Grêmio Campeão da Brasil Ladies Cup 2024

A Brasil Ladies Cup é uma competição que acontece ao final da temporada nacional de futebol feminino. Foi criada em 2021 numa parceria entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Federação Internacional de Football Soccer Society (FIFOS). O torneio foi criado com oito times, divididos em dois grupos, com o líder de cada passando para a final. Tudo em turno único, em tiro curto.

Tivemos em 2024 a quarta edição do campeonato, com organização exclusiva da FIFOS. De um lado, estavam Bahia, Avaí/Kindermann, Pumas UNAM e seleção do Paraguai. Do outro, ficaram Grêmio, Athletico-PR e River Plate. Todos os jogos aconteceram no Estádio do Canindé, em São Paulo.

Logo em sua primeira participação, o Grêmio entrou para a galeria dos campeões. No grupo B, as Gurias Gremistas estrearam contra o Sport e ficaram no empate por 0 a 0. Na segunda rodada, venceram o Athletico-PR por 3 a 0 e ficou na dependência apenas de si para se classificar.

Na terceira rodada, o tricolor enfrentou o River Plate. Depois de sair perdendo e buscar o empate por 1 a 1, as jogadoras presenciaram um episódio de racismo dentro do campo, por parte das atletas argentinas contra um dos gandulas da partida. As gremistas defenderam o profissional e se retiraram de campo em protesto. Antes, o árbitro expulsou seis jogadoras do River Plate e encerrou o jogo por número insuficiente de atletas em um dos times (o mínimo são sete). Quatro argentinas foram presas e vão responder pelo crime de injúria racial. O resultado atribuído à partida foi de vitória do Grêmio por 3 a 0.

Com sete pontos, as Gurias Gremistas foram à final contra o Bahia, que fez a mesma pontuação no grupo A. A partida terminou empatada por 1 a 1, gol gremista de Maria Dias. Nos pênaltis, a goleira Vivi Holzel defendeu três cobranças e o Grêmio venceu o título pelo placar de 2 a 1.

A campanha do Grêmio:
4 jogos | 2 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 7 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Letícia Weinz/Divulgação

Real Madrid Campeão Mundial 2024

Começou uma nova era nas competições mundiais de clubes. Na verdade, duas novas eras. A FIFA encerrou o torneio no formato entre 2005 e 2023 e criou dois novos campeonatos. O mais badalado é a Copa do Mundo de Clubes, com início em 2025, sediada primeiro nos Estados Unidos e com 32 times. O outro é a Copa Intercontinental, que resgatou o nome oficial do Mundial Interclubes clássico e, na prática, segue a linha do tempo dos antecessores. A taça, também, ficou quase igual a anterior.

O regulamento da Copa Intercontinental é semelhante ao do Mundial de Clubes. Uma diferença é que não há um país-sede fixo, e sim um campo neutro para as decisões. Seis campeões continentais entram em diversas fases. Na preliminar, o vencedor da Oceania enfrenta o campeão da Ásia ou da África (alternando a cada ano). Na segunda fase, o asiático ou africano joga contra o time que avançou da etapa anterior, enquanto na outra chave o campeão da América do Sul enfrenta o representante da Concacaf. A terceira fase reúne os vencedores desses confrontos, e quem passar vai à final contra o campeão europeu.

Na prática, o clube europeu ficou com um jogo a menos, pois já está na decisão, enquanto o sul-americano ganhou um jogo a mais, entrando antes da semifinal. Mas a grande novidade da Copa Intercontinental é que cada chave antes da final tem um nome próprio e sua própria taça: a Copa Ásia-África-Pacífico (segunda fase), o Dérbi das Américas (segunda fase) e a Copa Challenger (terceira fase).

Os participantes da Copa Intercontinental de 2024 foram: Auckland City, tradicional campeão da Oceania; Al Ain, vencedor da Ásia; Al Ahly, campeão africano novamente; Pachuca, que conquistou a Liga da Concacaf sobre o Columbus Crew; Botafogo, vencedor da Libertadores contra o Atlético-MG; e Real Madrid, campeão europeu ao bater o Borussia Dortmund.

O torneio começou com o Al Ain enfrentando o Auckland City. Em casa, nos Emirados Árabes, os campeões asiáticos golearam os neozelandeses por 6 a 2. Na fase seguinte, o Al Ahly venceu o Al Ain por 3 a 0 no Egito, conquistando a primeira taça do torneio. No Dérbi das Américas, disputado no Catar, no Estádio 974, o Pachuca venceu por 3 a 0 um Botafogo exausto após tantas viagens e finais de campeonatos em poucos dias. Na Copa Challenger, também no mesmo estádio, os mexicanos derrotaram os egípcios nos pênaltis por 5 a 4, após empate sem gols em 120 minutos.

Com dois troféus na bagagem, o Pachuca foi o adversário do Real Madrid na decisão da Copa Intercontinental. O jogo ocorreu no Estádio Nacional de Lusail, no Catar. Com tranquilidade, os espanhóis bateram os mexicanos por 3 a 0, conquistando o nono título mundial em sua história (considerando todos os formatos), com gols de Kylian Mbappé, Rodrygo e Vinícius Júnior.


Foto Ibraheem Al Omari/Reuters

Bahia Campeão Baiano 1975

Em 1975, o Bahia chegou ao tricampeonato baiano invicto e ao 26º título estadual em sua história. O título consolidou a hegemonia e demostrou a consistência do clube durante a década de 1970, consolidando-se como a principal potência do futebol baiano na época.

O Campeonato Baiano daquele ano teve a participação de dez times. Na primeira fase, todos se enfrentaram uma vez, com os quatro primeiros passando ao quadrangular que apontou o primeiro finalista. A segunda fase foi idêntica a anterior, com as equipes jogando mais uma vez entre si e os quatro melhores disputando a segunda vaga na decisão. Caso o mesmo time levasse as duas fases do torneio, a melhor campanha no geral pegaria o lugar que sobrou na final. Foi o que aconteceu, mas nada que fosse capaz de parar o ímpeto do Bahia.

O Tricolor de Aço começou a campanha ganhando por 1 a 0 do Itabuna fora de casa. Nos nove jogos seguintes, a equipe engatou mais quatro triunfos e quatro empates. Com 14 pontos na tabela, o Bahia liderou a etapa e foi ao quadrangular que definiu um lugar na final. Nas três partidas que disputou, bateu o Botafogo de Salvador por 1 a 0, empatou por 1 a 1 com o Atlético Alagoinhas e empatou sem gols com o Vitória. Os quatro pontos foram suficientes para a equipe faturar a primeira fase, com um a mais que seu maior rival.

A segunda fase teve a tabela espelhada. Na estreia, o Bahia fez 2 a 1 no Itabuna na Fonte Nova. Depois, repetiu o roteiro da etapa anterior com mais quatro triunfos e quatro empates nas oito partidas seguintes. Novamente com 14 pontos, o time foi líder e avançou, ao lado dos mesmos adversários. No quadrangular, o Tricolor empatou por 1 a 1 com o Atlético Alagoinhas, goleou por 4 a 0 o Botafogo e empatou por 1 a 1 com o Vitória. Outra vez com quatro pontos, o Bahia superou o maior rival no saldo de gols e acumulou a segunda vaga na decisão.

De tal forma, o melhor índice técnico contando as duas fases se classificou à final, e este clube foi o Vitória. O Bavi decisivo foi realizado na Fonte Nova, e a vantagem era toda do Bahia, que por ter ganhado as duas fases podia ser campeão até mesmo com empate. Foi exatamente o que ocorreu, pois os dois times não saíram do 0 a 0. Assim, mais uma taça foi para a galeria do Tricolor de Aço, que ampliou ainda mais sua frente de títulos.

A campanha do Bahia:
25 jogos | 12 triunfos | 13 empates | 0 derrotas | 35 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Bahia

Coritiba Campeão Paranaense 1975

A hegemonia do Coritiba continuou intacta em 1975. Naquele ano, o clube conquistou o pentacampeonato estadual e o 24º título no geral, depois de passar por quatro fases de torneio.

O Campeonato Paranaense de 1975 foi disputado com 12 times. Na primeira fase, eles se enfrentaram em turno único, com o líder garantindo uma vaga na decisão. A segunda fase foi igual a anterior, com outra vaga de finalista ao primeiro colocado. A classificação combinada destas duas etapas colocou os oito melhores na terceira fase, que foi disputada em turno único e que qualificou o terceiro finalista. Por fim, os três campeões de fase e o maior pontuador na soma das etapas disputaram o quadrangular final.

A campanha do Coritiba teve início no empate sem gols com o Umuarama fora de casa. Na partida seguinte, o time estreou no Belfort Duarte e venceu o Paranavaí por 1 a 0. Nos nove jogos seguintes, o Coxa venceu seis, empatou dois e perdeu um. Com 17 pontos, a equipe fechou a primeira fase em terceiro lugar, dois pontos atrás do líder Athletico, que foi ao quadrangular final.

Na segunda fase, o Coritiba iniciou com vitória por 2 a 0 sobre o União Bandeirante em casa. Nas outras dez partidas, o time venceu oito e empatou duas. Os resultados deixaram o Coxa na liderança com 20 pontos e com a vaga na decisão garantida.

Coritiba, Athletico, Colorado, União Bandeirante, Londrina, Grêmio Maringá, Pinheiros e Iguaçu jogaram a terceira fase. Na estreia, o Coxa venceu o Londrina por 2 a 0 no Belfort Duarte. Depois, a equipe ganhou mais duas partidas, empatou três e perdeu uma, somando nove pontos e encerrando na segunda colocação, dois pontos atrás do Colorado, que ficou com a terceira vaga no quadrangular.

O quadrangular final iniciou com o Coritiba goleando o União Bandeirante (classificado pelo índice técnico) por 4 a 1. Na segunda rodada, o Coxa venceu o Atletiba por 1 a 0 e chegou a quatro pontos, seguido pelo Colorado com três. O confronto entre os dois times decidiu o estadual na última rodada no Belfort Duarte. Jogando pelo empate, o time alviverde segurou o 0 a 0 e ficou com a taça.
 
A campanha do Coritiba:
32 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 2 derrotas | 46 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Coritiba

Cruzeiro Campeão Mineiro 1975

O Cruzeiro deu continuidade a um dos períodos mais vencedores de sua história em 1975, com o tetracampeonato mineiro. No Campeonato Brasileiro, porém, o time bateu novamente na trave e ficou com outro vice, para o Internacional. Uma segunda colocação que viraria ouro no ano seguinte, com a conquista inédita da Libertadores.

O Campeonato Mineiro teve 16 participantes. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos cruzados. O líder de cada chave jogou a final da fase e os quatro melhores por grupo avançaram à segunda fase. Na outra etapa, os oito classificados se enfrentaram uma vez, mas divididos em mais dois grupos. Os líderes e as duas melhores pontuações avançaram ao quadrangular que decidiu o campeão.

A Raposa iniciou a campanha no grupo A e estreou com empate por 2 a 2 com o rival Atlético. A primeira vitória veio na rodada seguinte, por 2 a 1 sobre o Valeriodoce. Nos seis jogos seguintes, o time venceu quatro e empatou dois, que garantiram a liderança com 13 pontos. Na outra chave, o ESAB de Contagem surpreendeu Atlético e América e passou à final da primeira fase. Na primeira partida, o Cruzeiro goleou o adversário por 6 a 2. No segundo jogo, venceu por 1 a 0.

Na segunda fase, a Raposa começou com derrota por 1 a 0 para a Caldense. No segundo jogo venceu o União Tijucana pelo mesmo placar. Nas outras cinco partidas, o Cruzeiro venceu três, empatou um e perdeu uma, que colocaram a equipe apenas em segundo lugar no grupo B, com nove pontos. Mas o time foi ao quadrangular final pelo índice técnico, ao lado do América e atrás de Atlético e Caldense.

O quadrangular final foi disputado apenas em fevereiro de 1976 (foram seis meses de pausa), no Mineirão. O Cruzeiro entrou na decisão com um ponto extra graças à conquista da primeira fase. O Atlético também ganhou um ponto devido ao título da Taça Minas Gerais. Porém, a Raposa não deu chance alguma ao rival. Na estreia, goleou a Caldense por 4 a 1. Nos quatro jogos seguintes, venceu todos. Na última rodada, ganhou do Atlético por 1 a 0, levando o tetra e o 19º estadual. 

A campanha do Cruzeiro:
23 jogos | 17 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 42 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Alberto Carlos/Placar

Botafogo Campeão Brasileiro 2024

O Campeonato Brasileiro de 2024 será eternamente lembrado como o torneio da redenção. Após o trauma histórico de 2023, quando viu uma vantagem de 13 pontos se dissipar, o Botafogo corrigiu cada detalhe de sua estrutura e comportamento para conquistar o tricampeonato nacional. Ao erguer a taça, o Glorioso encerrou um jejum de 29 anos.

A diretoria alvinegra foi agressiva no mercado, trazendo peças que elevaram o patamar técnico do país, como Luiz Henrique e Thiago Almada. Sob o comando tático do português Artur Jorge, o time abandonou a passividade e tornou-se uma equipe agressiva e dominante.

A trajetória começou com um tropeço de 3 a 2 diante do Cruzeiro no Mineirão, mas a resposta foi imediata. A consistência defensiva e a velocidade do ataque, com Jefferson Savarino e Igor Jesus, transformaram o Botafogo em um visitante indigesto e um mandante implacável no Nilton Santos. Diferente do ano anterior, 2024 foi uma batalha tática rodada a rodada. O Botafogo assumiu e perdeu a liderança diversas vezes, travando um duelo particular contra o Palmeiras e o Fortaleza.

Depois de muita alternância com os adversários diretos, o momento de maior provação botafoguense ocorreu na 35ª rodada: após um empate frustrante sem gols contra o Vitória em casa, o fantasma de 2023 pareceu retornar quando o Palmeiras assumiu o topo da tabela. No entanto, a maturidade deste novo Botafogo foi testada e aprovada no "jogo do título".

Na 36ª rodada, em um confronto direto que parou o Brasil, o Botafogo foi até o Allianz Parque enfrentar seu maior rival recente, o Palmeiras. Com uma exibição de gala e força mental inabalável, o alvinegro venceu por 3 a 1, recuperando a ponta e provando que, desta vez, o destino seria diferente.

A confirmação do título veio com autoridade nas rodadas finais. Três dias depois de conquistar a Libertadores na Argentina, o Fogão venceu o Internacional por 1 a 0 em pleno Beira-Rio, na 37ª rodada. Na última jornada, em um Nilton Santos lotado, o triunfo por 2 a 1 sobre o São Paulo selou o tricampeonato do Botafogo, ao mesmo tempo que o Palmeiras sucumbiu diante do Fluminense.

O Botafogo encerrou a competição com 79 pontos, o melhor ataque e o melhor desempenho contra os times do G-6, coroando aquele que é, sem nenhuma dúvida, o melhor ano da história do clube, que também teve o título inédito da Libertadores.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 23 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 59 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/AGIF