Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2016

Um dos maiores vencedores da história da Copa do Brasil desde a sua criação, o Grêmio amargava, em 2016, um jejum de 15 anos sem erguer a taça, sem sequer ter chegado a uma decisão nesse intervalo. O hiato era impactante para um clube que esteve em sete finais nas primeiras 13 edições do torneio. Já passava da hora de buscar o pentacampeonato, e ele veio de maneira categórica.

A conquista tricolor iniciou-se pelo caminho dos clubes que disputavam a Libertadores, com a entrada direta nas oitavas de final. O primeiro adversário foi o Athletico-PR. Na ida, na Arena da Baixada, o Grêmio venceu por 1 a 0 sob o comando de Roger Machado. Contudo, devido aos maus resultados no Brasileirão, Roger foi demitido antes do jogo de volta, dando lugar ao ídolo Renato Portaluppi. A estreia do técnico foi carregada de drama: o Tricolor perdeu por 1 a 0 na Arena e só garantiu a vaga nos pênaltis, com uma vitória por 4 a 3.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Palmeiras. Na primeira partida, em Porto Alegre, Ramiro e Pedro Rocha marcaram na vitória por 2 a 1. No segundo jogo, no Allianz Parque, o Imortal precisou de resiliência. Os paulistas abriram o placar no segundo tempo, resultado que eliminaria os gaúchos pelo critério do gol fora. Foi então que Everton Cebolinha, vindo do banco de reservas, marcou o gol do empate por 1 a 1 aos 30 minutos, carimbando o passaporte gremista para a semifinal.

A semifinal reservou um duelo de tetracampeões entre Grêmio e Cruzeiro. No Mineirão, o Tricolor não se intimidou: Luan abriu o placar na etapa inicial e Douglas ampliou para 2 a 0 no segundo tempo. Com a excelente vantagem construída em Belo Horizonte, o Grêmio apenas administrou o empate sem gols na Arena para voltar a uma final nacional.

Na grande decisão, o Grêmio enfrentou o Atlético-MG, que chegava após superar Ponte Preta, Juventude e Internacional. Mais uma vez, o jogo de ida foi no Mineirão, e o Imortal deu um show: com dois gols de Pedro Rocha e um de Everton, venceu por 3 a 1. A partida de volta, na Arena, ocorreu em um clima de profunda comoção devido ao acidente aéreo da Chapecoense, ocorrido na semana anterior. Em meio às homenagens, Miller Bolaños abriu o placar aos 43 minutos do segundo tempo. O Atlético ainda empatou nos acréscimos, mas o 1 a 1 final confirmou o pentacampeonato isolado do Grêmio.

A campanha do Grêmio:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 10 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Jeferson Guareze/AGIF

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2015

Em 2015, após atravessar um período turbulento com o rebaixamento em 2012, o retorno à elite em 2013 e a luta contra nova queda em 2014, o Palmeiras precisava de um reencontro com sua grandeza. Naquela temporada de recomeço, o clube alcançaria o tricampeonato da Copa do Brasil, selando a primeira conquista de uma nova era. O palco foi o recém-inaugurado Allianz Parque, erguido sobre o solo do antigo Palestra Itália, em um título que abriria caminho para uma sequência de glórias nos anos seguintes.

A campanha do Verdão começou contra o Vitória da Conquista, da Bahia. No jogo de ida, a goleada por 4 a 1 fora de casa garantiu a classificação direta. Na segunda fase, o time superou o Sampaio Corrêa após um empate por 1 a 1 em São Luís e uma goleada por 5 a 1 em São Paulo.

Na terceira fase, o Palmeiras reencontrou o ASA, seu carrasco de 2002. Treze anos depois, o confronto foi igualmente difícil, mas a revanche aconteceu: após um empate sem gols no Allianz Parque, o Verdão venceu por 1 a 0 no jogo de volta, disputado em Londrina após a venda do mando de campo pelos alagoanos, com gol do jovem Gabriel Jesus.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Cruzeiro. O Palmeiras venceu ambas as partidas: 2 a 1 em casa e 3 a 2 no Mineirão. Nas quartas, o rival foi o Internacional, e o Alviverde avançou após empatar por 1 a 1 em Porto Alegre e vencer por 3 a 2 em um duelo eletrizante em São Paulo.

A semifinal contra o Fluminense reservou muito drama. No Maracanã, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 1, com Zé Roberto marcando um gol vital que diminuiu o prejuízo. Na volta, Lucas Barrios anotou duas vezes e o Verdão devolveu o placar de 2 a 1. A vaga foi decidida nos pênaltis, com vitória palmeirense por 4 a 1.

A decisão de 2015 protagonizou o Clássico da Saudade entre Palmeiras e Santos, que chegava à final após eliminar Londrina, Maringá, Sport, Corinthians, Figueirense e São Paulo. Uma novidade importante: a partir daquela edição, a regra do gol fora de casa deixou de valer para a final. Na ida, na Vila Belmiro, o Santos venceu por 1 a 0 com um gol nos minutos finais. A volta, no Allianz Parque, foi épica. Dudu marcou duas vezes no segundo tempo, aos 11 e aos 39 minutos, mas o Santos descontou para 2 a 1 aos 42. Pela primeira vez, o campeão da Copa do Brasil seria definido nos pênaltis. Por 4 a 3, o Palmeiras ficou com a taça, e a histórica cobrança final foi convertida pelo goleiro Fernando Prass.

A campanha do Palmeiras:
13 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/AFP/Getty Images

Atlético-MG Campeão da Copa do Brasil 2014

Em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o Mineirão foi o centro das atenções. Primeiro, por ter sido o palco do 7 a 1, o maior vexame da história da Seleção. Depois, por se tornar o cenário de viradas épicas que pavimentaram a campanha do Atlético-MG rumo ao seu primeiro título da Copa do Brasil, uma conquista histórica obtida sobre seu maior rival.

O Galo inaugurou a era dos campeões que entravam diretamente nas oitavas de final. Como vencedor da Libertadores de 2013, o time iniciou sua jornada no torneio nacional apenas em agosto, após cair precocemente na edição da Libertadores de 2014. A estreia foi contra o Palmeiras: vitória por 1 a 0 no Pacaembu e novo triunfo por 2 a 0 no Independência.

Nas quartas de final, o adversário foi o Corinthians. No jogo de ida, em São Paulo, o Atlético foi derrotado por 2 a 0. A mística das viradas começou a ser escrita na partida de volta: no Mineirão, o time de Levir Culpi saiu atrás logo aos quatro minutos de jogo. Luan empatou aos 23 e Guilherme virou aos 31. No segundo tempo, Guilherme marcou mais um aos 29 minutos, mas o placar de 3 a 1 ainda eliminava os mineiros. O êxtase veio aos 41 minutos, quando o zagueiro Edcarlos cabeceou para as redes, selando o 4 a 1 e a classificação heroica.

Na semifinal, o desafio foi contra o Flamengo. Mais uma vez, a ida fora de casa terminou em derrota por 2 a 0, no Maracanã. Na volta, o roteiro de drama se repetiu: o Galo começou perdendo aos 34 minutos do primeiro tempo. Carlos empatou aos 41 e Maicosuel virou aos 11 da etapa final. Dátolo anotou o terceiro aos 35. Faltava apenas um gol para a glória, e ele veio aos 39 minutos, quando Luan aproveitou um cruzamento para marcar. Com outro 4 a 1 épico, o Atlético carimbou o passaporte para a decisão.

A cereja no bolo de uma Copa do Brasil frenética foi a final entre Atlético-MG e Cruzeiro, outro egresso da Libertadores que superou Santa Rita-AL, ABC e Santos. Com o mando da ida, o Galo levou o jogo para o Independência. Luan e Dátolo marcaram os gols da vitória por 2 a 0. Na volta, no Mineirão, o Cruzeiro não demonstrou a força que o levaria ao título brasileiro daquele ano. Com um gol de Diego Tardelli nos acréscimos do primeiro tempo, o Atlético venceu por 1 a 0 e faturou seu título inédito em cima do maior rival.

A campanha do Atlético-MG:
8 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 2013

Mudanças à vista! A Copa do Brasil passou por uma transformação radical a partir de 2013. Para começar, o número de participantes saltou de 64 para 87. Mas a alteração mais significativa foi o fim da restrição que durava desde 2001: os clubes que disputavam a Libertadores voltaram a integrar o torneio, entrando diretamente nas oitavas de final.

Com o aumento de equipes e a criação de mais uma fase, o calendário foi esticado para durar quase o ano todo, de fevereiro a novembro. E, apesar do caminho teoricamente facilitado para os times que vinham da Libertadores, o título de 2013 ficou com quem jogou desde o início. O Flamengo alcançou o tricampeonato com um futebol que, se não era brilhante, sobrava em eficiência e entrega.

Na primeira fase, o Fla superou o Remo com duas vitórias: 1 a 0 em Belém e 3 a 0 em Volta Redonda, já que o Maracanã estava fechado para as reformas finais da Copa do Mundo de 2014. Na segunda fase, a vítima foi o Campinense, também com dois triunfos por 2 a 1, na Paraíba e em Juiz de Fora. Na terceira etapa, o Rubro-Negro somou mais duas vitórias sobre o ASA: 2 a 0 em Arapiraca e 2 a 1 em Volta Redonda.

Nas oitavas, os confrontos foram definidos por sorteio, e o Flamengo encarou o fortíssimo Cruzeiro. Na ida, derrota por 2 a 1 no Mineirão, com Carlos Eduardo marcando um gol vital no fim do jogo. Na volta, com o Maracanã enfim reaberto, a classificação veio de forma heroica: vitória por 1 a 0 com gol de Elias, a apenas dois minutos do apito final.

Nas quartas de final, ocorreram dois clássicos contra o Botafogo no Maracanã. Após um empate por 1 a 1 na ida, o segundo jogo foi um verdadeiro massacre: 4 a 0 com um show da torcida nas arquibancadas. Na semifinal, o Fla passou pelo Goiás com autoridade, vencendo por 2 a 1 tanto no Serra Dourada quanto no Rio de Janeiro.

Na grande decisão, o Flamengo enfrentou o Athletico-PR, que chegava à final após eliminar Brasil de Pelotas, América-RN, Paysandu, Palmeiras, Internacional e Grêmio. A primeira partida ocorreu na Vila Capanema, em Curitiba, pois a Arena da Baixada também estava em obras para o Mundial. O Fla saiu atrás, mas buscou o empate em 1 a 1 com um chute potente de Amaral. O jogo da volta, no Maracanã, foi puro nervosismo até os 43 minutos do segundo tempo, quando Elias abriu o placar. Com a festa já iniciada, Hernane ainda marcou o 2 a 0 aos 49, sacramentando o título.

A campanha do Flamengo:
14 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Alexandre Loureiro/Placar

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2012

O regulamento mais duradouro da história da Copa do Brasil teve sua última aparição em 2012. Foram 12 edições sob a fórmula que excluía os clubes participantes da Libertadores. Naquele ano, quem aproveitou a oportunidade para erguer a taça foi o Palmeiras, em uma temporada de sentimentos opostos: o êxtase do bicampeonato da Copa do Brasil e a amargura do rebaixamento para a Série B.

Novamente sob o comando de Luiz Felipe Scolari, que retornaria à Seleção Brasileira antes do desfecho do Brasileirão, o Verdão iniciou sua campanha diante do Coruripe, de Alagoas. Na ida, vitória por 1 a 0 no Rei Pelé, em Maceió. A volta ocorreu no Jayme Cintra, em Jundiaí, já que o antigo Palestra Itália havia sido demolido e a nova arena ainda estava em construção. Na casa improvisada, o Palmeiras venceu por 3 a 0.

Na segunda fase, o Alviverde derrotou o Horizonte, do Ceará, fora de casa por 3 a 1, eliminando a necessidade do segundo jogo. Nas oitavas de final, o adversário foi o Paraná: vitória por 2 a 1 na Vila Capanema e goleada por 4 a 0 na Arena Barueri, garantindo a vaga nas quartas.

Na fase seguinte, foi a vez de encarar o Athletico-PR. A primeira partida, em Curitiba, terminou empatada em 2 a 2. No jogo de volta, o Palmeiras venceu por 2 a 0 e confirmou sua classificação novamente na Arena Barueri, que se consolidava como a casa palmeirense naquele ano.

O rival na semifinal foi o Grêmio, que despontava como favorito no confronto. No jogo de ida, no Olímpico, o Verdão foi resiliente e soube esperar o momento certo para golpear: com gols de Mazinho e Barcos, aos 41 e 46 minutos do segundo tempo, o Alviverde venceu por 2 a 0. Na volta, em Barueri, o empate por 1 a 1 foi o suficiente para carimbar o passaporte para a final.

O Palmeiras chegou à decisão para enfrentar o Coritiba, que vinha de superar Nacional-AM, ASA, Paysandu, Vitória e São Paulo. Na ida, na Arena Barueri, o Verdão construiu uma ótima vantagem ao vencer por 2 a 0, com gols de Valdivia e Thiago Heleno. A volta ocorreu no Couto Pereira. Após sair atrás no placar, o time paulista manteve a calma. Aos 20 minutos do segundo tempo, Marcos Assunção cobrou falta com precisão e Betinho desviou de cabeça para empatar em 1 a 1. O placar garantiu o bicampeonato da Copa do Brasil ao Palmeiras.

A campanha do Palmeiras:
11 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 23 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/Placar

Vasco Campeão da Copa do Brasil 2011

Mais um clube alcançou o título inédito da Copa do Brasil em 2011. O Vasco, que vivia um período de reconstrução após retornar à elite do futebol brasileiro, encontrou uma conexão rara entre time e torcida. Sob uma atmosfera de esperança, o Cruzmaltino superou seus adversários de maneira verdadeiramente copeira.

A campanha iniciou contra o Comercial-MS. No Estádio Morenão, em Campo Grande, o Vasco goleou por 6 a 1, eliminando a necessidade do jogo de volta no Rio de Janeiro. O próximo oponente foi o ABC: após um empate sem gols em Natal, o Vasco avançou ao vencer por 2 a 1, de virada, em São Januário.

Nas oitavas de final, o desafio foi contra o Náutico. O Gigante da Colina praticamente selou a classificação logo na ida, nos Aflitos, ao vencer por 3 a 0. No jogo de volta, no Rio de Janeiro, bastou administrar a vantagem com um empate sem gols para seguir adiante.

Nas quartas de final, o adversário foi o Athletico-PR, o desafio mais árduo até então. Na Arena da Baixada, as equipes empataram em 2 a 2, com o Vasco cedendo a igualdade no fim da partida. No segundo jogo, em São Januário, os paranaenses saíram na frente, mas Elton buscou o empate por 1 a 1, garantindo a vaga pelo critério do gol fora de casa.

Na semifinal, o Vasco enfrentou o Avaí. O jogo de ida, em São Januário, quase se transformou em desastre: os catarinenses venciam até os 49 minutos do segundo tempo, quando um pênalti salvador foi assinalado. Diego Souza converteu e segurou o empate por 1 a 1. Na volta, na Ressacada, o Vasco mostrou sua força e venceu por 2 a 0, carimbando o passaporte para sua segunda decisão na história do torneio.

A grande final foi contra o Coritiba, que vivia um momento histórico com o recorde mundial de 24 vitórias consecutivas e vinha de eliminar Ypiranga, Atlético-GO, Caxias, Palmeiras e Ceará. A ida ocorreu em São Januário, onde o Cruzmaltino venceu por 1 a 0, com gol de Alecsandro. A decisão no Couto Pereira foi um teste para cardíacos. Alecsandro abriu o placar cedo, mas o Coritiba virou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Eder Luís empatou em um chute de longe, e os paranaenses ainda marcaram o 3 a 2. A tensão perdurou até o último segundo, mas, no apito final, o Trem Bala da Colina celebrou a conquista nacional.

A campanha do Vasco:
11 jogos | 5 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 20 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Heuler Andrey/LatinContent/Getty Images

Santos Campeão da Copa do Brasil 2010

A Copa do Brasil de 2010 testemunhou o surgimento de um craque. O título inédito do Santos na competição foi conquistado sob a batuta de Neymar, então com apenas 18 anos. Ao lado de Paulo Henrique Ganso, ele liderou o início de um ciclo vitorioso que culminaria no tricampeonato da Libertadores no ano seguinte.

O Peixe iniciou sua campanha contra o Naviraiense, do Mato Grosso do Sul. O primeiro jogo, disputado em Campo Grande, terminou com vitória santista por 1 a 0. A partida de volta, na Vila Belmiro, foi um verdadeiro massacre: 10 a 0, com seis gols marcados apenas no primeiro tempo. Na segunda fase, o time manteve o ritmo e goleou o Remo em Belém por 4 a 0, eliminando o jogo de volta.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Guarani. Sem piedade, o Peixe voltou a aplicar uma goleada assombrosa na Vila Belmiro: 8 a 1 na partida de ida, com Neymar anotando cinco gols em uma única noite. Na volta, no Brinco de Ouro, o Santos sofreu sua primeira derrota, 3 a 2 de virada, mas avançou sem sustos.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Atlético-MG. No Mineirão, o Alvinegro Praiano voltou a ser derrotado por 3 a 2, sofrendo o gol decisivo aos 37 minutos da etapa final. No entanto, a força da Vila Belmiro prevaleceu na segunda partida: o Santos reverteu a desvantagem com uma vitória categórica por 3 a 1.

A semifinal contra o Grêmio reservou dois jogos memoráveis. No Olímpico, o Peixe abriu 2 a 0 na etapa inicial, mas os gaúchos reagiram com quatro gols no segundo tempo. No apagar das luzes, o Santos descontou para 4 a 3, um placar vital devido aos gols fora de casa. No jogo de volta, o Alvinegro só furou a defesa gremista aos seis minutos do segundo tempo, mas deslanchou em seguida, vencendo por 3 a 1 e garantindo a vaga na final.

A decisão foi contra o Vitória, que chegava à final após superar Corinthians-AL, Náutico, Goiás, Vasco e Atlético-GO. Na ida, na Vila Belmiro, o Peixe confirmou o favoritismo ao vencer por 2 a 0, com gols de Neymar e Marquinhos. A volta aconteceu no Barradão, em Salvador. Edu Dracena deixou o Santos ainda mais perto da taça ao abrir o placar no primeiro tempo. Os baianos lutaram e viraram para 2 a 1 na etapa final, mas o resultado foi insuficiente para tirar o título inédito da Vila Belmiro.

A campanha do Santos:
11 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 4 derrotas | 39 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Marco Sacco/Placar