Real Madrid Campeão Mundial 2016

Dois fatos marcaram a organização do Mundial de Clubes em 2016. Até o momento, foi a última vez que o Japão recebeu o torneio, totalizando 33 edições desde a reformulação da Copa Intercontinental. A competição também foi a primeira da FIFA a contar com o recurso do árbitro de vídeo, o chamado VAR.

Só o que não foi novidade foi mais uma presença do Real Madrid. O time venceu pela 11ª vez a Liga dos Campeões — a segunda seguida sobre o rival Atlético de Madrid — e rumou para sua oitava participação no Mundial. Seu principal adversário veio da Colômbia: o Atlético Nacional, que foi bicampeão da Libertadores ao bater o Independiente del Valle na final e confirmou um retorno após 27 anos. Mas a final da "lógica" não iria acontecer pela terceira vez.

O Kashima Antlers, campeão japonês, foi o "intruso" da vez. Os demais participantes foram: América do México, campeão da Concacaf; Jeonbuk Motors, vencedor da Ásia; Mamelodi Sundowns, campeão da África; e Auckland City, pela oitava vez vencedor na Oceania.

A competição começou com o Kashima derrotando o Auckland por 2 a 1. Nas quartas de final, o clube japonês eliminou o Jeonbuk por 2 a 1. No outro confronto, o América fez 2 a 1 no Mamelodi. A primeira semifinal foi entre o Atlético Nacional e o Kashima, que venceu por um surpreendente e tranquilo 3 a 0. O Real Madrid estreou no dia 15 de dezembro, em Yokohama, contra o América, e venceu sem grandes dificuldades por 2 a 0. Os gols saíram nos acréscimos de cada tempo: primeiro com Karim Benzema, depois com Cristiano Ronaldo. No duelo pelo quinto lugar, o Jeonbuk goleou o Mamelodi por 4 a 1. E na disputa pela terceira posição, o Nacional venceu o América nos pênaltis por 4 a 3, após empate em 2 a 2 nos 120 minutos.

Depois de tanto tempo servindo apenas como palco do Mundial, enfim um time do Japão chegou à final. Kashima Antlers e Real Madrid se enfrentaram no dia 18, em Yokohama. Mas quem pensou que seria moleza para o time merengue se enganou. Benzema abriu o placar aos nove minutos do primeiro tempo, e depois o Real desperdiçou várias oportunidades. Os japoneses aproveitaram bem o pouco que criaram, empatando aos 44 com Gaku Shibasaki. E, aos sete do segundo tempo, ele virou a partida. Foram oito minutos de vantagem do Kashima, até que Cristiano Ronaldo empatou aos 15, de pênalti. Os espanhóis empilharam finalizações em busca da virada, mas nada mais aconteceu no tempo normal.

Só na prorrogação a situação ficou mais tranquila, já que o Kashima estava exausto pela maratona de quatro jogos em dez dias. Aos oito minutos, Cristiano fez o terceiro do Real. E aos 14, o atacante completou seu hat-trick e fechou o placar em 4 a 2. Com sufoco, o Real Madrid chegou ao pentacampeonato mundial, isolando-se como o maior vencedor do torneio.


Foto Kiyoshi Ota/PAP/EPA

Barcelona Campeão Mundial 2015

Nova mudança na sede marcou a passagem do Mundial de Clubes para 2015. Dois países entraram na disputa para suceder o Marrocos: Índia e Japão. O primeiro desistiu antes da votação, e os nipônicos ganharam pela terceira vez o direito de abrigar o torneio. Assim como aconteceu na primeira passagem, a segunda também contou com a força e a qualidade do Barcelona no topo.

Vários dos nomes que marcaram a história do clube em 2009 e 2011 já não estavam presentes, como Pep Guardiola e Xavi, que buscaram novos caminhos, além do capitão Carles Puyol, que se aposentou. Mas o legado permanecia forte, agora sob o comando de Luis Enrique e com Andrés Iniesta usando a braçadeira de capitão. Desde os 12 anos de idade no clube, o meia tornou-se o símbolo maior de uma era vitoriosa do futebol não só catalão, mas também espanhol. Lionel Messi também seguia no time, marcando gols em profusão, mas agora com o auxílio de Luis Suárez. O Barça chegou ao Mundial após conquistar o quinto título da Liga dos Campeões, superando a Juventus na final.

O principal oponente na tentativa de frear os catalães foi o River Plate, tricampeão da Libertadores ao vencer o Tigres UANL. As outras vagas ficaram com: América do México, campeão da Concacaf; Guangzhou, vencedor da Ásia; Mazembe, campeão africano; Auckland City, representante da Oceania; e Sanfrecce Hiroshima, campeão da J-League.

Na abertura do torneio, o Sanfrecce derrotou o Auckland por 2 a 0. Depois, venceu o Mazembe por 3 a 0, nas quartas de final. O Guangzhou eliminou o América por 2 a 1. Na disputa pelo quinto lugar, os mexicanos superaram os congoleses por 2 a 1. Na semifinal, o River entrou primeiro em campo, vencendo o Hiroshima por 1 a 0. A estreia blaugrana aconteceu em 17 de dezembro, em Yokohama, contra o Guangzhou. O Barcelona venceu com tranquilidade por 3 a 0, todos os gols marcados por Suárez. Antes da final, houve a disputa pelo terceiro lugar, e os japoneses superaram os chineses por 2 a 1.

No dia 20, Barcelona e River se enfrentaram em Yokohama na decisão. O time argentino entrou com esperança de surpreender, mas a partida rapidamente deixou de ser equilibrada. Aos 36 minutos do primeiro tempo, Messi abriu o placar, dando início a mais uma goleada catalã. Aos quatro minutos do segundo tempo, Suárez ampliou, e aos 23, voltou a marcar, fechando o 3 a 0. O resultado permaneceu até o apito final, confirmando a superioridade espanhola.

A conquista do tricampeonato mundial do Barcelona veio acompanhada de uma enxurrada de prêmios individuais. Suárez levou tanto a Bola quanto a Chuteira de Ouro. O uruguaio só não recebeu também o carro porque a Toyota já não patrocinava a competição. Messi ficou com a Bola de Prata, enquanto Iniesta faturou a de Bronze.


Foto Mike Hewitt/FIFA

Confiança Campeão Sergipano 2020

Com 69.845 casos e 1.761 mortes por Covid-19 até 21 de agosto, o Sergipe conheceu seu campeão estadual. O Confiança, em um momento histórico muito bom na Série B do Brasileiro, recuperou o título sergipano depois de três anos, conquistado sua 22ª taça.

Na curta primeira fase, o Dragão terminou em primeiro entre oito clubes, com cinco vitórias e dois empates. Classificado para o quadrangular final, fez somente a primeira rodada antes da paralisação pela pandemia do coronavírus. 

Na volta, a equipe proletária manteve a invencibilidade e confirmou o título na última partida, ao empatar por 1 a 1 com o Itabaiana no Batistão, em Aracaju. O Confiança fez 13 pontos na fase final, assim como o Sergipe, mas um gol a mais no saldo valeu a conquista. Sem entrar em campo, o rival tentou secar o Dragão, mas não adiantou nada.

A campanha do Confiança:
13 jogos | 8 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 20 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Emanuel Rocha/FSF

Real Madrid Campeão Mundial 2014

O Mundial de Clubes de 2014 ficou marcado pelo retorno de um dos clubes mais tradicionais da história, além do início de uma hegemonia que duraria metade da década. Já tricampeão, o Real Madrid iniciaria uma série de cinco conquistas espanholas, sendo quatro obtidas pelo próprio mérito.

Os merengues chegaram pela sétima vez após conquistarem o décimo título na Liga dos Campeões, vencendo de virada o rival Atlético de Madrid na final. Seu principal adversário foi o San Lorenzo, campeão da Libertadores sobre o Nacional do Paraguai. A maior preocupação dos argentinos era não repetir os vexames sul-americanos de 2010 e 2013, mas o time do Papa Francisco não se mostrou páreo para o Real.

Ainda assim, o Mundial teve sua zebra: o Auckland City, que representou a Oceania pela sexta vez em dez torneios. Tamanha experiência fez com que o time da Nova Zelândia complicasse a vida de seus oponentes. Os outros participantes foram: Sydney Wanderers, campeão asiático; Sétif, campeão africano; Cruz Azul, vencedor da Concacaf; e Moghreb Tétouan, campeão marroquino e anfitrião.

A primeira surpresa do Auckland aconteceu na estreia, contra o Moghreb. Após empate sem gols, os neozelandeses venceram nos pênaltis por 4 a 3. Nas quartas de final, derrotaram o Sétif por 1 a 0. No outro confronto, o Cruz Azul bateu o Sydney por 3 a 1. Os grandes estrearam na semifinal: em 16 de dezembro, o Real Madrid goleou o Cruz Azul por 4 a 0 em Marrakech, com gols de Sergio Ramos, Karim Benzema, Gareth Bale e Isco. Na outra chave, o Auckland quase fez história novamente, mas caiu para o San Lorenzo na prorrogação, por 2 a 1.

Na disputa pelo quinto lugar, o Sétif venceu o Sydney por 5 a 4 nos pênaltis, após empate em 2 a 2. Já na briga pelo terceiro posto, o Auckland encerrou sua campanha memorável com mais uma vitória nos pênaltis: 4 a 2 sobre o Cruz Azul, depois de empate em 1 a 1.

A final, disputada em Marrakech no dia 20 de dezembro, não reservou surpresas. O Real Madrid, com autoridade, superou o San Lorenzo por 2 a 0. Aos 37 minutos do primeiro tempo, Sergio Ramos abriu o placar, garantindo também a Bola de Ouro da competição e um carro da Toyota como prêmio. No início da segunda etapa, Gareth Bale ampliou e fechou a vitória. Foi o quarto título mundial do clube espanhol.

Embora não tenha marcado gols no torneio, Cristiano Ronaldo teve papel importante, distribuindo duas assistências. Foi o segundo título mundial do português, o primeiro de três conquistados pelo Real Madrid.


Foto Javier Soriano/AFP/Getty Images

Bayern de Munique Campeão Mundial 2013

Depois de mais duas edições do Mundial no Japão, era hora de trocar mais uma vez a sede. Quatro países candidataram-se para o biênio 2013/2014: África do Sul, Emirados Árabes, Irã e Marrocos. A decisão foi tomada ainda em 2011, e coube aos marroquinos receberem a competição, na primeira incursão fora da Ásia desde 1979 e a primeira na África.

E foi do próprio Marrocos que surgiu a segunda zebra na história do torneio. Clube mais popular do país, o Raja Casablanca venceu a liga local (chamada Botola Pro), garantindo a vaga como anfitrião. Seu caminho ficaria cruzado para sempre com o do Atlético Mineiro, que conquistou pela primeira vez a Libertadores, em final contra o Olimpia e sob o talento de Ronaldinho.

O terceiro elemento presente no enredo principal foi o Bayern de Munique, campeão pela quinta vez da Liga dos Campeões ao bater o rival Borussia Dortmund. As outras quatro vagas ficaram com: Guangzhou Evergrande, campeão asiático; Al-Ahly, vencedor africano; Monterrey, campeão da Concacaf; e Auckland City, campeão da Oceania.

A escalada do Raja começou na abertura do Mundial, com vitória por 2 a 1 sobre o Auckland. Nas quartas de final, foi a vez de derrubar o Monterrey também por 2 a 1, mas na prorrogação. No outro confronto, o Guangzhou venceu o Al-Ahly por 2 a 0. O grande momento do torneio veio na semifinal: Raja e Atlético se enfrentaram no dia 18 de dezembro, em Marrakech. Com uma atuação soberba, os donos da casa aplicaram 3 a 1 nos brasileiros, que protagonizaram a segunda queda sul-americana antes da final.

Um dia antes, em Agadir, o Bayern fez seu papel e eliminou o Guangzhou por 3 a 0, gols de Franck Ribéry, Mario Mandžukić e Mario Götze. O Mundial seguiu com a definição de posições. Na disputa do quinto lugar, o Monterrey goleou o Al-Ahly por 5 a 1. Na partida pela terceira posição, o Atlético Mineiro ficou com o consolo de vencer o Guangzhou por 3 a 2.

No dia 21, o Estádio Municipal de Marrakech recebeu a decisão entre Bayern de Munique e Raja Casablanca. O clube alemão trazia consigo a base da seleção que seria tetracampeã da Copa do Mundo no ano seguinte, além de Pep Guardiola como técnico e outros selecionáveis espalhados pelo planeta. Já o time marroquino chegava extenuado diante da maratona de quatro jogos em dez dias. Não deu outra, e a zebra parou. Logo aos sete minutos do primeiro tempo, o volante brasileiro Dante abriu o placar. E aos 22, o espanhol naturalizado Thiago Alcântara marcou 2 a 0, acabando cedo com o sonho da torcida do Raja e definindo o tricampeonato mundial do Bayern.


Foto Lars Baron/Bongarts/Getty Images

Treze Campeão Paraibano 2020

Com 95.588 casos e 2.138 mortes por Covid-19 até 15 de agosto, a Paraíba conheceu seu campeão estadual. O Treze finalizou com nove anos de jejum, conquistando pela 16ª vez o Campeonato Paraibano.

O time de Campina Grande crescendo durante a primeira fase (realizada no formato de grupos cruzados e em dois turnos), ingressando na zona de classificação só em quatro de dez rodadas. Só na última que confirmou a vaga, na liderança com 20 pontos, seis vitórias, dois empates e duas derrotas. 

Entre a oitava e nona partidas, mais de quatro meses de paralisação pela pandemia. Na semifinal, o Galo da Borborema enfrentou o vice da sua chave, o Botafogo. Na ida, perdeu por 2 a 0. Na volta, devolveu o placar, e nos pênaltis venceu por 5 a 4.

A final foi o Clássico dos Maiorais, contra o Campinense, em duas partidas no Amigão. A primeira, o Treze venceu por 2 a 0, encaminhando o título. A vantagem foi reduzida pela metade no segundo jogo, perdido por 1 a 0, mas isso não abalou a festa alvinegra pelo título.

A campanha do Treze:
14 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 15 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Josemar Gonçalves/Portal T5

Corinthians Campeão Mundial 2012

O mundo não acabou em 2012, mas ficou diferente depois. O Mundial de Clubes daquele ano foi simbólico por dois motivos. O primeiro é que foi a última vez que um time da América do Sul conquistou o título. O segundo pôde ser visto nas arquibancadas: cerca de 30 mil torcedores do Corinthians deslocaram-se até o Japão para ver o time ser campeão pela segunda vez na história.

Antes disso, o Timão, sob o comando de Tite, precisou vencer a Libertadores pela primeira vez, derrotando o Boca Juniors na decisão. Pela Europa, também houve novidade: o Chelsea foi campeão da Liga dos Campeões pela primeira vez, em uma conquista surpreendente, superando o Bayern de Munique nos pênaltis da final.

O representante local no torneio foi o Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês. Pelos outros continentes, os desafiantes foram: o Ulsan Hyundai, vencedor asiático; o Monterrey, bicampeão da Concacaf; o Al-Ahly, em sua quarta presença, campeão africano; e o Auckland City, também em sua quarta participação, campeão da Oceania.

O início do Mundial foi, como sempre, entre o anfitrião e o time da Oceania. O Sanfrecce derrotou o Auckland por 1 a 0. A aventura dos donos da casa acabou nas quartas de final, ao perder por 2 a 1 para o Al-Ahly. Na outra chave, o Monterrey venceu o Ulsan por 3 a 1.

A invasão corintiana começou no dia 12 de dezembro, no Estádio Toyota, na cidade de mesmo nome. O clube alvinegro enfrentou o Al-Ahly diante de mais de 10 mil fiéis torcedores. Os egípcios não resistiram muito tempo, e o Corinthians venceu por 1 a 0, gol do peruano Paolo Guerrero. Um lado da final já estava definido. O outro foi decidido no dia seguinte, quando o Chelsea aplicou 3 a 1 no Monterrey, garantindo a “final dos sonhos”. Antes disso, porém, foram definidos o quinto e o terceiro lugares. Primeiro, o Sanfrecce derrotou o Ulsan por 3 a 2. Depois, o Monterrey fez 2 a 0 no Al-Ahly.

No dia 16, quase metade dos 68 mil presentes no Estádio Internacional de Yokohama eram do “bando de loucos”. O estádio virou uma versão oriental do Pacaembu. Porém, não seria fácil passar pelo Chelsea. O time inglês criou várias oportunidades, todas paradas pelo goleiro Cássio e pelos zagueiros Chicão e Paulo André. O Corinthians teve menos chances, mas levava perigo semelhante aos ingleses.

A explosão alvinegra aconteceu no segundo tempo. Aos 24 minutos, Paulinho entrou na área adversária e deixou para Danilo, que chutou em cima do zagueiro. A bola subiu e sobrou para Guerrero, que, de cabeça, fez o gol mais importante da história do Corinthians. Depois do 1 a 0, Cássio ficou ainda mais gigante e garantiu o título mundial do Timão com defesas memoráveis. Depois, a festa atravessou o Oceano Pacífico.


Foto Toshifumi Kitamura/AFP