Santa Cruz Campeão Pernambucano 1987

O Santa Cruz buscou o bicampeonato pernambucano em 1987 e chegou na simbólica marca de 20 títulos estaduais, confirmando seu grande momento histórico e de grande prestígio nacionalmente, pois este resultado foi o motivo para o clube ser convidados para disputar a Copa União no mesmo ano.

A competição foi realizada com 11 equipes, sendo sete no grupo principal e quatro no grupo secundário. Nas três primeiras fases, os times do grupo principal se enfrentaram em dois turnos. O líder de cada turno jogou a decisão por uma vaga na final. Entre o fim e o início de cada etapa, o lanterna da chave principal trocou de lugar com o líder do outro agrupamento. Os vencedores de cada fase foram à final.

A campanha do Santa Cruz iniciou com vitória por 2 a 0 sobre o Atlético de Caruaru. Nos outros cinco jogos do primeiro turno da primeira fase, o time venceu mais três e empatou dois, encerrando na liderança com dez pontos. No segundo turno, a Cobra-coral voltou a bater o Atlético por 4 a 0. Depois, venceu mais quatro partidas e perdeu uma, indo novamente a dez pontos e garantindo novamente o primeiro lugar. Por ter liderado os dois turnos, o Santinha ficou com vaga na final.

Na segunda fase, o Santa Cruz estreou fazendo 2 a 0 no Santo Amaro, seguido de mais uma vitória, dois empates e duas derrotas. Com seis pontos, a equipe ficou apenas a quarta posição, quatro pontos atrás do líder Sport. No segundo turno, o Santinha abriu derrotando novamente o Santo Amaro, por 3 a 0. Nas cinco partidas seguintes, venceu duas, empatou duas e perdeu uma, encerrando com oito pontos na segunda posição. O Sport voltou a liderar, com 11 pontos, e avançou para a final antecipadamente.

A terceira fase contou com seis clubes no grupo principal, após o lanterna da etapa anterior não ser substituído pelo líder da outra chave. Na estreia, o Santa Cruz bateu o Central por 1 a 0. Na sequência, venceu mais três partidas e perdeu uma, encerrando o primeiro turno com 11 pontos. O Náutico também somou 11, mas teve melhor saldo de gols e ficou em primeiro, empurrando o Santinha para segundo. O turno seguinte iniciou com a Cobra-coral vencendo o Náutico por 2 a 0. Depois, venceu mais três partidas e empatou uma, terminando na liderança com nove pontos. Na final, Santa Cruz e Náutico empataram por 1 a 1 no Arruda, e o tricolor foi declarado ganhador por ter tido melhor campanha.

Santa Cruz e Sport se classificaram para a decisão estadual, os tricolores com duas fases ganhas contra uma dos rubro-negros. A vantagem da Cobra-coral permitia ao time ser campeão logo na primeira partida, desde que não perdesse. Na Ilha do Retiro, o Santinha segurou o empate por 1 a 1 e conquistou o título outra vez na casa do rival.

A campanha do Santa Cruz:
36 jogos | 22 vitórias | 9 empates | 5 derrotas | 61 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Josenildo Tenório/Placar

Passo Fundo Campeão Gaúcho Série A2 2026

Nascido da união dos clubes 14 de Julho e Gaúcho em 1986, o Esporte Clube Passo Fundo conquistou seu primeiro título logo no ano de estreia, da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. Logo depois, o Gaúcho saiu da fusão, e o Passo Fundo seguiu com próprias pernas sua trajetória. Mas o segundo título do time só viriam décadas depois, com a Copa Serrana em 2013 e o bicampeonato da Série A2 do Gauchão em 2026, esta última recolocando a equipe na primeira divisão estadual depois de dez anos.

O torneio de acesso em 2026 voltou a ter 16 participantes, que se enfrentaram em turno único na primeira fase. Em 15 partidas disputadas, o Tricolor do Planalto venceu oito, empatou seis e perdeu uma, encerrando na liderança da etapa inicial com 30 pontos, quatro a mais que o vice Veranópolis.

Nas quartas de final, o Passo Fundo encarou o Brasil de Farroupilha e venceu os dois jogos por 2 a 0, na ida nas Castanheiras, fora de casa, e na volta no Vermelhão da Serra, em casa. Na semifinal, o tricolor bateu a Apafut após empatar por 1 a 1 a ida em Caxias do Sul e vencer a volta por 3 a 1 no Vermelhão da Serra, confirmando o acesso para a elite estadual.

Na final, o Passo Fundo enfrentou o Brasil de Pelotas, que eliminou Esportivo e União Frederiquense. A primeira partida foi disputada em Pelotas, no Bento Freitas, e o Tricolor do Planalto buscou o empate por 1 a 1. O segundo jogo aconteceu no Vermelhão da Serra, e novo empate por 0 a 0 levou a disputa aos pênaltis. Nas cobranças, o Passo Fundo venceu por 3 a 2 e faturou o bicampeonato.

A campanha do Passo Fundo:
21 jogos | 11 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 30 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Alex Borgmann/FGF

Cruzeiro Campeão da Libertadores Feminina 2026

Em um passo histórico, o maior já dado em sua história, o Cruzeiro levantou o título inédito da Libertadores Feminina em 2026. A conquista representou muitas coisas: foi a maior que o futebol de mulheres de Minas Gerais já obteve, colocou um ponto final na sequência de vitórias do Corinthians e marcou uma impressionante reação na decisão contras as próprias paulistas.

A competição foi realizada com o mesmo formato visto nas outras temporadas, com 16 times divididos em quatro grupos, seguido por quartas de final, semifinal e a decisão, tudo em um só turno e em sede única. Em 2026, o país escolhido para abrigar as partidas foi o Equador, em dois estádios de Quito.

A campanha do Cruzeiro teve início no grupo C da primeira fase, ao lado de LDU Quito Bolívar e Olimpia. Na estreia, as mineiras venceram as donas da casa equatorianas por 2 a 1, em partida apertada. Depois, bateram por 3 a 0 tanto as bolivianas quanto as paraguaias, com destaque para o hat-trick de Byanca Brasil no segundo jogo. As Cabulosas encerraram na liderança da chave com nove pontos.

Nas quartas de final, o Cruzeiro encontrou outro time do Paraguai, o Libertad, vencendo-o com outro 3 a 0. Na semifinal, foi a vez de reencontrar o Olimpia, com uma vitória um pouco mais apertada, por 1 a 0. Estreante na Libertadores, a Raposa chegou na final.

Na decisão, o Cruzeiro enfrentou o Corinthians, que chegou lá pela sétima vez ao passar por Independiente del Valle e Santa Fe no mata-mata. No estádio Casa Blanca, as Cabulosas tinham a chance de vingar as derrotas nas finais da Supercopa do Brasil de 2024 e do Brasileirão de 2025. Mas quem começou melhor foi o time alvinegro, que abriu três gols de vantagem até os quatro minutos do segundo tempo. A reação cruzeirense iniciou aos sete, com o primeiro gol nos pés de Byanca Brasil.

Aos 13 minutos, Vitória Calhau fez o segundo gol mineiro, porém o Corinthians anotou o quarto gol aos 23. Outra reação fez-se necessárias, e ela veio com os gols de Ketlin aos 30 minutos, e de Letícia aos 46. O resultado de 4 a 4 levou o confronto aos pênaltis. Em uma maratona de 14 cobranças, a goleira Camila Rodrigues defendeu a última cobrança, e o Cruzeiro venceu por 5 a 4, garantindo o título.

A campanha do Cruzeiro:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Staff Images Woman/Conmebol

Bahia Campeão Baiano 1987

Mantendo sua impressionante regularidade, o Bahia levou mais uma vez o título baiano em 1987. O bicampeonato marcou a conquista do 36º estadual na história do clube tricolor.

O estadual foi disputado por 12 participantes. Nas duas primeiras fases, os times foram divididos em três grupos, mas se enfrentaram todos contra todos em turno único. O líder de cada chave e o melhor vice passaram para um quadrangular de dois turnos. Os vencedores dos quadrangulares se classificaram para a final.

O Bahia iniciou a caminhada na Fonte Nova, com triunfo por 2 a 1 em cima da Catuense. Nas outras dez partidas, o time ganhou oito e empatou duas, liderando com grande vantagem o grupo A com 20 pontos, seis a mais que o vice Itabuna. Também se classificaram Catuense e Serrano.

No quadrangular, o Tricolor de Aço cometeu um deslize logo na estreia, ao levar 2 a 1 da Catuense fora de casa. Essa derrota fez a diferença para deixar o Bahia em segundo lugar com nove pontos, após a equipe triunfar três vezes e empatar dois jogos. A liderança e a vaga na final ficaram com a própria Catuense, com 11 pontos.

Na segunda fase, o Bahia iniciou fora de casa, ganhando por 3 a 2 do Bahia de Feira em Feira de Santana. Depois, o Tricolor de Açoseguiu invicto com mais sete triunfos e três empates, voltando a liderar o grupo A com 19 pontos. Nas outras chaves, avançaram Atlético de Alagoinhas, Vitória e Serrano.

No quadrangular da segunda fase, o Bahia estreou fazendo 2 a 1 sobre o Atlético em Alagoinhas. Nos cinco jogos seguintes, ganhou mais dois e empatou três, garantindo a liderança e a classificação para a final com dez pontos, dois a mais que o vice Vitória.

Com apenas uma derrota em todo o estadual, o Bahia chegou à decisão justamente contra o único adversário que lhe venceu, a Catuense. A primeira partida foi realizada em Camaçari, no Estádio Fernando Ferreira Lopes. Fora de casa, o Tricolor de Aço ganhou por 2 a 1 e levou a vantagem para o segundo jogo. Na Fonte, novo triunfo por 2 a 1 confirmou mais um título estadual para a história do Bahia.

A campanha do Bahia:
36 jogos | 25 triunfos | 10 empates | 1 derrota | 65 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Antônio Carlos Mafalda/Placar

Pinheiros Campeão Paranaense 1987

A disputa do Campeonato Paranaense de 1987 entrou para a história por um motivo pitoresco. Em campo, o título ficou com o Pinheiros, que chegou ao segundo título estadual e confirmou seu grande momento em campo. Mas mal sabia a torcida que aquela seria a última conquista do clube, que em 1989 se fundiria com o Colorado para formar o Paraná Clube.

O estadual contou com 12 clubes. Nas duas primeiras fases, todos os participantes em turno único. O líder de cada etapa se classificou para a fase final com um ponto extra. A decisão do torneio deu-se por meio de um hexagonal de dois turnos, com os ganhadores das fases anteriores e as quatro melhores campanhas entre os demais times.

A campanha do Pinheiros começou positiva, com vitória por 2 a 1 sobre o Athletico em casa, na Vila Olímpica do Boqueirão. Nas outras dez partidas, o Leão da Vila Guaíra manteve-se invicto com mais cinco vitórias e cinco empates. Com 17 pontos, a equipe liderou com folga, com quatro pontos de vantagem sobre o Athletico, carimbando a ida para a etapa final com um ponto extra.

A tabela foi espelhada para a segunda fase, e o Pinheiros estreou com empate sem gols com o Athletico fora de casa, no Joaquim Américo. A grande campanha na etapa anterior ficou contrastada com o desempenho ruim na sequência, onde o Leão obteve apenas duas vitórias, um empate e sete derrotas nos dez jogos seguintes. Os seis pontos deixaram o time na última posição, oito pontos atrás do líder Athletico, que também garantiu seu ponto de bonificação.

O Pinheiros voltou a crescer na fase final. Na abertura, bateu o Colorado por 2 a 1 em casa. Na sequência, a equipe engatou mais cinco vitórias, além de ter dois empates e uma derrota até a penúltima rodada. O Leão chegou a 15 pontos na liderança, seguido pelo Athletico com 13 pontos.

Na última rodada, o Pinheiros visitou o Cascavel no Estádio Olímpico Regional e o Athletico enfrentou o Londrina em Curitiba. Os rubro-negros bateram os londrinenses, indo também a 15 pontos, mas ainda dependiam de uma derrota do Leão para forçar uma decisão em partida extra. Mas o Pinheiros segurou o 0 a 0 com o Cascavel e faturou sua última taça.

A campanha do Pinheiros:
32 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 38 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1987

O Cruzeiro não tem muitas coisas para lembrar da década de 1980. O clube passou longe dos títulos na maior parte do tempo, vencendo apenas dois estaduais, em 1984 e em 1987, chegando a 22 conquistas em sua história. A conquista mais recente veio com uma campanha forte, marcada pela rivalidade.

O torneio foi disputado com 16 participantes em duas fases. Na primeira, chamada de Taça Minas Gerais, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para a semifinal. Na segunda fase, chamada de Taça Governador do Estado, a fórmula foi repetida. Os mata-matas foram realizados em partida única, e os ganhadores de cada fase se classificaram para a decisão do estadual.

A campanha do Cruzeiro iniciou na goleada por 4 a 0 sobre o Tupi em Belo Horizonte. Nos outros 14 jogos da Taça Minas Gerais, a equipe venceu mais dez vezes, empatou uma e perdeu três. Com 23 pontos, a Raposa terminou na liderança e foi à semifinal da primeira fase. O adversário cruzeirense foi o Valeriodoce, o qual venceu por 2 a 0 em casa. Na final, contra o Atlético no Mineirão, o Cruzeiro perdeu por 3 a 2 e viu o rival avançar para a decisão.

A derrota na Taça Minas Gerais não abalou o Cruzeiro para a disputa da segunda fase. Na estreia, o time empatou sem gols o Villa Nova em Nova Lima. A primeira vitória aconteceu na segunda rodada, por 1 a 0 sobre o Nacional de Uberaba em Belo Horizonte. Na sequência, a Raposa realizou mais 13 partidas, com oito vitórias, três empates e duas derrotas. A equipe somou 22 pontos e garantiu outra vez a liderança, mas a surpresa foi ver o Atlético acabou apenas em sexto lugar, com 17 pontos. Na semifinal, o Cruzeiro empatou por 0 a 0 com o Villa Nova, classificando-se por ter melhor campanha que o adversário do interior. Na decisão, outro empate sem gols com o Tupi colocou o Cabuloso na final.

Dois jogos no Mineirão decidiram o título mineiro entre Cruzeiro e Atlético. No primeiro, os time empataram por 0 a 0. No segundo, Careca e Robson marcaram os gols da vitória por 2 a 0 e confirmaram o título da Raposa depois de três anos.

A campanha do Cruzeiro:
36 jogos | 22 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 48 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Gladstone Campos/Placar

Rio Verde Campeão Goiano Divisão de Acesso 2026

Uma das forças mais tradicionais do interior de Goiás voltou para a primeira divisão estadual, depois de nove anos. Desde 2018 longe da elite goiana, o Rio Verde venceu a Divisão de Acesso pela sétima vez em 2026, repetindo os feitos de 1969, 1982, 1989, 1993, 2011 e 2016.

O torneio contou com dez participantes e manteve o formato de pontos corridos com dois turnos, em que cada time disputou 18 partidas. O Rio Verde estreou com com vitória por 3 a 0 sobre o São Luís, fora de casa. A estreia em casa deu-se na partida seguinte, um triunfo por 1 a 0 em cima do Tupy de Jussara, no Mozart Veloso.

Desde as primeiras rodadas, o Verdão do Sudoeste disputou o acesso e o título, destacando-se na liderança da competição ante rivais como Goianésia e Bom Jesus. A subida para a primeira divisão foi confirmada na 17ª e penúltima rodada, no empate por 1 a 1 com o Tupy em Jussara. O título veio na última partida, na goleada por 4 a 1 em cima do São Luís no Mozart Veloso.

A campanha da Rio Verde:
18 jogos | 10 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 30 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Johnny Augusto/Rio Verde