América-MG Campeão Brasileiro Série B 1997

A virada de mesa que agitou a Série A do Brasileirão entre 1996 e 1997 impactou diretamente a composição da Série B. Os rebaixados Goiatuba, Sergipe e Central acabaram resgatados, e a competição, que originalmente contaria com 24 clubes, retornou ao número de 25 participantes.

O regulamento da segunda divisão sofreu alterações importantes: a partir daquele ano, o lanterna de cada um dos cinco grupos seria rebaixado diretamente, em vez de caírem apenas os três piores gerais. Além disso, as quartas de final em mata-mata foram substituídas por uma terceira fase composta por dois quadrangulares. Em campo, o América-MG terminava de se reconstruir após o período de punição decorrente do uso da Justiça Comum para tentar evitar seu rebaixamento na elite de 1993.

Na primeira fase, o Coelho ficou no Grupo C. Em oito partidas, fez quatro vitórias, um empate e três derrotas, garantindo a segunda posição com 13 pontos, atrás do CRB no saldo de gols. O regulamento classificava os três primeiros de cada chave, além do melhor quarto colocado geral.

As oitavas de final foram disputadas no sistema de play-off de até três jogos, no qual uma equipe precisava somar pontos suficientes para não ser alcançada pelo rival. Nessa etapa, o Coelho enfrentou a Desportiva. Na ida, em Belo Horizonte, o América venceu por 2 a 0. Na volta, em Cariacica, empatou em 1 a 1. Como o time mineiro somou quatro pontos contra um dos capixabas, o regulamento exigiu o terceiro jogo da série, realizado novamente no Espírito Santo. O Coelho venceu por 2 a 1 e avançou.

Na terceira fase, o América mediu forças no quadrangular semifinal contra Joinville, Tuna Luso e Vila Nova. O clube mineiro sobrou na chave, avançando na liderança isolada com 13 pontos, fazendo quatro vitórias, um empate e uma derrota, com um ponto a mais que os goianos. Desse modo, o Coelho foi para o quadrangular final para enfrentar Vila Nova, Ponte Preta e Náutico.

A fase decisiva guardou fortes emoções. O América começou bem ao bater o Vila Nova por 2 a 0 no Serra Dourada, vencer o Náutico pelo mesmo placar e empatar em 1 a 1 com a Ponte Preta, ambos em Belo Horizonte. No Moisés Lucarelli, porém, a derrota por 1 a 0 para a Ponte deixou a briga pelo título aberta. A resposta veio com uma vitória por 2 a 0 sobre o Náutico nos Aflitos, que encaminhou o acesso.

Na rodada final, valendo acesso e taça, o América recebeu o já eliminado Vila Nova no Independência. Com um gol do atacante Celso, o time mineiro venceu por 1 a 0 e levou seu primeiro título da Série B.

A campanha do América-MG:
23 jogos | 14 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 34 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press

União São João Campeão Brasileiro Série B 1996

Em 1996, disputar a Série B do Campeonato Brasileiro era um desafio hercúleo. A estrutura era precária e as condições financeiras eram escassas. O reflexo disso foi a desistência de cinco clubes por falta de verbas. O Barra do Garças abriu mão de sua vaga ainda no fim de 1995, permitindo à Ponte Preta herdar o lugar. Na virada do ano, Bangu, Ferroviária, Novorizontino e América-SP também pularam fora do barco. Para preencher as lacunas, foram convidados Gama, ABC, Atlético-GO e Joinville, os melhores da Série C de 1995, atrás de XV de Piracicaba e Volta Redonda, que já haviam subido por direito.

Para completar o cenário, o América-MG terminou de cumprir uma suspensão de duas temporadas fora de competições nacionais e retomou seu posto. Com isso, 25 equipes iniciaram a disputa pelas duas cobiçadas vagas de acesso. Entre elas estava o União São João, recém-rebaixado da Série A e determinado a retornar imediatamente à elite.

Na primeira fase, as equipes foram divididas em cinco grupos, com o União no Grupo C. Após oito jogos, o time acumulou quatro vitórias, um empate e três derrotas, somando 13 pontos e garantindo a classificação na vice-liderança, apenas um ponto atrás do XV de Piracicaba. Avançavam os três primeiros de cada grupo e o melhor quarto colocado geral.

Os 16 classificados iniciaram um mata-mata. Nas oitavas de final, a Ararinha enfrentou o Volta Redonda. Após um empate em 1 a 1 no Raulino de Oliveira, o União venceu no Hermínio Ometto por 3 a 0. Nas quartas de final, o duelo contra o Mogi Mirim foi dramático. O União São João perdeu em Araras por 1 a 0, mas devolveu o placar exato no interior paulista e venceu nos pênaltis por 3 a 1.

O União São João alcançou a fase decisiva ao lado de América-RN, Náutico e Londrina. O início da campanha foi com vitórias nos Aflitos por 2 a 1 sobre o Náutico e por 3 a 1 sobre o América em Araras. Na terceira rodada, o time buscou um empate em 1 a 1 com o Londrina no Estádio do Café. No reencontro com os paranaenses, agora no Hermínio Ometto, o União conquistou uma vitória de virada por 3 a 2. Na quinta rodada, contudo, a derrota por 2 a 1 para o América em Natal embolou a tabela.

Três equipes chegaram com chances de título na última rodada. Jogando em casa contra o Náutico, o União não podia se dar ao luxo de perder. Mas o tenso empate em 1 a 1, somado à derrota do América para o Londrina no Paraná, garantiu o troféu para o Verdão de Araras. O União São João fechou o quadrangular com 11 pontos, seguido pelo clube potiguar com nove e pelo pernambucano com oito.

A campanha do União São João:
18 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 28 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto André Ricardo/Placar

Athletico-PR Campeão Brasileiro Série B 1995

Fato raro de se ver naquela época, a Série B manteve o mesmo número de participantes de uma temporada para outra. Em 1995, novamente 24 equipes lutaram pelas duas vagas de acesso, enquanto, na outra ponta da tabela, os dois piores clubes seriam rebaixados para a Série C do ano seguinte.

O regulamento sofreu uma alteração, que foi a inclusão de mais uma fase antes da final, que deixou de ser em mata-mata e virou um quadrangular. Outra novidade foi a consolidação das vitórias valendo três pontos. Em campo, a dupla Atletiba se destacou, mas, no final, o título ficou nas mãos do Athletico-PR.

Na primeira fase, o Furacão esteve no Grupo C e terminou na liderança, somando 23 pontos com sete vitórias, dois empates, uma derrota e uma vantagem de nove pontos sobre o vice Goiatuba.

Quatro equipes se classificaram por chave e os 16 sobreviventes formaram quatro novos grupos na segunda fase. No Grupo G, o rubro-negro ficou ao lado de Mogi Mirim, Londrina e Novorizontino. Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o Athletico classificou-se na liderança com 13 pontos.

Na terceira fase, os oito times restantes dividiram-se em dois grupos de quatro. O Furacão jogou no Grupo I contra Central, Bangu e Sergipe. Em seis partidas, o clube fez jus ao apelido e foi avassalador: conquistou cinco vitórias e um empate. Os 16 pontos somados garantiram a vaga no quadrangular final.

Para a fase decisiva, além do Athletico, chegaram vivos o Coritiba, o Mogi Mirim e o Central. Na abertura, o Furacão foi até Pernambuco e venceu o Central por 1 a 0. No jogo seguinte, o primeiro clássico da fase terminou empatado em 1 a 1 na antiga Baixada. A recuperação veio com uma vitória por 1 a 0 sobre o Mogi Mirim, em Curitiba. O placar se repetiu no interior paulista na rodada seguinte, carimbando matematicamente o acesso do rubro-negro à elite.

Na quinta rodada, o Athletico liderava com dez pontos, contra sete do Coritiba. Uma vitória no Atletiba, em pleno Couto Pereira, daria o título antecipado ao Furacão. Contudo, o time teve uma atuação abaixo da média e perdeu por 3 a 0, resultado que também garantiu o rival na elite de 1996.

A definição do campeão ficou para a última rodada. No interior paulista, o Coritiba não passou de um empate com o Mogi Mirim. Enquanto isso, na Baixada, o Athletico empilhou gols com a histórica dupla Oséas e Paulo Rink e goleou o Central por 4 a 1. A vitória sacramentou o título da Série B de 1995.

A campanha do Athletico-PR:
28 jogos | 20 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Arquivo/Athletico-PR

Juventude Campeão Brasileiro Série B 1994

Em mais de duas décadas de existência, o Campeonato Brasileiro da Série B vivia uma profunda crise de identidade no ano de 1994. A competição sofria com a falta de um regulamento definitivo e, em algumas temporadas, sequer chegava a ser disputada. Um ano antes, em decorrência do massivo acesso de 12 clubes para a elite, o torneio foi cancelado junto com a Série C. Em seus lugares, foram realizadas seletivas regionais que definiram 16 participantes para o retorno da segunda divisão em 1994. As outras oito vagas foram preenchidas pelos rebaixados da Série A.

Entre os 24 contemplados estava o Juventude, que na seletiva de 1993 eliminou Brasil de Farroupilha e Figueirense, garantindo sua vaga ao lado do Londrina. A primeira fase da Série B foi dividida em quatro chaves de seis equipes. O Ju ficou no Grupo D e fez uma campanha segura, o suficiente para avançar na terceira posição entre as quatro vagas disponíveis. Em dez jogos, o alviverde somou 11 pontos, com quatro vitórias, três empates e três derrotas, terminando três pontos atrás da líder Ponte Preta.

Na segunda fase, os 16 classificados foram redistribuídos em quatro novos grupos. O Papo caiu novamente na última chave, medindo forças com Athletico-PR, Goiatuba e, mais uma vez, a Ponte Preta. Com apenas uma vaga em disputa para a semifinal, o Juventude subiu de produção: manteve-se invicto com quatro vitórias e dois empates, somando dez pontos e terminando na liderança.

A semifinal carregava o peso máximo da temporada, pois os finalistas garantiriam o tão sonhado acesso. O Juventude enfrentou o Americano e foi cirúrgico: venceu por 1 a 0 no Estádio Godofredo Cruz, em Campos dos Goytacazes e repetiu o placar no Alfredo Jaconi, carimbando o retorno à primeira divisão após 15 anos de ausência.

A decisão foi contra o Goiás, que havia superado a Desportiva. No primeiro jogo, disputado no Serra Dourada, o Juventude foi derrotado por 2 a 1. Na partida de volta, apenas a vitória interessava em Caxias do Sul. Como detinha a melhor campanha, o time gaúcho jogava por uma vitória simples para ficar com a taça.

Em um Alfredo Jaconi lotado, o Juventude devolveu o placar de 2 a 1. O gol do título e do desafogo alviverde foi marcado pelo volante Galeano, a apenas dez minutos do fim do jogo. Pela primeira vez na história, o interior do Rio Grande do Sul celebrava um título nacional. Era o início de uma era de ouro para o clube, que culminaria com a conquista da Copa do Brasil cinco anos mais tarde.

A campanha do Juventude:
20 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 36 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Edison Vara/Placar

Paraná Campeão Brasileiro Série B 1992

A Série B sofreu um corte drástico no número de participantes de 1991 para 1992, reduzindo-se pela metade. Com 32 clubes, a chamada Divisão Classificatória recebia, após dez anos, o primeiro integrante do grupo dos 12 grandes. O Grêmio, rebaixado no ano anterior, precisou jogar a segunda divisão para tentar uma das 12 vagas de acesso. Vale ressaltar que, diferentemente do que o senso comum afirma, o regulamento do torneio já previa esse número de promoções antes mesmo do início da competição.

Enquanto os holofotes se voltavam ao clube gaúcho, em Curitiba um time com apenas três anos de existência realizava uma ascensão meteórica. O Paraná Clube, fruto da fusão entre Colorado e Pinheiros, que veio da terceira divisão em 1990 e bateu na trave em 1991, ostentava o título de campeão estadual e entrava como um dos favoritos ao título, o que viria a confirmar.

Na primeira fase, os 32 times foram divididos em quatro grupos, que classificavam os três melhores após dois turnos. O Paraná ficou no Grupo 4 e terminou em segundo lugar, somando 18 pontos em 14 jogos, com cinco vitórias, oito empates e uma derrota. O time ficou empatado em pontos com o América-MG, perdendo a liderança no número de vitórias, mas com um ponto à frente do Grêmio, o último classificado. Com isso, o acesso à Série A de 1993 já estava matematicamente garantido.

Na segunda fase, os 12 classificados ficaram em três novos grupos. Com um ponto extra, o Tricolor da Vila caiu na terceira chave, com Coritiba, Criciúma e Grêmio. Em seis jogos, o Paraná somou nove pontos em três vitórias, dois empates e uma derrota, avançando em segundo, ao lado dos catarinenses.

Na terceira fase, as oito equipes restantes formaram dois novos grupos de quatro, e o Paraná enfrentou Criciúma, União São João e América-MG. Em uma campanha curiosa, o Tricolor venceu apenas uma partida e empatou as outras cinco, todas por 0 a 0. Com apenas um gol marcado e nenhum sofrido, o Paraná avançou à semifinal na vice-liderança, com os mesmos sete pontos do líder Criciúma.

No mata-mata, o adversário da semifinal foi o Santa Cruz. O Paraná demonstrou sua força ao vencer os dois confrontos pelo mesmo placar: 2 a 1 no Arruda e 2 a 1 no Pinheirão. 

A final foi disputada contra o Vitória, que despachou o Criciúma na semifinal. Na ida, em Curitiba, os donos da casa venceram por 2 a 1, levando a vantagem para Salvador. Na volta, na Fonte Nova, o Paraná foi cirúrgico e venceu novamente por 1 a 0, com um gol de Saulo, selando a conquista.

A campanha do Paraná:
30 jogos | 13 vitórias | 15 empates | 2 derrotas | 32 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arquivo/James Skroch

Paysandu Campeão Brasileiro Série B 1991

Novas mudanças estruturais marcaram a Série B de 1991. O número de equipes saltou de 24 para 64, após a CBF fundir novamente a Série C com a Segunda Divisão, o nome oficial do certame na época. O quadro de participantes foi composto pelos dois rebaixados da Série A de 1990, os quatro promovidos da terceira divisão e outros 58 clubes indicados via campeonatos estaduais.

O Paysandu, vindo de um vice-campeonato paraense e de um quinto lugar na Série C de 1990, entrou na disputa focado no acesso e na taça. Os 64 clubes foram distribuídos em oito grupos, com o Papão colocado no Grupo A. Ao final de dois turnos, o Paysandu garantiu a classificação na segunda posição, somando 23 pontos distribuídos em dez vitórias, três empates e apenas uma derrota. A equipe terminou empatada em pontos com o Sampaio Corrêa, perdendo a liderança apenas no critério de número de vitórias, mas com o mérito de deixar para trás os rivais Remo e Tuna Luso.

A partir da segunda fase, a competição assumiu o formato de mata-mata eliminatório. Nas oitavas de final, o time bicolor enfrentou o Ceará. Após vencer a ida por 1 a 0 no Mangueirão, o Papão segurou um empate em 1 a 1 no Estádio Presidente Vargas para avançar.

Nas quartas de final, o adversário foi o ABC. Em Natal, a derrota por 1 a 0 trouxe apreensão à torcida, mas o Paysandu reverteu o cenário em Belém com uma vitória por 3 a 1 e chegou na semifinal.

Na fase semifinal, o último degrau antes do acesso foi contra o Americano. Após uma derrota por 1 a 0 no Estádio Godofredo Cruz, em Campos dos Goytacazes, o Bicolor devolveu o placar no Mangueirão. A decisão foi para os pênaltis, onde o Paysandu venceu por 5 a 4 e garantiu o retorno à elite do futebol brasileiro.

A final foi disputada contra o Guarani, que passou por Botafogo-SP, Noroeste e Coritiba. No primeiro confronto, no Brinco de Ouro, o jogo foi extremamente truncado e marcado por três expulsões, terminando com a vitória do adversário por 1 a 0.

O jogo de volta, no Mangueirão, foi ainda mais tenso, registrando seis cartões vermelhos. No entanto, o Papão da Curuzu mostrou superioridade técnica quando precisou: no segundo tempo, os atacantes Cacaio e Dadinho marcaram os gols da vitória por 2 a 0. O placar agregado garantiu o título da Série B de 1991, a primeira conquista nacional da história do clube.

A campanha do Paysandu:
22 jogos | 14 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 35 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

Sport Campeão Brasileiro Série B 1990

Não é de hoje que a CBF demonstra certa incongruência em sua organização. Após realizar uma Série B inchada com 96 clubes em 1989, a entidade voltou a separar as competições em três divisões em 1990, fazendo com que a segunda divisão retornasse ao formato de 24 equipes.

Rebaixado no ano anterior, o Sport tinha uma missão clara: retornar à elite com uma campanha sólida. Com o rival Náutico como único representante pernambucano na Série A, o Leão não poderia se dar ao luxo de falhar. Os 24 participantes foram divididos em quatro grupos, com o Sport no Grupo D.

Com quatro vagas de classificação por grupo, o rubro-negro não teve dificuldades para garantir a liderança, somando 12 pontos em dez jogos, com três vitórias, seis empates e uma derrota. O time terminou empatado em pontos com o Moto Club, mas garantiu a ponta graças ao saldo de gols. De quebra, viu o rival Santa Cruz ser eliminado ainda nesta etapa.

Na segunda fase, os 16 classificados foram reorganizados em quatro novos grupos. O Leão da Ilha caiu no Grupo H, ao lado de Operário-PR, Itaperuna e Remo. Em uma disputa extremamente acirrada, o Sport somou seis pontos, com uma vitória, quatro empates, uma derrota, quatro gols marcados e quatro sofridos, terminando rigorosamente empatado em todos os critérios com o Itaperuna. O desempate veio no confronto direto: após um 0 a 0 na Ilha do Retiro e um 1 a 1 no Estádio Jair Bittencourt, a regra do gol fora de casa foi aplicada a favor dos pernambucanos. Assim, o Sport avançou de fase ao lado do Operário.

Na terceira fase, os oito sobreviventes foram divididos em dois grupos de quatro. O Sport figurou no Grupo I, junto a Juventude, Moto Club e Guarani. Nesta etapa, o clima foi menos tenso: o rubro-negro manteve a invencibilidade com três vitórias e três empates, somando nove pontos. Como apenas o líder de cada grupo subia, o clube garantiu o acesso antecipado à Série A de 1991. A celebração ocorreu no Brinco de Ouro, após um empate em 1 a 1 com o Guarani na última rodada.

A decisão do título foi um duelo de rubro-negros contra o Athletico-PR, que havia superado Criciúma, Operário-PR e Catuense. A primeira partida, disputada no Pinheirão, em Curitiba, terminou empatada em 1 a 1. Por ser detentor da melhor campanha geral, o Sport tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais. Na partida de volta, na Ilha do Retiro, o placar de 0 a 0 garantiu o título da Série B para o Leão, colocando mais uma taça nacional na galeria do clube.

A campanha do Sport:
24 jogos | 7 vitórias | 15 empates | 2 derrotas | 22 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport