Brasil Campeão da Copa das Confederações 2009

Passados quatro anos, igualmente ao que acontece com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a Copa das Confederações voltou a dar o ar da graça em 2009. Foi na África do Sul, num verdadeiro teste de fogo para o país de Nelson Mandela, mirando o Mundial do ano seguinte.

Campeão da Copa América, o Brasil foi novamente o principal favorito ao título, mas desta vez com a forte concorrência da Espanha, vencedora da Eurocopa. A Itália, mesmo sendo campeã da Copa, não aparentava tanto brilho e correu por fora. Os demais participantes foram Estados Unidos, Egito, Nova Zelândia e Iraque.

No grupo B, o Brasil começou a trajetória do tricampeonato com sofrida vitória por 4 a 3 sobre o Egito. Na segunda rodada, as coisas se tranquilizaram nos 3 a 0 sobre os Estados Unidos. No fim, contra uma fragilizada Itália, nova vitória por 3 a 0 valeram os nove pontos e a classificação na primeira posição. As outras seleções marcaram três pontos cada, e o saldo e os gols pró definiram: norte-americanos em segundo, com quatro e menos dois, italianos em terceiro, com três e menos dois, egípcios em último, com três e menos três.

No grupo A, a Espanha não sofreu gols, também venceu todas e somou nove pontos. A anfitriã África do Sul foi vice com quatro, enquanto Iraque e Nova Zelândia voltaram para casa sem vitórias e sem balançarem as redes.

Na semifinal, a Canarinho passou pelo time sul-africano ao vencer por 1 a 0, gol de falta de Daniel Alves. Mas a esperada final com a Espanha melou um dia antes, por que a Fúria levou 2 a 0 dos Estados Unidos. Na disputa do terceiro lugar, a equipe espanhola derrotou a dona da casa por 3 a 2.

Brasil e Estados Unidos jogaram a final no Ellis Park, em Johannesburgo. E quase que o US Team cometeu outro crime, pois abriu dois gols de vantagem no primeiro  tempo, com Clint Dempsey, aos dez minutos, e Landon Donovan, aos 27. Os brasileiros reagiram no segundo tempo. Luís Fabiano descontou no minuto um e empatou aos 29. Aos 39, Lúcio marcou de cabeça e virou para 3 a 2. De maneira dramática, o Brasil - comandado pelo técnico Dunga - chegou ao seu terceiro título de Copa das Confederações, o primeiro ganhando todas as partidas.

A campanha do Brasil:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Pierre-Philippe Marcou/AFP/Getty Images

Brasil Campeão da Copa das Confederações 2005

Após a Copa das Confederações de 2003, a FIFA resolveu mudar o itinerário. Não haveriam mais edições de pós-Copa, sobrando apenas as versões de evento-teste no país-sede do Mundial de um ano depois. Assim, a competição passaria a ser disputa a cada quatro anos. E 2005, na Alemanha, deu o pontapé inicial na nova fase.

Junto com a anfitriã, Brasil e Argentina despontaram como candidatos ao título. Campeão do mundo e da América do Sul, a Canarinho foi com força quase máxima. A Albiceleste, que herdou uma das vagas brasileiras no vice continental, prometia incomodar. Os outros lugares ficaram com México, Grécia, Japão, Austrália e Tunísia.

O Brasil ficou no grupo B do torneio, e começou vencendo bem o time grego, por 3 a 0. Na segunda rodada, porém, os brasileiros perderam por 1 a 0 para os mexicanos e ficaram com a classificação ameaçada. Na última partida, contra a equipe japonesa, o Brasil não podia perder. Ficou no 2 a 2 (empate cedido nos minutos finais) e conseguiu uma vaga na semifinal ao ficar na vice-liderança da chave, com quatro pontos, tal como o próprio Japão. Mas no saldo de gols, o dois contra zero deixou para trás os asiáticos. Em primeiro, o México fez sete pontos.

No grupo A, alemães e argentinos duelaram ponto a ponto e chegaram a sete. No saldo, Alemanha líder com quatro gols e Argentina vice com três. Austrália e Tunísia nem chance tiveram, com um ponto cada.

Na semifinal, o Brasil se reencontrou contra a dona da casa e venceu por 3 a 2, com dois gols de Adriano e um de Ronaldinho. No outro jogo, argentinos venceram os mexicanos por 6 a 5 nos pênaltis após empate por 1 a 1 em 120 minutos. Na disputa do terceiro lugar, a Alemanha fez 4 a 3 no México.

A decisão, no Waldstadion, em Frankfurt, reuniu o maior clássico da história. Valendo o bicampeonato, Brasil e Argentina prometeram, ao menos no papel, uma partida equilibrada. Mas o que se viu foi um baile brasileiro em campo. Adriano, aos 11 do primeiro tempo e aos 18 do segundo, abriu e fechou a goleada, que também passou pelos gols de Kaká, aos 16 da etapa inicial, e de Ronaldinho, aos dois da complementar. Pablo Aimar descontou para 4 a 1 aos 20 minutos, porém isso não serviu nem um pouco para diminuir o efeito do passeio brasileiro.

A campanha do Brasil:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 12 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Nilton Santos/CBF

Palmeiras Campeão da Recopa Sul-Americana 2022

Na sua quarta final caseira (repetindo 1993, 1994 e 2013), o Brasil chegou ao 12º título da Recopa Sul-Americana. E pela primeira vez o Palmeiras foi campeão, superando a frustração do vice em 2021. O Verdão chegou para o confronto depois de ter conquistado a Libertadores sobre o Flamengo na final. Seu adversário foi o  Athletico-PR que faturou a Copa Sul-Americana ao bater o Bragantino na decisão.

O jogo de ida da Recopa foi realizado na Arena da Baixada, em Curitiba. O Athletico chegou a ficar duas vezes na frente do placar, com gols de David Terans aos 17 minutos do primeiro tempo, e de Marlos aos 31 do segundo. Mas o Palmeiras buscou o empate nas duas oportunidades, com Jailson aos 28 da etapa inicial, e Rapahel Veiga - de pênalti - aos 52 da complementar.

A partida de volta aconteceu no Allianz Parque, em São Paulo. No primeiro tempo, pouca coisa aconteceu, e o placar não saiu do zero, embora o time palmeirense tenha jogado melhor. As coisas melhoraram para o Alviverde nos outros 45 minutos. Logo aos cinco, Zé Rafael abriu o marcador.

O domínio do time paulista foi aumentando ainda mais e a conquista passou a ser mera questão de tempo. Aos 43, Danilo fez 2 a 0 e confirmou a primeira conquista do Palmeiras na Recopa. Mais do que isso: também é a primeira taça que o técnico Abel Ferreira levanta na presença do torcedor na capital paulista.


Foto César Greco/Palmeiras

França Campeã da Copa das Confederações 2003

Em 2003, a Copa das Confederações ficaria marcada para sempre por um dos fatos mais tristes da história do futebol, que foi a morte de um atleta em pleno campo de jogo. A competição foi disputada na França, que superou no processo eletivo Austrália, Portugal, Estados Unidos e a candidatura conjunta de África do Sul e Egito. Esta edição também ficou lembrada por ter sido a última e ano seguinte à uma Copa do Mundo.

Os franceses defenderam o título como anfitriãs e sem muita concorrência, pois o Brasil - na condição de campeão mundial - atuou com um time secundário. Na lacuna deixada pelo também vencedor europeu, a FIFA convidou a vice Itália e a melhor ranqueada Espanha, mas ambas recusaram. No fim, a escolha foi pela Turquia, terceira colocada da Copa. As outras vagas foram de Japão, Colômbia, Estados Unidos, Camarões e Nova Zelândia.

A campeã entrou no grupo A, e começou a campanha derrotando a Colômbia por 1 a 0. Na sequência, confirmou a classificação com vitórias por 2 a 1 sobre o Japão e por 5 a 0 sobre a Nova Zelândia. Les Bleus foram líderes da chave com nove pontos. Com seis, os colombianos ficaram na segunda posição.

No grupo B, o Brasil decepcionou ao perder para Camarões, vencer jogando mal contra Estados Unidos e empatar com a Turquia. A Canarinho fez quatro pontos, bem como os turcos. Mas os adversários fizeram quatro gols contra três dos brasileiros e levaram a classificação na vice-liderança. Os camaroneses somaram sete pontos e ficaram em primeiro.

Mas a história dos Leões Indomáveis tomaria outro rumo na semifinal, contra a Colômbia. Aos 25 minutos do segundo tempo, o coração de Marc-Vivien Foé parou de bater e ele desmaiou no gramado. Os médicos não conseguiram reanimá-lo e, ainda no ambulatório do Estádio Gerland, em Lyon, o jogador foi declarado morto. Camarões venceu a partida por 1 a 0 e foi à final. Sob luto, França e Turquia se enfrentaram na outra chave, com vitória francesa por 3 a 2. Os turcos ainda foram terceiro, ao fazerem 2 a 1 nos colombianos.

Com homenagens à Foé, a decisão entre franceses e camaroneses ocorreu no Stade de France, em Saint-Denis. Com o gol de ouro de Thierry Henry, aos sete do primeiro tempo da prorrogação venceu por 1 a 0 e foi bicampeã. Mas não havia motivos para festa.

A campanha da França:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 12 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Eddy Lemaistre/Getty Images

França Campeã da Copa das Confederações 2001

A Copa das Confederações de 2001 inaugurou uma tendência da FIFA, que se estenderia pelos 16 anos seguintes. Pela primeira vez, a entidade utilizou a competição como evento-teste para a Copa do Mundo do ano seguinte. Naturalmente, Japão e Coreia do Sul foram eleitos países-sede, cada um ancorando um grupo. Na ocasião, estiveram à prova estádios e toda a infraestrutura construída àquele momento para o Mundial.

Em campo, os japoneses unificaram a condição de anfitrião com de campeão asiático, assim como a França o fez com as vagas de vencedor da Copa e da Eurocopa. Com um lugar sobrando, o México foi convidado para defender seu título de dois anos antes. O restante foi completado com Brasil, Camarões, Canadá e Austrália.

Melhor seleção do momento, a França era, de longe, a favorita ao título. No grupo A, a equipe já mostrou serviço ao golear a Coreia do Sul por 5 a 0. Entretanto, Les Bleus tropeçaram na segunda rodada, ao perder para a Austrália por 1 a 0. Necessitando de outra vitória para avançar, os franceses voltaram às goleadas nos 4 a 0 sobre o México. Com seis pontos e saldo oito, o time ficou na liderança. Australianos e sul-coreanos também pontuaram seis vezes, e no saldo deu a seleção da Oceania na vice-liderança: dois a menos três.

No grupo B, os japoneses se aproveitaram da fraqueza do Brasil para serem líderes, com sete pontos. Com um time praticamente alternativo, a Seleção Brasileira só derrotou Camarões e não saiu do 0 a 0 contra Canadá e Japão. Terminou em segundo, com cinco pontos.

Na semifinal, a França reeditou a decisão do Mundial de 1998 com o Brasil. Mas, com uma dificuldade até inesperada, a França só venceu por 2 a 1, gols de Robert Pires e Marcel Desailly. No outro confronto, o time japonês bateu a Austrália por 1 a 0. Na disputa do terceiro lugar, o apática equipe brasileira levou 1 a 0 dos australianos.

França e Japão se enfrentaram na final, no Estádio Internacional de Yokohama. Debaixo de uma forte chuva, os japoneses foram empurrados pela torcida, mas os franceses estavam acima da média. Com gol de Patrick Vieira aos 30 minutos do primeiro tempo, Les Bleus venceram por 1 a 0 e levaram o primeiro de seus dois títulos da Copa das Confederações.

A campanha da França:
5 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 12 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Sylvia Buchholz/Reuters

México Campeão da Copa das Confederações 1999

Agora 100% sob organização da FIFA, a Copa das Confederações deixou a Arábia Saudita e percorreu o mundo. Fixada a cada dois anos, a quarta edição foi marcada para 1999, no México. Inicialmente os jogos seriam em janeiro, mas a entidade máxima do futebol postergou para julho, para não interferir no andamento da temporada europeia.

Do Velho Continente, a Alemanha enfim ocupou sua vaga de direito. Já a campeã do mundo de 1998, a França, abriu mão, deixando seu lugar para o vice Brasil. E como os brasileiros já estavam classificados pelo título da Copa América de 1997, a vice Bolívia entrou na esteira. O bonde ficou completo com Estados Unidos, Nova Zelândia, Egito e Arábia Saudita. Dois estádios sediaram as partidas: o Jalisco, em Guadalajara, e o Azteca, na Cidade do México. 

Atuando em casa, o time mexicano caminhou rumo ao seu título mais importante na história. No grupo A, El Tri começou a campanha goleando a equipe saudita por 5 a 1. Na sequência, garantiu a classificação ao empatar com os egípcios por 2 a 2 e vencer os bolivianos por 1 a 0. Com sete pontos, o México acabou líder, seguido pela Arábia Saudita, com quatro.

No grupo B, o Brasil comandou. Líder com nove pontos, o time começou colocando 4 a 0 na Alemanha, que ficou em terceiro lugar e não passou de fase. A outra vaga foi dos Estados Unidos, com seis pontos.

Dessa forma, o cruzamento da semifinal proporcionou o clássico da América do Norte. E os mexicanos venceram os estadunidenses por 1 a 0, gol de ouro de Cuauhtémoc Blanco. Na outra semi, os brasileiros aplicaram 8 a 2 nos sauditas. Na disputa do terceiro lugar, os Estados Unidos fizeram 2 a 0 na Arábia Saudita.

A decisão entre México e Brasil foi jogada no Estádio Azteca e registrou o maior número de gols entre todas as edições da história. Mesmo sem estar com a seleção principal, a Canarinho tentou engrossar. Mas a força mexicana em casa foi maior. Miguel Zepeda abriu o placar aos 13 minutos do primeiro tempo, José Abundis ampliou aos 28, Serginho e Roni empataram aos 43 e aos dois do segundo tempo, Zepeda e Blanco colocaram o México de novo na frente aos seis e aos 17, e Zé Roberto descontou para 4 a 3 aos 18. Uma vitória movimentada para um título histórico do México.

A campanha do México:
5 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 13 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Martin Venegas/Mexsport

Brasil Campeão da Copa das Confederações 1997

Depois de duas edições exitosas, a Copa do Rei Fahd partiu para sua terceira competição em 1997. Mais do que isso, o sucesso chamou a atenção da FIFA, que organizou o torneio em conjunto com os sauditas. Foi o primeiro passo para a entidade criar uma alternativa um ano antes e um depois da sua Copa do Mundo.

O campeonato foi rebatizado: Copa das Confederações. E foi feita mais uma expansão no número de participantes, de seis para oito, com a adição dos campeões da Oceania e da próprio Mundial de seleções. Austrália e Brasil ocuparam estas vagas, juntando-se à Arábia Saudita, Emirados Árabes, África do Sul, México, Uruguai e República Tcheca (que substituiu a Alemanha).

Com a dupla Ronaldo e Romário no auge, a Seleção Brasileira era a maior favorita ao título. No grupo A, estreou com vitória por 3 a 0 sobre a anfitriã Arábia Saudita. Na segunda rodada, porém, o time não saiu do 0 a 0 com a Austrália e adiou a classificação. No confronto direto com o México, no terceiro jogo, os jogadores passaram aperto, mas venceram por 3 a 2 e garantiram a liderança da chave, com sete pontos. Os australianos, que arrancaram uma vitória por 3 a 1 dos mexicanos na estreia ficaram com a outra vaga, com quatro pontos. O México morreu com três pontos, assim como os sauditas.

No grupo B, o Uruguai dominou com três vitórias e nove pontos. A República Tcheca se complicou no empate com a África do Sul na estreia, mas passou em segundo com quatro pontos. Os Emirados Árabes somaram três e os sul-africanos, apenas um.

Na semifinal, o Brasil encarou os tchecos e venceu por 2 a 0, gols de Romário e Ronaldo. No outro lado, a Austrália surpreendeu o time uruguaio e fez 1 a 0 no gol de ouro da prorrogação. Na disputa do terceiro lugar, a República Tcheca venceu o Uruguai por 1 a 0.

Em mais um campeonato com todas as partidas no Estádio King Fhad, em Riad, brasileiros e australianos fizeram a final. E se na primeira fase faltaram gols no confronto, na decisão eles sobraram para o time canarinho. Com três tentos de Ronaldo e outros três de Romário, o Brasil goleou por 6 a 0 e levou seu primeiro de quatro títulos na Copa das Confederações.

A campanha do Brasil:
5 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 14 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Karel Novák/Getty Images