Santos Campeão Brasileiro 2002

O Brasileirão de 2002 foi o último em que o regulamento contou com mata-mata e final, fechando um ciclo histórico da competição. Com 26 participantes, o torneio começou sob tensão jurídica: Figueirense e Caxias travaram uma batalha nos tribunais por uma vaga na elite. O time gaúcho exigia a repetição da partida entre eles na última rodada da Série B de 2001, interrompida por uma invasão de campo da torcida catarinense. Contudo, o resultado foi mantido, e o Figueirense ratificou seu acesso.

Resolvido o imbróglio, a bola rolou para consagrar uma brilhante geração. Liderado pelos jovens Robinho e Diego, acompanhados por Elano, Renato, Alex e Alberto, o Santos quebrou um jejum de 34 anos sem conquistas nacionais. A trajetória santista foi cercada de drama. A garotada demorou a engrenar e chegou a ocupar a 19ª posição no início do torneio. A classificação para o mata-mata veio de forma milagrosa na última rodada da primeira fase: mesmo perdendo para o São Caetano por 3 a 2, o Peixe contou com a derrota do Coritiba para o rebaixado Gama.

O Santos avançou em oitavo lugar, com 39 pontos, distribuídos em 11 vitórias, seis empates e oito derrotas. A campanha foi modesta se comparada aos 52 pontos do líder São Paulo. Além dos dois, avançaram São Caetano, Corinthians, Juventude, Grêmio, Atlético-MG e Fluminense. Na parte inferior da tabela, o ano foi trágico para duas potências: Palmeiras e Botafogo foram rebaixados para a Série B.

Nas fases eliminatórias, o "azarão" santista transformou-se em um gigante. Nas quartas de final: O Peixe atropelou o favorito São Paulo. Venceu por 3 a 1 na Vila Belmiro e confirmou a classificação com um 2 a 1, de virada, em pleno Morumbi. Na semifinal, Contra o Grêmio, o Santos deu um show em casa ao vencer por 3 a 0. No jogo de volta, no Olímpico, administrou a pressão gaúcha e a derrota por 1 a 0 foi suficiente para carimbar o passaporte para a final.

A decisão reservou um clássico épico contra o Corinthians, após o rival passar por Atlético-MG e Fluminense. Em dois atos no Morumbi, o Santos provou sua superioridade. No primeiro jogo, a vitória por 2 a 0 deixou o título encaminhado.

A partida de volta tornou-se lendária. Robinho protagonizou o lance que simboliza aquela geração: as oito pedaladas sobre o lateral Rogério, sofrendo o pênalti que ele mesmo converteu. O Corinthians buscou a virada para 2 a 1, o que trazia contornos dramáticos ao jogo, mas o Santos liquidou a fatura nos contra-ataques com gols de Elano e Léo nos acréscimos. A vitória por 3 a 2 deu ao Santos o seu sétimo título nacional. Foi o encerramento perfeito para a era do mata-mata.

A campanha do Santos:
31 jogos | 16 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 59 gols marcados | 41 gols sofridos


Foto Renato Pizzutto/Placar

Athletico-PR Campeão Brasileiro 2001

De volta às mãos da CBF, o Campeonato Brasileiro de 2001 ainda ecoava as batalhas judiciais de 1999 e 2000. Para evitar novos conflitos, a entidade optou pelo inchaço: manteve os 25 clubes do Módulo Azul da Copa João Havelange e convidou Paraná e Botafogo-SP, garantindo que não houvesse disparidade de tratamento entre os rebaixados em 1999.

Além deles, o São Caetano, vice-campeão do ano anterior, foi devidamente integrado à elite. O Remo, que disputou o mata-mata em 2000, também tentou uma vaga, mas perdeu o prazo para recursos judiciais. Assim, o certame fechou com 28 clubes. O regulamento resgatou a fórmula clássica: turno único, onde os oito melhores avançariam ao mata-mata e os quatro piores seriam rebaixados.

O Athletico-PR já vinha de boas campanhas e possuía uma estrutura invejável, mas iniciou o torneio sem o rótulo de favorito. Sob o comando de Geninho, o time encontrou um encaixe perfeito entre a segurança defensiva e o ataque letal formado por Kléber Pereira e Alex Mineiro. Na fase classificatória, o Furacão demonstrou uma regularidade impressionante. Em 27 rodadas, somou 15 vitórias, seis empates e seis derrotas. Encerrou na segunda posição com 51 pontos, oito atrás do líder São Caetano. Além deles, Fluminense, Atlético-MG, Grêmio, Ponte Preta, São Paulo e Bahia completaram o grupo dos oito que disputariam o título.

Uma alteração crucial no regulamento definiu que as quartas de final e as semifinais seriam decididas em partida única, na casa do time de melhor campanha. E o Athletico transformou a Arena da Baixada em um caldeirão intransponível. Nas quartas de final, venceu o São Paulo por 2 a 1. Na semifinal, um duelo épico contra o Fluminense. O Furacão venceu de virada por 3 a 2, com o gol da classificação marcado por Alex Mineiro aos 44 minutos do segundo tempo, levando a torcida ao delírio.

A decisão colocou frente a frente as duas sensações do futebol brasileiro na época, Athletico e São Caetano, que eliminou Bahia e Atlético-MG. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o time paulista chegou a estar na frente do placar, mas o rubro-negro reagiu de forma avassaladora e venceu por 4 a 2, com três gols de Alex Mineiro.

Com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença, o Furacão viajou ao ABC Paulista. No Estádio Anacleto Campanella, o Furacão não se limitou a defender. Alex Mineiro, o nome das finais, marcou novamente e garantiu a vitória por 1 a 0. Com oito gols marcados apenas na fase final, Alex Mineiro eternizou seu nome na história do Athletico-PR, campeão brasileiro pela primeira vez.

A campanha do Athletico-PR:
31 jogos | 19 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 68 gols marcados | 45 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Vasco Campeão Brasileiro 2000

O Campeonato Brasileiro de 2000 foi o ápice do caos jurídico e administrativo no futebol do país. Com o imbróglio envolvendo o Gama e o conflito de decisões sobre a sua participação no torneio entre STJD (contra) e a Justiça Comum (a favor), a CBF viu-se impedida de organizar o certame. A solução foi delegar a tarefa ao Clube dos 13, que elaborou uma competição monumental, batizada de Copa João Havelange, unificando as divisões nacionais em módulos coloridos.

No Módulo Azul, ficou a elite, que incluiu convidados como Fluminense e Bahia, além de Juventude e América-MG, todos originalmente fora da primeira divisão em 2000. O Módulo Amarelo foi o equivalente à Série B, mas com peso de classificação para o título principal. Os Módulos Verde e Branco reuniram equipes da Série C e destaques estaduais. No papel, qualquer um dos 116 clubes poderia ser campeão. Na prática, o Vasco, impulsionado pelo retorno triunfal de Romário e pela técnica de Juninho Pernambucano, navegou pelas incertezas para conquistar o tetracampeonato.

O regulamento do Módulo Azul previa 24 rodadas em turno único para os 25 participantes. O cruz-maltino manteve a regularidade necessária, encerrando a fase classificatória na quinta posição com 39 pontos, juntando 11 vitórias, seis empates e sete derrotas. O Cruzeiro liderou esta etapa, enquanto o Paraná vencia o Módulo Amarelo e o Malutrom faturava os módulos Verde e Branco. Ao fim da primeira fase, os 12 melhores do Azul, os três primeiros do Amarelo e o campeão do Verde/Branco reuniram-se em um mata-mata de jogos de ida e volta.

A trajetória do Vasco nas eliminatórias foi um teste de resistência e talento. Nas oitavas de final, um duelo eletrizante contra o Bahia, com empate em 3 a 3 na Fonte Nova e vitória por 3 a 2 em São Januário. Nas quartas, superou o Paraná, garantindo a classificação com triunfo por 3 a 1 no Rio de Janeiro e derrota por 1 a 0 em Curitiba. Na semifinal, contra o Cruzeiro, o Gigante da Colina empatou em casa em 2 a 2, mas deu um show no Mineirão ao vencer por 3 a 1.

A final juntou Vasco e São Caetano, a zebra do Módulo Amarelo que havia eliminado Fluminense, Palmeiras e Grêmio. Após um empate em 1 a 1 em São Paulo, no Palestra Itália, o jogo de volta em São Januário, no dia 30 de dezembro, foi interrompido por uma tragédia: o alambrado do estádio cedeu sob o peso da torcida, deixando cerca de 150 feridos e forçando a suspensão da partida.

A decisão foi remarcada para o dia 18 de janeiro de 2001, no Maracanã. Em uma tarde inspirada, o Vasco não deu chances ao adversário. Com gols de Juninho Pernambucano, Jorginho Paulista e Romário, o time da Colina venceu por 3 a 1 e entrou no século 21 como tetracampeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
32 jogos | 15 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 54 gols marcados | 49 gols sofridos


Foto Eduardo Monteiro/Placar

Corinthians Campeão Brasileiro 1999

O último Brasileirão do segundo milênio não passou ileso de polêmicas extracampo. Em 1999, a CBF adotou um sistema de rebaixamento baseado na média de pontos das duas últimas temporadas. Durante o certame, o Botafogo obteve três pontos no STJD sobre o São Paulo devido à escalação irregular do jogador Sandro Hiroshi. Esse reajuste salvou o clube carioca e condenou o Gama ao rebaixamento.

O clube do Distrito Federal não aceitou o descenso no tapetão e recorreu à Justiça Comum. O impasse jurídico arrastou-se por meses, culminando na proibição da CBF de organizar o torneio do ano seguinte e na suspensão dos rebaixamentos de 1999. Alheio ao caos institucional, o Corinthians reforçou seu time com Dida e Luizão para consolidar o tricampeonato.

O regulamento manteve o formato de tabela única com 22 participantes e o sistema de melhor de três nas fases eliminatórias. O Corinthians repetiu o domínio do ano anterior, encerrando a fase inicial na liderança com 44 pontos, somando 14 vitórias, dois empates e cinco derrotas. Além do Timão, avançaram Cruzeiro Vasco, Ponte Preta, São Paulo, Vitória, Atlético-MG e Guarani.

No mata-mata, a trajetória alvinegra foi marcada por solidez e rivalidade. Nas quartas de final, contra o Guarani, o Corinthians empatou o primeiro jogo em 0 a 0 em Campinas, venceu o segundo por 2 a 0 em São Paulo, e selou a classificação com novo empate em 1 a 1.

Na semifinal, em dois Majestosos contra o São Paulo, o Corinthians foi letal. Venceu a ida por 3 a 2, com Dida defendendo dois pênaltis do são-paulino Raí, e sacramentou a vaga na final ao vencer a volta por 2 a 1, dispensando a necessidade do terceiro jogo.

A decisão foi em três partidas difíceis contra o Atlético-MG, que despachou Cruzeiro e Vitória. No Mineirão, o time mineiro impôs um ritmo frenético e abriu o placar aos 15 segundos de jogo, vencendo por 3 a 2 e forçando o Corinthians a ganhar os jogos seguintes. No segundo jogo, no Morumbi, Luizão brilhou ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 0. No entanto, o artilheiro foi expulso, tornando-se o grande desfalque para o terceiro jogo.

O desfecho veio no desempate. Sob chuva (tal qual em 1998), o Corinthians demonstrou maturidade tática. Sem seu principal goleador, a equipe segurou o empate em 0 a 0 e o resultado garantiu ao Timão o tri e o segundo título brasileiro consecutivo, reafirmando o poder de um elenco que, poucos dias depois, conquistaria seu primeiro Mundial.

A campanha do Corinthians:
29 jogos | 18 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 61 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Corinthians Campeão Brasileiro 1998

O Campeonato Brasileiro de 1998 testemunhou o nascimento de uma hegemonia histórica. Com um elenco que reunia nomes como Gamarra, Rincón, Vampeta, Marcelinho Carioca e Edilson, o Corinthians, comandado por Vanderlei Luxemburgo, dominou a competição de ponta a ponta e levou o segundo título.

O torneio voltou a ter 24 participantes, e o regulamento resgatou o formato de tabela única seguido por mata-mata, mas com uma novidade: as fases eliminatórias passariam a ser decididas em uma série melhor de três jogos, premiando a equipe de melhor campanha com a vantagem do empate em pontos ou saldo de gols.

A fase classificatória foi um duelo particular entre os gigantes de São Paulo. O Corinthians disputou a liderança ponto a ponto com o Palmeiras, levando a melhor ao final das 23 partidas. O Timão somou 46 pontos, com 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, apenas um ponto à frente do rival. Além dos dois, avançaram Coritiba, Santos, Sport, Portuguesa, Cruzeiro e Grêmio.

O sistema de três jogos testou o fôlego e o favoritismo do Corinthians em confrontos dramáticos no mata-mata. Nas quartas de Final, contra o Grêmio, o Timão venceu no Olímpico por 1 a 0, mas foi surpreendido no Pacaembu e perdeu por 2 a 0. Como o saldo de gols não era cumulativo entre as partidas, foi necessário o terceiro jogo, onde o Corinthians venceu por 1 a 0 e avançou.

Na semifinal, no clássico contra o Santos, a tensão foi ao limite. Após perder na Vila Belmiro por 2 a 1 e vencer no Pacaembu por 2 a 0, o Corinthians garantiu a vaga na final com um empate em 1 a 1 no terceiro jogo, valendo-se da vantagem do regulamento.

A decisão colocou frente a frente o Corinthians e o Cruzeiro, que superou Palmeiras e Portuguesa. No primeiro jogo, no Mineirão, o alvinegro mostrou poder de reação e buscou um empate fundamental em 2 a 2. Na segunda partida, no Morumbi, novo equilíbrio e novo empate, desta vez por 1 a 1, confirmando a necessidade da partida de desempate.

No terceiro ato, sob uma chuva torrencial em São Paulo, o Corinthians decidiu não se escorar na vantagem do empate. No segundo tempo, o Edilson e Marcelinho Carioca balançaram as redes, selando a vitória por 2 a 0 e consagrando o Corinthians como bicampeão brasileiro, dando início a um período de glórias que culminaria no topo do mundo pouco tempo depois.

A campanha do Corinthians:
32 jogos | 18 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 57 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Vasco Campeão Brasileiro 1997

O Brasileirão de 1997 começou sob a sombra das polêmicas do ano anterior. Com o cancelamento do rebaixamento em 1996, a elite inchou para 26 clubes, que lutavam por oito vagas no mata-mata, enquanto quatro seriam condenados à degola. No Caso Ivens Mendes, a única punição desportiva recaiu sobre o Athletico-PR, que iniciou o torneio com uma desvantagem de cinco pontos.

No Rio de Janeiro, o destino foi irônico: salvo pela caneta no ano anterior, o Fluminense não resistiu à outra má campanha e acabou rebaixado. No extremo oposto, o Vasco, regido por um inspirado Edmundo, partiu para uma campanha recordista rumo ao tricampeonato.

O regulamento manteve a estrutura de turno único com todos se enfrentando. O Vasco ocupou as posições de topo durante toda a competição, encerrando a fase classificatória na liderança isolada. Em 25 jogos, o cruz-maltino somou 17 vitórias, três empates e cinco derrotas, totalizando 54 pontos, três a mais que o vice-líder Internacional. Também avançaram para a próxima fase: Atlético-MG, Portuguesa, Flamengo, Santos, Palmeiras e Juventude.

Na segunda fase, os oito classificados foram divididos em dois quadrangulares, onde apenas o líder de cada chave avançaria à final. O Vasco encabeçou o Grupo A, ao lado de Flamengo, Juventude e Portuguesa. O time de São Januário desfilou em campo, com quatro vitórias, dois empates e 14 pontos.

O ápice dessa fase foi o histórico 4 a 1 sobre o Flamengo no Maracanã. Naquela noite, Edmundo marcou três gols e alcançou a marca de 29 gols no campeonato, quebrando o recorde de artilharia em uma única edição até então. No outro grupo, o Palmeiras também demonstrou força e garantiu sua vaga na decisão de forma invicta.

A decisão entre Vasco e Palmeiras foi marcada por uma estratégia extracampo. No jogo de ida, no Morumbi, Edmundo recebeu o terceiro cartão amarelo, o que o suspenderia da volta. Orientado por Eurico Miranda, o atacante forçou uma expulsão imediata. A manobra permitiu que o cruz-maltino levasse o caso ao STJD. O atleta obteve um efeito suspensivo e foi liberado para jogar no Maracanã.

Em campo, foram 180 minutos de equilíbrio absoluto e nenhum gol marcado. O empate em 0 a 0 no Morumbi foi repetido no Rio de Janeiro. Como o Vasco detinha a vantagem de dois resultados iguais por ter feito a melhor campanha em todas as fases anteriores, o apito final consagrou o Vasco como tricampeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
33 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 69 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Grêmio Campeão Brasileiro 1996

Em 1996, a CBF buscou simplificar a estrutura do Campeonato Brasileiro. Os 24 participantes foram reunidos em uma tabela única, enfrentando-se em turno único. O regulamento previa que os oito melhores avançariam ao mata-mata, enquanto os dois últimos seriam rebaixados. Entretanto, o que deveria ser um ano de estabilidade administrativa foi abalado pelo Caso Ivens Mendes.

O escândalo explodiu após a divulgação de gravações que sugeriam a manipulação de resultados na Copa do Brasil. Os áudios implicavam os presidentes de Corinthians e Athletico-PR em negociações suspeitas com Ivens Mendes, então presidente da Comissão de Arbitragem. Para evitar punições desportivas que alterariam a tabela, a CBF optou por uma solução política: cancelou o rebaixamento daquela temporada, salvando Fluminense e Bragantino da queda para a Série B.

Alheio aos bastidores, o Grêmio vivia uma década de ouro sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Após conquistar a Copa do Brasil e a Libertadores, o Brasileirão era o título que faltava para coroar aquela geração. Embora o Cruzeiro tenha liderado a primeira fase com 44 pontos, o Grêmio manteve-se no G-8 durante quase todo o certame. O Tricolor encerrou a fase classificatória na sexta posição, somando 38 pontos com 11 vitórias, cinco empates e sete derrotas. O grupo que avançou ao mata-mata contou ainda com Palmeiras, Guarani, Athletico-PR, Atlético-MG, Goiás e Portuguesa.

Nas quartas de final, o adversário do Grêmio foi o Palmeiras. No Olímpico, o Imortal venceu por 3 a 1. No Morumbi, suportou a pressão e a derrota por 1 a 0, garantindo a vaga pelo saldo de gols. Na semifinal, contra o Goiás, o Tricolor venceu a ida no Serra Dourada por 3 a 1. Na volta, em Porto Alegre, o jogo foi dramático: os goianos estiveram à frente no placar duas vezes, mas o Grêmio buscou o empate em 2 a 2, carimbando um lugar na final.

A decisão contra a Portuguesa, que eliminou Cruzeiro e Atlético-MG, testou os nervos da torcida gremista. No jogo de ida, no Morumbi, o Grêmio jogou com um a menos por uma hora e acabou derrotado por 2 a 0. Para ser campeão, o Imortal precisava devolver o placar em Porto Alegre, já que possuía a vantagem do empate no saldo de gols pela melhor campanha.

Na volta, o Estádio Olímpico era um caldeirão. Paulo Nunes incendiou a torcida ao abrir o placar logo aos três minutos. No entanto, a Portuguesa se fechou e o segundo gol parecia não vir. Foi então que Felipão lançou Ailton. Aos 39 minutos do segundo tempo, após bate-rebate na área, Ailton estufou as redes e decretou o 2 a 0. O Grêmio era bicampeão brasileiro.

A campanha do Grêmio:
29 jogos | 14 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 52 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto José Doval/Agência RBS