Santa Cruz Campeão Pernambucano 1972

Um título tranquilo, soberano, que mostrou porque o Santa Cruz era o clube dominante em Pernambuco naquele período. Em 1972, o clube chegou ao tetracampeonato estadual e 13ª conquista no geral, evidenciando ainda mais o grande momento vivido.

O torneio daquela temporada teve a participação de oito equipes, em uma disputa com duas fases. Na primeira, houve enfrentamento em dois turnos, com o líder garantindo vaga na final e os seis primeiros passando à etapa seguinte. Na segunda fase, esses seis times jogaram mais dois turnos, com o líder também classificado à decisão.

Mas a final não foi necessária, porque o Santinha levou as duas fases. Na estreia, o cartão de visitas foi a goleada por 8 a 0 sobre o Íbis. Na partida seguinte, outra vitória com placar elástico, por 5 a 0 sobre o Santo Amaro. Nos outros 12 jogos, o Santa Cruz obteve mais nove vitórias e três empates, que deixaram o time na liderança da primeira fase com 25 pontos, sete a mais que o vice Sport e o terceiro Náutico.

Santo Amaro e Íbis ficaram na primeira fase, enquanto Santa Cruz, Sport, Náutico, Central, América de Recife e Ferroviário de Recife seguiram em frente. O time tricolor começou a segunda fase com vitória por 3 a 0 sobre o Ferroviário, que foi emendada com mais triunfos, sem dar chance aos adversários.

Ao fim de sete rodadas, o Santinha tinha sete vitórias e 14 pontos na liderança, contra dez do Central, nove do Náutico e oito do Sport. A vantagem era enorme, com três chances de levar o título antecipado. Na oitava partida, o time tricolor enfrentou justamente o vice Central, nos Aflitos. Uma vitória simples já confirmaria a conquista, mas o Santa Cruz foi além e garantiu a taça com goleada por 4 a 0. Sem necessidade de final e com duas rodadas de antecedência.

A campanha do Santa Cruz foi quase perfeita. No penúltimo jogo, a equipe recebeu o Náutico no Arruda e goleou por 4 a 1. E a campanha só não acabou invicta porque na última partida os tricolores perderam, talvez de ressaca, por 1 a 0 para o Sport na Ilha do Retiro.

A campanha do Santa Cruz:
24 jogos | 20 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 68 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Placar

Vitória Campeão Baiano 1972

Clube baiano mais antigo, fundado em 1899, o Vitória tem uma história com altos e baixos. Campeão estadual em 1908 e 1909, o time só chegou ao terceiro título em 1953, 44 anos depois. Nesse meio tempo, o rival Bahia foi fundado e se tornou hegemônico. Aos poucos, o rubro-negro voltou ao cenário.

Em 1972, o Vitória já tinha sete títulos, que o deixavam como terceiro maior ganhador. Mas naquele ano o time já era a segunda força, pois o Ypiranga, segundo maior campeão, parou de vencer em 1951. O Bahia tinha 23 títulos e era bicampeão no momento. Coube então ao Leão da Barra frear o rival e conquistar a oitava taça, a única da década e que quebrou com sete anos de fila.

O estadual teve 13 participantes e três fases. Na primeira, as equipes atuaram em turno único, com os dois primeiros disputando uma partida que definiu um classificado à decisão. Na segunda fase, os times ficaram em dois grupos, com partidas em turno único. O líder de cada grupo também fez um jogo para definir outro finalista. A terceira fase foi igual, mas com os times jogando em chaves cruzadas.

O Vitória começou a campanha derrotando o Jequié por 2 a 1 em Salvador. Nas 11 partidas seguintes, teve mais sete vitórias e quatro empates, que deixou o time com 20 pontos na vice-liderança, mas empatado em pontos com o líder Bahia. Na decisão, porém, o rubro-negro perdeu o Bavi por 1 a 0.

Na segunda fase, o Leão ficou no grupo B, com Fluminense de Feira, Palestra de Salvador, Ypiranga, Botafogo de Salvador, Ilhéus e Conquista. O Vitória fez seis jogos, com três vitórias e três empates, e foi líder com nove pontos. Na decisão de fase com o Bahia, o time venceu por 2 a 1, na prorrogação.

Na terceira fase, foi a vez de enfrentar os times do grupo A: Bahia, Atlético Alagoinhas, Itabuna, Galícia, Jequié e Leônico. Em seis partidas, o Vitória teve três vitórias, dois empates e uma derrota, que deixaram o time em primeiro da chave B com oito pontos. Na final, em outro Bavi, empatou sem gols e perdeu nos pênaltis por 5 a 4.

A final do Baianão teve Vitória, com um ponto extra da segunda fase, e Bahia, com dois pontos extras da primeira e terceira fases. O time que atingisse quatro pontos levava o título. Em dois jogos na Fonte Nova, o Leão superou essa pontuação, e foi campeão com vitórias por 2 a 1 e por 3 a 1.

A campanha do Vitória:
29 jogos | 17 vitórias | 10 empates | 2 derrotas | 39 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Raimundo de Jesus/Placar

Coritiba Campeão Paranaense 1972

O pontapé inicial foi dado em 1971. Em 1972, aconteceu o segundo título da histórica sequência de seis estaduais que o Coritiba conquistou até 1976. A conquista veio após um campeonato extremamente longo, quase cansativo, mas que fez tudo valer a pena no fim.

O Campeonato Paranaense daquele ano teve 15 participantes, sem divisão de grupos. Na primeira fase, as equipes se enfrentaram em dois turnos, com o líder avançando à decisão e os oito primeiros passando à etapa seguinte. Na segunda fase, os classificados disputaram mais dois turnos entre si, com o líder também garantindo um lugar na decisão.

O Coxa iniciou a maratona com empate por 1 a 1 com o Londrina fora de casa. A primeira vitória veio na partida seguinte, por 2 a 0 sobre o Pontagrossense, também fora. Em casa, o primeiro triunfo aconteceu no terceiro jogo, por 2 a 0 sobre o Mourãoense, no Belfort Duarte (atual Couto Pereira). Ao fim de 28 partidas, o Coritiba conseguiu 45 pontos, com 19 vitórias, sete empates, duas derrotas e 40 gols de saldo. O Athletico teve a mesma pontuação com 18 vitórias, porém com 50 gols de saldo. Como os gols eram o principal critério de desempate, o rival foi quem garantiu a vaga na final.

A dupla Atletiba foi à segunda fase ao lado de Colorado, Grêmio Maringá, Londrina, União Bandeirante, Pinheiros e Pontagrossense. Precisando ser o primeiro, o Coxa começou a campanha com goleada por 5 a 0 sobre o União Bandeirante em casa. Depois, obteve mais dez vitórias, dois empates e uma derrota, que deixaram o time na liderança com 24 pontos. Na última vitória, o triunfo por 2 a 0 sobre o Colorado em casa garantiu o Coritiba na decisão com dois pontos a mais que o Athletico.

Dois Atletibas decidiram o campeão paranaense de 1972. Ambas as partidas aconteceram no Estádio Belfort Duarte, o maior do Paraná na época e tido como campo neutro mesmo pertencendo ao Coritiba. Foram duas partidas difíceis, mas com o final feliz para o lado verde de Curitiba. Na primeira partida, o Coxa venceu por 1 a 0 e abriu vantagem. No segundo jogo, foi preciso segurar a pressão rubro-negra e garantir o empate sem gols para chegar ao 21º título estadual.

A campanha do Coritiba:
44 jogos | 31 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 87 gols marcados | 24 gols sofridos


Foto Arquivo/Coritiba

Cruzeiro Campeão Mineiro 1972

Depois de dois vices consecutivos, um para o Atlético e outro para o América, o Cruzeiro voltou a ser campeão mineiro em 1972. O time chegou ao 17º título estadual depois de fazer uma grande campanha, mas perseguido de perto pelo seu maior rival. A campanha foi o início de um tetracampeonato.

O estadual teve 20 participantes na disputa de quatro fases. Na primeira, 13 equipes atuaram divididas em três grupos de dois turnos. Na segunda, cinco classificados juntaram-se à Cruzeiro, Atlético, América, Valeriodoce, Uberlândia, Villa Nova e Tupi, em mais dois grupos com dois turnos. Na terceira, oito classificados ficaram em mais duas chaves, que foram cruzadas em dois turnos. Na fase final, quatro classificados disputaram o quadrangular do título, com possibilidade de jogos extras em caso de empate na pontuação.

Dispensado da fase inicial, a Raposa iniciou o estadual no grupo B da segunda etapa, contra Nacional de Uberaba, Atlético de Três Corações, Uberlândia, Villa Nova e Tupi. A estreia foi com empate por 2 a 2 com o Nacional fora de casa. Nos nove jogos seguintes, a equipe venceu mais cinco vezes e empatou quatro, garantindo a classificação na liderança, com 16 pontos.

Na terceira fase, o Cruzeiro ficou novamente no grupo B, enfrentando os times da chave A. O começo não foi bom com três empates por 0 a 0, contra Caldense, América e Valeriodoce. No quatro jogo do turno, outro empate por 1 a 1 no clássico com o Atlético. Mas a Raposa reagiu com quatro vitórias no returno e se classificou em primeiro de seu grupo, com 12 pontos.

O Cruzeiro chegou para o quadrangular final no Mineirão junto com Atlético, América e Atlético de Três Corações. A estreia foi com goleada por 4 a 0 sobre os tricordianos, seguido por mais duas vitórias, um empate e uma derrota até a penúltima rodada. A Raposa tinha sete pontos, assim como o Atlético. Na última partida, as equipes empataram o clássico por 1 a 1 e chegaram a oito pontos, forçando assim um jogo extra para a definição do título. E neste desempate deu Cruzeiro, na prorrogação, por 2 a 1.

A campanha do Cruzeiro:
25 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 1 derrota | 36 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Célio Apolinário/Placar

Internacional Campeão Gaúcho 1972

Ninguém conseguia parar o Internacional no Rio Grande do Sul na década de 1970. No ano de 1972, o clube chegou ao 20ª título gaúcho de sua história, sendo também o tetracampeonato da sequência que levaria ao octa. Era a metade do caminho, que ainda veria outras taças maiores mais tarde.

O Campeonato Gaúcho daquela temporada manteve o número de participantes em 25, mas com novo regulamento. A ideia era poupar a dupla Grenal de participar do início do estadual, portanto a primeira fase contou com 23 times divididos em quatro grupos, com partidas em turno e returno. Os dois primeiros de cada chave passaram para a fase final em um decagonal final em mais dois turnos, juntamente com Grêmio e Inter, para a definição do campeão estadual.

As oito equipes classificadas da primeira fase foram Gaúcho de Passo Fundo, Esportivo, Caxias (novo nome do Flamengo), Aimoré, Cruzeiro de Porto Alegre, Santa Cruz, Brasil de Pelotas e Novo Hamburgo. A estreia colorada se deu contra o Cruzeiro, em vitória por 2 a 0 no Beira-Rio. Depois, a equipe foi empilhando mais vitórias pelo caminho, como os 4 a 0 sobre Caxias, Brasil e Cruzeiro e os 6 a 2 sobre o Santa Cruz.

A dois jogos para o fim do decagonal, o Internacional tinha 30 pontos, contra 27 do Grêmio. Na penúltima rodada, o Colorado dependeu apenas de si para ser tetra. Contra o Esportivo no Beira-Rio, a equipe venceu por 2 a 0 e confirmou a conquista estadual. Na última partida, para completar, o Inter ainda bateu o rival por 1 a 0, em pleno Estádio Olímpico.

Foi um título fácil para o Inter. O time não perdeu nenhuma partida no campeonato estadual, além de quase não ter visto empates na campanha. Em 18 partidas disputadas, foram 16 vitórias e dois empates, que garantiram a taça com uma rodada de antecipação, com 34 pontos contra 29 do Grêmio. Pela primeira vez na sequência, a situação foi diferente das três temporadas anteriores, quando o Colorado só foi campeão na última partida.

A campanha do Internacional:
18 jogos | 16 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 42 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Artur Franco/Placar

Flamengo Campeão Carioca 1972

Eram sete anos sem vencer o Campeonato Carioca, quando o Flamengo entrou no ano de 1972. Desde então, o clube viu os três maiores rivais erguerem a taça, além do Bangu. O time almejava muito voltar a ser campeão. E conseguiu, pela 16ª vez.

O estadual do Rio de Janeiro em 1972 trouxe uma novidade histórica. Pela primeira vez, a Taça Guanabara representou a primeira fase do torneio. Ela foi criada em 1965, como troféu independente, e teve 12 times na disputa, com o campeão indo à decisão e os quatro piores ficando eliminados. As oito equipes restantes disputaram outras duas fases, as Taças Fadel Fadel e José de Albuquerque, com o campeão de cada também avançando ao triangular final. Cada fase foi disputada em turno simples. 

Na estreia da Taça Guanabara, o Flamengo empatou por 1 a 1 com o Olaria. Na sequência, venceu por 1 a 0 o America e engatou mais sete vitórias e um empate até chegar na última partida, quando goleou por 5 a 2 o Fluminense e confirmou o título e a vaga na decisão com 20 pontos.

O Fla continuou no estadual junto com Fluminense, Botafogo, Vasco, America, Olaria, São Cristóvão e Bonsucesso, enquanto Campo Grande, Portuguesa, Bangu e Madureira foram eliminados. Na Taça Fadel Fadel, o rubro-negro estreou com empate por 2 a 2 com o Vasco, seguido de duas vitórias, dois empates e uma derrota até a penúltima rodada. No último jogo, a derrota por 1 a 0 para o Fluminense tirou as chances do time ficar em primeiro, com oito pontos, e colocou o rival na final, com dez pontos.

Na Taça José de Albuquerque, o Flamengo iniciou com vitória por 2 a 1 sobre o São Cristóvão, seguido de mais duas vitórias, três empates e uma derrota até a última rodada. Com nove pontos, o rubro-negro encerrou a fase em terceiro lugar, dois atrás do Vasco, que foi o vencedor e avançou ao triangular.

A fase decisiva contou com três partidas no Maracanã. Na primeira, o Flamengo fez 1 a 0 no Vasco. Na segunda, o Fluminense venceu por 2 a 0 os vascaínos, que foram eliminados. No terceiro jogo, o rubro-negro entrou precisando vencer o Fla-Flu, devido ao saldo de gols. E sob mais de 136 mil vozes na arquibancada, o Fla derrotou por 2 a 1 os tricolores e confirmou o título depois de sete anos.

A campanha do Flamengo:
27 jogos | 17 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 43 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Revista Manchete

Palmeiras Campeão Paulista 1972

O auge de um time histórico, que até hoje flutua nos pensamentos dos torcedores. O Palmeiras em 1972 abocanhou os dois títulos que disputou, o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro. A Segunda Academia teve ainda outros títulos, como os nacionais em 1969 e 1973 e o estadual em 1974.

Mesmo com tantas conquistas nessa época, também contando os dois Brasileiros em 1967 (Robertão e Taça Brasil), o Verdão sentia falta de uma taça paulista, que não vinha desde 1966. Afinal, era o principal estadual do país. E o 16º título palmeirense veio da melhor forma possível, invicto.

O Paulistão de 1972 teve 16 participantes, com o regulamento idêntico ao de 1971. Na primeira fase, 12 times se enfrentaram, com seis classificados para a fase final de pontos corridos e dois turnos com outros seis clubes: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa e Ponte Preta. Da etapa inicial, avançaram Juventus, Ferroviária, América de Rio Preto, São Bento, Guarani e XV de Piracicaba.

O Palmeiras iniciou a campanha com vitória por 2 a 1 sobre o São Bento em casa. O Verdão ainda teve outros cinco triunfos na sequência, que já deram mostras de que o título poderia vir com tranquilidade. O primeiro tropeço só aconteceu na sétima partida, no empate por 1 a 1 no Derby com o Corinthians.

Porém, se o Palmeiras não perdia de um lado, o São Paulo também ficava invicto do outro. O time tricolor estava atrás do tricampeonato e travou uma luta ponto a ponto com o alviverde. O primeiro Choque-Rei, na metade da fase, ficou empatado por 0 a 0. O segundo foi adiado até a última rodada.

Com 15 vitórias e seis empates, o Palmeiras chegou para a decisão com 36 pontos. O São Paulo tinha 14 vitórias e sete empates, com 35 pontos. Ou seja, outro empate no clássico era suficiente para o Verdão ser campeão. A partida foi no Pacaembu e os alviverdes seguraram a pressão tricolor, garantindo outro 0 a 0 e o título estadual.

A campanha do Palmeiras:
22 jogos | 15 vitórias | 7 empates | 0 derrotas | 33 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar