Palmeiras Campeão Brasileiro Série B 2003

Em 2003, a disputa da Série B entrou para a história do futebol brasileiro. As presenças de Palmeiras e Botafogo elevaram drasticamente a exposição da competição na mídia, mudando a percepção do torneio, que deixou de ser visto como o cenário caótico e esquecido das décadas de 80 e 90. Ambos os clubes vinham de campanhas desastrosas no Brasileirão de 2002 e iniciaram o ano com um único objetivo: retornar imediatamente à elite.

Sem batalhas jurídicas ou viradas de mesa, o único contratempo da Série B de 2003 envolveu o regulamento. A CBF tinha a intenção inicial de aplicar o sistema de pontos corridos também na segunda divisão e chegou a divulgar a tabela. Contudo, na última hora, a entidade recuou após vários clubes alegarem falta de condições financeiras para arcar com uma maratona de 46 partidas. O formato, então, retornou ao modelo do ano anterior, com 24 clubes se enfrentando em turno único na primeira fase, com os oito melhores avançando aos quadrangulares. O início do campeonato foi atrasado em um mês.

Como era de se esperar, Palmeiras e Botafogo ditaram o ritmo do torneio do início ao fim. A estreia palmeirense foi protocolar: um empate por 1 a 1 fora de casa contra o Brasiliense. A primeira vitória veio apenas na quarta rodada, um contundente 4 a 0 sobre o São Raimundo-AM, no Palestra Itália, que embalou a equipe. A classificação para a etapa seguinte foi sacramentada na 19ª rodada, em uma goleada por 5 a 1 sobre o União São João, em casa. O Palmeiras encerrou a primeira fase na liderança, somando 47 pontos em 13 vitórias, oito empanes e duas derrotas, seis a mais que o vice Botafogo.

Na segunda fase, os oito sobreviventes foram divididos em duas chaves de quatro. O Palmeiras cruzou com Sport, Brasiliense e Santa Cruz, e fez uma campanha irretocável: garantiu 15 pontos com cinco vitórias e apenas uma derrota, avançando com uma folga de sete pontos sobre o vice Sport.

O quadrangular final reuniu Palmeiras, Botafogo, Sport e Marília. O Verdão abriu a fase decisiva empatando em 1 a 1 com os cariocas no Caio Martins. Na sequência, venceu o Sport por 1 a 0 em São Paulo e bateu o Marília duas vezes seguidas por 2 a 0, no Bento de Abreu e no Palestra Itália.

O acesso garantido e o título antecipado vieram na quinta rodada. Jogando na cidade de Garanhuns, já que a Ilha do Retiro estava interditada, o Palmeiras venceu o Sport por 2 a 1 de virada. Na última rodada, com o título no bolso, os jogadores palmeirenses entraram em campo com os cabelos pintados de verde e coroaram a campanha com uma goleada por 4 a 1 sobre o Botafogo no Palestra Itália.

A campanha do Palmeiras:
35 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 3 derrotas | 80 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Arquivo/Palmeiras

Criciúma Campeão Brasileiro Série B 2002

A Série B de 2002 foi mais uma edição que começou sob a sombra de indefinições jurídicas. A polêmica havia estourado na última rodada do quadrangular final de 2001, na partida entre Figueirense e Caxias. O time catarinense vencia por 1 a 0 e carimbava o acesso quando sua torcida invadiu o gramado para comemorar antes do apito final. O clube gaúcho alegou falta de segurança e exigiu a remarcação do confronto. A disputa arrastou-se pelos tribunais desportivos por meses, mas o resultado de campo acabou mantido: o Figueirense subiu e o Caxias permaneceu na segunda divisão.

Longe dos tribunais, a Série B de 2002 adotou um regulamento idêntico ao da Série A: os 26 clubes se enfrentaram em um grupo único, em turno único, com os oito melhores avançando para o mata-mata. Pouco antes da bola rolar, houve mais um contratempo: o Malutrom abriu mão de sua vaga devido a problemas financeiros. Para o seu lugar, foi convidado o Guarany de Sobral, terceiro colocado da Série C anterior. Curiosamente, um ano antes, o próprio Malutrom havia escapado do rebaixamento ao lado do Criciúma. O time carvoeiro, contudo, escreveria uma história completamente diferente em 2002.

Liderado por um lateral-direito chamado Paulo César, que anos mais tarde ganharia fama nacional como Paulo Baier, o Tigre sobrou na competição de cabo a rabo. A estreia aconteceu com uma vitória por 2 a 0 sobre o Paulista de Jundiaí, no Heriberto Hülse. A classificação para as quartas de final foi carimbada com um acachapante 5 a 1 sobre o Sport, também em casa, a quatro rodadas do fim da primeira fase. Ao término das 25 rodadas, o Criciúma garantiu a liderança com 51 pontos, 16 vitórias, três empates e seis derrotas. Também avançaram Sport, Fortaleza, Santa Cruz, Avaí, América-MG, Paulista e Remo.

Nas quartas de final, o Criciúma cruzou com o Remo, oitavo colocado. No Baenão, em Belém, os paraenses impuseram uma derrota de virada por 2 a 1. A resposta em Santa Catarina foi categórica: uma goleada por 4 a 0 classificou o Tigre.

Na semifinal, o adversário foi o Santa Cruz. No jogo de ida, no Arruda, o Criciúma venceu por 1 a 0. O acesso à elite foi sacramentado na partida de volta, com vitória por 3 a 0 no Heriberto Hülse.

A decisão reservou um duelo contra o Fortaleza, que passou por América-MG e Paulista. No Castelão, os cearenses deram um susto nos catarinenses e venceram por 2 a 0, desenhando um cenário dramático  para o segundo jogo. Mas, no Heriberto Hülse, Paulo Baier apareceu para a história ao marcar três gols para o Criciúma, que venceu por 4 a 1 e garantiu a taça da Série B de 2002.

A campanha do Criciúma:
31 jogos | 20 vitórias | 3 empates | 8 derrotas | 58 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto Cristiano Andujar/Placar

ABC Campeão Potiguar 2018

O ABC é o primeiro campeão estadual de 2018. E também é o maior campeão de todos. Aliás, o maior campeão do mundo. Conquistou o 55º título potiguar. É o clube do planeta com mais conquistas de um único campeonato. E o tricampeonato veio com tranquilidade. O Elefante venceu os dois turnos do estadual. O primeiro com seis vitórias e uma derrota, e o segundo com cinco vitórias e um empate.

O título veio um dia depois do empate do ABC com o Força e Luz por 1 a 1. Isto foi possível porque o América-RN perdeu para o Santa Cruz-RN e não pode mais alcançar o rival no returno. Ainda falta uma rodada para o término do Potiguar, mas a próxima partida promete ser apenas de festa e taça para o Alvinegro.


Foto Divulgação/Hugo Monte

Paysandu Campeão Brasileiro Série B 2001

A Série B voltou a ser organizada oficialmente pela CBF no ano de 2001. Após o caos político da Copa João Havelange no ano anterior, a intenção original da entidade era respeitar os critérios de acessos e rebaixamentos que haviam sido desenhados lá em 1999. Contudo, os bastidores do futebol brasileiro quase mandaram a competição para o espaço mais uma vez.

Graças a lobbies políticos, a composição das divisões sofreu alterações. Clubes que jogariam a Série B asseguraram suas vagas na elite, casos de Fluminense, Bahia, América-MG e Botafogo-SP. O Juventude e o São Caetano (vice-campeão brasileiro de 2000) também estavam previstos na segunda divisão, mas conseguiram a manutenção na Série A. O Remo tentou o mesmo caminho e buscou uma vaga até o último instante, sem sucesso. A Série B de 2001 contou com 28 participantes.

O Paysandu vinha de um ano de 1999 terrível, tendo sido um dos rebaixados naquela Série B. Mas o clube se reestruturou em 2000, ficou em quarto lugar no Módulo Amarelo e acabou chancelado na Série B de 2001. O regulamento dividiu os 28 times em dois grupos de 14, que se enfrentavam em turno e returno. O Papão caiu no primeiro grupo, ao lado de equipes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O Bicolor fez uma ótima primeira fase, conquistando a melhor campanha geral. Liderou sua chave com 47 pontos em 26 jogos, com 12 vitórias, 11 empates e três derrotas. Nas quartas de final, o Paysandu encarou o União São João. Após dois empates sem gols, em Araras e em Belém, o Papão garantiu a vaga no quadrangular final devido à sua melhor campanha, ao lado de Figueirense, Avaí e Caxias.

A fase decisiva foi marcada pelo equilíbrio. O Paysandu iniciou a caminhada com um empate por 3 a 3 contra o Avaí na Ressacada. Depois, ficou no 0 a 0 com o Caxias na Curuzu e buscou outro 3 a 3 heroico contra o Figueirense no Orlando Scarpelli. A primeira vitória veio na abertura do returno: 3 a 0 sobre o Figueirense, em Belém. Na penúltima rodada, o Papão vencia o Caxias no Estádio Centenário por 3 a 0 e tinha o acesso nas mãos, mas sofreu um apagão e permitiu uma incrível virada para 4 a 3.

O tropeço criou um cenário inédito: todos os quatro finalistas chegaram à última rodada empatados com seis pontos. Na Curuzu lotada, o Paysandu goleou o Avaí por 4 a 0. No outro jogo, o Figueirense vencia o Caxias por 1 a 0 em Florianópolis quando a torcida catarinense invadiu o gramado antes do apito final. A partida só se encerraria nos tribunais, com o acesso dos catarinenses. Alheio à confusão, o Paysandu, com nove pontos e um saldo de gols superior, soltou o grito de bicampeão da Série B.

A campanha do Paysandu:
34 jogos | 14 vitórias | 16 empates | 4 derrotas | 60 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Cristino Martins/O Liberal

Paraná Campeão Brasileiro Série B 2000

Oficialmente, a Série B de 2000 não aconteceu. Todo o sistema de divisões do futebol brasileiro foi implodido devido ao imbróglio jurídico envolvendo o Gama e a CBF. Uma guerra de liminares sobre o rebaixamento ou não do time candango levou o clube à Justiça Comum. Impedida judicialmente de organizar o Brasileirão, a CBF repassou a bola para o Clube dos 13. Logo, a associação costurou uma competição do zero, a Copa João Havelange, ignorando os critérios de acesso e descenso do ano anterior. A elite virou o Módulo Azul, enquanto a segunda divisão virou o Módulo Amarelo.

Da Série B de 1999, restaram quase todos os times, exceto: Goiás e Santa Cruz (que subiram por mérito em campo), além de América-MG e Bahia (convidados para o Módulo Azul). Da mesma forma, não jogaram o Módulo Amarelo o próprio Gama (incluído na marra na primeira divisão), o Juventude (campeão da Copa do Brasil de 1999 e integrante da Libertadores em 2000) e o Fluminense (campeão da Série C de 1999, catapultado diretamente à elite).

Para inflar o torneio, muitas equipes herdaram vagas do Módulo Amarelo baseadas puramente no desempenho dos campeonatos estaduais, sem passar pela terceira divisão. No fim das contas, os únicos rebaixamentos de 1999 respeitados foram os de Botafogo-SP e Paraná. Os paranaenses não foram beneficiados pelo tapetão, mas trataram de buscar a resposta dentro das quatro linhas.

O Módulo Amarelo contou com 36 clubes, divididos em dois grupos regionalizados. O Tricolor da Vila figurou no Grupo A, ao lado de equipes das regiões Sul e Sudeste. A primeira fase foi disputada em turno único, oferecendo oito vagas de classificação por chave. O Paraná avançou em terceiro, com 29 pontos somados em oito vitórias, cinco empates e quatro derrotas, 11 pontos atrás do líder São Caetano.

Nas oitavas de final, o tricolor enfrentou a Anapolina, vencendo por 1 a 0 em Anápolis e confirmando a vaga com um 2 a 0 em Curitiba. Nas quartas de final, o adversário foi o Bangu. O Paraná liquidou a fatura aplicando 3 a 0 em Moça Bonita e 2 a 1 na Vila Capanema.

Na semifinal, o duelo foi contra contra o Remo. O primeiro jogo em Curitiba terminou em um tenso 0 a 0. A emoção ficou para Belém, onde o time paranista calou a torcida azulina ao vencer por 2 a 1. O triunfo garantiu a vaga na final e o direito de disputar a fase final do Módulo Azul.

A final foi contra o São Caetano, que eliminou CRB, Náutico e Paysandu. O primeiro jogo, na Vila Capanema, terminou em 1 a 1. Na partida de volta, disputada no Palestra Itália, o Tricolor da Vila foi avassalador e venceu por 3 a 1, carimbando o título do Módulo Amarelo que, embora não tenha a chancela oficial de Série B, é celebrado pela torcida como o bicampeonato nacional do clube.

A campanha do Paraná:
25 jogos | 14 vitórias | 7 empates | 4 derrotas | 32 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Rogério Pallatta/Placar

Goiás Campeão Brasileiro Série B 1999

A Série B do Brasileirão avançou rumo à sua valorização no cenário nacional em 1999. A competição abandonou a divisão por grupos na primeira fase e adotou o formato de pontos corridos em turno único, onde todos os clubes se enfrentavam. Os oito melhores avançavam para o mata-mata, enquanto os seis piores eram rebaixados. Com essa mudança, os participantes tiveram seus calendários estendidos.

Tudo seria perfeito, não fossem os desdobramentos jurídicos na Série A envolvendo o Caso Sandro Hiroshi (que salvou o Botafogo e rebaixou o Gama). O imbróglio acabou implodindo o campeonato do ano seguinte, cancelando os rebaixamentos e forçando acessos por meio da Copa João Havelange em 2000. No fim das contas, os únicos resultados esportivos de 1999 que foram plenamente respeitados na transição de temporada foram o título do Goiás e o vice-campeonato do Santa Cruz.

Longe de imaginar a reviravolta política que viria, o Goiás entrou em campo como um dos favoritos entre os 22 participantes. A estreia já mandou um recado claro: logo de cara, no clássico contra o rival Vila Nova, vitória por 1 a 0 no Serra Dourada. O Esmeraldino frequentou a zona de classificação do início ao fim e avançou na terceira posição, somando 36 pontos em 21 jogos, com dez vitórias, seis empates e cinco derrotas. O time terminou nove pontos atrás do líder São Caetano, mas, a partir dali, a contagem zerava e um novo torneio começava.

Nas quartas de final, o Goiás cruzou com o Ceará, que terminou em sexto. Na ida, no Castelão, o Verdão venceu por 3 a 0, dando a impressão de que a vaga viria fácil. Contudo, na volta, no Serra Dourada, os cearenses reagiram e venceram por 4 a 3. Como o regulamento previa confrontos em melhor de três partidas, onde importavam os pontos somados no duelo, foi necessário um terceiro jogo, novamente em Goiânia. Jogando pelo empate devido à melhor campanha, o Goiás venceu por 2 a 0.

O quadrangular final reuniu Goiás, Bahia, Santa Cruz e Vila Nova. A estreia alviverde foi amarga, com uma derrota por 2 a 1 para o Santa Cruz no Arruda. A reabilitação veio na vitória por 1 a 0 contra o Vila Nova. Após empatar sem gols com o Bahia em Goiânia, o Esmeraldino deu o troco em Salvador, vencendo por 2 a 1. Na quinta rodada, novo triunfo por 1 a 0 no Derby Goiano deu o acesso ao Goiás.

A última rodada reservou a disputa direta pela taça. Com o Serra Dourada completamente superlotado, o Goiás enfrentou o Santa Cruz precisando apenas de um empate, já que liderava com dez pontos contra nove dos pernambucanos. Com frieza, o Verdão segurou o placar de 0 a 0, soltando o grito de campeão.

A campanha do Goiás:
30 jogos | 15 vitórias | 8 empates | 7 derrotas | 48 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Léo Caldas/Placar

Gama Campeão Brasileiro Série B 1998

A Série B de 1998 permanece como uma das edições mais emblemáticas da história do futebol brasileiro. Naquele ano, a competição contou com o Fluminense, o quarto integrante do grupo dos 12 grandes a pisar na segunda divisão. Contudo, o clube carioca tornou-se o primeiro gigante a fracassar completamente no torneio: em meio a 24 participantes, o clube terminou na 19ª posição geral, foi vice-lanterna de sua chave e acabou rebaixado para a Série C, batendo no fundo do poço de sua história.

Longe do drama carioca, na capital federal, o Gama fazia o caminho inverso. Antes de a bola rolar, o regulamento da competição sofreu novas alterações: os participantes ficaram em quatro grupos e o número de rebaixados subiu para seis, sendo eles os quatro lanternas e os dois piores quintos colocados.

Na primeira fase, o Gama integrou o Grupo C, mas não teve um início avassalador. O time conquistou a última vaga de classificação, na quarta posição, somando 13 pontos em dez jogos, com quatro vitórias, um empate e cinco derrotas. O alviverde carimbou a vaga superando o Bahia apenas no saldo de gols, terminando a etapa inicial 11 pontos atrás do líder XV de Piracicaba.

A partir das oitavas de final, contra o Remo, a competição ganhou contornos de superação para os candangos. No jogo de ida, no Bezerrão, vitória gamense por 1 a 0. Na volta, no Mangueirão, goleada maiúscula por 4 a 1 eliminou a necessidade de um terceiro jogo e classificou o time do Distrito Federal.

Na terceira fase, os oito sobreviventes foram divididos em dois grupos de quatro. O Gama enfrentou Criciúma, Desportiva e XV de Piracicaba. Em um grupo extremamente equilibrado, o alviverde garantiu a liderança com dez pontos, obtidos em três vitórias, um empate e duas derrotas.

Gama, Desportiva, Botafogo-SP e Londrina alcançaram o quadrangular final. Nessa fase decisiva, o time do Distrito Federal não soube o que era perder. A caminhada começou com um empate sem gols contra os paranaenses no Estádio do Café, seguido por um 2 a 2 com a Desportiva, em Brasília. A primeira vitória veio em Ribeirão Preto, por 2 a 1 sobre o Botafogo-SP. Na sequência, mais dois empates mantiveram a equipe na briga: 1 a 1 com os paulistas em casa e 2 a 2 com os capixabas fora.

Com a tabela embolada, tudo ficou para a última rodada, e o Gama dependia apenas de suas próprias forças. No Mané Garrincha, o time recebeu o Londrina. Com uma atuação impecável, o Gama aplicou um 3 a 0 e conquistou o título inédito da Série B e o acesso à elite de 1999 ao lado do vice Botafogo-SP.

A campanha do Gama:
24 jogos | 11 vitórias | 6 empates | 7 derrotas | 33 gols marcados | 24 gols sofridos


Foto Nonato Borges/Placar