Argentina Campeã da Copa América 2021

Louca por invencionices, a Conmebol mexeu mais uma vez na estrutura da Copa América. Com a desculpa do realinhamento de calendário aos anos pares, a entidade resolveu organizar mais uma edição do campeonato em 2020, um ano depois da última edição realizada até ali, repetindo o que havia acontecido em 2015 e 2016. Ficou acertado então que a disputa seria sediada em dois países, Colômbia e Argentina, com 12 seleções divididas em dois grupos, seguido de quartas, semi e final.

Porém, o mundo entrou na pandemia de covid-19 no início de 2020, fazendo a Conmebol adiar a Copa América para 2021. Só que, perto de começar, os convidados Catar e Austrália desistiram de jogar e Colômbia e Argentina abriram de organizar o campeonato, um alegando caos social no país, o outro alegando a própria pandemia. No fim, o Brasil se ofereceu para ser o anfitrião, resolvendo o problema. Mais ainda no fim, nenhuma das quatro cidades-sedes - Rio de Janeiro, Brasília, Cuiabá e Goiânia - liberou o público nos estádios, a fim de evitar aglomerações e a propagação do vírus da covid-19.

A primeira fase do torneio aconteceu com duas chaves de cinco times. No grupo A, a Argentina deu início à campanha que colocou fim na fila de 28 anos sem títulos com o time principal e deu à Lionel Messi sua primeira conquista de seleções. Os adversários de La Albiceleste foram Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Na estreia, a equipe empatou por 1 a 1 com os chilenos. Depois do tropeço, os argentinos emendaram três vitórias, por 1 a 0 sobre os uruguaios, por 1 a 0 sobre os paraguaios e por 4 a 1 sobre os bolivianos. Ao final da fase, a Argentina se classificou na liderança, com dez pontos. 

Nas quartas de final, La Albiceleste enfrentou o Equador. Com gols de Rodrigo De Paul, Lautaro Martínez e Messi, os argentinos venceram por 3 a 0. Na semifinal, foi a vez de encarar a Colômbia. Depois de empatar por 1 a 1 no tempo normal, a Argentina conseguiu a vaga na final ao ganhar por 3 a 2 nos pênaltis. O destaque da classificação foi o goleiro Emiliano Martínez, que defendeu três cobranças colombianas.

Na final, a Argentina fez o clássico contra o Brasil, que superou Venezuela, Chile e Peru. A partida foi disputada no Maracanã, diante de 7.800 pessoas, sob autorização da prefeitura do Rio de Janeiro. La Albiceleste conquistou o título ao vencer por 1 a 0, gol marcado por Ángel Di María aos 22 minutos do primeiro tempo. Em plena casa brasileira, os argentinos quebraram o tabu de quase três décadas sem levantar uma taça. Além disso, também acabaram com outra marca histórica: o Brasil jamais havia perdido uma Copa América quando foi país-sede. Aconteceu pela primeira vez.

A campanha da Argentina:
7 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 12 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Heuler Andrey/Dia Esportivo/Foto Baires

Brasil Campeão da Copa América 2019

O calendário da Copa América voltou ao normal em 2019. Na oportunidade, a competição foi sediada no Brasil. Foi a quinta vez na história que a competição aconteceu em terras brasileiras, em movimentação que corroborou com o sistema de rodízio de sedes e a prometida inversão de posição com o Chile.

O regulamento da Copa América também voltou ao normal de 12 participantes, os dez sul-americanos e os dois convidados. Mas, diferentemente do que vinha acontecendo desde 1993, nenhum deles foi o México ou algum outro das Américas do Norte e Central. As vagas foram preenchidas por Japão e Catar, o primeiro repetindo 1999 e o segundo para dar experiência ao anfitrião da Copa do Mundo de 2022.

Acima de tudo isso, estava o fato de que o Brasil jamais havia perdido a competição em casa. Era preciso manter a escrita. Escaldada pelos fracassos recentes tanto em mundiais quanto em sul-americanos, a seleção Canarinho foi com tudo para buscar o nono título. A equipe enfrentou Bolívia, Venezuela e Peru no grupo A da primeira fase.

Na estreia, os brasileiros venceram por 3 a 0 os bolivianos em São Paulo, no Morumbi. A euforia abaixou na segunda rodada, no empate por 0 a 0 com os venezuelanos em Salvador, na Fonte Nova. A situação melhorou na rodada final, na goleada por 5 a 0 sobre os peruanos novamente em São Paulo, mas na Arena Corinthians. No fim, o Brasil se classificou como líder da chave, com sete pontos.

Nas quartas de final, a Canarinho enfrentou o Paraguai, mas voltou a ficar no 0 a 0 em Porto Alegre, na Arena do Grêmio. A classificação teve que vir nos pênaltis, por 4 a 3, que acabou com os traumas das eliminações de 2011 e 2015 na mesma fase, para o mesmo adversário e na mesma condição. Na semifinal, contra a Argentina, o Brasil às boas atuações e venceu por 2 a 0 em Belo Horizonte, no Mineirão.

O Brasil estava de volta à decisão da Copa América após 12 anos. O adversário foi o Peru, que eliminou Bolívia, Uruguai e Chile. Os brasileiros eram francos favoritos ao título, que foi disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro. Com o apoio do torcedor, a Canarinho não deu chances aos peruanos e venceu por 3 a 1, com gols de Everton, Gabriel Jesus e Richarlison, os dois primeiros na etapa inicial e o último na etapa complementar.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Luis Acosta/AFP

Chile Campeão da Copa América 2016

Em 2016, a Conmebol completou 100 anos de existência, e a entidade não quis passar a data em branco de nenhuma maneira. Para tanto, foi criada uma edição extra da Copa América, apenas um ano depois da realização da mais recente. Foi o pretexto para que fossem tentadas mudanças, como o regulamento com 16 seleções e a sede totalmente incomum e fora da América do Sul, nos Estados Unidos. Oficialmente, a competição chamou-se Copa América Centenário, com troféu especial.

A organização do torneio foi em parceria com a Concacaf, que comanda o futebol nas Américas do Norte e Central. Além dos Estados Unidos, os demais convidados foram México, Costa Rica, Jamaica, Haiti e Panamá, o que fez a quantidade de grupos pular de três para quatro.

O título ficou mais uma vez com o Chile, que não tinha mais Jorge Sampaoli como técnico, em campanha de crescimento no andamento do campeonato. Sob o comando de Juan Antonio Pizzi, o time ficou no grupo D, contra Argentina, Bolívia e Panamá. A estreia foi com derrota por 2 a 1 para os argentinos. A primeira vitória veio sobre os bolivianos, por 2 a 1. A fase terminou com outra vitória, por 4 a 2 sobre os panamenhos. Com seis pontos, La Roja se classificou na vice-liderança.

O Chile foi embalando aos poucos rumo ao bicampeonato consecutivo. Nas quartas de final, eliminou o México com uma goleada inesperada por 7 a 0, com quatro gols de Eduardo Vargas, dois de Edson Puch e um de Alexis Sánchez. Na semifinal, venceu a Colômbia por 2 a 0, com gols de Charles Aránguiz e José Pedro Fuenzalida, o que garantiu mais uma final aos chilenos.

O adversário seria mais uma vez a Argentina, repetindo a decisão de 2015 e a estreia semanas antes. Os argentinos, além de Bolívia e Panamá, também passaram por Venezuela e Estados Unidos. Desta vez, La Roja não teria o fator local a favor, com a partida acontecendo no Estádio MetLife, localizado no distrito de East Rutherford, na região de Nova York e Nova Jersey.

Com menos apoio do torcedor nas arquibancadas, o Chile se reservou apenas a espantar o ataque argentino e especular os contra-ataques. Os times tiveram um expulso de cada lado, e assim como em 2015, o placar não saiu do 0 a 0 em 120 minutos. De novo, os pênaltis definiram o título entre chilenos e argentinos. E de novo, o Chile foi mais eficiente nas cobranças. Arturo Vidal perdeu a primeira, mas Nicolás Castillo, Aránguiz, Jean Beausejour e Francisco Silva converteram as suas e a equipe conquistou o segundo título sul-americano na história.

A campanha do Chile:
6 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Omar Torres/AFP/Getty Images

Chile Campeão da Copa América 2015

A Copa América sempre foi palco para boas histórias. Na edição de 2015, tivemos um grande exemplo do que acontece quando torcida e time jogam juntos pelo mesmo objetivo. Segundo o rodízio de sedes, a disputa era para ter acontecido no Brasil. Mas a sucessão de eventos em solo brasileiro, como a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016,  fez com a Conmebol trocar a ordem da fila com o Chile.

Sorte dos chilenos. Com uma das melhores gerações de jogadores na história da seleção, e sob ordens do técnico Jorge Sampaoli, La Roja chegou ao título inédito e tão desejado pelo povo, que lotou o Estádio Nacional de Santiago em todas as partidas da campanha. A equipe disputou a primeira fase da competição no grupo A, junto com Equador, México e Bolívia. Na estreia, o Chile venceu os equatorianos por 2 a 0. Na segunda partida, foi a vez do time protagonizar um emocionante empate por 3 a 3 com os mexicanos. Na última rodada, o resultado foi de goleada por 5 a 0 sobre a bolivianos. Com sete pontos, os chilenos avançaram na primeira colocação da chave.

Nas quartas de final, o Chile venceu o Uruguai por 1 a 0, gol anotado por Mauricio Isla. Na semifinal, La Roja enfrentou aquele que é considerado o seu principal rival, o Peru. Com gols de Eduardo Vargas, a equipe venceu os peruanos por 2 a 1 para voltar à decisão da Copa América depois de 28 anos.

O adversário na final foi a Argentina, que passou por Jamaica, Colômbia e Paraguai. O time argentino também tinha seus motivos para almejar o troféu, como a fila de 23 anos sem títulos e o frustrante vice na Copa do Mundo em 2014. Mas o Chile tinha o ambiente a seu favor, com  mais de 45 mil torcedores dentro do Nacional de Santiago para o confronto.

A disputa foi intensa e com lances de parar o coração, como o gol argentino perdido nos acréscimos do segundo tempo. Em 120 minutos de jogo, a bola não entrou na rede. Com o 0 a 0 no placar, a definição aconteceu nos pênaltis. Pelo lado chileno, Matías Fernández, Arturo Vidal e Charles Aránguiz acertaram as três primeiras cobranças, enquanto a Argentina só converteu uma chance.

Na quarta e decisiva cobrança, Alexis Sánchez acertou uma cavadinha com a maior frieza do mundo para fazer 4 a 1 e dar o título inédito ao Chile. O país venceu a Copa América pela quarta, e imediatamente começou a preparação para a disputa da edição especial do ano seguinte, em mais uma das invencionices da Conmebol.

A campanha do Chile:
6 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/FFCH

Uruguai Campeão da Copa América 2011

Um ciclo terminou, outro começou. Depois de 34 anos, a Copa América retornou à Argentina, dando início a um novo rodízio de sedes. De quebra, a competição voltou à sua configuração de periodicidade original, a cada quatro anos, sempre um após a disputa da Copa do Mundo. O torneio foi marcado pelos resultados inesperados e estranhos, como as quedas precoces de Argentina e Brasil, nas quartas de final e ambos nos pênaltis. O primeiro caiu para o Uruguai, já o outro ficou diante do Paraguai, com o vexame de ter errado todas as cobranças.

O título acabou com o Uruguai, pela 15ª vez e depois de 16 anos anos de fila. Renascida, La Celeste vinha embalada pela quarta colocação no Mundial, treinada por Óscar Tabárez e liderada em campo pela experiência de Diego Forlán e Diego Lugano, e o talento de Luis Suárez e Edinson Cavani, que começavam a entrar no auge das carreiras.

Os uruguaios ficaram no grupo C, contra Peru, Chile e México. Na estreia, os uruguaios empataram por 1 a 1 com os peruanos. Na segunda rodada, ante os chilenos, outro empate por 1 a 1. A primeira vitória e a classificação vieram na última partida, por 1 a 0 em cima dos mexicanos. De modo simples, com cinco pontos, o Uruguai encerrou a fase de grupos na vice-liderança da chave.

Nas quartas de final, foi a vez de enfrentar a dona da casa, a Argentina. E mais uma vez o 1 a 1 imperou no placar, no que levou o jogo à disputa de pênaltis. Por 5 a 4, La Celeste venceu a disputa e avançou mais uma vez, tornando-se a principal favorita ao título. Na semifinal, o Peru voltou a ser adversário, e desta vez o resultado foi diferente do empate na primeira fase, na vitória por 2 a 0. Os gols foram marcados por Luis Suárez.

Na final, o adversário o Paraguai, que fez até ali uma campanha muito incomum, com cinco empates em cinco jogos, eliminando Equador, Brasil e Venezuela. A partida foi realizada no Estádio Monumental, em Buenos Aires, com uma onda de torcedores uruguaios nas arquibancadas. A série de empate dos paraguaios estava prestes a ser encerrada, e da pior maneira para eles. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Suárez abriu o placar uruguaio. Aos 41, Diego Forlán ampliou.

A decisão foi jogada de maneira tranquila, sem nenhuma ameaça à conquista de La Celeste. Aos 44 minutos do segundo tempo, Forlán fez 3 a 0 e decretou os números finais do título do Uruguai na Copa América, que desempatou o ranking histórico com a a Argentina.

A campanha do Uruguai:
6 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 9 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/AUF

Brasil Campeão da Copa América 2007

Após a primeira disputa de Copa América em ano par desde 1975, a Conmebol voltou à programação original na edição de 2007, seguindo com a transição da periodicidade bienal para quadrienal. A sede foi a Venezuela, completando o rodízio, iniciado em 1987, que colocou os dez países como anfitriões. Pela primeira vez na organização de um campeonato exclusivo de futebol, o país fez do torneio uma Copa do Mundo particular, com nove grandes estádios construídos ou reformados.

Com o estreante Dunga como técnico, o Brasil entrou para defender o título sul-americano com um time bastante modificado em relação ao que fracassou na Copa do Mundo de 2006. No grupo B, os adversários foram México, Chile e Equador. A estreia não poderia ter sido pior, pois os brasileiros atuaram mal e perderam por 2 a 0 para os mexicanos. A recuperação veio no jogo seguinte, na vitória por 3 a 0 sobre os chilenos. Na última rodada, foi a vez de fazer 1 a 0 sobre os equatorianos. Os resultados deixaram a seleção Canarinho classificada apenas na segunda colocação da chave, com seis pontos. 

Nas quartas de final, o Brasil voltou a encontrar o Chile. Se na fase inicial foram três gols, no mata-mata a conta dobrou: goleada por 6 a 1, fora o baile brasileiro. As dificuldades só voltariam na semifinal, contra o Uruguai. A seleção Canarinho ficou duas vezes à frente do placar, com gols de Maicon e Júlio Baptista, mas cedeu o empate aos uruguaios em ambas as oportunidades. O 2 a 2 levou a partida aos pênaltis, e por 5 a 4 o Brasil conquistou seu lugar na decisão.

Pela segunda vez seguida, a final da Copa América contou com Brasil e Argentina. Para chegar junto, os argentinos tiveram que derrubar Colômbia, Estados Unidos, Peru e México. Mas, diferentemente do que aconteceu três anos antes, quando as coisas só foram decididas no último lance do jogo e depois nos pênaltis, as coisas foram resolvidas mais rapidamente no Estádio Pachencho Romero, na cidade de Maracaibo.

Isso porque Júlio Baptista abriu o placar para os brasileiros logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Aos 40, o zagueiro Roberto Ayala tentou cortar uma bola cruzada na área e acabou atirando contra o próprio gol, ampliando o placar. Aos 24 do segundo tempo, Daniel Alves fechou a conta, marcando 3 a 0. O resultado tranquilo deu a oitava conquista da Copa América do Brasil. Além disso, também impôs mais um tempo na fila de títulos à Argentina, que ainda teria de esperar mais de uma década para voltar a comemorar.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 15 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Sérgio Pinto/CBF

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2024

O maior campeão maranhense está de volta. O Sampaio Corrêa chegou ao 37º título estadual em 2024, voltando a conquistar a taça após ter sua sequência interrompida em 2023, e em um campeonato que custou para terminar.

Oito times participaram do Maranhense, que teve fórmula com a primeira fase em dois turnos. Em 14 partidas, a Bolívia Querida conseguiu oito vitórias, quatro empates e duas derrotas, que deixaram a equipe com 28 pontos, classificada na vice-liderança. Na semifinal, eliminou o Imperatriz com vitórias por 2 a 0 fora de casa e por 3 a 0 no Castelão em São Luís.

Na final, o Sampaio Corrêa enfrentou o Maranhão, que passou pelo Tuntum na semi. O primeiro jogo acabou empatado por 3 a 3. Só que, dias depois, a partida foi anulada porque o Tuntum foi punido com a perda de quatro pontos na primeira fase, caindo posições e ficando fora do mata-mata. Quem entrou no lugar foi o Moto Club, que fez nova semifinal contra o Maranhão.

Após o Maranhão ter tido que passar por nova semi, a decisão foi refeita. Os dois jogos foram no Castelão. Na ida, o Sampaio melhorou o resultado e venceu por 1 a 0. Na volta, outro triunfo por 1 a 0 confirmou o título tricolor.

A campanha do Sampaio Corrêa:
18 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 31 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Ronald Felipe/Sampaio Corrêa