Em um passo histórico, o maior já dado em sua história, o Cruzeiro levantou o título inédito da Libertadores Feminina em 2026. A conquista representou muitas coisas: foi a maior que o futebol de mulheres de Minas Gerais já obteve, colocou um ponto final na sequência de vitórias do Corinthians e marcou uma impressionante reação na decisão contras as próprias paulistas.
A competição foi realizada com o mesmo formato visto nas outras temporadas, com 16 times divididos em quatro grupos, seguido por quartas de final, semifinal e a decisão, tudo em um só turno e em sede única. Em 2026, o país escolhido para abrigar as partidas foi o Equador, em dois estádios de Quito.
A campanha do Cruzeiro teve início no grupo C da primeira fase, ao lado de LDU Quito Bolívar e Olimpia. Na estreia, as mineiras venceram as donas da casa equatorianas por 2 a 1, em partida apertada. Depois, bateram por 3 a 0 tanto as bolivianas quanto as paraguaias, com destaque para o hat-trick de Byanca Brasil no segundo jogo. As Cabulosas encerraram na liderança da chave com nove pontos.
Nas quartas de final, o Cruzeiro encontrou outro time do Paraguai, o Libertad, vencendo-o com outro 3 a 0. Na semifinal, foi a vez de reencontrar o Olimpia, com uma vitória um pouco mais apertada, por 1 a 0. Estreante na Libertadores, a Raposa chegou na final.
Na decisão, o Cruzeiro enfrentou o Corinthians, que chegou lá pela sétima vez ao passar por Independiente del Valle e Santa Fe no mata-mata. No estádio Casa Blanca, as Cabulosas tinham a chance de vingar as derrotas nas finais da Supercopa do Brasil de 2024 e do Brasileirão de 2025. Mas quem começou melhor foi o time alvinegro, que abriu três gols de vantagem até os quatro minutos do segundo tempo. A reação cruzeirense iniciou aos sete, com o primeiro gol nos pés de Byanca Brasil.
Aos 13 minutos, Vitória Calhau fez o segundo gol mineiro, porém o Corinthians anotou o quarto gol aos 23. Outra reação fez-se necessárias, e ela veio com os gols de Ketlin aos 30 minutos, e de Letícia aos 46. O resultado de 4 a 4 levou o confronto aos pênaltis. Em uma maratona de 14 cobranças, a goleira Camila Rodrigues defendeu a última cobrança, e o Cruzeiro venceu por 5 a 4, garantindo o título.
A campanha do Cruzeiro:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 16 gols marcados | 5 gols sofridos
Foto Staff Images Woman/Conmebol






