O Cruzeiro não tem muitas coisas para lembrar da década de 1980. O clube passou longe dos títulos na maior parte do tempo, vencendo apenas dois estaduais, em 1984 e em 1987, chegando a 22 conquistas em sua história. A conquista mais recente veio com uma campanha forte, marcada pela rivalidade.
O torneio foi disputado com 16 participantes em duas fases. Na primeira, chamada de Taça Minas Gerais, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para a semifinal. Na segunda fase, chamada de Taça Governador do Estado, a fórmula foi repetida. Os mata-matas foram realizados em partida única, e os ganhadores de cada fase se classificaram para a decisão do estadual.
A campanha do Cruzeiro iniciou na goleada por 4 a 0 sobre o Tupi em Belo Horizonte. Nos outros 14 jogos da Taça Minas Gerais, a equipe venceu mais dez vezes, empatou uma e perdeu três. Com 23 pontos, a Raposa terminou na liderança e foi à semifinal da primeira fase. O adversário cruzeirense foi o Valeriodoce, o qual venceu por 2 a 0 em casa. Na final, contra o Atlético no Mineirão, o Cruzeiro perdeu por 3 a 2 e viu o rival avançar para a decisão.
A derrota na Taça Minas Gerais não abalou o Cruzeiro para a disputa da segunda fase. Na estreia, o time empatou sem gols o Villa Nova em Nova Lima. A primeira vitória aconteceu na segunda rodada, por 1 a 0 sobre o Nacional de Uberaba em Belo Horizonte. Na sequência, a Raposa realizou mais 13 partidas, com oito vitórias, três empates e duas derrotas. A equipe somou 22 pontos e garantiu outra vez a liderança, mas a surpresa foi ver o Atlético acabou apenas em sexto lugar, com 17 pontos. Na semifinal, o Cruzeiro empatou por 0 a 0 com o Villa Nova, classificando-se por ter melhor campanha que o adversário do interior. Na decisão, outro empate sem gols com o Tupi colocou o Cabuloso na final.
Dois jogos no Mineirão decidiram o título mineiro entre Cruzeiro e Atlético. No primeiro, os time empataram por 0 a 0. No segundo, Careca e Robson marcaram os gols da vitória por 2 a 0 e confirmaram o título da Raposa depois de três anos.






