Maricá Campeão Carioca Série A2 2024

O Rio de Janeiro terá um novo representante na elite do futebol em 2025. Fundando em 2017, o Maricá Futebol Clube venceu o Cariocão Série A2 de 2024 e fará sua estreia na primeira divisão na próxima temporada, depois de passar por times tradicionais, como Americano, America, Duque de Caxias, Cabofriense e Olaria.

A segunda divisão carioca teve a participação de 12 equipes, que se enfrentaram em turno único. Na primeira fase, conhecida como Taça Santos Dumont, o Tsunami Metropolitano fez 11 jogos, com sete vitórias e quatro empates. Com 25 pontos, o time não apenas ficou classificado à semifinal como líder como também conseguiu o título da fase.

Na semifinal, o Maricá enfrentou o Audax. Na ida fora, o Tsunami perdeu por 1 a 0. Na volta em casa, venceu por 4 a 3 e se classificou à final por ter feito melhor campanha na primeira fase.

Na final, o adversário foi o Olaria, que bateu na semi o Duque de Caxias. O primeiro jogo foi fora de casa, na Rua Bariri, e ficou empatada por 1 a 1. A segunda partida foi em Maricá, no Estádio João Saldanha, e também acabou no empate, mas por 0 a 0. Nos pênaltis, o Maricá venceu por 3 a 1 e ficou com o título e a única vaga de acesso.

A campanha do Maricá:
15 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 19 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Paulinne Carvalho/Maricá

Caravaggio Campeão Catarinense Série B 2024

O Campeonato Catarinense de 2025 ganhará dois times estreantes, vindos da Série B de 2024: Caravaggio e Santa Catarina. O primeiro é da cidade de Nova Veneza, fundado em 1970 e profissionalizado em 2021, sendo o campeão da segunda divisão. O segundo é de Rio do Sul, fundado em 1998.

O Catarinense Série B teve dez times, que se enfrentaram em turno único, valendo duas vagas diretas à semifinal e mais quatro às quartas de final. A campanha do título do Azulão da Montanha teve nove partidas na primeira fase, com cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Com 17 pontos, a equipe conseguiu a segunda colocação e o lugar direto na semi.

O adversário do Caravaggio pelo acesso foi o Juventus de Jaraguá, que passou pelo Atlético Tubarão nas quartas. Na ida fora de casa, o Azulão perdeu por 2 a 1. Na volta em casa, no Estádio da Montanha, o time reverteu a desvantagem e venceu por 3 a 1.

A final foi disputada contra o Santa Catarina, que eliminou o Camboriú. O primeiro jogo aconteceu em Nova Veneza e acabou no empate por 0 a 0. A segunda partida foi em Rio do Sul, no Estádio Alfredo João Krieck, e também ficou empatada, por 1 a 1. Nos pênaltis, o Caravaggio foi campeão ao vencer por 4 a 3. 

A campanha do Caravaggio:
13 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 21 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Divulgação/FCF

Corinthians Campeão Brasileiro Feminino 2024

Times de futebol precisam ter, além de tudo, sorte. É o caso do Corinthians feminino, que tem a sorte de que os outros clubes ainda não conseguiram a competência necessária para vencê-lo, por mais que a distância venha encurtando ano após ano. Em 2024, o alvinegro chegou ao hexacampeonato brasileiro, sendo este também o quinto título consecutivo no campeonato e o primeiro depois da saída do técnico Arthur Elias para a Seleção Brasileira.

Enquanto os outros times não conseguem, o Timão aproveita. O Brasileirão Feminino teve o mesmo formato utilizado desde 2019, com 16 participantes na primeira fase, com oito classificados ao mata-mata. Na estreia, o Corinthians venceu o Grêmio por 3 a 0 fora de casa. Depois, até a pausa para as Olimpíadas, a equipe seguiu com sequência invicta. Porém, no retorno, levou uma goleada por 7 a 2 para o Cruzeiro em Minas Gerais, na 14ª rodada.

Com 13 vitórias, um empate e a derrota por 7 a 2 para o Cruzeiro, o Corinthians ficou na liderança da primeira fase, com 40 pontos. Ferroviária, São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Bragantino foram os outros classificados ao mata-mata. Nas quartas de final, as alvinegras enfrentaram o Bragantino. Empataram a ida por 1 a 1 em Bragança Paulista e venceram a volta por 1 a 0 em São Paulo.

A semifinal foi sofrida e com a sorte ajudando. Contra o Palmeiras em Jundiaí, o time perdia a primeira partida até o momento que o rival se desconcentrou, aos 40 minutos do segundo tempo. Durante esse apagão, conseguiram a virada para 3 a 1. O segundo jogo foi no Canindé, em São Paulo, e o Corinthians saiu derrotado por 2 a 1, garantindo a classificação graças ao resultado do jogo de ida.

Na final, o adversário corinthiano foi o São Paulo, que eliminou Grêmio e Ferroviária no mata-mata e foi para sua primeira decisão na primeira divisão nacional. A ida foi disputada no Morumbi, e o Corinthians venceu por 3 a 1. A volta aconteceu na Neo Química Arena, e a vitória que confirmou o título alvinegro foi por 2 a 0.

A campanha do Corinthians:
21 jogos | 17 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 51 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Mauro Horita/Staff Images/CBF

Santos e Portuguesa Campeões Paulistas 1973

Toda regra nova no futebol leva um tempo para ser assimilada. O problema é quando o árbitro se confunde ao usá-la e decide um campeonato, como foi no Paulistão de 1973. Um erro na contagem da disputa de pênaltis da final rachou o título entre Santos e Portuguesa. Para o alvinegro praiano, foi a 13ª conquista, depois de quatro anos de jejum, sendo também o último com o Rei Pelé em campo. Já os rubro-verdes levaram a terceira taça, após uma fila de 37 anos.

O estadual daquele ano teve 18 participantes e uma mudança importante no regulamento. A primeira fase continuou igual, com 12 times disputando seis vagas. A diferença veio na etapa seguinte, que deixou de ser em pontos corridos e passou a ser em dois turnos separados, com Santos, Portuguesa, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Guarani e os seis classificados. O líder de cada turno se classificou à decisão, em jogo único e com a inédita regra da disputa de pênaltis em caso de empate.

A Portuguesa começou a campanha fazendo 1 a 0 no São Bento, enquanto o Santos ficou no 0 a 0 com a Ferroviária. Mas, apesar do início melhor rubro-verde, foi o alvinegro praiano que manteve regularidade e liderou o primeiro turno, com mais oito vitórias e dois empates, que renderam 19 pontos. O time luso só venceu mais um jogo, empatou seis e perdeu três, ficando em oitavo lugar com dez pontos.

A figura mudou no segundo turno. O Santos até estreou vencendo o Botafogo de Ribeirão Preto por 2 a 0, mas acumulou até o fim só mais três vitórias, com três empates e três derrotas. Com 12 pontos, o time ficou em quinto. A Portuguesa começou batendo o São Bento por 2 a 1, venceu outras seis e empatou quatro, ficando na liderança com 18 pontos.

Santos e Portuguesa disputaram a final no Morumbi. Os dois times tiveram chances de vencer em tempo normal, mas o 0 a 0 ficou no placar durante os 90 minutos e a prorrogação. Assim, pela primeira vez um campeonato no Brasil seria definido na disputa de pênaltis, regra criada pela FIFA em 1970.

As primeiras cinco cobranças foram feitas. O Peixe acertou duas e errou uma, e a Lusa errou todas as duas. Na terceira, a equipe rubro-verde errou de novo e o árbitro Armando Marques apitou o fim da disputa. O Santos começou a comemorar, mas a Portuguesa ainda tinha duas batidas e poderia empatar a série. O juiz só percebeu o erro quando foi escrever a súmula e pediu para os times voltarem a campo.

Mas os dirigentes lusos orientaram os jogadores a sair do estádio rapidamente, já que vencer no reinício dos pênaltis tinha ficado muito difícil. E como o erro do árbitro foi de direito, a Lusa podia entrar na justiça. Para evitar isso, e também por falta de datas para uma nova final, a Federação Paulista determinou a divisão do título estadual em reunião com os presidentes de Santos e Portuguesa.

A campanha do Santos:
23 jogos | 12 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 31 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha da Portuguesa:
23 jogos | 9 vitórias | 11 empates | 3 derrotas | 26 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press


Foto Arquivo/Gazeta Press

Goiás Campeão Goiano 1972

Uma força esmeraldina começava a ser formada no início da década de 1970. Vencedor do segundo título goiano na história em 1971, o Goiás partiu para chegar na terceira taça, e ao bicampeonato, em 1972, em uma campanha inesquecível e invicta.

O estadual de 1972 teve a participação de 12 times: Goiás, Atlético Goianiense, Vila Nova, Goiânia, Campinas, Anápolis, Goiatuba, Itumbiara, Ipiranga de Anápolis, Santa Helena, América de Morrinhos e Inhumas. O regulamento foi simples, com a  disputa de dois turnos de 11 rodadas cada, com o campeão de cada fase classificado à final, que foi jogada em partidas de ida e volta.

A trajetória do Goiás no estadual teve início com vitória por 1 a 0 em cima do Santa Helena fora de casa. Depois, o Esmeraldino ficou no empate por 3 a 3 com o Ipiranga, também fora. Em casa, a estreia aconteceu no terceiro jogo, na vitória por 1 a 0 sobre o Anápolis. Nos oito jogos seguintes, a equipe conseguiu mais seis vitórias e dois empates. Com 19 pontos, o Goiás garantiu a vaga na decisão com um ponto de vantagem sobre o rival Atlético, algo que foi obtido na vitória por 1 a 0 na última rodada do turno.

No segundo turno, o Esmeraldino iniciou com empate sem gols com o Itumbiara fora de casa. A primeira vitória foi no jogo seguinte, por 2 a 1 sobre o América, também fora. Em Goiânia, o começo foi com triunfo por 2 a 1 em cima do Inhumas. O Goiás seguiu com mais sete vitórias e um empate nas oito partidas restantes, que deixaram o time com 20 pontos, uma a mais que na fase anterior. O problema é que o Atlético também fez 20 pontos e terminou em primeiro lugar, com dez vitórias ante as nove esmeraldinas.

Assim, o Goiás teve de disputar a final contra o rival rubro-negro em dois jogos, que aconteceram no Olímpico de Goiânia. No primeiro, o time verde venceu por 1 a 0. Este resultado permitia aos esmeraldinos até o empate para conquistar o título na segunda partida. Mas a equipe queria fechar a jornada invicta com outro triunfo e voltou a fazer 1 a 0  no clássico.

A campanha do Goiás:
24 jogos | 19 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 43 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Draulas Vaz/Placar

Ceará Campeão Cearense 1972

Depois de sair de uma fila de oito anos sem vencer o estadual, com um título obtido debaixo de confusão, o Ceará partiu rumo ao bicampeonato cearense em 1972. A 21ª conquista do Vozão veio com um roteiro mais tranquilo, ainda mais com a ajuda do regulamento.

A competição teve a presença de nove times, com a volta do Maguari junto a Ceará, Fortaleza, Ferroviário, Guarany de Sobral, Quixadá, Calouros do Ar, Tiradentes e América de Fortaleza. A fórmula escolhida para a disputa foi a de três turnos em mão única, com o vencedor de cada fase classificado à decisão.

O Ceará deu início à campanha do primeiro turno com vitória por 3 a 1 em cima do América. Na sequência, o time ditou o ritmo dos adversários e obteve mais seis vitórias e um empate. Com 15 pontos, o Vozão ficou em primeiro e se garantiu na final, com três pontos a mais que o Maguari e cinco a mais que o Fortaleza.

No segundo turno, a regularidade caiu um pouco. Na estreia, o Ceará ficou no empate por 1 a 1 com o Guarany. Depois, ficou no 2 a 2 com o Tiradentes e só venceu na terceira partida, por 2 a 0 sobre o América. Nos cinco jogos restantes, o alvinegro venceu dois, empatou dois e perdeu um. Os resultados deixaram o time em quarto lugar com dez pontos, três a menos que o líder e classificado Fortaleza.

As coisas voltaram a melhorar para o Ceará no terceiro turno. Na primeira partida, goleada por 4 a 0 sobre o América, que foi seguida por mais sete vitórias. Com 100% de aproveitamento e 16 pontos, o Vozão voltou a ser líder e conseguiu uma importante vantagem para a decisão com o Fortaleza: o empate. E o benefício foi confirmado exatamente contra o rival na última rodada, com vitória por 1 a 0.

Outro Clássico-Rei decidiu o campeão cearense de 1972, Com dois turnos conquistados, o Ceará entrou no Presidente Vargas precisando apenas não perder, enquanto o Fortaleza tinha obrigação da vitória. Com dois terços de possibilidades, o Vozão conseguiu o objetivo do título ao ficar no 1 a 1 com o rival. Desta vez sem polêmica.

A campanha do Ceará:
25 jogos | 18 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 50 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Arquivo/Placar

Figueirense Campeão Catarinense 1972

O Campeonato Catarinense de 1972 foi um marco para o futebol de Santa Catarina, por dois motivos. Primeiro, porque o título voltou a ser de um clube da capital Florianópolis depois de 13 anos. O último havia acontecido com o Paula Ramos (atualmente amador) em 1959. Segundo, porque acabou com um tabu de 31 anos sem conquistas do Figueirense. O Furacão do Estreito não era campeão desde 1941. Foi a sétima conquista do time.

O estadual daquele ano teve a presença de dez equipes. Na primeira fase, todas se enfrentaram em dois turnos. Ao fim de 18 rodadas, as quatro melhores colocadas passaram ao quadrangular final, que também foi disputado em dois turnos e definiu o campeão.

A primeira fase foi equilibrada. Na estreia, o Figueira ficou no empate sem gols com o Inter de Lages no Orlando Scarpelli. Na segunda rodada, derrota fora por 1 a 0 para o Paysandu de Brusque. A primeira vitória aconteceu na terceira partida, por 2 a 1 sobre o Caxias de Joinville em casa.

A campanha alvinegra não era regular, mas teve mais altos que baixos. Em 18 jogos, foram nove vitórias, três empates e seis derrotas. Com 21 pontos, o Figueirense se classificou para o quadrangular final em segundo lugar, dois pontos atrás do América de Joinville, empatado com o Avaí (mas com um triunfo a mais que o rival) e um ponto na frente do Hercílio Luz.

Esses quatro clubes passaram ao quadrangular do título, que foi dominado pelo Figueira. Na primeira rodada, o time venceu o América por 1 a 0 no Orlando Scarpelli. No segunda partida, empatou por 0 a 0 com o Hercílio Luz, também em casa. O terceiro jogo foi o clássico com o Avaí no antigo Estádio Adolfo Konder, também empatado por 0 a 0.

Apesar dos empates, a situação era favorável ao Figueirense. Na quarta rodada, a vitória por 1 a 0 sobre o América em Joinville encaminhou o título. Os alvinegros estavam com seis pontos, contra quatro do Hercílio Luz e três de Avaí e América. A quinta partida foi exatamente contra o Hercílio, no Estádio Aníbal Costa, em Tubarão. Bastava vencer fora de casa para o título vir antecipadamente, e isso aconteceu com o placar de 1 a 0. Na última rodada, as faixas e a festa no empate sem gols com o Avaí.

A campanha do Figueirense:
24 jogos | 12 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 23 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Paulo Dutra/Placar