Sevilla Campeão da Liga Europa 2016

O penta da maior hegemonia da história da Liga Europa veio em 2016. O Sevilla conquistou na oportunidade o terceiro título consecutivo sob o comando de Unai Emery. A sequência, somada às duas taças da década anterior consolidaram o time na ponta do ranking de campeões.

Como novidade para a temporada, a UEFA passou a dar uma vaga para o vencedor da Liga Europa na disputa da Liga dos Campeões da jornada seguinte. Então, já dá para imaginar que o título rojiblanco começou a ser desenhado a partir de uma eliminação. Foi o que aconteceu no grupo D, pois os espanhóis não conseguiram bater Manchester City e Juventus. Por outro lado, superou por um ponto o Borussia Mönchengladbach e acabou remanejado para o outro torneio.

A estreia do Sevilla na Liga Europa foi contra o Molde, da Noruega. O primeiro jogo foi disputado no Ramón Sánchez Pizjuán, e os rojiblancos venceram por 3 a 0. A segunda partida foi no interior norueguês, com derrota espanhola por 1 a 0. Nas oitavas de final, o adversário foi o Basel, da Suíça. A ida foi St. Jakob-Park, na Basileia, e ficou empatado por 0 a 0. A volta foi em casa, e o Sevilla voltou a ganhar por 3 a 0.

Nas quartas, foi a vez de encarar o Athletic Bilbao. A primeira partida aconteceu no San Mamés. De virada, o Sevilla venceu por 2 a 1, gols de Timothée Kolodziejczak e Vicente Iborra. O segundo jogo foi realizado no Ramón Pizjuán. Os bascos precisavam vencer e foram ao ataque, surpreendendo os andaluzes, que perderam por 2 a 1. Nos pênaltis, os rojiblancos venceram por 5 a 4.

Na semifinal, dois jogos contra o Shakhtar Donetsk. O primeiro foi na Ucrânia. Com gols de Vitolo e Kevin Gameiro, o Sevilla arrancou empate por 2 a 2 fora de casa. O segundo aconteceu na Espanha. Gameiro teve outra grande atuação, e com mais dois gols ajudou a equipe se garantir na final ao vencer por 3 a 1. O outro tento foi anotado por Mariano.

A decisão foi entre Sevilla e Liverpool, que bateu Rubin Kazan, Bordeaux, Augsburg, Manchester United, Borussia Dortmund e Villarreal. O time rojiblanco voltava para o St. Jakob-Park, na Basileia, para evitar que os ingleses empatassem com si em número de títulos. Mas o primeiro tempo foi ruim para os espanhóis, que começaram perdendo por um gol. Na etapa final, veio a grande virada rumo ao penta. Gameiro empatou logo no primeiro minuto, enquanto Coke fechou em 3 a 1 aos 19 e aos 25.

A campanha do Sevilla:
9 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Laurent Gillieron/EPA

Sevilla Campeão da Liga Europa 2015

A liderança agora é isolada. Em 2015, o Sevilla chegou ao tetra da Liga Europa e confirmou a condição de rei da competição. Sob o comando de Unai Emery, revelado na campanha do tri, a equipe rojiblanca mais uma vez passou pela maratona sem temer nenhum adversário e com uma campanha irretocável.

Como detentor do título, o time entrou já na fase de grupos, na chave G, diante de Feyenoord, Rijeka e Standard Liège. Na estreia, venceu os holandeses por 2 a 0 no Ramón Sánchez Pizjuán. Depois, empatou duas vezes fora de casa, por 2 a 2 com os croatas e por 0 a 0 com os belgas. Na quarta rodada, fez 3 a 1 sobre o Liège em casa, seguido pela derrota por 2 a 0 para o Feyenoord em Roterdã e pelo triunfo por 1 a 0 sobre o Rijeka, de novo em casa. Com 11 pontos, os rojiblancos acabaram na segunda posição.

Classificado para a terceira fase, o Sevilla não perdeu mais. Começando pelo Borussia Mönchengladbach, que venceu por 1 a 0 no Ramón Pizjuán, e por 3 a 2 na Alemanha. Nas oitavas de final, a vítima foi o Villarreal. No primeiro jogo, vitória por 3 a 1 no El Madrigal. Na segunda partida, 2 a 1 em casa.

Nas quartas de final, o adversário foi Zenit. A ida foi disputada no Ramón Pizjuán. De virada, com gols de Carlos Bacca e Denis Suárez, os rojiblancos venceram por 2 a 1. A volta aconteceu em São Petersburgo. Desta vez, foi o Sevilla que levou a virada no placar, mas Kevin Gameiro salvou a vaga na semifinal ao empatar por 2 a 2 a cinco minutos do fim.

Na semi, o Sevilla enfrentou a Fiorentina, no confronto mais fácil de toda a jornada. A primeira partida foi realizada na Espanha, e os andaluzes ganharam por 3 a 0, com dois gols de Aleix Vidal e um de Gameiro. O segundo jogo foi em Florença, e a classificação veio no triunfo por 2 a 0. Os tentos foram anotados por Bacca e Daniel Carriço.

Na final, o Sevilla enfrentou o Dnipro Dnipropetrovsk, da Ucrânia. O time bateu Copenhagen, Hadjuk Split, Qarabag, Saint-Étienne, Olympiacos, Ajax, Club Brugge e Napoli. O jogo foi no Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia. Os rojiblancos começaram perdendo aos sete minutos, mas empataram aos 28 com Grzegorz Krychowiak. Aos 31, Bacca virou, e aos 44 veio o empate adversário. No segundo tempo, aos 28, Bacca fez 3 a 2 e confirmou a quarta conquista espanhola.

A campanha do Sevilla:
15 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 29 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Martin Rose/Getty Images

Sevilla Campeão da Liga Europa 2014

Sete anos depois, o Sevilla voltou a reinar na Liga Europa. Em 2014, o clube chegou o tricampeonato da competição e igualou o feito de Liverpool, Juventus e Internazionale como maior campeão. Mas este feito quase não aconteceu. Isto porque o time foi apenas o nono colocado no Campeonato Espanhol de 2013. Porém, o sexto Málaga foi pego no fair play financeiro e o oitavo Rayo Vallecano não conseguiu a licença para disputar torneios internacionais.

Assim, o Sevilla entrou na terceira fase preliminar da Liga Europa. Eliminou o Mladost Podgorica com vitórias por 3 a 0 no Ramón Sánchez Pizjuán, e por 6 a 1 na capital de Montenegro. Na fase seguinte, passou pelo Slask Wroclaw com mais dois triunfos, por 4 a 1 na Espanha, e por 5 a 0 na Polônia. 

Depois, os rojiblancos ficaram no grupo H, contra Slovan Liberec, Freiburg e Estoril. Estrearam com vitória por 2 a 1 sobre os portugueses fora de casa. Na sequência, fizeram 2 a 0 sobre os alemães no Ramón Pizjuán e emendaram três empates por 1 a 1: fora e em casa com os tchecos e e também em casa com o Estoril. Na última rodada, o Sevilla voltou a fazer 2 a 0 sobre o Freibrug, na Alemanha, e se classificou na liderança da chave com 12 pontos.

Na terceira fase, o adversário foi o Maribor. Na ida, os espanhóis empataram por 2 a 2 na Eslovênia. Na volta, vitória por 2 a 1 na Espanha. Nas oitavas, o Sevilla encontrou o maior rival de sua história, o Real Betis. O primeiro jogo aconteceu no Ramón Pizjuán, mas quem venceu foi o adversário, por 2 a 0. A segunda partida foi no Benito Villamarín, e os rojiblancos devolveram o 2 a 0, com gols de José Antonio Reyes e Carlos Bacca. Nos pênaltis, a remontada se completou com o triunfo por 4 a 3.

Nas quartas de final, o Sevilla passou pelo Porto. Na ida, perdeu por a 1 a 0 no Estádio do Dragão. Na volta, goleou por 4 a 1 em casa. Na semifinal, a classificação emocionante sobre o Valencia. Depois de fazer 2 a 0 no Ramón Pizjuán, o time levou três gols no Mestalla. Aos 49 minutos do segundo tempo, Stéphane Mbia descontou para 3 a 1 e colocou os andaluzes na decisão pela regra do gol fora de casa.

Na final, o Sevilla encarou o Benfica, outra vez na fase derradeira e que passou por PAOK, Tottenham, AZ Alkmaar e Juventus. A partida aconteceu em Turim, na Itália, no Estádio Juventus. Os rojiblancos não estavam inspirados, mas conseguiram segurar o ímpeto português em 120 minutos. Após o 0 a 0, a definição foi para os pênaltis. Bacca, Mbia, Coke e Kevin Gameiro acertaram as cobranças espanholas, enquanto o goleiro Beto defendeu duas batidas do Benfica. Por 4 a 2, o Sevilla comemorou o tri.

A campanha do Sevilla:
19 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 40 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jamie McDonald/Getty Images

Chelsea Campeão da Liga Europa 2013

Em 2012, o Chelsea atingiu o ponto mais alto de sua história ao conquistar pela primeira vez a Liga dos Campeões. Mas, diferentemente do que muitos pensavam, o clube não conseguiu se manter no topo por muito tempo. Já em 2013, o time não conseguiu repetir os mesmo desempenho e teve de se contentar em disputar a Liga Europa. Resignados, os blues então rumaram para uma conquista igualmente inédita, e de maneira emocionante na decisão.

A defesa do título na Champions deu errado logo de cara, mas por pouco. No grupo E, o time ficou atrás da Juventus e empatado com o Shakhtar Donetsk, com dez pontos. O critério principal de desempate nas competições da UEFA é confronto direto, e como os ingleses venceram por 3 a 2 em casa e perderam por 2 a 1 fora, acabaram eliminados pelos gols como visitante.

No "torneio de consolação", o Chelsea estreou contra o Sparta Praga, na terceira fase. O primeiro jogo foi na República Tcheca, com vitória dos blues por 1 a 0. A segunda partida foi no Stamford Bridge, mas os tchecos largaram na frente do placar. Só aos 47 minutos do segundo tempo que veio o empate por 1 a 1, no gol de Eden Hazard.

Nas oitavas de final, foi a vez de enfrentar o Steaua Bucareste. Na ida, derrota por 1 a 0 na Romênia. A desvantagem fez o Chelsea precisar reverter na volta, vencendo por 3 a 1 em Londres, gols de Juan Mata, John Terry e Fernando Torres. Nas quartas, a classificação foi sobre o Rubin Kazan, também com dificuldade. No primeiro jogo, venceu por 3 a 1 no Stamford Bridge. Na segunda partida, foi derrotado de virada por 3 a 2 na Rússia.

Na semifinal, o único confronto que pode-se dizer que foi o mais tranquilo dos blues. Foi contra o Basel, vencendo a ida por 2 a 1 na Suíça, com gols de Victor Moses e David Luiz (aos 49 do segundo tempo), e a volta por 3 a 1 na Inglatera, com mais tentos de Moses, Torres e David Luiz.

Na final, o Chelsea encontrou o Benfica, que eliminou Bayer Leverkusen, Bordeaux, Newcastle e Fenerbahçe. O local escolhido foi a Arena Amsterdã, na Holanda. O domínio na maior parte do tempo foi português, com os ingleses buscando os espaços vagos. Já no segundo tempo, aos 15, Torres abriu o placar para os blues. Aos 23, os lusos empataram, e assim ficou até os 48, quando Branislav Ivanovic escorou de cabeça o escanteio cobrado por Mata e fez 2 a 1, dando o suado título ao Chelsea.

A campanha do Chelsea:
9 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 17 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Adrian Dennis/AFP/Getty Images

Atlético de Madrid Campeão da Liga Europa 2012

Campeão em 2010 com uma campanha muito abaixo da média, o Atlético de Madrid chegou ao bicampeonato da Liga Europa em 2012, de uma maneira bem diferente. Na segunda oportunidade, o time colchonero não tomou conhecimento de nenhum adversário e atingiu o título com toda a tranquilidade que faltou na primeira vez. Foi um ótimo cartão de visitas de Diego Simeone, ídolo do clube e técnico argentino chegou justamente naquela temporada.

Apenas sétimo colocado no Campeonato Espanhol de 2011, o Atleti entrou na terceira fase preliminar da Liga Europa. Contra o Stromsgodset, da Noruega, a equipe avançou com vitórias por 2 a 1 no Vicente Calderón, e por 2 a 0 fora de casa. Na primeira fase, eliminou o Vitória de Guimarães com mais dois triunfos, por 2 a 0 em casa, e por 4 a 0 em Portugal.

Na segunda fase, o Atlético de Madrid ficou no grupo I, junto com Udinese, Celtic e Rennes. A estreia foi com vitória sobre por 2 a 0 sobre os escoceses no Vicente Calderón. Na sequência fora de casa, empatou por 1 a 1 com os franceses e perdeu por 2 a 0 para os italianos, e esses foram os únicos tropeços da equipe. No returno, bateu a Udinese por 4 a 0 em casa, fez 1 a 0 no Celtic fora e 3 a 1 no Rennes também em casa. Com 13 pontos, o Atleti ficou na primeira posição.

No mata-mata, os colchoneros não conheceram nenhum empate ou derrota, em uma jornada histórica. Na terceira fase, derrotou a Lazio por 3 a 1 no Olímpico de Roma, e por 1 a 0 no Vicente Calderón. Nas oitavas de final, passou pelo Besiktas ao fazer 3 a 0 na Espanha, e 3 a 1 na Turquia.

Nas quartas de final, o Atleti enfrentou o Hannover 96. O primeiro jogo foi no Vicente Calderón, e a vitória foi por 2 a 1, gols de Falcao García (contratado do então campeão Porto) e Eduardo Salvio. A segunda partida foi na Alemanha, e os espanhóis obtiveram novamente o placar de 2 a 1.

A semifinal foi disputada contra o Valencia, com a ida outra vez no Vicente Calderón. Com dois gols de Falcao, um de Miranda e outro de Adrián, o Atleti venceu o rival por 4 a 2. A volta aconteceu no Mestalla, Adrián voltou a marcar e os colchoneros foram à decisão com o triunfo por 1 a 0.

Na final, outro confronto espanhol contra o Athletic Bilbao, que superou Trabzonspor, RB Salzburg, Paris Saint-Germain, Slovan Bratislava, Lokomotiv Mosocu, Manchester United, Schalke 04 e Sporting. A partida foi realizada na Arena Nationala, em Bucareste, na Romênia. Superior, o Atlético de Madrid chegou ao título ao vencer por 3 a 0. Falcao anotou dois gols e o brasileiro Diego fez um.

A campanha do Atlético de Madrid:
19 jogos | 17 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 43 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Michael Regan/Getty Images

Porto Campeão da Liga Europa 2011

A Liga Europa de 2011 foi portuguesa, com certeza. Três clubes lusitanos atingiram a semifinal, dois se classificaram à final, e o título ficou na mão do Porto, bicampeão depois de oito anos. Mas, a equipe tinha um alto toque sul-americano. No gol, o brasileiro Helton. Na defesa, o argentino Nicolás Otamendi e o uruguaio Álvaro Pereira. No meio, o brasileiro Fernando Reges e o colombiano Fredy Guarín. E no ataque, o brasileiro Hulk e o colombiano Falcao García, que colocou a competição no bolso e foi o maior nome da conquista.

O Porto iniciou o torneio na primeira fase, contra o Genk. Na primeira partida, vitória por 3 a 0 na Bélgica. No segundo jogo, o triunfo foi por 4 a 2 no Estádio do Dragão, com três gols de Hulk e um de Fernando. O time passou para a segunda fase, onde foi sorteado para o grupo L, contra Besiktas, Rapid Viena e CSKA Sofia.

A jornada portista na fase de grupos foi tranquila, com cinco vitórias e um empate em seis jogos. A estreia foi com 3 a 0 sobre o Rapid Viena em casa, seguido por 1 a 0 sobre o CSKA e 3 a 1 sobre o Besiktas fora. No returno, o clube empatou por 1 a 1 com os turcos no Dragão, fez 3 a 1 nos austríacos fora e vencer 3 a 1 os búlgaros em Portugal. Com 16 pontos, a liderança da chave foi fácil de obter.

Na terceira fase, o Porto enfrentou o Sevilla. Na ida, venceu os espanhóis por 2 a 1 no Ramón Sánchez Pizjuán. Na volta, perdeu por 1 a 0 no Estádio do Dragão, mas avançou pelos gols fora de casa. Nas oitavas de final, o adversário foi o CSKA Moscou, e os azuis se classificaram com vitórias por 1 a 0 na Rússia, e por 2 a 1 em Portugal.

Nas quartas, mais um russo no caminho do Porto, o Spartak Moscou. A ida foi no Estádio do Dragão, e os portugueses golearam por 5 a 1, com três gols de Falcao García. A volta aconteceu no Luzhniki, e os portistas voltaram a arrasar o rival, por 5 a 2.

A semifinal foi contra o Villarreal, e o Porto novamente goleou a primeira partida em casa, por 5 a 1 e quatro gols de Falcao. O segundo jogo aconteceu no El Madrigal. Com a ampla vantagem, os portugueses seguraram a onda e mantiveram o controle da situação ao perder por 3 a 2.

Na decisão, o Porto encarou o Braga, que superou Lech Poznan, Liverpool, Dínamo Kiev e Benfica. O estádio da partida foi o Aviva, em Dublin, na Irlanda. Para levar o segundo título, os azuis não precisaram de muitos gols. Venceram por 1 a 0, anotado por Falcao aos 44 minutos do primeiro tempo.

A campanha do Porto:
17 jogos | 14 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 44 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Bob Thomas/Getty Images

Atlético de Madrid Campeão da Liga Europa 2010

O ano de 2010 marcou o início da UEFA Europa League, ou simplesmente Liga Europa. O nome Copa da UEFA estava definitivamente deixado de lado, em um movimento da entidade europeia que buscou maior modernização de suas competições. A identidade visual foi modificada, um hino oficial foi composto e o regulamento foi alterado. A única coisa que permaneceu intacta foi a taça.

O número de participantes da Liga Europa foi aumentado para 193. A fase preliminar foi divida em três, com 133 times espalhados. Depois, a primeira fase teria 76 equipes, sendo 35 da preliminar nativa e 15 da terceira fase preliminar da Liga dos Campeões. Por fim, a fase de grupos foi composta por 12 chaves de quatro clubes: 38 da primeira fase e dez da quarta preliminar da Champions. O mata-mata continuou igual, com 24 classificados e os oito eliminados dos grupos do outro torneio.

O primeiro campeão da nova era da Liga Europa veio justamente da Liga dos Campeões. O Atlético de Madrid não foi páreo para Chelsea e Porto e por pouco não perdeu também para o Apoel, do Chipre. Os colchoneros ficaram à frente dos cipriotas no saldo de gols, já que ambos empataram três e perderam outros três jogos. Passado o susto, o time de Diego Forlán e Sergio Agüero tentou se acertar na nova competição. No primeiro mata-mata, eliminou no sufoco o Galatasaray, ao empatar por 1 a 1 no Vicente Calderón e vencer por 2 a 1 na Turquia apenas aos 45 minutos do segundo tempo.

O segundo adversário do Atleti foi o Sporting, em mais dois confrontos difíceis nas oitavas de final. O primeiro foi em Madrid, e acabou empatado por 0 a 0. O segundo foi no José Alvalade, em Lisboa, e o time espanhol conseguiu dois gols com Agüero. Os portugueses empataram por 2 a 2 ainda no primeiro tempo, porém não conseguiram a virada. O Atlético estava classificado pela regra do gol fora de casa.

Nas quartas de final, o roteiro foi parecido contra o Valencia. A diferença foi que o empate por 2 a 2 aconteceu na ida, no Mestalla, e o 0 a 0 foi na volta, no Vicente Calderón. Na semifinal, o gol fora ajudou pela terceira vez, contra o Liverpool. O Atleti venceu por 1 a 0 o primeiro jogo em casa e perdeu por 2 a 1 a segunda partida em Anfield, na prorrogação, com o gol salvador de Forlán que evitou a eliminação, já que os ingleses tinham encontrado o segundo tento no tempo extra.

A final foi contra o Fulham, que passou por Vétra, Amkar Perm, Basel, CSKA Sofia, Shakhtar Donetsk, Juventus, Wolfsburg e Hamburgo. O jogo foi exatamente na casa do Hamburgo, o Volksparkstadion, e o título do Atlético de Madrid veio com nova complicação. Forlán marcou aos 32 do primeiro tempo, mas os ingleses empataram aos 37. Na prorrogação, o uruguaio fez 2 a 1 a quatro minutos do fim. Ufa!

A campanha do Atlético de Madrid:
9 jogos | 3 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 11 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Lars Baron/Bongarts/Getty Images