Mixto-PB Campeão Paraibano Feminino 2023

Na Paraíba, o campeão feminino de 2023 foi inédito. O Mixto, de João Pessoa, superou as favoritas e levou o título para casa. Mais do que isso, conquistou um lugar no Brasileirão Série A3 de 2024, visto que seus principais rivais, Botafogo e VF4 já possuíam vagas nacionais.

E foi exatamente contras esses clubes que o Mixto conseguiu o título histórico. O Paraibano Feminino teve ao todo seis times, divididos em dois grupos de três e partidas em turno único. No grupo B, a Onça começou a campanha com empate por 1 a 1 com o Botafogo fora. O segundo jogo em casa contra o Femar, com goleada por 18 a 0 para o Mixto. Com quatro pontos e saldo de 18 gols, a equipe liderou a chave à frente das botafoguenses, que tiveram a mesma pontuação, porém com saldo de dez gols.

Na semifinal, o Mixto derrotou o Kashima por 6 a 0 em partida única no Estádio Mangabeirão, chegando na quarta final da história. Contra o VF4 no CT do próprio adversário, a Onça conseguiu empatar por 3 a 3 no tempo normal e vencer por 4 a 2 nos pênaltis. Depois de três vices, havia chegado a hora do primeiro título.

A campanha do Mixto-PB:
4 jogos | 2 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 28 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto João Neto/Mixto-PB

Manchester City Campeão Mundial 2023

Se em 2022 faltou pouco para que o Mundial fosse o último de uma era, em 2023 não passou. O fim do formato criado em 2005 foi confirmado pela FIFA em meio à construção da nova competição, com início em 2025, 32 times e periodicidade quadrienal. Mas não foi apenas isso. Paralelamente, a entidade máxima do futebol anunciou, já a partir de 2024 e de forma anual, a Copa Intercontinental.

Não, você não leu errado. A FIFA criou um segundo campeonato de clubes com o mesmo nome da histórica competição que deu origem a tudo o que veio depois de 1960. O regulamento é simples, embora traga diferenças em relação ao que se viu desde 2005: o campeão europeu entra diretamente na decisão, contra o vencedor de um mata-mata entre Oceania, Ásia e África de um lado, e as Américas do outro. Outra novidade é a ausência de um país-sede fixo. Apenas as finais (do mata-mata e a grande decisão) acontecem em campo neutro.

Antes disso, tivemos o último Mundial de Clubes no formato clássico. Em 2023, a FIFA escolheu a Arábia Saudita como anfitriã. Foi nas areias do Oriente Médio que o Manchester City escreveu sua história pela primeira vez na competição, conquistando o título. Sob o comando de Pep Guardiola, o time inglês chegou ao torneio após conquistar a Liga dos Campeões, em final disputada contra a Internazionale.

O principal oponente europeu também estreou no Mundial. O Fluminense, representante do Brasil, venceu a Libertadores após derrotar o Boca Juniors na decisão. Os demais participantes foram: Al-Ahly, mais uma vez campeão africano; Urawa Red Diamonds, vencedor asiático; León, o mexicano que recolocou o país no posto de campeão da Concacaf; Auckland City, dono da vaga da Oceania; e Al-Ittihad, representante saudita.

Na primeira rodada, o Al-Ittihad superou o Auckland por 3 a 0. Nas quartas de final, o Urawa venceu o León por 1 a 0, enquanto o Al-Ahly eliminou o anfitrião ao ganhar por 3 a 1. Na primeira semifinal, o Fluminense derrotou o adversário egípcio por 2 a 0. Na segunda, o Manchester City fez 3 a 0 sobre os japoneses. Na disputa do terceiro lugar, o Al-Ahly venceu o Urawa por 4 a 2.

A decisão foi realizada em 22 de dezembro, após três edições consecutivas disputadas em fevereiro do ano seguinte. O palco foi o Estádio King Abdullah, em Jeddah. Não demorou mais do que 40 segundos para os citizens abrirem o placar contra o Fluminense, com gol de Julián Álvarez. Os demais saíram aos poucos: o brasileiro Nino marcou contra aos 27 minutos do primeiro tempo, Phil Foden ampliou aos 27 da segunda etapa, e Álvarez voltou a marcar aos 43.

A goleada por 4 a 0 e o título para o City escancararam ainda mais o abismo que se abriu entre o futebol da Europa e o da América do Sul. Com essa conquista, o Velho Continente chegou a 11 títulos consecutivos.


Foto Robbie Jay Barratt/AMA/Getty Images

Real Brasília Campeão Candango Feminino 2023

No Distrito Federal, só dá Real Brasília! Campeão pela primeira vez no masculino em 2023, no feminino o clube emendou o penta com mais uma campanha invicta. As Leoas do Planalto fazem parte do Brasileirão Série A1 desde 2021 e estão muito à frente das rivais.

O Candangão Feminino 2023 teve a participação de sete times, que se enfrentaram em turno único, com semifinal em ida e volta e final em jogo único. Em seis partidas, o Real Brasília conseguiu quatro vitórias e dois empates, obtendo o mesmo desempenho que o Minas Brasília, 14 pontos. A diferença e a liderança ficaram marcadas no saldo de gols, marcado pelas Leoas com as goleadas por 11 a 0 sobre o Cresspom, por 9 a 0 sobre o Ceilândia, por 10  a 0 sobre o Estrelinha e por 12 a 0 sobre o Legião.

Na semifinal, o Real Brasília eliminou o Cresspom com vitórias mais modestas, por 1 a 0 na ida fora, no Rorizão, e por 2 a 0 na volta em casa, no Defelê. A final foi contra o Minas, no Mané Garrincha, e as Leoas venceram mais um título com triunfo por 3 a 1 sobre a maior rival.

A campanha do Real Brasília:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 50 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Vinicius de Melo/SMDF/Agência Brasília

3B da Amazônia Campeão Amazonense Feminino 2023

No Amazonas, um dos mais tradicionais clubes voltou a vencer o estadual feminino. O 3B Sport, mais conhecido como 3B da Amazônia foi campeão pela terceira vez em 2023, repetindo os feitos de 2019 e 2021. Neste ano, foram cinco participantes no torneio e regulamento com primeira fase em turno único e final em ida e volta.

Depois de fazer uma honrosa participação na Série A2 do Brasileirão, onde perdeu o acesso para o Botafogo, o 3B manteve o pique e chegou ao título do Barezão Feminino com uma campanha quase perfeita. Na estreia, fez 11 a 0 no Clipper. Depois, venceu o Recanto por 2 a 1, empatou sem gols com o Itacoatiara e derrotou o Tarumã por 8 a 0. Com dez pontos, avançou à decisão na primeira colocação.

A final foi contra o Itacoatiara. O primeiro jogo foi em Rio Preto da Eva, no Estádio Francisco Garcia, e terminou com vitória do 3B por 2 a 0. Com a vantagem, a Onça da Amazônia fez a segunda partida no CT 3B Sport, em Manaus. E de novo venceu, por 2 a 1, confirmando o título de maneira invicta.

A campanha do 3B da Amazônia:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 25 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Paulo Bindá/A Crítica

Porto Velho Campeão Rondoniense Feminino 2023

Não adianta reclamar, o futebol feminino está em crescimento e o blog acompanha tudo de perto. A série dos Estaduais Femininos chega na quarta temporada, quebrando recordes. Em 2020, foram sete pôsteres. Em 2021, foram 11. Em 2022, foram 14. E em 2023, teremos 17 imagens.

Antes de começar, os critérios de exibição dos pôsteres: os Estados presentes na Série A1 e na Série A2 do Brasileiro, além daqueles que conquistaram o acesso na Série A3. As postagens serão feitas em ordem crescente de importância.


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Em Rondônia, houve uma quebra de domínio no estadual feminino. Depois de ser tetra rondoniense, obter o acesso e disputar a Série A1 do Brasileirão, o Real Ariquemes desmanchou todo o time e perdeu a hegemonia para o Porto Velho, que voltou a ser campeão depois de cinco anos.

A competição teve a presença de seis clubes, porém com um regulamento rápido: mata-mata na primeira fase e triangular final, tudo em partidas de mão única. A campanha da Locomotiva teve início contra o próprio Real Ariquemes, no Aluizão. Com a maioria do elenco dispensado do rival, o Porto Velho goleou por 12 a 0 e seguiu para o triangular.

A estreia na fase decisiva foi contra o Guaporé, já na segunda rodada. Também no Aluizão, a goleada por 10 a 0 deixou o Porto Velho com a vantagem do empate no último jogo, pois o Vilhenense havia feito apenas três no mesmo adversário. Portanto, bastou à Locomitiva apenas ficar no 1 a 1 com o Vilhenense no Portal da Amazônia, em Vilhena, para comemorar a conquista e a vaga na Série A3 do Brasileirão de 2024.

A campanha do Porto Velho:
3 jogos | 2 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 23 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Divulgação/Porto Velho

San Lorenzo Campeão da Copa Mercosul 2001

A Copa Mercosul encerrou sua curta história em 2001. A partir de 2002, a Conmebol resolveu reunir toda a América do Sul em um torneio só, a Copa Sul-Americana, em substituição a Mercosul e Merconorte. Mas antes, havia uma última edição a ser disputada, e foi nela que o único não-brasileiro furou a hegemonia de finalistas brasucas e conquistou o título, o San Lorenzo.

Até então, o clube azulgrana não possuía títulos internacionais, sendo o único do chamado grupo dos cinco grandes da Argentina nessa condição. Na primeira fase, o time ficou no grupo B, com Flamengo, Nacional do Uruguai e Olimpia. A classificação foi apertada, já que o início foi com derrota por 2 a 1 para os brasileiros no Nuevo Gasómetro. O tropeço foi compensado com três vitórias, duas por 2 a 0 sobre os paraguaios em Assunção e sobre os uruguaios em Buenos Aires, além de 3 a 0 no Olimpia, também em casa. Na quinta rodada, nova derrota para o Flamengo, por 2 a 1 no Brasil, tornou o último jogo com o Nacional em confronto direto. Em Montevidéu, empate sem gols classificou o San Lorenzo em segundo lugar, com dez pontos e dois gols de saldo a mais que o adversário.

Nas quartas de final, os azulgrana enfrentaram o Cerro Porteño. Na ida, vitória por 4 a 2 no Nuevo Gasómetro, com três gols de Bernardo Romeo. Na volta, a classificação foi confirmada com outro triunfo, por 2 a 1 no Paraguai. Na semifinal, o San Lorenzo encarou o Corinthians, e passou após perder por 2 a 1 em São Paulo e golear por 4 a 1 em Buenos Aires. Romeo anotou mais três gols nessa fase.

A final foi um reencontro com o Flamengo, que no mata-mata tirou Independiente e Grêmio. A ida, em 12 de dezembro, foi no Maracanã e acabou empatada por 0 a 0. A volta deveria ter acontecido uma semana depois, mas o caos político e econômico na Argentina à época adiou a disputa para janeiro de 2002. Nesse meio tempo, Romeo foi vendido ao Hamburgo e ficou fora da última partida no Nuevo Gasómetro, que acabou novamente empatada, por 1 a 1. O gol azulgrana foi anotado por Raúl Estévez. Nos pênaltis, mesmo depois de errar os dois primeiros, o San Lorenzo faturou o título com vitória por 4 a 3, já que os brasileiros desperdiçaram três cobranças.

A campanha do San Lorenzo:
12 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 21 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Leo La Valle/Olé

Vasco Campeão da Copa Mercosul 2000

O milênio virou, e a Copa Mercosul virou junto para agitar ainda mais as torcidas e os cofres dos clubes. Para o ano 2000, nenhuma vírgula foi alterada na fórmula da competição, que após duas finais brasileiras estaria prestes a ver uma das maiores viradas da história do futebol mundial. Na oportunidade, o Vasco provou que nada está perdido enquanto há jogo em campo.

Na primeira fase, o cruzmaltino enfrentou Atlético-MG, Peñarol e San Lorenzo no grupo E. A estreia foi com derrota por 4 a 3 para os uruguaios em Montevidéu. Depois, venceu o San Lorenzo por 3 a 0 em São Januário e perdeu por 2 a 0 para os mineiros em Belo Horizonte. No returno, o Vasco empatou por 1 a 1 com o Peñarol em casa, venceu o San Lorenzo por 2 a 0 em Buenos Aires e o Atlético também por 2 a 0 em São Januário. Com dez pontos, o Vasco ficou em segundo lugar.

Nas quartas de final, o enfrentamento foi contra o Rosario Central. Depois de vencer por 1 a 0 em São Januário e perder pelo mesmo resultado na Argenitna, vitória vascaína por 5 a 4 nos pênaltis. A semifinal também foi em território hermano, contra o River Plate. O cruzmaltino abriu o confronto no Monumental, e com zero dificuldade goleou por 4 a 1. Na volta em São Januário, nova vitória por 1 a 0.

A decisão foi contra o Palmeiras, que estava ali pela terceira vez em três edições, passando por Independiente, Universidad Católica, Cruzeiro e Atlético-MG. A ida foi em São Januário, com vitória do Vasco por 2 a 0. A volta foi no Palestra Itália, desta vez com vitória palmeirense por 1 a 0.

A situação forçou o terceiro jogo da decisão, também em São Paulo, e que seria lembrada para sempre. Tudo começou a partir da ofensiva do Palmeiras, que fez três gols no fim do primeiro tempo e já gritava "campeão". Tudo mudou no segundo tempo, quando Romário descontou com dois pênaltis, aos 14 e aos 23 minutos. Aos 32, Júnior Baiano foi expulso, deixando o Vasco com dez jogadores. Aos 41, Juninho Paulista empatou. O golpe fatal veio aos 48, com Romário anotando seu terceiro tento. Com o 4 a 3, o cruzmaltino marcou os livros de história do futebol.

A campanha do Vasco:
13 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 4 derrotas | 23 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar