Real Madrid Campeão da Liga dos Campeões 1966

Os cinco primeiros anos foram de títulos. Os cinco seguintes, de tropeços e alguns vices. A história do Real Madrid mistura-se com a da Liga dos Campeões da Europa, ainda chamada de Copa dos Campeões em 1966. Naquele ano, o clube espanhol colocou ponto final tanto no domínio italiano quanto no próprio insucesso e conquistou "la sexta".

Já não havia mais a presença de Di Stéfano no elenco merengue. E em fim de carreira, Ferenc Puskás estava em sua última temporada e já não participava de todos os jogos. Aliás, do penta obtido entre 1956 e 1960 só restaria Paco Gento entre os titulares.

Na primeira fase, o time enfrentou o Feyenoord. Na ida, na Holanda, derrota por 2 a 1. Na volta, no Santiago Bernabéu, goleada por 5 a 0 e classificação. Dos seis gols deste confronto, Puskás anotou cinco.

Nas oitavas, o húngaro fez sua despedida da campanha, contra o Kilmarnock, da Escócia, no empate por 2 a 2 na primeira partida, fora de casa. O Real seguiu rumo às quartas de final com outra goleada em Madri, por 5 a 1.

O próximo desafio foi contra o Anderlecht, da Bélgica. Em Bruxelas, os espanhóis saíram derrotados por 1 a 0. Porém, mais uma remontada aconteceu em casa, na vitória por 4 a 2. Na semifinal, passou pela Internazionale ao vencer a ida no Bernabéu por 1 a 0 e empatar a volta no San Siro por 1 a 1.

A decisão foi contra uma surpresa do Leste Europeu, o Partizan. A equipe da Iugoslávia bateu Nantes, Werder Bremen, Sparta Praga e Manchester United. A partida aconteceu em Heysel, em Bruxelas.

Foi um jogo difícil, pois os iugoslavos abriram o placar aos dez minutos do segundo tempo. O empate madridista veio aos 25, com o novo artilheiro Amancio Amaro, e a virada aos 31, com Fernando Serena. Assim, o hexa do Real Madrid estava garantido, e a ponta do ranking de títulos ficou a salvo mesmo com os 38 anos de jejum que viriam a se seguir.

A campanha do Real Madrid:
9 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Ron Kroon/Anefo

Internazionale Campeã da Liga dos Campeões 1965

Na rivalidade milanesa dentro da Copa dos Campeões da Europa, a Internazionale tomou a frente em 1965. O clube nerazzurri e seu rival levaram as duas taças anteriores, e o desempate aconteceu logo na sequência em favor da Inter. O Milan sequer conseguiu marcar presença para tentar alguma coisa: o Bologna era o campeão italiano e ficou com a vaga do país numa época em que - como o antigo nome já sugeria - somente campeões disputavam a competição.

O número de participantes do principal torneio europeu manteve-se em 31. Diretamente nas oitavas de final, a Internazionale começou sua campanha contra o Dínamo Bucareste, da Romênia. Com facilidade, o time venceu a ida, em casa, por 6 a 0 e a volta, fora, por 1 a 0.

Nas quartas, foi a vez de enfrentar o Rangers, da Escócia. Em Milão, vitória por 3 a 1. Em Glasgow, derrota por 1 a 0 e classificação suada.

A semifinal foi contra o Liverpool, em duas partidas que ficaram marcadas. A primeira aconteceu em Anfield, e os italianos perderam por 3 a 1. Esse um na Inglaterra, marcado por Sandro Mazzola, fez a diferença para o segundo jogo, no San Siro. Com um gol cada, Mario Corso, Joaquín Peiró e Giacinto Facchetti foram os responsáveis pela virada por 3 a 0, que levou a equipe nerazzuri a mais uma decisão.

Pelo segundo ano consecutivo na final, a Internazionale contou com trunfo que poucos clubes tiveram ao longo da história da competição: jogar em casa. Como sempre ocorreu, a casa para a disputa do título foi escolhida muito antes de se saber quais seriam os finalistas.

O oponente italiano foi o Benfica, que eliminou Aris (Luxemburgo), La Chaux-de-Fonds (Suíça), Real Madrid e ETO Győr (Hungria). Atuando de branco, a Inter chegou ao bicampeonato com ajuda brasileira. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Jair da Costa marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre os portugueses.

A campanha da Internazionale:
7 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 15 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/Internazionale

São Raimundo-RR Campeão Roraimense 2022

O maior campeão da atualidade no Brasil vem de Roraima. É o São Raimundo, que venceu o estadual pela sétima vez consecutiva em 2022. O hepta do Mundão é a maior sequência de títulos ativa de um clube brasileiro. Desde 2016, ninguém o supera. E a atual conquista é mais especial, pois foi obtida com 100% de aproveitamento.

Seis times estiveram na disputa, divididas em dois turnos. No primeiro turno, as equipes ficaram em grupo único. Em cinco jogos, o São Raimundo conseguiu 15 pontos e foi líder. Na semifinal, venceu o Real por 1 a 0. Na final, foi campeão ao derrotar o Náutico por 4 a 1.

No segundo turno, os clubes foram divididos em dois grupos. O Mundão ficou no grupo A e venceu mais duas partidas, marcando seis pontos e tornando a ser primeiro colocado. Na semifinal, bateu o Atlético-RR por 1 a 0.

A decisão foi contra o Real, que passou pelo Náutico. No Estádio Canarinho, o São Raimundo fez 2 a 1 no seu oponente, levou também a taça do returno e dispensou a final entre turnos na conquista do 13º título estadual de sua história.

A campanha do São Raimundo-RR:
11 jogos | 11 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 31 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Ítalo Lopes/São Raimundo-RR

Real Noroeste Campeão Capixaba 2022

A Águia voa mais alto pelo segundo ano seguido e leva o bicampeonato capixaba. O Real Noroeste chega a mais um título num campeonato que pareceu distante no começo, mas que no fim serviu para mostrar que a experiência ainda serve nos momentos complicados.

O Capixabão 2022 teve dez times na participação, em turno único na primeira fase. Em nove partidas, o Real conseguiu quatro vitórias e três empates. Com 15 pontos, o clube terminou no terceiro lugar, porém muito longe do líder, o estreante e invicto Nova Venécia, que marcou 23.

Nas quartas de final, a Águia enfrentou o Rio Branco. Perdeu na ida fora por 1 a 0, e passou à semifinal com vitória por 3 a 1 no José Olímpio da Rocha. O próximo adversário foi o vice-líder Serra. Na ida, perdeu em casa por 2 a 0. O time precisou reverter o mesmo placar fora. Nos pênaltis, venceu por 5 a 3 e avançou mais uma vez à final.

O último oponente foi o Vitória, que derrubou Estrela do Norte e o quase imbatível Nova Venécia. O primeiro jogo foi no Kleber Andrade, em Cariacica, e terminou empatado por 0 a 0. A segunda partida aconteceu no José Olímpio da Rocha, em Águia Branca, e o Real Noroeste garantiu a segunda taça de sua história com vitória simples, por 1 a 0.

A campanha do Real Noroeste:
15 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 20 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Henrique Montovanelli/FES

Fluminense-PI Campeão Piauiense 2022

Tem campeão novo no Piauí. É o Fluminense, de Teresina, que levou o título em 2022 após 84 anos de fundação (não confunda com o clube de Parnaíba, campeão nos anos 1930). O clube ficou 44 temporadas fora da primeira divisão (de 1977 a 2021), mas voltou no pique e foi vice logo de cara, no ano anterior.

Já nesta temporada, na competição que teve a presença de oito clubes e a disputa de dois turnos, o Vaqueiro conseguiu nove vitórias e três empates, foi líder em todas as 14 rodadas e fechou a primeira fase com 30 pontos. Na semifinal, o Flu enfrentou o 4 de Julho. Na ida, empatou por 1 a 1 fora de casa. Na volta, venceu por 1 a 0 em casa.

A final foi contra o Parnahyba, que tirou do caminho o Altos. O primeiro jogo foi no litoral piauiense, em Parnaíba, e o Fluminense venceu por 1 a 0. A segunda partida foi disputada na capital Teresina, no Estádio Lindolfo Monteiro, e o Vaqueiro perdeu pelo mesmo 1 a 0. Como tinha melhor campanha, levou o primeiro título estadual.

A campanha do Fluminense-PI:
18 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 34 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Аrthur Ribeiro/GE Piauí

Náutico Campeão Pernambucano 2022

O Timbu parou a Fênix e a zebra em Pernambuco. O 24ª título estadual do Náutico coroa uma grande remontada na decisão e trouxe um bicampeonato que não acontecia há 20 anos. Dez clubes participaram do torneio em 2022, no enfrentamento em turno único.

Em nove jogos, a equipe alvirrubra venceu cinco e conseguiu dois empates, somou 17 pontos e garantiu a vice-liderança com cinco pontos a menos que o líder Retrô, a jovem zebra que desbancou os trio de grandes do Recife.

Os dois primeiros colocados já se garantiram na semifinal, enquanto os quatro seguintes foram às quartas de final e os quatro últimos disputaram o quadrangular contra o rebaixamento. O adversário do Náutico na semi foi o Santa Cruz, que havia eliminado o Caruaru City. Em partida única nos Aflitos, o Timbu passou ao empatar por 0 a 0 e vencer nos pênaltis por 5 a 3.

A final foi contra o Retrô, que passou pelo Salgueiro (que bateu o Sport nas quartas). A ida aconteceu nos Aflitos, mas o Timbu perdeu por 1 a 0 e o cachorro da polícia até levou a bola para casa. A volta foi na Arena Pernambuco, e o Náutico devolveu o 1 a 0 com gol de Pedro Vitor. Nos pênaltis, o goleiro Lucas Perri defendeu dois e os alvirrubros ficaram com a taça ao ganharem por 4 a 2.

A campanha do Náutico:
12 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 16 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Internazionale Campeã da Liga dos Campeões 1964

A Itália sentiu o gosto do título europeu e jamais esqueceu. Se em 1963 foi o lado vermelho de Milão que comemorou, em 1964 foi a vez de o lado azul fazer a festa. A Internazionale não esperou mais do que uma temporada para repetir o feito do rival e manter a hegemonia italiana na Copa dos Campeões. E com todos os méritos.

O torneio continental bateu novo recorde de participantes e chegou a 31 equipes. Destes, 30 iniciaram na primeira fase. E a Inter enfrentou um osso duro logo no primeiro confronto: o Everton, da Inglaterra. Na ida, no Goodison Park, os nerazzurri seguraram o empate sem gols. Na volta, no San Siro (ou Giuseppe Meazza, para quem ainda acha que os torcedores azuis se ofendem com o primeiro nome), vitória simples por 1 a 0 colocou o time nas oitavas de final.

O próximo adversário foi o Monaco. Em casa, outro triunfo por 1 a 0 colocou a Inter em vantagem. O segundo jogo não foi no Principado, mas sim em Marselha, e os italianos voltaram a vencer, por 3 a 1.
Nas quartas de final, foi a vez de encarar o Partizan. A ida foi na Iugoslávia, e a Inter ganhou bem, por 2 a 0. Na volta, na Itália, nova vitória por 2 a 1 colocou o time na semifinal.

E foi contra o Borussia Dortmund que o lugar na final veio, após empate por 2 a 2 na Alemanha e vitória por 2 a 0 no San Siro.

A Internazionale encontrou na decisão o Real Madrid, doido pelo sexto título. Os espanhóis tinham batido Rangers, Dínamo Bucareste, Milan e Zurich. A partida aconteceu no Praterstadion, em Viena.

O título na capital da Áustria começou a vir aos 41 minutos do primeiro tempo, no gol de Sandro Mazzola. Aos 16 da segunda etapa, Aurélio Milani ampliou. O Real descontou aos 25, porém Mazzola fez 3 a 1 aos 31 e deu os números definitivos à primeira conquista europeia (e invicta) dos nerazzurri.

A campanha da Internazionale:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/Internazionale