Santos Campeão Brasileiro 1961

A Taça Brasil de 1961 marcou o início de uma das maiores dinastias da história do futebol mundial. Esta quarta edição do Campeonato Brasileiro contou com 18 equipes (os 17 campeões estaduais de 1960 e o Palmeiras, defensor do título nacional). Mantendo o privilégio das federações mais regulares, os representantes de São Paulo e Pernambuco (Santos e Náutico, respectivamente) garantiram entrada direta nas semifinais.

Enquanto o Peixe aguardava seus adversários, o torneio fervia nas fases regionais. Na divisão clássica dos quatro grupos, o cenário foi o seguinte: na Zona Norte, o Bahia dominou o Grupo Nordeste e o Fortaleza venceu o Grupo Norte. No confronto direto, os baianos levaram a melhor e avançaram. Na Zona Sul, o America-RJ faturou o Grupo Leste e o Palmeiras ganhou o Grupo Sul. Nas quartas de final, os cariocas desbancaram o atual campeão e avançaram para a fase final.

O Santos estreou na semifinal contra o America, então campeão carioca (na época, ainda existia o Estado da Guanabara). No jogo de ida, no Pacaembu, o Alvinegro Praiano aplicou um sonoro 6 a 2, exibindo um futebol ofensivo irresistível. Na volta, no Maracanã, o Santos utilizou o regulamento a seu favor: mesmo perdendo por 1 a 0, garantiu a vaga na final. Do outro lado da chave, o Bahia confirmava sua força ao eliminar o Náutico.

A final de 1961 foi cercada de expectativa, pois promovia a reedição da decisão de 1959. Para o Santos, era a chance da revanche contra o Bahia. Para o futebol brasileiro, era a confirmação de que o time da Vila Belmiro era, de fato, imbatível. No primeiro jogo, na Fonte Nova, o equilíbrio prevaleceu com um empate em 1 a 1.

Contudo, a partida de volta, na Vila Belmiro em 27 de dezembro de 1961, tornou-se um massacre histórico. O Santos goleou o Bahia por 5 a 1, com atuações magistrais da dupla Pelé e Coutinho, que marcaram três gols cada ao longo das duas finais. Este troféu foi o primeiro dos seis títulos brasileiros conquistados pelo Santos na década de 60 (sendo cinco deles consecutivos pela Taça Brasil, entre 1961 e 1965, e o Roberto Gomes Pedrosa de 1968). O clube também garantiu sua vaga na Taça Libertadores de 1962, onde viria a conquistar a América pela primeira vez, seguido pelo título mundial contra o Benfica.

A campanha do Santos:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 18 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/Santos

Palmeiras Campeão Brasileiro 1960

A Taça Brasil de 1960 consolidou o torneio como o principal palco do futebol nacional. Em comparação ao ano de estreia, a competição ganhou um novo integrante, totalizando 17 campeões estaduais. Seguindo a lógica de regularidade da época, as equipes de São Paulo e Pernambuco foram beneficiadas pelo regulamento, garantindo entrada direta nas semifinais. Com esse privilégio e um elenco estelar, o Palmeiras trilhou um caminho curto e avassalador para faturar seu primeiro títulos brasileiro.

Enquanto o Verdão aguardava os confrontos decisivos, o restante do país duelava em eliminatórias regionais intensas. O cenário viu o Bahia (então atual campeão) dominar o Grupo Nordeste, o Fortaleza vencer o Grupo Norte, o Grêmio triunfar no Grupo Sul e o Fluminense levar o Grupo Leste.

Nas fases seguintes, o funil apertou: o Fortaleza surpreendeu ao eliminar o Bahia na final da Zona Norte, enquanto o Fluminense despachou o Grêmio na Zona Sul. Já nas semifinais nacionais, o Fortaleza assegurou sua vaga na decisão ao superar o Santa Cruz com uma vitória e um empate, confirmando a força do futebol cearense naquele ano.

Na outra chave, o Palmeiras finalmente estreou na competição diante de um adversário de peso: o Fluminense. O duelo foi marcado pelo equilíbrio tático. No primeiro jogo, um Pacaembu lotado presenciou um empate sem gols que deixou a decisão aberta para o Rio de Janeiro. No Maracanã, o alviverde mostrou sua maturidade e venceu por 1 a 0, carimbando o passaporte para a final contra o Fortaleza.

O favoritismo do Palmeiras era incontestável. Sob o comando do técnico Oswaldo Brandão, o time escalava lendas como Valdir de Moraes, Djalma Santos, Zequinha, Chinesinho e Julinho Botelho. No jogo de ida, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, o Palmeiras não se intimidou com a pressão da torcida local e aplicou um convincente 3 a 1, deixando o título praticamente encaminhado.

A partida de volta, realizada no Pacaembu em 28 de dezembro de 1960, entrou para os livros de recordes. O que se viu foi um verdadeiro baile alviverde: uma vitória por 8 a 2, que permanece até hoje como a maior goleada da história em finais de Campeonato Brasileiro. Com gols de Zequinha, Chinesinho (2), Romeiro, Julinho Botelho, Cruz (2) e Humberto Tozzi, o Palmeiras erguia o troféu pela primeira vez, oficializando o nascimento de uma era de ouro para o clube.

A campanha do Palmeiras:
4 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 12 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press

Bahia Campeão Brasileiro 1959

A Taça Brasil foi a segunda competição nacional entre clubes a conferir ao seu vencedor o título de campeão brasileiro. Embora o certame tenha sido instituído em 1954 pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF) e seu regulamento definido em 1955, a edição inaugural não pôde ser disputada conforme o planejado. Isso ocorreu porque o calendário do futebol brasileiro até 1958 já estava aprovado e não poderia sofrer alterações devido à preparação para a Copa do Mundo.

Dessa forma, ficou definido que a Taça Brasil começaria apenas em 1959. Contudo, como ainda havia restrições econômicas e dificuldades para viagens longas, a competição foi estruturada com os campeões estaduais enfrentando-se em um sistema de mata-mata regionalizado.

O Brasileirão de 1959 contou com a participação de 16 campeões estaduais do ano anterior. Com os clubes divididos por regiões, paulistas e cariocas entravam apenas nas semifinais. O Bahia, inserido no Grupo Nordeste, iniciou sua jornada contra o CSA: um triunfo por 5 a 0 em Maceió e outro por 2 a 0 em Salvador garantiram a classificação do Tricolor de Aço.

Na fase seguinte, a equipe enfrentou o Ceará, resultando em empates em Fortaleza e na Bahia. Foi necessário um jogo-desempate, no qual o Bahia ganhou por 2 a 1 na Fonte Nova. Como campeão do grupo, encarou o Sport (vencedor do Grupo Norte) nas quartas de final. Após triunfar por 3 a 2 em Salvador, o Bahia sofreu um revés por 6 a 0 em Recife. Como ainda não existia a regra do saldo de gols, um novo desempate foi forçado, e o Bahia não deu sorte ao azar, ganhando por 3 a 2.

Já como campeão da Zona Norte, o time avançou à semifinal contra o Vasco. No Maracanã, o tricolor triunfou por 1 a 0, mas sofreu um 2 a 1 na Fonte Nova. Em mais um jogo extra em Salvador, o Bahia fez 1 a 0 e garantiu a vaga na final contra o Santos, que eliminou o Grêmio na fase anterior.

Àquela altura, o Santos já era considerado o melhor time do Brasil, tendo Pelé como protagonista. No entanto, o Bahia contava com Alencar e Biriba, autores dos gols no triunfo por 3 a 2 em pleno Pacaembu. Na partida de volta, na Fonte Nova, o Santos devolveu o placar com um 2 a 0. Foi preciso um terceiro confronto e, já no início de 1960, o Bahia ganhou por 3 a 1 no Rio de Janeiro. Com esse resultado, sagrou-se o primeiro campeão brasileiro da história e tornou-se o primeiro clube do país a disputar a Copa Libertadores da América.

A campanha do Bahia:
14 jogos | 9 triunfos | 2 empates | 3 derrotas | 25 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Agência O Globo

Atlético-MG Campeão Brasileiro 1937

No dia 25 de agosto de 2023, a CBF reconheceu o Torneio dos Campeões de 1937 como a primeira edição do Campeonato Brasileiro. Com a decisão, o Atlético-MG retomou o posto de primeiro campeão da história, título que havia passado ao Bahia em 2010, após a unificação da Taça Brasil e do Robertão.

O Torneio dos Campeões ocorreu em um contexto histórico complexo. O profissionalismo no futebol brasileiro completava apenas quatro anos e o esporte estava dividido entre duas entidades: a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), que defendia o amadorismo e controlava a Seleção Brasileira, e a Federação Brasileira de Futebol (FBF), composta por clubes profissionais. Vale lembrar que a CBD já organizava o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais desde 1922.

Em 1933, a FBF iniciou seu próprio torneio, originalmente também com seleções. Contudo, o objetivo era criar uma competição de clubes para rivalizar com a CBD. Assim, em 1937, surgiu o Torneio dos Campeões, reunindo vencedores estaduais de 1936 e convidados: Atlético-MG, Fluminense, Portuguesa, Rio Branco-ES, Aliança-RJ e a Liga da Marinha.

O regulamento era de tiro curto. Uma fase preliminar entre a Liga da Marinha e o Aliança (campeão fluminense) definiria o adversário do Rio Branco (campeão capixaba) em um segundo mata-mata. O vencedor avançaria para o quadrangular final, disputado em dois turnos. O Rio Branco superou essa etapa inicial e se juntou aos demais.

O Atlético-MG garantiu o título em seis jogos, mas a estreia foi desastrosa: uma goleada de 6 a 0 sofrida para o Fluminense, nas Laranjeiras. Na sequência, o Galo empatou em 1 a 1 com o Rio Branco, em Vitória. A arrancada começou na terceira rodada, no antigo Estádio de Lourdes, em Belo Horizonte. Contra a Portuguesa, vitória por 5 a 0. Contra o Fluminense, a revanche veio com um expressivo 4 a 1.

Àquela altura, o clube carioca já havia encerrado suas seis partidas, somando seis pontos. Os demais times tinham quatro jogos: os mineiros lideravam com sete pontos, seguidos pelos capixabas com cinco e pelos paulistas com dois. No penúltimo compromisso, a Portuguesa derrotou o Rio Branco, resultado que favoreceu o Galo.

A partida contra o Rio Branco em Belo Horizonte tornou-se, então, a decisão antecipada. Com gols de Paulista (dois), Guará, Nicola e Bazzoni, o Atlético goleou por 5 a 1 e sagrou-se "campeão dos campeões", título hoje equivalente ao Brasileirão. Para fechar a campanha, o Galo ainda venceu a Portuguesa por 3 a 2 em São Paulo, chegando aos nove pontos. O Fluminense terminou como vice.

O Torneio dos Campeões não voltou a ser realizado, pois a FBF e a CBD iniciaram um processo de unificação, concluído em 1941, e que durou até 1979, ano da fundação da CBF.

A campanha do Atlético-MG:
6 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 18 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Atlético-MG

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2017

A Copa do Brasil passou por novas transformações em 2017. A CBF aumentou o número de participantes para 91 e implementou alterações cruciais no regulamento, como a extinção dos jogos de ida e volta nas duas primeiras fases. Estas passaram a ser decididas em partida única: na primeira etapa, os visitantes tinham a vantagem do empate. Na segunda, a igualdade levava a decisão para os pênaltis. Para completar, foi adicionada uma quarta fase antes do afunilamento nas oitavas de final.

Das 91 vagas, 70 foram destinadas às federações estaduais, dez ao Ranking da CBF e 11 aos clubes pré-classificados (os oito melhores do Brasileirão anterior e os campeões da Série B, Copa do Nordeste e Copa Verde). Em meio a essa estrutura, sobressaiu-se um mestre na arte de vencer copas: o Cruzeiro, treinado por Mano Menezes. Após 14 anos de espera, a Raposa enfim alcançou o seu pentacampeonato.

Presente desde a primeira fase, o Cruzeiro estreou contra o Volta Redonda, vencendo no Raulino de Oliveira por 2 a 1. Na segunda fase, o time não tomou conhecimento do São Francisco-PA e goleou por 6 a 0 no Mineirão. Na terceira fase, foi a vez de encarar o Murici, de Alagoas, e a Raposa garantiu a vaga com duas vitórias: 2 a 0 no interior alagoano e 3 a 0 em Belo Horizonte.

Na quarta fase, veio um confronto cascudo contra o São Paulo. O Cruzeiro não se intimidou com a pressão do Morumbi na ida e venceu por 2 a 0. No Mineirão, apesar da derrota por 2 a 1, a classificação para as oitavas foi assegurada.

Nas oitavas de final, o adversário foi a Chapecoense. Uma vitória por 1 a 0 em Minas permitiu ao Cruzeiro avançar após um empate sem gols em Chapecó. Nas quartas, o time protagonizou dois jogos emocionantes contra o Palmeiras. O empate em 3 a 3 em São Paulo deu à Raposa a vantagem do critério do gol fora de casa, o que tornou o empate por 1 a 1 no Mineirão suficiente para a classificação.

A semifinal marcou o reencontro com o Grêmio, que havia eliminado os mineiros na mesma fase no ano anterior. Após perder a ida em Porto Alegre por 1 a 0, o Cruzeiro devolveu o placar no Mineirão e, nos pênaltis, venceu por 3 a 2, garantindo a revanche e a vaga na final.

A decisão foi contra o Flamengo, que chegava após superar Atlético-GO, Santos e Botafogo. Diferentemente do passeio de 2003, a reedição da final foi extremamente tensa. No Maracanã, o Cruzeiro buscou o empate em 1 a 1 com gol do uruguaio De Arrascaeta. No Mineirão, após um novo empate em 0 a 0, a decisão foi para as penalidades. Nas cobranças, a Raposa foi impecável, venceu por 5 a 3 e celebrou o seu quinto título da Copa do Brasil.

A campanha do Cruzeiro:
14 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 23 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Pedro Vilela/Getty Images

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2016

Um dos maiores vencedores da história da Copa do Brasil desde a sua criação, o Grêmio amargava, em 2016, um jejum de 15 anos sem erguer a taça, sem sequer ter chegado a uma decisão nesse intervalo. O hiato era impactante para um clube que esteve em sete finais nas primeiras 13 edições do torneio. Já passava da hora de buscar o pentacampeonato, e ele veio de maneira categórica.

A conquista tricolor iniciou-se pelo caminho dos clubes que disputavam a Libertadores, com a entrada direta nas oitavas de final. O primeiro adversário foi o Athletico-PR. Na ida, na Arena da Baixada, o Grêmio venceu por 1 a 0 sob o comando de Roger Machado. Contudo, devido aos maus resultados no Brasileirão, Roger foi demitido antes do jogo de volta, dando lugar ao ídolo Renato Portaluppi. A estreia do técnico foi carregada de drama: o Tricolor perdeu por 1 a 0 na Arena e só garantiu a vaga nos pênaltis, com uma vitória por 4 a 3.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Palmeiras. Na primeira partida, em Porto Alegre, Ramiro e Pedro Rocha marcaram na vitória por 2 a 1. No segundo jogo, no Allianz Parque, o Imortal precisou de resiliência. Os paulistas abriram o placar no segundo tempo, resultado que eliminaria os gaúchos pelo critério do gol fora. Foi então que Everton Cebolinha, vindo do banco de reservas, marcou o gol do empate por 1 a 1 aos 30 minutos, carimbando o passaporte gremista para a semifinal.

A semifinal reservou um duelo de tetracampeões entre Grêmio e Cruzeiro. No Mineirão, o Tricolor não se intimidou: Luan abriu o placar na etapa inicial e Douglas ampliou para 2 a 0 no segundo tempo. Com a excelente vantagem construída em Belo Horizonte, o Grêmio apenas administrou o empate sem gols na Arena para voltar a uma final nacional.

Na grande decisão, o Grêmio enfrentou o Atlético-MG, que chegava após superar Ponte Preta, Juventude e Internacional. Mais uma vez, o jogo de ida foi no Mineirão, e o Imortal deu um show: com dois gols de Pedro Rocha e um de Everton, venceu por 3 a 1. A partida de volta, na Arena, ocorreu em um clima de profunda comoção devido ao acidente aéreo da Chapecoense, ocorrido na semana anterior. Em meio às homenagens, Miller Bolaños abriu o placar aos 43 minutos do segundo tempo. O Atlético ainda empatou nos acréscimos, mas o 1 a 1 final confirmou o pentacampeonato isolado do Grêmio.

A campanha do Grêmio:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 10 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Jeferson Guareze/AGIF

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2015

Em 2015, após atravessar um período turbulento com o rebaixamento em 2012, o retorno à elite em 2013 e a luta contra nova queda em 2014, o Palmeiras precisava de um reencontro com sua grandeza. Naquela temporada de recomeço, o clube alcançaria o tricampeonato da Copa do Brasil, selando a primeira conquista de uma nova era. O palco foi o recém-inaugurado Allianz Parque, erguido sobre o solo do antigo Palestra Itália, em um título que abriria caminho para uma sequência de glórias nos anos seguintes.

A campanha do Verdão começou contra o Vitória da Conquista, da Bahia. No jogo de ida, a goleada por 4 a 1 fora de casa garantiu a classificação direta. Na segunda fase, o time superou o Sampaio Corrêa após um empate por 1 a 1 em São Luís e uma goleada por 5 a 1 em São Paulo.

Na terceira fase, o Palmeiras reencontrou o ASA, seu carrasco de 2002. Treze anos depois, o confronto foi igualmente difícil, mas a revanche aconteceu: após um empate sem gols no Allianz Parque, o Verdão venceu por 1 a 0 no jogo de volta, disputado em Londrina após a venda do mando de campo pelos alagoanos, com gol do jovem Gabriel Jesus.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Cruzeiro. O Palmeiras venceu ambas as partidas: 2 a 1 em casa e 3 a 2 no Mineirão. Nas quartas, o rival foi o Internacional, e o Alviverde avançou após empatar por 1 a 1 em Porto Alegre e vencer por 3 a 2 em um duelo eletrizante em São Paulo.

A semifinal contra o Fluminense reservou muito drama. No Maracanã, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 1, com Zé Roberto marcando um gol vital que diminuiu o prejuízo. Na volta, Lucas Barrios anotou duas vezes e o Verdão devolveu o placar de 2 a 1. A vaga foi decidida nos pênaltis, com vitória palmeirense por 4 a 1.

A decisão de 2015 protagonizou o Clássico da Saudade entre Palmeiras e Santos, que chegava à final após eliminar Londrina, Maringá, Sport, Corinthians, Figueirense e São Paulo. Uma novidade importante: a partir daquela edição, a regra do gol fora de casa deixou de valer para a final. Na ida, na Vila Belmiro, o Santos venceu por 1 a 0 com um gol nos minutos finais. A volta, no Allianz Parque, foi épica. Dudu marcou duas vezes no segundo tempo, aos 11 e aos 39 minutos, mas o Santos descontou para 2 a 1 aos 42. Pela primeira vez, o campeão da Copa do Brasil seria definido nos pênaltis. Por 4 a 3, o Palmeiras ficou com a taça, e a histórica cobrança final foi convertida pelo goleiro Fernando Prass.

A campanha do Palmeiras:
13 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/AFP/Getty Images