Paris Saint-Germain Campeão da Liga dos Campeões 2026

O Paris Saint-Germain alcançou o topo do futebol europeu ao vencer a Liga dos Campeões da UEFA pela segunda vez consecutiva. Após passar anos em busca de seu primeiro título continental, o clube tornou-se o primeiro da França a atingir duas conquistas. Em 2026, a competição consolidou seu formato de liga com 36 equipes na fase principal, dentre 82 que participaram desde as preliminares.

A campanha do PSG começou com uma vitória por 4 a 0 contra a Atalanta no Parc des Princes, seguida por um triunfo fora de casa por 2 a 1 sobre o Barcelona e uma goleada por 7 a 2 contra o Bayer Leverkusen, também como visitante. Na sequência, perdeu por 2 a 1 para o Bayern de Munique em casa, venceu o Tottenham por 5 a 3 em seus domínios, empatou sem gols com o Athletic Bilbao fora, perdeu por 2 a 1 para o Sporting em Portugal e encerrou a fase inicial com um empate em 1 a 1 diante do Newcastle na França. Les Rouge-et-Bleu somaram 14 pontos e terminaram na 11ª colocação, o que obrigou o clube a disputar a fase de play-off, anterior às oitavas de final, pelo segundo ano consecutivo.

No play-off, o Paris Saint-Germain enfrentou o Monaco, vencendo a ida no Estádio Louis II por 3 a 2 e garantindo a classificação com um empate por 2 a 2 no Parc des Princes. Nas oitavas de final, o adversário foi o Chelsea. A equipe francesa construiu a vantagem ao vencer o primeiro confronto em casa por 5 a 2 e confirmou a vaga para a próxima etapa ao aplicar 3 a 0 na volta, na Inglaterra.

Nas quartas de final, o PSG superou o Liverpool com vitórias por 2 a 0 tanto na França quanto na Inglaterra. Na semifinal, o time reencontrou o Bayern de Munique. Na ida, no Parc des Princes, venceu uma partida histórica por 5 a 4, com dois gols de Khvicha Kvaratskhelia, um de João Neves e dois de Ousmane Dembélé. A vaga na decisão foi selada na Alemanha com um empate em 1 a 1, com gol marcado novamente por Dembélé.

A final foi disputada na Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria, contra o Arsenal, que chegou à decisão após eliminar Slavia Praga, Kairat, Bayer Leverkusen, Sporting e Atlético de Madrid. A equipe inglesa abriu o placar no início do primeiro tempo, mas o Paris Saint-Germain igualou o marcador na segunda etapa, aos 20 minutos, com um gol de pênalti de Dembélé. Após o empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e a manutenção do placar na prorrogação, a disputa foi para as penalidades máximas. Os ingleses erraram duas cobranças, e os franceses venceram por 4 a 3, confirmando o título.

A campanha do Paris Saint-Germain:
17 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 45 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Maurice Van Steen/ANP/Sipa USA

Paysandu Campeão da Copa Norte 2026

A Copa Norte retornou oficialmente ao calendário do futebol brasileiro em 2026, após uma pausa de 24 anos. Reformulado como um braço da Copa Verde, o torneio foi destinado à quase todos os estados da região, com exceção do Tocantins, dando ao campeão uma vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil do ano seguinte. A competição contou com a participação de 12 equipes, divididas em dois grupos. Na primeira fase, os times se enfrentaram em turno único dentro de suas respectivas chaves, classificando-se os dois melhores de cada lado para a semifinal e, depois, para a final.

O Paysandu sagrou-se campeão desta edição de retorno, conquistando a Copa Norte pela segunda vez em sua história. Com esse feito, o clube paraense estabeleceu uma linha temporal curiosa: foi o último a erguer a taça antes da interrupção e o primeiro a vencê-la nesta nova era, comprovando ainda mais a hegemonia regional da equipe, que também é a maior vencedora da história da Copa Verde.

A campanha do Papão começou no Grupo A, onde a comissão técnica optou por não utilizar a força máxima nas rodadas iniciais. A estreia foi com vitória por 3 a 1 sobre o GAS, jogando como mandante no Estádio Modelão, em Castanhal. Na sequência, o clube bicolor viajou até Rondônia e perdeu para o Guaporé por 1 a 0. O sinal de alerta acendeu na terceira rodada, quando o Paysandu sofreu uma goleada de 7 a 0 para o Nacional-AM na Arena da Amazônia.

O vexame fez o clube aumentar a prioridade sobre o torneio. No jogo seguinte, a recuperação começou a vir com o triunfo por 2 a 1 sobre o Independência, na Curuzu. No quinto jogo, o time fez 3 a 0 sobre o Trem, no Amapá. O time bicolor avançou à semifinal na segunda posição da chave, com nove pontos, quatro atrás do líder Nacional.

Na semifinal, disputada em jogo único, o Papão não deu chances ao Águia de Marabá. Fora de casa, no Estádio Zinho de Oliveira, o Paysandu aplicou uma goleada por 5 a 1 e avançou para a decisão. O adversário da final seria justamente o Nacional-AM, que eliminou o Porto Velho na outra chave.

A decisão começou a ser desenhada no Mangueirão, onde o Paysandu largou na frente ao vencer o Nacional por 1 a 0, com gol marcado por Castro. O segundo confronto aconteceu no Carlos Zamith, em Manaus, com o clube bicolor motivado a apagar a má impressão da goleada sofrida na primeira fase. Em uma partida movimentada, o Papão garantiu o bicampeonato ao vencer por 4 a 2, com gols de Caio Mello, Kleiton Pego, Thayllon e Marcinho.

A campanha do Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Anápolis Campeão da Copa Centro-Oeste 2026

A Copa Centro-Oeste retornou oficialmente ao calendário do futebol brasileiro em 2026, quebrando um hiato de 24 anos desde sua última edição. Reformulado como um braço da Copa Verde, o torneio reuniu os clubes da região e representantes do Tocantins e do Espírito Santo, oferecendo ao campeão uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil do ano seguinte. A competição contou com a participação de 12 equipes, divididas em dois grupos de seis. Na primeira fase, os times se enfrentaram em turno único, avançando os dois melhores de cada lado para a semifinal e, posteriormente, para a grande final.

O grande protagonista dessa retomada foi o Anápolis, que ergueu a taça do torneio regional pela primeira vez em sua trajetória. A conquista inédita foi celebrada como o maior feito da história do clube, consolidando-se como o título mais importante da equipe desde o Campeonato Goiano de 1965.

Sorteado no Grupo B, o Anápolis não teve um início fácil. A estreia foi com derrota por 1 a 0 diante do Atlético-GO, em Goiânia. A reabilitação do Galo da Comarca veio logo em seguida, no Estádio Jonas Duarte, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Tocantinópolis, seguida por outro triunfo em casa por 2 a 0 contra o Porto Vitória. Na sequência, o time tricolor sofreu um tropeço fora de casa ao perder por 2 a 1 para o Gama, mas fechou a fase classificatória com uma goleada por 4 a 0 sobre o Cuiabá perante sua torcida. Com essa campanha, o time avançou na segunda posição do grupo com nove pontos conquistados, seis atrás do líder Gama.

A semifinal reservou um duelo contra o Vila Nova, disputado em partida única no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA, em Goiânia. Após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, a vaga na decisão foi decidida nas penalidades máximas, onde o Anápolis levou a melhor e venceu por 4 a 3. O resultado teve um sabor de revanche para o Galo da Comarca, que havia ficado com o vice-campeonato estadual diante do mesmo adversário no estadual de 2025.

O adversário na disputa pelo título foi o Rio Branco-ES, passou pelo Gama na outra semifinal. No primeiro jogo da decisão, no Jonas Duarte, o Anápolis construiu uma vantagem confortável ao vencer por 3 a 0, com todos os gols marcados no segundo tempo por Fernandinho, Juninho e Igor Souza.

Na partida de volta, no Kleber Andrade, em Cariacica, o Rio Branco tentou uma reação e marcou dois gols. No entanto, nos acréscimos do segundo tempo, Mila balançou as redes para o tricolor, diminuindo o marcador para 2 a 1 e selando definitivamente o título histórico para a galeria do Anápolis.

A campanha do Anápolis:
8 jogos | 4 vitórias | 1 empates | 3 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Henrique Montovanelli/FES

Crystal Palace Campeão da Liga Conferência 2026

A Liga Conferência da UEFA chegou à sua quinta edição em 2026, sendo a segunda disputada no formato de liga, que segue o modelo dos demais torneios europeus. A competição contou com um total de 164 participantes desde as fases iniciais, sendo que 36 clubes se classificaram para a fase principal, onde cada equipe disputou seis partidas. De modo histórico, o Crystal Palace conquistou o título do torneio pela primeira vez, registrando a sua primeira conquista internacional. O troféu foi erguido uma temporada após o clube vencer, também de forma inédita, a Copa da Inglaterra.

A campanha dos Eagles começou na quarta fase preliminar contra o Fredrikstad, da Noruega, com uma vitória por 1 a 0 em Londres, no Selhurst Park, e um empate por 0 a 0 fora de casa. Na fase de liga, o time estreou com vitória por 2 a 0 fora contra o Dínamo Kiev, seguida por uma derrota em casa por 1 a 0 para o AEK Larnaca, do Chipre. Na sequência, venceu o AZ Alkmaar por 3 a 1 em seus domínios, perdeu para o Strasbourg por 2 a 1 na França, derrotou o Shelbourne por 3 a 0 na Irlanda e empatou em 2 a 2 com o KuPS, da Finlândia, em Londres. Com esses resultados, o Crystal Palace somou dez pontos e terminou na décima posição da tabela, o que levou a equipe para a fase de play-offs eliminatórios.

No play-off que antecedeu as oitavas de final, o Crystal Palace enfrentou o Zrinjski, empatando por 1 a 1 na Bósnia e vencendo por 2 a 0 no Selhurst Park. Nas oitavas de final, o adversário foi o AEK Larnaca. Na partida de ida, em Londres, o reencontro terminou em um empate por 0 a 0, e na volta, no Chipre, foi decidido com uma vitória inglesa por 2 a 1 na prorrogação.

Nas quartas de final, o Crystal Palace enfrentou a Fiorentina, vencendo por 3 a 0 no primeiro jogo, na Inglaterra, e avançando com derrota por 2 a 1 na segunda partida, na Itália. Na semifinal, a equipe eliminou o Shakhtar Donetsk com duas vitórias: 3 a 1 na ida fora, e 2 a 1 na volta em seu estádio.

A final foi disputada contra o Rayo Vallecano, que chegou à decisão após eliminar BK Häcken (Suécia), Samsunspor (Turquia), AEK Atenas (Grécia) e Strasbourg (França). A partida única aconteceu na Alemanha, na Red Bull Arena, em Leipzig. Com um gol de Jean-Philippe Mateta aos seis minutos do segundo tempo, os Eagles venceram por 1 a 0 a equilibrada final e ficaram com o título histórico.

A campanha do Crystal Palace:
17 jogos | 10 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 27 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Kontent Haus/Getty Images

Fluminense Campeão da Primeira Liga 2016

Após um hiato de 14 anos, as regiões Sul e Minas Gerais voltaram a compartilhar um torneio regional, embora de maneira um tanto conturbada. O renascimento ocorreu por meio da criação da Primeira Liga, uma organização liderada por grandes clubes que buscavam assumir os rumos do futebol brasileiro. A ambição era ousada: estabelecer um novo padrão de governança inspirado na Premier League inglesa, priorizando a autonomia das agremiações e a valorização comercial do espetáculo.

A iniciativa ganhou musculatura política quando os cariocas Flamengo e Fluminense aderiram ao projeto. Inicialmente, a pauta era resgatar os moldes da antiga Copa Sul-Minas, mas a liga nasceu cercada de divergências internas e embates com a CBF. A entidade máxima do futebol brasileiro chegou a aprovar o torneio, depois recuou e o vetou, para finalmente conceder o sinal verde sob a condição de que a competição tivesse caráter amistoso.

A edição de estreia contou com 12 equipes fundadoras, distribuídas em três grupos. O regulamento previa confrontos em turno único dentro das chaves, com os líderes e o melhor segundo colocado avançando às semifinais. Contudo, o torneio sofria com um calendário de datas excessivamente espaçadas, o que dificultava a manutenção do ritmo de jogo.

O Fluminense, no Grupo A, foi quem melhor se adaptou às circunstâncias. A trajetória, porém, começou com um tropeço: derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR em Volta Redonda. A reabilitação veio em grande estilo no Mineirão, com uma vitória por 4 a 3 sobre o Cruzeiro. Na rodada decisiva, o Tricolor confirmou sua ascensão ao derrotar o Criciúma por 2 a 0 em Juiz de Fora. Com seis pontos conquistados, o Flu liderou a chave, superando os paranaenses no critério de saldo de gols.

Na semifinal, o desafio foi contra o Internacional, em Brasília. Após um empate em 2 a 2 no tempo normal, a vaga na final foi decidida nos pênaltis, onde o goleiro Diego Cavalieri brilhou e os cariocas venceram por 3 a 2, avançando à decisão.

A final proporcionou um reencontro com o Athletico-PR, que havia eliminado o Flamengo na outra semifinal. O Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, foi o palco de uma decisão tensa e equilibrada. O grito de campeão só saiu aos 35 minutos do segundo tempo, quando Marcos Júnior aproveitou uma oportunidade de ouro para anotar o 1 a 0 definitivo. O título inédito da Primeira Liga coroou o Fluminense como o primeiro campeão dessa nova e breve era do futebol brasileiro.

A campanha do Fluminense:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 9 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Mailson Santana/Fluminense

Cruzeiro Campeão da Copa Sul-Minas 2002

A última edição da Copa Sul-Minas, em 2002, foi o pilar de um plano que pretendia revolucionar o calendário do futebol brasileiro através do sistema quadrienal. A ideia era que os torneios regionais suplantassem os campeonatos estaduais, que passariam a ser disputados apenas por clubes de menor expressão. Sob esse novo conceito, a competição foi transformada em uma liga, na qual os 16 participantes se enfrentavam em turno único. O regulamento ainda previa um sistema de rebaixamento, com a equipe de pior campanha de cada estado seria substituída pelo respectivo campeão estadual do ano anterior.

Campeão vigente, o Cruzeiro entrou na disputa focado no bicampeonato e demonstrou sua força logo na estreia ao bater o Athletico-PR por 2 a 0, em Curitiba. A Raposa iniciou o certame de forma avassaladora, acumulando quatro vitórias consecutivas até sofrer o primeiro tropeço: um empate por 3 a 3 contra o Internacional, em Porto Alegre.

Contudo, o grande cartão de visitas daquela campanha foi a histórica goleada de 7 a 0 sobre o América-MG, na sexta rodada, uma exibição de gala em Belo Horizonte. Ao fim da primeira fase, o Cruzeiro ostentava números incontestáveis: 11 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas, garantindo a liderança isolada com 35 pontos, seis a mais que o vice-líder Athletico-PR.

Na semifinal, o chaveamento impôs dois clássicos contra o Atlético-MG. Após dois empates por 1 a 1 no Mineirão, a Raposa levou a melhor nos pênaltis, vencendo por 4 a 2 e carimbando a vaga na final.

A decisão foi um embate contra o Athletico-PR, que ostentava o título de campeão brasileiro da época e passou pelo Grêmio na semifinal. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o Cruzeiro deu um passo gigante rumo à taça ao vencer por 2 a 1. O confronto decisivo ocorreu no Mineirão. Com um gol do ídolo argentino Juan Pablo Sorín, que realizava ali sua partida de despedida antes de partir para a Europa, o Cruzeiro venceu por 1 a 0 e sagrou-se bicampeão da última Copa Sul-Minas da história.

Apesar do sucesso, o projeto do calendário quadrienal foi atropelado pela implementação do Campeonato Brasileiro de pontos corridos em 2003. Com a mudança de rumos da CBF, os torneios regionais foram descontinuados e os clubes grandes retornaram definitivamente aos seus estaduais. Um esboço de competição unindo o Sul e Minas Gerais só voltaria a ganhar entre 2016 e 2017, com a criação da Primeira Liga. Em 2026, seria instituída a Copa Sul-Sudeste, em formato inédito.

A campanha do Cruzeiro:
19 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 39 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa Sul-Minas 2001

Com a manutenção do regulamento, o ano de 2001 marcou o início de uma era de domínio celeste na Copa Sul-Minas. O Cruzeiro não deu chances aos seus adversários e, de forma invicta, conquistou o primeiro de seus dois títulos na competição. O feito estabeleceu um marco inédito no futebol brasileiro: um mesmo clube sagrava-se campeão por duas regiões diferentes, já que a Raposa havia levantado a taça da Copa Centro-Oeste apenas dois anos antes.

Os 12 participantes foram definidos com base na classificação dos campeonatos estaduais do ano anterior. Desta vez, a distribuição de vagas foi equilibrada, com três equipes representando cada um dos quatro estados.

Sorteado no Grupo C, o Cruzeiro iniciou sua jornada com autoridade, vencendo o Internacional por 2 a 0 em pleno Beira-Rio. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o time manteve uma regularidade impressionante: bateu o Paraná em casa por 3 a 1 e, após um empate sem gols contra o Joinville em Santa Catarina, goleou os catarinenses por 4 a 0 no Mineirão.

A fase de grupos foi encerrada com um empate por 1 a 1 em Curitiba e um 2 a 2 em Belo Horizonte contra o Inter. Com 12 pontos e nenhuma derrota, o Cruzeiro avançou na liderança absoluta da chave.

A semifinal reservou um ingrediente especial: dois clássicos contra o maior rival, o Atlético-MG, ambos disputados no Mineirão. Após um empate tenso por 1 a 1 no primeiro duelo, a equipe de Felipão impôs sua superioridade no jogo de volta, vencendo por 3 a 1 e garantindo a classificação para a grande decisão.

O Coritiba foi o último obstáculo no caminho celeste, após os paranaenses terem eliminado o Grêmio. A cruzada invicta teve seus capítulos finais escritos no Couto Pereira e no Mineirão. No jogo de ida, na capital paranaense, o Cruzeiro construiu uma vantagem confortável ao vencer por 2 a 0.

Na volta, diante de sua torcida, a Raposa não diminuiu o ritmo e aplicou um sonoro 3 a 0. Os gols de Jorge Wagner, Geovanni e Marcelo Ramos, todos marcados em um segundo tempo avassalador, selaram o título. Aquela conquista regional foi o grande oásis para o torcedor cruzeirense em 2001, um ano em que o clube acabou decepcionando nas campanhas do Campeonato Mineiro, da Libertadores, da Copa dos Campeões e do Brasileirão.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 21 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar