Bahia Campeão Baiano Feminino 2021

Não realizado em 2020, o Campeonato Baiano Feminino voltou a acontecer em 2021. Um torneio padrão, com seis clubes se enfrentando em turno único. Integrante da Série A1 do Brasileirão nesta temporada, o Bahia chegou ao quinto título estadual na história, sendo este o segundo seguido. Na primeira fase, o Tricolor de Aço ganhou quatro jogos, empatou um e somou 13 pontos, livrando um relação ao rival Vitória.

Na semifinal, o Bahia eliminou o Juventude Esportiva com triunfos por 1 a 0, fora, e por 2 a 0, em casa. Na final, as Meninas de Aço enfrentaram o Doce Mel, que despachou o Vitória. Na ida, em Jequié, o tricolor perdeu por 1 a 0. A volta foi em Pituaçu, em Salvador, e o Bahia reverteu a desvantagem e conquistou o torneio com goleada por 4 a 0. Os gols foram marcados por Gadu - três vezes - e Dan Nunes.

A campanha do Bahia:
9 jogos | 8 triunfos | 0 empates | 1 derrota | 25 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Felipe Oliveira/Bahia

Ceará Campeão Cearense Feminino 2021

O giro pelos estaduais femininos de 2021 vai para o Ceará. O título voltou às mãos das Meninas do Vozão que, após o vice em 2020 chegou na terceira conquista em quatro temporadas. O campeonato foi curto, com a participação de seis clubes, que se enfrentaram em grupo e turno únicos.

Em cinco jogos, o Ceará conseguiu 100% de aproveitamento, com 15 pontos somados. Três vitórias foram por 7 a 0: sobre o Guarany de Sobral, sobre o São Gonçalo e sobre o Tianguá. Quatro times foram à semifinal, e o alvinegro voltou a enfrentar o Guarany, com goleadas por 4 a 0 na ida, fora, e por 8 a 0 na volta, em casa.

A final foi contra o Fortaleza, que bateu a Menina Olímpica. Na primeira partida, vitória por 2 a 1 no CT do rival. O segundo jogo aconteceu no Franzé Morias, a casa do Ceará, e o empate por 3 a 3 bastou para que as alvinegras cearenses conseguissem o terceiro título estadual.

A campanha do Ceará:
7 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 30 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Stephan Eilert/Ceará

Real Brasília Campeão Brasiliense Feminino 2021

O Real Brasília, nascido Dom Pedro II, chegou ao terceiro título estadual feminino consecutivo, em 2021. Principal força do Distrito Federal e integrante da Série A1 do Brasileirão, o Leão do Planalto teve de superar outros cinco clubes para chegar na conquista.

Na primeira fase, os seis participantes se enfrentaram em dois turnos, totalizando dez rodadas. E o Real passou tranquilamente, com oito vitórias, dois empates e a liderança, com 26 pontos. Foram quatro pontos de vantagem para os rivais mais próximos, o Minas Brasília e o Cresspom. As goleadas da equipe foram: 11 a 0 e 7 a 0 no Estrelinha e 8 a 0 na ARUC.

Na final, o Real enfrentou o Minas. Partida única no Estádio Defelê. Com dois gols de Geovana Alves  - o segundo nos acréscimos -, o Real Brasília venceu por 2 a 1 e levou o tricampeonato, que é a totalidade de títulos estaduais que o clube possui.

A campanha do Real Brasília:
11 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 43 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Real Brasília

Real Ariquemes Campeão Rondoniense Feminino 2021

Pela segunda temporada consecutiva, o blog abre espaço para os estaduais femininos. E se em 2020 a pandemia de Covid-19 atrapalhou demais a modalidade, motivando o cancelamento de oito competições, em 2021 foram realizados 26, que deram vaga aos melhores clubes não-divisionados à inédita Série A3 do Brasileirão, em 2022. Apenas o Maranhão não organizou um torneio.

E o blog seguirá o mesmo critério do ano passado para as publicações dos pôsteres: o Estado teve que ter presença ou na Série A1 do Brasileiro, ou nas quartas de final da Série A2 da temporada abordada. As postagens serão feitas em ordem crescente de importância. 


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Rondônia é um dos três Estados que puxam para cima a região Norte no futebol feminino. Em 2021, o Real Ariquemes teve uma temporada histórica. Na Série A2 do Brasileirão, o Furacão do Jamari foi até as quartas de final, onde perdeu para o Esmac e garantiu uma vaga fixa na competição de 2022. No estadual, o clube sobrou.

O torneio foi curtíssimo, com somente três equipes, que se enfrentaram em turno único. Foram só três jogos na cidade de Cacoal, no Estádio Aglair Tonelli. No primeiro, o Real Ariquemes aplicou 14 a 0 no Espigão. No segundo, o Real folgou e o Barcelona de Vilhena estreou goleando o Espigão por 11 a 0.

A decisão foi na terceira partida. Dois times equivalentes, mas o Real Ariquemes se fez valer do maior entrosamento para vencer o Barcelona por 2 a 0, gols marcados por Emily e Thaynara. Desta forma, o clube rubro-negro chegou ao tricampeonato seguido, que é também o número total de títulos estaduais no feminino.

A campanha do Real Ariquemes:
2 jogos | 2 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 16 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Alexandre Almeida/FFER

Palmeiras Campeão da Libertadores 2021

Uma Copa do Brasil com convidados. É assim que podemos definir a reta final da edição de 2021 da Libertadores. Dos oito brasileiros que participaram, cinco chegaram nas quartas de final. A semifinal foi composta por três deles e a final foi mais uma vez caseira. No fim, o título ficou pela terceira vez com o Palmeiras, coroando uma bela campanha desde o início.

No grupo A da primeira fase, o Verdão enfrentou Defensa y Justicia, Independiente del Valle e Universitario. O clube, em casa, goleou os equatorianos por 5 a 0 e os peruanos por 6 a 0. E isso somado a outras três vitórias rendeu 15 pontos e a liderança.

Nas oitavas de final, o Palmeiras enfrentou a Universidad Católica, e venceu as duas partidas por 1 a 0, no Chile e no Brasil. Nas quartas, passou pelo rival São Paulo depois de empatar por 1 a 1 no Morumbi e vencer por 3 a 0 no Allianz Parque.

A semifinal foi contra o Atlético-MG. A ida foi jogada em casa, ainda sem a presença do público, e terminou empatada por 0 a 0. A volta foi no Mineirão, com torcida, e o Alviverde buscou o empate por 1 a 1 para se fazer valer da regra do gol fora de casa e se classificar à final.

O adversário do Palmeiras na decisão foi o Flamengo, que também tentava seu terceiro título e tinha passado por Defensa y Justicia, Olimpia e Barcelona de Guayaquil. A sede foi Montevidéu, com o mítico Estádio Centenario. Tudo ficou legal aos quatro minutos do primeiro tempo, quando Raphael Veiga abriu o placar. Mas aos 26 do segundo tempo, Gabriel Barbosa empatou e levou o jogo à prorrogação.

Eis que, aos cinco minutos da primeira etapa extra, Deyverson, que havia saído do banco de reservas, aproveitou-se do vacilo de Andreas Pereira, entrou cara a cara com o goleiro Diego Alves e fez 2 a 1. Depois, o time por Abel Ferreira soube segurar o resultado contra um oponente quase sem fôlego e partiu rumo à terceira conquista, a segunda consecutiva - algo que não ocorria desde 2001.

A campanha do Palmeiras:
13 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 29 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Ettore Chiereguini/AGIF

Palmeiras Campeão da Libertadores 2020

A Libertadores de 2020 foi mais longa da história, decidida com um gol aos 53 minutos do segundo tempo da final. Estas são as predefinições do bicampeonato conquistado pelo Palmeiras, 21 anos após o primeiro título. Foram 374 dias de certame.

O Verdão começou a competição no grupo B, enfrentando Tigre, Bolívar e Guaraní do Paraguai. Nas duas primeiras partidas, vitórias por 2 a 0 sobre os argentinos, fora, e por 3 a 1 sobre os paraguaios, em casa, em março. Então veio a pandemia de covid-19, que paralisou tudo por seis meses. Em setembro, o Palmeiras retornou com a mesma vontade, vencendo duas vezes os bolivianos, empatando sem gols com o Guaraní, em Assunção, e goleando o Tigre por 5 a 0, em casa.

Com 16 pontos, o time foi o líder e o dono da melhor campanha no geral. Nas oitavas de final, o Alviverde enfrentou o equatoriano Delfín. Mas antes de começar, uma importante mudança selou o rumo palmeirense na competição: Vanderlei Luxemburgo foi demitido do cargo de técnico e deu lugar ao português Abel Ferreira. Com novo comando, o Palmeiras conseguiu vitórias tranquilas por 3 a 1, no Equador, e por 5 a 0, no Allianz Parque.

As quartas de final foram contra o Libertad. Na ida, no Paraguai, empate por 1 a 1. Na volta em São Paulo, vitória por 3 a 0 e vaga na semifinal. Era a vez de enfrentar o River Plate. Já atravessando 2021, o Verdão foi à Argentina e abriu vantagem ao ganhar por 3 a 0. Essa vantagem quase virou pó no segundo jogo, quando o River resolveu fazer 2 a 0 em plena casa palmeirense, chegando até a marcar o terceiro e ter um pênalti a favor. Porém, nos dois casos o VAR corrigiu as decisões do árbitro.

A final contra o Santos, que eliminou LDU Quito, Grêmio e Boca Juniors. No Maracanã, a partida única não recebeu público pagante e foi de poucas chances. A prorrogação parecia ser o caminho, mas o reserva Breno Lopes teve uma tentativa. No oitavo minuto dos acréscimos do segundo tempo, ele aparou de cabeça o cruzamento de Rony e fez 1 a 0, carimbando o bicampeonato do Palmeiras.

A campanha do Palmeiras:
13 jogos | 10 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 33 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto César Greco/Palmeiras

Flamengo Campeão da Libertadores 2019

O Brasil voltou a assumir o comando da Libertadores. Em 2019, o Flamengo desbancou a todos e chegou ao bicampeonato depois de 38 anos. Na competição em si, houve uma mudança relevante: a final passou a ser em jogo único, em sede neutra previamente escolhida. Partidas de ida e volta, só até a semifinal.

Para chegar ao título, o rubro-negro começou no grupo D da primeira fase, contra LDU Quito, Peñarol e San José. Sob o comando de Abel Braga, a equipe não apresentava um futebol vistoso. Embora tenha vencido duas vezes o clube da Bolívia - em casa por 6 a 1 -, alguns pontos foram deixados para trás contra equatorianos e uruguaios.

Ao todo, o Fla venceu três jogos, empatou um e somou dez pontos, bem como LDU e Peñarol. O empate tríplice foi desfeito no saldo de gols, e a liderança ficou a favor dos cariocas: 6 gols, contra 4 do time do Equador e 2 do clube do Uruguai. Porém, a sorte do clube mudou quando Jorge Jesus assumiu como técnico. Não antes de a equipe levar um susto.

Nas oitavas de final, contra o Emelec, o rubro-negro perdeu a primeira, fora, por 2 a 0. O resultado foi devolvido no Maracanã, e nos pênaltis o Flamengo venceu por 4 a 3. Embalado, os cariocas eliminaram o Internacional nas quartas, com vitória por 2 a 0, no Rio de Janeiro, e empate por 1 a 1, em Porto Alegre. A semifinal foi contra o Grêmio. Na ida, empate por 1 a 1, na Arena. Na volta, uma inesquecível goleada por 5 a 0, no Maracanã colocou o Fla na decisão.

Na final, o Flamengo enfrentou o River Plate, que passou por Cruzeiro, Cerro Porteño e Boca Juniors. A partida única era para ter sido em Santiago, no Chile, mas os distúrbios sociais na capital do Chile fizeram a Conmebol viajar para Lima, no Peru. No Estádio Monumental e com ares dramáticos, o rubro-negro venceu por 2 a 1. O título veio de virada, com gols de Gabriel aos 44 e aos 47 minutos do segundo tempo.

A campanha do Flamengo:
13 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 24 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Alexandre Vidal/Flamengo