Remo Campeão Paraense 1973

O Campeonato Paraense é o estadual mais polarizado do Brasil, mais até do que o Gaúcho, o Mineiro, o Paranaense e outros. No Pará, mais de 90% das conquistas estão nas mãos de Paysandu e Remo. Em terceiro, muito distante, aparece a Tuna Luso. Por fim, mais longe ainda, vêm os demais campeões.

Em 1973, apenas quatro clubes tinham títulos paraenses: os três já citados e o extinto União Sportiva. Com 22 taças, o Remo vivia dois incômodos. Primeiro, estar seis conquistas estaduais atrás do Paysandu. Segundo, a fila de cinco anos sem vencer o Parazão, vendo neste meio tempo a Tuna Luso vencer um título e o maior rival ser bicampeão. Os azulinos poriam fim em todos os obstáculos.

O estadual daquele ano teve oito participantes: Remo, Paysandu, Tuna Luso, Sport Belém, Liberato de Castro, Júlio César, Sporting e Combatentes. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com o líder garantindo vaga na final e os seis melhores passando à segunda fase. Na etapa seguintes, os seis classificados jogaram novamente entre si em turno único, com o líder também passando à decisão.

O Remo começou a campanha do 23º título com goleada por 4 a 0 sobre o Combatentes em casa, no Baenão. Nas seis partidas seguintes, conseguiu mais cinco vitórias e um empate. Com 13 pontos ganhos e um perdido, o time garantiu a liderança e as vagas na final e na segunda fase. O hexagonal foi completado por Tuna Luso, Paysandu, Liberato de Castro, Sport Belém e Sporting.

Na segunda fase, o Leão Azul o bom pique. Na estreia, venceu o Liberato de Castro por 2 a 0 no Baenão. Na segunda rodada, fez o mesmo placar sobre o Sport Belém. Na terceira partida, ficou no empate por 1 a 1 com o Sporting. Na quarta rodada, venceu um conturbado clássico Repa por 2 a 1 na Curuzu, em jogo remarcado após o primeiro ser suspenso por falta de segurança.

Até aqui, o Remo conquistou sete pontos, estando na liderança com dois pontos a mais que Sport Belém e Tuna Luso. A última rodada foi disputada contra a Tuna no Baenão. Assim, o empate já servia para o os azulinos conquistarem o título antecipado, invicto e sem precisar da final. E foi o que aconteceu, com o placar de 0 a 0 em casa.

A campanha do Remo:
12 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 25 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Euclides Bandeira/Placar

Vila Nova Campeão Goiano 1973

Campeonato ainda jovem na década de 1970, o Goiano via seus clubes aos poucos construírem uma história de títulos. Em 1973, o Vila Nova era dono de apenas quatro, e não ganhava desde 1968. Era chegada a hora de vencer o quinto título, e foi com emoção.

O Campeonato Goiano de 1973 contou com nove participantes e teve um regulamento simples de entender. Foi disputado dois turnos independentes, com o líder de cada metade garantindo uma vaga na decisão.

O Vila Nova deu início à campanha do título com empate por 0 a 0 no clássico com o Goiás. Na segunda rodada, perdeu por 1 a 0 para o Itumbiara fora de casa. A primeira vitória veio só na terceira partida, por 2 a 1 o Anápolis em casa. Com mais três vitórias e dois empates nos cinco jogos seguintes, o Tigre ficou apenas na terceira quarta colocação do primeiro turno, com 11 pontos. O vencedor da fase foi o Goiás, que bateu o Atlético em partida extra.

Era preciso acabar com os tropeços no segundo turno. Depois de empatar por 1 a 1 com o Santa Helena na estreia fora, o Vila goleou o Novo Horizonte por 6 a 0 em casa. Nas seis partidas restantes, a equipe engatou mais quatro vitórias e dois empates, que a colocaram com 13 pontos na liderança do returno. A vaga foi conquistada na última rodada, no empate sem gols com o vice-líder Goiatuba, que ficou um ponto atrás do Tigre.

De tal forma, o clássico entre Goiás e Vila Nova decidiu o título goiano de 1973 em duas partidas, ambas no Estádio Olímpico de Goiânia. Na ida, o Tigre foi melhor e superou o rival pelo placar de 2 a 1. Na volta, os esmeraldinos devolveram o resultado com o placar de 2 a 0.

Na soma dos placares, deu Goiás por 3 a 2. Mas não havia nada sobre saldo de gols no regulamento da final, e sim a pontuação. Como cada time somou dois pontos, a fórmula impôs uma disputa de pênaltis para definir o campeão estadual. Nas cobranças, o Vila Nova foi mais eficiente e venceu por 3 a 1.

A campanha do Vila Nova:
18 jogos | 10 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Arquivo/Vila Nova (Quem souber quem são os jogadores na foto, escreva nos comentários)

Volta Redonda Campeão Brasileiro Série C 2024

Depois de tanto insistir, tanto chegar perto e bater na trave, o Volta Redonda enfim saiu da terceira divisão nacional rumo à segunda. Campeão do Brasileiro Série D de 2016, o clube do Rio de Janeiro conseguiu, na nona chance consecutiva, não apenas o acesso como também o título inédito do Brasileiro Série C na temporada de 2024.

A competição teve 20 times participantes, no regulamento que tem sido repetido desde 2022. Na primeira fase, todas as equipes se enfrentaram em turno único. As oito melhores passaram à segunda fase, que foi a disputa dos dois quadrangulares de acesso. As duas primeiras de cada grupo subiram à Série B e as melhores foram à final. O Volta Redonda começou a campanha com vitória por 2 a 1 em cima do Remo em Belém.

Sempre disputando as primeiras colocações, o Voltaço passou todas as 19 rodadas da primeira fase na zona de classificação à etapa seguinte. A campanha total do time teve dez vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Com 34 pontos, o Volta Redonda se classificou na quinta colocação.

Os adversários do Voltaço no quadrangular de acesso foram Remo, São Bernardo e Botafogo-PB. O clube já sabia que não era o momento para cometer erros e buscar todos os pontos possíveis. Na estreia, venceu o São Bernardo por 3 a 1 em casa, no Raulino de Oliveira. Depois, empatou duas vezes sem gols fora, contra Botafogo e Remo. Na volta ao Raulino, ficou no 1 a 1 com os paraenses e venceu por 2 a 1 os paraibanos, garantindo a vaga antecipada na Série B. O lugar na decisão veio na última rodada, ao bater os paulistas por 2 a 1 fora de casa. O Remo foi o segundo colocado e também subiu.

O Volta Redonda enfrentou o Athletic na final. Os estreantes mineiros subiram ao lado da Ferroviária e eliminaram Londrina e Ypiranga. O primeiro jogo foi no Raulino de Oliveira, e o Voltaço venceu por 1 a 0, gol de Heliardo. A segunda partida aconteceu em São João Del-Rei, no Estádio Joaquim Portugal, com nova vitória aurinegra por 2 a 0. Os gols do título foram de Patrick Machado e Bruno Santos.

A campanha do Volta Redonda:
27 jogos | 15 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 41 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Raphael Torres/Volta Redonda

Corinthians Campeão da Libertadores Feminina 2024

O Corinthians é pentacampeão da Libertadores Feminina em 2024. O clube repete os feitos de 2017, 2019, 2021 e 2023 e chega ao quinto título da competição. Com um detalhe: o time quebrou o tabu de não vencer a taça em anos pares.

O torneio de 2024 teve o mesmo regulamento da últimas temporadas, com 16 equipes divididas em quatro grupos na primeira fase, seguido por quartas, semifinal e final. O país-sede foi o Paraguai e os representantes brasileiros foram Corinthians, Ferroviária e Santos.

O clube alvinegro ficou no grupo A da competição, junto com Boca Juniors, Adiffem (Venezuela) e Libertad/Limpeño. Na estreia, um jogo sonolento e o empate sem gols com as argentinas. Na segunda rodada, veio a goleada por 8 a 0 em cima das venezuelanas. No fechamento da primeira fase, o Corinthians fez 3 a 1 nas paraguaias. Com sete pontos e saldo de gols superior ao do Boca, as brasileiras se classificaram na liderança do grupo.

Nas quartas de final, o adversário do Corinthians foi o Olimpia. Uma partida dura, mas que acabou vencida pelo alvinegro paulista por 2 a 0. Na semifinal, foi a vez de reencontrar o Boca Juniors. Em jogo ainda mais dificultoso, as brasileiras marcaram um gol no segundo tempo e venceram as argentinas por 1 a 0.

Na final, o Corinthians enfrentou o Santa Fe. As colombianas passaram no mata-mata por Alianza Lima e Independiente Dragonas (versão feminina do Del Valle). A partida aconteceu no Defensores del Caho, em Assunção. Com um gol em cada tempo de jogo, a equipe alvinegra chegou a vitória por 2 a 0 e ao quinto título da Libertadores Feminina, de maneira invicta.

A campanha do Corinthians:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 16 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Nayra Halm/Staff Images Woman/Conmebol

Fortaleza Campeão Cearense 1973

Um dos principais clubes cearenses, o Fortaleza passou o início da década de 1970 sem conquistas. Desde 1969, o clube estava longe do topo estadual, mas conseguiu a volta por cima em 1973, evitando a hegemonia do maior rival e chegando na 23ª taça em toda a história.

Último estadual antes da inauguração do Castelão, o Campeonato Cearense de 1973 teve 11 times e a disputa em dois turnos. No primeiro turno, as equipes se enfrentaram uma vez, com as quatro melhores passando ao quadrangular que definiu o primeiro finalista, também em jogos de ida. No segundo turno, o regulamento foi o mesmo. A final ficou prevista entre os vencedores dos quadrangulares.

O Leão do Pici iniciou a campanha com goleada por 4 a 0 sobre o Guarany de Sobral no Presidente Vargas, na capital. Nos nove jogos restantes, o Fortaleza obteve mais cinco vitórias, três empates e uma derrota, que o deixaram com 15 pontos na vice-liderança. No quadrangular, a equipe teve mais duas vitórias e um empate, garantindo um lugar na decisão com cinco pontos, ante quarto do Ferroviário, dois do Ceará e um do Maguari.

No segundo turno, o tricolor estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Guarany em Sobral. Depois, goleou o América de Fortaleza por 6 a 0 em casa, venceu mais seis e empatou duas partidas, que colocaram o time com 18 pontos na segunda colocação. No quadrangular, novamente contra Ceará, Ferroviário e Maguari, o Fortaleza venceu dois jogos e empatou um, ficando com cinco pontos. Mas, desta vez, o clube ficou empatado com o rival alvinegro, forçando assim uma partida extra que definiu ou o título tricolor, ou a decisão no Clássico-Rei.

Para o Fortaleza, a partida de desempate já era a final do estadual. A disputa aconteceu no Estádio Presidente Vargas, três meses antes da abertura do Castelão. Como todo Clássico-Rei, o confronto com o Ceará foi recheado de tensão, com chances desperdiçadas por ambos os times. Mas a bola não entrou no gol em nenhum dos lados em 90 minutos. Foi preciso realizar uma prorrogação. E nos 30 minutos extras, o Leão do Pici conseguiu colocar a bola na rede uma vez. Com 1 a 0 no placar, o título estadual e a quebra do jejum vieram de maneira antecipada.

A campanha do Fortaleza:
27 jogos | 19 vitórias | 7 empates | 1 derrota | 58 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Arquivo/Placar

Avaí Campeão Catarinense 1973

A maior rivalidade de Santa Catarina é entre Avaí e Figueirense. E na década de 1970, os dois clubes voltaram ao topo do futebol estadual. Em 1972, foram os alvinegros. Em 1973, foi a vez do Leão da Ilha, que recuperou o título catarinense depois de 28 anos. Foi o décimo título na história do clube.

O estadual de 1973 teve a presença de dez times. No primeiro turno, elas se enfrentaram em jogos de ida, com os dois primeiros avançando à fase final. No segundo e terceiro turnos, aconteceu a mesma coisa, com partidas de mão única e duas vagas na decisão do campeonato.

A campanha do Avaí teve início no empate por 1 a 1 com o Inter de Lages em casa, no Estádio Adolfo Konder. A primeira vitória veio na segunda partida, por 1 a 0 sobre o Palmeiras de Blumenau fora de casa. Nos sete jogos seguintes, o Leão venceu seis e perdeu um, encerrando o primeiro turno com 15 pontos, classificado à fase final na segunda posição, atrás do Figueirense no saldo de gols.

Já garantido na fase final, o Avaí tirou o pé no segundo turno. Na estreia, perdeu por 1 a 0 para o Inter de Lages fora de casa. Depois, venceu o Palmeiras de Blumenau por 2 a 0 em casa e conseguiu mais três vitórias, três empates e uma derrota. Com 11 pontos em nove jogos, o Leão da Ilha ficou em quarto lugar. Juventus de Rio do Sul e Figueirense foram os líderes.

O terceiro turno aconteceu com nove times, após o Paysandu de Brusque desistir do campeonato. O Avaí iniciou com empate por 1 a 1 com o Figueirense e vitória por 4 a 0 sobre o Hercílio Luz, ambos no Adolfo Konder. Nas seis partidas restante, a equipe venceu três e empatou três, deixando-a na liderança com 12 pontos. Com 10, o Caxias de Joinville foi vice e completou o grupo de classificados.

A fase final aconteceu em quadrangular, do zero, com Avaí, Figueirense, Caxias e Juventus. Na estreia, o Leão ficou no empate por 1 a 1 com o Caxias em Joinville. Depois, bateu o Figueirense por 1 a 0 em casa. No fim do turno, empatou por 1 a 1 com o Juventus em Rio do Sul.

No returno, o Avaí obteve vitórias por 1 a 0 sobre Caxias e Figueirense, em casa e no Orlando Scarpelli. Com oito pontos, o Leão chegou na liderança para a última rodada, seguido pelo Juventus com seis pontos. O confronto direto pelo título aconteceu no Adolfo Konder, e o Avaí venceu por 2 a 1.

A campanha do Avaí:
32 jogos | 19 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 44 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Arquivo/Avaí

Santa Cruz Campeão Pernambucano 1973

A maior hegemonia da história do Santa Cruz chegou ao fim em 1973. A conquista do pentacampeonato pernambucano, com quase 100 gols marcados, foi o auge de uma das eras mais felizes do clube tricolor, que tempos depois, em 1975, atingiu a melhor colocação na história do Brasileirão, no quarto lugar.

Antes, o penta. O Campeonato Pernambucano de 1973 teve oito equipes em três turnos. No primeiro, todas se enfrentaram em jogos de ida e volta, com o campeão garantindo um lugar na final e os sete primeiros passando à próxima fase. No segundo turno, a fórmula foi a mesma, com sete times na disputa e as cinco melhores passando à próxima fase. O terceiro turno decidiu o último finalista, também com jogos em ida e volta. Cada turno deu um ponto extra aos finalistas.

A campanha do Santinha começou com vitória por 3 a 1 em cima do Íbis. A sequência continuou com mais 12 triunfos e um empate nas 13 partidas seguintes. Com 27 pontos, o clube conseguiu a liderança e a vaga na final com seis pontos de vantagem sobre o vice Náutico. O Santo Amaro foi eliminado.

Quase perfeito, o Santa Cruz foi ao segundo turno e estreou com mais uma vitória sobre o Íbis, desta vez por 5 a 0. Depois, emplacou dez vitórias e um empate em 11 partidas, que deixaram o time mais uma vez na liderança, com 23 pontos e dois extras na final. Os eliminados da vez foram Central e Íbis.

O terceiro turno foi disputado com Santa Cruz, Sport, Náutico, América de Recife e Ferroviário de Recife. Na abertura, o Santinha empatou por 2 a 2 com o Sport. Na segunda partida, venceu por 2 a 1 o Náutico. Nos seis jogos seguintes, o clube obteve mais três vitórias e três empates. Com 12 pontos, o Santa Cruz ficou empatado com o Sport na liderança, e o regulamento determinou uma partida de desempate. Na Ilha do Retiro, os tricolores sofreram a única derrota no campeonato, por 1 a 0.

O Santa Cruz quase levou o título antecipado com os três turnos ganhos, mas teve que disputar a final com o Sport. A vantagem sobre o rival era boa, com dois pontos extras contra um. Assim, bastou vencer o primeiro jogo da decisão para o Santinha levar o 14º título estadual, em plena Ilha do Retiro, por 2 a 0.

A campanha do Santa Cruz:
36 jogos | 29 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 96 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Arquivo/Santa Cruz