Auto Esporte-PI Campeão Piauiense 1983

O Campeonato Piauiense conheceu um novo campeão em 1983. O título ficou pela primeira vez nas mãos do Auto Esporte, clube fundado em 1951 por motoristas autônomos de Teresina e que estava há vários anos participando no estadual.

O torneio foi composto por oito times em quatro fases. Na primeira, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à final e os seis melhores à um hexagonal também de turno único, onde o líder também fez a final. A segunda fase foi semelhante, mas com os quatro melhores indo a um quadrangular. Na terceira fase, foi disputado apenas o turno, com o primeiro colocado indo direto à decisão. A fase final reuniu os vencedores das três etapas anteriores, com um ponto extra para cada, e as as duas melhores campanhas no geral em um pentagonal de turno único.

O Auto Esporte abriu a campanha no empate sem gols com o Flamengo. Depois, o time venceu todos os seis jogos restantes e ficou na liderança da primeira fase com 13 pontos, já na final da etapa. No hexagonal, o Calhambeque venceu um jogo, empatou dois e perdeu outros dois, ficando em quinto lugar com quatro pontos. A equipe decidiu a fase contra o líder Tiradentes, mas perdeu por 3 a 2.

Na segunda fase, o Auto Esporte abriu com vitória por 1 a 0 sobre o Caiçara. Na sequência, venceu mais três partidas e perdeu três, ficando na terceira colocação com oito pontos, dois a menos que o líder Piauí. No quadrangular seguinte, o alviverde fez três pontos com uma vitória, um empate e uma derrota, encerrando em segundo lugar. Na final, o Tiradentes derrotou o Piauí.

A campanha do Auto Esporte na terceira fase começou com a vitória por 4 a 1 sobre o Comercial de Campo Maior. Nas demais seis partidas, venceu duas, empatou uma e perdeu três. Com sete pontos, o Calhambeque ficou em quinto, cinco pontos distantes do líder Piauí, que confirmou vaga na fase final.

A entrada do Auto Esporte na fase final se deu por ter a segunda melhor campanha entre os não-ganhadores, junto com Flamengo e River. O Tiradentes chegou com dois pontos extras, e o Piauí com um. Mas, mesmo em desvantagem, o time alviverde arrancou para o título inédito. Venceu o Flamengo por 4 a 3, o River por 3 a 0, empatou por 2 a 2 com o Tiradentes, e venceu o Piauí por 2 a 1, tudo no Albertão, em Teresina. O Auto Esporte ficou com o título com sete pontos, contra seis do Tiradentes.

A campanha do Auto Esporte-PI:
34 jogos | 18 vitórias | 5 empates | 10 derrotas | 63 gols marcados | 40 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Confiança Campeão Sergipano 1983

O Confiança colocou ponto final em uma fila de sete anos e voltou a ser campeão sergipano em 1983. O título representou a nona conquista na história do clube de origem operária.

A competição foi disputada com oito times em três fases. Em todas elas, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, o líder com um ponto extra para a fase final. A etapa seguinte foi realizada em dois turnos, com o primeiro colocado se garantindo na fase final com outro ponto de bonificação. A decisão foi composta pelos vencedores das três fases.

A campanha do Confiança teve início na vitória por 1 a 0 sobre o Estanciano fora de casa. Nos outros seis jogos, o time venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando na vice-liderança da primeira fase com dez pontos, três a menos que o líder Sergipe. No quadrangular, o Dragão do Bairro Industrial venceu três partidas e empatou outras três, o que valeu a liderança com nove pontos e a vaga na final.

Na segunda fase, o Confiança estreou novamente contra o Estanciano, em um empate por 2 a 2 em Aracaju. Na sequência, o Proletário venceu duas vezes, empatou duas e perdeu outras duas, acabando em quarto lugar com oito pontos, dois a menos que o líder Estanciano. No quadrangular, a equipe venceu quatro jogos, empatou um e perdeu outro. Novamente com nove pontos, o Confiança ficou em primeiro e somou o segundo ponto extra para a decisão.

O Confiança ficou mais tímido na terceira fase. Abriu com empate sem gols com o Cotinguiba, seguido por mais três empates, duas derrotas e apenas uma vitória. Com seis pontos, o Dragão ficou em quinto lugar, fora do quadrangular e cinco pontos distantes do líder Sergipe, que levou o segundo ponto extra e ganharia ainda um terceiro, pois liderou o quadrangular seguinte.

A fase final ficou composta por Sergipe, com três pontos, Confiança, com dois, e o Estanciano, com um ponto extra e com a melhor campanha entre os não-vencedores de fase. O Proletário estreou no empate por 0 a 0 no clássico com o Sergipe, seguido por outra igualdade sem gols com o Estanciano. No terceiro jogo, o Confiança fez 2 a 1 no rival do interior sergipano e foi a seis pontos, assim como o próprio adversário. O Sergipe estava com quatro.

A última partida juntou Confiança e Sergipe para o segundo clássico no Batistão, em Aracaju. O empate bastava para o título azul, enquanto o rival vermelho deveria vencer para forçar um empate tríplice e a realização de outro triangular. Mas o Dragão segurou o 0 a 0 e confirmou o título estadual.

A campanha do Confiança:
37 jogos | 16 vitórias | 15 empates | 6 derrotas | 42 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Brasília Campeão Candango 1983

O Brasília conquistou o bicampeonato e o sexto título estadual candango em 1983, reafirmando sua posição hegemônica na década de 1980 após uma campanha de altos e baixos.

Oito clubes participaram do quase interminável Candangão de 1983. Mas o regulamento foi simples: nas três primeiras fases, os times atuaram em dois turnos, com o líder se classificando para a fase final. Na quarta fase, os enfrentamentos aconteceram em um turno só, também como o primeiro colocado passando à decisão, que poderia ter dois, três ou quatro times.

O Brasília iniciou campanha na primeira fase com empate por 1 a 1 com o Tiradentes. Nos outros 13 jogos, venceu seis, empatou cinco e perdeu dois, terminando com 19 pontos. O Colorado do Cerrado ficou empatado na pontuação com o Taguatinga, e a situação forçou a realização de um jogo extra entre as equipes. No Estádio Pelezão, no Guará, o Brasília venceu por 2 a 1 e garantiu seu lugar na decisão.

Na segunda fase, o Brasília estreou com empate sem gols com o Vasco de Cruzeiro. Nas demais 13 partidas, o time venceu cinco, empatou quatro e perdeu quatro, o que valeu 15 pontos para o Colorado, três a menos que o líder Taguatinga, que se classificou para a final.

O desempenho do Brasília seguiu em queda na terceira fase. A equipe estreou com empate por 1 a 1 com o Guará, seguindo com apenas mais duas vitórias, seis empates e cinco derrotas na sequência de jogos. Com 12 pontos, o Colorado do Cerrado ficou muito distante do líder Guará, que somou 22 pontos e avançou para a etapa decisiva.

A ascensão vermelha seria vista na quarta fase, mais curta. O Brasília iniciou com vitória por 2 a 0 sobre o Guará. Depois, acumulou mais quatro vitórias e dois empates em seis partidas, o que deu a liderança ao clube com 12 pontos.

Embalado, o Brasília foi ao triangular final contra Taguatinga e Guará. No Pelezão, o time estreou com empate por 1 a 1 com o Taguatinga. Na segunda rodada, o Guará venceu o Taguatinga e tirou as chances de título do adversário. Na terceira rodada, de novo no Pelezão, o Colorado venceu o Guará por 1 a 0 e confirmou o título.

A campanha do Brasília:
52 jogos | 22 vitórias | 19 empates | 11 derrotas | 66 gols marcados | 43 gols sofridos


Foto Tagashi Nakagomi/Placar

Nacional-AM Campeão Amazonense 1983

Maior campeão do Amazonas, o Nacional de Manaus reconquistou o título estadual em 1983, um ano depois de ter um hexacampeonato (1976-1981) interrompido pelo maior rival, o Rio Negro. Foi a 30ª conquista na história do clube e o início de uma nova sequência de taças, um tetra.

O estadual teve oito times na disputa, bem curta em relação a outros torneios. Nas duas primeiras fases, os participantes se enfrentaram um turno único, com o líder indo à final e os quatro melhores para um quadrangular, este também jogado em turno único. O líder do quadrangular enfrentou o primeiro colocado da etapa anterior na busca por um lugar na decisão geral.

A campanha do Nacional começou com derrota por 2 a 1 para o Libermorro. Na segunda rodada, empatou sem gols com o São Raimundo. A primeira vitória só veio na terceira rodada, por 2 a 1 sobre o Sul América. Nos outros quatro jogos, o Leão da Vila Municipal venceu mais duas vezes e empatou duas, o que valeu a liderança da primeira com nove pontos, em um empate quádruplo com Rio Negro, Penarol e América de Manaus, desempatado no saldo de gols. No quadrangular, o time venceu dois jogos e empatou um, ficando com cinco pontos no primeiro lugar e se classificando à decisão porque unificou as duas lideranças.

Na segunda fase, o Naça estreou com vitória por 1 a 0 sobre o São Raimundo. Na sequência, venceu mais cinco vezes e empatou uma, ficando com 13 pontos na liderança, empatado com o Rio Negro. Desta vez, os rivais ficaram iguais até no saldo de gols, sendo preciso fazer um jogo extra de desempate. Este acabou 1 a 1, e nos pênaltis o Nacional perdeu por 5 a 4. No quadrangular, o Leão venceu os três jogos e somou seis pontos, terminando na liderança. Na final, o primeiro Rional acabou empatado por 0 a 0. No segundo, os nacionalinos perderam por 1 a 0.

Na final do estadual, Nacional e Rio Negro disputaram outro clássico, o oitavo durante todo o torneio e o quarto decisivo. No Vivaldão, em Manaus, o Leão foi mais eficiente e venceu por 1 a 0, reconquistando o título.

A campanha do Nacional-AM:
24 jogos | 15 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 44 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Cláudio Paulo/Placar

Treze Campeão Paraibano 1983

O Treze conquistou o tricampeonato paraibano em 1983, mantendo o ótimo momento histórico e a hegemonia estadual. Foi o oitavo título na história do clube.

A competição contou com dez times e foi longa. Foram disputadas duas fases iguais, com as equipes se enfrentando em dois turnos e as cinco melhores avançando para um pentagonal também em dois turnos. Os líderes da etapas iniciais e dos pentagonais se enfrentaram para decidir as duas vagas na final.

A campanha do Treze começou na vitória por 3 a 1 sobre o Guarabira fora de casa. Nos outros 17 jogos da primeira fase, o Galo da Borborema venceu 14, empatou dois e perdeu um, o que valeu a liderança com 32 pontos. No pentagonal, o time fez oito partidas, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, somando dez pontos e terminando em terceiro, três pontos atrás do líder Botafogo.

A final não foi realizada de imediato, inclusive a Federação Paraibana utilizou a partida entre Treze e Botafogo válida pela sétima rodada da segunda fase como a decisão da primeira etapa. No Amigão, em Campina Grande, o Galo venceu por 2 a 1 e se colocou na decisão.

Na segunda fase, o Treze abriu novamente com o Guarabira fora de casa, com vitória por 2 a 0. Depois, o time conseguiu mais 11 vitórias, cinco empates e uma derrota. Com 29 pontos, o Galo da Borborema voltou a liderar. No pentagonal, a equipe obteve seis vitórias, um empate e uma derrota, em uma campanha igual ao do Campinense. Mas os alvinegros ficaram atrás no saldo de gols, em segundo lugar.

Treze e Campinense decidiram tanto a segunda fase quanto o campeonato. A partida no Amigão ficou empatada por 0 a 0, mas o regulamento não deixava claro para quem ia o benefício da vaga na decisão (no caso do Treze, o título antecipado). Inicialmente, a FPF deu a vitória ao Galo, mas o Campinense protestou na justiça e conseguiu a realização da final em três partidas.

Assim, mais três Clássicos dos Maiorais definiram o título paraibano. No primeiro, aconteceu outro empate sem gols. No segundo, o Treze venceu por 2 a 0. No terceiro, nova vitória por 2 a 1 confirmou o tricampeonato ao Galo, que novamente ultrapassou a marca de 100 gols marcados, anotando 133.

A campanha do Treze:
56 jogos | 39 vitórias | 12 empates | 5 derrotas | 133 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Arquivo/Treze

ABC Campeão Potiguar 1983

O Rio Grande do Norte teve um novo dono em 1983. Após cinco anos e com uma avassalador ataque de mais de 100 gols, o ABC reconquistou o título potiguar e chegou ao número de 37 títulos estaduais, à época já um recorde absoluto no Brasil.

O torneio reuniu oito participantes em três fases. Em todas, os times se enfrentaram em turno único e os quatro melhores avançaram para um quadrangular de dois turnos. O líder de cada quadrangular se classificou para a fase final com um ponto extra.

A trajetória do ABC teve início na vitória por 2 a 1 sobre o Riachuelo. Nas seis partidas seguintes, venceu quatro e empatou duas, terminando a primeira fase na liderança com 12 pontos. No quadrangular, o time alvinegro superou Baraúnas, América e Potiguar de Mossoró com cinco vitórias e uma derrota em seis jogos, somando dez pontos e conquistando a vaga na decisão.

Na segunda fase, o ABC estreou mais uma vez contra o Riachuelo, e venceu por 3 a 0. Na sequência, o Elefante venceu todas as outras seis partidas e confirmou outra liderança com 100% de aproveitamento. No quadrangular, a coisa foi mais apertada. Com quatro vitórias e duas derrotas, a equipe somou oito ponto e ficou à frente de Alecrim e Riachuelo, mas empatada com o América. Três jogos de desempate foram necessários para a definição do ganhador da etapa: o ABC perdeu o primeiro por 1 a 0, mas venceu o segundo por 3 a 0 e o terceiro por 1 a 0, o que valeu um segundo ponto extra na fase final.

O ABC começou a terceira fase com empate por 2 a 2 sobre o Baraúnas. Nos outros seis jogos, empatou mais dois e venceu quatro, o que deixou o time com 11 pontos e em terceiro lugar, com um empate tríplice com América e Alecrim. No quadrangular, o Elefante venceu três vezes, perdeu outras três e ficou com seis pontos, metade em relação ao América, que ficou em primeiro e se classificou à final.

A final do Potiguar voltou a ser decidida entre ABC e América. Com dois pontos de bonificação das fases anteriores, o time alvinegro entrou com a vantagem de ser campeão já na primeira partida, caso não a perdesse. Aos alvirrubros, uma vitória forçaria um segundo confronto. No Castelão, em Natal, o Elefante soube jogar com o regulamento e ficou no empate por 1 a 1. O resultado deu o título ao ABC e evitou o que seria o penta do América.

A campanha do ABC:
43 jogos | 30 vitórias | 6 empates | 7 derrotas | 110 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto Arquivo/ABC

Moto Club Campeão Maranhense 1983

O grande momento do Moto Club continuou em 1983, com a conquista do tricampeonato e o 18º título estadual na história do clube, ampliando a vantagem sobre o rival Sampaio Corrêa.

Dez times disputaram no estadual. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos. No grupo A, todos se enfrentaram em dois turnos e os quatro melhores avançaram. No grupo B, foi um turno só com duas vagas. Os seis classificados jogaram um hexagonal de turno único, com o líder indo para a fase final. Na segunda fase, ambos os grupos aconteceram em turno único, com três vagas para cada. No hexagonal, o líder foi para a final de fase e os quatro melhores para a etapa seguinte, em um quadrangular de turno único. Os líderes do hexagonal e do quadrangular disputaram a segunda vaga na decisão. Na terceira fase, os quatro sobreviventes da etapa anterior atuaram em um quadrangular de dois turnos, com o líder também se garantindo na final. Todos os finalistas receberam um ponto extra.

O Moto Club estreou no empate por 2 a 2 com o Imperatriz. Nos sete jogos seguintes, venceu quatro, empatou dois e perdeu um, ficando na liderança do grupo A com 12 pontos. No hexagonal, o Rubro-negro da Fabril venceu três partidas e perdeu duas, acabando a primeira fase em terceiro lugar com seis pontos, três a menos que o líder e finalista Sampaio Corrêa.

Na segunda fase, o Moto abriu fazendo 3 a 0 no Imperatriz. Depois, venceu mais um jogo e empatou dois, ficando em primeiro no grupo A com seis pontos. No hexagonal, a equipe repetiu a campanha de três vitórias e duas derrotas, ficando em terceiro com seis pontos, três a menos que o líder Maranhão. No quadrangular, o rubro-negro se recuperou com duas vitórias, um empate, que valeram a liderança com cinco pontos. Porém, na final, acabou derrotado por 3 a 2 para o Maranhão.

Restava a terceira fase, e o Moto Club enfim chegou lá. Depois de empatar por 1 a 1 com o Sampaio Corrêa na abertura, a equipe venceu três partidas e empatou duas, o que valeu a liderança com nove pontos e, finalmente, a vaga na decisão.

Os três rivais de São Luís disputaram a fase final em um triangular. Na estreia, o Moto Club ficou no 3 a 3 com o Maranhão. Depois, venceu o Sampaio Corrêa por 2 a 0. Na última partida, o Maranhão fez 3 a 1 no Sampaio. Com quatro pontos, rubro-negros e quadricolores ficaram empatados na liderança e tiveram de disputar uma partida extra para a definição do título. No Castelão, o Moto venceu o Maranhão por 2 a 0 e consolidou o tri.

A campanha do Moto Club:
35 jogos | 20 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 61 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar