América-MG Campeão da Copa Sul-Minas 2000

A Copa Sul ganhou reforços importantes a partir do ano 2000. Os clubes de Minas Gerais, buscando maior competitividade, retiraram-se da Copa Centro-Oeste e foram realocados pela CBF junto aos times do Sul. Assim, a competição teve seu nome alterado para Copa Sul-Minas, mas mantendo o número de 12 participantes, fazendo com que os sulistas caíssem de quatro para três vagas por Estado (embora, excepcionalmente em 2000, Santa Catarina tivesse duas equipes, e o Paraná quatro).
E os mineiros chegaram com o pé na porta, começando pelo América. A equipe ficou no grupo Aa, e já começou surpreendendo ao vencer o Internacional na estreia fora de casa, por 1 a 0. Na sequência, o Coelho engatou mais duas vitórias em casa, por 4 a 1 sobre o Atlético-PR e por 2 a 0 sobre o Avaí. No returno, o clube perdeu por 3 a 2 fora para os paranaenses, empatou por 0 a 0 fora com os catarinenses e empatou por 1 a 1 no Independência com os gaúchos. Os resultados colocaram o América-MG na liderança da chave com 11 pontos, superando o Atlético no saldo de gols. Na semifinal, o Coelho voltou a encontrar os rubro-negros, empatando por 2 a 2 tanto a ida na Arena da Baixada quanto a volta em Belo Horizonte. Nos pênaltis, o América venceu por 4 a 2 e avançou à decisão.
O último compromisso americano foi contra o Cruzeiro. O favoritismo pertencia ao rival, mas o Coelhão estava embalado. Os dois jogos foram disputados no Mineirão. No primeiro, vitória do América por 1 a 0, gol de pênalti marcado por Pintado. No segundo, o time cruzeirense abriu o placar faltando cinco minutos para o fim da etapa inicial. A tensão foi reduzida aos oito do segundo tempo, quando Zé Afonso empatou. E ficou no ar durante um bom tempo. Aos 34, Pintado perdeu um pênalti. Foi só aos 38 que veio o alívio, quando Álvaro virou para 2 a 1, confirmando o único título da Copa Sul-Minas ao América-MG.

A campanha do América-MG:
10 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 1 derrotas | 17 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Grêmio Campeão da Copa Sul 1999

Na onda dos campeonatos regionais, o Sul ganhou uma competição para chamar de sua em 1999. A CBF reuniu os clubes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na Copa Sul, que na sua única edição valeu uma vaga na última Copa Conmebol da história. O relativo sucesso do torneio na sua estreia trouxe uma extensão a partir do ano 2000, quando as equipes de Minas Gerais foram desmembradas do Centro-Oeste e incorporadas ao Sul, mudando o nome do campeonato para Copa Sul-Minas. A região também teve um antecedente oficioso, o Campeonato Sul-Brasileiro de 1962, realizado em pontos corridos e vencido pelo Grêmio.

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E foi justamente o Grêmio o primeiro e único vencedor entre os clubes sulistas, reforçando ainda mais a sua fama de pioneiro em competições. A Copa Sul de 1999 contou com a presença de 12 times, sendo quatro de cada Estado. O Tricolor ficou no grupo A e estreou contra o Tubarão, de Santa Catarina. A partida foi no antigo Olímpico e vencida por 1 a 0. A campanha gremista foi segura, embora as derrotas por 2 a 0 para o Coritiba e por 3 a 1 para o Criciúma, ambas fora de casa. Nos demais jogos, o time venceu, em casa, o Criciúma por 2 a 0, o Coritiba por 3 a 2 e, fora, o Tubarão por 2 a 0. Com 12 pontos, o Grêmio classificou-se na vice-liderança, três pontos atrás dos paranaenses.
Seis equipes seguiram à segunda fase, quando foram divididas em mais duas chaves, uma toda paranaense e outra inteiramente gaúcha, já que os catarinenses foram todos eliminados. O grupo do Tricolor foi superequilibrado. Na estreia, o Grêmio fez 4 a 1 no Juventude, no Olímpico. Depois, os caxienses aplicaram 3 a 1 no Internacional. No primeiro Grenal, 1 a 1 no estádio gremista. No returno, o Imortal foi até o Alfredo Jaconi e empatou por 2 a 2 com o Juventude, enquanto o time verde segurou 1 a 1 com o Inter. E no clássico derradeiro, no Beira-Rio, o Internacional fez 2 a 0 no Grêmio. Todos os times encerraram com cinco pontos, e foi o saldo de gols que colocou o Tricolor na final: um contra zero dos colorados e menos um dos alviverdes.
A decisão foi contra o Paraná, na modalidade melhor de três. A primeira partida foi no Olímpico, e o Grêmio começou o confronto vencendo por 2 a 1. O segundo jogo foi no Couto Pereira, mas o Imortal não conseguiu a confirmação do título pois perdeu por 2 a 0. O desempate aconteceu no Pinheirão, e a vantagem do empate era paranista. Mas o zagueiro Ronaldo Alves marcou 1 a 0 para o Grêmio aos 11 minutos primeiro tempo, e o resultado deu o título da Copa Sul ao clube gaúcho.

A campanha do Grêmio:
13 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 20 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jader da Rocha/Placar

Corinthians Campeão Paulista Feminino 2020

O Paulistão Feminino também pode ser considerado o mais tradicional do Brasil. A disputa começou a ser feita em 1984, durando até 1987 em um primeiro momento. Em 1997 o campeonato foi retomado em definitivo, com uma interrupção em 2003. Nem sempre os quatro grandes clubes paulistas mantiveram seus departamentos femininos ao mesmo tempo, como ocorre atualmente.

A principal força da atualidade é o Corinthians, bicampeão estadual e brasileiro em 2020. O clube abriu a modalidade em 1997, ficando ativa (apesar de instável) até 2007. A retomada aconteceu em 2016, em parceria com o Audax Osasco, e em 2018, com voo solo. O segundo título estadual das Minas do Timão foi conquistado com sobras.

A competição contou com 12 clubes em dois grupos. O Corinthians venceu de goleada todos os cinco jogos da primeira fase, sendo a maior 11 a 0 sobre o Nacional fora de casa. Líder da chave com 15 pontos, o time eliminou o Santos nas quartas de final e o Palmeiras na semifinal. A final foi contra a Ferroviária, e as Minas foram campeãs aplicando 3 a 1 na ida em casa, em Barueri, e 5 a 0 na volta fora, em Araraquara.

A campanha do Corinthians:
11 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 41 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Marco Galvão/Corinthians

Internacional Campeão Gaúcho Feminino 2020

O Gauchão Feminino possui uma regularidade desde 1997, embora duas edições entre 1983 e 1984 sejam contadas  por diferentes entidades. Mas nem sempre os clubes grandes do Estado tiveram seus departamentos de futebol feminino em atividade. O Grêmio teve o seu entre 1997 e 2002, voltado apenas em 2017.

Já o Internacional praticou a modalidade nos anos 80 e entre 1996 e 2003. E o Colorado voltou junto com o seu rival, já fixando-se como a principal força do Rio Grande do Sul. Em 2020, o clube foi atrás do bicampeonato diante de cinco adversários. A competição foi de tiro curtíssimo, com dois grupos de três times cada. O Inter ficou na chave A, derrotando o Brasil de Farroupilha por 5 a 0 fora de casa e o João Emílio por 23 a 0 em casa.

Na final enfrentou o Grêmio, que despachara Estrela e Oriente. O Grenal aconteceu na Arena Cruzeiro, em Cachoerinha, e o Internacional foi campeão estadual pela oitava vez ao vencer por 2 a 1 no jogo único, gols de Djeni e Byanca Brasil.

A campanha do Internacional:
3 jogos | 3 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 30 gols marcados | 1 gols sofrido


Foto Marco Favero/Agência RBS

Atlético-MG Campeão Mineiro Feminino 2020

Minas Gerais conta com um campeonato feminino regular desde 2005, e tem como principais forças históricas o Atlético e o América. Em 2020, o time alvinegro acabou com oito anos de jejum e conquistou o Mineiro Feminino pela sexta vez na história. As Vingadoras enfrentaram, além do próprio América, o Ipatinga e o Cruzeiro, único representante do Estado na Série A1 do Brasileirão.

Em seis partidas, o Atlético-MG venceu quatro e empatou duas. O melhor resultado aconteceu na segunda rodada, ao vencer por 3 a 0 o Ipatinga fora de casa. Com 14 pontos a equipe se classificou na liderança, e enfrentou na final o Cruzeiro.

O clássico que decidiu o estadual foi em partida única no Mineirão, e terminou com emocionante empate por 2 a 2 no tempo normal: o Atlético saiu na frente com Gabizinha, sofreu a virada faltando dez minutos para o fim, e Marcella empatou aos 52 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis, vitória atleticana por 5 a 3.

A campanha do Atlético-MG:
7 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 10 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Divulgação/Atlético-MG

Real Brasília Campeão Brasiliense Feminino 2020

Apesar de ainda não possuir a mesma tradição que no masculino, os estaduais femininos também seguem a lógica de ser o primeiro degrau para os times e jogadoras. E desde 2017, quando passou a ser obrigação os clubes terem departamentos de futebol tanto para homens quanto para mulheres, os estaduais passaram a ter um pouco mais de visibilidade, pelo menos nos principais Estados.

Porém, o ano de 2020 colocou um freio na evolução, por causa da pandemia de Covid-19. Muitas federações protelaram a disputa da temporada, deixando o início somente para 2021, como RJ, CE e RN. Outros sequer divulgaram informações, como SC, BA e GO. Alguns estão em andamento - no campo ou no tribunal -, como PE e AM. Mas infelizmente temos aqueles que foram cancelados, como PI e PR. Apenas oito terminaram a tempo: AP, RO, PA, DF, PB, MG, RS e SP.

O critério para a publicação de pôsteres dos estaduais femininos será o seguinte: o Estado deverá ter algum representante na Série A1 ou nas quartas de final da Série A2 do Brasileirão da temporada em questão.

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Estado mais forte do Centro-Oeste quando se fala de futebol feminino, o Distrito Federal foi um dos primeiros a ter a definição de campeão. Foi o Real Brasília, força nova que chega ao segundo título estadual na história. O Candangão contou com seis participantes, jogando em grupo e turno únicos.

A estreia das Leoas do Planalto foi contra o Cresspom, vencendo por 1 a 0 em casa. Na sequência, o time fez 4 a 0 no Ceilândia fora, levou 1 a 0 do Minas Brasília em casa, fez 2 a 0 no Gama fora e fechou com incríveis 31 a 0 sobre o Paranoá. O Real se classificou na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder Minas. Na semifinal, a equipe eliminou o Cresspom, empatando a ida por 2 a 2 fora e vencendo a volta por 3 a 2 em casa.

A final foi contra o Minas, em partida única no Estádio Bezerrão. O bicampeonato do Real Brasília veio com vitória por 2 a 1, gols de Dani Silva e da capitã Luciana. Ronaldinha e Amanda, com 11 e 10 gols cada, foram as artilheiras da equipe.

A campanha do Real Brasília:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 45 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Real Brasília

Rio Branco de Venda Nova Campeão Capixaba 2020

Com 246.783 casos e 5.061 mortes por Covid-19 até 30 de dezembro, o Espírito Santo conheceu seu campeão estadual. O Rio Branco chegou lá pela primeira vez. Mas não se engane, estamos falando do clube da cidade de Venda Nova do Imigrante que, depois de 26 anos da sua estreia na primeira divisão, conquistou o Capixabão.

A fase inicial da competição foi jogada entre janeiro e março, e o Brancão Polenteiro fez uma campanha segura, ficando na segunda posição entre os dez participantes, com 18 pontos e só uma derrota em nove partidas.

Oito meses depois, em novembro, começou  a fase final. Nas quartas, o Rio Branco VN enfrentou o São Mateus, vencendo a ida fora de casa por 1 a 0 e a volta em casa por 3 a 0. Na semifinal, encarou o Real Noroeste em dois confrontos complicados. Empatou por 2 a 2 tanto na ida fora quanto na volta em Venda Nova. A classificação veio nos pênaltis, vencendo por 4 a 3.

A final foi contra o outro Rio Branco, o de Vitória. O primeiro jogo foi no Kleber Andrade, em Cariacica, e terminou com empate por 0 a 0. A segunda partida foi no Olímpio Perim, e na sua casa o tricolor fez valer sua força, vencendo por 1 a 0 e levando o título capixaba.

A campanha do Rio Branco VN:
15 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Cid Fernandes/Rio Branco VN (14/11/2020: Rio Branco VN 0x0 Estrela do Norte)