Flamengo Campeão Carioca 2021

Ninguém pode com o Flamengo no futebol carioca. O Rubro-negro conquistou seu 37 º título estadual na história e manteve sua hegemonia por mais uma temporada.

Depois de seis anos, a FERJ voltou a simplificar o regulamento: seis times participaram da seletiva e o líder juntou-se a outros 11 clubes na primeira fase, que foi jogada em turno único, valendo também a Taça Guanabara.

E o Fla passeou incólume pelas 11 rodadas, liderando com 23 pontos, sete vitórias e dois empates. Depois do 23º título da Guanabara, era a vez do Cariocão. Na semifinal, eliminou o Volta Redonda com duas vitórias, por 3 a 0 no Raulino de Oliveira e por 4 a 1 no Maracanã.

A final foi contra o Fluminense, em dois clássicos, também no Maracanã. Na ida, o Fla-Flu terminou com empate por 1 a 1. Tudo ficou para ser resolvido na volta, e o Flamengo conquistou o tricampeonato ao vencer por 3 a 1. Aliás, as sequências de três títulos do Rubro-negro são algo bem comum de acontecer. A atual (2019, 2020, 2021) é a sexta na história do clube.

A campanha do Flamengo:
15 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 34 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Alexandre Vidal/Flamengo

CSA Campeão Alagoano 2021

Alagoas volta a ser dominada pelo CSA. Pela 40ª vez, o time azulino ergueu a taça estadual, e com doses fortes de emoção na final. Antes, teve a primeira fase com a presença de nove clubes jogando em turno único.

Em oito partidas, o Marujo venceu quatro e empatou três, marcando desta forma 15 pontos, assim como o CSE. Mas o saldo de gols favoreceu o CSA (12 a 6), que terminou na segunda posição, com um ponto a menos que o líder e rival CRB. Na semifinal, contra o já falado CSE, o time azulino conseguiu a classificação ao empatar a ida fora por 1 a 1 e vencer a volta em casa por 3 a 0.

A final reservaria mais uma vez o clássico de Maceió. As duas partidas foram disputadas no Rei Pelé, e nenhuma das equipes venceria em tempo normal. A primeira acabou 0 a 0. A segunda, 1 a 1. A decisão ficou para os pênaltis, e o CSA conseguiu a vitória ao fazer 4 a 3 nas cobranças. O título voltou a ser conquistado pelo clube depois de dois anos.

A campanha do CSA:
12 jogos | 5 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

Atlético-MG Campeão Mineiro 2021

Pela 46ª vez na história, o Atlético-MG conquista o título estadual. Dono da melhor equipe de Minas Gerais na atualidade, o Galo conseguiu o bicampeonato sem passar por maiores problemas, apesar de um ou outro susto isolado.

Um destes contratempos foi a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro na primeira fase - que foi disputada por 12 equipes -, mas o resultado adverso não tirou a classificação do Atlético, líder com 27 pontos e nove vitórias em 11 jogos. Na semifinal, o alvinegro derrubou o Tombense, vencendo a primeira fora por 3 a 0 e empatando a segunda em casa por 1 a 1.

A final foi contra o América-MG, que eliminou o rival comum cruzeirense. A ida foi disputada no Independência, terminando com empate sem gols. A volta aconteceu no Mineirão, e mais uma vez o 0 a 0 imperou no placar. A igualdade de resultados favorecia a melhor campanha do Atlético, que com isso voltou a comemorar mais um título mineiro.

A campanha do Atlético-MG:
15 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 27 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Fernando Michel/Hoje em Dia

Costa Rica Campeão Sul-Mato-Grossense 2021

Os estaduais sempre são uma ótima chance para os clubes chegarem a um título inédito. Foi o caso do Costa Rica no Mato Grosso do Sul. O clube localizado na cidade de mesmo nome chegou ao primeiro estadual de sua história com uma campanha belíssima, com uma rodada de antecipação.

Dez equipes participaram da competição, divididas em dois grupos se enfrentando em dois turnos. A Cobra do Norte ficou na chave B, liderando-a com 20 pontos, seis vitórias e dois empates nas oito partidas que disputou. Foi a melhor pontuação da primeira fase.

Os três primeiros de cada grupos avançaram ao hexagonal final, que também foi disputado em dois turnos. A trajetória do Costa Rica continuou em alta, derrotando adversários como Operário-MS, Comercial-MS e o novato Dourados. O título veio na nona rodada, ao golear o Comercial por 4 a 1 no Morenão. Ao todo, o time ficou com apenas uma derrota em 17 jogos.

A campanha do Costa Rica:
17 jogos | 13 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 35 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Divulgação/Costa Rica

Suécia Campeã Olímpica 1948

As tensões políticas e o totalitarismo aumentavam a cada dia na segunda metade dos anos 30. Os Jogos Olímpicos de 1936 já tiveram um forte reflexo disso, com a Alemanha Nazista sediando o evento e a Itália Fascista vencendo no futebol. Para 1940, tudo estava sendo preparado para que Tóquio fosse a cidade anfitriã, mas em setembro de 1939, o exército alemão invadiu a Polônia e deflagrou o início da Segunda Guerra Mundial. Os japoneses faziam parte das Potências do Eixo, juntamente com Alemanha e Itália, e o COI incialmente transferiu as Olimpíadas para Helsinque, na Finlândia. Mas o conflito espalhou-se rapidamente pela Europa, e as competições foram canceladas de vez.

A guerra durou até 1945, afetando também os Jogos Olímpicos de 1944. O retorno só aconteceu em 1948, com Londres sediando o evento pela segunda vez. O regulamento do torneio de futebol foi mantido, e 18 seleções confirmaram participação. Alemanha e Japão estiveram ausentes, cumprindo suspensão devido ao fato de serem os principais causadores do conflito armado. A Itália foi poupada e pôde defender seu título. Entre as novidades, Coreia do Sul, Índia e República da China fizeram o contingente asiático.

Nessa época, o profissionalismo já superava o amadorismo na maioria dos participantes da competição. Um dos poucos que ainda mantinha-se "jogando por amor" era a Suécia, que logo despontou com a favorita ao ouro, pois utilizava sua seleção principal. A estreia foi nas oitavas de final, derrotado a Áustria por 3 a 0. Nas quartas, os suecos não tiveram pena da Coreia do Sul, goleando-a por 12 a 0. Na semifinal, foi a vez de derrotar a Dinamarca por 4 a 2. Na outra chave, a Iugoslávia eliminava a Grã-Bretanha. Na disputa pelo bronze, dinamarqueses fizeram 5 a 3 nos britânicos.

O ouro ficaria mesmo entre suecos e iugoslavos, ambos com força máxima. A partida foi disputa no antigo Wembley, e a Suécia não encontrou muitos problemas para conseguir a vitória. Gunnar Gren abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Aos 42, Stjepan Bobek empatou, mas o destino apontava à Escandinávia. Gunnar Nordahl desempatou aos três do segundo e Gren fez 3 a 1 aos 22. O resultado confirmou o único título sueco até a atualidade.

A campanha da Suécia:
4 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 22 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/SVFF

Itália Campeã Olímpica 1936

Depois da calmaria, a tempestade estava pronta para chegar ao Torneio Olímpico. A estreia da Copa do Mundo, em 1930, mexeu com a relação entre FIFA e COI. Para os Jogos de 1932, em Los Angeles, não houve competição. A situação só seria resolvida para 1936, quando ficou acertado que apenas atletas amadores fariam parte das seleções olímpicas. Como o profissionalismo estava crescente no futebol da época, não foi difícil para FIFA e COI se acertarem.

Desta forma, a maioria dos 16 times que desembarcaram em Berlim eram compostos pelos quadros de aspirantes ou de jogadores de clubes menores. O regulamento usado nas Olimpíadas da capital alemã foi o mesmo de sempre: mata-mata a partir das oitavas de final. Sem a presença do Uruguai, que boicotou tudo o que se organizava na Europa em represália aos poucos europeus que disputaram a Copa de 1930, a principal seleção era a da Itália, que mesmo com uma equipe B era a mais forte e a favorita ao ouro.

Sua estreia foi com vitória por 1 a 0 sobre os Estados Unidos. Nas quartas, a Azzurra goleou por 8 a 0 o Japão, que surpreendentemente passou pela Suécia na fase anterior. Na semifinal, foi a vez de eliminar por 2 a 1, na prorrogação, a Noruega, que também tinha aprontado, batendo a Alemanha uma partida antes. Os noruegueses ficariam com a medalha de bronze, após fazerem 3 a 2 na Polônia.

O ouro ficaria entre Itália e Áustria, que chegou na final após vencer Egito e Polônia e perder para o Peru. Isso mesmo, o time austríaco perdeu nas quartas para os peruanos por 4 a 2. Mas a organização europeia deu um jeito de anular o jogo, alegando invasão de campo da delegação sul-americana. Em protesto, o Peru abandonou o torneio. Italianos e austríacos disputaram a decisão no Estádio Olímpico de Berlim.

Sob olhares dos ditadores Hitler e Mussolini, a Azzurra bateu o adversário por 2 a 1, gols marcados por Annibale Frossi (sempre de óculos) aos 25 minutos do segundo tempo e aos dois da etapa inicial da prorrogação - Karl Kainberger havia empatado aos 34. Ao receberam as medalhas, quase todos os atletas fizeram a saudação fascista/nazista, numa triste cultura que havia se tornado comum naqueles tempos. E isso viria a causar um mal enorme ao mundo todo, nos anos seguintes.

A campanha da Itália:
4 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 12 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Arquivo/FIGC

Brasiliense Campeão Candango 2021

Com uma campanha irretocável, a melhor de todos os tempos do Candangão, o Brasiliense conquistou o décimo título estadual em sua história de 21 anos. O campeonato foi jogado por 12 times divididos em dois grupos. O Jacaré ficou no grupo A, e na primeira fase venceu todas as suas seis partidas, já que o regulamento previu o enfrentamento entre as chaves ao invés do interno.

Na segunda fase, oito clubes formaram dois novos grupos em turno único, e o Brasiliense voltou a fazer 100% de aproveitamento em três jogos. Na terceira fase, quatro equipes compuseram o quadrangular semifinal, agora em dois turnos. Os únicos pontos perdidos pelo Jacaré foram aqui, na quinta rodada, ao empatar por 1 a 1 com o Ceilândia fora de casa.

Com 16 pontos em seis partidas, o time superou Gama e Luziânia e foi à final, contra o próprio Ceilândia. No único jogo, que definiu o primeiro campeão estadual de 2021, o Brasiliense por 1 a 0 no Mané Garrincha, voltando a comemorar no Distrito Federal, invicto, depois de quatro anos.

A campanha do Brasiliense:
16 jogos | 15 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 43 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Esportes Brasília