Real Brasília Campeão Candango Feminino 2024

Há anos o principal clube do futebol feminino do Distrito Federal, o Real Brasília confirmou a lógica e levou mais um título do Candangão, o sexto em sua história. A conquista veio logo após mais uma temporada de manutenção no Brasileirão Série A1.

A competição estadual teve cinco participantes, que se enfrentaram em dois turnos. Os dois melhores se classificaram para a final. Nas oito partidas que disputaram na primeira fase, as Leoas do Planalto conseguiram sete vitórias e um empate. Entre os principais resultados, está a goleada por 12 a 1 sobre o Botafogo. Com 22 pontos, o Real Brasília foi à decisão na primeira colocação.

A final do Candangão foi entre Real Brasília e Minas Brasília, confronto que ocorreu nas últimas seis disputas. E em todas elas o resultado foi de vitória para as Leoas. Em 2024, a partida foi realizada no Estádio Bezerrão, no Gama. O placar do título foi de 2 a 0.

A campanha do Real Brasília:
9 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 36 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Real Brasília

3B da Amazônia Campeão Amazonense Feminino 2024

O 3B Sport, de Manaus, teve um ano de 2024 histórico. No Campeonato Brasileiro Série A2, o time conquistou o inédito acesso e terminou com o vice-campeonato, que vão levar à disputa do Brasileirão Feminino em 2025. No Campeonato Amazonense, conseguiu o bicampeonato com ampla superioridade sobre os adversários, chegando ao quarto título estadual ao todo.

O Barezão Feminino teve dez times na disputa, mas só oito deles entraram desde o início. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos, que definiram os confrontos na segunda fase. Na etapa seguinte, essas partidas apontaram quatro classificados para a terceira fase, que por fim determinou os dois classificados à semifinal.

O 3B da Amazônia começou a campanha exatamente nesta semifinal, assim como o Itacoatiara. Isso aconteceu porque ambos os clubes estavam dedicados à disputa do Brasileirão Série A2. O adversário da equipe foi o Manaus, o qual goleou por 13 a 1. Na final, contra o Tarumã, o 3B chegou ao título com mais duas goleadas, ambas na Arena da Amazônia, por 8 a 0 e por 4 a 0. 

A campanha do 3B da Amazônia:
3 jogos | 3 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 25 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Deborah Melo/FAF

Vila Nova Campeão Goiano Feminino 2024

Chegou a hora de passar a limpo mais um ano de estaduais femininos no blog. Esta é quinta temporada de postagens, que virou tradição. Em 2020, tivemos sete pôsteres. Em 2021, foram 11. Em 2022, trouxemos 14. Em 2023, batemos o recorde de 17. E em 2024, serão 16 fotos.

Os pôsteres equivalem aos Estados presentes na Série A1 e na Série A2 do Brasileiro, os que conquistaram o acesso na Série A3, além de Goiás. As postagens serão feitas em ordem crescente de importância.


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Começamos por Goiás, que em 2024 não teve nenhum representante na Série A1 e Série A2 do Brasileiro, e também não conseguiu o acesso na Série A3. Neste ano, o Vila Nova quebrou a sequência do Aliança e conquistou o título pela segunda vez na história. O outro havia ocorrido em 2021.

O campeonato ficou marcado pelo fim da parceria entre o Aliança e o Goiás. Com isso, o Tigre se aproveitou para recuperar seu espaço. Oito clubes se enfrentaram em dois turnos distintos, que deram uma vaga cada para a final. Mas isso não foi necessário.

No primeiro turno, o Vila Nova venceu seis vezes, perdeu uma (1 a 0 para o Aliança) e terminou na liderança com 18 pontos, superando o Atlético-GO no saldo de gols. Já no segundo turno, o time venceu todas as sete partidas, a maioria por goleada, como os 10 a 0 sobre o Trindade e os 27 a 0 sobre o Vasco de Itaberaí. Na última rodada, a vitória por 4 a 1 sobre o Aliança no CT Buriti Sereno confirmou a conquista vermelha. 

A campanha do Vila Nova:
14 jogos | 13 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 91 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Divulgação/Vila Nova

Remo Campeão Paraense 1975

O Remo conseguiu em 1975 seu 25º título paraense. A conquista também representou mais um tricampeonato na história do clube, pela quarta vez. O fato não acontecia desde 1954 e reafirmou o clube azulino como o principal do Norte brasileiro na metade da década de 1970.

Para chegar lá, o Leão Azul teve que passar por um torneio que foi tão rápido quanto confuso. Oito clubes participaram. Na primeira fase, todos se enfrentaram, mas com classificações separadas em dois grupos. Os dois primeiros de cada chave passaram ao quadrangular que apontou um finalista. A segunda fase foi disputada pelos três primeiros de cada grupo da etapa anterior. Novamente todos se enfrentaram, porém sem divisões em chaves. Os quatro primeiros foram ao quadrangular que determinou o outro finalista.

O Remo começou a campanha no grupo B, que teve ainda Tuna Luso, Tiradentes e Liberato de Castro. Na estreia, o time goleou o Sporting de Belém por 7 a 0 no Baenão. Nos seis jogos seguintes, vieram mais cinco vitórias e um empate, que deixaram os azulinos na liderança da chave com 13 pontos. No quadrangular, a goleada por 4 a 0 sobre o Castanhal, o empate por 1 a 1 com a Tuna Luso e a vitória por 1 a 0 sobre o Paysandu colocaram o Remo na decisão com cinco pontos.

A conquista da primeira fase deu dois pontos extras ao Leão na segunda etapa. Na estreia, a equipe fez 2 a 0 no Castanhal. Depois, obteve mais quatro vitórias e um empate. Com 11 pontos, o Remo liderou o hexagonal e foi ao quadrangular, onde fez 5 a 0 no Castanhal, 1 a 0 na Tuna Luso e empatou sem gols com o Paysandu. Novamente com cinco pontos, o Remo levou também a segunda fase e outros dois pontos extras para a final.

Como o regulamento não previa título antecipado, o time azulino precisou disputar a decisão contra o time de melhor campanha ao todo fora si próprio, que foi o rival Paysandu. Porém, a vantagem era toda do Leão que, com os dois pontos de bônus, podia ser campeão com um simples empate. Só haveria uma segunda partida caso ocorresse a derrota do Remo. Mas o time venceu o Repa por 2 a 1 no Baenão e conquistou outro título de maneira invicta.

A campanha do Remo:
19 jogos | 15 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 51 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Remo

Goiás Campeão Goiano 1975

No primeiro Campeonato Goiano realizado após a inauguração do Estádio Serra Dourada, em 1975, o Goiás chegou ao quarto título na história. E, a partir de então, iniciar um crescimento que o levaria a ser o maior campeão estadual algumas décadas depois.

Com um dos regulamentos mais simples para a época, a competição de 1975 teve a participação de 11 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram uma vez, com o líder garantindo uma vaga na final. A segunda fase foi igual, com o primeiro colocado preenchendo a outra vaga na decisão.

A campanha do Esmeraldino começou na vitória por 3 a 1 em cima da Anapolina em casa. Depois, seguiu com mais cinco triunfos e quatro empates até o fim da primeira fase. O time ficou invicto, mas o excesso de empates prejudicou na classificação final. Com 16 pontos, o Goiás terminou na segunda posição do turno, um ponto atrás do Goiânia, que se classificou para a final.

O jeito foi ganhar a segunda fase. Na estreia, o Esmeraldino venceu novamente a Anapolina, desta vez por 2 a 0 e fora de casa. Em casa, a primeira vitória veio na segunda rodada, também por 2 a 0 e em cima do Atlético, em clássico disputado no Serra Dourada. Na sequência, a equipe emendou outras seis vitórias e dois empates, que a deixaram com 18 pontos. Com menos empates, o Goiás enfim conseguiu seu lugar na decisão, com dois pontos de vantagem em cima do surpreendente Itumbiara, que deixou para trás Goiânia, Atlético e Vila Nova.

A final do Goianão de 1975 foi um replay da decisão do ano anterior, entre Goiás e Goiânia. Mas o Esmeraldino queria que desta vez o resultado fosse diferente. O confronto aconteceu em melhor de três no Serra Dourada. Na primeira partida, o Goiás venceu por 1 a 0. O segundo jogo terminou empatado por 0 a 0, adiando a conquista verde e dando a esperança da virada aos alvinegros.

Na terceira partida, o Goiás entrou com a vantagem do empate, mas chegou ao título invicto com vitória por 3 a 0 e sem dar qualquer chance ao rival, que ali iniciou um interminável jejum de títulos.

A campanha do Goiás:
23 jogos | 16 vitórias | 7 empates | 0 derrotas | 42 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás

Ceará Campeão Cearense 1975

Após ser duas vezes vice para o maior rival, o Ceará se redimiu em 1975 e reconquistou o título cearense, o 22º estadual de sua história e o primeiro obtido dentro do Castelão, inaugurado em 1973.

O torneio estadual daquele ano teve a participação de 11 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com o líder se garantindo na final e os seis melhores seguindo em frente. Na segunda fase, os seis classificados disputaram mais um turno, com outra vaga na decisão para o líder. Na terceira fase, os quatro classificados da etapa anterior disputaram um quadrangular também em turno único. O líder ficou com a terceira vaga na final.

O Vozão começou a campanha com empate sem gols com o América de Fortaleza em casa. A primeira vitória aconteceu na segunda rodada, por 1 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte. Na capital, o primeiro triunfo só aconteceu no quinto jogo, por 2 a 0 sobre o Guarani de Juazeiro. Em dez partidas, o time alvinegro conseguiu seis vitórias, três empates e uma derrota, que o deixaram em segundo lugar, com 15 pontos. Foram dois pontos a menos que o Fortaleza, que se classificou à decisão.

Na estreia da segunda fase, o Vozão venceu o Calouros do Ar por 2 a 0, o que deu início a uma sequência de 100% de aproveitamento. Nos outros quatro jogos, a equipe fez 1 a 0 no Ferroviário, 4 a 0 no Guarany de Sobral, 3 a 2 no Tiradentes e 3 a 0 no Fortaleza. Com dez pontos, o Ceará terminou em primeiro e conseguiu sua vaga na final.

A terceira fase foi composto por Ceará, Fortaleza, Ferroviário e Tiradentes. Na abertura, os alvinegros empataram sem gols com o Tiradentes. Na segunda rodada, venceram o Ferroviário por 2 a 1. No último jogo, ganharam o Clássico-Rei por 2 a 0 e faturaram o grupo com cinco pontos.

Com duas fases conquistadas, o Ceará foi à decisão contra o Fortaleza com a vantagem de poder ser campeão com empate de pontos nos dois jogos, ambos no Castelão. No primeiro, o Vozão saiu derrotado por 2 a 0. Assim, só a vitória serviria para o título na segunda partida, independente do placar. Mas o triunfo veio por outro 2 a 0, que freou o tri do rival e devolveu a taça aos alvinegros.

A campanha do Ceará:
20 jogos | 14 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 36 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Ceará

Avaí Campeão Catarinense 1975

Os clubes de Florianópolis dominaram o futebol catarinense na primeira metade da década de 1970. Com dois títulos para cada, Avaí e Figueirense retomaram a hegemonia do futebol de Santa Catarina para a capital. Porém, a conquista de 1975 por parte do Leão da Ilha foi a última daquele momento. A próxima viria para a clube apenas 13 anos depois.

O Campeonato Catarinense de 1975 13 participantes. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, mas divididos em dois grupos. Os quatro melhores de cada chave avançaram à segunda fase, que foi disputada do mesmo modo que a etapa anterior. O líder de cada grupo se classificou à final, que foi realizada em melhor de três jogos.

O Avaí ficou no grupo B, junto com Chapecoense, Inter de Lages, Marcílio Dias, Caxias de Joinville, Carlos Renaux e Próspera. Na estreia, o time goleou o Caxias por 4 a 1 no Adolfo Konder. Depois, somou mais 15 vitórias, cinco empates e três derrotas nas 23 partidas seguintes. Com 37 pontos, o Leão se classificou na primeira colocação da chave.

Na segunda fase, o Avaí seguiu com Chapecoense, Inter de Lages e Marcílio Dias. No outro grupo, atuaram Figueirense, Palmeiras de Blumenau, América de Joinville e Juventus de Rio do Sul. O Leão iniciou a etapa com empate sem gols diante do Marcílio Dias, em Itajaí. Nos 13 jogos restantes, a equipe acumulou seis vitórias, cinco empates e duas derrotas. Os resultados deixaram o Avaí na liderança com 18 pontos, cinco a mais que a vice Chapecoense.

Classificado à decisão, o Avaí disputou o título com o rival Figueirense, que liderou o grupo A. A primeira partida aconteceu no Orlando Scarpelli. Fora de casa, o Leão não resistiu e saiu derrotado por 3 a 2. O segundo jogo foi em casa, no Adolfo Konder. Na obrigação de não perder, o Avaí igualou o confronto ao vencer por 3 a 0. Ambos os times foram à terceira partida com dois pontos.

A partida derradeira aconteceu no Orlando Scarpelli. Como os times estavam empatados em pontos, o título ficaria com o vencedor do terceiro clássico. E o Avaí fez um papel bem diferente em relação ao primeiro jogo. Venceu fora de casa por 1 a 0 e conquistou o 11º título estadual.

A campanha do Avaí:
41 jogos | 24 vitórias | 11 empates | 6 derrotas | 72 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Arquivo/Avaí