Paysandu Campeão Paraense 2020

Com 207.638 casos e 6.249 mortes por Covid-19 até 6 de setembro, o Pará conheceu seu campeão estadual. O Paysandu recuperou a hegemonia no seu Estado depois de três anos e venceu seu 48º título paraense.

Em um regulamento estranho na primeira fase, onde os dez times enfrentaram metade dos adversários duas vezes mesmo sem haver divisão de grupos, o Papão teve uma campanha impecável, com oito vitórias em dez partidas, marcado 25 pontos e ficando na liderança, com dois a menos que o Remo. 

Nesse meio tempo, o campeonato ficou quase cinco meses paralisado em razão da pandemia. Na semifinal, o Paysandu encarou o Paragominas, perdendo na ida por 3 a 2, mas vencendo na volta por 2 a 0.

A final contou com o clássico Re-Pa, em duas partidas no Mangueirão. Na primeira, o Papão venceu o Remo por 2 a 1, virando com os dois gols marcados nos últimos cinco minutos. Na segunda, o Paysandu tornou a vencer, por 1 a 0. 

A campanha do Paysandu:
14 jogos | 11 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 32 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Jorge Luiz/Rede Cultura

Real Madrid Campeão Mundial 2018

O ano mudou, mas os vencedores não. O Mundial de Clubes passou por 2018 com o mais amplo domínio do Real Madrid, que voltou à competição pela décima vez após conquistar sua 13ª Liga dos Campeões, batendo o Liverpool na final. Porém, entre o título europeu e o início do torneio da FIFA, o clube perdeu dois nomes importantíssimos para a sua história: o técnico Zinedine Zidane e o atacante Cristiano Ronaldo. Para o lugar do francês assumiu o argentino Santiago Solari. Já para a vaga do português, ninguém.

O representante sul-americano custou a ser definido. Apenas uma semana antes do Mundial, o River Plate conquistou o tetracampeonato da Libertadores sobre o rival Boca Juniors, em uma final histórica disputada em Madrid, já que a partida de volta em Nuñez foi cancelada por falta de segurança. Extenuado, o River acabou sucumbindo antes da decisão mundialista, eliminado pelo Al-Ain, campeão dos Emirados Árabes. Os demais times na disputa foram: Chivas Guadalajara, vencedor da Concacaf; Espérance, campeão africano; Kashima Antlers, campeão asiático; e Team Wellington, representante da Oceania.

O Mundial começou com emoção. Al-Ain e Team Wellington empataram em 3 a 3 e a equipe da casa avançou nos pênaltis por 4 a 3. Nas quartas de final, no Hazza bin Zayed Stadium, o Al-Ain derrubou o Espérance por 3 a 0. Na outra partida, entre Kashima e Chivas, os japoneses venceram por 3 a 2.

A semifinal reservou o grande choque do anfitrião contra o River Plate. Após empate em 2 a 2 no tempo normal, o Al-Ain avançou nos pênaltis por 5 a 4. Já no dia 19 de dezembro, no Zayed Sports City, o Real Madrid reencontrou o Kashima após dois anos. Desta vez, a vitória veio com mais facilidade: hat-trick de Gareth Bale e triunfo por 3 a 1 em 90 minutos. Nas disputas paralelas, o Espérance bateu o Chivas por 6 a 5 nos pênaltis, após empate em 1 a 1, e o River goleou o Kashima por 4 a 0 na decisão do terceiro lugar.

Em 22 de dezembro, Abu Dhabi recebeu a grande final entre Real Madrid e Al-Ain. Apesar da festa dos torcedores locais, era sabido que a missão de superar os espanhóis era quase impossível. Aos 13 minutos, Luka Modric abriu o placar. Aos 15 do segundo tempo, Marcos Llorente ampliou. Pouco depois, aos 34, o capitão Sergio Ramos fez o terceiro. O Al-Ain descontou aos 41 minutos com o japonês Tsukasa Shiotani, mas a goleada se confirmou nos acréscimos: Vinícius Júnior chutou cruzado e a bola desviou no egípcio Yahia Nader, que marcou contra.

Com o 4 a 1 no placar final, o Real Madrid se tornou o único clube a conquistar o Mundial em três edições consecutivas. O título também valeu como heptacampeonato, reforçando ainda mais sua hegemonia no ranking de clubes. Além disso, a conquista ampliou outra disputa: a de países campeões. Foi a 11ª taça da Espanha, ficando a apenas uma do Brasil.


Foto Andrew Boyers/Reuters

Real Madrid Campeão Mundial 2017

Na eterna discussão sobre se os torneios intercontinentais entre 1960 e 2004 possuíam validade ou não, a FIFA enfim cedeu na queda de braço e fez a correção histórica em outubro de 2017: a Copa Intercontinental também era considerada Mundial, independente de quem a organizou.

Os Emirados Árabes voltaram a receber a disputa do Mundial de Clubes naquele ano. No processo, o país concorreu com o Brasil e o Japão, que tentava emendar quatro edições seguidas, mas a FIFA optou pelo retorno ao território onde já havia sediado o torneio em 2009 e 2010. O lugar pouco importava para o Real Madrid, que conquistou seu 12º título da Liga dos Campeões, em decisão contra a Juventus, e garantiu sua nona participação no Mundial.

Ao lado dele, o Grêmio quebrava um jejum de 22 anos sem participar ao conquistar a Libertadores sobre o Lanús, chegando assim à sua terceira presença no torneio. As demais vagas foram distribuídas da seguinte forma: pela Ásia, o Urawa Red Diamonds; pela Concacaf, o Pachuca; pela África, o Wydad Casablanca; pela Oceania, o Auckland City; e pelo país-sede, o Al-Jazira.

A partida de abertura do Mundial foi entre Al-Jazira e Auckland City, com vitória do time local por 1 a 0. Nas quartas de final, o Pachuca eliminou o Wydad também por 1 a 0. E o Al-Jazira superou o Urawa, novamente pelo placar mínimo. A sequência de resultados magros continuou na semifinal, quando o Grêmio venceu o Pachuca na prorrogação.

A estreia do Real Madrid aconteceu no dia 13 de dezembro, contra o Al-Jazira. No Zayed Sports City, em Abu Dhabi, o time merengue sofreu e chegou a levar um susto quando Romarinho abriu o placar para o adversário. No segundo tempo, porém, Cristiano Ronaldo e Gareth Bale viraram para 2 a 1 e colocaram o Real em mais uma final. Nas disputas paralelas, o Urawa derrotou o Wydad por 3 a 2 e o Pachuca venceu o Al-Jazira por 4 a 1, ficando com o terceiro lugar.

Abu Dhabi recebeu a final do Mundial no dia 16 de dezembro. Enquanto o Real Madrid chegava com 11 jogadores de seleção entre os titulares, o Grêmio vinha embalado por ótimas atuações e pelo título sul-americano conquistado duas semanas antes. No entanto, os espanhóis dominaram os 90 minutos. Em uma partida de ataque contra defesa, os brasileiros quase não tiveram oportunidades, enquanto os madridistas esbarravam na dupla de zaga Pedro Geromel e Walter Kannemann.

Tanta insistência só deu resultado no segundo tempo, e foi na bola parada. Aos oito minutos, o Real conseguiu uma falta próxima à área gremista. Cristiano Ronaldo, em sua especialidade, abriu o placar chutando a bola no meio da barreira, que se abriu. Houve mais chances para ampliar o resultado, mas o 1 a 0 foi suficiente para que o Real Madrid alcançasse o hexa mundial.


Foto Hassan Ammar/AP

Grêmio Campeão Gaúcho 2020

Com 124.482 casos e 3.395 mortes por Covid-19 até 30 de agosto, o Rio Grande do Sul conheceu seu campeão estadual. O Grêmio chegou lá pela 39ª vez em 116 anos de história.

O começo foi sem encantar muito. No primeiro turno, o Tricolor foi segundo colocado do seu grupo, atrás do Caxias, com três vitórias e duas derrotas. Na semifinal, eliminou o Internacional por 1 a 0 em pleno Beira-Rio, mas depois perdeu a final também por 1 a 0, para o Caxias, que havia derrotado o time na estreia.

O Grêmio melhorou no segundo turno, não foi derrotado em nenhuma partida, venceu quatro e terminou na liderança da chave. Na semifinal, passou sufoco contra o Novo Hamburgo, mas venceu por 4 a 3 e foi à decisão novamente. Contra o Internacional na Arena, vitória por 2 a 0 confirmou a passagem do Imortal à final geral.

Em outros dois jogos contra o Caxias, mais emoção. Na ida no Centenário, vitória por 2 a 0 pareceu deixar tudo tranquilo para a volta, mas não foi assim. Na Arena, o Grêmio largou na frente, mas levou o empate no fim do primeiro tempo. No segundo, o adversário virou e quase igualou o confronto. Só que a derrota foi só pelos 2 a 1 mesmo e rendeu o tri gaúcho ao Tricolor, algo que não acontecia desde 1987.

A campanha do Grêmio:
17 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 28 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Pedro H. Tesch/AGIF

Atlético-MG Campeão Mineiro 2020

Com 212.565 casos e 5.270 mortes por Covid-19 até 30 de agosto, Minas Gerais conheceu seu campeão estadual. O Atlético-MG recupera a ponta de seu Estado após um pequeno tabu de três anos sem vencer. Não foi uma campanha brilhante no começo, mas a troca de técnicos - Rafael Dudamel por Jorge Sampaoli - trouxe fôlego e força ao Galo.

Na primeira fase, o time foi terceiro colocado com 22 pontos e sete vitórias em 11 jogos. Foram quatro pontos a menos que o líder Tombense e dois a mais que o Cruzeiro, eliminado em quinto. Na semifinal, o Atlético encarou o América e venceu os dois jogos, por 2 a 1 e por 3 a 0.

A final foi contra o próprio Tombense, que passou pela Caldense na fase anterior. As duas partidas foram no Mineirão, vazio por medidas de saúde e segurança. Na primeira, vitória por 2 a 1, de virada. Na segunda, outra vitória, agora por 1 a 0, foi suficiente para a 45ª conquista do Galo.

A campanha do Atlético-MG:
15 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 28 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Pedro Souza/Atlético-MG

Gama Campeão Candango 2020

Com 159.526 casos e 2.250 mortes por Covid-19 até 29 de agosto, o Distrito Federal conheceu seu campeão estadual. O Gama aumenta sua hegemonia como maior vencedor do Candangão, com 13 títulos distribuídos em um intervalo de 41 anos. O clube alviverde teve uma primeira fase quase perfeita, com dez vitórias e um empate em 11 partidas.

O Gama precisou esperar quase cinco meses para poder completar a fase, pois o campeonato ficou paralisado de março até agosto, e o fez derrotando o Real Brasília por 2 a 0. A invencibilidade do Gamão seguiu no mata-mata, eliminando o Sobradinho nas quartas de final com vitórias por 5 a 0 e por 2 a 1. Na semifinal, eliminou o Formosa ganhando os dois jogos por 3 a 1. 

A final foi contra o rival Brasiliense. Na ida, no Mané Garrincha, teve sua única derrota na competição, por 3 a 1. Na volta, no Bezerrão, devolveu a diferença fazendo 2 a 0. Nos pênaltis, vitória por 4 a 3 valeu o bicampeonato.

A campanha do Gama:
17 jogos | 15 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 57 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Esportes Brasília

Real Madrid Campeão Mundial 2016

Dois fatos marcaram a organização do Mundial de Clubes em 2016. Até o momento, foi a última vez que o Japão recebeu o torneio, totalizando 33 edições desde a reformulação da Copa Intercontinental. A competição também foi a primeira da FIFA a contar com o recurso do árbitro de vídeo, o chamado VAR.

Só o que não foi novidade foi mais uma presença do Real Madrid. O time venceu pela 11ª vez a Liga dos Campeões — a segunda seguida sobre o rival Atlético de Madrid — e rumou para sua oitava participação no Mundial. Seu principal adversário veio da Colômbia: o Atlético Nacional, que foi bicampeão da Libertadores ao bater o Independiente del Valle na final e confirmou um retorno após 27 anos. Mas a final da "lógica" não iria acontecer pela terceira vez.

O Kashima Antlers, campeão japonês, foi o "intruso" da vez. Os demais participantes foram: América do México, campeão da Concacaf; Jeonbuk Motors, vencedor da Ásia; Mamelodi Sundowns, campeão da África; e Auckland City, pela oitava vez vencedor na Oceania.

A competição começou com o Kashima derrotando o Auckland por 2 a 1. Nas quartas de final, o clube japonês eliminou o Jeonbuk por 2 a 1. No outro confronto, o América fez 2 a 1 no Mamelodi. A primeira semifinal foi entre o Atlético Nacional e o Kashima, que venceu por um surpreendente e tranquilo 3 a 0. O Real Madrid estreou no dia 15 de dezembro, em Yokohama, contra o América, e venceu sem grandes dificuldades por 2 a 0. Os gols saíram nos acréscimos de cada tempo: primeiro com Karim Benzema, depois com Cristiano Ronaldo. No duelo pelo quinto lugar, o Jeonbuk goleou o Mamelodi por 4 a 1. E na disputa pela terceira posição, o Nacional venceu o América nos pênaltis por 4 a 3, após empate em 2 a 2 nos 120 minutos.

Depois de tanto tempo servindo apenas como palco do Mundial, enfim um time do Japão chegou à final. Kashima Antlers e Real Madrid se enfrentaram no dia 18, em Yokohama. Mas quem pensou que seria moleza para o time merengue se enganou. Benzema abriu o placar aos nove minutos do primeiro tempo, e depois o Real desperdiçou várias oportunidades. Os japoneses aproveitaram bem o pouco que criaram, empatando aos 44 com Gaku Shibasaki. E, aos sete do segundo tempo, ele virou a partida. Foram oito minutos de vantagem do Kashima, até que Cristiano Ronaldo empatou aos 15, de pênalti. Os espanhóis empilharam finalizações em busca da virada, mas nada mais aconteceu no tempo normal.

Só na prorrogação a situação ficou mais tranquila, já que o Kashima estava exausto pela maratona de quatro jogos em dez dias. Aos oito minutos, Cristiano fez o terceiro do Real. E aos 14, o atacante completou seu hat-trick e fechou o placar em 4 a 2. Com sufoco, o Real Madrid chegou ao pentacampeonato mundial, isolando-se como o maior vencedor do torneio.


Foto Kiyoshi Ota/PAP/EPA