Real Noroeste Campeão Capixaba 2023

Tomou gosto pelos títulos e não parou mais! O Real Noroeste venceu em 2023 seu terceiro título capixaba na história - o terceiro consecutivo. O clube da cidade de Águia Branca reafirma ainda mais seu momento no futebol do Espírito Santo.

O Capixabão teve a presença de dez equipes, que jogaram em turno único. Em nove partidas, a Águia obteve seis vitórias e três derrotas, que somaram 18 pontos e deixaram o time na terceira posição geral. Nas quartas de final, passou pelo Serra com a regra da melhor campanha: perdeu por 2 a 1 a ida fora e venceu por 1 a 0 a volta em casa.

Na semifinal, o Merengue Capixaba eliminou o Porto Vitória por 3 a 2 nos pênaltis, depois de vencer em casa por 2 a 1 e perder fora por 1 a 0. A final foi contra o Nova Venécia, que bateu Rio Branco e Vitória. O primeiro jogo foi no Kleber Andrade, em Cariacica, e terminou 0 a 0. A segunda partida aconteceu no José Olímpio, em Águia Branca, e acabou com vitória do Real Noroeste por 3 a 1.

A campanha do Real Noroeste:
15 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 5 derrotas | 22 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Henrique Montovanelli/FES

Sport Campeão Pernambucano 2023

O Sport volta a figurar no topo do futebol de Pernambuco. Depois de quatro anos, o clube vence o estadual e chega ao número de 43 títulos, consolidando-se como o maior campeão do Estado.

A primeira fase do Pernambucano 2023 teve a participação de 13 times, que se enfrentaram em turno único. Em 12 partidas, o Leão da Ilha conseguiu nove vitórias e três empates, que lhe deixou na liderança com 30 pontos e classificado direto à semifinal, enquanto do terceiro ao sexto lugares foram às quartas.

Na semi, o Sport enfrentou o Petrolina em jogo único na Ilha do Retiro e venceu por 2 a 0. A final foi contra o Retrô, segundo colocado que eliminou o Salgueiro. A ida foi na Arena Pernambuco, e acabou com vitória rubro-negra por 2 a 1. A volta foi na Ilha do Retiro e, com gols de Vágner Love e Gabriel Santos, o Leão venceu por 2 a 0, ficando com o título invicto.

A campanha do Sport:
15 jogos | 12 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 35 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Rafael Aroeira/FPF

Defensa y Justicia Campeão da Copa Sul-Americana 2020

Não é fácil ser campeão sul-americano. Às vezes, sobra planejamento e falta camisa. E vice-versa. Mas quando acontece de a estrutura ser tão boa que o peso da camisa nem se sente, o caminho do título é certo. Foi assim com o Cienciano em 2003, o Arsenal de Sarandí em 2007, a Chapecoense em 2016 e o Independiente Del Valle em 2019. Não foi diferente em 2020. O pequeno Defensa y Justicia, da cidade de Florencio Varela, na grande Buenos Aires, chegou à maior conquista de sua história na Copa Sul-Americana daquele ano. E de maneira invicta.

A competição da Conmebol foi diferente de tudo já visto até então. Não pelo regulamento, mas sim pelo contexto. Em março de 2020, o mundo mergulhou na pandemia de covid-19, que isolou as populações dentro de casa. Àquela altura, a Sul-Americana havia terminado a primeira fase e foi paralisada. Somente em outubro houve o retorno, sem torcida nos estádios.

O Defensa y Justicia não jogou a fase inicial, pois estava na Libertadores. Eliminado em terceiro lugar de seu grupo, ganhou a chance de buscar o título inédito a partir da segunda fase, contra o Sportivo Luqueño. Venceu por 3 a 2 no Paraguai e empatou por 1 a 1 na Argentina. Nas oitavas de final, o "halcón" (falcão) enfrentou o Vasco. Na ida, empatou por 1 a 1 em casa, no Estádio Norberto Tomaghello. Na volta, venceu por 1 a 0 em pleno São Januário. Nas quartas, despachou o Bahia com mais uma vitória no Brasil, por 3 a 2, e outra na Argentina, por 1 a 0.

Na semifinal, o adversário do DyJ foi o chileno Coquimbo Unido. O primeiro jogo seria no Chile, mas o governo local não liberou a entrada da delegação argentina no país depois que alguns atletas foram diagnosticados com covid-19. Dias depois, em Assunção, Paraguai, os times jogaram e empataram sem gols. A segunda partida foi no Norberto Tomaghello, e o halcón venceu por 4 a 2.

A final da Copa Sul-Americana foi entre Defensa y Justicia e Lanús, que passou por Universidad Católica do Equador, São Paulo, Bolívar, Independiente e Vélez Sarsfield. A partida foi no Estádio Mario Kempes, em Córdoba, com as arquibancadas desertas. Em campo, o DyJ, treinado por Hernán Crespo, não tomou conhecimento do oponente e foi campeão com triunfo por 3 a 0, gols de Adonis Frías, Braian Romero e Washington Camacho.

A campanha do Defensa y Justicia:
9 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 16 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Amilcar Orfali/Staff Images/Conmebol

Independiente Del Valle Campeão da Copa Sul-Americana 2019

A Copa Sul-Americana de 2019 foi mais uma das muitas edições das novidades. No regulamento e no campo. A grande adição no papel foi a introdução da final em partida única. Inicialmente marcada para estrear em Lima, no Peru, a Conmebol moveria a decisão para Assunção, no Paraguai.

A novidade no gramado veio do Equador. Que não era tão nova assim, pois já havia se engraçado numa final de Libertadores. Desde 2014 no circuito internacional, o Independiente Del Valle foi vice na maior competição da América do Sul em 2016. Foi o primeiro aviso de um clube saído das divisões inferiores e do interior equatoriano, da cidade de Sangolquí.

Na primeira fase, os "rayados del valle" enfrentaram o Unión Santa Fe. Perderam por 2 a 0 na Argentina e devolveram a diferença no Equador. Nos pênaltis, vitória por 4 a 2. Na segunda fase, passaram pela Universidad Católica após golear por 5 a 0 em casa e perder por 3 a 2 no Chile.

Nas oitavas de final, o Del Valle enfrentou o Caracas. Na ida, empatou por 0 a 0 na Venezuela. Na volta, no Olímpico Atahualpa, venceu por 2 a 0. Nas quartas, o adversário foi o Independiente argentino. O primeiro duelo dos xarás acabou 2 a 1 para os argentinos em Avellaneda. No segundo jogo, os rayados fizeram 1 a 0 e avançaram na regra do gol marcado fora de casa.

A semifinal foi contra o Corinthians. O primeiro jogo aconteceu em São Paulo, e o Del Valle conseguiu uma histórica vitória por 2 a 0. A segunda partida foi em Quito. Com alguma dificuldade, os equatorianos empataram por 2 a 2 e se garantiram na decisão.

A final da Sul-Americana foi contra a Colón, que derrubou Deportivo Municipal, River Plate do Uruguai, Argentinos Juniors, Zulia e Atlético-MG. O confronto foi no Estádio General Pablo Rojas, com direito a interrupção aos 32 minutos do primeiro tempo devido a chuva forte. Antes, aos 24, Fernando León abriu o placar ao Del Valle. Depois, aos 41, Jhon Sánchez ampliou. Quase lá, o rayado levou gol aos 43 do segundo tempo. Mas aos 50, Cristian Dájome fez 3 a 1 e coroou mais um título para o futebol do Equador.

A campanha do Independiente Del Valle:
11 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 20 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Norberto Duarte/AFP

River Campeão Piauiense 2023

O maior campeão do Piauí está de volta! Depois de quatro anos, o River volta a levantar a taça do estadual. Em 2023, o clube chegou ao título de número 32, quase o dobro que o segundo colocado, o Flamengo.

O Piauiense contou com oito times na primeira fase. Ou sete, se levarmos em conta a desistência do Ferroviário, que teve suas partidas convertidas em W.O. Nos 12 jogos que entrou em campo, o Galo Carijó venceu sete, empatou quatro e perdeu somente um. Com os dois triunfos sobre o Ferroviário no tapetão, o time somou 31 pontos, ficando na primeira posição e superando o Fluminense no saldo de gols. Na semifinal, o River passou pelo Parnahyba depois de vencer por 2 a 0 fora e empatar por 0 a 0 em casa.

A final foi contra o Fluminense, que eliminou o Altos. A partida de ida foi na Arena do Guerreiro, na cidade de Pedro II. Fora de casa, o River não resistiu e perdeu por 1 a 0, ficando obrigado a vencer a volta em casa. No Albertão, em Teresina, o Galo contou com o apoio da torcida e chegou ao título com o mesmo placar de 1 a 0, gol marcado por Júnior Mandacaru.

A campanha do River:
18 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 32 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Marcelo Cardoso/GP1

Real Brasília Campeão Candango 2023

Dono do futebol feminino no Distrito Federal, o Real Brasília agora passa a comandar também no masculino no Planalto Central. Fundado em 1996 com o nome Dom Pedro II, o clube começou no Guará e foi duas vezes vice-campeão (1999 e 2008). Em 2009, mudou-se para Vila Planalto, local onde houve a mudança de nome para Real Brasília, a partir de 2016. Desde então, o time se reestruturou.

Atual tetra estadual e membro da Série A1 no Brasileirão Feminino, o Real colhe seu primeiro grande fruto no masculino com o título inédito do Candangão em 2023. A primeira fase teve dez times, que atuaram em turno único. Em nove jogos, o Leão da Vila Planalto obteve cinco vitórias, três empates e só uma derrota, que deixaram a equipe classificada na liderança, com 18 pontos. Na semifinal, empatou duas vezes por 1 a 1 com o Paranoá, e foi à final por ter melhor campanha.

A decisão foi contra o Brasiliense, que eliminou o Capital. A ida aconteceu na Boca do Jacaré, em Taguatinga, e o Real Brasília saiu derrotado por 3 a 2. A volta foi disputada no Defelê, no Plano Piloto, e o Real devolveu a diferença ao fazer 1 a 0. Nos pênaltis, o goleiro Wendell defendeu três, e o Real venceu por 2 a 1.

A campanha do Real Brasília:
13 jogos | 6 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Real Brasília

Athletico-PR Campeão da Copa Sul-Americana 2018

O título da Chapecoense na Copa Sul-Americana em 2016 foi apenas o terceiro do Brasil na história da competição. Entre os vários candidatos a campeão do torneio estava o Athletico-PR, que foi semifinalista em 2006 e quarto-finalista em 2015. Depois dos quases, estava mais do que na hora de o Furacão chegar lá. E 2018 foi o ano da desforra, da primeira conquista em caráter continental.

Não teve uma camisa que pudesse segurar o rubro-negro paranaense. Seja pesada ou normal. Na primeira fase, o adversário foi o Newell's Old Boys, da Argentina. Venceu por 3 a 0 na Arena da Baixada e perdeu por 2 a 1 em Rosario, se classificando pelo saldo de gols.

A segunda fase foi contra o  Peñarol. Apesar da tradição uruguaia, o Athletico não teve nenhuma dificuldade, vencendo por 2 a 0 em Curitiba e por 4 a 1 em Montevidéu. Nas oitavas de final, a parada foi contra o Caracas. E o Furacão venceu novamente as duas partidas, por 2 a 0 na Venezuela e por 2 a 1 na Arena da Baixada.

O confronto mais complicado do rubro-negro foi nas quartas, contra o Bahia. Na ida, venceu por 1 a 0 na Fonte Nova. Na volta, perdeu pelo mesmo placar em plena Arena. A classificação veio somente na disputa de pênaltis, depois de fazer 4 a 1. A semifinal foi contra outro time brasileiro, o Fluminense.  O primeiro jogo foi em Curitiba, com vitória athleticana por 2 a 0. A segunda partida aconteceu no Rio de Janeiro, e com novo triunfo por 2 a 0 o Furacão chegou na decisão.

O adversário na final foi o Junior Barranquilla, clube colombiano que eliminou Lanús, Colón, Defensa y Justicia e Santa Fe. O jogo de ida foi no Estádio Metropolitano de Barranquilla. O Athletico-PR abriu o placar com Pablo, aos cinco do segundo tempo, mas sofreu o empate dois minutos depois. O 1 a 1 foi o placar final e tudo ficou para a definição em Curitiba.

Na Arena da Baixada, o Furacão tornou a abrir o placar, com Pablo aos 26 do primeiro tempo, mas o empate colombiano veio nos segundo tempo, aos 12 minutos. Depois de 120 minutos de futebol e um pênalti defendido pelo goleiro Santo, mais um placar de 1 a 1 imperou no confronto. Na disputa de pênaltis, o Athletico foi mais competente e venceu por 4 a 3, com Thiago Heleno convertendo a última cobrança.

A campanha do Athletico-PR:
12 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Divulgação/EFE