Palmeiras Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1965

O penúltimo Torneio Rio-São Paulo da fase clássica, em 1965, foi também o de regulamento mais confuso. Os dez participantes foram divididos em dois grupos no primeiro turno, porém o enfrentamento foi de todos contra todos, totalizando nove rodadas. No segundo turno, a pior equipe de cada grupo foi eliminada, e as oito restantes se enfrentam mais sete vezes em grupo único. Em ambos os turnos, a melhor campanha se garantia na decisão da competição.
Sem vencer desde 1951, o Palmeiras vivia nos anos 1960 a era da primeira Academia, com um elenco de nomes como Ademir da Guia, Djalma Santos, Djalma Dias, Dudu e Valdir de Moraes. E as apostas dos torcedores se fizeram certas desde o início. O primeiro turno no Rio-SP foi quase perfeito, com sete vitórias e dois empates em nove jogos. A estreia foi com empate por 2 a 2 com o Corinthians. A primeira vitória veio na segunda partida, por 2 a 0 sobre o São Paulo. No encerramento, um triunfo épico por 5 a 3 sobre o Botafogo, no Maracanã.
Com a melhor campanha e já classificado para a final, o Verdão chegou favorito ao tricampeonato no turno seguinte. A única derrota alviverde no torneio foi na estreia, por 2 a 1 para o Flamengo. Depois, o time conseguiu cinco jogos de invencibilidade, até chegar aos nove pontos.
Na última rodada, Palmeiras e Portuguesa tinham chances de liderança. Para o Verdão, bastava um empate com o Botafogo em casa. Com oito pontos, a Portuguesa teria que golear o Flamengo fora e torcer para o Botafogo golear. Diante de mais de 45 mil torcedores no Pacaembu, o alviverde fez 3 a 0, gols de Tupãzinho, Ademir da Guia e Dario. Com os dois turnos vencidos, a final ficou desnecessária.

A campanha do Palmeiras:
16 jogos | 12 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 49 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Esportiva

Botafogo e Santos Campeões do Torneio Rio-São Paulo 1964

Presente na vida dos clubes paulistas e cariocas há 14 anos quase consecutivos, o Torneio Rio-São Paulo começou a apresentar sinais de desgaste em 1964. Naquele ano, embora todo o campeonato tenha sido concluído, não foi possível apontar um único campeão de acordo com as regras impostas. A taça precisou ser dividida em duas, e justamente para os melhores times do momento: Santos e Botafogo.
As campanhas de Peixe e Fogão foram quase idênticas. Ambos começaram vencendo, o Santos fez 3 a 0 no Corinthians e o Botafogo fez 2 a 0 no São Paulo. E foram conseguindo vitórias seguidas e uma única derrota cada até a penúltima partida.
Como não existia uma preocupação em se alinhar a tabela dos times, o Santos entrou em campo para seu último jogo antes do Botafogo. Com 14 pontos, bastava empatar com o Flamengo para não ser mais alcançado. Mas o Peixe perdeu por 3 a 2 no Maracanã e precisou secar o Fogão.
Ainda com duas partidas para realizar, o Botafogo tinha dez pontos. Com as vitórias, empataria na classificação e forçaria dois jogos extras com o rival santista. E assim foi, após fazer 4 a 3 no Palmeiras fora e 5 a 0 no Bangu em casa.
O problema é que não havia datas disponíveis para os desempates. Ambos clubes estavam com calendário lotado e excursões agendadas. Só em janeiro de 1965 foi possível fazer o primeiro jogo extra. No Maracanã, o Botafogo fez 3 a 2 no Santos. E então, outro problema: o Peixe já estava de saída para viagem outra vez. Sem espaço para a segunda partida, as federações paulista e carioca decidiram rachar o título entre as duas equipes.

A campanha do Botafogo:
10 jogos | 8 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Santos:
10 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo


Foto Arquivo/Santos

Santos Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1963

Melhor time do mundo em 1963, o Santos faturou quase tudo o que disputou naquele ano: Mundial, Libertadores, Brasileiro (Taça Brasil) e o Torneio Rio-São Paulo. Só faltou o estadual, mas a história já estava escrita. Aquela escalação decorada por dez a cada dez santistas só não fez chover. A escalação? Gilmar, Dalmo, Mauro e Calvet; Zito e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O técnico? Luís Alonso Perez, o Lula.
O Rio-SP de 1963 retomou o regulamento anterior de pontos corridos, com os dez participantes se enfrentando em turno único. E a única novidade na temporada foi a entrada do Olaria como o quinto clube carioca. No lado oposto, o Santos começou a campanha do bicampeonato com empate por 2 a 2 com o Vasco no Maracanã.
A primeira vitória do Peixe veio na partida seguinte, por 6 a 3 sobre a Portuguesa, e logo acompanhada de uma sequência: 2 a 0 sobre o Corinthians, 6 a 2 sobre o São Paulo, 3 a 0 sobre o Palmeiras e 5 a 1 sobre o Olaria. O time só foi parado pelo Fluminense, que venceu por 4 a 2 no sétimo jogo.
A belíssima trajetória do Santos foi coroada na penúltima partida, no Maracanã, com a vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo. Os gols foram marcados por Coutinho, Dorval e Pelé no segundo tempo. Com 13 pontos, o alvinegro praiano ficou inalcançável para o Corinthians, que só podia chegar a 12 e acabou com o vice.

A campanha do Santos:
9 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 30 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Santos

Botafogo Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1962

Em meio a dominação carioca do Torneio Rio-São Paulo, o entendimento sobre um regulamento mais dinâmico da competição foi mantido: dois grupos restritos a cada Estado, com enfrentamento em turno único e duas vagas na fase final. A única diferença de 1962 em relação a 1961 foi a baixa do Santos, que optou por priorizar a disputa da Libertadores naquele ano.
De tal forma, o caminho para a conquista ficou livre para o Botafogo, o segundo melhor time do Brasil na época. Com Garrincha, Amarildo, Zagallo e Quarentinha no quarteto de ataque, mais Didi no meio, Manga no gol e Nilton Santos na defesa, o Fogão começou a campanha derrotando o Fluminense por 1 a 0. Depois, foi a vez de golear o Vasco por 4 a 1. A terceira partida foi contra o America-RJ, e o Botafogo voltou a fazer 4 a 1. Já classificado, o clube alvinegro perdeu para o Flamengo por 3 a 2 e encerrou a primeira fase na liderança, com seis pontos, empatado com os próprios flamenguistas.
O quadrangular final reuniu Botafogo, Flamengo, Palmeiras e São Paulo. Na primeira rodada, a Estrela Solitária derrotou o São Paulo por 2 a 1 no Maracanã. Na sequência, a equipe alvinegra encaminhou o título inédito ao fazer 1 a 0 no Flamengo. Bastava apenas não perder para o Palmeiras no último jogo.
E assim foi. No Maracanã, Quarentinha abriu o placar, Amarildo marcou outros dois gols, e o Fogão derrotou o time paulista por 3 a 1, de virada. Com mais seis pontos, o Botafogo levou o primeiro Torneio Rio-São Paulo com uma campanha quase perfeita.

A campanha do Botafogo:
7 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 17 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo

Flamengo Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1961

O Torneio Rio-São Paulo de 1961 chegou com uma rara mudança no regulamento. A primeira fase continuou com nove rodadas, mas paulistas e cariocas ficaram divididos em dois grupos de cinco. Destas separações, os três primeiros colocados avançaram para o hexagonal final, com um diferencial: São Paulo só joga contra o Rio de Janeiro e vice-versa, no que totalizou três partidas para cada time.
Foi assim que o Flamengo chegou ao seu único título. O time de Gérson, Joel Martins e Dida começou a campanha com vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo fora de casa. O começo da trajetória rubro-negra foi de altos e baixos, com destaque negativo para a goleada por 7 a 1 sofrida para o Santos em casa. Ao fim das nove rodadas, o Fla venceu cinco e perdeu quatro jogos, com dez pontos somados e a terceira colocação no grupo carioca.
O favoritismo no hexagonal decisivo era paulista, que ocuparam as três melhores campanhas da fase anterior. Mas o Flamengo cresceu. Na estreia, derrotou o Palmeiras por 3 a 1 no Maracanã. O segundo jogo foi contra o Santos. No Pacaembu, o rubro-negro conseguiu a revanche e goleou por 5 a 1. 
Os cariocas inverteram o favoritismo para a última rodada. Flamengo e Vasco possuíam quatro pontos, o Botafogo estava com três, enquanto Palmeiras, Santos e Corinthians chegavam zerados e sem chances de título. O Vasco levou 1 a 0 do Palmeiras e também deu adeus às suas chances. Assim, o Fla dependia apenas de si para ser campeão. Contra o Corinthians, no Maracanã, Joel e Dida marcaram e o rubro-negro conquistou o título com a vitória por 2 a 0. Com seis pontos, o clube superou por um o Botafogo.

A campanha do Flamengo:
12 jogos | 8 vitórias | 0 empates | 4 derrotas | 22 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Arquivo/Manchete Esportiva

Inhumas Campeão Goiano Divisão de Acesso 2022

O Estado de Goiás conheceu um novo campeão em sua divisão de acesso. É o Inhumas Esporte Clube, clube fundado em 1944 e que viveu sua melhor época entre na década de 1960. Depois de alguns anos no amadorismo, o time voltou a ser profissional em 2021 e logo já conseguiu escalar os degraus para chegar na elite do Campeonato Goiano. Em 2022, com o título da Divisão de Acesso.

A competição teve a participação de oito equipes, e o regulamento foi o mais simples possível: pontos corridos em dois turnos, com duas vagas de acesso. A Pantera começou sua campanha perdendo por 1 a 0 para a Anapolina em casa, mas depois engrenou, com seis jogos de invencibilidade no primeiro turno, sendo cinco vitórias e um empate.

A arrancada para o título veio no segundo turno, com mais três vitórias, dois empates e duas derrotas. A vaga na primeira divisão e o título vieram na 13ª rodada, a penúltima, nos 3 a 1 sobre o Itumbiara no Estádio Zico Brandão, a casa do Inhumas.

A campanha do Inhumas:
14 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 17 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Divulgação/Inhumas

Palmeiras Campeão Brasileiro 2022

Com três rodadas de antecedência, o Palmeiras chegou ao 11° título no Campeonato Brasileiro. O clube paulista conseguiu em 2022 ampliar ainda mais a vantagem que possui no ranking de títulos da competição. Agora, ele pode ser considerado hendecacampeão - ou undecacampeão nacional.

Foi uma conquista tranquila do ponto de vista da tabela de classificação. Alguns adversários chegaram a se candidatar para a disputa pela liderança, como Fluminense, Flamengo, Corinthians e, principalmente, Internacional, mas o Verdão caminhou com passos largos e firmes rumo à taça.

Entretanto, a campanha palmeirense começou com derrota. Foi para o Ceará no Allianz Parque, por 3 a 2. Por outro lado também, esta foi só uma das duas vezes em que o time perdeu no campeonato todo até a conquista do título. A primeira vitória veio na terceira rodada, justamente no clássico contra o Corinthians em casa, por 3 a 0. Na oitava rodada, oa equipe chegou pela primeira vez à liderança, após vencer o Santos na Vila Belmiro por 1 a 0.

Na partida seguinte, o empate sem gols com o Atlético-MG no Allianz Parque tirou o time da primeira posição. A condição de líder passou a ser definitiva a partir da décima rodada, na goleada por 4 a 0 sobre o Botafogo em casa. Nem mesmo a outra derrota palmeirense, por 2 a 0 para o Athletico-PR em casa, na 15ª rodada, afastou o clube da ponta da classificação.

E foi assim, empilhando vitórias, que o time treinado por Abel Ferreira avançou pela reta final do turno e quase todo o returno. As últimas partidas do Palmeiras foram em clima de contagem regressiva, mas o Internacional conseguiu de alguma forma fazer sombra nos alviverdes. Porém, tudo ficou decidido entre a 34ª e 35ª rodadas. O Verdão ganhou por 3 a 1 do Athletico-PR em Curitiba e poderia ter conquistado o título ali se não fosse a virada colorada sobre o Ceará em Porto Alegre.

Na semana seguinte, os gaúchos levaram 1 a 0 do América-MG em Belo Horizonte e, antes de entrar em campo de novo, o Palmeiras sagrou-se campeão brasileiro pela 11ª vez, com 74 pontos. O jogo contra o Fortaleza no Allianz Parque horas depois serviu para a festa da torcida e do time: goleada por 4 a 0, fora a chuva e o baile no gramado. Os gols do título foram marcados por Rony (dois), Dudu e a joia Endrick, de 16 anos de idade.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 23 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 66 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar