Fato raro de se ver naquela época, a Série B manteve o mesmo número de participantes de uma temporada para outra. Em 1995, novamente 24 equipes lutaram pelas duas vagas de acesso, enquanto, na outra ponta da tabela, os dois piores clubes seriam rebaixados para a Série C do ano seguinte.
O regulamento sofreu uma alteração, que foi a inclusão de mais uma fase antes da final, que deixou de ser em mata-mata e virou um quadrangular. Outra novidade foi a consolidação das vitórias valendo três pontos. Em campo, a dupla Atletiba se destacou, mas, no final, o título ficou nas mãos do Athletico-PR.
Na primeira fase, o Furacão esteve no Grupo C e terminou na liderança, somando 23 pontos com sete vitórias, dois empates, uma derrota e uma vantagem de nove pontos sobre o vice Goiatuba.
Quatro equipes se classificaram por chave e os 16 sobreviventes formaram quatro novos grupos na segunda fase. No Grupo G, o rubro-negro ficou ao lado de Mogi Mirim, Londrina e Novorizontino. Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o Athletico classificou-se na liderança com 13 pontos.
Na terceira fase, os oito times restantes dividiram-se em dois grupos de quatro. O Furacão jogou no Grupo I contra Central, Bangu e Sergipe. Em seis partidas, o clube fez jus ao apelido e foi avassalador: conquistou cinco vitórias e um empate. Os 16 pontos somados garantiram a vaga no quadrangular final.
Para a fase decisiva, além do Athletico, chegaram vivos o Coritiba, o Mogi Mirim e o Central. Na abertura, o Furacão foi até Pernambuco e venceu o Central por 1 a 0. No jogo seguinte, o primeiro clássico da fase terminou empatado em 1 a 1 na antiga Baixada. A recuperação veio com uma vitória por 1 a 0 sobre o Mogi Mirim, em Curitiba. O placar se repetiu no interior paulista na rodada seguinte, carimbando matematicamente o acesso do rubro-negro à elite.
Na quinta rodada, o Athletico liderava com dez pontos, contra sete do Coritiba. Uma vitória no Atletiba, em pleno Couto Pereira, daria o título antecipado ao Furacão. Contudo, o time teve uma atuação abaixo da média e perdeu por 3 a 0, resultado que também garantiu o rival na elite de 1996.
A definição do campeão ficou para a última rodada. No interior paulista, o Coritiba não passou de um empate com o Mogi Mirim. Enquanto isso, na Baixada, o Athletico empilhou gols com a histórica dupla Oséas e Paulo Rink e goleou o Central por 4 a 1. A vitória sacramentou o título da Série B de 1995.

Eu sou o Neto,joguei nesse time porra,kkkkk!!!
ResponderExcluir