Desportiva Campeã Capixaba 1986

O Campeonato Capixaba voltou a ter a Desportiva Ferroviária como campeã em 1986, depois de dois anos. A 11ª conquista grená foi a última antes do fim de uma hegemonia que estava restrita entre o clube e o rival Rio Branco desde 1977, antes da porteira ser aberta para outra forças do Espírito Santo.

O torneio foi disputado por oito equipes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder garantindo o passe para a fase final com um ponto extra. A decisão do campeonato foi realizada em um quadrangular final de dois turnos com os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha entre os demais.

A Desportiva iniciou a competição fora de casa, no empate por 1 a 1 com o Estrela do Norte. A primeira vitória aconteceu na partida seguinte em Cariacica, por 2 a 0 sobre o Ibiraçu. Nos outros cinco jogos, a Locomotiva obteve outras quatro vitórias e um empate, o que rendeu a liderança de modo tranquilo ao time, com 12 pontos, três a mais que o vice Rio Branco.

Mesmo classificado à etapa final e com um ponto extra, a Desportiva manteve o ritmo na segunda fase. Na estreia, a equipe empatou por 1 a 1 com o Ibiraçu fora de casa. Na sequência, manteve uma invencibilidade com quatro vitórias e dois empates nas seis partidas seguintes. Com 11 pontos, a Tiva acabou igualada com o Guarapari na liderança. A situação forçou a realização de um jogo extra, pois o regulamento não previa outros critérios. O desempate acabou com derrota grená por 1 a 0.

O quadrangular final começou com Desportiva e Guarapari tendo um ponto sobre Rio Branco e Estrela do Norte. Na abertura, a Locomotiva fez 2 a 1 sobre o Estrela em Cachoeiro do Itapemirim. Depois, engatou mais duas vitórias e um empate, chegando a oito pontos na quinta rodada. A chance de o título vir com uma partida de antecedência era real, mas a Tiva levou 1 a 0 do Guarapari em pleno Engenheiro Araripe e viu o adversário também ir a oito pontos.

A decisão do título foi para a última rodada, e a Desportiva foi ao Kleber Andrade para enfrentar o Rio Branco sem depender apenas de si: a equipe precisava da vitória junto a um tropeço do Guarapari diante do Estrela do Norte. Mas tudo deu certo, pois o Guarapari apenas empatou com o Estrela, enquanto a Locomotiva fez 2 a 1 sobre o maior rival, com gols de Edmilson e Enéas.

A campanha da Desportiva:
21 jogos | 13 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Desportiva

Operário-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1986

O principal campeão do futebol do Mato Grosso do Sul voltou a levantar a taça depois de três anos. Em 1986, o Operário dominou o estadual do início ao fim e conquistou o quinto título em sua história.

O campeonato foi realizado com oito times em duas grandes fases. Nelas, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para a semifinal, e os vencedores indo para a final. O ganhador de cada fase avançou para o quadrangular final, ao lado dos dois clubes de melhor campanha. Porém, se uma mesma equipe vencesse as duas fases, ela seria campeã de maneira antecipada.

A campanha do Operário teve início fora de casa, na vitória por 2 a 0 sobre o Comercial de Ponta Porã. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu mais quatro, empatou um e perdeu um, encerrando na liderança com 11 pontos, batendo o vice Ubiratan no saldo de gols. Na semifinal, o Galo sofreu um pouco diante do Aquidauana, pois perdeu a ida fora de casa por 1 a 0. Na volta, em Campo Grande, a equipe venceu por 2 a 0 e foi à final, onde encontrou seu maior rival, o Comercial. No primeiro jogo, os times empataram por 2 a 2. Na segunda partida, o Operário venceu por 2 a 1 e carimbou a vaga na fase decisiva.

Na segunda fase, o Operário estreou com empate sem gols com o Douradense em casa, seguido por derrota por 1 a 0 para o Ubiratan fora. A recuperação começaria na terceira rodada, na vitória por 1 a 0 sobre o Aquidauana em Campo Grande. Depois, o Galo venceu mais três partidas e perdeu uma, encerrando em uma tripla liderança com nove pontos, ao lado de Douradense e Ubiratan. Desta vez, foi o número de vitórias que fez a diferença para os alvinegros: quatro, contra três e duas, respectivamente, dos adversários. Na semifinal, o Operário superou o Comercial após perder a ida por 1 a 0 e vencer a volta por 3 a 0.

Na final da segunda fase, o Operário enfrentou o Douradense, que passou pelo Ubiratan. A decisão ganhou dois significados: o título antecipado para o Galo, ou a vitória do Douradense que levaria ao quadrangular com outros dois clubes. Na ida, em Dourados, o Operário empatou por 1 a 1. Na volta, no Morenão, em Campo Grande, os alvinegros venceram por 1 a 0 e confirmaram a conquista.

A campanha do Operário-MS:
22 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 38 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Paulo Ribas/Placar

Flamengo-PI Campeão Piauiense 1986

O Flamengo retomou sua força em 1986 e faturou o título piauiense depois de dois anos, chegando a 13 conquistas ao longo do tempo e abrindo um período de hegemonia que o levaria a um tricampeonato.

Oito clubes participaram do estadual. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para um mata-mata. O vencedor de cada qualificatória se classificou para a fase final. A decisão do torneio reuniu os dois ganhadores de fases e o time de melhor campanha geral em um triangular de turno único.

Na primeira fase, o Flamengo estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Comercial de Campo Maior fora de casa. Nos outros seis jogos, venceu três e empatou outros três, encerrando na segunda colocação com 11 pontos, um a menos que o líder Caiçara. Na semifinal, porém, o Leão do Pirajá perdeu por 2 a 0 para o River e perdeu a primeira chance de se classificar. O próprio River foi o vencedor da etapa, batendo o Caiçara em duas partidas.

Após a frustação, o Flamengo retomou o bom nível na segunda fase. Na abertura, o rubro-negro bateu o Comercial por 4 a 2 em Teresina. Na sequência, engatou mais quatro vitórias, com um empate e uma derrota completando a campanha. Com 11 pontos, o Leão ficou na liderança com a mesma pontuação que o Piauí, mas com uma vitória a mais e três gols a mais de saldo. Na semifinal, o Flamengo derrotou o Parnahyba por 1 a 0. Na final, no reencontro com o River, venceu a ida por 3 a 1 e empatou a volta por 1 a 1, garantindo a vaga na etapa final.

Flamengo e River venceram as duas fases do torneio e chegaram ao triangular final junto com o Piauí, que fez a melhor campanha abaixo dos dois rivais. Todos os jogos aconteceram no Albertão, em Teresina. Os primeiros a entrarem em campo foram River e Piauí, que empataram por 1 a 1. Na segunda rodada, o Leão fez 3 a 0 no adversário rubro-anil, eliminando-o da disputa.

A decisão do título ficou restrita ao confronto entre Flamengo e River na última rodada. Os tricolores precisavam vencer a qualquer custo, enquanto aos rubro-negros bastava o empate. Com o regulamento debaixo do braço, o Leão do Pirajá segurou a igualdade sem gols e conquistou o título em cima de seu principal oponente.

A campanha do Flamengo-PI:
20 jogos | 12 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 41 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Flamengo-PI

Confiança Campeão Sergipano 1986

O Campeonato Sergipano voltou a ter o Confiança como campeão estadual em 1986, depois de três anos e dois campeonatos longe das finais. A conquista representou o décimo título na história do clube.

O torneio foi realizado por oito participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular também de turno único. O vencedor de cada quadrangular avançou para a fase final. A etapa final reuniu os ganhadores dos quadrangulares mais os líderes e vices dos turnos. O estadual também distribuiu vários pontos extras: dois para os líderes de turno, e um para os vices e líderes dos quadrangulares.

O Confiança estreou na competição com vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz de Estância. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu três, empatou dois e perdeu um, encerrando na segunda posição com dez pontos e um extra para a fase final. No quadrangular, o Proletário empatou sem gols com o Estanciano, perdeu por 3 a 1 para o Sergipe e empatou por 1 a 1 com o Itabaiana. A equipe somou apenas dois pontos e terminou na última colocação, três pontos atrás do líder Sergipe.

Na segunda fase, o Confiança iniciou com vitória por 1 a 0 sobre o Olímpico. Depois, venceu mais duas vezes, empatou duas e perdeu duas, terminando em quarto lugar com oito pontos, dois a menos que os líderes Vasco de Aracaju e Itabaiana. No quadrangular, o Dragão perdeu por 2 a 1 para o Vasco, empatou por 1 a 1 com o Itabaiana e venceu o Estanciano por 1 a 0. Com três pontos, o Confiança ficou na segunda colocação, um a menos que o líder Estanciano.

Cinco times avançaram para a fase final, realizada em dois turnos: Confiança (com um ponto extra), Sergipe (com um ponto), Itabaiana (com três pontos), Vasco (com dois pontos) e Estanciano (com um ponto). Mesmo em desvantagem em relação a Itabaiana e Vasco, o Proletário manteve-se firme. Na abertura do pentagonal, fez 2 a 1 no Vasco. Na sequência, venceu três partidas, empatou duas e perdeu uma, indo a 11 pontos na penúltima rodada. Na liderança, o Dragão estava um ponto a frente do vice Sergipe, com ambos tendo um confronto direto de decidir o título.

Na última rodada, Confiança e Sergipe disputaram o Clássico Maior no Batistão. Jogando pelo empate, o Proletário segurou o 0 a 0 contra seu principal rival e faturou o título estadual.

A campanha do Confiança:
28 jogos | 12 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 24 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Dias Soares/Placar

Sobradinho Campeão Candango 1986

O Sobradinho conquistou o bicampeonato candango em 1986, mantendo a hegemonia obtida um ano antes. Porém, o título foi o último antes de o clube entrar em um longo período de fila.

O campeonato foi disputado por oito equipes em duas fases idênticas. Em cada etapa, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um mata-mata. O vencedor de cada fase avançou para o mata-mata decisivo, que recebeu também os dois clubes de melhor campanha na soma geral. O ganhador de cada semifinal fez a final.

A campanha do Sobradinho teve início em casa, no Augustinho Lima, na vitória por 3 a 1 sobre o Ceilândia. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando na terceira colocação com dez pontos, um a menos que o líder Brasília. Na semifinal, o Leão da Serra bateu o Taguatinga por 1 a 0 fora de casa. Na final, derrotou o Brasília duas vezes, por 2 a 0 na ida em casa e de novo por 2 a 0 na volta fora, no Mané Garrincha. Os resultados classificaram o Sobradinho para a semifinal geral.

Na segunda fase, o Sobradinho estreou novamente com vitória, por 1 a 0 sobre o Planaltina no Augustinho Lima. Na segunda rodada, também em casa, fez 1 a 0 sobre o Gama. Na terceira rodada, o Leão da Serra empatou por 1 a 1 com o Taguatinga, mas ficou sem o ponto somado porque escalou um jogador de maneira irregular. Nas demais quatro partidas, os alvinegros venceram uma, empataram uma e perderam duas, encerrando na sexta colocação com sete pontos. Brasília, Taguatinga, Ceilândia e Tiradentes foram os classificados para o mata-mata, e o vencedor foi o Taguatinga.

A fase final do Candangão reuniu Sobradinho e Taguatinga, ganhadores das duas fases, mais Brasília e Tiradentes, os donos das melhores campanhas no geral. A semifinal foi realizada em partida única, mas o Sobradinho ficou no empate sem gols com o Brasília. Sem disputa de pênaltis prevista no regulamento, uma nova partida foi realizada, e esta também acabou 0 a 0. Para resolver a classificação, o Leão da Serra fez valer sua melhor campanha.

O Sobradinho enfrentou o Taguatinga na decisão em duas partidas, ambas no Mané Garrincha. Na ida, o Leão da Serra empatou por 2 a 2. Na volta, venceu por 1 a 0 e garantiu sua segunda conquista.

A campanha do Sobradinho:
21 jogos | 11 vitórias | 6 empates | 4 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Tagashi Nakagomi/Placar

Nacional-AM Campeão Amazonense 1986

Mais uma vez, deu Nacional no Amazonas. Em 1986, o clube chegou ao tetracampeonato, o 33º estadual na história e o décimo no últimos 11 campeonatos, consolidando uma hegemonia raramente vista.

Com oito clubes, a competição contou com duas fases. Em ambas, os participantes foram divididos em dois grupos, mas se enfrentaram sem restrição de chaves. Os dois primeiros de cada grupo avançaram para um quadrangular de dois turnos. O líder de cada quadrangular se classificou para a final.

Na estreia, o Nacional fez 2 a 0 no São Raimundo. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu mais cinco vezes e empatou uma, terminando na liderança do grupo B com 13 pontos. No quadrangular, o Leão venceu cinco partidas e empatou uma: 4 a 1 no Fast, 2 a 2 com o Penarol, 1 a 0 no Rio Negro, 4 a 0 no Fast, 1 a 0 no Penarol e 1 a 0 no Rio Negro. Com 11 pontos, a equipe foi novamente líder e se classificou para a decisão.

Na segunda fase, as chaves foram reorganizadas e o Nacional ficou no grupo A. Na abertura, o clube fez 1 a 0 no América de Manaus. Na sequência, o Naça venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma, terminando com dez pontos. A campanha foi boa, mas o Nacional ficou somente em terceiro na chave, dois pontos atrás do Fast e empatado com o Rio Negro, mas com uma vitória a menos. Ironicamente, os classificados do grupo B fizeram menos pontos: Penarol, com nove, e Sul América, com seis. No quadrangular, o Rio Negro foi o líder e avançou para a final.

Eliminado do quadrangular da segunda fase, o Nacional teve mais tempo para se preparar para a decisão contra o Rio Negro. As duas partidas foram realizada no Vivaldão, em Manaus. Na primeira partida, os dois rivais empataram por 1 a 1, empurrando a definição para o segundo jogo. No duelo de volta, o Nacional foi preciso e venceu o clássico por 1 a 0, garantindo o quarto título consecutivo.

A campanha do Nacional-AM:
22 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 42 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Cláudio Paulo/Placar

Botafogo-PB Campeão Paraibano 1986

O futebol paraibano passou por momentos difíceis em 1985. Naquele ano, o campeonato estadual simplesmente não terminou, devido a muitos problemas nos tribunais. Primeiro, o caso do Campinense, que entrou na justiça contestando a perda de pontos para o Treze na primeira fase e paralisou o campeonato. Os clubes propuseram que se iniciasse o segundo turno ao invés de esperar a retomada do primeiro turno, para não se perder tempo, o que foi aceito pela Federação Paraibana. Ao final da primeira fase do segundo turno, encerrou-se a disputa do Campinense através da inclusão de mais duas equipes na fase final de cada turno, alterando o regulamento original e esticando o calendário.

Depois, houve o caso definitivo no jogo entre Treze e Auto Esporte no segundo turno da segunda fase. Em 13 de outubro, o Treze, alegando que havia remarcado o jogo para o Presidente Vargas, compareceu em seu estádio para a partida, enquanto juízes e Auto Esporte se encaminharam para o Amigão, conforme marcação da FPF. A partida foi remarcada para o PV em 27 de outubro, e o Auto Esporte não compareceu. O Auto Esporte entrou na justiça contestando a remarcação da partida para o PV.

Durante a fase final do segundo turno, processos interromperam o seu andamento em novembro, até que se soubesse o resultado do caso do Auto Esporte. Em 28 de novembro, na data marcada para o reinício do campeonato, após tomar conhecimento que perdera o recurso, o Auto Esporte abandonou o campeonato, no que foi solidariamente acompanhado por Botafogo, Nacional de Patos e Santa Cruz. Dessa forma, o campeonato nunca terminou, pois nem sequer havia chegado à fase final. Treze e Botafogo entraram na justiça requerendo o título mas não ganharam.

As coisas voltaram ao normal em 1986, com a conquista do 21º título do Botafogo. De certa forma, a conquista manteve a hegemonia do clube na Paraíba, pois tinha sido o último vencedor em 1984. Para evitar problemas, a FPF simplificou o regulamento. Os dez participantes se enfrentaram em duas fases de turno único. Cada líder se classificou para a decisão.

Na abertura, o Botafogo fez 1 a 0 no Nacional de Cabedelo, fora de casa. Nos outros oito jogos da primeira fase, o Belo venceu seis, empatou uma e perdeu uma. Com 15 pontos, a equipe ficou empatada na liderança com o Treze. O saldo de gols também ficou igual, com oito gols. Porém, o alvinegro de João Pessoa fez 15 gols, contra 14 do rival de Campina Grande, classificando-se para a final.

Na segunda fase, o Botafogo relaxou. Na estreia, o time fez 3 a 2 no Santos de João Pessoa, em casa. Depois, só voltaria a vencer mais uma vez, com quatro empates e três derrotas. O Belo encerrou a etapa apenas na sétima posição, com oito pontos. A liderança ficou com o Treze, que fez 18 pontos.

Na final entre Botafogo e Treze, tudo zerou. Na ida, no Amigão, o Belo venceu por 1 a 0 e trouxe a vantagem para casa. Na volta, no Almeidão, novo triunfo por 3 a 1 confirmou o título botafoguense.

A campanha do Botafogo-PB:
20 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 28 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto José Ribamar/Placar