domingo, 31 de dezembro de 2017

Vasco Campeão Brasileiro 2000

O Brasileirão de 2000 começou e terminou com problemas. Por não ter aceitado o rebaixamento à Série B em 1999, o Gama entrou com uma ação na Justiça Comum exigindo sua permanência. Devido ao conflito de decisões entre STJD (contra o Gama) e a Justiça Comum (a favor), a CBF ficou impedida de publicar o regulamento. Um acordo com o Clube dos 13 foi a solução, e definiu que ela organizaria o campeonato (mais tarde oficializado pela CBF). Porém, uma liminar obtida pelo Gama determinou sua inclusão nesse torneio. Com o temor de uma série de liminares de outros clubes, optou-se pela unificação das três divisões em um único certame. O C13 dividiu a competição em Módulo Azul, com Fluminense, Bahia (que disputariam a Série B daquele ano), Juventude (rebaixado em 1999) e América-MG (que disputou a Série B em 1999 sem conseguir o acesso), Módulo Amarelo (segunda divisão), com times das séries B e C para descaracterizar as divisões do ano anterior, e evitar o conflito de decisões entre o STJD e a Justiça Comum, e Módulos Verde e Branco (terceira divisão), com times oriundos dos estaduais. Este campeonato recebeu o nome de Copa João Havelange.

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O regulamento do último torneio nacional do século 20 previa que qualquer time poderia ser campeão. Foram 25 times no Módulo Azul, com 12 vagas para a fase final, 36 times no Módulo Amarelo, com três vagas para o mata-mata, e 55 times nos Módulos Verde e Branco, com uma vaga classificatória. O Vasco, liderado por Romário, ficou na primeira divisão, que foi disputada de maneira semelhante aos anos anteriores, com um grupo único em um turno de jogos.
Ao final da primeira fase, o Cruz-maltino encerrou classificado no quinto lugar, com 39 pontos em 24 rodadas. Foram 11 vitórias, seis empates e sete derrotas. A equipe ficou seis pontos distante do líder Cruzeiro "campeão" do Módulo Azul. No Módulo Amarelo, o vencedor foi o Paraná, vencendo o São Caetano na final. E nos Módulos Verde e Branco, o desconhecido Malutrom, do Paraná, foi o campeão. Assim, 16 times se reuniram no mata-mata, feito no clássico ida e volta. O Vasco enfrentou nas oitavas de final o Bahia, 12º na primeira divisão. Em duas partidas concorridas, o time da Colina empatou na Fonte Nova em 3 a 3 e venceu em São Januário por 3 a 2. Nas quartas de final, o adversário vascaíno foi o Paraná. A vitória por 3 a 1 em Curitiba possibilitou ao Vasco perder no Rio de Janeiro por 1 a 0. Embalado, o time carioca enfrentou na semifinal o Cruzeiro. Após empate em 2 a 2 em São Januário, o Vasco venceu por 3 a 1 no Mineirão, se classificando para a final.
Enquanto isso, o São Caetano surpreendia o país, chegando na decisão pelo outro lado da chave. O jogo de ida foi em São Paulo, no Palestra Itália, e acabou 1 a 1. O jogo de volta, em São Januário, ficou marcado pela queda de parte do alambrado, causando cerca de 150 feridos. Houve a suspensão desta partida e marcação de uma nova partida, já em 2001. Recomeçando do início, no Maracanã, Romário e Juninho Pernambucano deram show, e o Vasco venceu por 3 a 1, calando a zebra. E o Gigante da Colina entrou no século 21 celebrando o tetracampeonato.


Foto Eduardo Monteiro/Placar