Cruzeiro Campeão Mineiro 1973

A metade da década de 1970 foi uma das melhores da história do Cruzeiro. Apesar de o clube não ter conquistado o Brasileiro em 1974 e 1975 (foi vice duas vezes), levou a taça da Libertadores em 1976. Mas antes, o time precisava ter a hegemonia em Minas Gerais. Em 1973, foi bicampeão estadual, metade do caminho de um tetra.

O Campeonato Mineiro teve 16 participantes. Na primeira fase, sete equipes disputaram três vagas, divididas em dois grupos. Na segunda fase, as três classificadas foram juntadas aos outros nove times, novamente em duas chaves, e em dois turnos. Na terceira fase, os grupos foram mantidos com quatro classificados de cada, mas com enfrentamentos cruzados. Na fase final, finalmente, quatro equipes jogaram o quadrangular do título.

A campanha da Raposa teve início na segunda fase. No grupo A, os adversários foram América, Villa Nova, Atlético de Três Corações, Uberlândia e Nacional de Uberaba. Na estreia, venceu o Nacional por 3 a 0 em Belo Horizonte. Nas nove partidas seguintes, a equipe teve mais quatro vitórias, quarto empates e uma derrota. Com 14 pontos, terminou em primeiro lugar na chave.

Na segunda fase, o Cruzeiro avançou com América, Villa Nova e Atlético de Três Corações, contra o grupo B, com Atlético, Valeriodoce, Uberaba e Caldense. O primeiro jogo teve vitória por 3 a 0 sobre o Valeriodoce fora de casa. Nos outros sete jogos, a Raposa venceu seis e perdeu um, voltando a ficar na liderança com 14 pontos.

Enfim, o quadrangular final chegou com Cruzeiro, Atlético, América e Uberaba, todo disputado no Mineirão. A Raposa começou com empate sem gols com o Uberaba e seguiu com duas vitórias, um empate e uma derrota até a penúltima rodada. Com seis pontos, o Cruzeiro chegou para o último jogo na liderança, seguido por América e Uberaba com cinco e Atlético com quatro. Todos tinham chance, mas só a Raposa dependia de si própria. E conseguiu o 18º título estadual ao bater o maior rival por 1 a 0.

A campanha do Cruzeiro:
24 jogos | 15 vitórias | 6 empates | 3 derrotas | 33 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

Internacional Campeão Gaúcho 1973

Mais uma taça para a conta. Em 1973, o Internacional atingiu o pentacampeonato gaúcho e o 21º título no geral, consolidando cada vez mais sua dominância no Rio Grande do Sul e preparando o terreno para conquistar de vez o Brasil.

O Gauchão daquele ano teve a participação de 22 times. Inter e Grêmio começaram já na segunda fase. Os outros 20 disputaram a primeira etapa em turno único, classificando os dez melhores para o lado seguinte. Neste ponto, os 12 clubes disputaram dois turnos independentes, com o líder de cada fase garantido vaga na final. A primeira fase premiou, após 19 rodadas, Brasil de Pelotas, Caxias, Aimoré, Santo Ângelo, Esportivo, Gaúcho de Passo Fundo, Pelotas, Bagé, São José e Inter de Santa Maria.

A caminha colorada rumo ao penta teve início na segunda fase com vitória por 1 a 0 sobre o Bagé fora de casa, na Pedra Moura. Em casa, a primeira vitória veio no segundo jogo, por 1 a 0 sobre o São José. Nas nove partidas seguintes, o Inter venceu mais seis, empatou duas e perdeu uma, conquistando 18 pontos. O Grêmio teve campanha idêntica, mas o saldo de gols do Inter foi de 17 contra 12 do rival, o que deu a vaga na decisão ao time vermelho.

A pegada colorada continuou alta na terceira fase. Na primeira rodada, venceu por 4 a 2 o Inter de Santa Maria no Beira-Rio. Nos oito jogos seguintes, obteve mais sete vitórias e um empate, que deixaram a equipe na liderança a duas rodadas do fim, com 17 pontos. O Grêmio vinha em segundo lugar, com 14 pontos.

Com mais quatro pontos em disputa, o Internacional tinha uma boa situação para ser campeão sem precisar da final. Na penúltima rodada, o Grêmio venceu o São José e manteve as chances, desde que o colorado perdesse sua partida para o Gaúcho. Mas, dentro do Beira-Rio, o Inter recebeu o time de Passo Fundo e ganhou pelo placar de 1 a 0. Mantendo a distância de três pontos para os gremistas, e restando apenas dois em jogo, o time chegou a mais um título estadual com uma rodada de antecedência.

A campanha do Internacional:
22 jogos | 17 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 43 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Artur Franco/Placar

Fluminense Campeão Carioca 1973

O Fluminense chegou ao 21º título carioca em 1973 e manteve a frente como maior vencedor estadual na época. Depois de iniciar a campanha de maneira irregular, o time cresceu da metade para o fim do campeonato e não deu chance aos maiores rivais.

O campeonato teve 12 participantes e foi dividido em três fases. A primeira foi a Taça Guanabara, onde os clubes se enfrentaram em turno único, com título e vaga na decisão para o líder e a vaga na etapa seguinte para os oito primeiros. A segunda fase foi a Taça Francisco Laport, igual a fase anterior. A terceira etapa teve as oito equipes divididas em dois grupos cruzados de turno único, o Troféu Pedro Novaes e o Troféu José Ferreira Agostinho, com vagas na decisão para os vencedores.

O Flu estreou na Taça Guanabara com empate sem gols com o Madureira, resultado que foi seguido por mais duas igualdades, quatro vitórias e quatro derrotas. Com 11 pontos em 11 jogos, o time ficou longe do título e vaga na final, que foram para o Flamengo com 20 pontos. O tricolor foi o sexto colocado.

A campanha melhorou a partir da segunda fase. Logo na estreia, o tricolor venceu por 3 a 1 o Bonsucesso. Nas seis partidas seguintes, foram mais três vitórias e três empates, que deixaram a equipe na liderança com 11 pontos. Porém, o Vasco teve a mesma pontuação e foi necessário um jogo extra para decidir o segundo finalista. Deu Fluminense, com vitória por 1 a 0.

Na terceira fase, o Flu jogou o Troféu José Ferreira Agostinho, junto com Botafogo, Olaria e Bonsucesso. Em quatro partidas contra os times do outro troféu (Vasco, Flamengo, America e Bangu), a equipe teve duas vitórias, um empate, uma derrota e somou cinco pontos, igualando com o Botafogo na liderança. Em mais uma partida extra, a equipe venceu por 1 a 0 e barrou o rival da decisão. Na outra chave, o Vasco foi o terceiro e último time a conseguir vaga.

Fluminense, Flamengo e Vasco disputaram a fase decisiva. Com duas fases vencidas, o Flu foi direto à partida final, enquanto os outros rivais fizeram uma semifinal, onde deu rubro-negro com empate por 0 a 0 e a melhor campanha geral. Finalmente, no Fla-Flu derradeiro, o tricolor conseguiu o título estadual ao vencer por 4 a 2, debaixo de muita chuva no Maracanã.

A campanha do Fluminense:
25 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 36 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Zeca Araújo/Placar

Retrô Campeão Brasileiro Série D 2024

Dizem que a Copa do Brasil é o torneio de futebol mais democrático do país. Mas essa fama deveria mesmo caber no Brasileirão Série D, que ignora qualquer tamanho de torcida e peso de camisa. É um campeonato que premia os quatro melhores clubes com o acesso à Série C e um calendário fixo no ano seguinte e o melhor, além da taça ao campeão.

Em 2024, o título ficou com o Retrô, time pernambucano que venceu a primeira conquista de sua história, logo uma nacional. A equipe vai para a terceira divisão pela primeira vez em 2025. Foi o capítulo final de um campeonato com 64 participantes, que seguiu o mesmo regulamento das últimas temporadas, com oito grupos regionalizados na primeira fase.

A campanha da Fênix de Camaragibe teve início no grupo 4, contra Itabaiana, Jacuipense, ASA, CSE, Juazeirense, Petrolina e Sergipe. A estreia foi com empate por 0 a 0 com o CSE em Alagoas. Na segunda rodada, venceu por 1 a 0 o Juazeirense em casa, na Arena Pernambuco. Na terceira partida, conseguiu mais uma vitória, por 3 a 1 sobre o Sergipe fora de casa. Em 14 jogos, o Retrô venceu oito, empatou dois e perdeu quatro, somando 26 pontos e garantindo a segunda posição da chave.

Na segunda fase, o adversário auriazulino foi o América-RN. Na partida de ida, empatou por 1 a 1 em Natal. No jogo de volta, em Recife, conseguiu outro empate por 0 a 0 e venceu nos pênaltis por 7 a 6. Nas oitavas de final, foi a vez de passar pelo Manauara por 4 a 1 nas cobranças fatais, após vencer o primeiro jogo por 2 a 0 em Pernambuco e perder a segunda partida por 2 a 0 no Amazonas.

O Retrô chegou para as quartas de final para enfrentar o Brasiliense. A ida foi disputada na Arena Pernambuco e a Fênix de Camaragibe venceu por 1 a 0. A volta aconteceu no Distrito Federal, na Boca do Jacaré, mas acabou com derrota por 1 a 0. O acesso foi conquistado na terceira disputa de pênaltis consecutiva, na vitória por 3 a 2.

Na semifinal, mais pênaltis. Contra o Itabaiana, o Retrô perdeu a ida em Recife por 1 a 0 e venceu a volta em Sergipe pelo mesmo placar, vindo a vencer nas cobranças pela quarta vez, por 4 a 3.

A final foi disputada contra o Anápolis, que na semi eliminou o Maringá. A ida ocorreu fora de casa, no Jonas Duarte, com derrota auriazulina por 2 a 1. A volta foi na Arena Pernambuco, e o Retrô reverteu a desvantagem e foi campeão ao vencer por 3 a 1, com gols de Júnior Fialho, Mascote e João Pedro.

A campanha do Retrô:
24 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 8 derrotas | 30 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Jaguar Campeão Pernambucano Série A2 2024

Outro estadual que também terá time estreante em 2025 é o Pernambucano. O Jaguar, de Jaboatão dos Guararapes, venceu pela primeira vez a segunda divisão do campeonato e vai disputar a elite. O clube foi fundado em 2012 e atinge seu auge com a conquista da primeira taça.

O Pernambucano Série A2 de 2024 teve a presença de dez times, que jogaram em turno único na primeira fase, com duas vagas diretas à semifinal e outras quatro às quartas de final. Em nove partidas disputadas, o time rubro-anil venceu cinco, empatou duas e perdeu duas, somando 17 pontos. O desempenho deixou a equipe em quarto lugar, classificado às quartas.

Na fase seguinte, o Jaguar enfrentou o Ypiranga no Arruda, em Recife, e goleou por 4 a 0. Na semifinal, garantiu o acesso ao passar pelo Vitória das Tabocas, depois de vencer por 3 a 0 a ida em casa e perder por 2 a 1 a volta fora.

Na final, o adversário do Jaguar foi o Decisão, que no mata-mata eliminou somente o Cabense na semi. A disputa foi em partida única nos Aflitos, em Recife, e o rubro-anil ficou com o título ao vencer pelo placar de 1 a 0.

A campanha do Jaguar:
13 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 28 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Maricá Campeão Carioca Série A2 2024

O Rio de Janeiro terá um novo representante na elite do futebol em 2025. Fundando em 2017, o Maricá Futebol Clube venceu o Cariocão Série A2 de 2024 e fará sua estreia na primeira divisão na próxima temporada, depois de passar por times tradicionais, como Americano, America, Duque de Caxias, Cabofriense e Olaria.

A segunda divisão carioca teve a participação de 12 equipes, que se enfrentaram em turno único. Na primeira fase, conhecida como Taça Santos Dumont, o Tsunami Metropolitano fez 11 jogos, com sete vitórias e quatro empates. Com 25 pontos, o time não apenas ficou classificado à semifinal como líder como também conseguiu o título da fase.

Na semifinal, o Maricá enfrentou o Audax. Na ida fora, o Tsunami perdeu por 1 a 0. Na volta em casa, venceu por 4 a 3 e se classificou à final por ter feito melhor campanha na primeira fase.

Na final, o adversário foi o Olaria, que bateu na semi o Duque de Caxias. O primeiro jogo foi fora de casa, na Rua Bariri, e ficou empatada por 1 a 1. A segunda partida foi em Maricá, no Estádio João Saldanha, e também acabou no empate, mas por 0 a 0. Nos pênaltis, o Maricá venceu por 3 a 1 e ficou com o título e a única vaga de acesso.

A campanha do Maricá:
15 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 19 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Paulinne Carvalho/Maricá

Caravaggio Campeão Catarinense Série B 2024

O Campeonato Catarinense de 2025 ganhará dois times estreantes, vindos da Série B de 2024: Caravaggio e Santa Catarina. O primeiro é da cidade de Nova Veneza, fundado em 1970 e profissionalizado em 2021, sendo o campeão da segunda divisão. O segundo é de Rio do Sul, fundado em 1998.

O Catarinense Série B teve dez times, que se enfrentaram em turno único, valendo duas vagas diretas à semifinal e mais quatro às quartas de final. A campanha do título do Azulão da Montanha teve nove partidas na primeira fase, com cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Com 17 pontos, a equipe conseguiu a segunda colocação e o lugar direto na semi.

O adversário do Caravaggio pelo acesso foi o Juventus de Jaraguá, que passou pelo Atlético Tubarão nas quartas. Na ida fora de casa, o Azulão perdeu por 2 a 1. Na volta em casa, no Estádio da Montanha, o time reverteu a desvantagem e venceu por 3 a 1.

A final foi disputada contra o Santa Catarina, que eliminou o Camboriú. O primeiro jogo aconteceu em Nova Veneza e acabou no empate por 0 a 0. A segunda partida foi em Rio do Sul, no Estádio Alfredo João Krieck, e também ficou empatada, por 1 a 1. Nos pênaltis, o Caravaggio foi campeão ao vencer por 4 a 3. 

A campanha do Caravaggio:
13 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 21 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Divulgação/FCF