, a equipe argentina esteve no Grupo B. A campanha começou com vitória por 5 a 0 sobre a Indonésia, seguida pelo triunfo por 1 a 0 diante da Iugoslávia. Na última rodada, veio mais um resultado positivo: 4 a 1 contra a Polônia. Assim, a Argentina somou seis pontos e terminou como líder da chave.

Nas quartas de final, a albiceleste enfrentou a Argélia e venceu sem dificuldades por 5 a 0. Na semifinal, o adversário foi o Uruguai, em um clássico sul-americano decidido com triunfo argentino por 2 a 0, garantindo a vaga na decisão contra a União Soviética, que passou por Hungria, Guiné, Paraguai e Polônia.

Na final, a Argentina encarou a União Soviética no Estádio Nacional de Tóquio. A equipe sul-americana conquistou o título ao vencer por 3 a 1, de virada. Os soviéticos abriram o placar aos sete minutos do segundo tempo, mas Hugo Alves empatou aos 23. Pouco depois, Ramón Díaz virou aos 26, e Maradona ampliou a vantagem aos 31, definindo a conquista inédita.

A campanha da Argentina:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 20 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Masahide Tomikoshi

União Soviética Campeã do Mundial Sub-20 1977

O futebol de base sempre foi visto como um espaço para revelar talentos e preparar o futuro do esporte, e em 1977 a FIFA decidiu dar a essa ideia uma nova dimensão. A criação do Campeonato Mundial Sub-20 foi resultado de uma promessa da entidade de ampliar o alcance do esporte e estimular a formação de atletas em regiões menos tradicionais. O torneio foi concebido sob a organização do vice-presidente Harry Cavan e escolhido para ter sua primeira edição na Tunísia, país do norte da África que simbolizava esse movimento de descentralização em relação ao eixo Europa-América do Sul.

O primeiro regulamento da competição previa a participação de 16 seleções, divididas em quatro grupos de quatro equipes cada. O líder de cada chave avançou para a fase final, em sistema eliminatório a partir das semifinais.

A União Soviética se apresentou como a primeira campeã da história do torneio. A equipe reunia jovens de diferentes regiões do vasto território soviético, representando a diversidade de escolas futebolísticas existentes no país. Foram convocados atletas, principalmente, de clubes de Moscou, Kiev e Yerevan.

Na primeira fase, a União Soviética integrou o Grupo D. Estreou com vitória por 3 a 1 sobre o Iraque, depois superou o Paraguai por 2 a 1 e fechou a participação com um empate em 0 a 0 contra a Áustria. Com cinco pontos, terminou na liderança da chave e garantiu a classificação.

Na semifinal, a seleção enfrentou o Uruguai e empatou em 0 a 0 no tempo normal. A decisão da vaga foi para os pênaltis, e os soviéticos venceram por 4 a 3, avançando para a grande final. Seu adversário foi o México, que passou por Tunísia, França, Espanha e Brasil.

A decisão contra o México foi realizada no Estádio El Menzah, em Tunis. Ela terminou em 2 a 2 no tempo regulamentar. Vladimir Bessonov marcou aos 43 minutos do primeiro tempo e voltou a balançar a rede aos nove da segunda etapa. Os mexicanos reagiram com gols aos cinco e aos 13 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis, a União Soviética venceu por 9 a 8, com duas defesas de Aleksandr Novikov, conquistando assim o título inaugural do Mundial Sub-20.

A campanha da União Soviética:
5 jogos | 2 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 7 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/RFS

Corinthians Campeão Brasileiro Feminino 2025

O Corinthians conquistou o Campeonato Brasileiro Feminino de 2025. Neste ano, a competição manteve quase todo o mesmo regulamento que foi adotado em 2019, com 16 participantes. A única diferença foi a diminuição no número de clubes rebaixados de quatro para dois. O movimento por parte da CBF se deu rumo a uma maior valorização e o aumento gradual da competição até a Copa do Mundo de 2027, sediada no Brasil: 18 times em 2026 e 20 a partir de 2027.

Desde a primeira fase, o Corinthians manteve posição de destaque. A estreia aconteceu com vitória por 8 a 2 sobre o Real Brasília, fora de casa, e a sequência foi marcada por resultados que o mantiveram entre os primeiros colocados. No total, foram dez vitórias, quatro empates e uma derrota em 15 partidas, números suficientes para encerrar a primeira fase na segunda posição com 34 pontos, dois atrás do líder Cruzeiro. As outras equipes classificadas foram São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Ferroviária, Bahia e Bragantino.

Nas quartas de final, o Corinthians enfrentou o Bahia e venceu os dois confrontos, por 2 a 1 em Aracaju (o Bahia escolheu mandar a partida fora de seu estado) e por 2 a 0 em São Paulo. A semifinal foi disputada contra o São Paulo. O primeiro jogo foi realizado no Pacaembu, vencido pelo alvinegro por 2 a 0. A segunda partida aconteceu no Canindé e terminou empatada por 2 a 2, classificando o Timão para mais uma decisão.

Na final, o adversário foi o Cruzeiro, que vinha de superar Bragantino e Palmeiras. O regulamento do campeonato previa o acúmulo da pontuação do mata-mata com a primeira fase. Com três vitórias e um empate, o Corinthians ultrapassou o adversário (que venceu duas, empatou uma e perdeu uma) e inverteu os mandos de campo da decisão.

Portanto, o primeiro jogo aconteceu em Belo Horizonte, no Independência. Em um duelo aberto, a ida foi encerrada com empate por 2 a 2. Na partida de volta, realizada na Neo Química Arena, o Corinthians venceu por 1 a 0, aproveitando a desatenção do rival em momentos-chave da partida. O placar garantiu mais um título ao clube, o sétimo na história do torneio.

A campanha do Corinthians:
21 jogos | 14 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 57 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Marcos Ribolli/ge.globo

Desportiva Campeã Capixaba 1981

Em um campeonato difícil, a Desportiva Ferroviária conseguiu o tricampeonato e o nono título capixaba, em 1981, conseguindo defender sua hegemonia por mais uma temporada.

O torneio daquele ano contou com oito clubes na disputa de duas grandes fases. Em cada uma das etapas, os participantes se enfrentaram em dois turnos independentes. O líder de cada turno se classificou para as finais de fases, disputadas em partidas de ida e volta, com a possibilidade de uma partida extra em caso de igualdade. Por fim, a decisão do estadual reuniu o campeão de cada fase.

A campanha grená começou bem, na goleada por 5 a 1 sobre o América de Linhares em casa. Porém, nos seis jogos seguintes, a Desportiva venceu só mais um e empatou cinco, terminando o primeiro turno da primeira fase em terceiro, com nove pontos. A liderança ficou com a Colatina, com 12 pontos.

No segundo turno, a Tiva iniciou batendo o Vitória por 1 a 0 em Cariacica. Depois, venceu mais três vezes, empatou uma e perdeu duas, o que deixou o time de novo com nove pontos, mas líder, empatado com o Estrela do Norte e superando-o nos critérios de desempate. Na final da primeira fase, contra a Colatina, a Desportiva empatou a ida no Engenheiro Araripe por 1 a 1 e perdeu a volta fora por 2 a 1.

A Desportiva estreou na segunda fase com derrota por 1 a 0 para o Ordem e Progresso, em Bom Jesus do Norte. A equipe se recuperou com três vitórias e três empates nas partidas seguintes, mas encerrou o primeiro turno na vice-liderança, novamente com nove pontos. O líder foi o Rio Branco, com dez.

Na abertura do segundo turno, o time grená devolveu o 1 a 0 sobre o Ordem e Progresso em casa. Na sequência, venceu mais quatro, empatou duas e acabou a etapa na liderança com 12 pontos. Na decisão, a Desportiva venceu o Rio Branco por 2 a 1 na ida e empatou por 0 a 0 na volta, no Engenheiro Araripe.

A Desportiva foi para a final do estadual e defendeu o título contra a Colatina. A ida aconteceu no Estádio Justiniano de Mello, e a Tiva perdeu por 1 a 0. Na volta, no Engenheiro Araripe, o time grená devolveu o 1 a 0 e forçou um terceiro jogo. Com melhor campanha, a Desportiva atuou mais uma vez em Cariacica e jogando pelo empate. A partida acabou 0 a 0, resultado que confirmou o tri.

A campanha da Desportiva:
35 jogos | 16 vitórias | 14 empates | 5 derrotas | 37 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Joaquim Nunes/Placar

Operário-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1981

Só o Operário sabia o que era ser campeão no Mato Grosso do Sul. Em 1981, o clube conheceu as primeiras derrotas na história do campeonato, mas foi tricampeão na terceira edição disputada.

O campeonato teve a presença de cinco equipes. Na primeira e segunda fase, todos se enfrentaram em turno único, e os dois melhores disputaram a decisão valendo a vaga na fase final e um ponto extra. Na etapa decisiva, os ganhadores das duas fases e a melhor campanha na soma geral entre os outros times disputaram um triangular de dois turnos.

Na primeira fase, o Operário estreou com vitória por 1 a 0 sobre o Aquidauana fora de casa. Nas demais partidas, venceu mais três vezes e garantiu a liderança com oito pontos, seguido pelo Comercial com seis. Na final, em três clássicos Comerário no Morenão, o Galo perdeu o primeiro jogo por 2 a 1, venceu o segundo por 1 a 0 e perdeu o terceiro por 2 a 0. Dessa foram, o time alvinegro viu escapar a primeira vaga na fase final e o primeiro ponto extra.

O Operário iniciou na segunda fase com empate por 0 a 0 com o Corumbaense em Corumbá. Depois, a equipe engatou duas goleadas, por 6 a 0 sobre o Taveirópolis fora, e por 8 a 0 sobre o Aquidauana em casa. Por fim, o Galo fez 3 a 0 no Comercial e se classificou outra vez em primeiro, com sete pontos. Na decisão, novamente contra seu maior rival, o Operário não deu chance ao azar e venceu duas vezes, por 4 a 1 na ida e por 3 a 0 na volta, confirmando seu lugar na final com um ponto de bonificação.

Operário e Comercial fizeram o triangular final ao lado do Corumbaense, que fez a melhor campanha entre os outros. Mas a disputa pelo título ficou com a dupla Comerário. O Galo estreou com 3 a 0 sobre o Corumbaense, empatou com o rival por 1 a 1, fez 3 a 2 no time de Corumbá e empatou outra vez por 1 a 1 com o Comercial. Os dois clubes de Campo Grande encerraram o triangular com sete pontos.

Empatados na liderança, Operário e Comercial precisaram disputar uma partida extra no Morenão para decidir o título. E a superioridade alvinegra apareceu e fez a diferença, com a vitória por 2 a 1 definindo o título estadual.

A campanha do Operário-MS:
18 jogos | 13 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 42 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Renan Silva/Placar

River Campeão Piauiense 1981

O River atingiu a marca de 20 títulos piauienses em 1981, quando a conquista também representou mais um bicampeonato na história do clube. Foi mais um passo dominante dentro da hegemonia estadual.

Oito times participaram do torneio. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único. Os quatro melhores se classificaram para um quadrangular seguinte, também disputado em turno único. O líder de cada quadrangular avançou para a final do campeonato.

A história do River na competição começou na vitória por 3 a 1 sobre o Comercial de Campo Maior. Nos outros seis jogos, fez uma estranha campanha com apenas uma vitória e cinco empates. O Galo Carijó acabou em quarto lugar com nove pontos. No quadrangular, o time ficou no 2 a 2 com o Piauí, fez 4 a 1 no Parnahyba e fez 3 a 2 no Tiradentes, somando cinco pontos e acabando empatado na liderança com o Piauí. Uma partida extra foi realizada para definir o vencedor da primeira fase. Em Teresina, o River venceu por 1 a 0 e se classificou para a final.

O Galo Carijó melhorou o desempenho na segunda fase. Na estreia, venceu o Auto Esporte por 3 a 0. Na sequência, o clube conseguiu mais cinco vitórias e um empate, que o deixaram na liderança com 12 pontos, três a mais que Flamengo e Tiradentes e cinco a mais que o Piauí, que também avançaram para a etapa seguinte.

O quadrangular da segunda fase foi praticamente uma disputa de um contra três. Isso porque o River, em caso de liderança, poderia conquistar o título estadual de maneira antecipada. Flamengo, Tiradentes e Piauí teriam três rodadas para evitar isso e confirmar uma decisão. Mas, na primeira rodada, o Galo Carijó mostrou sua força e bateu o Piauí por 2 a 0, enquanto o Flamengo fez 3 a 0 no Tiradentes. Na segunda partida, o Galo empatou por 1 a 1 com o rubro-negro, mesmo placar para Piauí e Tiradentes.

River e Flamengo foram para a última rodada com três pontos cada, enquanto Tiradentes e Piauí somavam um. Tudo poderia acontecer, até mesmo um empate quádruplo na tabela. Flamengo e Piauí entraram em campo antes, em 8 de novembro, com goleada rubro-anil por 4 a 1. Assim, no dia 15, o Galo entrou sabendo que poderia até empatar com o Tiradentes para levar o título. No Albertão, o River fez o necessário e ficou no 1 a 1 com o adversário, ficando com mais uma taça.

A campanha do River:
21 jogos | 12 vitórias | 8 empates | 1 derrota | 38 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/River