Villa Nova-MG Campeão Mineiro Módulo II 2026

A tradição falou mais alto no Módulo II do Campeonato Mineiro em 2026, e o Villa Nova tornou-se tricampeão do torneio. Um ano após o rebaixamento, o clube de Nova Lima confirmou o retorno à primeira divisão com a taça, que junta-se às conquistadas em 1995 e 2021.

A competição foi realizada por 12 times, que foram divididos em dois grupos na primeira fase. No grupo B, o Villa Nova fez dez partidas, com quatro vitórias, dois empates e quatro derrota. A campanha, apesar de irregular, classificou o Leão do Bonfim na quarta colocação da chave, com 14 pontos.

Nas quartas de final, o Villa Nova enfrentou o Valeriodoce. Na ida em casa, no Castor Cifuentes, empatou por 1 a 1. Na volta fora, em Itabira, o Leão venceu por 1 a 0. Na semifinal, o adversário foi o Aymorés. No primeiro jogo, em Nova Lima, o Villa ganhou por 1 a 0. Na segunda partida, em Ubá, o empate por 3 a 3 confirmou o acesso alvirrubro.

Na final, o Villa Nova teve pela frente o Democrata de Sete Lagoas, que eliminou o Patrocinense e carimbou o acesso em cima do Mamoré. Na ida, no Castor Cifuentes, o Leão do Bonfim não foi bem e perdeu por 1 a 0. Porém, na volta, disputada na Arena do Jacaré, o Villa venceu por 2 a 1, levando a decisão aos pênaltis. Nas cobranças, a equipe de Nova Lima venceu por 5 a 3 e faturou o troféu.

A campanha do Villa Nova-MG:
16 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 25 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Átila Kassius/Fuxo Press/FMF

Fluminense de Feira Campeão Baiano Série B 2026

Maior clube do interior baiano, o Fluminense de Feira venceu a Série B do estadual pela primeira vez em 2026. Desde 2021 longe da primeira divisão, o time de Feira de Santana deu um grande passo em seu processo de reestruturação, voltando à elite depois de seis anos.

O torneio teve dez participantes, que na primeira fase se enfrentaram em turno único. Nos nove jogos que disputou, o Touro do Sertão venceu oito e empatou um, encerrando na liderança com 25 pontos, classificado com certa tranquilidade para a semifinal.

O Fluminense enfrentou o Feira, clube da mesma cidade que foi fundado em 2026, sob o modelo de SAF. Na partida de ida, na Arena Cajueiro, as equipes empataram por 1 a 1. No jogo de volta, no Joia da Princesa, os tricolores venceram por 2 a 0 e carimbaram o acesso.

Na final, o Flu de Feira, encarou o SSA, outro jovem time, de Salvador, que passou pelo Barreiras na semi. Na primeira partida, mandada pelo SSA no próprio Joia da Princesa, o Touro do Serão venceu por 2 a 1 e encaminhou o título. No segundo jogo, como mandante, o Fluminense fez 2 a 0 e confirmou a conquista de maneira invicta.

A campanha do Fluminense de Feira:
13 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 39 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Rafael Falcão/Fluminense de Feira

Planalto Campeão Brasileiro Feminino Série A3 2026

O campeonato mais diverso e alternativo do futebol brasileiro trouxe um novo campeão em 2026. O Planalto Esporte Clube, fundado em 2024 pela Central Única das Favelas em Aparecida de Goiânia, venceu o Brasileirão Feminino Série A3 e trouxe o primeiro título nacional da modalidade para Goiás.

O torneio manteve o regulamento praticamente intacto de 2025 para 2026, com apenas uma mudança: a fase de grupos passou a ser disputada em dois turnos, ou seja, os 32 participantes passaram a ter seis partidas nas oito chaves da primeira fase da competição, antes do tradicional mata-mata.

O Planalto ficou no grupo 2 da primeira fase, junto com Pantanal, Várzea Grande e Cresspom. Na estreia, o clube venceu o Várzea Grande por 2 a 1 em casa, no Aníbal Toledo. Na segunda rodada, o Corvo da Massa bateu o Cresspom por 4 a 1 em Ceilândia, no Distrito Federal. Na terceira partida, empatou sem gols com o Pantanal em Aparecida de Goiânia.

No returno, as Planaltinas tiveram a única derrota em todo o torneio, por 2 a 1 para o Pantanal em Campo Grande. Por fim, o time goleou o Cresspom por 5 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 com o Várzea no Mato Grosso. Com 11 pontos, o Planalto ficou na liderança da chave, superando as sul-mato-grossenses no saldo de gols.

Nas oitavas de final, o Corvo passou pelo Rolim de Moura ao empatar na ida por 0 a 0 em Rondônia, e golear na volta por 7 a 0 no Aníbal Toledo. Nas quartas, reencontrando o Pantanal, o time garantiu o acesso ao vencer por 1 a 0 tanto a ida no Mato Grosso do Sul quanto a volta em Goiás. Além do Planalto, três equipes emergentes subiram para a Série A2 em 2027: Juventude-SE, Realidade Jovem e Portuguesa-AP.

Na semifinal, o Planalto eliminou o Realidade Jovem com duas vitórias, por 2 a 0 em Aparecida de Goiânia e por 2 a 1 em São José do Rio Preto, em São Paulo.

A final foi disputada entre Planalto e Juventude-SE, que passou por R4, Prosperidade e Portuguesa-AP. Na ida, no Aníbal Toledo, as Planaltinas venceram por 1 a 0, gol marcado por Marcelly. Na volta, no Batistão, em Aracaju, novo triunfo por 1 a 0 confirmou o título do Planalto, com o gol sendo anotado por Brenda.

A campanha do Planalto:
14 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 28 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Gabriel Silva/Planalto

Grêmio Campeão Gaúcho 1986

Com o título gaúcho recuperado em 1985, o Grêmio estabeleceu como meta para 1986 o início da hegemonia que perduraria até o fim da década, virando até os anos 1990. A conquista do 24º título veio outra vez com precisão absoluta sobre os adversários.

O torneio reuniu novamente 14 participantes, com um regulamento semelhante ao da temporada anterior. Na primeira e na segunda fases todos se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando à fase final com um ponto extra. A decisão do título deu-se por meio de um quadrangular final entre os ganhadores das etapas anteriores e os dois times de melhor campanha na soma geral.

O Grêmio começou bem a campanha do bicampeonato, vencendo o Inter de Santa Maria por 2 a 1 no Olímpico. Nas outras 12 partidas da primeira fase, a equipe venceu nove, empatou duas e perdeu uma, encerrando na liderança com 22 pontos, classificado para o quadrangular final e com um ponto extra.

A estreia tricolor na segunda fase foi novamente contra o Inter de Santa Maria, mas como visitante, vencendo por 2 a 0. No restante da campanha, o Grêmio manteve bons resultados, mas ficou sem fôlego para acompanhar a invencibilidade do Internacional, que foi o líder com 24 pontos, também classificado à fase final com uma bonificação. O Imortal ficou em segundo lugar com 19 pontos, distribuídos em nove vitórias, um empate e três derrotas.

A dupla Grenal chegou no quadrangular final para enfrentar Juventude e Novo Hamburgo. Na estreia, o tricolor fez 2 a 0 no Juventude, no Alfredo Jaconi. Depois, goleou o Novo Hamburgo por 7 a 0 no Olímpico e empatou por 2 a 2 com o Internacional no Beira-Rio. Na quarta rodada, o Imortal bateu o Juventude por 4 a 0 em Porto Alegre e empatou por 1 a 1 com o Novo Hamburgo fora.

Com nove pontos em cinco jogos, o Grêmio liderava a fase final com um ponto a mais sobre o Inter. Na última rodada, os dois rivais se enfrentaram no Olímpico, onde os colorados só pensavam em vencer, enquanto os gremistas até podiam empatar. Em casa, a força tricolor prevaleceu e o Grêmio ficou com o título ao vencer por 1 a 0, gol de Osvaldo no segundo tempo. 

A campanha do Grêmio:
32 jogos | 23 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 79 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Luiz Ávila/Placar

Flamengo Campeão Carioca 1986

Já um tanto distante dos tempos em que faturou seus principais títulos e foi considerado um dos melhores times do mundo, o Flamengo entrou em 1986 buscando acabar com o jejum de cinco anos sem vencer o título carioca. Mesmo sem poder contar com a dupla Zico e Sócrates durante todo o estadual, pois estavam envolvidos com a seleção brasileira na Copa do Mundo, o clube contou com uma nova e promissora geração de jogadores para sair da fila e levar o 22º título, interrompendo a sequência estabelecida pelo Fluminense.

O regulamento do torneio teve apenas uma mudança em relação aos anos anteriores. Com 12 participantes, as equipes se enfrentaram em turno único na Taça Guanabara e na Taça Rio. O vencedor das duas fases se enfrentaram na final, que deixou de contar com uma terceira equipe com a melhor campanha geral.

Dando o tom do que seria a campanha desde o começo, o Flamengo estreou no campeonato goleando o Fluminense por 4 a 1. Nos outros dez jogos da Taça Guanabara, o rubro-negro venceu mais seis vezes, empatou duas e perdeu duas. Com 16 pontos, o Fla terminou em segundo lugar na tabela, deixando escapar o título na última rodada, ao perder para o Vasco por 2 a 0 e ver o rival acabar na liderança com 18 pontos.

A campanha foi retomada na Taça Rio. Na abertura, o Flamengo empatou por 1 a 1 com o Campo Grande. A primeira vitória apareceu na partida seguinte, por 2 a 0 sobre o America. Na sequência, o time conseguiu outras seis vitórias, dois empates, além de perder um jogo. O rubro-negro somou 17 pontos e liderou a segunda fase. Na última rodada, a equipe se vingou do Vasco e venceu por 3 a 2, levando a Taça Rio e carimbando a vaga na final do Cariocão.

Flamengo e Vasco se reencontraram na decisão do estadual, no Maracanã. No primeiro jogo, os dois times não saíram do 0 a 0. Na segunda partida, novo empate sem gols manteve tudo em aberto. As equipes precisaram de um terceiro clássico para decidir o título. Com gols de Bebeto e Júlio César Barbosa no segundo tempo, o Fla venceu por 2 a 0 e conquistou a taça, a última em âmbito estadual na década de 1980.

A campanha do Flamengo:
25 jogos | 15 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 45 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Carlos Fenerich/Placar

Inter de Limeira Campeã Paulista 1986

Daquelas histórias improváveis e inesquecíveis, a do inédito título paulista da Inter de Limeira em 1986 é uma das principais. Sob o comando do técnico Pepe (o ídolo do Santos), o clube foi o primeiro do interior de São Paulo a conquistar o principal estadual do Brasil.

A única mudança da competição de 1985 para 1986 foi o período em que foi realizada. Do segundo semestre, entre maio e dezembro, a disputa foi deslocada para o primeiro período do ano, entre fevereiro e setembro. O regulamento permaneceu o mesmo: 20 times jogando em dois turnos independentes, com o líder de cada metade indo à semifinal ao lado dos dois melhores na soma das duas etapas.

A campanha da Inter de Limeira começou com uma ironia: derrota por 3 a 1 para o Palmeiras na capital. Cinco meses depois, a revanche viria na decisão. A primeira vitória do Leão da Paulista aconteceu na terceira rodada, por 2 a 1 sobre a Ferroviária em Araraquara. O primeiro triunfo em casa, no Estádio Major José Levy Sobrinho, o Limeirão, veio no quarto jogo, por 2 a 0 sobre o Juventus. Nas outras 16 partidas da primeira fase, a Inter venceu cinco, empatou sete e perdeu quatro. Com 21 pontos, a Veterana terminou na sexta colocação, cinco pontos atrás do líder Santos, que se classificou.

A trajetória tímida transformou-se em avassaladora na segunda fase. Na abertura, a Inter bateu o Santos por 3 a 0 no Limeirão. Nos 16 jogos seguintes, engatou uma invencibilidade de dez vitórias e seis empates, vindo a perder somente nas duas últimas rodadas, para Corinthians e São Paulo. Com 28 pontos, a Veterana se classificou para a semifinal na liderança. A equipe ainda teve a melhor campanha na soma geral, com 49 pontos. As duas vagas de índice técnico ficaram com Palmeiras e Corinthians.

A Inter enfrentou o Santos na semifinal do Paulistão. Na ida, em plena Vila Belmiro, a Veterana venceu por 2 a 0. Na volta, no Limeirão, venceu novamente por 2 a 1 e confirmou a vaga na decisão.

Na final, a Inter de Limeira reencontrou o Palmeiras, que havia eliminado o Corinthians na outra chave. O time da capital não vencia títulos há dez anos. Do outro lado, o Leão da Paulista estava embalado. Os dois jogos aconteceram no Morumbi. No primeiro, o placar não saiu do 0 a 0. No segundo, Kita e Tato marcaram os gols históricos, a Inter venceu por 2 a 1 e faturou o título, mantendo o Palmeiras na fila.

A campanha da Inter de Limeira:
42 jogos | 21 vitórias | 14 empates | 7 derrotas | 59 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Levi Mendes Júnior/Placar

Rio Branco-ES Campeão Capixaba 1985

Ninguém sabia, mas o título capixaba de 1985 foi o último antes de começar uma longa fila para o Rio Branco. Depois da conquista da 35ª taça, o clube entraria em um período de 25 anos sem vencer.

O campeonato foi realizado por oito times. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros colocados avançando para uma decisão. Os ganhadores das duas etapas se classificaram para a fase final junto com as duas equipes com a melhor campanha na soma geral, em um quadrangular de dois turnos.

O Rio Branco iniciou a campanha de maneira tímida. Na primeira rodada, o time empatou sem gols com o Colatina, fora de casa. Nas seis partidas seguintes, o Capa-Preta empatou mais uma vez, venceu duas e perdeu três, encerrando a primeira fase somente na sexta posição, com seis pontos. O time ficou três pontos atrás do líder Estrela do Norte, que foi para a final contra a Desportiva. A primeira etapa foi conquistada pela equipe grená, após duas partidas e uma prorrogação.

A melhora do Rio Branco no estadual iniciou na segunda fase. Na abertura, o time fez 1 a 0 no Colatina, em casa. Na sequência, o Capa-Preta venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma. Com dez pontos, o time foi líder e encarou o vice Vitória. Na ida, no Salvador Costa, as duas equipes empataram por 0 a 0. Na volta, no Kleber Andrade, o alvinegro goleou por 4 a 1 e se garantiu na decisão.

O quadrangular final juntou Rio Branco, Desportiva, Vitória e Estrela do Norte. Na estreia, a equipe perdeu por 2 a 0 para o Estrela. A recuperação viria nos jogos seguintes, com vitórias por 2 a 1 sobre o Vitória, por 1 a 0 sobre a Desportiva, e por 2 a 1 sobre o Estrela, já no returno. Na quinta partida, o alvinegro empatou sem gols com o Vitória.

Antes da última rodada, o Rio Branco tinha sete pontos no quadrangular, contra seis de Estrela do Norte e Desportiva. No jogo derradeiro, o Capa-Preta enfrentou seu maior rival na busca pelo título. Só a vitória interessava, para afastar qualquer chance de empate na liderança. Porém, nenhum gol foi anotado nas últimas partidas: o Estrela empatou por 0 a 0 com o Vitória, e o Rio Branco suportou a pressão da Desportiva para segurar outro 0 a 0 no Engenheiro Araripe, faturando a última taça no século 20.

A campanha da Rio Branco-ES:
22 jogos | 10 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 22 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Gildo Loyola/Placar