O grande momento do Alecrim na década de 1980 teve seu ápice em 1986, com a participação do clube no Campeonato Brasileiro, sendo o único representante do Rio Grande do Norte na competição. Mas, antes da jornada nacional, veio a conquista o bicampeonato potiguar, o sétimo estadual do Verdão.
A competição foi disputada por sete times, novamente com um regulamento estranho. Nas duas primeiras fases, os participantes se dividiram em dois grupos e atuaram em duas etapas: na primeira parte, em um quadrangular de turno único e um triangular de dois turnos. O líder de cada chave fez a decisão e se classificou para a segunda parte, onde foi disputado um outro quadrangular de dois turnos. O líder foi para a final contra o vencedor da decisão da primeira etapa. Na terceira fase, os cinco melhores na soma geral se enfrentaram em mais dois turnos. Por fim, a final do estadual reuniu os vencedores das três grandes fases.
A campanha do Alecrim começou com a vitória por 3 a 0 sobre o Riachuelo. Na sequência, venceu o Atlético e perdeu para o América, indo a quatro pontos e ficando na segunda colocação do grupo A, dois pontos atrás do líder América. Na final desta primeira etapa, o ABC venceu o América. O Periquito avançou para o quadrangular da primeira fase ao lado de ABC, América e Potiguar de Mossoró. Em seis jogos, a equipe venceu dois, empatou dois e perdeu dois, somando seis pontos. Originalmente, o time ficou na vice-liderança, dois pontos atrás do líder América, que foi à final da primeira fase contra o ABC e perdeu nos pênaltis, em partida realizada no início de abril.
Porém, quase dois meses depois, em maio, o Alecrim conseguiu nos tribunais os pontos da derrota que sofreu para o Potiguar na segunda rodada do quadrangular, fazendo a equipe subir para oito pontos na tabela e empatar com o América na liderança. Para desempatar, foi acionado o critério do confronto direto, o que fez o Verdão levar vantagem com uma vitória e um empate. A mudança de líder obrigou a Federação do Rio Grande do Norte a realizar outra final da primeira fase em julho, com vitória do Alecrim por 2 a 1 sobre o ABC no Castelão de Natal.
Antes de saber que voltaria e ganharia a primeira fase, o Alecrim estreou na segunda etapa, agora no grupo triangular. Na abertura, fez 3 a 0 no Potiguar em Mossoró, seguido de outras duas vitórias e um empate nas três partidas seguintes. Com sete pontos, o Periquito liderou o grupo A e disputou a final do turno contra o ponteiro do grupo B, o ABC. Nesta, o Alecrim não se deu bem e perdeu por 2 a 1.
No quadrangular da segunda fase, o Verdão cresceu, já em meio ao processo que lhe devolveu a chance na primeira fase. Em seis jogos, o Alecrim venceu quatro e empatou dois, sendo o primeiro colocado com dez pontos e indo para a final da segunda etapa contra o ABC. No Castelão, as equipes ficaram no 0 a 0 e foram aos pênaltis, vencidos pelos alvinegros por 3 a 1.
O emaranhado de partidas continuou na terceira fase. Na estreia, o Alecrim bateu o ABC por 1 a 0. Nos sete jogos restantes, venceu mais quatro, empatou dois e perdeu um, chegando a 12 pontos e repetindo o empate com o América. E de novo, o confronto direto favoreceu o Periquito, dando-lhe a conquista da fase e uma vantagem na final.
O Alecrim chegou na decisão estadual com duas fases vencidas, contra uma ao ABC. Desta forma, o Verdão adquiriu o benefício de ser campeão em caso de vitória ou empate já na primeira partida. Esta aconteceu no Castelão, terminou empatada por 0 a 0, e o resultado confirmou o título do Alecrim.






