Inter de Limeira Campeã Paulista 1986

Daquelas histórias improváveis e inesquecíveis, a do inédito título paulista da Inter de Limeira em 1986 é uma das principais. Sob o comando do técnico Pepe (o ídolo do Santos), o clube foi o primeiro do interior de São Paulo a conquistar o principal estadual do Brasil.

A única mudança da competição de 1985 para 1986 foi o período em que foi realizada. Do segundo semestre, entre maio e dezembro, a disputa foi deslocada para o primeiro período do ano, entre fevereiro e setembro. O regulamento permaneceu o mesmo: 20 times jogando em dois turnos independentes, com o líder de cada metade indo à semifinal ao lado dos dois melhores na soma das duas etapas.

A campanha da Inter de Limeira começou com uma ironia: derrota por 3 a 1 para o Palmeiras na capital. Cinco meses depois, a revanche viria na decisão. A primeira vitória do Leão da Paulista aconteceu na terceira rodada, por 2 a 1 sobre a Ferroviária em Araraquara. O primeiro triunfo em casa, no Estádio Major José Levy Sobrinho, o Limeirão, veio no quarto jogo, por 2 a 0 sobre o Juventus. Nas outras 16 partidas da primeira fase, a Inter venceu cinco, empatou sete e perdeu quatro. Com 21 pontos, a Veterana terminou na sexta colocação, cinco pontos atrás do líder Santos, que se classificou.

A trajetória tímida transformou-se em avassaladora na segunda fase. Na abertura, a Inter bateu o Santos por 3 a 0 no Limeirão. Nos 16 jogos seguintes, engatou uma invencibilidade de dez vitórias e seis empates, vindo a perder somente nas duas últimas rodadas, para Corinthians e São Paulo. Com 28 pontos, a Veterana se classificou para a semifinal na liderança. A equipe ainda teve a melhor campanha na soma geral, com 49 pontos. As duas vagas de índice técnico ficaram com Palmeiras e Corinthians.

A Inter enfrentou o Santos na semifinal do Paulistão. Na ida, em plena Vila Belmiro, a Veterana venceu por 2 a 0. Na volta, no Limeirão, venceu novamente por 2 a 1 e confirmou a vaga na decisão.

Na final, a Inter de Limeira reencontrou o Palmeiras, que havia eliminado o Corinthians na outra chave. O time da capital não vencia títulos há dez anos. Do outro lado, o Leão da Paulista estava embalado. Os dois jogos aconteceram no Morumbi. No primeiro, o placar não saiu do 0 a 0. No segundo, Kita e Tato marcaram os gols históricos, a Inter venceu por 2 a 1 e faturou o título, mantendo o Palmeiras na fila.

A campanha da Inter de Limeira:
42 jogos | 21 vitórias | 14 empates | 7 derrotas | 59 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Levi Mendes Júnior/Placar

Rio Branco-ES Campeão Capixaba 1985

Ninguém sabia, mas o título capixaba de 1985 foi o último antes de começar uma longa fila para o Rio Branco. Depois da conquista da 35ª taça, o clube entraria em um período de 25 anos sem vencer.

O campeonato foi realizado por oito times. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros colocados avançando para uma decisão. Os ganhadores das duas etapas se classificaram para a fase final junto com as duas equipes com a melhor campanha na soma geral, em um quadrangular de dois turnos.

O Rio Branco iniciou a campanha de maneira tímida. Na primeira rodada, o time empatou sem gols com o Colatina, fora de casa. Nas seis partidas seguintes, o Capa-Preta empatou mais uma vez, venceu duas e perdeu três, encerrando a primeira fase somente na sexta posição, com seis pontos. O time ficou três pontos atrás do líder Estrela do Norte, que foi para a final contra a Desportiva. A primeira etapa foi conquistada pela equipe grená, após duas partidas e uma prorrogação.

A melhora do Rio Branco no estadual iniciou na segunda fase. Na abertura, o time fez 1 a 0 no Colatina, em casa. Na sequência, o Capa-Preta venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma. Com dez pontos, o time foi líder e encarou o vice Vitória. Na ida, no Salvador Costa, as duas equipes empataram por 0 a 0. Na volta, no Kleber Andrade, o alvinegro goleou por 4 a 1 e se garantiu na decisão.

O quadrangular final juntou Rio Branco, Desportiva, Vitória e Estrela do Norte. Na estreia, a equipe perdeu por 2 a 0 para o Estrela. A recuperação viria nos jogos seguintes, com vitórias por 2 a 1 sobre o Vitória, por 1 a 0 sobre a Desportiva, e por 2 a 1 sobre o Estrela, já no returno. Na quinta partida, o alvinegro empatou sem gols com o Vitória.

Antes da última rodada, o Rio Branco tinha sete pontos no quadrangular, contra seis de Estrela do Norte e Desportiva. No jogo derradeiro, o Capa-Preta enfrentou seu maior rival na busca pelo título. Só a vitória interessava, para afastar qualquer chance de empate na liderança. Porém, nenhum gol foi anotado nas últimas partidas: o Estrela empatou por 0 a 0 com o Vitória, e o Rio Branco suportou a pressão da Desportiva para segurar outro 0 a 0 no Engenheiro Araripe, faturando a última taça no século 20.

A campanha da Rio Branco-ES:
22 jogos | 10 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 22 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Gildo Loyola/Placar

Comercial-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1985

O Comercial trouxe o título sul-mato-grossense de volta para a capital Campo Grande em 1985, confirmando a segunda conquista estadual na história do clube vermelho.

O torneio contou com a presença de oito times. Nas duas principais fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único. Os quatro melhores avançaram para a semifinal, e seus dois ganhadores foram para a final. O vencedor de cada fase se classificou para a decisão do estadual.

A trajetória do Comercial teve início na goleada por 5 a 0 sobre outro Comercial, o de Ponta Porã, em partida disputada em Campo Grande. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Lobo-Guará obteve mais três vitórias, um empate e duas derrotas, encerrando com nove pontos. A equipe terminou em terceiro lugar, empatada com Operário e Ubiratan, e dois pontos atrás do líder Douradense. Os resultados fizeram com Comercial e Operário se enfrentassem na semifinal. No Morenão, o time colorado levou 1 a 0 do rival e se despediu da primeira metade do estadual. Na final, o Operário bateu o Ubiratan e garantiu a primeira vaga na decisão.

Na segunda fase, o Comercial voltou a estrear contra o xará de Ponta Porã, desta vez fora de casa, com vitória colorada por 2 a 1. Na seis partidas seguintes, a equipe venceu outras cinco e empatou uma, encerrando na liderança da etapa com 13 pontos. O Lobo-Guará somou um ponto a mais que o vice Operário, cinco a mais que o Corumbaense e seis a mais que o Ubiratan.

Na semifinal da segunda fase, o Comercial enfrentou o Ubiratan em Campo Grande, garantindo a classificação para a final ao vencer por 3 a 0. Na decisão, o Lobo-Guará encarou o Operário, outra vez no Morenão, e venceu por 2 a 0. O triunfo não apenas evitou que o rival levasse o título de maneira antecipada como colocou o Comercial na grande final do estadual.

A decisão do campeonato reuniu Comercial e Operário para a realização de mais dois clássicos Comerário, ambos disputados no Morenão. Na primeira partida, o time colorado manteve o embalo e venceu por 1 a 0. No segundo jogo, o Lobo-Guará confirmou a conquista ao ganhar outra vez por 1 a 0. 

A campanha do Comercial-MS:
19 jogos | 14 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Piauí Campeão Piauiense 1985

Tetracampeão na década de 1960, o Piauí Esporte Clube voltou a ser campeão piauiense em 1985, chegando ao quinto título estadual em sua história. A conquista quebrou com 16 anos de fila, antecedendo outra que seria ainda maior, de 40 anos.

O regulamento do torneio reuniu oito times na disputa de três fases. Nas duas primeiras, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com os líderes garantindo a classificação para a fase final. Na terceira etapa, os quatro clubes de melhor campanha na soma geral jogaram um quadrangular de dois turnos, com o líder também carimbando uma vaga na decisão, um triangular de turno único.

O Piauí, também conhecido como Enxuga Rato, estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Parnahyba, fora de casa. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu somente mais um, empatou três e perdeu dois, encerrando na quarta colocação com sete pontos. A liderança e a primeira vaga na final ficaram com o Flamengo, que somou 12 pontos.

Na segunda fase, o Piauí iniciou goleando o Comercial de Campo Maior por 7 a 0, em Teresina. Depois, o time manteve-se arrasador com mais cinco vitórias e um empate, encerrando a etapa na liderança com 13 pontos, além de classificado para a decisão com a segunda vaga.

A excelente campanha na segunda etapa levou o Piauí até a terceira fase, junto com Flamengo, River e Tiradentes. Na abertura do quadrangular, o Enxuga Rato perdeu por 2 a 1 para o River, seguido por outra derrota para o Tiradentes, por 1 a 0. Nas duas partidas seguintes, o rubro-anil fez 2 a 1 no Flamengo e 2 a 0 no Tiradentes, mas voltou a tropeçar ao levar 1 a 0 do River na penúltima rodada, e ao empatar por 1 a 1 com o Flamengo no último jogo. Com cinco pontos, o Piauí encerrou na vice-liderança, quatro pontos atrás do River, que liderou a chave e completou a final com três times.

Piauí, Flamengo e River disputaram o triangular final no Albertão. Na estreia, os dois rivais do Enxuga Rato se enfrentaram, com vitória flamenguista por 1 a 0. Na segunda partida, o Piauí fez 2 a 0 no River e tirou o adversário da disputa. No terceiro jogo, o rubro-anil empatou por 1 a 1 com o Flamengo, fazendo ambos irem a três pontos. O Piauí comemorou o título graças ao saldo de gols, mas o rubro-negro bem que tentou forçar uma partida extra nos tribunais, por ter um entendimento diferente do regulamento. Mas o tapetão confirmou a conquista do Rato.

A campanha do Piauí:
20 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 5 derrotas | 27 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Sergipe Campeão Sergipano 1985

Dando sequência na hegemonia reconquistada em 1984, o Sergipe chegou ao bicampeonato estadual em 1985, totalizando 22 ao longo da história do clube.

Oito times disputaram o Campeonato Sergipano daquele ano, marcado pela distribuição a rodo de pontos extras. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com dois pontos extras ao líder e um ao vice-líder, caso estes fossem para a fase final. Os quatro melhores de cada turno seguiram para um quadrangular, onde se enfrentaram em dois turnos. O líder se classificou para a decisão com dois pontos, e o vice avançou com um. A fase final juntou, em um pentagonal de dois turnos, os quatro campeões e vices, mais a equipe de melhor campanha na soma geral.

A estreia do Sergipe se deu com vitória por 2 a 0 sobre o Estanciano. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Diabo Rubro teve mais quatro vitórias e dois empates, terminando na liderança com 12 pontos, além dos dois extras para a decisão. No quadrangular, o time venceu uma partida, empatou quatro e perdeu uma, encerrando com seis pontos. A liderança ficou com o Vasco de Aracaju, com oito pontos. Já o Sergipe empatou com o Estanciano na pontuação, o que levou a marcação de um jogo extra para a definição de quem iria à fase final com a bonificação simples. O Gipão venceu por 1 a 0 e somou o terceiro ponto extra.

Na segunda fase, o Sergipe abriu fazendo 4 a 0 no Santa Cruz de Estância, jogando em Aracaju. Na sequência, venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma, terminando com nove pontos, dois a menos que o líder Itabaiana e empatado com o Vasco. Assim, o Diabo Rubro precisou fazer outra partida extra para a definição do bônus de vice-líder, vencendo-a por 1 a 0 e confirmando o quarto ponto na etapa final. No quadrangular, o Gipão venceu um jogo, empatou três e perdeu dois. Com cinco pontos, a equipe empatou triplamente com Vasco e Santa Cruz na segunda colocação. Desta vez, a Federação Sergipana usou a soma geral para distribuir o ponto extra, no que deu Sergipe outra vez, ficando com o quinto ponto. O líder do quadrangular foi o Itabaiana, com nove pontos.

O pentagonal final reuniu Sergipe com cinco pontos, Itabaiana com quatro e Vasco com três, além de Estanciano e Santa Cruz, estes zerados. Na estreia, o Gipão fez 3 a 0 no Estanciano e logo disparou na liderança. Naturalmente, a disputa pelo título ficou concentrada no trio que tinha a vantagem dos pontos extras. Com mais três vitórias, dois empates e uma derrota, o Sergipe chegou na última rodada como líder, com 15 pontos, seguido pelo Itabaiana, com 13. Na última rodada, os dois times se enfrentaram no Batistão, em Aracaju, e empataram por 1 a 1. O resultado deu o bicampeonato à equipe rubra. 

A campanha do Sergipe:
36 jogos | 17 vitórias | 13 empates | 6 derrotas | 49 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Sobradinho Campeão Candango 1985

Um novo campeão surgiu no Distrito Federal em 1985. Ou melhor, ressurgiu. O Sobradinho chegou ao histórico primeiro título candango profissional naquela temporada, porém, dez anos antes, quando se chamava Campineira, venceu o estadual amador, o último nesse formato.

A competição de 1985 reuniu oito times. Nas três principais fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com as classificações divididas em dois grupos e o primeiro colocado de cada chave fazendo a decisão. O vencedor de cada fase avançou para a final do campeonato.

O Sobradinho começou a campanha no grupo A da primeira fase. Na estreia, aplicou a maior goleada da competição ao fazer 10 a 0 no Planaltina. Nos outros seis jogos, o Leão da Serra venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma. O time foi o segundo melhor no geral, mas deu o azar de ficar na segunda colocação da chave, um ponto atrás do líder Taguatinga. A decisão de fase foi entre Taguatinga e Brasília, que empataram duas vezes sem gols. Pela campanha, a vaga na final ficou com o time azul.

Novos grupos foram reorganizados na segunda fase, e o Sobradinho caiu na chave B. O Sobradinho abriu a etapa fazendo 1 a 0 no Planaltina. Depois, seguiu com mais cinco vitórias e um empate, fechando na liderança do grupo com 13 pontos. Do outro lado, veio o Taguatinga. Na partida de ida da final, no Serejão, as equipes empataram por 1 a 1. Na volta, no Estádio Augustinho Lima, outro empate por 1 a 1 favoreceu o Leão, que por ter campanha superior ao adversário carimbou seu lugar na decisão.

De volta ao grupo A, o Sobradinho iniciou a terceira fase fazendo 3 a 1 no Planaltina. Nas seis partidas seguintes, venceu duas, empatou três e perdeu uma, encerrando com nove pontos e na vice-liderança da chave, um ponto atrás do Taguatinga, que bateu o Brasília na final e foi para a decisão geral com um ponto de vantagem sobre o alvinegro.

Na final contra o Taguatinga, o Sobradinho não podia tropeçar. Com uma fase vencida contra duas do adversário, o Leão da Serra corria o risco de perder o estadual logo na primeira partida, em caso de derrota. Mas a equipe empatou por 1 a 1 no Serejão, fora de casa. No segundo jogo, também no Serejão, a vitória passou a ser obrigatória ao Sobradinho, com o empate servindo ao Taguatinga. Porém, o alvinegro surpreendeu e venceu os anfitriões por 2 a 0, com gols de Artur e Toni, levando o título.

A campanha do Sobradinho:
25 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 2 derrotas | 40 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Nacional-AM Campeão Amazonense 1985

A força do Nacional continuou a ser mostra no Campeonato Amazonense de 1985. Na ocasião, o clube chegou ao tricampeonato estadual, a 32ª conquista ao todo e a nona nos últimos dez campeonatos.

O torneio contou com a presença de oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, mas com classificações separadas em dois grupos. Os dois primeiros de cada chave avançaram para um quadrangular seguinte, realizado também em turno único. O líder de cada quadrangular se classificou para a decisão.

O Nacional iniciou a campanha do tri com vitória por 3 a 0 sobre o São Raimundo. Nos outros seis jogos, venceu mais quatro e empatou dois, encerrando na liderança do grupo A com 12 pontos. No quadrangular, o Leão estreou vencendo mais uma vez, o Sul América por 2 a 0. Na rodada seguinte, bateu o Penarol por 4 a 1. Na última rodada, empatou por 0 a 0 com o Rio Negro. Tanto Nacional quanto Rio Negro somaram cinco pontos no quadrangular, mas a liderança e a primeira vaga na final ficaram com o Naça devido a equipe ter tido melhor trajetória na etapa anterior.

Na segunda fase, o Nacional abriu com goleada por 6 a 0 sobre o América de Manaus. Na sequência, o time obteve mais três triunfos, dois empates e uma derrota, terminando na vice-liderança do grupo A com dez pontos, empatado com o Penarol, mas com uma vitória a menos.

Embalado e com o favoritismo ao seu lado, o Nacional começou o quadrangular da segunda fase com vitória por 2 a 1 sobre o rival Rio Negro. Na segunda partida, o Leão bateu o América por 3 a 0, ficando a um passo de ser campeão antecipado. O Naça estava com quatro pontos, contra dois de Rio Negro e Penarol.

Na última rodada, o Nacional encarou o Penarol no Vivaldão. Podendo até empatar, o time resolveu o título ao golear o adversário por 4 a 1. Com seis pontos, o Leão foi outra vez líder do quadrangular, venceu também a segunda fase e eliminou a necessidade de uma decisão, garantindo a taça sem rival.

A campanha do Nacional-AM:
20 jogos | 14 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 43 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Cláudio Paulo/Placar