Bahia Campeão Baiano 1986

O Bahia recuperou a hegemonia estadual em 1986 e voltou a aumentar a sua impressionante conta de títulos, chegando a 35 conquistas em 55 anos de existência, um número insuperável.

O regulamento do campeonato juntou 12 times na disputa de três fases. Nas duas primeiras, os participantes foram divididos em dois grupos. Na primeira etapa, as equipe de uma chave enfrentaram as da outra em dois turnos. Na segunda, os enfrentamentos foram dentro de cada grupo. O líder de cada chave disputou a final de fase, valendo uma vaga na etapa final e dois pontos extras. A fase final trouxe, em um quadrangular de dois turnos, o ganhador das fases anteriores e os donos das melhores campanhas no geral, valendo o título.

A estreia do Bahia foi realizada contra o Galícia, com triunfo tricolor por 1 a 0. Nas dez partidas seguinte, o Tricolor de Aço triunfou mais seis vezes, empatou quatro e perdeu uma, encerrando na liderança do grupo B com 18 pontos. Na final da primeira fase, o Bahia enfrentou o Vitória. Na ida, ganhou por 2 a 1. Na volta, empatou por 1 a 1 e comemorou a vaga na decisão, com dois pontos extras.

Na segunda fase, o Bahia manteve-se forte. Na abertura, empatou por 1 a 1 com a ABB, fora de casa, seguido por um 0 a 0 com o Fluminense em Feira de Santana. O primeiro triunfo veio na terceira rodada, na goleada por 6 a 1 sobre o Atlético Alagoinhas, na Fonte Nova. Nos outros sete jogos, o Esquadrão venceu cinco e perdeu dois, terminando outra vez na liderança do grupo B, com 14 pontos. Na decisão, novamente em dois Bavis, o Bahia ganhou tanto na ida quanto na volta por 2 a 0, o que lhe valeu mais dois pontos a mais na fase final.

Com quatro pontos de vantagem sobre os adversários, o Bahia foi ao quadrangular final com Vitória, Catuense e Leônico. Na primeira rodada, o Tricolor de Aço bateu o Leônico por 1 a 0. Depois, o time fez o histórico Bavi em que goleou o Vitória por 5 a 0. Na terceira rodada, derrotou a Catuense por 1 a 0 e ficou a um passo de ser campeão. Após três jogos, o Bahia era o líder com dez pontos, contra quatro da Catuense. Só estes possuíam chances de título.

Na quarta rodada, o Bahia enfrentou o já eliminado Vitória na Fonte Nova, dependendo unicamente de si para levantar a taça. Com gol de Cláudio Adão, a equipe tricolor empatou por 1 a 1 com o rival, foi a 11 pontos e ficou inalcançável pelos adversários, garantindo a conquista antecipada em duas rodadas. 

A campanha do Bahia:
32 jogos | 19 triunfos | 8 empates | 5 derrotas | 54 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Sérgio Berezovsky/Placar

Coritiba Campeão Paranaense 1986

O Coritiba estava na crista da onda. Em 1985, o clube chocou o Brasil ao ser campeão do Campeonato Brasileiro, em cima do Bangu em pleno Rio de Janeiro. Em 1986, foi a vez de voltar a mandar no Campeonato Paranaense, com a conquista do 28º título, depois de encarar sete anos de fila.

A competição foi realizada com 12 times em duas fases. Em ambas, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro primeiros avançando para um quadrangular de dois turnos, e um ponto extra para o líder. O vencedor de cada quadrangular se classificou para a final do estadual.

Enquanto se preparava para estrear na Libertadores, o Coritiba deu início ao estadual. Na abertura, a equipe venceu o Apucarana por 4 a 2 fora de casa. Apesar da boa estreia, o Coxa alternou bons e maus momentos na primeira fase, ao vencer cinco e perder cinco nas outras dez partidas que disputou, com destaques para a vitória por 2 a 1 sobre o Athletico e a derrota por 4 a 1 para o Matsubara, ambos no Couto Pereira. Com 12 pontos, o Coritiba acabou na quinta colocação, fora do quadrangular. Pinheiros, Platinense, Cascavel e Londrina seguiram, e a vaga na final ficou com o rival azul de Curitiba.

Na segunda fase, o Coritiba voltou a fazer a primeira partida contra o Apuracana, vencendo-o por 3 a 1 no Couto Pereira. Desta vez, os resultados melhoraram e o time continuou com mais cinco vitórias, cinco empates e uma derrota nos dez jogos restantes. O Coxa somou 15 pontos e terminou na liderança, um ponto a frente de Londrina, Pinheiros e Cascavel.

Com um ponto extra, o Coritiba entrou no quadrangular da segunda fase. A primeira partida foi disputada contra o Londrina no Couto Pereira, com vitória por 1 a 0. Nas cinco partidas seguintes, a equipe venceu mais duas vezes e empatou três, chegando a dez pontos. A campanha foi idêntica ao do Pinheiros, mas o ponto de bônus fez a diferença a favor do Coxa, que avançou para a decisão.

Na final, o Coritiba encarou o Pinheiros. A partida de ida aconteceu na Vila Olímpica do Boqueirão. Na casa do rival, o Coxa não se intimidou e venceu por 1 a 0, gol de Tostão. A volta foi realizada no Couto Pereira. Com a vantagem adquirida no primeiro jogo, o Coritiba atuou ainda mais leve no segundo confronto e confirmou o título ao vencer por 3 a 0, gols marcados por Índio, Ademir e outro de Tostão.

A campanha do Coritiba:
30 jogos | 16 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 44 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Vasco Campeão Brasileiro Feminino Série A2 2026

Um dos verdadeiros pioneiros do futebol feminino no Brasil, o Vasco recuperou seu lugar de direito em 2026. Ao ser campeão da Série A2 do Brasileirão, o Cruz-maltino carimbou o retorno à primeira divisão a partir de 2027, 11 anos depois da última participação. Mais longe ainda, o clube retomou uma tradição de títulos que remonta ao tetracampeonato da Taça Brasil em 1993, 1994, 1995 e 1998.

O Campeonato Brasileiro da Série A2 passou por uma reformulação histórica em 2026. O número de participantes continuou em 16, mas a CBF acabou com a divisão por grupos e fez uma primeira fase em que todos os times se enfrentassem. Desta forma, o número mínimo de partidas mais que dobrou para as equipes, de sete para 15. O restante seguiu igual, com os oito melhores classificando-se ao mata-mata.

Desde a primeira rodada, o Vasco mostrou que era o maior favorito ao acesso e ao título. Na estreia, o time fez 2 a 1 no Ação, em partida no Nivaldão, em Nova Iguaçu. Depois, as Meninas da Colina foram ao interior paulista para vencer o AD Taubaté também por 2 a 1. A grande sequência seguiu com vitórias em cima de Pérolas Negras, Itabirito, Sport, Paysandu, Itacoatiara, Atlético-PI, Rio Negro-RR, Doce Mel, Ceará, Vila Nova e UDA, além de empates com 3B da Amazônia e Minas Brasília. Com 41 pontos acumulados em 13 triunfos e duas igualdades, o Cruz-maltino foi o líder da primeira fase.

Nas quartas de final, o Vasco carimbou o acesso em cima do AD Taubaté, ao vencer a ida por 2 a 1 no Joaquinzão e a volta por 2 a 1 em São Januário. Na semifinal, foi a vez de eliminar o Atlético-PI com duas goleadas, por 4 a 1 em Teresina e por 4 a 0 no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O Vasco encarou o Itabirito na final. O clube mineiro, antes de se mudar para Varginha e criar outra identidade, passou por Sport e Minas Brasília. A ida foi realizada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Com gols de Fernanda Marcela, Vanessa Arce e Lourdes González, as Meninas da Colina venceram por 3 a 1. Na volta, em São Januário, as cruz-maltinas levaram dois sustos com os gols do Itabirito, mas Ju Santos descontou para 2 a 1. A derrota tirou a invencibilidade vascaína, mas não o título.

A campanha do Vasco:
21 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 68 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/Staff Images/CBF

Atlético-MG Campeão Mineiro 1986

A década de 1980 foi do Atlético em Minas Gerais. Em 1986, o clube conquistou o bicampeonato mineiro e o oitavo título nas últimas nove temporadas transcorridas. A conquista simbolizou a 32ª taça para o Galo, 11 a mais em relação ao rival Cruzeiro naquele momento.

O campeonato foi disputado por 16 equipes. Nas duas grandes fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando para a fase final ao lado dos dois times de melhor campanha na soma geral. Porém, se um mesmo clube fosse o primeiro colocado em cada turno, este seria campeão de maneira antecipada.

Na estreia da primeira fase, chamada também de Taça Minas Gerais, o Atlético empatou por 1 a 1 com o América, seguido por outro empate por 1 a 1 com o Nacional de Uberaba no interior mineiro. A primeira vitória veio na terceira rodada, ao bater o Uberaba por 3 a 1, ainda no Triângulo. O primeiro triunfo em Belo Horizonte veio de maneira avassaladora, por 8 a 1 sobre o Fabril. Nos demais 11 jogos, o Galo obteve nove vitórias e dois empates, garantindo a liderança com extrema folga, somando 26 pontos, cinco a mais que o vice Cruzeiro e o terceiro colocado Uberlândia.

Já classificado à fase final, o Atlético queria mesmo era ser campeão antecipado. Na abertura, o time fez 2 a 0 no Democrata de Sete Lagoas em Belo Horizonte. A primeira derrota veio na segunda rodada, ao levar 3 a 0 do Uberlândia no Parque do Sabiá. Mas o Galo se recuperou com oito vitórias e dois empates nas 11 partidas seguintes, além de ter perdido outro jogo. Ao final da 13ª rodada, o alvinegro era o líder com 20 pontos, contra 18 do Uberlândia, 17 do Fabril e 16 do Cruzeiro e do América.

Na penúltima rodada, cinco times tinham chance de liderança, mas só o Atlético podia confirmá-la com antecedência. E isto também daria o título ao Galo. No Mineirão, o time recebeu o Esportivo de Passos, que já estava longe de qualquer pretensão no torneio. Com três gols de Nunes, dois de Everton e um de Renato, o Atlético goleou por 6 a 0 e carimbou o título faltando uma partida para o fim.

A campanha do Atlético-MG:
30 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 69 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Atlético-MG

Os campeões do Brasileirão Sub-20 (era CBF)

Mais uma para nossa série das divisões de base. Agora com o Brasileirão Sub-20, competição que teve uma fase passada e tem uma atual. De 2006 a 2014, quem a organizava era a FGF (Federação Gaúcha de Futebol), sempre no fim de cada ano. A partir de 2015, a CBF passou a ter sua mão no torneio, passando a ser disputado durante a temporada.

Aqui, vamos abordar apenas a era CBF. Portanto, nada dos campeões da era FGF.

Campeões da era CBF

Em 2026, o Vasco foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder. Nas quartas de final, eliminou o Cruzeiro. Na semifinal, bateu o Santos. Na final, perdeu para o Palmeiras por 1 a 0 no Rio de Janeiro e venceu por 2 a 0 em São Paulo.

Foto Rafael Ribeiro/CBF

Em 2025, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder. Nas quartas de final, eliminou o Juventude. Na semifinal, bateu o Cruzeiro. Na final, empatou com o Bragantino por 1 a 1 em Bragança Paulista e por 0 a 0 em São Paulo, vencendo por 4 a 3 nos pênaltis.

Foto Fábio Menotti/Palmeiras

Em 2024, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder. Nas quartas de final, eliminou o Santos. Na semifinal, bateu o Athletico-PR. Na final, empatou com o Cruzeiro por 2 a 2 em Belo Horizonte e venceu por 3 a 0 em São Paulo.

Foto Rafael Ribeiro/CBF

Em 2023, o Flamengo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo A. Nas quartas de final, eliminou o Ahletico-PR. Na semifinal, bateu o Santos. Na final, empatou com o Palmeiras por 0 a 0 em Volta Redonda, vencendo por 3 a 2 nos pênaltis.

Foto Nayra Halm/Staff Images/CBF

Em 2022, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo A. Nas quartas de final, eliminou o Vasco. Na semifinal, bateu o Athletico-PR. Na final, venceu o Corinthians por 1 a 0 em São Paulo.


Foto Thaís Magalhães/CBF

Em 2021, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi sétimo colocado. Nas quartas de final, eliminou o Palmeiras. Na semifinal, bateu o Atlético-MG. Na final, venceu o São Paulo por 2 a 0 em Porto Alegre e empatou por 1 a 1 em São Paulo.


Foto Marco Galvão/CBF

Em 2020, o Atlético-MG foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder. Nas quartas de final, eliminou o Palmeiras. Na semifinal, bateu o Corinthians. Na final, venceu o Athletico-PR por 2 a 1 em Belo Horizonte e perdeu por 1 a 0 em Curitiba, vencendo nos pênaltis por 5 a 4.

Foto Fábio Pinel/Atlético

Em 2019, o Flamengo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi terceiro colocado. Nas quartas de final, eliminou o Fluminense. Na semifinal, bateu o Corinthians. Na final, perdeu para o Palmeiras por 1 a 0 em São Paulo e venceu por 3 a 0 em Cariacica.

Foto Lucas Figueiredo/CBF

Em 2018, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo B. Na segunda fase, foi líder do grupo E, na frente de Vitória, Corinthians e Internacional. Na semifinal, bateu o Fluminense. Na final, venceu o Vitória por 4 a 1 em Salvador e por 5 a 2 em São Paulo.

Foto Mauro Horita/CBF

Em 2017, o Cruzeiro foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo D. Na segunda fase, foi vice do grupo F, superando Fluminense e Chapecoense. Na semifinal, bateu o Athletico-PR. Na final, empatou duas vezes com o Coritiba por 1 a 1, em Belo Horizonte e Curitiba, vencendo nos pênaltis por 7 a 6.

Foto Fernando Freire/GE

Em 2016, o Botafogo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo A. Na segunda fase, foi vice do grupo E, superando Fluminense e Grêmio. Na semifinal, bateu o Coritiba. Na final, empatou com o Corinthians por 1 a 1 no Rio de Janeiro e venceu por 2 a 0 em São Paulo.

Foto Vitor Silva/Botafogo

Em 2015, o Fluminense foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo A. Na segunda fase, foi líder do grupo E, na frente de Flamengo, Palmeiras e Vasco. Na final, empatou com o Vitória por 1 a 1 no Rio de Janeiro e venceu por 3 a 0 em Salvador.

Foto Bruno Haddad/Fluminense

Campeões da era FGF
2014 - Corinthians
2013 - Internacional
2012 - Cruzeiro
2011 - América-MG
2010 - Cruzeiro
2009 - Grêmio
2008 - Grêmio
2007 - Cruzeiro
2006 - Internacional

Todas as campeãs do Brasileirão Feminino Sub-16 e Sub-17

A partir de 2019, a CBF passou a dar mais atenção também às categorias de base de futebol feminino. A entidade criou duas competições de categorias diferentes: o Brasileirão Sub-16 e o Brasileirão Sub-18. Em 2022, elas mudaram de estrutura, respectivamente, para sub-17 e sub-20.
Neste post, seguem as equipes campeãs do sub-16 (entre 2019 e 2021) e do sub-17 (desde 2022):

Em 2026, a Ferroviária foi a campeã. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo E. Nas quartas de final, eliminou o São Paulo. Na semifinal, bateu o Corinthians. Na final, empatou com o Internacional por 4 a 4 em Araraquara e venceu por 2 a 1 em Porto Alegre.

Foto Jonatan Dutra/Ferroviária

Em 2025, o Corinthians foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo D. Nas quartas de final, eliminou a Ferroviária. Na semifinal, bateu o Internacional. Na final, venceu o Grêmio por 2 a 0 em Porto Alegre.

Foto Edu Andrade/Staff Images/CBF

Em 2024, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo C. Na semifinal, eliminou o São Paulo. Na final, empatou com o Grêmio por 2 a 2 em Porto Alegre, vencendo por 4 a 3 nos pênaltis.

Foto Filipe Maciel/Internacional

Em 2023, o Grêmio foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo D. Na semifinal, eliminou o Internacional. Na final, empatou com o Flamengo por 2 a 2 em Belo Horizonte, vencendo por 5 a 3 nos pênaltis.

Foto Alessandra Torres/Staff Images Woman/CBF

Em 2022, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo B. Na semifinal, eliminou o São Paulo. Na final, venceu o Santos por 1 a 0 em Santos e por 2 a 1 em Porto Alegre.

Foto Victor Lannes/CBF

Em 2021, o Corinthians foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo C. Na semifinal, eliminou o Minas Brasília. Na final, empatou com o Internacional por 1 a 1 em Sorocaba, vencendo por 4 a 2 nos pênaltis.

Foto Adriano Fontes/CBF

Em 2020, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo B. Na semifinal, eliminou o Santos. Na final, venceu o Minas Brasília por 2 a 0 em Sorocaba.

Foto Adriano Fontes/CBF

Em 2019, o São Paulo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo C. Na semifinal, eliminou a Ferroviária. Na final, venceu o Santos por 1 a 0 em Belo Horizonte.

Foto Yuri Laurindo/CBF

Uberlândia Campeão Brasileiro Série D 2026

O Brasileirão da Série D passou por profundas transformações em 2026, acompanhando a reformulação do futebol nacional. O número de participantes saltou de 64 para 96 clubes, definidos via estaduais de 2025, Ranking da CBF e pelo descenso da Série C. A expansão alterou a primeira fase, que passou a contar com 16 grupos de seis integrantes, preservando a regionalização. O mata-mata ganhou uma etapa adicional para abrigar os 64 classificados da fase inicial. Além disso, o número de vagas de acesso à Série C aumentou de quatro para seis, adequando-se ao plano de ampliação da terceira divisão para 2027, o que introduziu um playoff de acesso entre os eliminados nas quartas de final.

Nesse cenário, a taça ficou com uma grande força do futebol mineiro. O Uberlândia conquistou o título da Série D pela primeira vez em sua história, voltando a erguer um troféu nacional 42 anos depois da Taça CBF de 1984, a Série B da época. O ano também ficou marcado pela parceria com a empresa de mobilidade Uber, que adquiriu o naming rights do clube e formalizou a grafia UberLÂNDIA.

Comandando por Danilo, campeão mundial como atleta no São Paulo e no Corinthians, o Uberlândia esteve no Grupo A11 da primeira fase, ao lado de Betim, CRAC, Ivinhema, Abecat e Operário-MS. O Furacão da Mogiana estreou com vitória por 1 a 0 sobre a Abecat, em Ouvidor, no interior de Goiás. O primeiro triunfo em casa, no Parque do Sabiá ocorreu na terceira rodada, ao bater o CRAC por 2 a 1, recuperando-se da derrota por 2 a 1 diante do Ivinhema, também em casa. Nas sete partidas restantes, a equipe teve três vitórias, três empates e uma derrota, avançando na liderança do grupo com 18 pontos.

Na segunda fase, o Uberlândia superou o Rio Branco-ES ao vencer por 2 a 0 em Cariacica e empatar por 2 a 2 no Parque do Sabiá. O roteiro se repetiu na terceira fase contra o Serra Branca: vitória por 1 a 0 no Amigão, em Campina Grande, e igualdade em 2 a 2 no Triângulo Mineiro.

Nas oitavas de final, o Verdão enfrentou a Portuguesa. No jogo de ida, no Parque do Sabiá, venceu por 2 a 0. Na partida de volta, no Canindé, a equipe confirmou a vaga mesmo com a derrota por 1 a 0. O duelo decisivo pelo acesso ocorreu nas quartas de final contra o CSA. No primeiro confronto, em Uberlândia, os donos da casa venceram por 1 a 0. Na partida de volta, no Rei Pelé, em Maceió, o Verdão voltou a se impor, venceu por 2 a 0 e assegurou o retorno à Série C após 23 anos de ausência.

Na semifinal, o adversário foi o ABC. Na ida, no Parque do Sabiá, o Uberlândia venceu por 1 a 0. Na volta, na Arena das Dunas, em Natal, o empate por 1 a 1 garantiu o Furacão da Mogiana na final.

A decisão foi realizada entre Uberlândia e ASA de Arapiraca, que superou Sergipe, Ivinhema, Cianorte, Goiatuba e Gama. No jogo de ida, no Fumeirão, em Arapiraca, o Uberlândia abriu grande vantagem ao vencer por 2 a 0, com gol de Jhonatan e um gol contra da defesa alagoana. A partida de volta foi disputada diante da torcida alviverde no Parque do Sabiá. O ASA chegou a sair na frente e colocar pressão no confronto, mas Marcos Calazans empatou em 1 a 1, decretando a conquista do Uberlândia.

A campanha do Uberlândia:
22 jogos | 12 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Todos os campeões da Copa do Brasil Sub-15

Uma nova competição de base foi criada no Brasil. Em 2026, a CBF trouxe para o seu cardápio a Copa do Brasil Sub-15, a primeira competição oficial da entidade dedicada à categoria de jogadores de até 15 anos de idade. Neste post exclusivo, vamos trazer os vencedores desta competição.

Em 2026, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi primeiro colocado do grupo A4. Na segunda fase, eliminou o . Nas oitavas de final, passou pelo Bragantino. Nas quartas de final, bateu o Vitória. Na semifinal, superou o Ceará. Na final, venceu o Palmeiras por 3 a 1 em Teresópolis, na Granja Comary.

Foto Rafael Ribeiro/CBF

Americano Campeão Carioca Série A2 2026

O Americano colocou fim em uma sequência de sete anos na segunda divisão do futebol carioca foi campeão da Série A2 pela primeira vez em sua história, em uma decisão emocionante.

O campeonato foi disputado por 12 times, que na primeira fase se enfrentaram em turno único. o Americano disputou 11 partidas, com oito vitórias, um empate e duas derrotas. O Alvinegro Campista fechou a primeira etapa com 25 pontos, na liderança e com o título da Taça Santos Dumont.

Na semifinal, o Americano enfrentou o America. Na primeira partida, disputada no Giulite Coutinho, no Rio de Janeiro, os times empataram sem gols. No segundo jogo, no Aryzão, em Campos dos Goytacazes, o Cano goleou por 4 a 1 e avançou para a decisão.

Na final, o Americano encarou o Resende, que passou pelo Maricá. O jogo de ida foi disputado no Estádio do Trabalhador, em Resende, e os campistas perderam por 1 a 0. A partida de volta aconteceu no Aryzão, onde o Americano só foi fazer seu gol nos acréscimos do segundo tempo, vencendo por 1 a 0. Nos pênaltis, a vitória por 6 a 5 deu o título e o acesso ao Cano.

A campanha do Americano:
15 jogos | 10 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Mayra Louvain/Americano

Villa Nova-MG Campeão Mineiro Módulo II 2026

A tradição falou mais alto no Módulo II do Campeonato Mineiro em 2026, e o Villa Nova tornou-se tricampeão do torneio. Um ano após o rebaixamento, o clube de Nova Lima confirmou o retorno à primeira divisão com a taça, que junta-se às conquistadas em 1995 e 2021.

A competição foi realizada por 12 times, que foram divididos em dois grupos na primeira fase. No grupo B, o Villa Nova fez dez partidas, com quatro vitórias, dois empates e quatro derrota. A campanha, apesar de irregular, classificou o Leão do Bonfim na quarta colocação da chave, com 14 pontos.

Nas quartas de final, o Villa Nova enfrentou o Valeriodoce. Na ida em casa, no Castor Cifuentes, empatou por 1 a 1. Na volta fora, em Itabira, o Leão venceu por 1 a 0. Na semifinal, o adversário foi o Aymorés. No primeiro jogo, em Nova Lima, o Villa ganhou por 1 a 0. Na segunda partida, em Ubá, o empate por 3 a 3 confirmou o acesso alvirrubro.

Na final, o Villa Nova teve pela frente o Democrata de Sete Lagoas, que eliminou o Patrocinense e carimbou o acesso em cima do Mamoré. Na ida, no Castor Cifuentes, o Leão do Bonfim não foi bem e perdeu por 1 a 0. Porém, na volta, disputada na Arena do Jacaré, o Villa venceu por 2 a 1, levando a decisão aos pênaltis. Nas cobranças, a equipe de Nova Lima venceu por 5 a 3 e faturou o troféu.

A campanha do Villa Nova-MG:
16 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 25 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Átila Kassius/Fuxo Press/FMF

Fluminense de Feira Campeão Baiano Série B 2026

Maior clube do interior baiano, o Fluminense de Feira venceu a Série B do estadual pela primeira vez em 2026. Desde 2021 longe da primeira divisão, o time de Feira de Santana deu um grande passo em seu processo de reestruturação, voltando à elite depois de seis anos.

O torneio teve dez participantes, que na primeira fase se enfrentaram em turno único. Nos nove jogos que disputou, o Touro do Sertão venceu oito e empatou um, encerrando na liderança com 25 pontos, classificado com certa tranquilidade para a semifinal.

O Fluminense enfrentou o Feira, clube da mesma cidade que foi fundado em 2026, sob o modelo de SAF. Na partida de ida, na Arena Cajueiro, as equipes empataram por 1 a 1. No jogo de volta, no Joia da Princesa, os tricolores venceram por 2 a 0 e carimbaram o acesso.

Na final, o Flu de Feira, encarou o SSA, outro jovem time, de Salvador, que passou pelo Barreiras na semi. Na primeira partida, mandada pelo SSA no próprio Joia da Princesa, o Touro do Serão venceu por 2 a 1 e encaminhou o título. No segundo jogo, como mandante, o Fluminense fez 2 a 0 e confirmou a conquista de maneira invicta.

A campanha do Fluminense de Feira:
13 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 39 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Rafael Falcão/Fluminense de Feira

Planalto Campeão Brasileiro Feminino Série A3 2026

O campeonato mais diverso e alternativo do futebol brasileiro trouxe um novo campeão em 2026. O Planalto Esporte Clube, fundado em 2024 pela Central Única das Favelas em Aparecida de Goiânia, venceu o Brasileirão Feminino Série A3 e trouxe o primeiro título nacional da modalidade para Goiás.

O torneio manteve o regulamento praticamente intacto de 2025 para 2026, com apenas uma mudança: a fase de grupos passou a ser disputada em dois turnos, ou seja, os 32 participantes passaram a ter seis partidas nas oito chaves da primeira fase da competição, antes do tradicional mata-mata.

O Planalto ficou no grupo 2 da primeira fase, junto com Pantanal, Várzea Grande e Cresspom. Na estreia, o clube venceu o Várzea Grande por 2 a 1 em casa, no Aníbal Toledo. Na segunda rodada, o Corvo da Massa bateu o Cresspom por 4 a 1 em Ceilândia, no Distrito Federal. Na terceira partida, empatou sem gols com o Pantanal em Aparecida de Goiânia.

No returno, as Planaltinas tiveram a única derrota em todo o torneio, por 2 a 1 para o Pantanal em Campo Grande. Por fim, o time goleou o Cresspom por 5 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 com o Várzea no Mato Grosso. Com 11 pontos, o Planalto ficou na liderança da chave, superando as sul-mato-grossenses no saldo de gols.

Nas oitavas de final, o Corvo passou pelo Rolim de Moura ao empatar na ida por 0 a 0 em Rondônia, e golear na volta por 7 a 0 no Aníbal Toledo. Nas quartas, reencontrando o Pantanal, o time garantiu o acesso ao vencer por 1 a 0 tanto a ida no Mato Grosso do Sul quanto a volta em Goiás. Além do Planalto, três equipes emergentes subiram para a Série A2 em 2027: Juventude-SE, Realidade Jovem e Portuguesa-AP.

Na semifinal, o Planalto eliminou o Realidade Jovem com duas vitórias, por 2 a 0 em Aparecida de Goiânia e por 2 a 1 em São José do Rio Preto, em São Paulo.

A final foi disputada entre Planalto e Juventude-SE, que passou por R4, Prosperidade e Portuguesa-AP. Na ida, no Aníbal Toledo, as Planaltinas venceram por 1 a 0, gol marcado por Marcelly. Na volta, no Batistão, em Aracaju, novo triunfo por 1 a 0 confirmou o título do Planalto, com o gol sendo anotado por Brenda.

A campanha do Planalto:
14 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 28 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Gabriel Silva/Planalto

Grêmio Campeão Gaúcho 1986

Com o título gaúcho recuperado em 1985, o Grêmio estabeleceu como meta para 1986 o início da hegemonia que perduraria até o fim da década, virando até os anos 1990. A conquista do 24º título veio outra vez com precisão absoluta sobre os adversários.

O torneio reuniu novamente 14 participantes, com um regulamento semelhante ao da temporada anterior. Na primeira e na segunda fases todos se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando à fase final com um ponto extra. A decisão do título deu-se por meio de um quadrangular final entre os ganhadores das etapas anteriores e os dois times de melhor campanha na soma geral.

O Grêmio começou bem a campanha do bicampeonato, vencendo o Inter de Santa Maria por 2 a 1 no Olímpico. Nas outras 12 partidas da primeira fase, a equipe venceu nove, empatou duas e perdeu uma, encerrando na liderança com 22 pontos, classificado para o quadrangular final e com um ponto extra.

A estreia tricolor na segunda fase foi novamente contra o Inter de Santa Maria, mas como visitante, vencendo por 2 a 0. No restante da campanha, o Grêmio manteve bons resultados, mas ficou sem fôlego para acompanhar a invencibilidade do Internacional, que foi o líder com 24 pontos, também classificado à fase final com uma bonificação. O Imortal ficou em segundo lugar com 19 pontos, distribuídos em nove vitórias, um empate e três derrotas.

A dupla Grenal chegou no quadrangular final para enfrentar Juventude e Novo Hamburgo. Na estreia, o tricolor fez 2 a 0 no Juventude, no Alfredo Jaconi. Depois, goleou o Novo Hamburgo por 7 a 0 no Olímpico e empatou por 2 a 2 com o Internacional no Beira-Rio. Na quarta rodada, o Imortal bateu o Juventude por 4 a 0 em Porto Alegre e empatou por 1 a 1 com o Novo Hamburgo fora.

Com nove pontos em cinco jogos, o Grêmio liderava a fase final com um ponto a mais sobre o Inter. Na última rodada, os dois rivais se enfrentaram no Olímpico, onde os colorados só pensavam em vencer, enquanto os gremistas até podiam empatar. Em casa, a força tricolor prevaleceu e o Grêmio ficou com o título ao vencer por 1 a 0, gol de Osvaldo no segundo tempo. 

A campanha do Grêmio:
32 jogos | 23 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 79 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Luiz Ávila/Placar

Flamengo Campeão Carioca 1986

Já um tanto distante dos tempos em que faturou seus principais títulos e foi considerado um dos melhores times do mundo, o Flamengo entrou em 1986 buscando acabar com o jejum de cinco anos sem vencer o título carioca. Mesmo sem poder contar com a dupla Zico e Sócrates durante todo o estadual, pois estavam envolvidos com a seleção brasileira na Copa do Mundo, o clube contou com uma nova e promissora geração de jogadores para sair da fila e levar o 22º título, interrompendo a sequência estabelecida pelo Fluminense.

O regulamento do torneio teve apenas uma mudança em relação aos anos anteriores. Com 12 participantes, as equipes se enfrentaram em turno único na Taça Guanabara e na Taça Rio. O vencedor das duas fases se enfrentaram na final, que deixou de contar com uma terceira equipe com a melhor campanha geral.

Dando o tom do que seria a campanha desde o começo, o Flamengo estreou no campeonato goleando o Fluminense por 4 a 1. Nos outros dez jogos da Taça Guanabara, o rubro-negro venceu mais seis vezes, empatou duas e perdeu duas. Com 16 pontos, o Fla terminou em segundo lugar na tabela, deixando escapar o título na última rodada, ao perder para o Vasco por 2 a 0 e ver o rival acabar na liderança com 18 pontos.

A campanha foi retomada na Taça Rio. Na abertura, o Flamengo empatou por 1 a 1 com o Campo Grande. A primeira vitória apareceu na partida seguinte, por 2 a 0 sobre o America. Na sequência, o time conseguiu outras seis vitórias, dois empates, além de perder um jogo. O rubro-negro somou 17 pontos e liderou a segunda fase. Na última rodada, a equipe se vingou do Vasco e venceu por 3 a 2, levando a Taça Rio e carimbando a vaga na final do Cariocão.

Flamengo e Vasco se reencontraram na decisão do estadual, no Maracanã. No primeiro jogo, os dois times não saíram do 0 a 0. Na segunda partida, novo empate sem gols manteve tudo em aberto. As equipes precisaram de um terceiro clássico para decidir o título. Com gols de Bebeto e Júlio César Barbosa no segundo tempo, o Fla venceu por 2 a 0 e conquistou a taça, a última em âmbito estadual na década de 1980.

A campanha do Flamengo:
25 jogos | 15 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 45 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Carlos Fenerich/Placar

Inter de Limeira Campeã Paulista 1986

Daquelas histórias improváveis e inesquecíveis, a do inédito título paulista da Inter de Limeira em 1986 é uma das principais. Sob o comando do técnico Pepe (o ídolo do Santos), o clube foi o primeiro do interior de São Paulo a conquistar o principal estadual do Brasil.

A única mudança da competição de 1985 para 1986 foi o período em que foi realizada. Do segundo semestre, entre maio e dezembro, a disputa foi deslocada para o primeiro período do ano, entre fevereiro e setembro. O regulamento permaneceu o mesmo: 20 times jogando em dois turnos independentes, com o líder de cada metade indo à semifinal ao lado dos dois melhores na soma das duas etapas.

A campanha da Inter de Limeira começou com uma ironia: derrota por 3 a 1 para o Palmeiras na capital. Cinco meses depois, a revanche viria na decisão. A primeira vitória do Leão da Paulista aconteceu na terceira rodada, por 2 a 1 sobre a Ferroviária em Araraquara. O primeiro triunfo em casa, no Estádio Major José Levy Sobrinho, o Limeirão, veio no quarto jogo, por 2 a 0 sobre o Juventus. Nas outras 16 partidas da primeira fase, a Inter venceu cinco, empatou sete e perdeu quatro. Com 21 pontos, a Veterana terminou na sexta colocação, cinco pontos atrás do líder Santos, que se classificou.

A trajetória tímida transformou-se em avassaladora na segunda fase. Na abertura, a Inter bateu o Santos por 3 a 0 no Limeirão. Nos 16 jogos seguintes, engatou uma invencibilidade de dez vitórias e seis empates, vindo a perder somente nas duas últimas rodadas, para Corinthians e São Paulo. Com 28 pontos, a Veterana se classificou para a semifinal na liderança. A equipe ainda teve a melhor campanha na soma geral, com 49 pontos. As duas vagas de índice técnico ficaram com Palmeiras e Corinthians.

A Inter enfrentou o Santos na semifinal do Paulistão. Na ida, em plena Vila Belmiro, a Veterana venceu por 2 a 0. Na volta, no Limeirão, venceu novamente por 2 a 1 e confirmou a vaga na decisão.

Na final, a Inter de Limeira reencontrou o Palmeiras, que havia eliminado o Corinthians na outra chave. O time da capital não vencia títulos há dez anos. Do outro lado, o Leão da Paulista estava embalado. Os dois jogos aconteceram no Morumbi. No primeiro, o placar não saiu do 0 a 0. No segundo, Kita e Tato marcaram os gols históricos, a Inter venceu por 2 a 1 e faturou o título, mantendo o Palmeiras na fila.

A campanha da Inter de Limeira:
42 jogos | 21 vitórias | 14 empates | 7 derrotas | 59 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Levi Mendes Júnior/Placar

Rio Branco-ES Campeão Capixaba 1985

Ninguém sabia, mas o título capixaba de 1985 foi o último antes de começar uma longa fila para o Rio Branco. Depois da conquista da 35ª taça, o clube entraria em um período de 25 anos sem vencer.

O campeonato foi realizado por oito times. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros colocados avançando para uma decisão. Os ganhadores das duas etapas se classificaram para a fase final junto com as duas equipes com a melhor campanha na soma geral, em um quadrangular de dois turnos.

O Rio Branco iniciou a campanha de maneira tímida. Na primeira rodada, o time empatou sem gols com o Colatina, fora de casa. Nas seis partidas seguintes, o Capa-Preta empatou mais uma vez, venceu duas e perdeu três, encerrando a primeira fase somente na sexta posição, com seis pontos. O time ficou três pontos atrás do líder Estrela do Norte, que foi para a final contra a Desportiva. A primeira etapa foi conquistada pela equipe grená, após duas partidas e uma prorrogação.

A melhora do Rio Branco no estadual iniciou na segunda fase. Na abertura, o time fez 1 a 0 no Colatina, em casa. Na sequência, o Capa-Preta venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma. Com dez pontos, o time foi líder e encarou o vice Vitória. Na ida, no Salvador Costa, as duas equipes empataram por 0 a 0. Na volta, no Kleber Andrade, o alvinegro goleou por 4 a 1 e se garantiu na decisão.

O quadrangular final juntou Rio Branco, Desportiva, Vitória e Estrela do Norte. Na estreia, a equipe perdeu por 2 a 0 para o Estrela. A recuperação viria nos jogos seguintes, com vitórias por 2 a 1 sobre o Vitória, por 1 a 0 sobre a Desportiva, e por 2 a 1 sobre o Estrela, já no returno. Na quinta partida, o alvinegro empatou sem gols com o Vitória.

Antes da última rodada, o Rio Branco tinha sete pontos no quadrangular, contra seis de Estrela do Norte e Desportiva. No jogo derradeiro, o Capa-Preta enfrentou seu maior rival na busca pelo título. Só a vitória interessava, para afastar qualquer chance de empate na liderança. Porém, nenhum gol foi anotado nas últimas partidas: o Estrela empatou por 0 a 0 com o Vitória, e o Rio Branco suportou a pressão da Desportiva para segurar outro 0 a 0 no Engenheiro Araripe, faturando a última taça no século 20.

A campanha da Rio Branco-ES:
22 jogos | 10 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 22 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Gildo Loyola/Placar

Comercial-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1985

O Comercial trouxe o título sul-mato-grossense de volta para a capital Campo Grande em 1985, confirmando a segunda conquista estadual na história do clube vermelho.

O torneio contou com a presença de oito times. Nas duas principais fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único. Os quatro melhores avançaram para a semifinal, e seus dois ganhadores foram para a final. O vencedor de cada fase se classificou para a decisão do estadual.

A trajetória do Comercial teve início na goleada por 5 a 0 sobre outro Comercial, o de Ponta Porã, em partida disputada em Campo Grande. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Lobo-Guará obteve mais três vitórias, um empate e duas derrotas, encerrando com nove pontos. A equipe terminou em terceiro lugar, empatada com Operário e Ubiratan, e dois pontos atrás do líder Douradense. Os resultados fizeram com Comercial e Operário se enfrentassem na semifinal. No Morenão, o time colorado levou 1 a 0 do rival e se despediu da primeira metade do estadual. Na final, o Operário bateu o Ubiratan e garantiu a primeira vaga na decisão.

Na segunda fase, o Comercial voltou a estrear contra o xará de Ponta Porã, desta vez fora de casa, com vitória colorada por 2 a 1. Na seis partidas seguintes, a equipe venceu outras cinco e empatou uma, encerrando na liderança da etapa com 13 pontos. O Lobo-Guará somou um ponto a mais que o vice Operário, cinco a mais que o Corumbaense e seis a mais que o Ubiratan.

Na semifinal da segunda fase, o Comercial enfrentou o Ubiratan em Campo Grande, garantindo a classificação para a final ao vencer por 3 a 0. Na decisão, o Lobo-Guará encarou o Operário, outra vez no Morenão, e venceu por 2 a 0. O triunfo não apenas evitou que o rival levasse o título de maneira antecipada como colocou o Comercial na grande final do estadual.

A decisão do campeonato reuniu Comercial e Operário para a realização de mais dois clássicos Comerário, ambos disputados no Morenão. Na primeira partida, o time colorado manteve o embalo e venceu por 1 a 0. No segundo jogo, o Lobo-Guará confirmou a conquista ao ganhar outra vez por 1 a 0. 

A campanha do Comercial-MS:
19 jogos | 14 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Piauí Campeão Piauiense 1985

Tetracampeão na década de 1960, o Piauí Esporte Clube voltou a ser campeão piauiense em 1985, chegando ao quinto título estadual em sua história. A conquista quebrou com 16 anos de fila, antecedendo outra que seria ainda maior, de 40 anos.

O regulamento do torneio reuniu oito times na disputa de três fases. Nas duas primeiras, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com os líderes garantindo a classificação para a fase final. Na terceira etapa, os quatro clubes de melhor campanha na soma geral jogaram um quadrangular de dois turnos, com o líder também carimbando uma vaga na decisão, um triangular de turno único.

O Piauí, também conhecido como Enxuga Rato, estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Parnahyba, fora de casa. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu somente mais um, empatou três e perdeu dois, encerrando na quarta colocação com sete pontos. A liderança e a primeira vaga na final ficaram com o Flamengo, que somou 12 pontos.

Na segunda fase, o Piauí iniciou goleando o Comercial de Campo Maior por 7 a 0, em Teresina. Depois, o time manteve-se arrasador com mais cinco vitórias e um empate, encerrando a etapa na liderança com 13 pontos, além de classificado para a decisão com a segunda vaga.

A excelente campanha na segunda etapa levou o Piauí até a terceira fase, junto com Flamengo, River e Tiradentes. Na abertura do quadrangular, o Enxuga Rato perdeu por 2 a 1 para o River, seguido por outra derrota para o Tiradentes, por 1 a 0. Nas duas partidas seguintes, o rubro-anil fez 2 a 1 no Flamengo e 2 a 0 no Tiradentes, mas voltou a tropeçar ao levar 1 a 0 do River na penúltima rodada, e ao empatar por 1 a 1 com o Flamengo no último jogo. Com cinco pontos, o Piauí encerrou na vice-liderança, quatro pontos atrás do River, que liderou a chave e completou a final com três times.

Piauí, Flamengo e River disputaram o triangular final no Albertão. Na estreia, os dois rivais do Enxuga Rato se enfrentaram, com vitória flamenguista por 1 a 0. Na segunda partida, o Piauí fez 2 a 0 no River e tirou o adversário da disputa. No terceiro jogo, o rubro-anil empatou por 1 a 1 com o Flamengo, fazendo ambos irem a três pontos. O Piauí comemorou o título graças ao saldo de gols, mas o rubro-negro bem que tentou forçar uma partida extra nos tribunais, por ter um entendimento diferente do regulamento. Mas o tapetão confirmou a conquista do Rato.

A campanha do Piauí:
20 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 5 derrotas | 27 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Sergipe Campeão Sergipano 1985

Dando sequência na hegemonia reconquistada em 1984, o Sergipe chegou ao bicampeonato estadual em 1985, totalizando 22 ao longo da história do clube.

Oito times disputaram o Campeonato Sergipano daquele ano, marcado pela distribuição a rodo de pontos extras. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com dois pontos extras ao líder e um ao vice-líder, caso estes fossem para a fase final. Os quatro melhores de cada turno seguiram para um quadrangular, onde se enfrentaram em dois turnos. O líder se classificou para a decisão com dois pontos, e o vice avançou com um. A fase final juntou, em um pentagonal de dois turnos, os quatro campeões e vices, mais a equipe de melhor campanha na soma geral.

A estreia do Sergipe se deu com vitória por 2 a 0 sobre o Estanciano. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Diabo Rubro teve mais quatro vitórias e dois empates, terminando na liderança com 12 pontos, além dos dois extras para a decisão. No quadrangular, o time venceu uma partida, empatou quatro e perdeu uma, encerrando com seis pontos. A liderança ficou com o Vasco de Aracaju, com oito pontos. Já o Sergipe empatou com o Estanciano na pontuação, o que levou a marcação de um jogo extra para a definição de quem iria à fase final com a bonificação simples. O Gipão venceu por 1 a 0 e somou o terceiro ponto extra.

Na segunda fase, o Sergipe abriu fazendo 4 a 0 no Santa Cruz de Estância, jogando em Aracaju. Na sequência, venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma, terminando com nove pontos, dois a menos que o líder Itabaiana e empatado com o Vasco. Assim, o Diabo Rubro precisou fazer outra partida extra para a definição do bônus de vice-líder, vencendo-a por 1 a 0 e confirmando o quarto ponto na etapa final. No quadrangular, o Gipão venceu um jogo, empatou três e perdeu dois. Com cinco pontos, a equipe empatou triplamente com Vasco e Santa Cruz na segunda colocação. Desta vez, a Federação Sergipana usou a soma geral para distribuir o ponto extra, no que deu Sergipe outra vez, ficando com o quinto ponto. O líder do quadrangular foi o Itabaiana, com nove pontos.

O pentagonal final reuniu Sergipe com cinco pontos, Itabaiana com quatro e Vasco com três, além de Estanciano e Santa Cruz, estes zerados. Na estreia, o Gipão fez 3 a 0 no Estanciano e logo disparou na liderança. Naturalmente, a disputa pelo título ficou concentrada no trio que tinha a vantagem dos pontos extras. Com mais três vitórias, dois empates e uma derrota, o Sergipe chegou na última rodada como líder, com 15 pontos, seguido pelo Itabaiana, com 13. Na última rodada, os dois times se enfrentaram no Batistão, em Aracaju, e empataram por 1 a 1. O resultado deu o bicampeonato à equipe rubra. 

A campanha do Sergipe:
36 jogos | 17 vitórias | 13 empates | 6 derrotas | 49 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Sobradinho Campeão Candango 1985

Um novo campeão surgiu no Distrito Federal em 1985. Ou melhor, ressurgiu. O Sobradinho chegou ao histórico primeiro título candango profissional naquela temporada, porém, dez anos antes, quando se chamava Campineira, venceu o estadual amador, o último nesse formato.

A competição de 1985 reuniu oito times. Nas três principais fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com as classificações divididas em dois grupos e o primeiro colocado de cada chave fazendo a decisão. O vencedor de cada fase avançou para a final do campeonato.

O Sobradinho começou a campanha no grupo A da primeira fase. Na estreia, aplicou a maior goleada da competição ao fazer 10 a 0 no Planaltina. Nos outros seis jogos, o Leão da Serra venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma. O time foi o segundo melhor no geral, mas deu o azar de ficar na segunda colocação da chave, um ponto atrás do líder Taguatinga. A decisão de fase foi entre Taguatinga e Brasília, que empataram duas vezes sem gols. Pela campanha, a vaga na final ficou com o time azul.

Novos grupos foram reorganizados na segunda fase, e o Sobradinho caiu na chave B. O Sobradinho abriu a etapa fazendo 1 a 0 no Planaltina. Depois, seguiu com mais cinco vitórias e um empate, fechando na liderança do grupo com 13 pontos. Do outro lado, veio o Taguatinga. Na partida de ida da final, no Serejão, as equipes empataram por 1 a 1. Na volta, no Estádio Augustinho Lima, outro empate por 1 a 1 favoreceu o Leão, que por ter campanha superior ao adversário carimbou seu lugar na decisão.

De volta ao grupo A, o Sobradinho iniciou a terceira fase fazendo 3 a 1 no Planaltina. Nas seis partidas seguintes, venceu duas, empatou três e perdeu uma, encerrando com nove pontos e na vice-liderança da chave, um ponto atrás do Taguatinga, que bateu o Brasília na final e foi para a decisão geral com um ponto de vantagem sobre o alvinegro.

Na final contra o Taguatinga, o Sobradinho não podia tropeçar. Com uma fase vencida contra duas do adversário, o Leão da Serra corria o risco de perder o estadual logo na primeira partida, em caso de derrota. Mas a equipe empatou por 1 a 1 no Serejão, fora de casa. No segundo jogo, também no Serejão, a vitória passou a ser obrigatória ao Sobradinho, com o empate servindo ao Taguatinga. Porém, o alvinegro surpreendeu e venceu os anfitriões por 2 a 0, com gols de Artur e Toni, levando o título.

A campanha do Sobradinho:
25 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 2 derrotas | 40 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar