De volta às mãos da CBF, o Campeonato Brasileiro de 2001 ainda ecoava as batalhas judiciais de 1999 e 2000. Para evitar novos conflitos, a entidade optou pelo inchaço: manteve os 25 clubes do Módulo Azul da Copa João Havelange e convidou Paraná e Botafogo-SP, garantindo que não houvesse disparidade de tratamento entre os rebaixados em 1999.
Além deles, o São Caetano, vice-campeão do ano anterior, foi devidamente integrado à elite. O Remo, que disputou o mata-mata em 2000, também tentou uma vaga, mas perdeu o prazo para recursos judiciais. Assim, o certame fechou com 28 clubes. O regulamento resgatou a fórmula clássica: turno único, onde os oito melhores avançariam ao mata-mata e os quatro piores seriam rebaixados.
O Athletico-PR já vinha de boas campanhas e possuía uma estrutura invejável, mas iniciou o torneio sem o rótulo de favorito. Sob o comando de Geninho, o time encontrou um encaixe perfeito entre a segurança defensiva e o ataque letal formado por Kléber Pereira e Alex Mineiro. Na fase classificatória, o Furacão demonstrou uma regularidade impressionante. Em 27 rodadas, somou 15 vitórias, seis empates e seis derrotas. Encerrou na segunda posição com 51 pontos, oito atrás do líder São Caetano. Além deles, Fluminense, Atlético-MG, Grêmio, Ponte Preta, São Paulo e Bahia completaram o grupo dos oito que disputariam o título.
Uma alteração crucial no regulamento definiu que as quartas de final e as semifinais seriam decididas em partida única, na casa do time de melhor campanha. E o Athletico transformou a Arena da Baixada em um caldeirão intransponível. Nas quartas de final, venceu o São Paulo por 2 a 1. Na semifinal, um duelo épico contra o Fluminense. O Furacão venceu de virada por 3 a 2, com o gol da classificação marcado por Alex Mineiro aos 44 minutos do segundo tempo, levando a torcida ao delírio.
A decisão colocou frente a frente as duas sensações do futebol brasileiro na época, Athletico e São Caetano, que eliminou Bahia e Atlético-MG. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o time paulista chegou a estar na frente do placar, mas o rubro-negro reagiu de forma avassaladora e venceu por 4 a 2, com três gols de Alex Mineiro.
Com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença, o Furacão viajou ao ABC Paulista. No Estádio Anacleto Campanella, o Furacão não se limitou a defender. Alex Mineiro, o nome das finais, marcou novamente e garantiu a vitória por 1 a 0. Com oito gols marcados apenas na fase final, Alex Mineiro eternizou seu nome na história do Athletico-PR, campeão brasileiro pela primeira vez.

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