Internacional Campeão da Brasil Ladies Cup 2023

A Brasil Ladies Cup é uma competição que acontece ao final da temporada nacional de futebol feminino. Foi criada em 2021 numa parceria entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Federação Internacional de Football Soccer Society (FIFOS). O torneio foi criado com oito times, divididos em dois grupos, com o líder de cada passando para a final. Tudo em turno único, em tiro curto.

Em 2023, aconteceu a terceira edição do campeonato, mantendo o mesmo regulamento das duas versões anteriores. A inovação ficou por conta da presença da primeira seleção nacional na competição, o Paraguai. O outro convidado de fora do Brasil foi o Atlético Nacional, que se juntou a Internacional, São Paulo, Cruzeiro, Santos, Flamengo e Ferroviária. A primeira fase foi disputada em Santo André, no Estádio Bruno José Daniel.

Vice-campeão em 2022, o Internacional dessa vez não deu mole para o azar e ficou com o título. No grupo A, as Gurias Coloradas começaram a campanha com vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo. Na segunda rodada, as gaúchas ficaram apenas no empate por 1 a 1 com o Cruzeiro. A última rodada foi disputada contra o Atlético Nacional, e a classificação colorada foi obtida com goleada por 6 a 0 sobre as colombianas e sete pontos ao todo.

A final foi contra o Santos, vice em 2021 e que também somou sete pontos no grupo B, batendo o Flamengo no saldo de gols. A partida foi realizada em São Paulo, no Canindé. As coloradas conseguiram suportar a pressão inicial das santistas, e equilibraram as ações aos poucos. No segundo tempo, aos quatro minutos, a uruguaia Belén Aquino arriscou de fora de área e fez gol do título inédito. O Inter chegou a ter chances para ampliar o placar, mas tudo ficou no 1 a 0.

A campanha do Internacional:
4 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 9 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Juliana Zanatta/Internacional

Palmeiras Campeão Brasileiro 2023

O Brasileirão de 2023 será eternamente lembrado como o torneio das emoções extremas. O que parecia ser uma marcha triunfal do Botafogo, que chegou a abrir 13 pontos de vantagem e protagonizou o melhor primeiro turno da história, transformou-se em um colapso sem precedentes. No vácuo deixado pelo derretimento carioca, o Palmeiras provou por que é o time da virada e da resiliência, conquistando seu 12º título nacional e o segundo consecutivo da Era Abel Ferreira.

A campanha alviverde começou com uma vitória 2 a 1 sobre o Cuiabá no Allianz Parque, mas o foco do país estava no Rio de Janeiro. Enquanto o Botafogo empilhava vitórias, o Palmeiras sofria com oscilações e empates que o mantinham longe do topo. A primeira derrota, por 1 a 0 para o Bahia na 11ª rodada, na Fonte Nova, parecia confirmar que o foco do Verdão estaria em outras copas, tamanha era a distância para o líder.

Até a 30ª rodada, o Palmeiras flutuava no G-6, e a própria torcida já via o título brasileiro como um objetivo distante. Porém, a mentalidade "cabeça fria, coração quente" de Abel Ferreira e a maturidade precoce de Endrick guardavam um capítulo épico para o final.

O divisor de águas ocorreu na 31ª rodada. O confronto direto contra o Botafogo no Rio de Janeiro parecia o golpe final nas pretensões palmeirenses: o time carioca vencia por 3 a 0 no primeiro tempo. O que aconteceu na etapa final foi sobrenatural. Liderado por um Endrick imparável, o Palmeiras buscou a virada para 4 a 3 nos acréscimos, após o goleiro Weverton defender um pênalti crucial.

Ali, o campeonato mudou de dono psicologicamente. O Botafogo entrou em colapso nervoso, enquanto o Palmeiras engatou uma sequência de "finais", assumindo a liderança definitiva na 34ª rodada ao bater o Internacional por 3 a 0 em Barueri.

Diferente de 2022, o título de 2023 foi conquistado na base da superação. Com a lesão de Dudu, o time se reinventou e deu total liberdade para Endrick. O título foi encaminhado na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense em casa, na 37ª rodada, e selado na última partida, no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro no Mineirão.

Com 70 pontos, o Palmeiras garantiu a taça com dois pontos de vantagem sobre o Grêmio, e quatro sobre Atlético-MG e Flamengo. Já o Botafogo acabou apenas na quinta colocação, com 64 pontos.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 20 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 64 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto César Greco/Palmeiras

Flamengo Campeão da Copa Mercosul 1999

Sucesso no ano de estreia, a Conmebol apostou mais uma vez na Copa Mercosul e repetiu a fórmula para 1999, convidando os clubes do continente com maior audiência e torcida ao redor do Trópico de Capricórnio. Um dos participantes foi o Flamengo, que não fez boa campanha no ano anterior e saiu na fase de grupos. Desta vez, a equipe entrou disposta a fazer diferente e chegou ao título.

Na primeira fase, o Fla ficou no grupo E, com Olimpia, Colo-Colo e Universidad de Chile. A campanha começou com vitória por 2 a 1 no Olimpia em casa e goleada por 4 a 0 no Colo-Colo fora. Depois, o rubro-negro perdeu por 2 a 0 para a Católica em Santiago, e por 3 a 1 para os paraguaios em Assunção. Nos últimos dois jogos contra os chilenos no Maracanã, empate por 2 a 2 com o Colo-Colo e goleada por 7 a 0 na Católica deixou o Flamengo com dez pontos, classificado na vice-liderança.

Nas quartas de final, dois confrontos contra o Independiente. Na ida, empate por 1 a 1 em Avellaneda. Na volta, mais uma goleada por 4 a 0 no Maracanã deu a classificação ao Fla. Curiosidade: um dos gols da partida foi marcado por Romário, que logo depois deixou o clube rumo ao rival Vasco. Mesmo assim, ele ainda seria o artilheiro da competição, com oito gols.

A semifinal do Flamengo foi contra o Peñarol. Depois de vencer por 3 a 0 no Rio de Janeiro, o rubro-negro enfrentou uma pequena guerra em Montevidéu. Os uruguaios bateram muito, ainda mais após sofrer os gols de Athirson e Reinaldo. No fim, o Fla perdeu por 3 a 2, mas passou à decisão.

A final foi contra o Palmeiras, que bateu River Plate, Racing, Cruzeiro e San Lorenzo. A ida foi no Maracanã, com emoção. Os cariocas largaram na frente, sofreram a virada, empataram, ficaram atrás no placar de novo e viraram para 4 a 3 no fim das contas. A volta foi no Palestra Itália, igualmente com drama. Os paulistas abriram o placar, o Fla virou o jogo no segundo tempo com Caio e Rodrigo Mendes e sofreu outra virada em seguida. Até que apareceu o reserva Lê, que empatou por 3 a 3 a sete minutos do fim e garantiu o título inédito para o Flamengo sem precisar do terceiro jogo.

A campanha do Flamengo:
12 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 33 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Palmeiras Campeão da Copa Mercosul 1998

A Supercopa Libertadores mudou de fórmula apenas para dar o último suspiro em 1997. A competição havia saturado com a presença dos mesmos clubes independente do momento. Então, ela foi cancelada em 1998. O grande motivo para tal foi a parceria entre Conmebol e a agência Traffic, que deu início à montagem de uma nova competição para alternar com a Libertadores a partir de 1998.

Nasceu ali a Copa Mercosul, que, como sugere o nome, contava apenas com os países do bloco econômico: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O critério para a participação dos clubes era simples: ter grande torcida e ter boa audiência  televisão. A Mercosul de 1998 teve 20 participantes divididos em cinco grupos, de onde seguiam oito para o mata-mata.

Desde a primeira edição, os brasileiros dominaram. O campeão foi o Palmeiras, que já tinha levado a Copa do Brasil naquele ano e encarou a Mercosul como laboratório para a Libertadores do ano seguinte. Na primeira fase, o Verdão ficou no grupo B, com Nacional do Uruguai, Independiente e Universidad Católica. Foram seis vitórias em seis jogos: 2 a 1 no Independiente em casa, 5 a 0 no Nacional, 2 a 1 na Católica e 3 a 0 nos argentinos fora, 3 a 1 nos uruguaios e 1 a 0 nos chilenos em São Paulo. Com 18 pontos, o Palmeiras avançou sozinho às quartas de final.

O próximo adversário foi o Boca Juniors. A ida foi no velho Palestra Itália, com vitória palmeirense por 3 a 1. Na volta em La Bombonera, empate por 1 a 1 colocou o alviverde na semifinal. Contra o Olimpia e o Palmeiras avançou com vitórias por 2 a 0 em casa e por 1 a 0 no Defensores del Chaco.

O adversário na final da Copa Mercosul foi o Cruzeiro, que eliminou São Paulo, Colo-Colo, River Plate e San Lorenzo. A ida foi no Mineirão, onde ocorreu a única derrota do Palmeiras no campeonato, por 2 a 1. A volta foi no Palestra Itália, e de virada o Verdão fez 3 a 1 e forçou a terceira partida no mesmo estádio, já que o saldo de gols não era o primeiro critério. O título alviverde enfim veio com vitória por 1 a 0 no desempate, gol marcado por Arce, que pegou rebote em cobrança de falta de Zinho.

A campanha do Palmeiras:
13 jogos | 11 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 28 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Acervo/Gazeta Press

River Plate Campeão da Supercopa Libertadores 1997

A última edição da Supercopa Libertadores aconteceu em 1997. Coincidentemente, foi a mais longa de todas, com 60 partidas. Quase o dobro em relação a 1995 e 1996, que tiveram 34. Isso aconteceu porque a Conmebol adotou um regulamento com fase de quatro grupos. Na verdade, a ideia era reduzir a competição para 12 times em 1998, rebaixando o lanterna de cada chave, mas tudo foi cancelado.

Antes, a Supercopa contou com uma fase preliminar entre três times: Nacional do Uruguai, Peñarol e Vasco, que teve o título sul-americano de 1948 pela Conmebol. Por outro lado, o Argentinos Juniors foi vetado da disputa por estar na segunda divisão argentina, então o número final de participantes seguiu em 17. Na pré-Supercopa, Vasco e Peñarol avançaram.

Os brasileiros entraram no grupo 3, junto com o River Plate, que acabou como último campeão da Supercopa. Também jogaram Racing e Santos. A campanha millonaria começou com três vitórias no Monumental: 3 a 2 sobre Racing e Santos, além do histórico 5 a 1 sobre o Vasco. no returno fora de casa, o River fez outro 3 a 2 no rival local, perdeu por 2 a 1 para os paulistas e venceu por 2 a 0 os cariocas. Com 15 pontos, a equipe levou a classificação à semifinal.

O adversário seguinte do River foi o Atlético Nacional. A primeira partida aconteceu em Buenos Aires, e os millonarios venceram por 2 a 0, com dois gols de Marcelo Salas. O segundo jogo foi no Atanasio Girardot, e a vaga na final veio com derrota por 2 a 1.

Na final, o River Plate encarou o São Paulo, que passou por Flamengo, Olimpia, Vélez Sarsfield e Colo-Colo. A ida foi disputada no Morumbi, mas nenhum dos times saiu do 0 a 0. A volta aconteceu no Monumental. O primeiro tempo ficou igual a partida anterior, sem gols. No segundo, Salas abriu o placar já no primeiro minuto. Aos oito, os brasileiros empataram. Porém, Salas anotou mais um aos 13, e a vitória por 2 a 1 permaneceu até o fim. River Plate campeão.

A campanha do River Plate:
10 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/River Plate

Vélez Sarsfield Campeão da Supercopa Libertadores 1996

Chegamos a 1996, e a Supercopa Libertadores manteve a mesma fórmula de disputa. Ou seja, mata-mata com sete confrontos simples e um em triangular. Nesta oportunidade, a Conmebol resolveu colocar três argentinos para disputar uma vaga nas quartas: Boca Juniors, Racing e Argentinos Juniors, com a vaga ficando com o primeiro.

Mas o título foi para outra região de Buenos Aires, o Liniers. Logo na segunda participação, o Vélez Sarsfield chegou ao título, confirmando a década de 1990 como a melhor da história do clube. A jornada teve início contra o Grêmio. Em Porto Alegre, "el fortín" conseguiu um belo empate por 3 a 3. No José Amalfitani, vitória por 1 a 0 classificou a equipe às quartas.

O próximo adversário foi o Olimpia, mas o confronto desta vez foi aberto em Buenos Aires. Em casa, o Vélez encaminhou a classificação ao vencer por 3 a 0. A volta aconteceu no Defensores del Chaco, em Assunção, com novo triunfo azul, por 1 a 0.

Na semifinal, o Vélez encarou o Santos. A primeira partida foi no Brasil, mas longe de São Paulo. Em Uberlândia, o fortín venceu por 2 a 1, gols de Martín Posse e do goleiro José Luis Chilavert, de pênalti. O segundo jogo foi no José Amalfitani, e bastou o empate por 1 a 1 para os argentinos chegarem à decisão.

Na final, o Vélez Sarsfield enfrentou o Cruzeiro, que superou Nacional do Uruguai, Boca Juniors e Colo-Colo. A ida foi no Mineirão. O empate já era bom para o fortín, mas um pênalti aos 42 minutos do segundo tempo deixou tudo ainda melhor. Chilavert bateu e fez 1 a 0. A volta foi no José Amalfitani, e tudo ficou perfeito já no terceiro minuto, com o gol de Patricio Camps. Aos sete, os cruzeirenses anotaram contra, e o 2 a 0 deu o título invicto ao Vélez.

A campanha do Vélez Sarsfield:
8 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/El Gráfico

Independiente Campeão da Supercopa Libertadores 1995

A Supercopa Libertadores atingiu o ápice de participantes a partir de 1995. Com a entrada do Vélez Sarsfield um ano depois do título continental, a competição foi para 17 times. Para manter o mata-mata perfeito, a Conmebol determinou que uma das oito chaves das oitavas de final seria um triangular. São Paulo, Olimpia e Boca Juniors fizeram quatro jogos cada, com classificação foi brasileira.

Os outros sete confrontos foram simples, que levaram à mais uma conquista do Independiente, que chegou ao bicampeonato consecutivo. A campanha roja começou contra o mesmo adversário de 1994: o Santos. No primeiro jogo, apenas empate por 1 a 1 na Doble Visera. Na segunda partida, outro empate por 2 a 2 na Vila Belmiro levou a disputa aos pênaltis, onde os argentinos venceram por 3 a 2. 

Nas quartas, o Independiente encarou o Atlético Nacional. A ida aconteceu Medellín, no Atanasio Girardot, terminando com derrota argentina por 1 a 0. A volta foi na Doble Visera, e os rojos precisavam partir ao ataque para reverter o resultado. Ainda no primeiro tempo, Gustavo López anotou os dois gols que deram a vitória por 2 a 0 e mais uma classificação.

A semifinal foi um clássico argentino, entre Independiente e River Plate. A primeira partida foi em Avellaneda, mas os rojos iniciaram levando dois gols. A reação e o empate por 2 a 2 veio na etapa final. O segundo jogo foi no Monumental, acabando em outro empate, por 0 a 0. Nos pênaltis, o Independiente mais uma vez foi melhor e venceu por 4 a 1.

A decisão da Supercopa foi entre Independiente e Flamengo, que eliminou Vélez Sarsfield, Nacional do Uruguai e Cruzeiro. A ida foi disputada na Doble Visera, e o time rojo começou muito bem, marcando logo no primeiro minuto com Javier Mazzoni. Aos 27 do segundo tempo, Cristian Domizzi fez 2 a 0. A volta aconteceu no Maracanã, e os argentinos seguraram o ímpeto de 105 mil torcedores ao perder por apenas 1 a 0, insuficiente para tirar o bicampeonato rojo.

A campanha do Independiente:
8 jogos | 2 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 9 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/El Gráfico