Caucaia Campeão Cearense Série B 2019

No Ceará, o Caucaia deu mais um passo no seu processo de crescimento ao vencer pela primeira vez a Série B estadual. Clube fundado em 2004, é a primeira vez que a Raposa Metropolitana chega à elite cearense.

A competição contou com dez equipes divididas em duas chaves. Na primeira fase, o Caucaia liderou o grupo A com folga sobre os outros quatro oponentes, tendo sete vitórias, uma derrota e 21 pontos. Nas quartas de final, a equipe eliminou o Icasa com empate por 1 a 1 fora e vitória por 4 a 2 em casa.

Na semifinal, o acesso inédito foi consolidado ao superar o Crato, revertendo a derrota por 2 a 0 na ida com vitória pelo mesmo placar na volta, assim usando a vantagem de ter melhor campanha. Na final única no Presidente Vargas, em Fortaleza, o Caucaia derrotou por 3 a 0 o Pacajus.


Foto Pedro Chaves/FCF

Almirante Barroso Campeão Catarinense Série B 2019

Clube da cidade da Itajaí e licenciado desde 1971, o Almirante Barroso voltou à ativa em 2016 por meio de uma parceria com outro clube, o Navegantes EC. Desde então o Alviverde tomou gosto pelas conquistas, foi campeão da Série B de Santa Catarina pela primeira vez no ano do retorno, e chegou ao bicampeonato em 2019.

A campanha do segundo título do Barroso foi contra oito adversários. Era para ser contra nove, mas o Blumenau foi excluído na terceira rodada. Então, em 16 partidas, o Alviverde conseguiu nove vitórias, quatro empates e três derrotas, terminando na vice-liderança, com o acesso garantido e a vaga na final.

A decisão foi contra o Concórdia, líder da fase inicial somente porque fez um gol a mais que o Barroso. A partida de ida foi no Camilo Mussi e terminou empatada por 1 a 1. A volta foi no Domingos Lima e encaminhava-se para um título do Concórdia, que jogava por resultados iguais. Até que aos 50 minutos do segundo tempo, o zagueiro Igor Brondani fez 2 a 1 e o Alimirante Barroso conquistou o título.


Foto Divulgação/FCF

Doce Mel Campeão Baiano Série B 2019

Outrora chamado Associação Desportiva Atlanta, o Doce Mel faturou o título da segunda divisão baiana de 2019. A conquista anterior havia sido em 1987 (com o antigo nome), e a única participação na elite do Estado em 1988.

Entre idas e vindas no profissionalismo, o time da cidade de Ipiaú entrou na disputa neste ano junto com mais cinco adversários. Na primeira fase, cinco vitórias, três empates e duas derrotas classificaram a equipe tricolor na segunda posição da chave única.

Como apenas o campeão sobe na segundona baiana, seria necessário bater o Olímpia na final. A ida foi no estádio Pedro Caetano, e o Doce Mel saiu derrotado por 2 a 1. A volta foi em Pituaçu, em Salvador, e o tricolor reverteu com maestria aplicando 3 a 0 no adversário, e assim conquistando o acesso e a taça do Baianão Série B.


Foto Divulgação/Tesouras Notícias

PSTC Campeão Paranaense 2ª Divisão 2019

O PSTC Procopense foi campeão da segunda divisão do Paraná pela segunda vez. Longe da elite desde 2017, o clube conhecido por formar grandes jogadores nas categorias de base teve que enfrentar muitas dificuldades na competição, sobretudo fora do campo. Com seis vitórias, um empate e duas derrotas na primeira fase, teria sido vice-líder com uma campanha tranquila. Mas uma escalação irregular tirou sete pontos do time, que acabou apenas em quinto.

As coisas se tranquilizaram na segunda fase, ao liderar com folga sua chave quadrangular sobre Prudentópolis, Nacional de Rolândia e Independente São-Joseense, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. Na semifinal, as vitórias por 1 a 0 fora e por 4 a 1 em casa sobre o Apucarana valeram o acesso ao clube.

A final foi contra o União Beltrão, e o PSTC conseguiu o título da segundona paranaense com dois empates, por 2 a 2 em Francisco Beltrão e por 3 a 3 em Cornélio Procópio. Assim, quatro anos depois da primeira conquista, o clube procopense voltou a erguer a taça.


Foto Isabella Cavalheiro/PSTC

Athletico-PR Campeão da Copa do Brasil 2019

Em 2019, a Copa do Brasil conheceu um novo dono. De forma eficiente e correndo por fora, o Athletico-PR superou os gigantes e conquistou a competição pela primeira vez, revelando ao país o técnico Tiago Nunes. A conquista foi também um marco para o futebol paranaense, que carregava o peso de três vice-campeonatos consecutivos (2011, 2012 e 2013), sendo o último deles do próprio Furacão.

O regulamento seguiu os moldes do ano anterior, com 11 equipes estreando diretamente nas oitavas de final. O Athletico estava entre esses clubes e debutou contra o Fortaleza. Após um empate sem gols no Castelão, o Furacão garantiu a vaga com uma vitória por 1 a 0 na Arena da Baixada.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Flamengo. O jogo de ida, em Curitiba, terminou empatado em 1 a 1. Na volta, em um Maracanã lotado, o Athletico não se intimidou e segurou um novo 1 a 1. A decisão foi para os pênaltis, onde o goleiro Santos brilhou. A vitória por 3 a 1 nas cobranças serviu, de certa forma, como uma revanche da final perdida para os cariocas em 2013.

A semifinal contra o Grêmio testou o coração da torcida. Na primeira partida, em Porto Alegre, o Furacão teve uma atuação abaixo do esperado e foi derrotado por 2 a 0. No entanto, a mística da Arena da Baixada prevaleceu no jogo de volta: com gols de Nikão e Marco Ruben, o Athletico devolveu o placar e levou a disputa para as penalidades. Mais uma vez, o goleiro Santos apareceu, defendendo a última cobrança gaúcha e garantindo o 5 a 4 que colocou o Furacão na final.

Grande parte da imprensa gaúcha e nacional já projetava um Grenal na decisão, mas o Athletico frustrou os planos ao garantir sua vaga contra o Internacional, que havia eliminado Paysandu, Palmeiras e Cruzeiro. A ida, na Arena da Baixada, teve um clima elétrico com quase 40 mil torcedores. No segundo tempo, Bruno Guimarães marcou o gol da vitória por 1 a 0. Com a vantagem mínima, o time manteve a postura sólida no Beira-Rio. Com gols de Léo Cittadini e um gol antológico de Rony nos acréscimos, após jogada plástica de Marcelo Cirino, o Athletico venceu por 2 a 1 e sagrou-se campeão.

A campanha do Athletico-PR:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 8 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Wesley Santos/Folhapress

Santos-AP Campeão Amapaense 2019

O último campeão estadual de 2019 foi o Santos do Amapá. No menor e mais tardio campeonato, com cinco participantes e início em julho. Na primeira fase, o Peixe da Amazônia ficou na liderança, com oito pontos, duas vitórias e dois empates.

O time ficou empatado em pontos com o rival Ypiranga, mas a goleada de 8 a 1 sobre o lanterna Santana fez a diferença no saldo de gols. A semifinal foi disputada contra o São Paulo, e com vitórias por 1 a 0 e por 5 a 0 o clube alvinegro classificou-se à final, a sétima seguida. 

Contra o Ypiranga, muito sufoco. Na ida, derrota por 1 a 0. A volta se encaminhava para vitória simples do Santos e uma decisão nos pênaltis, até que, aos 48 minutos do segundo tempo, o glorioso zagueiro Preto Barcarena marcou o 2 a 0 de cabeça e garantiu a sétima conquista santista. No elenco do Santos, o interminável atacante uruguaio Acosta, 42 anos e quatro títulos pelo clube.


 Foto John Pacheco/Globo Esporte-AP

Operário-PR Campeão Brasileiro Série C 2018

A última edição encerrada da Série C foi em 2018, ano em que mais uma vez a glória ficou nas mãos dos clubes mais improváveis. Bragantino, Náutico, Santa Cruz, Remo e Joinville foram os participantes de maior renome na competição, mas somente o primeiro conseguiu o objetivo do acesso. Os rivais pernambucanos bateram na trave, enquanto o time paraense não passou de fase e o catarinense foi rebaixado com algumas rodadas de antecedência. O título ficou com o Operário Ferroviário de Ponta Grossa. No embalo da conquista da quarta divisão um ano antes, a equipe paranaense passou com méritos pelo "estágio" na terceirona.

No grupo B da primeira fase, o Fantasma teve uma campanha muito segura. Estreou vencendo o Volta Redonda por 1 a 0 no Germano Krüger. Até a virada de turno, a sequência da equipe foi de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, com destaque ao 3 a 2 sobre o Luverdense em casa, na nona rodada, em uma virada aos 50 minutos do segundo tempo.

No segundo turno, foram mais oito partidas de invencibilidade. A classificação foi obtida no décimo quarto jogo, ao vencer o Tombense por 1 a 0 em Minas Gerais. Ao todo, foram 35 pontos, dez vitórias, cinco empates e três derrotas do vice-líder Operário.

Nas quartas de final, o adversário paranaense foi o Santa Cruz. A partida de ida foi em um Arruda lotado, onde a camisa pesou e o Operário saiu derrotado por 1 a 0. A volta foi no Germano Krüger, estádio mais acanhado porém também lotado de torcedores, que empurraram o time para a virada por 3 a 0 e o acesso inédito. A semifinal foi contra o Bragantino, e os dois jogos ficaram no empate sem gols. Nos pênaltis, o Fantasma fez 4 a 2 e foi à final, disputada contra o Cuiabá.

A ida da decisão foi em Ponta Grossa, e cheia de reviravoltas: o Operário marcou dois gols, sofreu a virada e arrancou o empate por 3 a 3 nos acréscimos. A volta foi na Arena Pantanal, com mais ingredientes especiais. Primeiro, a falta de luz no estádio, que deixou a partida paralisada por mais de meia hora. Depois, a atuação monumental e os milagres do goleiro Simão, que ajudou a sustentar a vitória por 1 a 0, gol marcado por Bruno Batata no segundo tempo.

A conquista desta Série C é mais importante da história do Operário, que assim voltou para a disputa da Série B após 28 anos de ausência.

A campanha do Operário-PR:
24 jogos | 12 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 32 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF