Vasco Campeão Brasileiro 2000

O Campeonato Brasileiro de 2000 foi o ápice do caos jurídico e administrativo no futebol do país. Com o imbróglio envolvendo o Gama e o conflito de decisões sobre a sua participação no torneio entre STJD (contra) e a Justiça Comum (a favor), a CBF viu-se impedida de organizar o certame. A solução foi delegar a tarefa ao Clube dos 13, que elaborou uma competição monumental, batizada de Copa João Havelange, unificando as divisões nacionais em módulos coloridos.

No Módulo Azul, ficou a elite, que incluiu convidados como Fluminense e Bahia, além de Juventude e América-MG, todos originalmente fora da primeira divisão em 2000. O Módulo Amarelo foi o equivalente à Série B, mas com peso de classificação para o título principal. Os Módulos Verde e Branco reuniram equipes da Série C e destaques estaduais. No papel, qualquer um dos 116 clubes poderia ser campeão. Na prática, o Vasco, impulsionado pelo retorno triunfal de Romário e pela técnica de Juninho Pernambucano, navegou pelas incertezas para conquistar o tetracampeonato.

O regulamento do Módulo Azul previa 24 rodadas em turno único para os 25 participantes. O cruz-maltino manteve a regularidade necessária, encerrando a fase classificatória na quinta posição com 39 pontos, juntando 11 vitórias, seis empates e sete derrotas. O Cruzeiro liderou esta etapa, enquanto o Paraná vencia o Módulo Amarelo e o Malutrom faturava os módulos Verde e Branco. Ao fim da primeira fase, os 12 melhores do Azul, os três primeiros do Amarelo e o campeão do Verde/Branco reuniram-se em um mata-mata de jogos de ida e volta.

A trajetória do Vasco nas eliminatórias foi um teste de resistência e talento. Nas oitavas de final, um duelo eletrizante contra o Bahia, com empate em 3 a 3 na Fonte Nova e vitória por 3 a 2 em São Januário. Nas quartas, superou o Paraná, garantindo a classificação com triunfo por 3 a 1 no Rio de Janeiro e derrota por 1 a 0 em Curitiba. Na semifinal, contra o Cruzeiro, o Gigante da Colina empatou em casa em 2 a 2, mas deu um show no Mineirão ao vencer por 3 a 1.

A final juntou Vasco e São Caetano, a zebra do Módulo Amarelo que havia eliminado Fluminense, Palmeiras e Grêmio. Após um empate em 1 a 1 em São Paulo, no Palestra Itália, o jogo de volta em São Januário, no dia 30 de dezembro, foi interrompido por uma tragédia: o alambrado do estádio cedeu sob o peso da torcida, deixando cerca de 150 feridos e forçando a suspensão da partida.

A decisão foi remarcada para o dia 18 de janeiro de 2001, no Maracanã. Em uma tarde inspirada, o Vasco não deu chances ao adversário. Com gols de Juninho Pernambucano, Jorginho Paulista e Romário, o time da Colina venceu por 3 a 1 e entrou no século 21 como tetracampeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
32 jogos | 15 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 54 gols marcados | 49 gols sofridos


Foto Eduardo Monteiro/Placar

Corinthians Campeão Brasileiro 1999

O último Brasileirão do segundo milênio não passou ileso de polêmicas extracampo. Em 1999, a CBF adotou um sistema de rebaixamento baseado na média de pontos das duas últimas temporadas. Durante o certame, o Botafogo obteve três pontos no STJD sobre o São Paulo devido à escalação irregular do jogador Sandro Hiroshi. Esse reajuste salvou o clube carioca e condenou o Gama ao rebaixamento.

O clube do Distrito Federal não aceitou o descenso no tapetão e recorreu à Justiça Comum. O impasse jurídico arrastou-se por meses, culminando na proibição da CBF de organizar o torneio do ano seguinte e na suspensão dos rebaixamentos de 1999. Alheio ao caos institucional, o Corinthians reforçou seu time com Dida e Luizão para consolidar o tricampeonato.

O regulamento manteve o formato de tabela única com 22 participantes e o sistema de melhor de três nas fases eliminatórias. O Corinthians repetiu o domínio do ano anterior, encerrando a fase inicial na liderança com 44 pontos, somando 14 vitórias, dois empates e cinco derrotas. Além do Timão, avançaram Cruzeiro Vasco, Ponte Preta, São Paulo, Vitória, Atlético-MG e Guarani.

No mata-mata, a trajetória alvinegra foi marcada por solidez e rivalidade. Nas quartas de final, contra o Guarani, o Corinthians empatou o primeiro jogo em 0 a 0 em Campinas, venceu o segundo por 2 a 0 em São Paulo, e selou a classificação com novo empate em 1 a 1.

Na semifinal, em dois Majestosos contra o São Paulo, o Corinthians foi letal. Venceu a ida por 3 a 2, com Dida defendendo dois pênaltis do são-paulino Raí, e sacramentou a vaga na final ao vencer a volta por 2 a 1, dispensando a necessidade do terceiro jogo.

A decisão foi em três partidas difíceis contra o Atlético-MG, que despachou Cruzeiro e Vitória. No Mineirão, o time mineiro impôs um ritmo frenético e abriu o placar aos 15 segundos de jogo, vencendo por 3 a 2 e forçando o Corinthians a ganhar os jogos seguintes. No segundo jogo, no Morumbi, Luizão brilhou ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 0. No entanto, o artilheiro foi expulso, tornando-se o grande desfalque para o terceiro jogo.

O desfecho veio no desempate. Sob chuva (tal qual em 1998), o Corinthians demonstrou maturidade tática. Sem seu principal goleador, a equipe segurou o empate em 0 a 0 e o resultado garantiu ao Timão o tri e o segundo título brasileiro consecutivo, reafirmando o poder de um elenco que, poucos dias depois, conquistaria seu primeiro Mundial.

A campanha do Corinthians:
29 jogos | 18 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 61 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Corinthians Campeão Brasileiro 1998

O Campeonato Brasileiro de 1998 testemunhou o nascimento de uma hegemonia histórica. Com um elenco que reunia nomes como Gamarra, Rincón, Vampeta, Marcelinho Carioca e Edilson, o Corinthians, comandado por Vanderlei Luxemburgo, dominou a competição de ponta a ponta e levou o segundo título.

O torneio voltou a ter 24 participantes, e o regulamento resgatou o formato de tabela única seguido por mata-mata, mas com uma novidade: as fases eliminatórias passariam a ser decididas em uma série melhor de três jogos, premiando a equipe de melhor campanha com a vantagem do empate em pontos ou saldo de gols.

A fase classificatória foi um duelo particular entre os gigantes de São Paulo. O Corinthians disputou a liderança ponto a ponto com o Palmeiras, levando a melhor ao final das 23 partidas. O Timão somou 46 pontos, com 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, apenas um ponto à frente do rival. Além dos dois, avançaram Coritiba, Santos, Sport, Portuguesa, Cruzeiro e Grêmio.

O sistema de três jogos testou o fôlego e o favoritismo do Corinthians em confrontos dramáticos no mata-mata. Nas quartas de Final, contra o Grêmio, o Timão venceu no Olímpico por 1 a 0, mas foi surpreendido no Pacaembu e perdeu por 2 a 0. Como o saldo de gols não era cumulativo entre as partidas, foi necessário o terceiro jogo, onde o Corinthians venceu por 1 a 0 e avançou.

Na semifinal, no clássico contra o Santos, a tensão foi ao limite. Após perder na Vila Belmiro por 2 a 1 e vencer no Pacaembu por 2 a 0, o Corinthians garantiu a vaga na final com um empate em 1 a 1 no terceiro jogo, valendo-se da vantagem do regulamento.

A decisão colocou frente a frente o Corinthians e o Cruzeiro, que superou Palmeiras e Portuguesa. No primeiro jogo, no Mineirão, o alvinegro mostrou poder de reação e buscou um empate fundamental em 2 a 2. Na segunda partida, no Morumbi, novo equilíbrio e novo empate, desta vez por 1 a 1, confirmando a necessidade da partida de desempate.

No terceiro ato, sob uma chuva torrencial em São Paulo, o Corinthians decidiu não se escorar na vantagem do empate. No segundo tempo, o Edilson e Marcelinho Carioca balançaram as redes, selando a vitória por 2 a 0 e consagrando o Corinthians como bicampeão brasileiro, dando início a um período de glórias que culminaria no topo do mundo pouco tempo depois.

A campanha do Corinthians:
32 jogos | 18 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 57 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Vasco Campeão Brasileiro 1997

O Brasileirão de 1997 começou sob a sombra das polêmicas do ano anterior. Com o cancelamento do rebaixamento em 1996, a elite inchou para 26 clubes, que lutavam por oito vagas no mata-mata, enquanto quatro seriam condenados à degola. No Caso Ivens Mendes, a única punição desportiva recaiu sobre o Athletico-PR, que iniciou o torneio com uma desvantagem de cinco pontos.

No Rio de Janeiro, o destino foi irônico: salvo pela caneta no ano anterior, o Fluminense não resistiu à outra má campanha e acabou rebaixado. No extremo oposto, o Vasco, regido por um inspirado Edmundo, partiu para uma campanha recordista rumo ao tricampeonato.

O regulamento manteve a estrutura de turno único com todos se enfrentando. O Vasco ocupou as posições de topo durante toda a competição, encerrando a fase classificatória na liderança isolada. Em 25 jogos, o cruz-maltino somou 17 vitórias, três empates e cinco derrotas, totalizando 54 pontos, três a mais que o vice-líder Internacional. Também avançaram para a próxima fase: Atlético-MG, Portuguesa, Flamengo, Santos, Palmeiras e Juventude.

Na segunda fase, os oito classificados foram divididos em dois quadrangulares, onde apenas o líder de cada chave avançaria à final. O Vasco encabeçou o Grupo A, ao lado de Flamengo, Juventude e Portuguesa. O time de São Januário desfilou em campo, com quatro vitórias, dois empates e 14 pontos.

O ápice dessa fase foi o histórico 4 a 1 sobre o Flamengo no Maracanã. Naquela noite, Edmundo marcou três gols e alcançou a marca de 29 gols no campeonato, quebrando o recorde de artilharia em uma única edição até então. No outro grupo, o Palmeiras também demonstrou força e garantiu sua vaga na decisão de forma invicta.

A decisão entre Vasco e Palmeiras foi marcada por uma estratégia extracampo. No jogo de ida, no Morumbi, Edmundo recebeu o terceiro cartão amarelo, o que o suspenderia da volta. Orientado por Eurico Miranda, o atacante forçou uma expulsão imediata. A manobra permitiu que o cruz-maltino levasse o caso ao STJD. O atleta obteve um efeito suspensivo e foi liberado para jogar no Maracanã.

Em campo, foram 180 minutos de equilíbrio absoluto e nenhum gol marcado. O empate em 0 a 0 no Morumbi foi repetido no Rio de Janeiro. Como o Vasco detinha a vantagem de dois resultados iguais por ter feito a melhor campanha em todas as fases anteriores, o apito final consagrou o Vasco como tricampeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
33 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 69 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Grêmio Campeão Brasileiro 1996

Em 1996, a CBF buscou simplificar a estrutura do Campeonato Brasileiro. Os 24 participantes foram reunidos em uma tabela única, enfrentando-se em turno único. O regulamento previa que os oito melhores avançariam ao mata-mata, enquanto os dois últimos seriam rebaixados. Entretanto, o que deveria ser um ano de estabilidade administrativa foi abalado pelo Caso Ivens Mendes.

O escândalo explodiu após a divulgação de gravações que sugeriam a manipulação de resultados na Copa do Brasil. Os áudios implicavam os presidentes de Corinthians e Athletico-PR em negociações suspeitas com Ivens Mendes, então presidente da Comissão de Arbitragem. Para evitar punições desportivas que alterariam a tabela, a CBF optou por uma solução política: cancelou o rebaixamento daquela temporada, salvando Fluminense e Bragantino da queda para a Série B.

Alheio aos bastidores, o Grêmio vivia uma década de ouro sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Após conquistar a Copa do Brasil e a Libertadores, o Brasileirão era o título que faltava para coroar aquela geração. Embora o Cruzeiro tenha liderado a primeira fase com 44 pontos, o Grêmio manteve-se no G-8 durante quase todo o certame. O Tricolor encerrou a fase classificatória na sexta posição, somando 38 pontos com 11 vitórias, cinco empates e sete derrotas. O grupo que avançou ao mata-mata contou ainda com Palmeiras, Guarani, Athletico-PR, Atlético-MG, Goiás e Portuguesa.

Nas quartas de final, o adversário do Grêmio foi o Palmeiras. No Olímpico, o Imortal venceu por 3 a 1. No Morumbi, suportou a pressão e a derrota por 1 a 0, garantindo a vaga pelo saldo de gols. Na semifinal, contra o Goiás, o Tricolor venceu a ida no Serra Dourada por 3 a 1. Na volta, em Porto Alegre, o jogo foi dramático: os goianos estiveram à frente no placar duas vezes, mas o Grêmio buscou o empate em 2 a 2, carimbando um lugar na final.

A decisão contra a Portuguesa, que eliminou Cruzeiro e Atlético-MG, testou os nervos da torcida gremista. No jogo de ida, no Morumbi, o Grêmio jogou com um a menos por uma hora e acabou derrotado por 2 a 0. Para ser campeão, o Imortal precisava devolver o placar em Porto Alegre, já que possuía a vantagem do empate no saldo de gols pela melhor campanha.

Na volta, o Estádio Olímpico era um caldeirão. Paulo Nunes incendiou a torcida ao abrir o placar logo aos três minutos. No entanto, a Portuguesa se fechou e o segundo gol parecia não vir. Foi então que Felipão lançou Ailton. Aos 39 minutos do segundo tempo, após bate-rebate na área, Ailton estufou as redes e decretou o 2 a 0. O Grêmio era bicampeão brasileiro.

A campanha do Grêmio:
29 jogos | 14 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 52 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto José Doval/Agência RBS

Botafogo Campeão Brasileiro 1995

Poucas coisas mudaram no futebol brasileiro de 1994 para 1995. Mas o Campeonato Brasileiro daquele ano trouxe uma mudança estrutural que alteraria para sempre a dinâmica do futebol: por determinação da FIFA, a vitória passou a valer três pontos, incentivando o jogo ofensivo. Mantendo 24 equipes, a competição viu o surgimento de um campeão improvável no início da jornada. Sem grandes badalações, o Botafogo, ancorado por Túlio, cresceu no momento certo para encerrar um jejum de 27 anos sem títulos nacionais.

O formato era estratégico, com dois grupos disputando dois turnos. No primeiro, os confrontos eram internos. No segundo, as chaves se cruzavam. Apenas os líderes de cada grupo em cada turno garantiam vaga na semifinal.

A trajetória alvinegra começou no Grupo A de forma discreta. No primeiro turno, o Botafogo fez cinco vitórias, três empates e três derrotas, encerrando em uma modesta quinta posição com 18 pontos, sete atrás do líder Cruzeiro. Entretanto, o cenário mudou drasticamente no returno. Sob o comando de Paulo Autuori, o Fogão engrenou uma sequência avassaladora: em 12 partidas, acumulou oito vitórias, três empates e uma derrota, liderando o grupo com 27 pontos e indo ao mata-mata. No outro grupo, Santos e Fluminense garantiram suas vagas.

Enquanto Santos e Fluminense protagonizavam semifinais históricas, com a épica virada santista de 5 a 2 no Pacaembu, o Botafogo mostrava solidez contra o Cruzeiro. Após um empate em 1 a 1 no Mineirão, o alvinegro segurou o 0 a 0 no Maracanã. A vaga na final veio pela vantagem da melhor campanha geral, um prêmio à regularidade construída na segunda fase.

A decisão entre Botafogo e Santos reviveu os grandes duelos da década de 1960. No primeiro jogo, no Maracanã, o Botafogo foi superior e venceu por 2 a 1, com gols de Wilson Gottardo e Túlio, levando a vantagem do empate para São Paulo.

O confronto de volta, no Pacaembu, tornou-se um dos mais controversos da história do futebol brasileiro devido à atuação da arbitragem de Márcio Rezende de Freitas. Os dois gols da partida foram irregulares: o Botafogo abriu o placar com Túlio em impedimento, e o Santos empatou em lance em que foi usada a mão para dominar a bola. Para completar a tensão, os paulistas tiveram um gol legítimo anulado nos minutos finais. Alheio às polêmicas, o Botafogo segurou o 1 a 1. O apito final selou o título do Glorioso, devolvendo o Botafogo ao topo do futebol brasileiro com o seu bicampeonato nacional.

A campanha do Botafogo:
27 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 46 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Palmeiras Campeão Brasileiro 1994

O Campeonato Brasileiro de 1994 passou por um processo de desinchaço, reduzindo o número de participantes de 32 para 24 equipes. O Palmeiras, mantendo a base multicampeã do ano anterior, entrou na disputa como o franco favorito para erguer sua oitava taça nacional. O regulamento era complexo, dividido em três fases e uma repescagem paralela que definiria os dois rebaixados da temporada.

Na primeira fase, os clubes foram divididos em quatro grupos de seis. O Verdão caiu no Grupo D e beirou a perfeição: em dez jogos, acumulou nove vitórias e apenas um empate. Com 19 pontos e uma liderança folgada, dez pontos à frente do Fluminense, o Palmeiras avançou para a segunda fase com um ponto de bonificação, prêmio concedido aos líderes de cada chave.

A segunda etapa reuniu os 16 melhores em dois grupos. O sistema previa dois turnos: no primeiro, jogos dentro das chaves. No segundo, confrontos cruzados. As vagas para o mata-mata seriam dos vencedores de cada turno, além das duas melhores campanhas gerais. O Palmeiras garantiu sua classificação logo no primeiro turno do Grupo F, somando 11 pontos, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota.

Com a vaga assegurada, o alviverde puxou o freio de mão no returno, somando apenas seis pontos e terminando em sétimo na chave, com duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Enquanto isso, Corinthians, Guarani e Botafogo também se classificavam, acompanhados por São Paulo e Bahia, pelo índice técnico, e Bragantino e Atlético-MG, vindos da repescagem.

No mata-mata, o Palmeiras demonstrou por que era considerado uma máquina de jogar futebol. Nas quartas de final, enfrentou o Bahia e venceu as duas partidas pelo placar de 2 a 1, tanto na Fonte Nova quanto no Pacaembu. Na semifinal, o duelo contra o Guarani foi resolvido com autoridade. Vitória por 3 a 1 em São Paulo e novo triunfo por 2 a 1 em Campinas.

O cenário estava montado para uma final épica: o Derby Paulista contra o Corinthians, decidindo o topo do Brasil, após o rival eliminar Bragantino e Atlético-MG. As duas partidas decisivas ocorreram no Pacaembu. O Palmeiras possuía a vantagem de jogar por dois resultados iguais devido à melhor campanha, mas o elenco de Vanderlei Luxemburgo não precisou de favores do regulamento. No primeiro jogo, o alviverde foi implacável e aplicou 3 a 1, com atuações de gala de Rivaldo e Edmundo.

Na volta, o Corinthians tentou reagir e saiu na frente, alimentando a esperança de uma virada. Contudo, o Palmeiras manteve a calma e, nos minutos finais, Rivaldo balançou as redes para decretar o empate em 1 a 1. Com o placar favorável, o Palmeiras conquistava o seu oitavo título brasileiro em sua história.

A campanha do Palmeiras:
31 jogos | 20 vitórias | 6 empates | 5 derrotas | 58 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Masao Goto Filho/Estadão Conteúdo