Grêmio Campeão da Libertadores 1995

A década de 90 foi a da redenção dos brasileiros na Libertadores. Depois de títulos isolados do Santos nos anos 60, do Cruzeiro nos 70 e de Flamengo e Grêmio nos 80, o São Paulo reinaugurou a consolidação tupiniquim no continente com o bicampeonato de 1992 e 1993. A continuidade foi dada em 1995, com o Grêmio, que buscou a reconquista depois de 12 anos. De novidade no regulamento, só a mudança de dois para três pontos atribuídos às vitórias, seguindo a tendência mundial.
A campanha gremista começou no grupo 4, contra Palmeiras e os equatorianos Emelec e El Nacional. Após a única derrota na primeira fase, quando levou 3 a 2 do Palmeiras fora de casa, na estreia, o Tricolor conseguiu três vitórias e dois empates, somou 11 pontos e classificou-se em segundo, com dois a menos que os paulistas. Nas oitavas de final, o Grêmio encarou o Olimpia do Paraguai. A vaga foi encaminhada logo na ida, com os 3 a 0 no Defensores del Chaco. Em Porto Alegre, outra vitória, por 2 a 0, embalou a equipe rumo às quartas, onde tivemos dois históricos reencontros com o Palmeiras. O primeiro jogo foi no Olímpico: simplesmente 5 a 0 para o Imortal, obtido depois da memorável briga entre Dinho (ajudado por Danrlei) e Válber. A segunda partida foi no Palestra Itália, num quase épico. O gol de Jardel, que abriu o placar na ocasião, tornou-se o salvador da classificação do Grêmio, porque os palmeirenses iriam virar e chegar em 5 a 1, algo inimaginável até para eles. A semifinal marcou outro reencontro, com o Emelec. No Equador, o Tricolor segurou o 0 a 0. Em Porto Alegre, a vitória por 2 a 0 e colocou o clube gremista na terceira final de Libertadores na história.
O adversário na decisão foi o Atlético Nacional, que chegou lá eliminando Peñarol, Millonarios e River Plate. A ida foi no Olímpico, e as atuações perfeitas de Paulo Nunes e Jardel deram ao Grêmio o triunfo por 3 a 1 e uma boa vantagem. A volta foi em Medellín, no Atanasio Girardot, e o Grêmio para ser bicampeão teve que aguentar 73 minutos de pressão colombiana, pois sofreu um gol aos 12 do primeiro tempo. O empate por 1 a 1 finalmente veio aos 40 do segundo tempo, com Dinho cobrando pênalti.

A campanha do Grêmio:
14 jogos | 8 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 29 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto José Doval/Agência RBS

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