Goiás Campeão Goiano 1983

O Campeonato Goiano de 1983 voltou a ser verde. O Goiás chegou ao sétimo título estadual dois anos após a última conquista, em um período marcado pela alternância de hegemonia com o rival Vila Nova.

A competição contou com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em dois turnos, com a classificação dividida em dois grupos. Os dois melhores de cada chave avançaram para a semifinal de fase, e os vencedores foram à final. A decisão foi disputada entre os ganhadoras das etapas.

A campanha do Goiás iniciou na vitória por 2 a 0 sobre o Goiânia. Nas demais 13 partidas da primeira fase, venceu mais sete vezes, quatro empates e duas derrotas. Com 20 pontos, o Esmeraldino ficou na primeira colocação do grupo B. Na semifinal, o time enfrentou o Goiânia. Na ida, perdeu por 2 a 1. Na volta, venceu por 3 a 1, com o gol da classificação saindo na prorrogação.

Na final, o Goiás iria enfrentar o Itumbiara, mas o clube foi punido em dois pontos na semifinal e sua vaga foi repassada à Anapolina, que havia sido derrotada pelo clube. O Itumbiara recorreu da decisão e disputa foi parar nos tribunais, o que fez a primeira fase ficar indefinida e travada.

Enquanto isso, a segunda fase foi iniciada. O Goiás estreou com derrota por 1 a 0 para o Itumbiara fora de casa. Na sequência, se recuperou com seis vitórias, cinco empates e duas derrotas, o que valeu 17 pontos e outra vez a liderança do grupo B. Na semifinal, o Esmeraldino encarou o Vila Nova. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0. Na segunda partida, perdeu por 2 a 0. Como o regulamento da época não levava em conta a soma dos placares, mais uma prorrogação foi disputada para a definição do vencedor. Nela, o Goiás marcou mais um gol, diminuiu a derrota para 2 a 1 e se classificou.

A decisão da segunda etapa reuniu Goiás e Anapolina, que bateu o Itumbiara sem ressalvas. Na ida, os esmeraldinos perderam por 2 a 0. Na volta, a equipe devolveu os 2 a 0. Na prorrogação, deu empate. A vitória definitiva só veio nos pênaltis, por 5 a 4, o que garantiu o Esmeraldino na decisão.

Faltava ainda a primeira fase. O Itumbiara não conseguiu recuperar os pontos e a final acabou sendo mesmo entre Goiás e Anapolina, outra vez, tornando-se de certa forma a decisão do estadual. No primeiro jogo, em Anápolis, o Esmeraldino foi derrotado por 2 a 0. Na segunda partida, no Serra Dourada, venceu por 1 a 0. Na prorrogação, Mairon César marcou 2 a 0 e o Goiás ficou com o título antecipado, por ter vencido as duas fases.

A campanha do Goiás:
36 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás

Arsenal Campeão Mundial Feminino 2026

Pela primeira vez de maneira oficial, o futebol feminino teve seu Mundial de Clubes. A Copa das Campeãs da FIFA surgiu em 2026 com o objetivo de reunir as campeãs continentais em um formato semelhante ao que por anos foi adotado no masculino. De modo anual, a competição marcou um novo passo no processo de internacionalização do futebol feminino de clubes e serviu também como preparação institucional para um projeto ainda maior: a criação da Copa do Mundo de Clubes Feminina, prevista pela FIFA para 2028, também nos moldes do torneio masculino. Na edição inaugural, o título ficou com o Arsenal, que se tornou o primeiro campeão da história da competição.

Os participantes da Copa das Campeãs são sempre os campeões continentais do ano anterior. Na edição de estreia, o Auckland United, da Nova Zelândia, representou a Oceania; o Wuhan Jiangda, da China, entrou como campeão da Ásia; o AS Far, do Marrocos, defendeu a África como vencedor continental; o Gotham, dos Estados Unidos, representou a Concacaf; o Corinthians chegou como campeão da Libertadores Feminina; e o Arsenal, da Inglaterra, participou como campeão da Liga das Campeãs da Europa.

O regulamento da competição seguiu um modelo muito semelhante ao do Mundial masculino disputado entre 2005 e 2023. Na primeira fase, o campeão da Oceania enfrentou o vencedor da Ásia. Na segunda fase, o vencedor desse confronto encarou o representante africano. As semifinais foram divididas em dois lados: de um, os campeões das Américas, e do outro, o campeão europeu enfrentando o classificado da segunda fase. Após as semifinais, houve disputa de terceiro lugar e a decisão do título.

As duas primeiras fases foram realizadas na China e no Marrocos. No primeiro confronto, o Wuhan Jiangda venceu o Auckland United por 1 a 0. Na fase seguinte, o AS Far enfrentou o clube chinês e venceu por 2 a 1 na prorrogação, garantindo vaga na semifinal do torneio.

As semifinais e a fase final tiveram Londres como sede. Em uma das semis, o Corinthians contrariou muitos prognósticos e venceu o Gotham por 1 a 0. Na outra chave, o Arsenal enfrentou o AS Far e goleou por 6 a 0. Na disputa do terceiro lugar, o Gotham superou o AS Far por 4 a 0.

A final foi disputada no Estádio Emirates, casa do Arsenal. As gunners abriram o placar aos 15 minutos do primeiro tempo, com gol de Olivia Smith, mas o Corinthians empatou aos 21 minutos. No segundo tempo, o Arsenal voltou a ficar à frente aos 13 minutos, com gol de Lotte Wubben-Moy, e o Corinthians igualou novamente o placar aos 51 minutos, em cobrança de pênalti. Na prorrogação, as inglesas marcaram o gol da vitória aos 14 minutos do primeiro tempo, com Caitlin Foord, fechando o placar em 3 a 2 e conquistando o título inaugural da Copa das Campeãs da FIFA.


Foto Dantey Buitureida/@danteysart

Corinthians Campeão da Supercopa do Brasil 2026

A Supercopa do Brasil de 2026 abriu oficialmente a temporada do futebol brasileiro e marcou a realização da nona edição do torneio, que reúne os campeões nacionais do ano anterior. Flamengo e Corinthians garantiram presença na decisão: o clube carioca chegou após conquistar o Campeonato Brasileiro pela nona vez, enquanto a equipe paulista se classificou ao levantar a Copa do Brasil pela quarta vez.

O título ficou com o Corinthians, que se tornou bicampeão da competição após um intervalo de 35 anos. A equipe repetiu o feito de 1991 e, de forma curiosa, novamente diante do Flamengo, adversário daquela primeira decisão vencida pelo Timão.

O confronto foi disputado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que voltou a sediar a Supercopa depois de três anos. Esta foi a quarta vez que o estádio recebeu a decisão do torneio, com divisão exata de 50% a 50% nas arquibancadas entre torcedores de Flamengo e Corinthians.

No primeiro tempo, o Flamengo iniciou melhor a partida, mas sem conseguir encaixar o ataque nas chances que criou. Com o passar dos minutos, o Corinthians equilibrou as ações e passou a explorar os contra-ataques. O placar foi aberto aos 37 minutos, quando Gabriel Paulista marcou após cobrança de escanteio e um bate-rebate dentro da área.

Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, o Corinthians passou a controlar o jogo e neutralizou as ações do Flamengo. O título foi confirmado nos acréscimos, aos 52 minutos, quando Yuri Alberto aproveitou a defesa aberta e finalizou por cobertura sobre o goleiro, fechando o placar em 2 a 0.


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Fortaleza Campeão Cearense 1983

Depois de acabar com oito anos de fila, o Fortaleza chegou ao bicampeonato cearense em 1983, o 27º título estadual na história do clube.

O torneio foi realizado com dez equipes divididas em dois grupos, o da capital com seis e o do interior com quatro. Em todas as três fases, os participantes se enfrentaram em dentro de suas chaves, a da capital em turno único e a do interior em dois. Os quatro melhores da capital e os dois melhores do interior avançaram para um hexagonal de dois turnos, com cada líder levando um ponto extra. O vencedor de cada fase se classificou para a final do estadual.

O Fortaleza estreou na primeira fase com vitória por 2 a 1 sobre o Tiradentes. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou um, liderando a chave da capital com nove pontos. No hexagonal, o Leão do Pici abriu com vitória por 1 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte. Depois, venceu mais cinco partida e empatou quatro. Com 17 pontos, o time ficou em primeiro lugar e se garantiu na final.

Na segunda fase, o Fortaleza abriu com derrota por 1 a 0 para o América. A equipe se recuperou nas quatro partidas seguintes, com três vitórias e um empate, terminando na segunda colocação da capital com sete pontos. No hexagonal, os tricolores estrearam de novo contra o América, mas venceram por 2 a 0. Depois, conseguiu mais seis vitórias, um empate e duas derrotas. Outra vez, o Leão acabou na liderança, com 15 pontos, ganhando um ponto de vantagem na final.

Chegando à terceira fase, o Fortaleza iniciou com vitória por 3 a 0 sobre o Calouros do Ar. Na sequência, venceu mais uma vez, empatou duas e perdeu uma, encerrando na terceira posição com seis pontos. No hexagonal, o Leão do Pici abriu com empate sem gols com o Tiradentes. Nos outros nove jogos, o time tirou o pé, vencendo apenas um, empatando cinco e perdendo três. Com oito pontos, o time terminou em quinto lugar, nove pontos atrás do líder Ferroviário, que se classificou para a decisão.

Na final, o Fortaleza enfrentou o Ferroviário com um ponto de vantagem, já que o clube venceu duas fase contra uma do rival. Assim, o título poderia ser conquistado já no primeiro jogo, em caso de vitória do Leão. Os dois times se enfrentaram no Castelão, e o Fortaleza garantiu a taça ao vencer por 2 a 0.

A campanha do Fortaleza:
45 jogos | 31 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 87 gols marcados | 40 gols sofridos
 

Foto Edson Pio/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1983

O Joinville manteve sua impressionante hegemonia estadual em 1983. Naquele ano, o clube conquistou o hexacampeonato catarinense e o sétimo título. Tudo isso em apenas oito temporadas desde a fundação.

O estadual reuniu 12 participantes. A primeira fase foi a Copa Governador do Estado, em que os times foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em dois turnos. Os três melhores de cada chave passaram ao grupo dos vencedores e o restante foi ao grupo dos perdedores, em mais dois hexagonais de dois turnos. Os três melhores dos vencedores e o líder dos perdedores foram ao mata-mata que definiu o primeiro finalista. Na segunda e na terceiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com as oito melhores indo a um mata-mata para definir mais dois finalistas. A fase final foi disputada em um quadrangular de dois turnos, com os vencedores das três fases e o time de melhor campanha no geral.

O Joinville abriu a campanha no empate com 1 a 1 sobre o Blumenau. Nos outros nove jogos da primeira fase, empatou mais duas, venceu cinco e perdeu duas, ficando em segundo com 13 pontos. No grupo dos vencedores, o JEC fez mais 13 pontos e acabou na liderança, com seis vitórias, um empate e três derrotas. Na semifinal, passou pelo Figueirense após perder por 1 a 0 fora e vencer por 3 a 0 em casa. Na final, foi superado pelo Avaí ao empatar duas vezes por 1 a 1 e perder o terceiro jogo por 1 a 0.

Na segunda fase, o JEC começou perdendo por 1 a 0 para o Blumenau. Na sequência, venceu quatro jogos, empatou dois e perdeu quatro, ficando em sexto lugar com dez pontos. Nas quartas de final, o Joinville voltou a encarar o Avaí e a empatar as duas partidas por 1 a 1. Mais uma vez o clube tricolor acabou eliminado, por ter campanha inferior ao adversário. O Figueirense foi o vencedor desta etapa.

A melhora do Joinville só começou na terceira fase. Na estreia, venceu o Rio do Sul por 2 a 0 fora de casa. Nas dez partidas seguintes, venceu mais cinco, empatou quatro e perdeu uma, o que valeu a liderança com 16 pontos. Nas quartas, o JEC passou pelo Marcílio Dias com vitórias por 1 a 0 em Itajaí e por 3 a 1 no Ernestão. Na semifinal, bateu o Criciúma com dois empates por 1 a 1. Na final, o Joinville venceu o Figueirense por 2 a 1 na ida em casa. Na volta em Florianópolis, perdeu pelo mesmo placar, mas venceu nos pênaltis por 3 a 0 e garantiu a classificação ao quadrangular final.

O Joinville enfrentou Avaí, Figueirense e Criciúma no quadrangular final. Nas cinco primeiras partidas, o time venceu quatro vezes e perdeu uma, assim como o Figueirense. Ambos foram para a última rodada com oito pontos e chances de título. Porém, o JEC tinha cinco gols de saldo contra três dos alvinegros, portanto o empate lhe servia no confronto direto. No Orlando Scarpelli, o Joinville segurou o 0 a 0 e usou a vantagem para sagrar-se hexa diante do rival.

A campanha do Joinville:
61 jogos | 30 vitórias | 17 empates | 14 derrotas | 70 gols marcados | 42 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Santa Cruz Campeão Pernambucano 1983

O controle do Campeonato Pernambucano foi retomado pelo Santa Cruz em 1983. Depois de quatro anos, o clube tricolor acabou com a festa do rival Sport e chegou ao 18º título estadual.

O torneio teve 11 participantes, divididos em dois grupos, sorteados individualmente a cada etapa avançada. Nas quatro primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único dentro de cada chave, e os dois melhores avançaram para um quadrangular seguinte. Os líderes dos dois primeiros quadrangulares disputaram uma vaga na fase final, assim como os líderes na terceira e quarta fases. Na quinta fase, as oito melhores equipes na soma das quatro etapas anteriores atuaram em turno único, com os quatro primeiros indo a outro quadrangular. Os líderes do octogonal e do quadrangular fizeram a decisão de fase. Por fim, a final do estadual reuniu os vencedores das três decisões em um triangular.

O Santa Cruz estreou na primeira fase com goleada por 5 a 0 sobre o Santo Amaro. Depois, venceu mais três jogos e empatou um, indo ao quadrangular no segundo lugar do grupo A com nove pontos. Nos três jogos seguintes, o time venceu dois e perdeu um, acabando na vice-liderança com quatro pontos.

Na segunda fase, a Cobra-coral abriu goleando o Íbis por 6 a 0. A campanha seguiu com mais três vitórias e um empate, que rendeu novamente a segunda colocação do grupo A com nove pontos. No quadrangular, a equipe voltou a tropeçar com dois empates e uma derrota, terminando em último com dois pontos. Náutico e Sport foram os finalistas das duas etapas, com vitória rubro-negra.

O Santinha inicia a terceira fase de novo contra o Santo Amaro, e venceu por 2 a 0. Nas demais partidas, venceu mais três e empatou uma. O time repetiu os nove pontos, mas desta vez conseguiu a liderança do grupo A. No quadrangular, o Santa Cruz venceu os três jogos, liderarou com seis pontos e foi à final.

Na quarta fase, o Santa Cruz ficou no grupo B, estreando com goleada por 5 a 0 sobre o Sete de Setembro. Na sequência, a equipe venceu mais três vezes e perdeu uma, conseguindo a liderança com oito pontos. No quadrangular, a cobra-coral empatou os três jogos e terminou em segundo lugar com três pontos. O líder foi o Náutico, indo decidir a segunda vaga na fase final com o Santa Cruz. O Clássico das Emoções foi disputado no Arruda, mas o Santinha perderam por 1 a 0.

A última chance do Santa Cruz foi a quinta fase. Na abertura, goleou o Santo Amaro por 5 a 1. Nos outros sete jogos, venceu quatro, empatou um e perdeu um. O Santinha acabou em terceiro lugar com 11 pontos, um a menos que o líder Sport. No quadrangular, o time venceu duas vezes e empatou uma, garantindo o primeiro lugar com cinco pontos. Assim, a última vaga na decisão foi definida no Clássico das Multidões. Em Caruaru, no Estádio Pedro Victor, o Santa venceu por 1 a 0 e enfim se classificou.

Os três rivais de Recife chegaram para o triangular final de 1983, chamado de "supercampeonato". Todos os jogos aconteceram no Arruda. No primeiro, o Santa Cruz ficou no 0 a 0 com o Sport. O mesmo resultado foi registrado entre o rubro-negro e o Náutico. Na terceira partida, o Santinha empatou por 1 a 1 com o alvirrubro. Todos terminaram com dois pontos, e como Santa e Náutico fizeram um gol, os dois times tiveram de disputar uma partida extra. Também no Arruda, eles voltaram a empatar por 1 a 1. O campeão estadual só foi conhecido nos pênaltis, após o Santa Cruz vencer por 6 a 5.

A campanha do Santa Cruz:
47 jogos | 29 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 100 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Bahia Campeão Baiano 1983

O Bahia conquistou o tricampeonato estadual em 1983, dando continuidade a mais uma hegemonia absurda no Campeonato Baiano. Com este título, o clube chegou a 33 taça somadas.

Doze clubes participaram do estadual, divididos em dois grupos. Quatro fases foram disputadas. Na primeira e na terceira, as equipes se enfrentaram em turno único único dentro de cada chave. As quatro melhores se classificaram para as quartas de final. No segunda e na quarta etapas, os times de um grupo enfrentaram os do outro, também com os quatro melhores passando ao mata-mata. O ganhador de cada fase avançou à final.

A campanha do Bahia começou no triunfo por 1 a 0 sobre o Atlético de Alagoinhas. Nos outros quatro jogos da primeira fase, ganhou três e perdeu um, terminando em primeiro do grupo A com oito pontos. Nas quartas de final, passou pelo Vitória ao empatar por 1 a 1 e triunfar por 3 a 1. Na semifinal, superou o Leônico ao fazer 3 a 0 na ida e perder por 1 a 0 na volta. Na final, bateu o Botafogo Bonfinense ao ganhar por 3 a 1 e empatar sem gols.

Na segunda fase, o Tricolor de Aço estreou com empate por 1 a 1 com o Serrano. Na sequência, o time obteve mais dois triunfos, dois empates e uma derrota, voltando a ser líder da chave A com oito pontos. Nas quartas de final, superou o Fluminense de Feira ao ganhar por 1 a 0 fora e por 3 a 0 em casa. Na semifinal, perdeu as duas partidas para o Itabuna, ambas por 1 a 0. A etapa foi vencida pela Catuense.

O Bahia começou a terceira fase com derrota, por 2 a 1 para o Atlético de Alagoinhas. Depois, se recuperou com dois triunfos e dois empates nas quatro partidas. Os resultados colocaram a equipe tricolor em segundo lugar no seu grupo com seis pontos. Nas quartas, bateu a Catuense após golear por 5 a 0 na ida fora e ganhar por 2 a 0 em casa. Na semifinal, passou pelo Leônico ao empatar os jogos por 1 a 1 e por 0 a 0. Na final, superou o Vitória ao triunfar por 2 a 1 na ida e empatar sem gols na volta.

Na quarta fase, o Bahia abriu fazendo 2 a 0 no Redenção. Nas outras cinco partidas, ganhou duas e empatou três, acabando na vice-liderança da chave com nove pontos. Nas quartas de final, eliminou o Atlético de Alagoinhas com triunfos por 2 a 1 fora e por 4 a 0 em casa. Na semifinal, tirou o Fluminense de Feira ao ganhar por 1 a 0 fora e por 3 a 0 em casa. Na final, foi a vez de bater o Serrano com mais dois triunfos, por 1 a 0 e por 2 a 1.

Bahia e Catuense chegaram à decisão. Na primeira partida, o Tricolor de Aço triunfou por 1 a 0, gol de Osni. No segundo jogo, perdeu por 2 a 0 em plena Fonte Nova. A terceira partida foi a definidora do título, no Estádio Carneirão, em Alagoinhas, e o Bahia chegou lá ao fazer novamente 1 a 0, gol de Emo.

A campanha do Bahia:
47 jogos | 28 triunfos | 12 empates | 7 derrotas | 69 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Mário Bonfim/Placar

Athletico-PR Campeão Paranaense 1983

O Athletico fez história em 1983 ao faturar mais um título paranaense. Meses após ser semifinalista do Campeonato Brasileiro, o clube levou o 13º estadual e o bicampeonato, o que não acontecia desde 1930.

O torneio teve 12 times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único e os quatro melhores se classificaram, com o líder garantindo um ponto extra. Depois, as quatro equipes disputaram um quadrangular de dois turnos, em que o líder avançou para a etapa final com outro ponto extra. Ao mesmo tempo, os outros oito clubes participaram das repescagens em dois quadrangulares. Os líderes de cada chave jogaram a decisão, e o ganhador de cada etapa se enfrentou valendo uma vaga na fase final. Os vencedores das duas fases, da repescagem e o melhor time na soma geral atuaram na etapa final em outro quadrangular de dois turnos, valendo o título.

A campanha do Athletico teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Matsubara em casa. Nos outros dez jogos da primeira fase, venceu mais sete, empatou dois e perdeu, terminando na liderança com 18 pontos. No quadrangular, porém, o Furacão só venceu uma partida e perdeu as outras cinco, terminando em último lugar com dois pontos, incluindo o extra. A liderança ficou com o rival Coritiba.

Na segunda fase, o Furacão estreou fora de casa contra o Matsubara e perdeu por 1 a 0. Na sequência, venceu seis jogos, empatou um e perdeu três, o que valeu a terceira colocação com 13 pontos. No quadrangular, o Athletico venceu duas vezes, empatou duas e perdeu outras duas, acabando na segunda posição com seis pontos, dois a menos que o líder Londrina.

Para a fase final, Coritiba e Londrina chegaram com as vitórias de quadrangular, e o União Bandeirante pela repescagem. Ao Athletico, restou a vaga pela soma de 31 pontos. Na estreia, o rubro-negro fez 1 a 0 no União fora de casa. Nas demais partidas, a equipe venceu duas, empatou duas e perdeu uma. Mesmo sem ter bônus o Furacão acabou na liderança, mas junto do Coritiba com oito pontos. O clássico empatado por 1 a 1 na última rodada determinou a realização de uma decisão em dois jogos extras.

Mais dois Atletibas no Couto Pereira decidiram o estadual. No primeiro, o Athletico venceu por 1 a 0, gol de Joel. No segundo, Joel marcou de novo, o Furacão empatou por 1 a 1 e ficou com a taça.

A campanha do Athletico-PR:
42 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 13 derrotas | 48 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Athletico-PR

Atlético-MG Campeão Mineiro 1983

Um momento histórico para o Atlético foi a conquista do hexacampeonato mineiro em 1983. A façanha fez clube atingir a marca de 30 títulos estaduais, em época e com um time que é considerado um dos melhores da história alvinegra, segundo a própria torcida.

O estadual contou com 12 participantes. As duas primeiras fases foram chamadas de Taça Minas Gerais, onde as equipes se enfrentaram em dois turnos independentes. O líder de cada fase disputou a decisão, valendo um ponto extra para a fase final. Os oito melhores times da Taça Minas Gerais se classificaram a etapa decisiva, valendo o título e disputada em dois turnos.

A campanha do Galo teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Uberlândia fora de casa. Nos outros dez jogos da primeira fase, a equipe venceu mais seis vezes, empatou três e perdeu duas, garantindo a liderança e a final da Taça Minas Gerais com 17 pontos.

Na segunda fase, o Atlético estrou de novo contra o Uberlândia, mas em Belo Horizonte, vencendo por 4 a 1. Depois, o time venceu mais sete vezes, empatou duas e perdeu uma, chegando a 18 pontos. O Galo acabou empatado com o Cruzeiro, o que ocasionou uma partida extra para determinar o líder. Nesta, os alvinegros perderam por 1 a 0. Assim os rivais voltaram a se enfrentar na final da Taça Minas Gerais em duas partidas, com vitórias atleticanas por 2 a 0 e por 4 a 0.

Vencedor da Taça Minas Gerais e com um ponto extra, o Galo foi à fase final como favorito. Na estreia, empatou por 1 a 1 com o Villa Nova em casa. A primeira vitória aconteceu no jogo seguinte, por 3 a 1 sobre o Nacional de Uberaba fora. O caminho seguiu com mais seis vitórias, três empates e uma derrota até a penúltima rodada. O Atlético era o líder com 19 pontos, seguido por Cruzeiro e América com 15.

No penúltimo jogo, o Galo recebeu o Nacional de Uberaba no Mineirão com a chance de levar o título por antecipação. E conseguiu o feito ao vencer por 3 a 0, com dois gols de Reinaldo e um de Catatau. 

A campanha do Atlético-MG:
39 jogos | 25 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 74 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar

Internacional Campeão Gaúcho 1983

Com uma tranquilidade poucas vezes vista, o Internacional levou mais um título gaúcho em 1983. A conquista manteve o domínio do clube no Rio Grande do Sul, representando mais um tricampeonato em sua história, além de ser a 28ª taça estadual ao todo.

O Gauchão daquela temporada teve 12 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos. Os oito melhores se classificaram para a fase final, onde atuaram mais uma vez em dois turnos. O líder do octogonal ficou com o título.

A campanha colorada teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Aimoré em casa, no Beira-Rio. Nos outros 21 jogos, o Internacional venceu mais sete, empatou 11 e perdeu três. Mesmo tendo mais empates que vitórias, o time terminou a primeira fase na liderança, com 27 pontos, um a mais que Grêmio, São Paulo de Rio Grande e Esportivo, o que indicou um alto equilíbrio nesta etapa.

O desequilíbrio do Inter aconteceu na fase final. Na estreia, a equipe empatou por 0 a 0 com o São Borja fora de casa. Na estreia em Porto Alegre, venceu o Juventude por 2 a 1, engatando mais quatro triunfos após, além de três empates com Grêmio, Esportivo e Brasil de Pelotas.

Nas últimas cinco rodadas, o Internacional manteve-se invicto. Nas três primeiras partidas da sequência, venceu o Novo Hamburgo por 2 a 1 fora, empatou por 1 a 1 com o São Paulo em casa e empatou sem gols com o Juventude em Caxias do Sul. Com 19 pontos, o Colorado estava na liderança, seguido pelo Grêmio com 15.

Na penúltima rodada, o Inter recebeu o São Borja no Beira-Rio. Com gols de Geraldão e Silvio, o time colorado venceu por 2 a 0, foi a 21 pontos e ficou inalcançável pelos adversários, confirmado o título com uma rodada de antecedência. A comemoração se estendeu para a última partida, no empate por 2 a 2 com o Grêmio em casa.

A campanha do Internacional:
36 jogos | 15 vitórias | 18 empates | 3 derrotas | 49 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar

Fluminense Campeão Carioca 1983

O tricolor volta ao topo do Rio de Janeiro. Em 1983, o Fluminense voltou a vencer o Campeonato Carioca, depois de três anos e garantindo o 25º título estadual. A conquista foi o início de um período vencedor na história do clube, que ainda levaria mais dois estaduais, chegando ao tricampeonato, e a taça do Brasileirão no ano seguinte.

O torneio contou com 12 equipes. Na primeira fase, a Taça Guanabara, todos os participantes se enfrentaram em turno único. O líder ficou com o título e se classificou para a fase final. A mesma coisa aconteceu na segunda fase, a Taça Rio. Na fase decisiva, os dois vencedores se juntaram ao time de melhor campanha na soma das duas etapas anteriores, em um triangular de turno único valendo a taça estadual.

A campanha do Fluminense teve início na vitória por 3 a 0 sobre o São Cristóvão. Nas dez partidas seguintes, o time venceu mais oito e empatou duas, vencendo a Taça Guanabara de maneira invicta, com 20 pontos, quatro a mais que o vice America.

Na Taça Rio, o tricolor estreou mais uma vez contra o São Cristóvão, desta vez vencendo por 2 a 0. Porém, nos outros a equipe oscilou e venceu apenas mais duas vezes, tendo ainda três empates e cinco derrotas. Com apenas nove pontos, o Flu terminou em décimo lugar, com a metade dos pontos do líder Flamengo.

A dupla Fla-Flu chegou ao triangular final ao lado do Bangu, que foi o clube de melhor campanha na soma das duas fases anteriores. Todos os jogos aconteceram no Maracanã. Na estreia, o Fluminense empatou por 1 a 1 com os alvirrubros. Na segunda rodada, venceu o Flamengo por 1 a 0, gol anotado por Assis aos 45 minutos do segundo tempo.

Com três pontos, o Fluminense tirou o Flamengo da disputa pelo título, mas ainda havia o Bangu com chances ser campeão, caso o time batesse o rubro-negro por dois gols de diferença. Mas o que aconteceu foi o contrário: os flamenguistas fizeram 2 a 0 nos banguenses e o resultado confirmou o título para os tricolores. 

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 13 vitórias | 6 empates | 5 derrotas | 31 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense

Corinthians Campeão Paulista 1983

O Brasil se aproxima da abertura política, as Diretas Já batiam a porta e a Democracia Corinthiana continua a render frutos. Embora menos marcante que em 1982, o movimento dos atletas do Corinthians seguia como parte da rotina em 1983, ano do bicampeonato paulista, o 19º estadual do clube.

O Paulistão daquela temporada teve 20 times divididos em quatro grupos. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, independente da chave. Os dois melhores de cada grupo avançaram para a segunda fase, que foi jogada em dois quadrangulares de dois turnos. Os dois primeiros de cada chave foram à semifinal, e os vencedores disputaram a final.

O Corinthians ficou no grupo B da primeira fase. Na abertura, venceu a Ferroviária por 1 a 0 em Araraquara. A estreia em cada aconteceu na terceira rodada, com outra vitória por 1 a 0 sobre a Inter de Limeira. Nos outros 36 jogos, o Timão venceu 17, empatou 12 e perdeu sete, terminando na liderança da chave com 50 pontos, e com a segunda melhor campanha no geral, dois pontos atrás do São Paulo.

Na segunda fase, os alvinegros enfrentaram Santos, Ponte Preta e São Bento. A trajetória começou no empate por 1 a 1 com os santistas fora de casa. No restante do quadrangular, o Corinthians empatou mais duas vezes e venceu três, encerrando na liderança com nove pontos, superando o Santos no saldo de gols.

Na semifinal, o Timão encarou o Palmeiras em dois jogos no Morumbi. No primeiro Derby, ficou no empate por 1 a 1. Já no segundo, o Corinthians venceu por 1 a 0 e se classificou para a final. Do outro lado, o São Paulo superou o Santos para ser o outro finalista.

Assim como em 1982, Corinthians e São Paulo decidiram o estadual em duas partidas no Morumbi. E mais uma vez deu Timão. Na ida, o alvinegro venceu por 1 a 0, gol de Sócrates. Na volta, o Doutor marcou de novo, o Corinthians empatou por 1 a 1 e confirmou mais um título.

A campanha do Corinthians:
48 jogos | 24 vitórias | 17 empates | 7 derrotas | 68 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto José Pinto/Placar

Palmeiras Campeão Paulista Feminino 2025

O Paulistão Feminino, o estadual de maior nível técnico do Brasil, teve o Palmeiras como campeão em 2025. O alviverde alcançou o bicampeonato e o quarto título, aumentando sua força na modalidade e demarcando um território importante. As Palestrinas encerraram a temporada com três títulos: além do estadual, conquistaram a inédita Copa do Brasil (no ano do retorno da competição) e a Ladies Cup.

O estadual foi disputado por oito equipes em dois turnos na primeira fase. O Palmeiras terminou como vice-líder, somando 30 pontos em 14 jogos, com nove vitórias, três empates e duas derrotas. No mata-mata, o Verdão mostrou sua força ao eliminar a Ferroviária na semifinal, depois de vencer por 2 a 0 em Araraquara e empatar por 1 a 1 em Barueri.

A decisão foi contra o Corinthians, assim como em 2024. No primeiro jogo, o Palmeiras aplicou uma goleada histórica de 5 a 1 em casa, na Arena Barueri, abrindo uma larga vantagem com gols de Brena (duas vezes), Amanda Gutierres, Raíssa Bahia e Isadora. Na segunda partida, disputada no Canindé, as Palestrinas perderam por 1 a 0, mas o placar agregado garantiu o título e a manutenção da hegemonia estadual.

A campanha do Palmeiras:
18 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 36 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Rebeca Reis/FPF

Flamengo Campeão Carioca Feminino 2025

No Rio de Janeiro, onde o Flamengo reafirmou sua hegemonia ao conquistar o tricampeonato carioca feminino em 2025, de maneira invicta. Com este título, o rubro-negro chegou a nove ao todo e desempatou o ranking com Vasco, tornando-se o maior vencedor do estadual.

O campeonato contou com a participação de oito equipes em turno único na primeira fase. As Meninas da Gávea garantiram a liderança com 19 pontos em sete partidas, em uma trajetória seis vitórias e um empate, a destacar as goleadas por 18 a 0 sobre o Búzios e 20 a 0 sobre o EC Resende. Na semifinal, o desafio foi o clássico contra o Vasco, onde o Flamengo empatou por 2 a 2 na ida fora e venceu por 3 a 0 em casa para carimbar a vaga na final.

A decisão reservou outro Fla-Flu, pelo terceiro ano consecutivo. E pela terceira vez consecutiva o Flamengo bateu o Fluminense, ao empatar sem gols na ida fora, em Moça Bonita, e vencer por 2 a 0 na volta em casa, no Luso-Brasileiro, com gols anotados por Djeni e um contra das tricolores.
 
A campanha do Flamengo:
11 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 64 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Paula Reis/Flamengo

Grêmio Campeão Gaúcho Feminino 2025

O Rio Grande do Sul continua pintado de azul, preto e branco no futebol feminino. O Grêmio consolidou seu domínio estadual ao sagrar-se bicampeão gaúcho em 2025. O título veio no fim de uma temporada sem muito sucesso, com a não-passagem ao mata-mata do Brasileirão e a queda na terceira fase da Copa do Brasil.

O Gauchão Feminino contou com cinco equipes que se enfrentaram em dois turnos na primeira fase. As Mosqueteiras garantiram a liderança geral com 19 pontos, somando uma campanha de seis vitórias, um empate e uma derrota, com destaque para os 21 a 0 sobre o Flamengo de São Pedro. Na semifinal, o Tricolor confirmou o favoritismo ao eliminar o Brasil de Farroupilha com um empate sem gols na ida fora e uma vitória por 1 a 0 na volta em casa.

A final apresentou um roteiro diferente dos anos anteriores, após o Juventude surpreender e eliminar o Internacional, impedindo a realização de mais um Grenal na decisão. Com uma vitória por 3 a 0 logo no primeiro jogo, no Alfredo Jaconi, o Grêmio não deu margem para a surpresa e garantiu o bicampeonato após vencer também na Arena, por 2 a 1, com gols de Bia Santos e Giovaninha.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 45 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Matheus Pé/FGF

Cruzeiro Campeão Mineiro Feminino 2025

O Cruzeiro segue crescendo no futebol feminino. Em 2025, as Cabulosas alcançaram o tricampeonato e o quarto título mineiro da história, mantendo a hegemonia estadual em uma temporada que ainda teve o vice-campeonato no Brasileirão Série A1, que valeu a inédita classificação para a Libertadores de 2026.

O campeonato contou com a participação de seis equipes na primeira fase. O Cruzeiro encerrou a fase classificatória na liderança isolada, com quatro vitórias, um empate e 13 pontos em cinco partidas, destacando a goleada por 21 a 0 sobre o Araguari. Na semifinal, o desafio foi contra o Itabirito, e o favoritismo se confirmou com uma vitória por 2 a 1 na ida fora, e empate em 2 a 2 na volta em casa.

A final reservou o clássico contra o América-MG, este após eliminar o Atlético-MG. No primeiro jogo, no Independência, as Cabulosas venceram por 4 a 0 e encaminharam a conquista. Na segunda partida, na Arena Gregorão, em Contagem, o empate em 2 a 2 valeu o título, com gols anotados por Letícia e Byanca Brasil.

A campanha do Cruzeiro:
9 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 48 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Tiago Trindade/FMF

Coritiba Campeão Paranaense Feminino 2025

No Paraná, tivemos um grito de campeão inédito com o Coritiba no estadual feminino de 2025. O campeonato foi marcado pela ausência do Athletico-PR, que desativou seu departamento no início da temporada. Com o caminho aberto, o Coxa aproveitou a oportunidade e fez história ao conquistar o seu primeiro título, quebrando a sequência de troféus do maior rival.

A competição foi disputada por quatro equipes em um sistema de pontos corridos na fase inicial. O Coritiba demonstrou superioridade, terminando a primeira fase na liderança isolada com sete pontos, depois de fazer 5 a 0 no Toledo, 8 a 0 no Novo Mundo e empatar em 1 a 1 com o Patriotas. O desempenho consistente deu às Gurias do Coxa a confiança para a decisão.

Na final, o Coritiba não deu margem para o erro e venceu o Toledo por 2 a 0 na ida fora, e por 4 a 1 na volta em casa, no Estádio Francisco Muraro. Com gols marcados por Thai (duas vezes), Júlia Correia e Kailane, as alviverdes garantiram a taça inédita de forma incontestável.

A campanha do Coritiba:
5 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 20 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Agência Action Lens

Avaí/Kindermann Campeão Catarinense Feminino 2025

O Avaí/Kindermann reafirmou sua condição de maior potência do futebol feminino de Santa Catarina em 2025, embora tenha enfrentado uma das finais mais equilibradas dos últimos anos. A equipe de Caçador, que carrega um legado histórico na modalidade, faturou o seu 16º título catarinense e o sexto consecutivo desde que a parceria foi firmada.

O campeonato contou com oito equipes divididas em dois grupos na primeira fase. O Avaí/Kindermann garantiu a liderança no grupo A com 18 pontos e seis vitórias em seis partidas, todas por goleada, sendo a maior por 11 a 0 sobre o Guarani de São Miguel do Oeste. Na semifinal, as Leoas enfrentaram o Marcílio Dias e venceram a ida fora por 1 a 0 e a volta em casa por 3 a 0.

A final foi contra o Criciúma, em um teste de paciência e nervos. Após empates em 1 a 1 no primeiro jogo no Heriberto Hülse, e sem gols na segunda partida no Salézio Kindermann, em Caçador, a decisão do título foi para os pênaltis. Com maior eficiência nas cobranças, o Avaí/Kindermann venceu nos pênaltis por 4 a 2, garantindo mais um troféu para sua galeria.

A campanha do Avaí/Kindermann:
10 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 51 gols marcados | 1 gol sofrido



Foto Maurício Figueiró/@mauricio.esportes

Bahia Campeão Baiano Feminino 2025

O Bahia consolidou uma das temporadas mais efetivas de sua história no futebol feminino. Em 2025, as Mulheres de Aço não apenas dominaram o cenário estadual, como foram ótimas em nível nacional, alcançando as quartas de final da Série A1 do Brasileiro e chegando à semifinal da Copa do Brasil. No estado, o tricolor conquistou o hexacampeonato e o seu nono título da história.

O campeonato contou com 14 equipes divididas em dois grupos na primeira fase. O Bahia sobrou no grupo 2, garantindo a liderança com seis triunfos em seis jogos, com destaque para a goleada por 28 a 0 sobre o Botafogo Bonfinense. Nas quartas de final, eliminou a Juazeirense com um placar de 4 a 0. Na semifinal, o triunfo veio sobre o Lusaca com goleadas por 8 a 0 na ida e por 14 a 2 na volta.

A final reservou o clássico Bavi. Sem dar chances ao rival, o Bahia selou o título contra o Vitória com triunfos nos dois confrontos: 1 a 0 na ida, gol de Rhaizza, e 2 a 0 na volta, gols de Wendy Carballo. O tricolor encerrou 2025 como a principal força dominante do Nordeste.

A campanha do Bahia:
11 jogos | 11 triunfos | 0 empates | 0 derrotas | 88 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Letícia Martins/Bahia

Sport Campeão Pernambucano Feminino 2025

A hegemonia rubro-negra continua forte em Pernambuco. O Sport levou o 11º titulo estadual feminino em 2025, mesmo ano em que o clube voltou a figurar na elite do futebol brasileiro ao disputar a Série A1. No âmbito estadual, as Leoas da Ilha não deram margem para surpresas e conquistaram o tetracampeonato consecutivo.

A competição foi enxuta, contando com apenas quatro equipes. Na primeira fase, o Sport sobrou com a  liderança absoluta com nove pontos em três jogos e 100% de aproveitamento, com vitórias por 4 a 1 sobre o Ipojuca, por 6 a 0 sobre o Náutico e um W.O. por 3 a 0 sobre o Íbis. Na semifinal, o rubro-negro enfrentou o Íbis para valer e goleou por 15 a 0.

O título estadual foi decidido contra o Ipojuca. Na final, o Sport confirmou o favoritismo ao vencer por 6 a 0 na Ilha do Retiro, erguendo o troféu de tetra e reafirmando que, em solo pernambucano, o trono do futebol feminino permanece com o Sport.

A campanha do Sport:
4 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 34 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Rafael Vieira/FPF