Grêmio Campeão Gaúcho 2026

Oito títulos nos últimos nove campeonatos. Esse é o saldo do Grêmio no Campeonato Gaúcho após vencer o título em 2026. A 44ª conquista na história do clube corrige o acidente de percurso que foi o vice em 2025, que evitou o clube de conseguir a maior sequência de títulos de sua história.

O torneio teve 12 participantes, que na primeira fase atuaram em duas chaves cruzadas de seis. Nas partidas que realizou, o Grêmio obteve três vitórias, um empate e duas derrotas, que somaram dez pontos e valeram a liderança do grupo B, porém com a terceira melhor campanha no geral.

Nas quartas de final, o time comandado pelo português Luís Castro passou pelo Novo Hamburgo ao vencer por 1 a 0 na Arena. Na semifinal, o Imortal Tricolor passou pelo Juventude depois de empatar as duas partidas por 1 a 1, tanto em Porto Alegre quanto em Caxias do Sul, no Alfredo Jaconi. Nos pênaltis, o Grêmio venceu por 4 a 1.

Na final, o Grêmio disputou dois Grenais contra o Internacional, que passou por São Luiz e Ypiranga. Na ida, na Arena, o tricolor venceu por 3 a 0 e reduziu muito as chances do rival buscar o bicampeonato, com gols de José Enamorado, Francis Amuzu e outro contra. Na volta, no Beira-Rio, o Grêmio empatou por 1 a 1, com seu gol sendo anotado por Gustavo Martins. Depois de 20 anos, o time gremista voltou a comemorar um título no estádio do rival.

A campanha do Grêmio:
11 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Willian Abi/FGF

Flamengo Campeão Carioca 2026

De quase eliminado a tricampeão, o Flamengo vence o Campeonato Carioca de 2026. Após um 2025 em que o clube venceu quase tudo, na temporada seguinte o time demorou para engrenar, trocando até mesmo o técnico antes da decisão.

O estadual contou com 12 participantes, divididos em dois grupos cruzados na primeira fase. Nos seis jogos que disputou na fase inicial, o Flamengo venceu somente dois, com mais um empate e três derrotas. Com sete pontos, o rubro-negro se classificou na quarta colocação do grupo B, depois de ter passado um bom tempo na zona dos times que disputariam o quadrangular do rebaixamento. Os resultados foram frutos da entrada tardia do elenco principal na competição, devido à disputa do Mundial no ano anterior.

Nas quartas de final, o Fla enfrentou o Botafogo e venceu a partida única por 2 a 1 no Nilton Santos. Na semifinal, bateu o Madureira ao vencer a ida por 3 a 0 e a volta por 8 a 0, ambos no Maracanã. Ainda assim, o time não pareceu convencer e o técnico Filipe Luís foi demitido, substituído pelo português Leonardo Jardim antes da final.

A decisão foi disputada contra o Fluminense, que eliminou Bangu e Vasco. De novo em jogo único, no Maracanã, os dois times não saíram do 0 a 0. Nos pênaltis, o goleiro Rossi defendeu duas cobranças e o Flamengo venceu por 5 a 4, carimbando a terceira taça seguida obtida sobre o rival tricolor.

A campanha do Flamengo:
10 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 24 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/AGIF

Bahia Campeão Baiano 2026

Pela 52ª vez, o Bahia conquistou o título baiano. O triunfo de 2026 simbolizou também o bicampeonato estadual, em uma temporada que não começou boa com a eliminação ainda na segunda fase preliminar da Libertadores. A conquista também foi a primeira obtida sobre o Vitória na Fonte Nova desde 1994.

Com dez equipes, o Baianão de 2026 teve a sua primeira fase em turno único. Em nove jogos disputados, o Bahia conseguiu sete triunfos e dois empates, o que conferiu ao Tricolor de Aço a folgada liderança com 23 pontos, sete a mais que o vice Vitória. Na semifinal, em partida única na Fonte Nova, o Bahia passou pelo Juazeirense ao ganhar por 4 a 2.

Na final, o Bahia enfrentou o Vitória, que eliminou o Jacuipense nos pênaltis. Mais uma vez em jogo único na Fonte Nova, o Tricolor de Aço chegou ao título em uma partida difícil. O rival abriu o placar no primeiro tempo, mas na segunda etapa aconteceu a virada para 2 a 1, o que confirmou mais um título invicto na história do Bahia.

A campanha do Bahia:
11 jogos | 9 triunfos | 2 empates | 0 derrotas | 32 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Rafael Rodrigues/Bahia

CRB Campeão Alagoano 2026

Nunca antes um clube alagoano havia conquistado um penta estadual. Mas o CRB atingiu esta façanha em 2026, chegando a 36 títulos na história do clube no torneio e impondo o quinto vice consecutivo ao ASA.

A competição reuniu oito times, que na primeira fase se enfrentaram em turno único. Em sete jogos, o Galo da Pajuçara somou quatro vitórias, um empate e duas derrotas, encerrando a etapa inicial na terceira colocação com 17 pontos, quatro a menos que o líder ASA e o vice CSA. Na semifinal, o CRB passou pelo seu maior rival, depois de vencer o CSA em ambas as partidas, no Rei Pelé, por 2 a 0.

Na final, o Galo encarou mais uma vez o ASA, que na fase anterior passou pelo Murici. O primeiro jogo foi realizado em Maceió, no Rei Pelé, e o time regatiano encaminhou a taça ao vencer por 3 a 0. A segunda partida aconteceu em Arapiraca, no Fumeirão, e a conquista foi selada no empate por 1 a 1.

A campanha do CRB:
11 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 16 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Francisco Cedrim/CRB

IAPE Campeão Maranhense 2026

Se em 2025, o Campeonato Maranhense foi um dos últimos a terminar, em 2026 ele foi o primeiro. E reservou um campeão inédito. O Instituto de Administração de Projetos Educacionais Futebol Clube, conhecido pela sigla IAPE e localizado em São Luís, venceu o estadual pela primeira vez em sua história de 18 anos de existência, e de seis anos desde o retorno de um período de licenciamento.

Oito times disputaram o campeonato estadual, em uma primeira fase de turno único, seguido por semifinal e final. Em sete partidas, o IAPE venceu três, empatou três e perdeu duas, encerrando a primeira fase em terceiro lugar com 11 pontos. Na semifinal, o Canário da Ilha eliminou o Moto Club após vencer a ida por 2 a 1 no Estádio Nhozinho Santos, e a volta por 2 a 0 no Castelão.

A final foi realizada contra o Maranhão, que na fase anterior bateu o Sampaio Corrêa. A primeira partida aconteceu no Castelão e terminou empatada sem gols. O segundo jogo foi disputado no Nhozinho Santos. O título do Canário foi conquistado com vitória por 1 a 0 sobre o então campeão.

A campanha do IAPE:
11 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 9 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Richard Alencar/IAPE

Pinheiros Campeão Paranaense 1984

O Esporte Clube Pinheiros foi um clube de Curitiba, formado em 1971 a partir da mudança de nome do Água Verde. O time teve uma história meteórica, com o ponto alto sendo dois títulos paranaenses. O primeiro deles veio em 1984, cinco anos antes da fusão com o Colorado, que originou o Paraná Clube.

O campeonato foi realizado com 12 times. Nas três primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à etapa final com um ponto extra. Os três vencedores e a equipe com a melhor campanha na soma geral disputaram o quadrangular final em dois turnos, valendo o título estadual.

Porém, o Pinheiros começou mal a primeira fase. Na estreia, perdeu por 1 a 0 para o Pato Branco fora de casa. A primeira vitória veio na partida seguinte, por 2 a 0 sobre o Londrina em casa, na Vila Olímpica do Boqueirão. Depois, o time só venceu mais um jogo, seguido por quatro empates e quatro derrotas. Com oito pontos, o Leão da Vila Guaíra foi o nono colocado, dez pontos atrás do líder Coritiba, que se garantiu no quadrangular final.

As coisas deram uma leve melhorada na segunda fase. Na abertura, o Pinheiros venceu o Pato Branco por 2 a 1 em casa. Nas demais dez partidas, ganhou mais duas, empatou seis e perdeu duas. A equipe ficou em sexto lugar com 12 pontos. O líder, e classificado à decisão, foi o Colorado, com 16.

Na terceira fase, o Pinheiros decolou. O time iniciou com empate por 1 a 1 com o Pato Branco fora, depois levou 1 a 0 do Athletico, mas engrenou nos outros jogos com sete vitórias e dois empates. Com 17 pontos, o Leão conseguiu a liderança e foi ao quadrangular final.

O Pinheiros se juntou a Coritiba, Colorado e Athletico na fase final, com um ponto de bônus. O time alviceleste abriu com 3 a 1 sobre o Coritiba, seguiu com 1 a 0 sobre o Athletico e empatou sem gols com o Colorado. Na quarta rodada, perdeu por 1 a 0 para os coxas-brancas. Na quinta, fez 2 a 1 nos alvirrubros. O Leão estava com oito pontos, contra sete do Colorado.

Na última rodada, o Pinheiros entrou no Couto Pereira contra o Athletico, precisando apenas do empate para confirmar o título. Mas o time venceu mais uma vez, por 2 a 0, consumando de vez a surpresa.

A campanha do Pinheiros:
39 jogos | 16 vitórias | 14 empates | 9 derrotas | 47 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1984

Após sete complicados anos de espera, o Cruzeiro voltou a comemorar o título mineiro em 1984. O clube chegou ao 21º título estadual da melhor maneira que poderia fazer: goleando o rival e acabando de vez com sua hegemonia. Um título para relembrar os grandes tempos que foram a década de 1970.

O regulamento do estadual naquele ano foi desenvolvido com 14 participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando à semifinal. Os vencedores foram à final, e cada ganhador de fase foi à decisão geral.

O Cruzeiro deu início à sua campanha com vitória por 4 a 2 sobre o Guarani de Divinópolis em casa. Nos outros 12 jogos da Taça Minas Gerais, venceu mais oito, empatou dois e perdeu dois, encerrando na liderança com 20 pontos, seguido por Guarani, Villa Nova e América. O Atlético foi apenas o sexto.

Na semifinal da primeira fase, a Raposa passou pelo Villa Nova depois de empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 3 a 2. Na final, o Cruzeiro bateu o América ao vencer duas vezes por 2 a 1, classificando-se à decisão geral.

Na segunda fase, o Cruzeiro começou com derrota por 1 a 0 para o Democrata de Sete Lagoas. A primeira vitória aconteceu na terceira partida, por 3 a 0 sobre o Tupi. Nos demais 11 jogos, venceu cinco e empatou seis, encerrando em segundo lugar com 18 pontos, dois a menos que o líder Atlético. Na semifinal, a Raposa superou o Valeriodoce com vitórias por 1 a 0 na ida e por 2 a 0 na volta.

Na decisão, o Cruzeiro encontrou o Atlético, que avançou ao eliminar o Democrata de Governador Valadares. Duas coisas podiam acontecer no Mineirão: ou os alvinegros venciam e confirmavam mais dois jogos na final geral, ou os cruzeirenses antecipavam o título. Deu a segunda opção. Na ida, a Raposa goleou o rival por 4 a 0 e encaminhou o título, com dois gols de Carlinhos, um de Tostão e um de Carlos Alberto Seixas. Na volta, o Cruzeiro perdeu por 1 a 0, resultado que não reduziu a festa azul.

A campanha do Cruzeiro:
34 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 59 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar