Ceará Campeão Cearense 1975

Após ser duas vezes vice para o maior rival, o Ceará se redimiu em 1975 e reconquistou o título cearense, o 22º estadual de sua história e o primeiro obtido dentro do Castelão, inaugurado em 1973.

O torneio estadual daquele ano teve a participação de 11 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com o líder se garantindo na final e os seis melhores seguindo em frente. Na segunda fase, os seis classificados disputaram mais um turno, com outra vaga na decisão para o líder. Na terceira fase, os quatro classificados da etapa anterior disputaram um quadrangular também em turno único. O líder ficou com a terceira vaga na final.

O Vozão começou a campanha com empate sem gols com o América de Fortaleza em casa. A primeira vitória aconteceu na segunda rodada, por 1 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte. Na capital, o primeiro triunfo só aconteceu no quinto jogo, por 2 a 0 sobre o Guarani de Juazeiro. Em dez partidas, o time alvinegro conseguiu seis vitórias, três empates e uma derrota, que o deixaram em segundo lugar, com 15 pontos. Foram dois pontos a menos que o Fortaleza, que se classificou à decisão.

Na estreia da segunda fase, o Vozão venceu o Calouros do Ar por 2 a 0, o que deu início a uma sequência de 100% de aproveitamento. Nos outros quatro jogos, a equipe fez 1 a 0 no Ferroviário, 4 a 0 no Guarany de Sobral, 3 a 2 no Tiradentes e 3 a 0 no Fortaleza. Com dez pontos, o Ceará terminou em primeiro e conseguiu sua vaga na final.

A terceira fase foi composto por Ceará, Fortaleza, Ferroviário e Tiradentes. Na abertura, os alvinegros empataram sem gols com o Tiradentes. Na segunda rodada, venceram o Ferroviário por 2 a 1. No último jogo, ganharam o Clássico-Rei por 2 a 0 e faturaram o grupo com cinco pontos.

Com duas fases conquistadas, o Ceará foi à decisão contra o Fortaleza com a vantagem de poder ser campeão com empate de pontos nos dois jogos, ambos no Castelão. No primeiro, o Vozão saiu derrotado por 2 a 0. Assim, só a vitória serviria para o título na segunda partida, independente do placar. Mas o triunfo veio por outro 2 a 0, que freou o tri do rival e devolveu a taça aos alvinegros.

A campanha do Ceará:
20 jogos | 14 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 36 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Ceará

Avaí Campeão Catarinense 1975

Os clubes de Florianópolis dominaram o futebol catarinense na primeira metade da década de 1970. Com dois títulos para cada, Avaí e Figueirense retomaram a hegemonia do futebol de Santa Catarina para a capital. Porém, a conquista de 1975 por parte do Leão da Ilha foi a última daquele momento. A próxima viria para a clube apenas 13 anos depois.

O Campeonato Catarinense de 1975 13 participantes. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, mas divididos em dois grupos. Os quatro melhores de cada chave avançaram à segunda fase, que foi disputada do mesmo modo que a etapa anterior. O líder de cada grupo se classificou à final, que foi realizada em melhor de três jogos.

O Avaí ficou no grupo B, junto com Chapecoense, Inter de Lages, Marcílio Dias, Caxias de Joinville, Carlos Renaux e Próspera. Na estreia, o time goleou o Caxias por 4 a 1 no Adolfo Konder. Depois, somou mais 15 vitórias, cinco empates e três derrotas nas 23 partidas seguintes. Com 37 pontos, o Leão se classificou na primeira colocação da chave.

Na segunda fase, o Avaí seguiu com Chapecoense, Inter de Lages e Marcílio Dias. No outro grupo, atuaram Figueirense, Palmeiras de Blumenau, América de Joinville e Juventus de Rio do Sul. O Leão iniciou a etapa com empate sem gols diante do Marcílio Dias, em Itajaí. Nos 13 jogos restantes, a equipe acumulou seis vitórias, cinco empates e duas derrotas. Os resultados deixaram o Avaí na liderança com 18 pontos, cinco a mais que a vice Chapecoense.

Classificado à decisão, o Avaí disputou o título com o rival Figueirense, que liderou o grupo A. A primeira partida aconteceu no Orlando Scarpelli. Fora de casa, o Leão não resistiu e saiu derrotado por 3 a 2. O segundo jogo foi em casa, no Adolfo Konder. Na obrigação de não perder, o Avaí igualou o confronto ao vencer por 3 a 0. Ambos os times foram à terceira partida com dois pontos.

A partida derradeira aconteceu no Orlando Scarpelli. Como os times estavam empatados em pontos, o título ficaria com o vencedor do terceiro clássico. E o Avaí fez um papel bem diferente em relação ao primeiro jogo. Venceu fora de casa por 1 a 0 e conquistou o 11º título estadual.

A campanha do Avaí:
41 jogos | 24 vitórias | 11 empates | 6 derrotas | 72 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Arquivo/Avaí

Sport Campeão Pernambucano 1975

Foram 12 anos de tabu, vendo seus maiores rivais enfileirarem títulos estaduais. Em 1975, o Sport quebrou a fila e voltou a vencer o Campeonato Pernambucano. Foi a 20ª taça conquistada pelo clube rubro-negro, a primeira desde 1962. Nesse meio tempo, o Náutico foi hexa e o Santa Cruz penta.

O estadual manteve os oito participantes dos anos anteriores. Na primeira fase, os times se enfrentaram em dois turnos, com o líder avançando à final e os seis melhores passando à etapa seguinte. Na segunda fase, os seis classificados voltaram a jogar em dois turnos, com o primeiro colocado também indo à decisão e os cinco melhores pulando à terceira etapa. Na última fase, os cinco sobreviventes também atuaram em dois turnos. A final reuniu os campeões das três etapas, cada uma com um ponto extra.

O Leão da Ilha começou a campanha vencendo o Ferroviário de Recife por 2 a 0. Nos 13 jogos seguintes, conseguiu mais dez vitórias, dois empates e uma derrota. Entre os triunfos, duas históricas goleadas por 9 a 2 e por 8 a 0 sobre o Santo Amaro. Porém, o revés fez diferença na classificação e o Sport foi vice-líder, com 24 pontos, um a menos que o Náutico, que conquistou a primeira fase.

Santo Amaro e Íbis deixaram a competição na segunda fase. O Sport começou a etapa com outra goleada, por 5 a 0 em cima do América de Recife. Nas nove partidas restantes, o time se sobressaiu sobre os rivais e conseguiu mais sete vitórias e três empates. Invicto, o rubro-negro liderou a etapa com 17 pontos e conquistou a vaga na decisão.

Na terceira fase, o eliminado foi o Ferroviário. O Leão estreou outra vez com o América, vencendo por 2 a 0 na Ilha do Retiro. Depois, manteve a invencibilidade com mais cinco vitórias e dois empates, que colocaram a equipe novamente na liderança, com 14 pontos.

Com dois pontos extras, o Sport chegou na decisão em vantagem contra o Náutico, que ficou com um ponto. De tal forma, o time rubro-negro ficou com chance de ser campeão logo no primeiro jogo, nos Aflitos. Bastaria vencer o Clássico dos Clássicos fora de casa. Foi o que aconteceu, pelo placar de 1 a 0.

A campanha do Sport:
33 jogos | 25 vitórias | 7 empates | 1 derrota | 91 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Armando Filho/Placar

Grêmio Campeão da Brasil Ladies Cup 2024

A Brasil Ladies Cup é uma competição que acontece ao final da temporada nacional de futebol feminino. Foi criada em 2021 numa parceria entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Federação Internacional de Football Soccer Society (FIFOS). O torneio foi criado com oito times, divididos em dois grupos, com o líder de cada passando para a final. Tudo em turno único, em tiro curto.

Tivemos em 2024 a quarta edição do campeonato, com organização exclusiva da FIFOS. De um lado, estavam Bahia, Avaí/Kindermann, Pumas UNAM e seleção do Paraguai. Do outro, ficaram Grêmio, Athletico-PR e River Plate. Todos os jogos aconteceram no Estádio do Canindé, em São Paulo.

Logo em sua primeira participação, o Grêmio entrou para a galeria dos campeões. No grupo B, as Gurias Gremistas estrearam contra o Sport e ficaram no empate por 0 a 0. Na segunda rodada, venceram o Athletico-PR por 3 a 0 e ficou na dependência apenas de si para se classificar.

Na terceira rodada, o tricolor enfrentou o River Plate. Depois de sair perdendo e buscar o empate por 1 a 1, as jogadoras presenciaram um episódio de racismo dentro do campo, por parte das atletas argentinas contra um dos gandulas da partida. As gremistas defenderam o profissional e se retiraram de campo em protesto. Antes, o árbitro expulsou seis jogadoras do River Plate e encerrou o jogo por número insuficiente de atletas em um dos times (o mínimo são sete). Quatro argentinas foram presas e vão responder pelo crime de injúria racial. O resultado atribuído à partida foi de vitória do Grêmio por 3 a 0.

Com sete pontos, as Gurias Gremistas foram à final contra o Bahia, que fez a mesma pontuação no grupo A. A partida terminou empatada por 1 a 1, gol gremista de Maria Dias. Nos pênaltis, a goleira Vivi Holzel defendeu três cobranças e o Grêmio venceu o título pelo placar de 2 a 1.

A campanha do Grêmio:
4 jogos | 2 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 7 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Letícia Weinz/Divulgação

Real Madrid Campeão Mundial 2024

Começou uma nova era nas competições mundiais de clubes. Na verdade, duas novas eras. A FIFA encerrou o torneio no formato entre 2005 e 2023 e criou dois novos campeonatos. O mais badalado é a Copa do Mundo de Clubes, com início em 2025, sediada primeiro nos Estados Unidos e com 32 times. O outro é a Copa Intercontinental, que resgatou o nome oficial do Mundial Interclubes clássico e, na prática, segue a linha do tempo dos antecessores. A taça, também, ficou quase igual a anterior.

O regulamento da Copa Intercontinental é semelhante ao do Mundial de Clubes. Uma diferença é que não há um país-sede fixo, e sim um campo neutro para as decisões. Seis campeões continentais entram em diversas fases. Na preliminar, o vencedor da Oceania enfrenta o campeão da Ásia ou da África (alternando a cada ano). Na segunda fase, o asiático ou africano joga contra o time que avançou da etapa anterior, enquanto na outra chave o campeão da América do Sul enfrenta o representante da Concacaf. A terceira fase reúne os vencedores desses confrontos, e quem passar vai à final contra o campeão europeu.

Na prática, o clube europeu ficou com um jogo a menos, pois já está na decisão, enquanto o sul-americano ganhou um jogo a mais, entrando antes da semifinal. Mas a grande novidade da Copa Intercontinental é que cada chave antes da final tem um nome próprio e sua própria taça: a Copa Ásia-África-Pacífico (segunda fase), o Dérbi das Américas (segunda fase) e a Copa Challenger (terceira fase).

Os participantes da Copa Intercontinental de 2024 foram: Auckland City, tradicional campeão da Oceania; Al Ain, vencedor da Ásia; Al Ahly, campeão africano novamente; Pachuca, que conquistou a Liga da Concacaf sobre o Columbus Crew; Botafogo, vencedor da Libertadores contra o Atlético-MG; e Real Madrid, campeão europeu ao bater o Borussia Dortmund.

O torneio começou com o Al Ain enfrentando o Auckland City. Em casa, nos Emirados Árabes, os campeões asiáticos golearam os neozelandeses por 6 a 2. Na fase seguinte, o Al Ahly venceu o Al Ain por 3 a 0 no Egito, conquistando a primeira taça do torneio. No Dérbi das Américas, disputado no Catar, no Estádio 974, o Pachuca venceu por 3 a 0 um Botafogo exausto após tantas viagens e finais de campeonatos em poucos dias. Na Copa Challenger, também no mesmo estádio, os mexicanos derrotaram os egípcios nos pênaltis por 5 a 4, após empate sem gols em 120 minutos.

Com dois troféus na bagagem, o Pachuca foi o adversário do Real Madrid na decisão da Copa Intercontinental. O jogo ocorreu no Estádio Nacional de Lusail, no Catar. Com tranquilidade, os espanhóis bateram os mexicanos por 3 a 0, conquistando o nono título mundial em sua história (considerando todos os formatos), com gols de Kylian Mbappé, Rodrygo e Vinícius Júnior.


Foto Ibraheem Al Omari/Reuters

Bahia Campeão Baiano 1975

Em 1975, o Bahia chegou ao tricampeonato baiano invicto e ao 26º título estadual em sua história. O título consolidou a hegemonia e demostrou a consistência do clube durante a década de 1970, consolidando-se como a principal potência do futebol baiano na época.

O Campeonato Baiano daquele ano teve a participação de dez times. Na primeira fase, todos se enfrentaram uma vez, com os quatro primeiros passando ao quadrangular que apontou o primeiro finalista. A segunda fase foi idêntica a anterior, com as equipes jogando mais uma vez entre si e os quatro melhores disputando a segunda vaga na decisão. Caso o mesmo time levasse as duas fases do torneio, a melhor campanha no geral pegaria o lugar que sobrou na final. Foi o que aconteceu, mas nada que fosse capaz de parar o ímpeto do Bahia.

O Tricolor de Aço começou a campanha ganhando por 1 a 0 do Itabuna fora de casa. Nos nove jogos seguintes, a equipe engatou mais quatro triunfos e quatro empates. Com 14 pontos na tabela, o Bahia liderou a etapa e foi ao quadrangular que definiu um lugar na final. Nas três partidas que disputou, bateu o Botafogo de Salvador por 1 a 0, empatou por 1 a 1 com o Atlético Alagoinhas e empatou sem gols com o Vitória. Os quatro pontos foram suficientes para a equipe faturar a primeira fase, com um a mais que seu maior rival.

A segunda fase teve a tabela espelhada. Na estreia, o Bahia fez 2 a 1 no Itabuna na Fonte Nova. Depois, repetiu o roteiro da etapa anterior com mais quatro triunfos e quatro empates nas oito partidas seguintes. Novamente com 14 pontos, o time foi líder e avançou, ao lado dos mesmos adversários. No quadrangular, o Tricolor empatou por 1 a 1 com o Atlético Alagoinhas, goleou por 4 a 0 o Botafogo e empatou por 1 a 1 com o Vitória. Outra vez com quatro pontos, o Bahia superou o maior rival no saldo de gols e acumulou a segunda vaga na decisão.

De tal forma, o melhor índice técnico contando as duas fases se classificou à final, e este clube foi o Vitória. O Bavi decisivo foi realizado na Fonte Nova, e a vantagem era toda do Bahia, que por ter ganhado as duas fases podia ser campeão até mesmo com empate. Foi exatamente o que ocorreu, pois os dois times não saíram do 0 a 0. Assim, mais uma taça foi para a galeria do Tricolor de Aço, que ampliou ainda mais sua frente de títulos.

A campanha do Bahia:
25 jogos | 12 triunfos | 13 empates | 0 derrotas | 35 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Bahia

Coritiba Campeão Paranaense 1975

A hegemonia do Coritiba continuou intacta em 1975. Naquele ano, o clube conquistou o pentacampeonato estadual e o 24º título no geral, depois de passar por quatro fases de torneio.

O Campeonato Paranaense de 1975 foi disputado com 12 times. Na primeira fase, eles se enfrentaram em turno único, com o líder garantindo uma vaga na decisão. A segunda fase foi igual a anterior, com outra vaga de finalista ao primeiro colocado. A classificação combinada destas duas etapas colocou os oito melhores na terceira fase, que foi disputada em turno único e que qualificou o terceiro finalista. Por fim, os três campeões de fase e o maior pontuador na soma das etapas disputaram o quadrangular final.

A campanha do Coritiba teve início no empate sem gols com o Umuarama fora de casa. Na partida seguinte, o time estreou no Belfort Duarte e venceu o Paranavaí por 1 a 0. Nos nove jogos seguintes, o Coxa venceu seis, empatou dois e perdeu um. Com 17 pontos, a equipe fechou a primeira fase em terceiro lugar, dois pontos atrás do líder Athletico, que foi ao quadrangular final.

Na segunda fase, o Coritiba iniciou com vitória por 2 a 0 sobre o União Bandeirante em casa. Nas outras dez partidas, o time venceu oito e empatou duas. Os resultados deixaram o Coxa na liderança com 20 pontos e com a vaga na decisão garantida.

Coritiba, Athletico, Colorado, União Bandeirante, Londrina, Grêmio Maringá, Pinheiros e Iguaçu jogaram a terceira fase. Na estreia, o Coxa venceu o Londrina por 2 a 0 no Belfort Duarte. Depois, a equipe ganhou mais duas partidas, empatou três e perdeu uma, somando nove pontos e encerrando na segunda colocação, dois pontos atrás do Colorado, que ficou com a terceira vaga no quadrangular.

O quadrangular final iniciou com o Coritiba goleando o União Bandeirante (classificado pelo índice técnico) por 4 a 1. Na segunda rodada, o Coxa venceu o Atletiba por 1 a 0 e chegou a quatro pontos, seguido pelo Colorado com três. O confronto entre os dois times decidiu o estadual na última rodada no Belfort Duarte. Jogando pelo empate, o time alviverde segurou o 0 a 0 e ficou com a taça.
 
A campanha do Coritiba:
32 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 2 derrotas | 46 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Coritiba