Pouso Alegre Campeão Mineiro Módulo II 2020

Com 412.996 casos e 9.990 mortes por Covid-19 até 28 de novembro, Minas Gerais conheceu seu campeão de acesso estadual. O Pouso Alegre chegou ao título do Mineiro Módulo II pela primeira vez em sua história. Com só um acesso obtido lá em 1988 e presente na divisão principal até 1992, desde então o Pousão passou por várias idas e vindas entre estar jogando e ficar licenciado.

O último retorno foi em 2018, seguido pela conquista da segunda divisão (que na prática é o terceiro nível estadual) em 2019. E em 2020 o Dragão do Mandú entrou com tudo na disputa para voltar a elite. Fez uma ótima primeira fase, liderando com 21 pontos e seis vitórias o grupo único de 12 participantes.

No quadrangular final, só ganhou as três primeiras, o que lhe deixou com boa vantagem. Na penúltima rodada foi conquistado o acesso, apesar da derrota por 1 a 0 para o Athletic, em São João Del Rei. O título chegou no último jogo, com empate por 1 a 1 com o Nacional de Muriaé, no Estádio Manduzão.

A campanha do Pouso Alegre:
17 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 22 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Chiarini Júnior/Pouso Alegre

Jataiense Campeã do Goiano Divisão de Acesso 2020

Com 278.809 casos e 6.344 mortes por Covid-19 até 28 de novembro, Goiás conheceu seu campeão de acesso estadual. A Jataiense, da cidade de Jataí, venceu pela segunda vez na história a Divisão de Acesso do Goianão, 18 anos depois da primeira.

A competição foi bem mais curta que o normal, pois metade das oito equipes originalmente previstas (Aparecida, Goiatuba, Morrinhos e Novo Horizonte) desistiram da disputa. E a Raposa do Sudoeste só precisou jogar um quadrangular de dois turnos contra Itumbiara, Inhumas e Rio Verde.

Foram quatro vitórias e dois empates na campanha invicta da Jataiense, que obteve o acesso na penúltima rodada ao bater por 1 a 0 o Itumbiara (que também subiu) no Estádio Arapucão. O título veio na partida final ao vencer fora de casa por 3 a 0 o Rio Verde, que não foi à campo e cometeu um W.O..

A campanha da Jataiense:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 8 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Amarildo Gonçalves

São José-SP Campeão da Libertadores Feminina 2011

A terceira edição da Libertadores Feminina, em 2011, contou com uma pequena evolução em relação aos anos anteriores. O número de participantes subiu de dez para doze. Cada país continuou com um representante cada, mas a diferença estava nas vagas abertas para o campeão anterior e para um representante do anfitrião.

Como o Brasil ficou para sediar a competição pela terceira vez e o Santos era o detentor da taça, três equipes brasileiras tiveram a chance de lutar pelo título: além das alvinegras, o Duque de Caxias (campeão da Copa do Brasil) e o São José-SP (o dono da casa).

Dois estádios de São José dos Campos dividiram as partidas da Libertadores, o Martins Pereira e o ADC Parahyba. Os times foram distribuídos em três grupos com quatro lugares cada. O São José ficou no grupo C, dando início a uma grande história que culminaria em um tricampeonato. A Águia do Vale começou sua trajetória vencendo a LDU Quito por 2 a 0. Na sequência, vitória por 1 a 0 sobre o Boca Juniors e empate por 4 a 4 contra as colombianas do Formas Íntimas colocaram o clube na liderança da chave, com sete pontos.

Para a semifinal, avançaram as equipes líderes mais a melhor vice. E o São José teve de encarar o Santos, que veio da ponta do grupo B (o regulamento no feminino também evitava a chegada de dois times de um mesmo país na decisão). Com a força da torcida no Martins Pereira, a Águia foi à final com vitória por 2 a 1, de virada.

A última disputa foi contra o Colo Colo, que uma partida antes eliminou o Caracas. O jogo foi disputado sob o sol do meio-dia, em 27 de novembro. O São José veio embalado e com o público novamente jogando junto, e nada tiraria a conquista das jogadoras, lideradas em campo pela meia Formiga. O primeiro título chegou com 1 a 0 no placar, marcado por Poliana aos cinco minutos do segundo tempo.

A campanha do São José-SP:
5 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 10 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Charles Moura/PMSJC

Santos Campeão da Libertadores Feminina 2010

A segunda edição da Libertadores Feminina, em 2010, manteve quase tudo em relação à estreia. Dez equipes (uma de cada país) em dois grupos, e a competição toda sediada no Brasil. A única diferença é que as partidas desta vez aconteceram todas na Arena Barueri, na Grande São Paulo.

O Santos qualificou-se pelo segundo ano seguido após vencer novamente a Copa do Brasil. O time já não tinha mais a presença de Marta, mas seguia firme com Cristiane empilhando gols, agora com a ajuda de Grazi: elas anotaram sete gols cada na Libertadores, ficando a somente um da artilheira Noelia Cuevas, paraguaia do Universidad Autónoma. As Sereias ficaram no grupo A da primeira fase, e a estreia foi com vitória por 2 a 0 sobre o Caracas.

Aliás, a equipe não conheceu outro resultado que não fosse a vitória. Nas partidas seguintes da fase, as alvinegras aplicaram 9 a 0 no River Plate, do Uruguai, 4 a 0 no Formas Íntimas, da Colômbia, e 7 a 0 no Deportivo Quito. O Santos fez os 12 pontos e liderou a chave com cinco de vantagem sobre o time da capital do Equador. A semifinal foi jogada contra o Boca Juniors, e as Sereias derrotaram as argentinas por 2 a 0.

Na decisão, o Santos encontrou o Everton, clube chileno de Viña del Mar. Foi de longe o jogo mais difícil de todo o torneio. A bola teimava em não entrar e o empate parecia ser o caminho da disputa. Mas as brasileiras tinham mais time que as chilenas e a vitória aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, com o gol de Maurine.

O 1 a 0 da final foi o placar mais magro da campanha, porém o mais celebrado, por marcar o bicampeonato santista na Libertadores Feminina. Um título invicto, com 100% de aproveitamento e nenhum gol sofrido.

A campanha do Santos:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 25 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos

Santos Campeão da Libertadores Feminina 2009

Quase 50 anos depois da criação da Libertadores, a Conmebol fez a versão feminina da competição, em 2009. Ela nasceu com algumas particularidades, que preserva até os dias atuais, mais de dez anos depois. Diferentemente da versão masculina, que ocorria por todo um semestre e atualmente leva a temporada inteira, a Libertadores Feminina é jogada no formato de tiro curto, com todos os representantes se encontrando em um país-sede predefinido e em, no máximo, um mês de duração.

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Desde a primeira edição da Libertadores Feminina, em 2009, as atuações e os números refletiram o nível em que cada país sul-americano se encontra na modalidade. São oito títulos para o Brasil, contra um cada de Paraguai, Chile e Colômbia. E a primeira taça brasileira veio logo na estreia, com o Santos. O clube paulista chegou lá através do título da Copa do Brasil de 2008.

Dez times, um de cada federação, dirigiram-se até o Estado de São Paulo para a disputa, divididos em dois grupos de cinco. Donas da casa, as Sereias da Vila atuaram por toda a primeira fase na Vila Belmiro, enquanto a outra chave jogou no Guarujá. Foi uma fase sem adversárias a altura.

Na estreia, o Santos venceu por 3 a 1 o White Star, do Peru. Na segunda rodada, aplicou 12 a 0 no Enforma Santa Cruz, da Bolívia. Depois de folgar o terceiro giro, o Santos goleou por 11 a 0 o Caracas. Na rodada final, 3 a 1 sobre o Everton, do Chile classificou a equipe santista na liderança, com 12 pontos, cinco a mais que a vice, as próprias chilenas.

As duas chaves da semifinal foram jogadas no Pacaembu, na capital paulista, e o Santos teve que encarar o Formas Íntimas, da Colômbia. A vaga na decisão foi conquistada com outra goleada, a mais "econômica" delas, por 5 a 0.

A final foi disputada contra o Universidad Autónoma, do Paraguai. Jogando de volta na Vila Belmiro, o Santos chegou ao primeiro título da Libertadores Feminina com mais um placar dilatado. Foi 9 a 0, bem colaborativo: a Rainha Marta fez dois gols, enquanto os outros sete ficaram distribuídos entre Maurine, Érika, Fran, Thais, Suzana, Dani e Ketlen.

O resultado poderia ter sido ainda maior se Cristiane estivesse em campo. Com 15 gols, a atacante foi a artilheira do torneio, com mais que o dobro que a vice Marta (que anotou sete).

A campanha do Santos:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 43 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Ricardo Saibun/Gazeta Press

Cuiabá Campeão da Copa Verde 2019

A Copa Verde de 2019 ficou por um fio de não acontecer. Mas a CBF conseguiu realizá-la no segundo semestre da temporada. Houve um aumento de 18 para 24 equipes, além do retorno dos clubes goianos ao certame. E ainda chegou a ser cogitada a entrada de equipes do Paraguai, vidando uma possível parceria (e patrocínio) da Usina Hidrelétrica de Itaipu. As negociações não andaram e foi um dos motivos pelo atraso no calendário.

O que não mudou na Copa Verde foi o favoritismo do Cuiabá e da dupla Remo e Paysandu, agora ao lado do estreante Goiás, que jogou com a equipe de aspirantes. E foi o Dourado quem voltou a protagonizar uma final não recomendada para cardíacos. Inserido direto nas oitavas de final, o Cuiabá enfrentou o goiano Iporá no primeiro confronto, vencendo por 2 a 1 na ida fora e perdendo por 1 a 0 na volta em casa. Nos pênaltis, vitória por 6 a 5.

Nas quartas, contra o Costa Rica, do Mato Grosso do Sul, empate por 1 a 1 na ida como visitante, e vitória por 2 a 1 na volta na Arena Pantanal. O adversário na semifinal foi o Goiás. O primeiro jogo foi na Serrinha, em Goiânia, e o Cuiabá perdeu por 1 a 0. O segundo jogo foi na Arena Pantanal, e o Dourado devolveu a diferença fazendo 2 a 1, de virada. Nos pênaltis, 4 a 3 valeu a vaga na final.

Contra o Paysandu na decisão, vem a grande história. A ida foi jogada em Mato Grosso, e o Cuiabá perdeu por 1 a 0, tendo assim que devolver na volta no Mangueirão, em Belém. E foi o que aconteceu, com gol do lateral-direito Paulinho aos 49 minutos do segundo tempo.

Nos pênaltis pela terceira vez, o Dourado ficou a uma batida paraense de ser vice, mas a bola foi para fora. Na sexta cobrança, Felipe Marques converteu a cobrança do título, fazendo 5 a 4. Desta forma, o Cuiabá chega à sua segunda conquista da Copa Verde.

A campanha do Cuiabá:
8 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 8 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Divulgação/AssCom Dourado

Paysandu Campeão da Copa Verde 2018

O Paysandu se tornou o maior vencedor da Copa Verde na edição de 2018, a quinta realizada na história. A competição entrou o novo ano com o mesmo regulamento dos anteriores, e o Papão chegou ao bicampeonato tendo que passar por adversários surpreendentes no mata-mata. A falta de confrontos mais cascudos foi por decorrência de eliminações precoces, como a do Remo nas oitavas de final e do Cuiabá nas quartas.

Nas oitavas, o Paysandu enfrentou o Interporto, do Tocantins. Na ida, empatou sem gols jogando na cidade de Porto Nacional. Na volta, goleou por 4 a 0 em Belém. Nas quartas de final, o adversário foi o Santos-AP, e a classificação veio com duas vitórias, por 3 a 2 no Zerão, em Macapá, e por 4 a 2 na Curuzu, em Belém. A semifinal foi jogada contra o Manaus, e o time bicolor obteve mais duas vitórias, ambas por 2 a 1, tanto na primeira partida no Pará quanto na segunda no Amazonas.

Se nas fases anteriores o Paysandu enfrentou equipes da quarta divisão nacional, na final não seria diferente. O último oponente foi o Atlético Itapemirim, do Espírito Santo, que parar chegar na decisão passou pelo Brasiliense, pelo ex-campeão Cuiabá e pelo então campeão Luverdense. O favoritismo era visível para o Papão.

O jogo de ida foi disputado no Kléber Andrade, em Cariacica, e os paraenses abriram uma confortável vantagem ao vencer por 2 a 0. A volta foi no Mangueirão, e o time capixaba bem que tentou melar a festa, abrindo o placar aos 39 minutos do primeiro tempo. Só que o time ficou só nisso, e o meia Pedro Carmona garantiu o empate aos 27 minutos do segundo tempo. O 1 a 1 bastou para que o Paysandu comemorasse seu segundo título na Copa Verde.

A campanha do Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 18 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Gilberto Soares

Luverdense Campeão da Copa Verde 2017

O formato da Copa Verde que estreou em 2016 foi mantido pela CBF para 2017. Só que os times goianos voltaram a abrir mão de suas duas vagas, proporcionando assim lugares extras para Acre e Mato Grosso do Sul. Eles juntaram-se a Amazonas, Distrito Federal e Mato Grosso com dois representantes. Com três clubes, o Pará manteve-se como o principal favorito a ficar com o título e emendar duas conquistas.

Mas o melhor momento da meteórica história do Luverdense suplantou a todos ao fim da competição. O título do LEC não poderia ter acontecido de melhor maneira: invicta. Nas oitavas de final, o adversário foi o Ceilândia, o qual eliminou com duas vitórias, por 1 a 0 fora de casa e por 3 a 1 em casa. 

Nas quartas, foi a vez de enfrentar o Rio Branco-ES. Na ida, irretocável goleada por 5 a 0 em Lucas do Rio Verde. Na volta, empate por 2 a 2 no Espírito Santo e vaga na semifinal. O surpreendente Rondoniense foi a vítima alviverde na semi com mais duas vitórias, por 2 a 1 no primeiro jogo, em Porto Velho, e por 3 a 1 no segundo jogo, no Mato Grosso. 

A final chegou rapidinho para o Luverdense, e seu adversário foi o então detentor da taça, o Paysandu.
Na primeira partida, o LEC teve que sair de sua cidade no interior para ir até a Arena Pantanal, em Cuiabá. Lá, venceu por 3 a 1 e conseguiu um pouco de tranquilidade para a volta.

No Mangueirão, o Verdão do Centro-Oeste saiu perdendo logo aos dois minutos de jogo. O empate só foi obtido aos 33 do segundo tempo, quando Rafael Silva converteu pênalti. Depois, a tarefa foi segurar o 1 a 1 até o fim para poder começar a comemoração, ainda em Belém, pelo título inédito. O maior da história de 16 anos do Luverdense.

A campanha do Luverdense:
8 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 20 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Divulgação/Luverdense

Paysandu Campeão da Copa Verde 2016

A Copa Verde chegou para 2016 com novidades. Goiás apareceu pela primeira vez na competição, com dois representantes: o vice estadual Aparecidense (o campeão Goiás abriu mão da vaga) e o melhor ranqueado Vila Nova. E foi justamente a entrada via Ranking da CBF a segunda das evoluções, com quatro clubes vindo dele. A terceira e última foi o número de participantes, que aumentou de 16 para 18 e obrigou o torneio a ter uma fase preliminar antes das oitavas de final.

Foi nesta edição que o Paysandu conseguiu seu primeiro título, após ser vice em 2014 e semifinalista em 2015. Nas oitavas, enfrentou o Fast amazonense, o qual passou com empate por 1 a 1 em Manaus e vitória por 3 a 0 em Belém. Nas quartas de final, foi a vez de enfrentar o Rio Branco-AC. A classificação foi fácil, com vitórias por 1 a 0 na Curuzu  na ida e por 5 a 2 no Acre na volta.

A semifinal foi uma repetição do ano anterior, com o clássico Re-Pa. Mas agora a história feliz trocou de lado, com o Paysandu avançando com duas vitórias sobre o Remo: 2 a 1 na primeira partida e um categórico 4 a 2 na segunda.

A decisão da Copa Verde foi entre Paysandu e Gama, que no outro lado do chaveamento deixou para trás a Aparecidense. O jogo de ida foi marcado para o Mangueirão. Era importante para o Papão abrir uma vantagem alta logo na largada, para não passar aperto depois. E a vitória aconteceu, por 2 a 0, com os gols saindo um no começo do primeiro tempo e o outro no fim do segundo.

A partida de volta aconteceu no Bezerrão, no Distrito Federal. O Paysandu começou bem a peleja, abrindo o placar já aos dois minutos da primeira etapa. Mas o time candango virou no segundo tempo, marcando entre os 28 e 34 minutos. Os 2 a 1 contra deixaram o ar tenso para os dois lados, porém no fim tudo deu certo ao Papão, que comemorou sua segunda taça regional, 14 anos depois da primeira.

A campanha do Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Cuiabá Campeão da Copa Verde 2015

O regulamento da primeira Copa Verde foi mantido para a realização da segunda edição, em 2015. Desde oitavas de final, 16 clubes de 11 Estados lutaram pelo título e pela vaga na Copa Sul-Americana do ano seguinte. Mais uma vez Goiás optou por não entrar na competição. Assim, a briga pelo título ficou entre as equipes mato-grossenses e paraenses, com uma decisão onde país viu o Cuiabá fazer o épico contra o Remo.

Mas antes, o Dourado precisou enfrentar nas oitavas de final o CENE, do Mato Grosso do Sul. A classificação foi tranquila, com vitórias por 1 a 0 fora de casa e por 3 a 1 em casa. Nas quartas, o adversário foi o Estrela do Norte. E a passagem à semifinal veio com vitória por 1 a 0 na ida no Espírito Santo e empate por 1 a 1 na volta no Mato Grosso. A semi foi contra o Luverdense, e mais uma vez o Cuiabá definiu seu confronto com vitória fora, por 1 a 0, e empate em casa, por 0 a 0.

A última disputa do Dourado foi contra o Remo, na final. O time paraense chegou junto após ter eliminado seu rival Paysandu nos pênaltis. A partida de ida aconteceu no Mangueirão, em Belém. Diante de uma forte e de uma torcida grande, o Cuiabá não resistiu e levou 4 a 1, no que deu a impressão de tudo já estar perdido.

Mas ainda tinha a volta na Arena Pantanal. A torcida não levou muita fé e apenas pouco mais de 3 mil torcedores compareceram. Foram sortudos, pois viram uma virada sensacional. No primeiro tempo, o Dourado já fazia três gols e revertia o confronto. No segundo tempo, aos 4 minutos, saiu o quarto gol pelos pés de Raphael Luz (que ali completou um hat-trick).

O Remo descontou aos 28 tentando forçar a disputa de pênaltis, mas aos 35 Nino Guerreiro fez seu segundo e o quinto cuiabanista. Com 5 a 1 no placar, a história estava contada, e o Cuiabá chegava a um título histórico, obtido em uma virada difícil de se ver.

A campanha do Cuiabá:
8 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Pedro Lima/Cuiabá

Brasília Campeão da Copa Verde 2014

Após a descontinuidade da Copa Norte e da Copa Centro-Oeste junto aos demais regionais, em 2002, as duas regiões sofreram muito com a falta de competitividade. Principalmente os clubes pequenos, que mal tinham chances nos campeonatos nacionais e ficavam resumidos apenas aos estaduais. Mas a recriação e o imediato sucesso da Copa do Nordeste motivou as equipes do Norte a pressionar a CBF para que o local voltasse também a ter seu torneio.

A entidade não só gostou da ideia, como também a ampliou para o Centro-Oeste e Espírito Santo. Logo, estava criada a Copa Verde, que leva esse nome em alusão à Floresta Amazônica e ao Pantanal. A sustentabilidade também fez parte do projeto: garrafas plásticas e latas de alumínio podiam ser trocadas por ingressos das partidas.

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A primeira edição da Copa Verde aconteceu em 2014 e reuniu 11 Estados brasileiros. Apenas Goiás recusou a entrada. O critério técnico para indicação dos participantes foi o mesmo dos regionais antecessores, ou seja, a posição nos estaduais. Na primeira competição, foram 16 equipes, o que facilitou na hora de montar o regulamento, em mata-mata do início ao fim.

Um campeonato em que os times podem avançar de fase ou cair fora logo de cara suscita o aparecimento de zebras em potencial. E foi justamente o que aconteceu já na estreia, com o Brasília chegando a um título histórico. O primeiro adversário colorado foi o CENE, do Mato Grosso do Sul, nas oitavas de final. A classificação não foi simples, pois o time empatou por 0 a 0 a ida no Distrito Federal, só indo vencer fora de casa na volta, por 2 a 0.

Nas quartas foi a vez de encarar o Cuiabá. Novamente o Brasília fez o primeiro jogo na Capital Federal, agora o vencendo por 1 a 0. No Mato Grosso, empate sem gols colocou a equipe na semifinal. A terceira disputa foi caseira, contra o Brasiliense. Mandando a ida no Bezerrão, o Brasília foi derrotado por 2 a 0. O milagre aconteceu na volta, quando o Avião reverteu o confronto fazendo 3 a 0 na casa do rival, a Boca do Jacaré, em Taguatinga.

A final foi entre Brasília e Paysandu, e pela primeira vez o time vermelho jogaria a primeira partida fora de casa: no Mangueirão, 2 a 1 de virada aos paraenses. A segunda partida foi no Mané Garrincha, com quase 52 mil torcedores acompanhando. O Brasília não se assustou com a desvantagem, foi para cima do adversário e marcou dois gols. Mas o Paysandu descontou para 2 a 1 a seis minutos do fim e levou a disputa aos pênaltis. Em 16 cobranças, o Brasília venceu por 7 a 6 e conquistou o título inédito.

Feito conquistado, mas quase tudo mudou na Justiça. O Paysandu entrou com recurso no STJD devido à irregularidades no BID, vencendo em primeira instância. Mas no julgamento do Pleno, o caso foi revisado a favor do Brasília, que permaneceu como campeão.

A campanha do Brasília:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 9 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Goiás Campeão da Copa Centro-Oeste 2002

A Copa Centro-Oeste de 2002 foi a última antes de uma interrupção que durou até 2026. A disputa também foi especial por consolidar a dinastia do Goiás com seu terceiro título consecutivo, mas também por apresentar o regulamento mais robusto e exigente de sua história. Diferente dos anos anteriores, os oito participantes enfrentaram-se em um sistema de todos contra todos, em turno e returno, exigindo fôlego para alcançar o mata-mata.

O Goiás detinha, com folga, o elenco mais qualificado para suportar essa verdadeira maratona de jogos. A estreia, porém, foi discreta: um empate sem gols contra o Comercial-MS, no Serra Dourada. Mas o tropeço inicial foi apenas um soluço. Logo na rodada seguinte, o time mostrou suas credenciais ao atropelar o Palmas por 3 a 0 no Tocantins.

A campanha na primeira fase foi irrepreensível, somando dez vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. O poderio ofensivo da equipe ficou marcado para a história com a histórica goleada de 9 a 0 sobre o Serra em casa, na sétima rodada, além de um 3 a 2 no clássico contra o Vila Nova. O Esmeraldino encerrou a fase de classificação no topo da tabela com 32 pontos, dois à frente do Gama.

A semifinal reservou mais dois episódios do Derby do Cerrado. O Vila Nova chegou a assustar ao vencer o jogo de ida por 1 a 0. Contudo, na partida de volta, o Serra Dourada testemunhou um dos jogos mais emocionantes da competição: um triunfo heroico do Goiás por 4 a 3, que garantiu a vaga na final em um teste de nervos para a torcida.

A decisão foi um duelo de alviverdes entre Goiás e Gama, que passou pelo Comercial-MS. O time candango era a pedra no sapato do Esmeraldino, tendo imposto a maior humilhação do Goiás na primeira fase: uma derrota por 4 a 0 no Distrito Federal. Mordido e precavido, o Goiás foi ao Bezerrão para o primeiro jogo da final, mas novamente sucumbiu, perdendo por 3 a 2.

O cenário para o jogo de volta era claro: o Goiás precisava vencer por qualquer placar para fazer valer a vantagem da melhor campanha. Mas a equipe não quis depender do regulamento. Com uma atuação de gala no Serra Dourada, o Esmeraldino atropelou o Gama por 3 a 0 e levou o tri da Copa Centro-Oeste.

Na Copa dos Campeões de 2002, o Goiás foi bem. Eliminou São Caetano e Athletico-PR na fase de grupos e só parou nas quartas de final diante do Cruzeiro.

A campanha do Goiás:
18 jogos | 12 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 41 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Wagner Cabral/O Popular/Futura Press

Goiás Campeão da Copa Centro-Oeste 2001

Na Copa Centro-Oeste de 2001, a CBF optou pela manutenção do regulamento que havia funcionado bem no ano anterior: oito participantes divididos em dois grupos de quatro, com os dois melhores de cada chave avançando à semifinal. A única alteração ocorreu na distribuição de vagas: o estado de Goiás cedeu um de seus três postos ao Distrito Federal, que passou a contar com dois representantes.

O Goiás entrava na competição carregando o status de potência regional. Além de ser o atual campeão do torneio, o clube vinha de um inédito pentacampeonato estadual e de uma campanha sólida no Brasileirão de 2000. Sorteado no Grupo A ao lado de Bandeirante, Serra e Comercial-MS, o Esmeraldino transformou a fase inicial em um verdadeiro passeio.

A campanha foi impecável: seis vitórias em seis jogos. O ataque, liderado por nomes que fariam história no futebol nacional, não teve piedade. O cartel incluiu um sonoro 4 a 0 em Goiânia e uma goleada impiedosa de 6 a 1 em solo brasiliense contra o Bandeirante, além de um movimentado 6 a 3 sobre o Serra, no Serra Dourada. Com 18 pontos, o Goiás avançou na liderança absoluta.

Se a primeira fase foi tranquila, o mata-mata foi dureza. Na semifinal, o Goiás enfrentou o Gama, um adversário encardido. No jogo de ida, no Bezerrão, o time goiano foi surpreendido e saiu derrotado por 2 a 0, colocando em risco a hegemonia regional. No jogo de volta, no Serra Dourada, o Esmeraldino venceu por 4 a 2 e, graças à vantagem da melhor campanha na fase anterior, garantiu a vaga na final.

A decisão reservava, pelo segundo ano consecutivo, o maior clássico goiano: o Derby do Cerrado contra o Vila Nova, que passou pelo Serra na semifinal. Diferente do massacre de 2000, o Vila apresentava-se muito mais casca grossa. No primeiro duelo, no Serra Dourada, o equilíbrio prevaleceu e o Goiás venceu pela contagem mínima, 1 a 0, com gol do ídolo Araújo.

O jogo final foi um teste para cardíacos. O Vila Nova abriu o placar e segurava o resultado. O grito de campeão só veio aos 42 minutos do segundo tempo, quando o volante Josué balançou as redes para decretar o empate em 1 a 1. A freguesia estava mantida e o bicampeonato, devidamente selado.

Assim como no ano anterior, o título regional colocou o Goiás na Copa dos Campeões. No entanto, o time fez uma campanha decepcionante e abaixo das expectativas, acabando eliminado ainda na fase preliminar pelo Sport e pelo São Raimundo-AM.

A campanha do Goiás:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 29 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Carlos Costa/Placar

Goiás Campeão da Copa Centro-Oeste 2000

Logo em sua segunda edição, no ano 2000, a Copa Centro-Oeste passou por uma profunda reformulação. Alegando falta de competitividade e buscando confrontos mais lucrativos, os clubes mineiros retiraram-se do torneio para se juntarem à Copa Sul, que consequentemente foi rebatizada como Copa Sul-Minas. Com essa debandada, o torneio da região central sofreu uma redução no número de participantes, caindo de dez para oito equipes. O novo desenho técnico privilegiou o estado de Goiás, que passou a deter três vagas, enquanto os demais estados mantiveram apenas um representante cada.

O redesenho do regulamento deixou claro o favoritismo goiano, especialmente porque todos os representantes do estado foram alocados no mesmo grupo. O Goiás, que vivia uma fase áurea como tetracampeão estadual e recém-coroado campeão da Série B do Brasileiro, despontou como o grande candidato ao título. Na primeira fase, a principal resistência veio do rival Vila Nova.

Embora os dois clássicos regionais tenham terminado em empates sem gols, o Esmeraldino demonstrou sua força contra os demais adversários. A equipe atropelou a conterrânea Anapolina por 5 a 0 em Goiânia e castigou o candango Dom Pedro II (atual Real Brasília) com duas goleadas: 4 a 0 em casa e 4 a 1 fora. O Goiás encerrou a chave com 14 pontos, garantindo a liderança do Grupo A.

Na semifinal, o Goiás não deu margem para surpresas e eliminou o Juventude-MT com duas vitórias, por 1 a 0 na ida, no Mato Grosso, e por 2 a 1 na volta, no Serra Dourada.

Com um regulamento de tiro curto, a competição foi decidida em pouco mais de um mês. O destino reservou um Derby do Cerrado para a final, já que o Vila Nova havia despachado o São Mateus na outra semifinal. Se na fase de grupos o equilíbrio e a falta de gols deram o tom, a decisão foi marcada por uma grande exibição esmeraldina.

Em duas partidas realizadas no Serra Dourada, o Goiás atropelou o maior rival. Na ida, uma vitória segura por 3 a 1 pavimentou o caminho. Na volta, um sonoro 5 a 1 selou a conquista invicta do Goiás, que erguia seu primeiro troféu regional com uma autoridade incontestável.

O título garantiu ao Goiás uma vaga na inédita Copa dos Campeões, torneio da CBF que reunia os vencedores dos regionais e valia vaga na Libertadores. Na fase preliminar, o clube goiano terminou à frente de Vitória e São Raimundo-AM. Nas quartas de final, o time foi eliminado pelo Flamengo.

A campanha do Goiás:
10 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 26 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Donizete de Souza/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa Centro-Oeste 1999

Os campeonatos regionais apresentavam um crescimento sólido no fim dos anos 1990, mas nem todas as regiões foram contempladas de imediato. Foi apenas em 1999 que o Sul e o Centro-Oeste ganharam suas competições, juntando-se ao Norte e ao Nordeste. O Sudeste também possuía seu torneio, mas este se restringia aos grande do Rio de Janeiro e São Paulo. Minas Gerais e Espírito Santo, além do Tocantins (que também ficara de fora da Copa Norte), acabaram incorporados à Copa Centro-Oeste, que voltava a ser disputada após 15 anos. Antes disso, houve três edições extraoficiais: em 1976, vencida pelo Mixto, em 1981, conquistada pelo Gama, e em 1984, ganha pelo Guará.

A Copa Centro-Oeste em 1999, ao lado dos demais regionais, foi uma tentativa da CBF de fortalecer o calendário do primeiro semestre dos grandes clubes brasileiros sem desagradar as federações estaduais, que ganhariam mais um critério de qualificação. Sete estados marcaram presença na estreia, somando dez participantes. Minas Gerais entrou com quatro representantes. Espírito Santo e Tocantins, os outros convidados, enviaram um time cada, assim como os quatro estados nativos da região.

Na primeira fase, as equipes foram divididas em três grupos: um quadrangular composto pelos mineiros e dois triangulares com os demais clubes. O favoritismo recaiu sobre Cruzeiro e Atlético-MG, que acabariam se enfrentando antes da decisão, assim como Vila Nova e Gama, sorteados em outra chave. 

O roteiro se confirmou: no Grupo C, Cruzeiro e Atlético-MG somaram dez pontos cada e garantiram as vagas na semifinal contra América-MG e Villa Nova. No Grupo B, o Vila Nova goiano superou o Gama para encarar o Operário-MT, líder Grupo A. Apesar de ter sido vice-líder na fase inicial, a Raposa levou a melhor nos clássicos contra o rival: venceu por 3 a 2 e 3 a 0. A consagração veio na partida única da semifinal, com uma goleada impiedosa por 5 a 1.

Embalada, a Raposa encarou o Vila Nova na final. O jogo de ida, no Mineirão, terminou com vitória azul por 3 a 0. Na volta, no Serra Dourada, os goianos venceram por 2 a 1 e forçaram uma terceira partida, já que o saldo de gols não era critério de desempate nos dois primeiros jogos. O duelo decisivo, também em Goiânia, terminou em 0 a 0, garantindo o título ao Cruzeiro.

Originalmente, a Copa Centro-Oeste oferecia ao campeão uma vaga na Copa Conmebol. No entanto, como o Cruzeiro já disputava a Copa Mercosul no mesmo período, a vaga foi herdada pelo vice-campeão Vila Nova, que acabou eliminado pelo CSA nas oitavas de final.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 21 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar