Internacional Campeão Gaúcho 2025

Após nove anos sem vencer nenhum título, quatro anos sem conseguir sequer chegar na final, e sete anos vendo o Grêmio empilhar conquistas estaduais, o Internacional voltou a ser campeão gaúcho em 2025, conseguindo assim a 46ª taça na história.

A competição contou com 12 times e três grupos na primeira fase, com partidas entre equipes de grupos diferentes. Em oito partidas disputadas, o Colorado obteve seis vitórias e dois empates, que deixaram o time na liderança do grupo B, com 20 pontos. Na semifinal, o Inter passou pelo Caxias depois de vencer por 2 a 0 no Centenário e por 3 a 1 no Beira-Rio.

A final foi contra o Grêmio, que eliminou o Juventude na fase anterior. Na ida, na Arena, o Internacional venceu por 2 a 0. Na volta, no Beira-Rio, o empate por 1 a 1 confirmou o título para o lado vermelho do Rio Grande do Sul.

A campanha do Internacional:
12 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 24 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Ricardo Duarte/Internacional

Atlético-MG Campeão Mineiro 2025

Duas vezes hexa, 50 vezes Galo. Em Minas Gerais, o Atlético-MG atingiu dois marcos históricos em 2025: igualou sua maior sequência de títulos estaduais, com seis taças, obtida antes em 1983, e cruzou a barreira de 50 conquistas, sendo o quarto clube no Brasil a conseguir tal feito.

O estadual foi disputado por 12 times, separados em três grupos, em que times do mesmo grupo não se enfrentaram. Na primeira fase, o Atlético disputou oito partidas, com quatro vitórias e quatro empates. O time somou 16 pontos e ficou em segundo lugar no grupo A. Na semifinal, o bateu o Tombense com duas vitórias, por 2 a 0 no Mineirão e por 2 a 0 na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Na final, o Atlético encontrou o América, que havia eliminado o Cruzeiro. Os dois jogos foram realizados no Mineirão. Já no primeiro, o Galo encaminhou o título ao golear o rival por 4 a 0. No segundo, bastou controlar a vantagem para ser campeão, mesmo com a derrota por 1 a 0.

A campanha do Atlético-MG:
12 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 17 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Cris Mattos/FMF

CRB Campeão Alagoano 2025

O CRB é mais uma vez campeão alagoano. Pela 35ª vez, o clube chega lá, mantendo a hegemonia estadual por mais um ano. O título representou o terceiro tetracampeonato na história do Galo da Pajuçara, repetindo os feitos de 1940 e 1979.

A conquista alvirrubra foi desenhada em um campeonato que teve oito participantes. Em sete jogos que disputou na primeira fase, o CRB conseguiu três vitórias, três empates e uma derrota. Com 12 pontos, o time se classificou em quarto lugar para a semifinal, na última vaga. Na fase seguinte, eliminou o líder Penedense com vitórias por 2 a 0 em Maceió e por 3 a 1 em Penedo.

Na final, o adversário foi o ASA, que passou pelo CSA. Esta decisão aconteceu pela quarta vez consecutiva. E assim como as três anteriores, deu CRB. Na ida, em Arapiraca, os regatianos buscaram o empate por 2 a 2. Na volta, no Rei Pelé, a equipe perdia até os 55 minutos do segundo tempo, quando chegou ao empate. Aos 61, veio a virada para 2 a 1 e o tetra.

A campanha do CRB:
11 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Francisco Cedrim/CRB

São Paulo Campeão da Supercopa do Brasil Feminina 2025

A temporada de 2025 do futebol feminino do Brasil foi aberta com um novo campeão na Supercopa. O São Paulo conseguiu o título inédito do torneio e mais uma taça nacional para a galeria, pois o clube já havia vencido o Brasileiro Série A2 em 2019 e a Taça Brasil em 1997. A conquista também representa um momento de volta por cima, já que a equipe havia sido vice do Brasileirão em 2024.

E foi justamente esse segundo lugar que valeu uma vaga para o Tricolor na Supercopa Feminina. O campeonato é disputado pelos times dos Estados presentes na primeira divisão nacional. Em 2025 são oito, mas o 3B da Amazônia abriu mão de seu direito por Amazonas e liberou mais um espaço para São Paulo, o melhor Estado no ranking da CBF. O outro paulista na competição foi o Corinthians. Os demais foram Flamengo, Grêmio, Cruzeiro, Bahia, Sport e Real Brasília.

A campanha do São Paulo teve início nas quartas de final, fora de casa, contra o Sport. Na Ilha do Retiro, o Tricolor goleou por 4 a 0. Depois, a semifinal foi contra o Flamengo, que havia eliminado o Real Brasília. Em partida na Vila Belmiro, em Santos, o São Paulo venceu por 1 a 0, gol de Kaká.

Na final, veio a possibilidade da revanche do Brasileirão contra o Corinthians. As rivais passaram por Grêmio e Cruzeiro (este eliminou o Bahia) para chegar na decisão. Por ter mais gols marcados, o São Paulo ficou com o mando de campo, escolhendo disputar a partida no Morumbi. As tricolores foram superiores em campo e tiveram mais chances nos 90 minutos, inclusive com pênalti perdido e gol anulado. Mas o placar ficou no 0 a 0. Nos pênaltis, o Corinthians errou duas cobranças ante uma do São Paulo. Coube a Robinha fazer o gol decisivo, que determinou a vitória são-paulina por 4 a 3.

A campanha do São Paulo:
3 jogos | 2 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 5 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Staff Images/CBF

Chapecoense Campeã Catarinense 1977

Mais um campeão inédito em Santa Catarina. Em 1977, o título ficou no oeste do Estado, com a Chapecoense. Fundado em 1973, o clube disputou quatro torneios até levantar a primeira taça.

A competição teve 20 times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos de seis e um grupo de oito, que apontaram oito classificados após a disputa de dois turnos. Os outros 12 foram à repescagem. Na segunda fase, os classificados ficaram em dois quadrangulares, que apontaram dois finalistas. A terceira fase contou com os mesmos oito clubes, mais dois vindos da repescagem, que se enfrentaram em dois turnos. Os três melhores se garantiram na decisão. Por fim, a fase final contou com os cinco classificados das segunda e terceira etapas, mais um sexto clube vindo de outra repescagem.

A Chapecoense iniciou a campanha no grupo C, que tinha oito equipes. Na estreia, empatou por 1 a 1 com o Joaçaba fora de casa. A primeira vitória veio em Chapecó, no Índio Condá, por 3 a 0 sobre o Guarani de São Miguel do Oeste. Nas outras 12 partidas, o time acumulou mais dez vitórias, um empate e uma derrota, se classificando na liderança da chave, com 24 pontos.

Na segunda fase, o Verdão do Oeste encarou Carlos Renaux, Avaí e Figueirense no grupo D. Em seis jogos, conseguiu cinco vitórias e um empate, somando 11 pontos e se garantindo na fase final.

O time de Chapecó tirou o pé na terceira fase. Na estreia, levou 2 a 1 do Joinville fora de casa. Nos 17 jogos restantes, foram obtidas cinco vitórias, sete empates e cinco derrotas, que deixaram a Chapecoense apenas na oitava posição, com 17 pontos.

A força verde estava guardada para a fase final, que aconteceu com cinco times. Isto porque o Joinville acumulou duas classificações na segunda e terceira fases, o que deu um ponto extra ao clube. Mas este ponto não serviu de nada, pois a Chapecoense deixou muito para trás quase todos os adversários, com cinco vitórias, dois empates e uma derrota em oito partidas. Foram 12 pontos para o Verdão do Oeste, que ficou empatado na liderança com o Avaí.

Este empate na liderança obrigou a realização de um jogo extra para a definição do campeão catarinense. Ele aconteceu na casa do time de melhor campanha geral, a Chapecoense. E foi diante da própria torcida, no Índio Condá, que a Chape ficou com o título ao vencer o Avaí por 1 a 0.

A campanha da Chapecoense:
47 jogos | 27 vitórias | 12 empates | 8 derrotas | 72 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Arquivo/Chapecoense

Sport Campeão Pernambucano 1977

Em uma final que insistia em não acabar, o Sport levou o título pernambucano de 1977. A reconquista estadual depois de dois anos representou a 21ª taça estadual do clube rubro-negro.

O torneio daquela temporada teve somente seis equipes: Sport, Náutico, Santa Cruz, América de Recife, Central e Caruaru. Elas se enfrentaram em três fases com dois turnos cada. O vencedor de cada fase se garantiu na decisão com um ponto extra.

Na primeira fase, o Leão da Ilha fez sete vitórias, dois empates e uma derrota. Foram 16 pontos somados, que deixaram o Sport empatado com o Santa Cruz. No desempate, o rubro-negro venceu por 2 a 1 no Arruda e garantiu a vaga a final e o primeiro ponto extra. Na etapa seguinte, foram oito vitórias e dois empates. Os resultados colocaram o time mais uma vez na liderança, mas de maneira isolada, com 18 pontos. Foi o segundo ponto do Sport para a decisão.

O Leão chegou para a terceira fase para conseguir mais seis vitórias, três empates e uma derrota, que somaram 16 pontos. O Sport voltou a empatar na pontuação, agora contra o Náutico. No desempate, que já antecipou a final geral do estadual, o rubro-negro perdeu por 1 a 0.

A decisão tinha um regulamento específico: será campeão o time que abrir dois pontos para o adversário em até três ou quatro jogos. O Sport iniciou com dois pontos contra um do Náutico. Na primeira partida, o Leão perdeu por 1 a 0. No segundo jogo, o Sport fez 2 a 0. Na terceira partida, deu empate por 0 a 0. Assim, o rubro-negro chegou a cinco pontos contra quatro do rival, fazendo-se necessário o quarto jogo.

O quarto e último jogo foi disputado no Arruda, e daria ao título ao Sport em caso de vitória ou empate. Mas o time levou 1 a 0 do Náutico, que foi a seis pontos. Sem ninguém atingir os dois pontos de diferença, o regulamento determinava a disputa de prorrogação até alguém marcar um gol. E foram necessários cinco tempos para o Sport chegar ao título, com seu gol sendo anotado aos oito minutos do quinto tempo (158º minuto de partida), pelo reserva Mauro.

A campanha do Sport:
36 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 62 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport

Bahia Campeão Baiano 1977

O Tricolor de Aço continuou a empilhar títulos baianos em 1977. Na oportunidade, o Bahia conquistou o pentacampeonato estadual, equivalente à 28ª taça do clube.

O campeonato contou com 12 equipes e dois grupos. Na primeira fase, elas se enfrentaram dentro das chaves e as cinco melhores avançaram ao pentagonal final, que deu uma vaga na decisão. Na segunda fase, foi a vez de os times de um grupo enfrentar os do outro, com os cinco melhores novamente indo a um pentagonal de definição. A terceira fase repetiu a dinâmica da primeira etapa, enquanto a quarta fase repetiu a segunda. A novidade em 1977 foi que as vitórias a partir de três gols de diferença nas fases de grupos valeram três pontos, enquanto que as partidas empatadas nos dois primeiros pentagonais foram definidas nos pênaltis, em que o ganhador ficava com dois pontos e perdedor não ficava com nenhum.

No grupo A, o Bahia estreou com goleada por 4 a 1 sobre o Redenção. Depois, ganhou mais dois jogos, empato um e perdeu outro, ficando em segundo lugar com oito pontos. No pentagonal, o time triunfou mais três vezes e perdeu uma partida, somando seis pontos e logo conquistando uma vaga na decisão.

Na segunda fase, o Tricolor de Aço iniciou aplicando 8 a 0 no Humaitá. Na sequência, conseguiu mais quatro triunfos e um empate, que deixaram a equipe na liderança com 13 pontos. No pentagonal, foram mais três triunfos e um empate. Esta igualdade foi no clássico com o Vitória, que terminou sem gols e foi para uma interminável disputa de pênaltis, que ficou em 16 a 15 para o Bahia. Os resultados deixaram o time líder com oito pontos, e isso o deu um segundo ponto extra na fase final.

O Bahia deu início à terceira fase goleando mais uma vez o Redenção, por 6 a 0. Na outras quatro partidas, ganhou duas e empatou duas, que fizeram o time líder de chave com nove pontos. No pentagonal, mais três triunfos e um empate deixaram o tricolor com sete pontos e outra vez em primeiro, com três pontos de bônus na final.

O penta baiano virou questão de tempo na quarta fase. O Bahia estreou fazendo 5 a 0 no Jequié, triunfou mais três vezes, empatou dois jogos e ficou líder do grupo A com 13 pontos. No pentagonal, dois triunfos e dois empates valeram a conquista antecipada, com as quatro fases vencidas e seis pontos. A partida do título aconteceu na última rodada, no empate sem gols com o Vitória na Fonte Nova.

A campanha do Bahia:
38 jogos | 26 triunfos | 10 empates | 2 derrotas | 71 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Antônio Andrade/Placar