Grêmio Campeão da Copa Sul 1999

Na onda dos campeonatos regionais, o Sul ganhou uma competição para chamar de sua em 1999. A CBF reuniu clubes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na Copa Sul, que, em sua única edição, valeu uma vaga na última Copa Conmebol da história.

O sucesso relativo do torneio em sua estreia motivaria uma expansão a partir do ano 2000: as equipes de Minas Gerais seriam desmembradas do torneio Centro-Oeste e incorporadas ao Sul, rebatizando a competição como Copa Sul-Minas. Vale lembrar que a região já tivera um antecedente oficioso: o Campeonato Sul-Brasileiro de 1962, disputado em pontos corridos e vencido pelo Grêmio.

E foi justamente o Grêmio o primeiro e único campeão entre os clubes sulistas, reforçando sua fama de pioneiro em novas competições. A Copa Sul de 1999 contou com 12 times, sendo quatro de cada estado. O Tricolor ficou no Grupo A e estreou contra o Tubarão, vencendo por 1 a 0 no Estádio Olímpico.

A campanha gremista foi sólida, apesar das derrotas fora de casa para Coritiba por 2 a 0 e para o Criciúma por 3 a 1. Nos demais jogos, o time venceu em casa o os catarinenses por 2 a 0 e os paranaense por 3 a 2, além de bater o Tubarão por 2 a 0 em Santa Catarina. Com 12 pontos, o Grêmio classificou-se na vice-liderança, três pontos atrás dos paranaenses.

Seis equipes avançaram à segunda fase, divididas em duas chaves, uma apenas com paranaenses e outra com gaúchos, já que os catarinenses foram eliminados. O grupo do Grêmio foi marcado pelo equilíbrio extremo. Na estreia, o Imortal goleou o Juventude por 4 a 1 no Olímpico. Na sequência, o time de Caxias do Sul aplicou 3 a 1 no Internacional. No primeiro Grenal, empate em 1 a 1 na casa gremista.

No returno, o Imortal buscou um 2 a 2 contra o Juventude no Alfredo Jaconi, enquanto os alviverdes seguraram um 1 a 1 com o Inter. No clássico decisivo no Beira-Rio, o Internacional venceu o Grêmio por 2 a 0. Todos os times terminaram com cinco pontos, e o saldo de gols garantiu o Grêmio na final.

A decisão aconteceu em três jogos contra o Paraná, que despachou Coritiba e Athletico-PR. No primeiro duelo, no Olímpico, o Grêmio venceu por 2 a 1. O segundo jogo ocorreu no Couto Pereira, mas o Imortal adiou o grito de campeão ao perder por 2 a 0. O desempate aconteceu no Pinheirão, também em Curitiba, onde a vantagem do empate pertencia aos paranaenses. Contudo, os tricolores venceram por 1 a 0, garantindo a taça da Copa Sul ao clube gaúcho.

A campanha do Grêmio:
13 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 20 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jader da Rocha/Placar

Corinthians Campeão Paulista Feminino 2020

O Paulistão Feminino também pode ser considerado o mais tradicional do Brasil. A disputa começou a ser feita em 1984, durando até 1987 em um primeiro momento. Em 1997 o campeonato foi retomado em definitivo, com uma interrupção em 2003. Nem sempre os quatro grandes clubes paulistas mantiveram seus departamentos femininos ao mesmo tempo, como ocorre atualmente.

A principal força da atualidade é o Corinthians, bicampeão estadual e brasileiro em 2020. O clube abriu a modalidade em 1997, ficando ativa (apesar de instável) até 2007. A retomada aconteceu em 2016, em parceria com o Audax Osasco, e em 2018, com voo solo. O segundo título estadual das Minas do Timão foi conquistado com sobras.

A competição contou com 12 clubes em dois grupos. O Corinthians venceu de goleada todos os cinco jogos da primeira fase, sendo a maior 11 a 0 sobre o Nacional fora de casa. Líder da chave com 15 pontos, o time eliminou o Santos nas quartas de final e o Palmeiras na semifinal. A final foi contra a Ferroviária, e as Minas foram campeãs aplicando 3 a 1 na ida em casa, em Barueri, e 5 a 0 na volta fora, em Araraquara.

A campanha do Corinthians:
11 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 41 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Marco Galvão/Corinthians

Internacional Campeão Gaúcho Feminino 2020

O Gauchão Feminino possui uma regularidade desde 1997, embora duas edições entre 1983 e 1984 sejam contadas  por diferentes entidades. Mas nem sempre os clubes grandes do Estado tiveram seus departamentos de futebol feminino em atividade. O Grêmio teve o seu entre 1997 e 2002, voltado apenas em 2017.

Já o Internacional praticou a modalidade nos anos 80 e entre 1996 e 2003. E o Colorado voltou junto com o seu rival, já fixando-se como a principal força do Rio Grande do Sul. Em 2020, o clube foi atrás do bicampeonato diante de cinco adversários. A competição foi de tiro curtíssimo, com dois grupos de três times cada. O Inter ficou na chave A, derrotando o Brasil de Farroupilha por 5 a 0 fora de casa e o João Emílio por 23 a 0 em casa.

Na final enfrentou o Grêmio, que despachara Estrela e Oriente. O Grenal aconteceu na Arena Cruzeiro, em Cachoerinha, e o Internacional foi campeão estadual pela oitava vez ao vencer por 2 a 1 no jogo único, gols de Djeni e Byanca Brasil.

A campanha do Internacional:
3 jogos | 3 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 30 gols marcados | 1 gols sofrido


Foto Marco Favero/Agência RBS

Atlético-MG Campeão Mineiro Feminino 2020

Minas Gerais conta com um campeonato feminino regular desde 2005, e tem como principais forças históricas o Atlético e o América. Em 2020, o time alvinegro acabou com oito anos de jejum e conquistou o Mineiro Feminino pela sexta vez na história. As Vingadoras enfrentaram, além do próprio América, o Ipatinga e o Cruzeiro, único representante do Estado na Série A1 do Brasileirão.

Em seis partidas, o Atlético-MG venceu quatro e empatou duas. O melhor resultado aconteceu na segunda rodada, ao vencer por 3 a 0 o Ipatinga fora de casa. Com 14 pontos a equipe se classificou na liderança, e enfrentou na final o Cruzeiro.

O clássico que decidiu o estadual foi em partida única no Mineirão, e terminou com emocionante empate por 2 a 2 no tempo normal: o Atlético saiu na frente com Gabizinha, sofreu a virada faltando dez minutos para o fim, e Marcella empatou aos 52 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis, vitória atleticana por 5 a 3.

A campanha do Atlético-MG:
7 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 10 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Divulgação/Atlético-MG

Real Brasília Campeão Brasiliense Feminino 2020

Apesar de ainda não possuir a mesma tradição que no masculino, os estaduais femininos também seguem a lógica de ser o primeiro degrau para os times e jogadoras. E desde 2017, quando passou a ser obrigação os clubes terem departamentos de futebol tanto para homens quanto para mulheres, os estaduais passaram a ter um pouco mais de visibilidade, pelo menos nos principais Estados.

Porém, o ano de 2020 colocou um freio na evolução, por causa da pandemia de Covid-19. Muitas federações protelaram a disputa da temporada, deixando o início somente para 2021, como RJ, CE e RN. Outros sequer divulgaram informações, como SC, BA e GO. Alguns estão em andamento - no campo ou no tribunal -, como PE e AM. Mas infelizmente temos aqueles que foram cancelados, como PI e PR. Apenas oito terminaram a tempo: AP, RO, PA, DF, PB, MG, RS e SP.

O critério para a publicação de pôsteres dos estaduais femininos será o seguinte: o Estado deverá ter algum representante na Série A1 ou nas quartas de final da Série A2 do Brasileirão da temporada em questão.

-------------------------------------------------

Estado mais forte do Centro-Oeste quando se fala de futebol feminino, o Distrito Federal foi um dos primeiros a ter a definição de campeão. Foi o Real Brasília, força nova que chega ao segundo título estadual na história. O Candangão contou com seis participantes, jogando em grupo e turno únicos.

A estreia das Leoas do Planalto foi contra o Cresspom, vencendo por 1 a 0 em casa. Na sequência, o time fez 4 a 0 no Ceilândia fora, levou 1 a 0 do Minas Brasília em casa, fez 2 a 0 no Gama fora e fechou com incríveis 31 a 0 sobre o Paranoá. O Real se classificou na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder Minas. Na semifinal, a equipe eliminou o Cresspom, empatando a ida por 2 a 2 fora e vencendo a volta por 3 a 2 em casa.

A final foi contra o Minas, em partida única no Estádio Bezerrão. O bicampeonato do Real Brasília veio com vitória por 2 a 1, gols de Dani Silva e da capitã Luciana. Ronaldinha e Amanda, com 11 e 10 gols cada, foram as artilheiras da equipe.

A campanha do Real Brasília:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 45 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Real Brasília

Rio Branco de Venda Nova Campeão Capixaba 2020

Com 246.783 casos e 5.061 mortes por Covid-19 até 30 de dezembro, o Espírito Santo conheceu seu campeão estadual. O Rio Branco chegou lá pela primeira vez. Mas não se engane, estamos falando do clube da cidade de Venda Nova do Imigrante que, depois de 26 anos da sua estreia na primeira divisão, conquistou o Capixabão.

A fase inicial da competição foi jogada entre janeiro e março, e o Brancão Polenteiro fez uma campanha segura, ficando na segunda posição entre os dez participantes, com 18 pontos e só uma derrota em nove partidas.

Oito meses depois, em novembro, começou  a fase final. Nas quartas, o Rio Branco VN enfrentou o São Mateus, vencendo a ida fora de casa por 1 a 0 e a volta em casa por 3 a 0. Na semifinal, encarou o Real Noroeste em dois confrontos complicados. Empatou por 2 a 2 tanto na ida fora quanto na volta em Venda Nova. A classificação veio nos pênaltis, vencendo por 4 a 3.

A final foi contra o outro Rio Branco, o de Vitória. O primeiro jogo foi no Kleber Andrade, em Cariacica, e terminou com empate por 0 a 0. A segunda partida foi no Olímpio Perim, e na sua casa o tricolor fez valer sua força, vencendo por 1 a 0 e levando o título capixaba.

A campanha do Rio Branco VN:
15 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Cid Fernandes/Rio Branco VN (14/11/2020: Rio Branco VN 0x0 Estrela do Norte)

Águia Negra Campeão Sul-Mato-Grossense 2020

Com 126.583 casos e 2.160 mortes por Covid-19 até 24 de dezembro, o Mato Grosso do Sul conheceu seu campeão estadual. Mais uma vez deu Águia Negra. O clube de Rio Brilhante chegou ao bicampeonato e quarto título na história do Sul-Mato-Grossense, tornando-se o maior vencedor do interior do Estado.

A primeira fase foi emocionante na disputa pela liderança: a Águia terminou em segundo lugar, com 18 pontos em nove jogos, perdendo a primeira posição para o Aquidauanense por conta do saldo de gols e ficando com dois pontos a mais que o quinto colocado, o Comercial. Nas quartas de final, disputadas após a paralisação, a Águia deveria ter enfrentado o Maracaju, mas o adversário abandonou a competição e a federação aplicou o W.O..

Na semifinal, eliminou o Chapadão após perder a ida fora por 1 a 0 e reverter na volta com vitória em casa por 3 a 0. A final foi contra o Aquidauanense, reeditando 2019. Na ida no Ninho da Águia, empate sem gols. Na volta, no Noroeste da Aquidauana, o Águia Negra conquistou o título ao vencer por 1 a 0.

A campanha do Águia Negra:
13 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Franz Mendes