Goiás Campeão da Copa Centro-Oeste 2000

Logo em sua segunda edição, no ano 2000, a Copa Centro-Oeste passou por uma profunda reformulação. Alegando falta de competitividade e buscando confrontos mais lucrativos, os clubes mineiros retiraram-se do torneio para se juntarem à Copa Sul, que consequentemente foi rebatizada como Copa Sul-Minas. Com essa debandada, o torneio da região central sofreu uma redução no número de participantes, caindo de dez para oito equipes. O novo desenho técnico privilegiou o estado de Goiás, que passou a deter três vagas, enquanto os demais estados mantiveram apenas um representante cada.

O redesenho do regulamento deixou claro o favoritismo goiano, especialmente porque todos os representantes do estado foram alocados no mesmo grupo. O Goiás, que vivia uma fase áurea como tetracampeão estadual e recém-coroado campeão da Série B do Brasileiro, despontou como o grande candidato ao título. Na primeira fase, a principal resistência veio do rival Vila Nova.

Embora os dois clássicos regionais tenham terminado em empates sem gols, o Esmeraldino demonstrou sua força contra os demais adversários. A equipe atropelou a conterrânea Anapolina por 5 a 0 em Goiânia e castigou o candango Dom Pedro II (atual Real Brasília) com duas goleadas: 4 a 0 em casa e 4 a 1 fora. O Goiás encerrou a chave com 14 pontos, garantindo a liderança do Grupo A.

Na semifinal, o Goiás não deu margem para surpresas e eliminou o Juventude-MT com duas vitórias, por 1 a 0 na ida, no Mato Grosso, e por 2 a 1 na volta, no Serra Dourada.

Com um regulamento de tiro curto, a competição foi decidida em pouco mais de um mês. O destino reservou um Derby do Cerrado para a final, já que o Vila Nova havia despachado o São Mateus na outra semifinal. Se na fase de grupos o equilíbrio e a falta de gols deram o tom, a decisão foi marcada por uma grande exibição esmeraldina.

Em duas partidas realizadas no Serra Dourada, o Goiás atropelou o maior rival. Na ida, uma vitória segura por 3 a 1 pavimentou o caminho. Na volta, um sonoro 5 a 1 selou a conquista invicta do Goiás, que erguia seu primeiro troféu regional com uma autoridade incontestável.

O título garantiu ao Goiás uma vaga na inédita Copa dos Campeões, torneio da CBF que reunia os vencedores dos regionais e valia vaga na Libertadores. Na fase preliminar, o clube goiano terminou à frente de Vitória e São Raimundo-AM. Nas quartas de final, o time foi eliminado pelo Flamengo.

A campanha do Goiás:
10 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 26 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Donizete de Souza/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa Centro-Oeste 1999

Os campeonatos regionais apresentavam um crescimento sólido no fim dos anos 1990, mas nem todas as regiões foram contempladas de imediato. Foi apenas em 1999 que o Sul e o Centro-Oeste ganharam suas competições, juntando-se ao Norte e ao Nordeste. O Sudeste também possuía seu torneio, mas este se restringia aos grande do Rio de Janeiro e São Paulo. Minas Gerais e Espírito Santo, além do Tocantins (que também ficara de fora da Copa Norte), acabaram incorporados à Copa Centro-Oeste, que voltava a ser disputada após 15 anos. Antes disso, houve três edições extraoficiais: em 1976, vencida pelo Mixto, em 1981, conquistada pelo Gama, e em 1984, ganha pelo Guará.

A Copa Centro-Oeste em 1999, ao lado dos demais regionais, foi uma tentativa da CBF de fortalecer o calendário do primeiro semestre dos grandes clubes brasileiros sem desagradar as federações estaduais, que ganhariam mais um critério de qualificação. Sete estados marcaram presença na estreia, somando dez participantes. Minas Gerais entrou com quatro representantes. Espírito Santo e Tocantins, os outros convidados, enviaram um time cada, assim como os quatro estados nativos da região.

Na primeira fase, as equipes foram divididas em três grupos: um quadrangular composto pelos mineiros e dois triangulares com os demais clubes. O favoritismo recaiu sobre Cruzeiro e Atlético-MG, que acabariam se enfrentando antes da decisão, assim como Vila Nova e Gama, sorteados em outra chave. 

O roteiro se confirmou: no Grupo C, Cruzeiro e Atlético-MG somaram dez pontos cada e garantiram as vagas na semifinal contra América-MG e Villa Nova. No Grupo B, o Vila Nova goiano superou o Gama para encarar o Operário-MT, líder Grupo A. Apesar de ter sido vice-líder na fase inicial, a Raposa levou a melhor nos clássicos contra o rival: venceu por 3 a 2 e 3 a 0. A consagração veio na partida única da semifinal, com uma goleada impiedosa por 5 a 1.

Embalada, a Raposa encarou o Vila Nova na final. O jogo de ida, no Mineirão, terminou com vitória azul por 3 a 0. Na volta, no Serra Dourada, os goianos venceram por 2 a 1 e forçaram uma terceira partida, já que o saldo de gols não era critério de desempate nos dois primeiros jogos. O duelo decisivo, também em Goiânia, terminou em 0 a 0, garantindo o título ao Cruzeiro.

Originalmente, a Copa Centro-Oeste oferecia ao campeão uma vaga na Copa Conmebol. No entanto, como o Cruzeiro já disputava a Copa Mercosul no mesmo período, a vaga foi herdada pelo vice-campeão Vila Nova, que acabou eliminado pelo CSA nas oitavas de final.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 21 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Paysandu Campeão da Copa Norte 2002

A maior edição da história da Copa Norte aconteceu em 2002, com 16 participantes em um formato robusto, marcando o encerramento de uma era. Em 2003, a implementação dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro retiraria o torneio regional do calendário até o retorno em 2026. O regulamento foi complexo: as equipes foram divididas em quatro grupos na fase inicial, seguidos por dois quadrangulares na segunda etapa e a decisão.

Foi neste cenário que o Paysandu deu o pontapé inicial para a temporada mais vitoriosa de sua história. Integrante do Grupo B, o clube enfrentou o arquirrival Remo e os amapaenses Independente e São José. A trajetória começou em Macapá, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Independente. Os clássicos Repa da primeira fase terminaram em igualdade (0 a 0 e 1 a 1), mas a regularidade bicolor nos demais jogos garantiu a liderança da chave com 12 pontos, um a mais que o rival.

A segunda fase elevou a tensão com mais dois clássicos contra o Remo. Após uma derrota por 1 a 0 e uma vitória por 2 a 1, o Paysandu manteve a concentração contra Moto Club e River, somando três vitórias e apenas um revés nesses duelos. Com 12 pontos conquistados nesta etapa, o Papão assegurou sua vaga na final na rodada decisiva, ao bater os piauienses por 3 a 1 em casa.

A final da Copa Norte reservou um repeteco do ano anterior: Paysandu contra São Raimundo-AM, que eliminou Ji-Paraná, Nacional-AM e Atlético-RR na segunda fase. Era a quinta decisão consecutiva dos amazonenses, que haviam levado a melhor em 2001. No entanto, o equilíbrio de outrora deu lugar ao domínio paraense em 2002. No jogo de ida, no Vivaldão, em Manaus, o Paysandu mostrou sua força ao vencer por 1 a 0.

A consagração definitiva do veio na Curuzu, em Belém, onde o Papão atropelou o adversário por 3 a 0. Com o placar agregado de 4 a 0, o clube conquistou o título da Copa Norte, encerrando a hegemonia do São Raimundo-AM.

O título regional foi apenas o primeiro passo de uma jornada épica. Meses depois, o Paysandu surpreendeu o país ao sagrar-se campeão da Copa dos Campeões, derrotando o Cruzeiro em uma final histórica. O auge absoluto viria na Libertadores de 2003, quando o clube alcançou as oitavas de final e chocou o continente ao vencer o Boca Juniors em plena La Bombonera, na Argentina, um feito que até hoje ecoa como o ponto mais alto do futebol nortista.

A campanha do Paysandu:
14 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 29 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

São Raimundo-AM Campeão da Copa Norte 2001

A Copa Norte de 2001 marcou tanto o auge quanto o início da despedida de uma das hegemonias mais impressionantes do futebol regional brasileiro, com o tricampeonato do São Raimundo. Para a quinta edição, o regulamento foi novamente ajustado pela CBF: o número de participantes foi fixado em dez e a fase preliminar entre os clubes paraenses foi extinta. A fase de grupos ganhou um novo desenho, sendo organizada em três chaves, uma com quatro equipes e as outras duas com três.

O São Raimundo entrou em campo carregando o peso do favoritismo absoluto, embora o cenário começasse a mudar. O Paysandu já dava sinais de franco crescimento, surgindo no horizonte como o grande desafiante ao trono do Tufão da Colina. O clube foi sorteado no Grupo A, um quadrangular que incluía Genus, Rio Branco-AC e Atlético-RR.

O time amazonense iniciou sua caminhada no torneio com uma vitória magra por 1 a 0 sobre o Atlético-RR, em Boa Vista. A campanha seguiu sólida: com dois empates e outras três vitórias, o São Raimundo assegurou a liderança da chave com 14 pontos, três à frente do Genus. Pelas regras da competição, avançariam à semifinal os líderes de cada grupo e o melhor segundo colocado.

O Genus entrou novamente no caminho do Tufão na semifinal. Se na fase de grupos os confrontos haviam sido equilibrados, com empate por 1 a 1 em Manaus e vitória amazonense por 2 a 0 em Porto Velho, no mata-mata o São Raimundo não deu chances ao azar. A equipe aplicou 3 a 0 na ida, em Rondônia, e sacramentou a classificação com uma goleada de 4 a 0 na volta, em casa.

A final foi o confronto esperado desde o primeiro apito inicial: São Raimundo contra Paysandu, que deixou para trás Nacional-AM, Moto Club e River. O jogo de ida, no Estádio da Curuzu, em Belém, foi tenso e decidido nos detalhes, com os paraenses vencendo por 1 a 0.

Contudo, o regulamento de 2001 ainda prestigiava a regularidade da melhor campanha. No jogo de volta, dentro do Vivaldão, o Tufão mostrou por que era o dono da região. Devolveu o placar de 1 a 0 e, pela vantagem adquirida nas fases anteriores, garantiu o inédito e histórico tricampeonato da Copa Norte. A conquista consolidou aquele elenco como a maior geração da história do clube.

Na Copa dos Campeões, o São Raimundo também provou sua força. Na fase preliminar, o clube ficou à frente de Sport e Goiás. O sonho só foi interrompido nas quartas de final pelo Cruzeiro.

A campanha do São Raimundo-AM:
10 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 19 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Fotosite/Placar

São Raimundo-AM Campeão da Copa Norte 2000

No ano 2000, a Copa Norte testemunhou a consolidação de um domínio poucas vezes visto na região, com o segundo título do São Raimundo. Para esta edição, o regulamento passou por ajustes importantes: o número de participantes subiu para 11, mantendo a fase preliminar paraense, desta vez com quatro equipes disputando uma única vaga. Ao final, oito times foram divididos em dois grupos de quatro, onde apenas os dois melhores de cada chave avançavam para as semifinais.

Favorito ao bicampeonato, o São Raimundo caiu no Grupo A, ao lado de Remo, Vasco-AC e Genus. O Tufão da Colina desfilou em campo, garantindo a classificação de forma invicta. A estreia foi um eletrizante 3 a 3 contra o Remo, em Belém. Depois, os amazonenses emendaram quatro vitórias consecutivas contra os rivais do Acre e de Rondônia, com destaque para o sólido 3 a 0 sobre o Vasco-AC na quarta rodada. O encerramento da fase de grupos veio com um empate em 1 a 1 contra o Remo, em Manaus, selando a liderança da chave com 14 pontos, cinco à frente dos paraenses.

O mata-mata trouxe contornos dramáticos. Na semifinal, o São Raimundo encarou o River. No jogo de ida, em Teresina, o time sentiu o peso do adversário e saiu derrotado por 1 a 0. No entanto, o regulamento favorecia a equipe de melhor campanha, que jogava por uma vitória simples para avançar. No jogo de volta, sob o calor de Manaus, o Tufão fez valer o mando de campo, venceu por 1 a 0 e chegou para mais uma decisão.

A grande final colocou frente a frente o São Raimundo e o Maranhão, que superou Rio Negro-RR, Aliança-AP e Remo. Seguindo o roteiro do ano anterior, o primeiro duelo aconteceu em São Luís, no Castelão. Em uma partida aberta e recheada de gols, o Tufão acabou derrotado por 3 a 2.

Apesar da desvantagem, a confiança no Vivaldão era absoluta. Com um elenco tecnicamente superior e o apoio de sua torcida, o time alviceleste manteve a calma necessária para reverter o cenário. Com uma vitória segura por 2 a 0 em solo amazonense, o São Raimundo ergueu o troféu pela segunda vez consecutiva, confirmando-se como o Rei do Norte.

Com a extinção da Copa Conmebol, o prêmio para o campeão regional tornou-se a vaga na Copa dos Campeões, torneio que reunia a elite do futebol brasileiro e valia um lugar na Libertadores. O São Raimundo, porém, sentiu o nível de exigência da nova competição. Na fase preliminar, o empate contra o Vitória e a derrota para o Goiás interromperam o sonho de voos ainda mais altos em âmbito nacional.

A campanha do São Raimundo-AM:
10 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Ariosvaldo Baeta/Placar

São Raimundo-AM Campeão da Copa Norte 1999

Em 1999, a Copa Norte chegava à sua terceira edição consolidando o formato de mata-mata. O torneio, que já se tornara o objeto de desejo dos grandes clubes da região, apresentou uma leve mudança: uma fase preliminar entre três forças do Pará (Remo, Paysandu e Tuna Luso) para definir quem avançaria ao quadro principal. Ao todo, dez clubes iniciaram a disputa, todos de olho na última vaga da história para a Copa Conmebol.

Embora o Paysandu tenha vencido o triangular paraense na preliminar, a hegemonia que estava prestes a nascer não vinha de Belém, mas sim de Manaus. O São Raimundo, que bateu na trave com o vice-campeonato no ano anterior, entrou no torneio determinado a não deixar o título escapar novamente.

O Tufão da Colina iniciou sua campanha nas quartas de final contra o Baré. Foi um início tenso e equilibrado, com empate sem gols na capital amazonense e um novo empate em 1 a 1 em Boa Vista. A vaga só foi decidida nos pênaltis, com o São Raimundo vencendo por 5 a 4.

Na semifinal, porém, o time mostrou sua verdadeira força contra o Cruzeiro-RO. O jogo de ida, no Estádio da Colina, foi um verdadeiro massacre de 8 a 0 para os donos da casa, resultado que praticamente liquidou a fatura. No jogo de volta, em Rondônia, o São Raimundo apenas confirmou a superioridade com uma vitória por 2 a 1, avançando para a grande final.

O destino reservou um reencontro na decisão: a revanche contra o então campeão, o Sampaio Corrêa, que eliminou Paysandu e Flamengo-PI. O roteiro foi simétrico ao de 1998, mas com os papéis invertidos. Na ida, no Castelão, em São Luís, o São Raimundo surpreendeu e venceu por 1 a 0.

Na volta, um Vivaldão lotado em Manaus viu o time maranhense devolver o placar, vencendo por 2 a 1 e forçando, mais uma vez, a decisão por pênaltis. Desta vez, o trauma de 1998 ficou para trás. Com o pé calibrado e o apoio da torcida, o Tufão venceu por 3 a 1. Era o início de uma dinastia: a primeira de três taças consecutivas da Copa Norte que o clube conquistaria.

Assim como seus antecessores, o São Raimundo não foi à Copa Conmebol apenas a passeio. O clube amazonense honrou o futebol brasileiro ao eliminar o Atlético Huila, da Colômbia, nas oitavas e o Sport Boys, do Peru, nas quartas de final. A histórica caminhada só foi interrompida na semifinal, em um duelo brasileiro (e insólito) contra o CSA.

A campanha do São Raimundo-AM:
6 jogos | 3 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto João Pinduca Rodrigues/Placar

Sampaio Corrêa Campeão da Copa Norte 1998

A segunda edição da Copa Norte passou por mudanças estruturais significativas em 1998. As cidades-sede foram abolidas, mas a competição manteve um caráter experimental. O número de participantes foi reduzido de dez para oito, tornando o torneio, que já era breve, ainda mais dinâmico. Os estaduais do ano anterior seguiram como critério de qualificação, oferecendo aos campeões (ou vices) a chance de conquistar um título regional e garantir vaga na Copa Conmebol.

Em fase esplêndida, após conquistar o Campeonato Maranhense e a Série C do Brasileiro em 1997, o Sampaio Corrêa entrou na disputa como um dos favoritos ao título. A Bolívia Querida confirmou as expectativas com uma campanha dominante e venceu a competição.

Nas quartas de final, o adversário foi o São Raimundo-RR. Logo no jogo de ida, em Boa Vista, o Sampaio praticamente selou a classificação ao golear por 5 a 1. Na volta, em São Luís, a superioridade foi ainda mais gritante, com um sonoro 10 a 0.

Na semifinal, o desafio do Tubarão foi contra o Ypiranga-AP. No Castelão, em casa, o Sampaio Corrêa venceu por 2 a 0. no Zerão, em Macapá, um novo triunfo por 2 a 1 classificou a equipe tricolor para a decisão da Copa Norte.

O adversário na final foi o São Raimundo-AM, que passou por Paysandu e Rio Branco-AC. No jogo de ida, no Estádio da Colina, o Sampaio Corrêa não resistiu à pressão em Manaus e foi derrotado por 1 a 0. A decisão então ficou para São Luís.

Com o apoio massivo da torcida no Castelão, o Sampaio devolveu a diferença ao vencer por 2 a 1 no tempo normal. A definição do título foi para os pênaltis, onde brilhou o emocional dos maranhenses: a Bolívia Querida converteu suas três primeiras cobranças, enquanto os amazonenses desperdiçaram todas as suas chances. O placar de 3 a 0 confirmou o título, tornando o Sampaio Corrêa o primeiro campeão regional fora de sua divisão geográfica de origem.

Na Copa Conmebol, o Sampaio Corrêa representou bem o futebol nortista e maranhense. O clube eliminou o América-RN nas oitavas de final e o Deportes Quindío, da Colômbia, nas quartas, parando apenas na semifinal diante do Santos, em uma das campanhas mais memoráveis de um clube da região Norte-Nordeste em torneios continentais.

A campanha do Sampaio Corrêa:
6 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 21 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Biaman Prado/Placar

Rio Branco-AC Campeão da Copa Norte 1997

Historicamente, a região Norte do Brasil enfrentou maiores desafios para se consolidar no cenário do futebol nacional. No entanto, isso nunca impediu os clubes locais de buscarem suas próprias competições. O primeiro torneio de destaque foi o Torneio do Norte, integrante do Torneio Norte-Nordeste entre 1968 e 1970. Antes disso, de 1959 a 1967, equipes nortistas e nordestinas disputavam a Zona Norte da Taça Brasil, cujo campeão avançava às quartas de final do certame nacional.

Entre 1975 e 1990, houve também o Torneio Integração da Amazônia, disputado por equipes de Acre, Amapá, Roraima e Rondônia. Mas foi apenas em 1997 que a região passou a ter uma competição robusta, independente e que reunisse a maioria dos estados: a Copa Norte. Criada em 1997 pela CBF durante a ascensão dos campeonatos regionais no fim do século 20, garantia ao campeão uma vaga na Copa Conmebol. O torneio contou com times de seis estados da região, além de Maranhão e Piauí. O Tocantins foi a ausência (seus clubes seriam incluídos na Copa Centro-Oeste anos depois).

O regulamento era simples: dez times se qualificaram via estaduais, divididos em dois grupos de cinco, com confrontos em turno único. O primeiro campeão foi o Rio Branco-AC, vice-campeão acreano em 1996, e que entrou no torneio ao lado do Independência, terceiro colocado, após o campeão Juventus abrir mão da vaga. O time alvirrubro integrou o Grupo B, sediado na capital em Rio Branco.

A campanha começou morna na segunda rodada, após uma folga na estreia: um 0 a 0 contra o Ji-Paraná no estádio José de Melo. Tudo engrenou no jogo seguinte, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Baré. Como apenas o líder da chave avançava, o Rio Branco arrancou rumo à final ao vencer o Independência por 1 a 0 e golear o Nacional-AM por 4 a 1, terminando com dez pontos, dois à frente do Ji-Paraná.

A decisão colocou frente a frente Rio Branco e Remo, que tivera uma campanha impecável no Grupo A, vencendo todos os jogos em Belém. O favoritismo era paraense, e o empate sem gols no jogo de ida, no Acre, parecia favorecer o time paraense para a volta no Mangueirão. No entanto, o Estrelão vivia um dos melhores momentos de sua história. Sem se intimidar com a pressão da torcida adversária, a equipe acreana venceu a partida decisiva por 2 a 1. O título da Copa Norte tornou-se a maior conquista da história do Rio Branco e permanece como o único troféu regional do futebol do Acre.

Na Copa Conmebol, o Rio Branco foi valente. Nas oitavas de final, contra o Deportes Tolima, perdeu a ida por 2 a 1 na Colômbia e venceu a volta por 1 a 0 em seus domínios. Nos pênaltis, perdeu por 3 a 1.

A campanha do Rio Branco-AC:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 8 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Francisco Chagas/Placar

Desportiva Campeã Capixaba 1984

Depois de três anos, a Desportiva Ferroviária voltou a conquistar o Campeonato Capixaba, em 1984. O clube chegou a marca de dez títulos estaduais naquele ano.

Oito equipes disputaram o torneio, em dois grupos. Na primeira e na terceira fases, os participantes se enfrentaram dentro do próprio grupo em dois turnos, com os líderes avançando para a final. Na segunda etapa, os times de uma chave encararam os da outra, também em dois turnos e com os líderes indo à decisão. O vencedor de cada etapa foi à fase final com um ponto extra. A última etapa foi realizada em um quadrangular de dois turnos, com os ganhadores das fases e o clube de melhor campanha no geral.

A caminhada da Desportiva começou no grupo B, com empate sem gols com o Ordem e Progresso, em Bom Jesus do Norte. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou dois, garantindo a liderança com nove pontos. Na final, contra o Rio Branco, a Locomotiva empatou sem gols a ida fora, e venceu por 1 a 0 a volta em casa, no Engenheiro Araripe, classificando-se para a etapa decisiva com um ponto extra.

Na segunda fase, a Desportiva estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Ibiraçu em casa. Depois, venceu mais quatro vezes, empatou uma e perdeu duas, encerrando na liderança do grupo B com 11 pontos. Na decisão, contra o Vitória, empatou por 0 a 0 a ida em casa e perdeu a volta na capital por 1 a 0.

A Desportiva seguiu no grupo B na terceira fase, com outros adversários. Na abertura, empatou sem gols com o Colatina no Engenheiro Araripe. Nas demais cinco partidas, a Tiva empatou mais quatro vezes e perdeu uma, terminando na lanterna da chave com cinco pontos. A liderança ficou com o Estrela do Norte, que foi superado pelo Rio Branco na final.

A fase final juntou Desportiva, Vitória, Rio Branco (todos com um ponto) e Colatina. Na abertura, a equipe grená levou 1 a 0 do Vitória fora de casa, mas iria reagir. A Tiva fez 4 a 0 no Colatina em casa, empatou por 0 a 0 com o Rio Branco fora, fez 2 a 0 no Vitória em casa e outro 2 a 0 no Colatina fora.

Com oito pontos, a Desportiva foi como líder para a última rodada, contra sete de Vitória e Rio Branco. No Engenheiro Araripe, a equipe recebeu o Rio Branco dependendo apenas de si, e chegou ao título ao vencer por 2 a 0, indo a dez pontos no quadrangular final.

A campanha da Desportiva:
30 jogos | 13 vitórias | 12 empates | 5 derrotas | 28 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Gildo Loyola/Placar

Corumbaense Campeão Sul-Mato-Grossense 1984

Uma história com dois finais, mas com o mesmo resultado. Em 1984, o Corumbaense tornou-se no primeiro clube do interior do Mato Grosso do Sul a vencer o estadual, rompendo o domínio da capital.

A competição foi disputada por oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros avançando para a final, o líder com um ponto extra. O vencedor de cada fase, com um ponto de bônus para casa, e os dois melhores na soma geral foram à terceira fase, realizada em um quadrangular de dois turnos. Os dois primeiros se classificaram para a decisão.

A história do Corumbaense na primeira fase começou na derrota por 3 a 0 para o Aquidauana. A equipe se recuperou com três vitórias e dois empates, e teve outra derrota. Os resultados acabaram insuficientes para o Carijó da Avenida avançar. Com oito pontos, o time ficou em quarto lugar, três pontos atrás dos líderes Comercial e Douradense. O ganhador foi o Comercial, em três jogos contra o Douradense.

Na segunda fase, o Corumbaense voltou a estrear contra o Aquidauana, com vitória por 2 a 0. Nas outras seis partidas, venceu três, empatou duas e perdeu uma, terminando na segunda colocação com dez pontos, dois a menos que o Comercial, que levou um pontoe extra para a final. Na ida, no Arthur Marinho, em Corumbá, o Carijó empatou sem gols. Na volta, no Morenão, em Campo Grande, o Corumbaense levou 1 a 0. Assim, o Comercial foi à terceira fase com dois pontos extras.

O Corumbaense seguiu para a terceira etapa ao lado de Operário e Corumbaense, todos dois pontos atrás do Comercial. Mas as bonificações não adiantaram de nada para os alvirrubros, que acabaram em último lugar com dois empates e quatro derrotas. O Carijó estreou fazendo 1 a 0 no Operário, seguido de duas vitórias, dois empates e uma derrota. Com oito pontos, o time ficou na liderança e avançou para a decisão com a vantagem de fazer o jogo definitivo em casa. Operário e Douradense somaram sete pontos, com o time da capital se classificando no saldo de gols.

O primeiro jogo da final aconteceu no Morenão, com empate sem gols. A segunda partida foi em Corumbá, e o Corumbaense venceu por 1 a 0, conquistando o título inédito. Porém, a história teria ainda outro capítulo, pois o Douradense entrou na justiça contra o Operário, pedindo os pontos de um empate contra o clube na terceira fase.

Em julho de 1985, sete meses depois da final, o Douradense teve o recurso aceito, ganhando o direito de fazer a decisão contra o Corumbaense. Na nova disputa, a ida aconteceu em Dourados, com vitória do Carijó por 1 a 0. Na volta, no Arthur Marinho, outro triunfo por 1 a 0 confirmou o título em definitivo para o Corumbaense.

A campanha do Corumbaense:
24 jogos | 12 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 24 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Renan Silva/Placar

Flamengo-PI Campeão Piauiense 1984

Um dos mais tradicionais clubes do Piauí, o Esporte Clube Flamengo foi campeão piauiense em 1984, colocando fim em cinco anos de jejum e conquistando a 12ª conquista em sua história.

A competição contou com oito participantes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com um líder indo à decisão de etapa. Depois, os quatro melhores e os quatro piores foram à dois quadrangulares de turno único, e os líderes fizeram um confronto valendo a segunda vaga na decisão. O vencedor de cada fase levou um ponto extra para a etapa final, disputada em outro quadrangular de turno único com os finalistas das duas fases anteriores.

O caminho do Flamengo começou na vitória por 1 a 0 sobre o Caiçara, fora de casa. Nos outros seis jogos, venceu quatro, empatou um e perdeu outro, somando 11 pontos e terminando na segunda colocação da primeira fase, atrás do Auto Esporte no saldo de gols. No quadrangular dos melhores, o Leão do Pirajá venceu Piauí e Auto Esporte, mas perdeu para o River na segunda rodada e acabou em segundo lugar com quatro pontos, dois atrás do maior rival. Na sequência, o River passou pelo Tiradentes (líder dos piores) e caiu para o Auto Esporte na decisão da fase.

O Flamengo voltou para a segunda fase, estreando com empate por 2 a 2 com o Parnahyba fora. Na sequência, fez de novo mais quatro vitórias, um empate e uma derrota, ficando na liderança isolada com 11 pontos, indo à decisão de etapa. No quadrangular dos melhores, o Leão venceu o Auto Esporte, empatou com o River e perdeu para o Piauí, em um grupo em que todos os times somaram três pontos. A liderança foi definida pelo critério de menos derrotas, e o River se deu melhor com três empates.

Na final da segunda fase, o Flamengo esperou pelo ganhador do playoff dos quadrangulares entre River e Tiradentes, saindo vencedor o clube da PM. Na decisão, a equipe rubro-negra bateu o Tiradentes ao empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 2 a 1, ambos no Albertão, em Teresina.

O quadrangular final reuniu Flamengo, Auto Esporte, River e Tiradentes para três rodadas no Albertão, com um ponto extra para os dois primeiros. Na abertura, o Leão do Pirajá fez 1 a 0 no River. Na segunda rodada, empatou por 2 a 2 com o Tiradentes, deixando a decisão do título para a terceira rodada. Com quatro pontos contra três de Auto Esporte e Tiradentes, o rubro-negro só precisava vencer o Auto para ser campeão. E o fez com o placar de 1 a 0, reconquistando a taça.

A campanha do Flamengo-PI:
25 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 33 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Sergipe Campeão Sergipano 1984

Desta vez sem asterisco e sem ter que dividir, o Sergipe foi campeão estadual em 1984. A conquista simbolizou o 21º título sergipano na história do clube, o maior vencedor do estado.

A competição teve a participação de oito times, na disputa de quatro fases. Em todas, as equipes se enfrentaram em turno único. Os líderes foram à fase final com dois pontos extras cada, enquanto os vices levaram um ponto cada, em um quadrangular de turno único.

A campanha do Sergipe teve início na vitória por 2 a 0 sobre o Estanciano. Na sequência, o time venceu mais quatro vezes e perdeu duas. Com dez pontos, o Gipão acabou na terceira colocação da primeira fase com dez pontos. Os dois primeiros lugar ficaram com Confiança e Santa Cruz de Estância, com 11 pontos cada. No playoff de desempate, o Santa Cruz venceu e ficou com os dois pontos.

Na segunda fase, o Sergipe abriu com empate sem gols com o Estanciano. Nos outros seis jogos, venceu quatro e empatou dois, encerrando com 11 pontos, assim como o Estanciano. Uma partida de desempate foi marcada para definir as bonificações, e o Diabo Rubro venceu por 1 a 0, garantindo dois pontos.

Na terceira fase, o Sergipe não precisou de desempate. Na estreia, ficou no 0 a 0 com o Lagarto. Depois, venceu três vezes e empatou três, terminando na liderança isolada com dez pontos, e com mais dois para a fase final. O segundo lugar foi do Santa Cruz, com nove pontos.

O favoritismo do Sergipe foi aumentando. No início da quarta fase, a equipe fez 3 a 0 sobre o Propriá. Nas demais seis partidas, venceu mais três, empatou duas e perdeu uma, ficando outra vez na liderança com dez pontos. Santa Cruz e Vasco de Aracaju somaram nove e tiveram de fazer um desempate pela vice-liderança. O Santa Cruz venceu.

O quadrangular final teve Sergipe com seis pontos, Santa Cruz com quatro, Confiança com um e Estanciano com um. A larga vantagem permitiu ao Gipão a conquista antecipada do título, na segunda rodada, após fazer 2 a 0 no Santa Cruz e 1 a 0 no Estanciano, ambos os jogos no Batistão. Na última partida, o time enfrentou o Confiança e perdeu por 1 a 0, encerrando a fase final com dez pontos.

A campanha do Sergipe:
32 jogos | 19 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 45 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Brasília Campeão Candango 1984

O principal clube do Distrito Federal na década de 1980, o Brasília foi tricampeão candango em 1984, levando também o sétimo título estadual de sua história.

O torneio foi disputado com oito participantes em quatro fases. Em todas, os times se enfrentaram em turno único, mas ficaram organizados em dois grupos. O líder de cada chave se enfrentou na decisão, valendo um lugar na fase final com um ponto extra.

Na primeira fase, o Brasília foi do grupo A. Estreou no empate sem gols com o Tiradentes. Nos outros seis jogos, venceu dois, empatou dois e perdeu dois. Os resultados deixaram o time com sete pontos, na quarta e última colocação da chave, quatro pontos atrás do líder Taguatinga. O vencedor da etapa foi o líder do outro grupo, o Sobradinho, que bateu o Taguatinga na final.

Novos grupos foram organizados na segunda fase, e o Brasília ficou na chave B. Na abertura, voltou a empatar com o Tiradentes, por 1 a 1. Depois, venceu cinco vezes e empatou uma, encerrando na liderança do grupo com 12 pontos. Na final, o Colorado do Cerrado encarou o Sobradinho e venceu as duas partidas, por 1 a 0 na ida e por 2 a 0 na volta, se garantindo na fase final com um ponto.

O Brasília voltou ao grupo A na terceira fase, sempre estreando contra o Tiradentes. Desta vez, vencendo por 3 a 2. Nas demais seis partidas, venceu duas, empatou duas e perdeu duas, terminando em segundo a chave com oito pontos, um a menos que o Taguatinga, que venceu a final contra o Tiradentes.

Na quarta fase, o Brasília voltou ao grupo B, iniciando com vitória por 3 a 0 sobre o Tiradentes. Na segunda rodada, goleou o Gama por 7 a 2. A campanha seguiu com mais duas vitórias, um empate e duas derrotas, que  tiraram as chances do Colorado ser líder. Com nove pontos, a equipe ficou em segundo, dois atrás do Taguatinga, que superou o Sobradinho na final e levou o segundo ponto extra.

A fase final juntou Brasília, Sobradinho e Taguatinga em um triangular de turno único. E, mesmo com um ponto a menos que o rival azul, o time colorado se superou: empatou por 2 a 2 com o Sobradinho no Mané Garrincha e fez 1 a 0 no Taguatinga no Serejão, indo a quatro pontos. Na última rodada, o Brasília assistiu os adversários, e um único resultado interessava: o empate. Pois Taguatinga e Sobradinho não saíram do 0 a 0, e ambos morreram com três pontos, dando o título ao Colorado.

A campanha do Brasília:
32 jogos | 17 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 55 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Arquivo/Brasília

Nacional-AM Campeão Amazonense 1984

O Nacional conquistou o bicampeonato amazonense e o 31º título estadual em 1984, ampliando ainda mais sua frente já grande de títulos estaduais à época.

A competição contou com oito participantes em duas fases curtas. Todos os participantes se enfrentaram em turnos únicos, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, também de turno único. Os líderes dos turnos e dos quadrangulares fizeram uma decisão, valendo vaga para a final geral. Mas se um mesmo clube vencer ambas as etapas, o título fica para tal de maneira antecipada.

A trajetória do Nacional teve início na vitória por 1 a 0 sobre o Libermorro. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu dois, empatou três e perdeu um, encerrando na segunda colocação com nove pontos, quatro a menos que o líder Rio Negro. No quadrangular, o Naça estreou de novo contra o Libermorro, com vitória por 3 a 2. Na segunda rodada, a equipe bateu o Penarol por 3 a 1. Por fim, na última rodada, foi a vez de vencer o Rio Negro por 3 a 0, assegurando a liderança com seis pontos. Na decisão da etapa, em outro clássico Rional, o Nacional voltou a vencer o Rio Negro, por 2 a 0.

Na segunda fase, o Nacional abriu com vitória por 3 a 1 sobre o Sul América. Na sequência, o Leão venceu mais cinco vezes, contra Penarol, São Raimundo, Libermorro, América de Manaus e Rio Negro, e perdeu uma, para o Fast. Com 12 pontos, o Naça ficou na primeira colocação com 12 pontos.

No quadrangular, o Nacional até que começou bem, fazendo 4 a 0 no Penarol. Na segunda rodada, porém, o time perdeu por 1 a 0 para o Fast. Na terceira rodada, o Leão ficou no empate por 0 a 0 com o Rio Negro e encerrou na terceira posição com três pontos. Com cinco, o Rio Negro foi o líder, indo à decisão da segunda fase.

Outra vez, Nacional e Rio Negro decidiram tudo. Tanto a segunda fase quanto o campeonato, no caso do Naça, que teve a chance de antecipar o título. No Vivaldão, o time entrou sabendo da vantagem do empate que o regulamento oferecia para o clube de melhor campanha. E a igualdade por 1 a 1 garantiu a conquista azul.

A campanha do Nacional-AM:
22 jogos | 14 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 42 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Nacional-AM

Botafogo-PB Campeão Paraibano 1984

A capital João Pessoa voltou a conquistar o título paraibano em 1984. Pela 20ª vez, e colocando fim a um jejum de seis anos, o Botafogo foi o vencedor da taça, com uma campanha dominante.

Dez times fizeram parte da competição. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único. Depois, os quatro melhores seguiram para um quadrangular, cuja pontuação somou-se às nove rodadas anteriores. Na terceira fase, os seis melhores clubes na soma geral disputaram mais dois turnos. O líder de cada fase foi à decisão do estadual.

O Botafogo começou a campanha do título na vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz de Santa Rita, em casa. Nos oito jogos seguintes, venceu seis, empatou um e perdeu um, indo ao quadrangular seguinte. Nas próximas seis partidas, o Belo venceu quatro, empatou uma e perdeu uma. Com 24 pontos ao todo, o time terminou na liderança e se classificou para a final, com três pontos a mais que o Treze, e seis a mais que o Campinense.

Na segunda fase, o Botafogo iniciou fora de casa contra o Santa Cruz, vencendo-o por 1 a 0. Depois, a equipe engatou mais cinco vitórias e três empates, passando ao quadrangular com uma goleada por 9 a 1 sobre o Nacional de Cabedelo na nona rodada. Nos seis jogos restantes, o alvinegro venceu três, empatou um e perdeu dois, indo a 22 pontos. Com dois pontos a mais que o Treze, e três sobre o Campinense, o Belo terminou de novo em primeiro, ampliando sua vantagem na decisão.

O hexagonal da terceira fase teve início com o Botafogo empatando sem gols com o Auto Esporte, seguido por outra igualdade com o Campinense, por 2 a 2. Nas outras oito partidas, o Belo venceu três, empatou duas e perdeu três (entre elas a goleada por 7 a 1 sofrida para o Treze na última rodada), somando dez pontos e terminando na terceira colocação, quatro pontos atrás de Campinense e Treze. A liderança ficou com o rival rubro-negro, que teve uma vitória a mais que o outro alvinegro.

A final do Campeonato Paraibano reuniu Botafogo e Campinense. Com duas fases vencidas, o alvinegro da capital teve a vantagem de ser campeão logo no primeiro jogo, em casa. No Almeidão, o Belo venceu o adversário por 2 a 1 e garantiu o título.

A campanha do Botafogo-PB:
40 jogos | 23 vitórias | 10 empates | 7 derrotas | 76 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Marcos Russo/Placar

ABC Campeão Potiguar 1984

Em 1984, o ABC chegou a 38 títulos potiguares, recorde total no Brasil. A conquista do bicampeonato consolidou o bom momento vivido pelo clube alvinegro, depois de acabar com a hegemonia do rival.

O estadual teve oito times na disputa de três fases iguais. Todos os participantes se enfrentaram três vezes em turno único, com os quatro melhores passando a um quadrangular de dois turnos. Os vencedores de cada turno e cada quadrangular se enfrentaram por uma vaga na fase final.

A campanha do ABC começou na vitória por 1 a 0 sobre o Riachuelo. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu cinco vezes e empatou uma, terminando como líder com oito pontos. No quadrangular, o Elefante obteve mais quatro vitórias, um empate e uma derrota contra América, Alecrim e Riachuelo. Com nove pontos, o time ficou em primeiro lugar e evitou a decisão de fase, indo diretamente à final geral.

Na segunda fase, o ABC estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Atlético de Natal. Nas demais seis partidas, venceu quatro, empatou uma e perdeu uma, acabando na segunda colocação com 11 pontos, um a menos que o líder América. No quadrangular, diante de América, Potiguar de Mossoró e Baraúnas, a equipe alvinegra conseguiu outras quatro vitórias, um empate e uma derrota, encerrando na liderança com nove pontos. Na decisão contra o América, o Elefante empatou a ida sem gols e venceu a volta por 1 a 0, o que deu um ponto extra ao clube na fase final.

Na terceira fase, o Atlético voltou a ser o primeiro adversário do ABC, com vitória alvinegra por 2 a 0. Depois, o time venceu mais quatro vezes, empatou uma e perdeu uma, o que valeu a liderança com 11 pontos, superando o América pelo número de vitórias. No quadrangular, o Elefante enfrentou América, Baraúnas e Alecrim. Com apenas uma vitória, três empates e duas derrotas, o ABC somou cinco pontos e terminou em terceiro lugar, três pontos atrás do líder Baraúnas.

A final da terceira fase reuniu ABC e Baraúnas em duas partidas. Para o Elefante, a decisão significava antecipar a conquista do título estadual. Para o rival do interior, seria necessário superar o oponente da capital e forçar outra final. Na ida, em Mossoró, os alvinegros venceram por 2 a 0 e encaminharam a conquista. Na volta, no Castelão em Natal, o empate por 2 a 2 confirmou a taça.

A campanha do ABC:
43 jogos | 27 vitórias | 11 empates | 5 derrotas | 80 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1984

Após assistir três anos de hegemonia de um de seus maiores rivais, o Sampaio Corrêa voltou a ser campeão maranhense em 1984, chegando ao número de 17 conquistas, ficando a apenas uma de diferença para o Moto Club.

O torneio teve a presença de dez times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos e jogaram em turno único, um grupo contra o outro. Os quatro melhores no geral foram a um quadrangular seguinte, em dois turnos, que deu um ponto extra ao líder para a terceira etapa. Na segunda fase, seguiram as oito melhores campanhas, novamente separadas em duas chaves. Desta vez, os cinco melhores passaram a um pentagonal, que também em dois turnos definiu um ponto de bônus ao líder. A terceira fase juntou os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha no geral, em um quadrangular de dois turnos. Por fim, os dois primeiros da terceira etapa foram à decisão.

No grupo A, o Sampaio Corrêa começou a campanha no empate por 2 a 2 com o Tupan em casa. Depois, venceu dois jogos, empatou um e perdeu um. Com seis pontos, o time liderou a chave. Porém, por motivos desconhecidos (talvez por ter tido menos pontuação que quatro adversários do grupo B), a Bolívia Querida não foi ao quadrangular, que acabou vencido pelo Moto Club.

Na segunda fase, o Sampaio virou a chave e cresceu. Estreou com empate sem gols com o Imperatriz fora, seguido por outro empate e duas vitórias. Com seis pontos, a equipe liderou de novo o grupo A, desta vez indo ao pentagonal. Em mais oito partidas, o Tubarão venceu cinco e empatou três, garantindo 13 pontos, a liderança e vaga na terceira fase com um ponto extra. Como destaque na conquista da segunda fase, ficou a incrível vitória por 6 a 4 sobre o Tupan, na nona rodada

O confuso estadual seguiu na terceira fase. Na estreia, o Sampaio Corrêa fez 3 a 1 no Tupan. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou dois, o que deu 11 pontos à Bolívia Querida, além do primeiro lugar e a vaga na decisão.

Na final, o Sampaio Corrêa enfrentou o Maranhão, que foi o vice-líder da terceira fase com oito pontos. A decisão aconteceu em partida única no Castelão, em São Luís. Com gol do atacante Bimbinha, o Tubarão superou o rival pelo placar de 1 a 0, colocando fim a quatro de anos de espera pelo título maranhense.

A campanha do Sampaio Corrêa:
24 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 50 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

CSA Campeão Alagoano 1984

Pela 27ª vez, o CSA chegou ao título alagoano. A reconquista do título estadual aconteceu em 1984, dois anos depois do tricampeonato que abriu a década de 1980, com uma campanha extrema.

A competição teve oito participantes. Na quatro primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatros melhores indo para um quadrangular seguinte. O líder do turno de e do quadrangular fizeram a decisão pelas vagas na fase final. A decisão do campeonato foi composta por um quadrangular de dois turnos entre os ganhadores das quatro fases, com pontos extras para aqueles que foram líderes tanto dos turnos quanto dos quadrangulares, bem como os vencedores de cada etapa.

A trajetória do CSA na primeira fase começou no empate sem gols com o São Domingos. Nos outros seis jogos, venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando em segundo com dez pontos, atrás do CRB. No quadrangular, o Azulão venceu CSE, ASA e CRB, encerrando em primeiro com seis pontos. Na final, o time venceu o rival CRB por 1 a 0 e, inicialmente, levou a vaga na decisão. Porém, meses depois, o CSA perdeu pontos da vitória para o ASA, o que fez o clube perder a vaga na final para o adversário. Na nova decisão, o rival regatiano venceu o time do interior.

Na segunda fase, o CSA estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Capelense. Depois, venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, ficando na segunda posição com 11 pontos, de novo atrás do CRB. No quadrangular, vitórias sobre ASA e Ferroviário de Maceió, e empate com o CRB deixaram o Azulão na liderança com cinco pontos. Sem explicação (talvez alguma correlação com o tapetão na primeira fase), não houve final da fase, com a vaga ficando diretamente com o CSA.

Já garantido na fase final, o CSA começou a terceira fase com vitória por 3 a 0 sobre o Ferroviário. Na sequência, venceu mais duas vezes e empatou quatro, ficando no terceiro lugar com dez pontos, atrás do Capelense pelo número de vitórias. No quadrangular, o Azulão bateu ASA, Capelense e CRB, encerrando na liderança com seis pontos. Na decisão, o time alviazul fez 2 a 0 no Capelense.

Seguindo à quarta fase, o CSA abriu com derrota por 1 a 0 para o CSE. Nas demais seis partidas, venceu cinco e empatou uma, o que deixou o time na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder CRB. No quadrangular, a equipe repetiu a receitas das etapas anteriores ao empatar com o CSE e vencer Capelense e CRB, terminando na liderança com cinco pontos. Na final, o Azulão fez 2 a 0 no CRB e levou a terceira fase em quatro.

Por fim, com seis pontos extras, o CSA fez o quadrangular final contra CRB (três pontos), Capelense e ASA (ambos com um ponto). Tanta vantagem permitiu ao Azulão levar o título de maneira antecipada. Depois de ganhar dois jogos e perder outros dois, a equipe fez 4 a 0 no ASA na quinta rodada e chegou a 12 pontos, contra nove do CRB, ficando inalcançável para o rival.

A campanha do CSA:
48 jogos | 31 vitórias | 11 empates | 6 derrotas | 84 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Mixto Campeão Mato-Grossense 1984

Depois de ver seu domínio ser interrompido em 1983, o Mixto voltou a vencer o Campeonato Mato-Grossense em 1984, chegando ao seu 20º título na história da competição estadual.

O certame contou com a presença de sete times em três fases. Nas duas primeiras, todos se enfrentaram em turno único, mas foram classificados em dois grupos, um com quatro equipes e outro com três. O líder de cada chave fez a final A decisão do campeonato reuniu os vencedores das duas etapas anteriores e as duas melhores campanhas entre os outros clubes, em um quadrangular de dois turnos.

A trajetória do Mixto na primeira fase começou na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético. Nas demais cinco partidas, o time venceu duas, empatou duas e perdeu uma, encerrando na liderança do grupo A com oito pontos. Na final, o Tigre da Vargas enfrentou o rival Operário. Na ida, perdeu por 1 a 0. Na volta, venceu por 2 a 0 e forçou um terceiro jogo. No desempate, os alvinegros venceram por 2 a 1 e se classificaram para a decisão.

Na segunda fase, o Mixto voltou a estrear contra o Atlético, vencendo-o por 3 a 0. Na sequência, venceu mais três vezes e empatou duas, voltando a terminar em primeiro lugar no grupo A, desta vez com dez pontos. Na decisão, outra vez contra o Operário, o Tigre empatou a ida por 1 a 1 e venceu a volta por 2 a 0. A conquista também da segunda etapa rendeu ao Mixto um ponto extra para o quadrangular final.

Na fase decisiva, o Mixto teve a companhia de Operário, União Rondonópolis e Barra do Garças. Na abertura, o time venceu o Barra por 3 a 2 em casa. Depois, empatou sem gols com o União fora, e perdeu por 1 a 0 para o Operário. No returno, a equipe alvinegra voltou a empatar por 0 a 0 com o União, no Verdão, mas fez 4 a 2 no Barra fora de casa, na quinta rodada.

A uma rodada do fim, o Mixto era o líder do quadrangular com sete pontos, seguido pelo Operário com seis e o União com cinco. Todos com chances de título. No Estádio Verdão, o Tigre da Vargas enfrentou seu maior rival em confronto direto valendo a taça. Podendo jogar pelo empate, o time alvinegro chegou ao título com vitória por 2 a 0, retomando o domínio estadual após dois anos.

A campanha do Mixto:
23 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 36 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Paysandu Campeão Paraense 1984

Sem conseguir fazer o tetracampeonato em 1983, o Paysandu voltou a abrir uma sequência de títulos paraenses em 1984. Desta vez, o clube seria mais modesto e faria um bicampeonato, a começar pela conquista da 33ª taça.

O estadual foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores avançando para um pentagonal, também de mão única. O líder de cada pentagonal se classificou para a final. Caso houvesse empate na liderança, um jogo-extra decidiria o finalista.

O caminho do Paysandu competição começou na vitória por 1 a 0 sobre o Sport Belém. Nas seis partidas seguintes, o time venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, se colocando na terceira colocação da primeira fase, com 11 pontos. Com três pontos a menos que a líder Tuna Luso, o Papão foi ao pentagonal. Em mais quatro jogos, o Papão acumulou duas vitórias e duas derrotas, o que o deixou outra vez em terceiro, com quatro pontos. A equipe viu tanto Tuna Luso quanto Remo empatarem com sete pontos. No desempate entre eles, a Tuna venceu nos pênaltis.

Tudo mudaria a partir da segunda fase. Na estreia, o Paysandu goleou o Tiradentes por 5 a 0. Depois, fez 6 a 0 no Sport Belém e outro 6 a 0 no Pinheirense. Com mais quatro vitórias, o Papão fez 100% de aproveitamento e foi ao pentagonal na liderança, com 14 pontos.

No pentagonal, o Paysandu voltou a golear na abertura, desta vez fazendo 4 a 0 no Izabelense. Depois, bateu o Sport Belém por 2 a 1, empatou sem gols com o Remo e venceu a Tuna Luso por 1 a 0. Com sete pontos, o time bicolor ficou na liderança e se garantiu na decisão.

O Paysandu voltou para a final do Campeonato Paraense e teve pela frente a Tuna Luso, que defendia o título e tinha uma campanha idêntica ao dos bicolores. Em partida única no Mangueirão, quem vencesse levaria o título. Empate provocaria uma prorrogação. Embora a Tuna tivesse tentado, o Papão foi mais forte no ataque e chegou ao título ao vencer por 1 a 0, gol anotado por Cabinho, de pênalti e já no segundo tempo de jogo.
 
A campanha do Paysandu:
23 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu