Shakhtar Donetsk Campeão da Liga Europa 2009

A Copa da UEFA de 2009 marcou o fim da competição que durou 38 edições. Ou melhor, foi o ponto final para seu nome. A partir de 2010, a Liga Europa assumiria tudo de sua antecessora: taça, ranking e toda a história contada desde 1972.

O "último" campeão da Copa da UEFA não disputou todo o torneio. O Shakhtar Donetsk, clube da Ucrânia, que tornou-se no primeiro ucraniano de maneira independente a vencer um título europeu. O time foi fundado em 1936, porém nunca passou de ser time médio nos tempos de União Soviética. O sucesso só viria a partir da década de 1990, com o ápice em 2009, lotado de brasileiros: Fernandinho, Ilsinho, Jadson, Willian e Luiz Adriano formavam o quinteto de meio e ataque da equipe comandada por Mircea Lucescu.

Conhecido também como "hirnyky" (mineiros), o Shakhtar estava originalmente na disputa da Liga dos Campeões. Não teve força suficiente para superar Barcelona e Sporting, entretanto superou de longe o Basel e ficou na terceira posição do grupo A, que o transportou para o mata-mata da Copa da UEFA. Na terceira fase do outro campeonato, inciou a trajetória contra o Tottenham. No primeiro jogo, venceu por 2 a 1 no Olímpico de Donetsk. Na segund partida, empatou por 1 a 1 no White Hart Lane, em Londres.

Nas oitavas de final, o adversário foi CSKA Moscou. Na ida, o Shakhtar foi derrotado por 1 a 0 no Luzhniki. Na volta, a equipe laranja e preta reverteu o confronto ao vencer por 2 a 0 em casa, gols de Fernandinho e Luiz Adriano. Nas quartas, a classificação foi obtida sobre o Olympique Marselha. Na primeira partida, vitória por 2 a 0 em Donetsk. No segundo jogo, no Vélodrome, o triunfo foi por 2 a 1, de virada.

A semifinal reservou dois confrontos históricos para a Ucrânia, os clássicos entre Shakhtar e Dínamo Kiev valendo vaga em final europeia. A ida foi disputado no Estádio Lobanovsky, na capital ucraniana, e ficou no empate por 1 a 1, no gol de Fernandinho no segundo tempo. A volta aconteceu no Olímpico de Donetsk. Jadson abriu o placar no primeiro tempo, mas o rival conseguiu o empate e levou assim até os 44 da segunda etapa, quando Ilsinho fez 2 a 1 e colocou o Shakhtar na decisão.

A final foi jogada contra o Werder Bremen, que bateu Milan, Saint-Étienne, Udinese e Hamburgo. O palco foi na Turquia, no Sükrü Saracoglu, em Istambul. O Shakhtar saiu na frente aos 25 do primeiro tempo, no gol de Luiz Adriano. Dez minutos depois, veio o empate alemão e assim permaneceu até o fim. Na prorrogação, aos sete da primeira etapa, Jadson anotou o tento do título, com placar de 2 a 1.

A campanha do Shakhtar Donetsk:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Martin Rose/Bongarts/Getty Images

Zenit Campeão da Liga Europa 2008

O ano é 2008 e a Copa da UEFA se consolida ainda mais como a segunda principal competição da Europa. Mas no horizonte, uma nova mudança estava à vista. A troca na presidência na entidade máxima do futebol do continente - saiu Lennart Johansson e entrou Michel Platini - fez com que a Copa da UEFA, que havia sido turbinada apenas oito anos antes, ficasse com os dias contados. Pela frente, a nova Liga Europa estava sendo preparada para substituí-la.

Enquanto nada acontecia, tudo permanecia o mesmo. Entre 157 participantes, quem ficou com o título foi o Zenit, clube de São Petersburgo que deu a segunda taça europeia à Rússia. Treinada por Dick Advocaat, a equipe alviazul iniciou a caminhada na segunda preliminar, contra o Zlaté Moravce, da Eslováquia. Venceu a ida fora por 2 a 0, e a volta no Estádio Petrovsky por 3 a 0. Na primeira fase, a classificação foi sobre o Standard Liège, com vitória por 3 a 0 em casa, e empate por 1 a 1 na Bélgica.

Na segunda fase, o Zenit ficou no grupo A e não fez uma campanha brilhante. Na estreia, empatou por 1 a 1 com o AZ Alkmaar em casa. A única vitória do time foi contra o Larissa, por 3 a 2 na Grécia. Na sequência, novo empate na Rússia, por 2 a 2 contra o Nürnberg, e derrota por 1 a 0 para o Everton na Inglaterra. Com cinco pontos, a equipe só se deu bem pela combinação de resultados dos outros, se classificando em terceiro lugar.

Na terceira fase, o Zenit passou pelo Villarreal pelo gol fora de casa, após vencer por 1 a 0 no Petrovsky e perder por 2 a 1 na Espanha. A regra salvou a equipe nas oitavas, contra o Olympique Marselha. Na ida, derrota por 3 a 1 no Vélodrome, com o gol de honra sendo anotado depois dos três sofridos, com Andrey Arshavin. Na volta, vitória em casa teve de ser por 2 a 0, com gols de Pavel Pogrebnyak.

O juízo russo só ficou maior que a sorte a partir das quartas de final. Contra o Bayer Leverkusen na Alemanha, os alviazuis golearam por 4 a 1 encaminhou a vaga na semifinal. Em casa, perdeu por 1 a 0. Na semi, quem sofreu foi outro alemão, o Bayern de Munique. Na ida, empate por 1 a 1 na Allianz Arena. Na volta, aconteceu o que talvez tenha sido a maior vitória da história do Zenit no Petrovsky: 4 a 0, com dois gols de Pogrebnyak, um de Konstantin Zyryanov e outro de Viktor Fayzulin.

Na decisão, o adversário foi o Rangers, clube escocês que superou Panathinaikos, Werder Bremen, Sporting e Fiorentina. O jogo foi disputado no Estádio City of Manchester, na Inglaterra. Apesar do domínio russo desde o primeiro tempo, os gols só aconteceram na segunda etapa. O primeiro saiu aos 27, com Igor Denisov. Já nos acréscimos, aos 47, Zyryanov fez 2 a 0 e consolidou o título.

A campanha do Zenit:
17 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 31 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Alain Gadoffre/Onze/Icon Sport/Getty Images

São Paulo Campeão da Copa do Brasil 2023

Era a última taça que faltava. Em 2023, o São Paulo enfim conquistou o título da Copa do Brasil. A conquista não apenas foi inédita, como também encerrou um jejum de 11 anos sem títulos expressivos, que durava desde a Sul-Americana de 2012. O clube alcançou a glória sob o comando de Dorival Júnior, que, havia vencido a competição com o Flamengo em 2022. Ao defender sua taça pessoal contra o ex-clube, Dorival ajudou a escrever uma história com contornos de filme.

Mesmo sem disputar a Libertadores naquele ano, o Tricolor Paulista estreou na terceira fase, beneficiado pela nona colocação no Brasileirão de 2022. O primeiro adversário foi o Ituano. Após um empate sem gols no Morumbi, o time precisou buscar a classificação no Estádio Novelli Júnior, em Itu, onde venceu por 1 a 0.

Nas oitavas de final, o São Paulo enfrentou o Sport. Na ida, na Ilha do Retiro, o Tricolor venceu por 2 a 0, com gols de Luciano e Marcos Paulo. Apesar da vantagem, na volta a equipe sofreu um apagão no Morumbi e perdeu por 3 a 1. A vaga foi decidida nos pênaltis, onde brilhou a estrela do goleiro Rafael: ele defendeu uma cobrança e garantiu a vitória por 5 a 3.

Nas quartas de final, o desafio foi o Palmeiras, em dois clássicos Choque-Rei. Na ida, no Morumbi, o Tricolor conquistou uma vitória crucial por 1 a 0. No jogo de volta, no Allianz Parque, o São Paulo mostrou brio ao vencer novamente, desta vez por 2 a 1, de virada, carimbando o passaporte para a semi.

A semifinal reservou outro clássico Majestoso, contra o Corinthians. No primeiro jogo, na Neo Química Arena, o São Paulo foi derrotado por 2 a 1. Na volta, em um Morumbi pulsante, o Tricolor reverteu a desvantagem ainda no primeiro tempo com gols de Wellington Rato e Lucas Moura, que havia acabado de retornar ao clube. O placar de 2 a 0 colocou o time na grande decisão.

Em sua segunda final de Copa do Brasil na história, o São Paulo encarou o Flamengo, que vinha de eliminar Maringá, Fluminense, Athletico-PR e Grêmio. Na ida, no Maracanã, o Tricolor venceu por 1 a 0, com gol de cabeça de Jonathan Calleri. O jogo da volta ocorreu no Morumbi. O Flamengo abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo, mas, nos acréscimos, aos 50, Rodrigo Nestor acertou um chute antológico de fora da área. O empate por 1 a 1 foi o suficiente para que o São Paulo finalmente pudesse gritar que a Copa do Brasil era sua.

A campanha do São Paulo:
10 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 12 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Rubens Chiri/São Paulo

Sevilla Campeão da Liga Europa 2007

O segundo passo do Sevilla rumo ao topo da Copa da UEFA começou imediatamente após o primeiro. Como o título dava vaga automática para a temporada seguinte, em 2007, o clube da Andaluzia era o favorito natural para o bicampeonato, independente de quem pudesse vir da Liga dos Campeões. E assim foi, de novo com Juande Ramos de técnico, além de Frédéric Kanouté e Luís Fabiano no ataque. 

A Copa da UEFA teve aumento de participantes para 155, mas isso afetou somente a montagem das preliminares. O Sevilla iniciou a campanha do segundo título contra o Atromitos, da Grécia, na primeira fase. A classificação foi com vitórias por 2 a 1 em Atenas, e por 4 a 0 no Ramón Sánchez Pizjuán.

O time rojiblanco avançou para o grupo C da segunda fase, onde encarou Slovan Liberec, Braga, Grasshopper e AZ Alkmaar. Contra o tchecos, o início no empate por 0 a 0 fora de casa. A primeira vitória veio contra os portugueses, por 2 a 0 no Ramón Pizjuán. Depois, goleada por 4 a 0 sobre os suíços em plena Zurique. Na última partida, o Sevilla perdeu por 2 a 1 para os holandeses em casa, e encerrou na segunda posição, com sete pontos, três a menos que o próprio AZ e um a mais que o Braga.

Na terceira fase, os rojiblancos eliminaram o Steaua Bucareste ao derrotar 2 a 0 na Romênia, e por 1 a 0 no Ramón Pizjuán. Nas oitavas, o Sevilla enfrentou o Shakhtar Donetsk, que impôs muita dificuldade. A ida foi na Espanha, mas os andaluzes empataram por 2 a 2. Na Ucrânia, o time perdia até os 49 minutos do segundo tempo, quando houve um escanteio. O goleiro Andrés Palop subiu à área adversária para tentar algo. E a bola foi certa até ele, que de cabeça empatou num gol inesquecível. Na prorrogação, veio a virada por 3 a 2, no tento de Javier Chevantón.

Nas quartas de final, o Sevilla passou pelo Tottenham. Na ida, vitória por 2 a 1 no Ramón Pizjuán, de virada. Na volta, empate por 2 a 2 no White Hart Lane. Na semifinal, o adversário foi o conterrâneo Osasuna. O primeiro jogo foi em Pamplona, os rojiblancos perderam por 1 a 0 e ficaram novamente na pressão. A salvação foi brasileira na segunda partida, em casa. Luís Fabiano e Renato marcaram os gols da vitória por 2 a 0 que colocou o Sevilla na decisão.

Na final, o rival também foi local, o Espanyol, que eliminou Artmedia Petrzalka, Sparta Praga, Austria Viena, Livorno, Maccabi Haifa, Benfica e Werder Bremen. No Hampden Park, em Glasgow, o Sevilla abriu o placar com Adriano, mas levou o empate ainda no primeiro tempo. Kanouté fez o segundo gol na prorrogação, mas o adversário fez 2 a 2 a cinco minutos do fim e levou aos pênaltis, quando Palop brilhou novamente. O goleiro defendeu três cobranças, e o Sevilla venceu por 3 a 1.

A campanha do Sevilla:
15 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 29 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Phil Cole/Getty Images

Sevilla Campeão da Liga Europa 2006

Em 33 anos de existência, até 2005, a Copa da UEFA premiou 22 times de nove países. Os maiores vencedores eram Liverpool, Internazionale e Juventus, com três títulos cada. Da Espanha, só Real Madrid (duas vezes) e Valencia tinham erguido a taça. Todos esses números ficariam de pernas para o ar a partir de 2006, quando apareceu o terceiro clube espanhol para mudar a história da competição. Nesta temporada, o Sevilla deu início a um caso de genuíno sucesso, de moldar um torneio ao seu gosto.

Campeão espanhol uma única vez (em 1948), o time rojiblanco (alvirrubro) entendeu que, se não era possível competir sempre contra os gigantes Barcelona e Real Madrid, além de outros grandes europeus, na Copa da UEFA a oportunidade era perfeita para beliscar um troféu importante. Sob o comando de Juande Ramos, a primeira de sete conquistas (e contando) teve início contra o Mainz 05, o qual eliminou com empate sem gols no Ramón Sánchez Pizjuán e vitória por 2 a 0 na Alemanha.

Na segunda fase, o Sevilla ficou no grupo H, junto com Besiktas, Zenit, Vitória de Guimarães e Bolton. A estreia foi com vitória por 3 a 0 sobre os turcos em casa. Depois, enfrentou os russos em São Petersburgo e perdeu por 2 a 1. No terceiro jogo, triunfo por 3 a 0 em cima dos portugueses no Ramón Pizjuán. Por fim, os rojiblancos empataram por 1 a 1 com os ingleses fora. Com sete pontos, o Sevilla avançou na liderança da chave, superando o Zenit pelo saldo de gols (4 a 1) e o Bolton por um ponto.

Na terceira fase, o Sevilla passou pelo Lokomotiv Moscou com duas vitóras, por 1 a 0 na Rússia, e por 2 a 0 na Espanha. Nas oitavas de final, o adversário foi o Lille. A primeira partida foi no Estádio Métropole, mas os andaluzes perderam por 1 a 0 na França. O segundo jogo foi no Ramón Pizjuán, onde aconteceu a primeira virada da campanha: 2 a 0, com gols de Frédéric Kanouté e Luís Fabiano.

Nas quartas, os rojiblancos bateram mais uma vez o Zenit, desta vez com goleada por 4 a 1 em casa e empate por 1 a 1 no Estádio Petrovsky. Na semifinal, a vítima foi o Schalke 04, mas no sufoco. A ida foi em Gelsenkirchen, e ficou no empate por 0 a 0. A volta foi no Ramón Pizjuán, e também passou em branco nos 90 minutos. Na prorrogação, o saudoso lateral Antonio Puerta fez o gol do 1 a 0 salvador.

A primeira decisão de Copa da UEFA do Sevilla foi contra o Middlesbrough, que tirou Xanthi, Dnipro, Grasshopper, Suttgart, Roma, Basel e Steaua Bucareste. A final aconteceu no Estádio Philips, na holandesa Eindhoven. E o primeiro título veio com passeio: 4 a 0 fora o baile. Os gols foram de Luís Fabiano, aos 29 minutos do primeiro tempo, Enzo Maresca, aos 33 e 39 do segundo, e Kanouté, aos 44.

A campanha do Sevilla:
15 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Jamie McDonald/Getty Images

CSKA Moscou Campeão da Liga Europa 2005

Em 2005, a Copa da UEFA deu mais um passo de atualização. Nesta temporada, a competição deixou de ser disputada toda em mata-mata e adotou uma fase de grupos, que substituiu uma etapas do regulamento anterior. A nova fórmula foi definida com duas fases preliminares regionalizadas, seguidas da primeira fase, com 80 times. Daqui saíram 40, que foram divididos em oito chaves de cinco equipes, que jogaram em turno único. O número de participantes total do torneio continuou em 145.

O número de jogos continuaria inalterado para os clubes egressos da Liga dos Campeões, que continuaram com a entrada programada na terceira fase. Um dos oito contemplados em 2005 foi o CSKA Moscou, que levou a Rússia ao primeiro título europeu na história. A União Soviética até venceu três Recopas no passado, mas com times da Ucrânia e da Geórgia. Russo de fato, só foi acontecer com os soldados azuis e vermelhos, com a adição dos brasileiros Vágner Love e Daniel Carvalho. 

O CSKA sucumbiu na Liga dos Campeões ante Chelsea e Porto, mas ficou à frente do Paris Saint-Germain e conseguiu uma vaga na Copa da UEFA. Nesta competição, 24 times avançaram dos oito grupos (os três primeiros colocados). O primeiro adversário dos soldados foi o Benfica. A ida foi jogada na cidade de Krasnodar, no Estádio Kuban, e os russos venceram por 2 a 0. Na volta, empate por 1 a 1 no Estádio da Luz.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Partizan. O primeiro jogo foi em Belgrado, e o CSKA arrancou o empate por 1 a 1 dos sérvios. A segunda partida foi em Krasnodar, e nova vitória por 2 a 0 coloco a equipe russa nas quartas. Neste fase, o rival foi o Auxerre e a ida foi disputada em Moscou, no Estádio Lokomotiv. E o CSKA goleou por 4 a 0. Na volta, derrota permitida por 2 a 0 na França.

Na semifinal, os soldados encararam o Parma. A primeira partida foi realizada no Ennio Tardini, terminando empatada por 0 a 0. O segundo jogo aconteceu em Moscou, e o CSKA carimbou a vaga na decisão ao vencer por 3 a 0, com dois gols de Daniel Carvalho e um de Vasili Berezutski.

Na final, o CSKA enfrentou o Sporting, que superou Rapid Viena, Panionios, Dínamo Tbilisi, Feyenoord, Middlesbrough, Newcastle e AZ Alkmaar. O desafio russo era duplo, pois o estádio da partida foi o José Alvalade, casa do time português em Lisboa. E eles ainda abriram o placar no primeiro tempo. Mas nos 45 minutos restantes veio a virada épica. Aos 11, Aleksei Berezutski empatou. Aos 20, Yuri Zhirkov fez o segundo. Aos 30, Vágner Love fechou o título em 3 a 1.

A campanha do CSKA Moscou:
9 jogos | 5 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/CSKA Moscou

Ferroviário Campeão Brasileiro Série D 2023

É impossível haver um time campeão duas vezes consecutivas em um campeonato de divisão de acesso, por motivos óbvios. Mas nada impede que esse mesmo clube consiga o mesmo título anos depois, e isso não é nenhum demérito. No Brasileirão Série D de 2023, tivemos o primeiro caso de um bicampeonato: o Ferroviário. Vencedor em 2018, o time cearense volta ao ponto inicial para buscar mais um recomeço, e consegue de maneira incontestável, sem perder nenhum jogo.

Com 64 equipes, a Série D não teve mudanças no regulamento, de oito grupos na primeira fase e mata-mata com 32 classificados. O Ferroviário esteve na chave 2, ao lado de Atlético-CE, Maranhão, Parnahyba, Caucaia, Tocantinópolis, Cordino e Fluminense-PI. A campanha do Tubarão teve início na vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense piauiense, no Presidente Vargas, em Fortaleza.

O Ferrão passou invicto pela primeira etapa, com 11 vitórias e três empates em 14 partidas. O forte desempenho rendeu 36 pontos, que classificou o clube na primeira posição da chave, com 13 de vantagem sobre o vice Atlético-CE. A vaga no mata-mata veio junto com o fato de ter sido o melhor time de toda a fase de grupos, que lhe deu o benefício de definir todos os confrontos de volta em casa.

Na segunda fase, o adversário do Ferroviário foi o Princesa do Solimões. Na ida, empate por 1 a 1 em Manacapuru, no Amazonas. Na volta, vitória por 3 a 0 do Tubarão da Barra no Presidente Vargas. Nas oitavas de final, foi a vez de enfrentar o Nacional de Patos. A primeira partida aconteceu no interior da Paraíba, empatado por 0 a 0. O segundo jogo foi em Fortaleza, e o Ferroviário ganhou por 3 a 1.

Nas quartas, a hora de verdade foi contra o Maranhão. A ida foi no Castelão de São Luís, e o Ferrão novamente empatou por 1 a 1 fora. A volta foi no Presidente Vargas, no sufoco. Os maranhenses abriram o placar aos 47 minutos do segundo tempo e quase tiraram o Ferroviário. Porém, um gol contra aos 50 salvou o time cearense, que empatou por 1 a 1 e venceu por 3 a 0 nos pênaltis para confirmar o acesso. Na semifinal, a classificação foi sobre o Caxias, com novo empate por 1 a 1 no Rio Grande do Sul e vitória por 1 a 0 no Ceará, com gol do artilheiro Ciel aos incríveis 58 minutos do segundo tempo.

A decisão foi entre Ferroviário e Ferroviária, num raro jogo de palavras. O clube paulista tirou na semi o mineiro Athletic. A ida foi na Fonte Luminosa, em Araraquara, e ficou empatada sem gols. A volta foi no Presidente Vargas. Já no primeiro minuto, Deysinho abriu o marcador, mas o adversário empatou aos 38. Aos 13 do segundo tempo, Ciel fez 2 a 1, coroando o inédito bicampeonato nacional do Ferroviário.

A campanha do Ferroviário:
24 jogos | 15 vitórias | 9 empates | 0 derrotas | 43 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/CBF