Brasil Campeão da Copa América Feminina 2022

No mesmo ano em que a FIFA criou a Copa do Mundo Feminina, a Conmebol também resolveu fazer a sua competição de seleções para as mulheres, a Copa América. Desde 1991, foram realizadas nove edições do torneio, que sempre serviu de Eliminatórias para o Mundial. Em 2022, as três primeiras equipes se classificaram para a Copa de 2023. E a quarta e quinta colocadas, para a repescagem intercontinental.

Mas independentemente de vagas, no fim quem fica mais feliz são as campeãs. E nessa matéria o Brasil já é mestre. O título só não veio em 2006, quando perdeu para a Argentina e foi vice no quadrangular decisivo.

Em 2022, na Colômbia, a Seleção chegou ao oitavo título com 100% de aproveitamento e sem sofrer gols. A primeira fase foi composta por dez times, divididos em duas chaves. No grupo B, as brasileiras derrotaram a Argentina por 4 a 0, o Uruguai por 3 a 0, a Venezuela por 4 a 0 e o Peru por 6 a 0. Com 12 pontos, o Brasil ficou na primeira posição. Na semifinal, foi a vez de vencer o Paraguai por 2 a 0.

A final foi contra a Colômbia, dona da casa que eliminou a Bolívia, Equador e Chile na fase inicial, além da Argentina na semi. No Estádio Alfonso López, em Bucaramanga, a Seleção treinada pela sueca Pia Sundhage levou o octa com sua vitória mais simples, por 1 a 0. O gol foi marcado pela atacante Debinha, de pênalti.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 20 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Staff Images/Conmebol

Esportivo Campeão Gaúcho Série A2 2022

O Rio Grande do Sul também conheceu seu campeão de acesso em 2022. É o Esportivo, de Bento Gonçalves, que chegou ao tetra e vai retornar a elite do futebol gaúcho.

A Série A2 estadual teve a participação de 16 clubes, divididos em dois grupos regionalizados e com enfrentamento em dois turnos. O Alviazul ficou no grupo B, e em 14 jogos conseguiu quatro vitórias e nove empates e apenas uma derrota. Com 21 pontos, a equipe ficou na quarta posição, na última vaga disponível.

Nas quartas de final, o adversário foi o Santa Cruz. Na ida, vitória por 1 a 0 na Montanha dos Vinhedos. Na volta, empate por 0 a 0 fora de casa. A semifinal foi contra o Lajeadense, e o Esportivo passou após vencer a primeira partida em casa novamente por 1 a 0, e empatar o segundo jogo fora por 1 a 1.

Com o acesso na mão, o Alviazul enfrentou o Avenida na final. A ida foi em Santa Cruz do Sul, nos Eucaliptos, com empate por 1 a 1. A volta aconteceu em Bento Gonçalves, com vitória e título por 1 a 0.

A campanha do Esportivo:
20 jogos | 7 vitórias | 12 empates | 1 derrota | 20 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Enio Bianchetti/Esportivo

Foz do Iguaçu Campeão Paranaense 2ª Divisão 2022

Dos principais Estados do Brasil (futebolisticamente falando), o Paraná foi o segundo a ter encerrada sua divisão de acesso. A Segunda Divisão do Paranaense de 2022 teve como campeão o Foz do Iguaçu, clube da região oeste estadual, na fronteira com o Paraguai.

A conquista inédita veio após uma reestruturação e a escalada que começou na terceira divisão em 2021. O Azulão esteve em meio a dez equipes, que se enfrentaram em turno único. Em nove jogos, foram obtidas quatro vitórias e três empates, com a soma de 15 pontos. Os resultados deixaram o Foz na terceira posição da tabela. Na semifinal, o time eliminou o Andraus, depois de perder a ida em casa por 1 a 0, vencer a volta fora pelo mesmo placar e fazer 5 a 3 nos pênaltis.

A final foi contra o outro time que subiu, o jovem Aruko, de Maringá. A primeira partida aconteceu em Foz do Iguaçu, no Estádio do ABC, que terminou empatada por 3 a 3. O segundo jogo foi disputado no Willie Davids, com vitória e título do Azulão por 1 a 0.

A campanha do Foz do Iguaçu:
13 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 15 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto João Paulo/Artpress

Trem Campeão Amapaense 2022

E temos todos os 27 campeões estaduais de 2022 já conhecidos! Só faltava o Amapá, e foi o Trem o último clube a erguer a taça. O sétimo título da Locomotiva foi conquistado com uma ótima campanha na primeira fase e o melhor uso possível do regulamento no mata-mata.

O Amapazão teve a participação de oito equipes, que se enfrentaram em turno e grupos únicos. Em sete jogos, o Trem conseguiu cinco vitórias e um empate. Com 16 pontos e empate tríplice na tabela, a liderança foi garantida pelo saldo de gols: 15, contra 11 do Independente e oito do Santos. Na semifinal, a Locomotiva exerceu sua posição e avançou à decisão depois de empatar por 2 a 2 com o Santana.

A final foi contra o Independente, e o bicampeonato veio com mais dois empates, ambos no Estádio Zerão: 2 a 2 na ida, 1 a 1 na volta e vitória por 9 a 8 nos pênaltis.

A campanha do Trem:
10 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 28 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Franselmo George/Trem

Real Madrid Campeão da Liga dos Campeões 2002

Temporada sim, temporada não. Esse foi o lema do Real Madrid na segunda era de conquistas da Liga dos Campeões da Europa. Em 2002 - antes da formação dos "galácticos" -, o clube espanhol venceu "la novena", o eneacampeonato. Ainda que o time já fosse suficientemente estrelado, com Zinedine Zidane, Luís Figo, Raúl González, Fernando Hierro e Roberto Carlos, os galácticos só pegaram mesmo entre 2003 e 2006, num momento sem títulos continentais.

A campanha madridista começou no grupo A, contra Anderlecht, Lokomotiv Moscou e Roma. A classificação veio sem tropeços, ainda na quarta rodada, na vitória por 2 a 0 sobre o adversário belga em Bruxelas. A liderança foi confirmada no jogo seguinte, no empate por 1 a 1 com os italianos no Santiago Bernabéu. Em seis partidas, foram quatro vitórias, um empate e 13 pontos obtidos.

Na segunda fase, o Real passou invicto no grupo C, diante de Porto, Sparta Praga e Panathinaikos. Com mais cinco vitórias, um empate e 16 pontos, a qualificação foi ainda mais tranquila. A vaga estava na mão mais uma vez na quarta partida, nos 2 a 1 sobre os portugueses fora de casa. E liderança no jogo seguinte, nos 3 a 0 sobre os tchecos em Madri.

Nas quartas de final, a equipe merengue eliminou o Bayern de Munique após perder por 2 a 1 na Alemanha e reverter com 2 a 0 na Espanha. A semifinal reservou simplesmente El Clásico com o Barcelona. O primeiro foi no Camp Nou, com vitória do Real por 2 a 0. O lugar na final foi conquistado no Santiago Bernabéu, com empate protocolar por 1 a 1.

A final foi contra o Bayer Leverkusen, surpresa da Alemanha que passou por Fenerbahçe, Lyon, Juventus, Arsenal, Liverpool e Manchester United. A partida foi disputada no Hampden Park, em Glasgow, na Escócia. Raúl abriu o placar para o Real Madrid aos oito minutos do primeiro tempo, mas os alemães empataram aos 13. Aos 45, Zidane acertou um dos gols mais bonitos em uma decisão, de voleio. O 2 a 1 foi o resultado do título, depois de os espanhóis suportarem a pressão adversária.

A campanha do Real Madrid:
17 jogos | 12 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 35 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Popperfoto/Getty Images

Bayern de Munique Campeão da Liga dos Campeões 2001

A Liga dos Campeões da Europa entrou no século 21 com o ressurgimento de uma força alemã. Depois de 25 anos e três vices (dois deles extremamente doloridos), o Bayern de Munique de 2001 conquistou o tetracampeonato com uma das mais convincentes trajetórias já vistas. Naquela temporada, o clube bateu o recorde de 12 vitórias obtidas.

Foram 72 os participantes daquela Champions. Campeão alemão, o Bayern iniciou já na fase de grupos, na chave F, contra Helsingborgs (Suécia), Rosenborg (Noruega) e Paris Saint-Germain. Nos seis jogos que disputou, o time bávaro fez uma campanha segura, com três vitórias, dois empates e 11 pontos no primeiro lugar. Ainda assim, a classificação só veio na última rodada, ao buscar o empate por 1 a 1 com os noruegueses aos 43 minutos do segundo tempo, fora de casa.

Na fase seguinte, o clube alemão caiu no grupo C, contra Spartak Moscou (Rússia), Lyon (França) e Arsenal (Inglaterra). Em mais seis partidas, foram quatro vitórias, um empate e 13 pontos que deixou a equipe outra vez na liderança. A vaga no mata-mata também foi conquistada no último jogo, na vitória por 1 a 0 sobre os ingleses no Estádio Olímpico de Munique.

Nas quartas de final, o adversário foi o Manchester United, que dois anos antes virou de maneira incrível na final contra os bávaros. E a revanche veio bem feita, com vitórias por 1 a 0 na Inglaterra e por 2 a 1 na Alemanha. A semifinal foi contra o Real Madrid, com o mesmo roteiro: 1 a 0 fora e 2 a 1 em casa.

A final foi jogada contra o Valencia, que voltou um ano depois ao derrubar Heerenveen (Holanda), Olympiacos, Panathinaikos, Sturm Graz (Áustria), Arsenal e Leeds United. No San Siro, em Milão, o Bayern de Munique saiu perdendo aos três minutos do primeiro tempo, mas empatou por 1 a 1 aos cinco do segundo, com Stefan Effenberg de pênalti. Nas cobranças de desempate, brilhou a estrela de Oliver Kahn com a defesa decisiva. Por 5 a 4, o Bayern foi tetra.

A campanha do Bayern de Munique:
17 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 26 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Popperfoto/Getty Images

Real Madrid Campeão da Liga dos Campeões 2000

Na virada do milênio, a Liga dos Campeões bateu um novo recorde no número de participantes. Na edição de 2000, a competição acolheu 71 participantes. A mudança foi um reflexo do fim da Recopa Europeia (Cup Winners' Cup), que foi absorvida pela Copa da UEFA. Esta, por ter ficado muito inchada, motivou a confederação a mexer no seu torneio principal e aumentar a divisão de clubes conforme seu coeficiente, para equilibrar as duas disputas entre si.

Os três melhores países passaram a ter quatro representantes; do quarto ao sexto, três times; do sétimo ao 15º, dois; e do 16º em diante continuou com uma equipe cada. O regulamento foi revisto: as preliminares ficaram com três etapas e a fase de grupos foi ampliada e dividida em duas - uma inicial com oito e outra posterior com quatro.

Foi em meio a esse tanto de números que o Real Madrid reapareceu para conquistar "la octava" da Champions. O clube merengue estreou no grupo E, junto com Molde (Noruega), Olympiacos e Porto. Em seis jogos, foram 13 pontos, quatro vitórias, um empate e a classificação tranquila, na liderança. A vaga foi obtida na penúltima rodada, na vitória por 3 a 0 sobre os gregos no Santiago Bernabéu.

Na fase seguinte, o Real ficou no grupo C, ao lado de Rosenborg (Noruega), Dínamo Kiev e Bayern de Munique. A vaga desta vez veio com dificuldade, na segunda posição depois de seis partidas, com dez pontos, três vitórias e um empate (e duas derrotas feias para os alemães - 4 a 2 em casa e 4 a 1 fora). Empatado com os ucranianos, o time madridista passou graças à vantagem no confronto direto - vitória por 2 a 1 fora e empate por 2 a 2 em casa.

Nas quartas de final, os merengues eliminaram o Manchester United com 0 a 0 no Bernabéu e 3 a 2 fora. Na semifinal, foi a vez de se vingar do Bayern ao vencer em casa por 2 a 0 e perder fora por 2 a 1.

A final foi contra o Valencia, a primeira da história entre clubes de um mesmo país. O rival passou por Rangers, PSV Eindhoven, Fiorentina, Bordeaux, Lazio e Barcelona. O jogo aconteceu no Stade de France, em Saint-Denis, arredores de Paris. Com superioridade, o Real Madrid chegou ao octacampeonato ao vencer por 3 a 0, gols de Fernando Morientes, Steve McManaman e Raúl, o ídolo máximo de uma época vencedora. 

A campanha do Real Madrid:
17 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 4 derrotas | 35 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Paul Popper/Popperfoto/Getty Images