Vila Nova Campeão Brasileiro Série C 2020

O único tricampeão da história da Série C do Campeonato Brasileiro provou mais uma vez que é possível dar a volta por cima logo após momentos de crise. O Vila Nova repetiu as campanhas vitoriosas de 1996 e 2015 para erguer seu terceiro troféu nacional na temporada de 2020. A competição contou novamente com camisas de enorme tradição, como Santa Cruz, Paysandu, Criciúma e Remo.

Dentre esses gigantes, apenas o Leão Azul paraense conseguiu o acesso ao lado do clube goiano. O regulamento da terceirona passou por uma reformulação em relação aos anos anteriores: o mata-mata das quartas e semifinais deu lugar a dois quadrangulares, cujos líderes garantiam vaga direta na final. Devido à pandemia de covid-19, o campeonato foi disputado com portões fechados, iniciando com três meses de atraso, em agosto de 2020 estendendo-se até janeiro de 2021.

O Colorado no Grupo A da primeira fase e estreou com um empate em 1 a 1 contra o Manaus fora de casa. O primeiro triunfo veio na segunda rodada: 2 a 0 sobre o Paysandu no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA. Aproveitando a ausência de público nas arquibancadas, a diretoria do Vila Nova optou por mandar todos os seus jogos em seu estádio próprio, em detrimento do Serra Dourada.

A caminhada do Tigre foi segura, acumulando uma invencibilidade de 13 partidas, incluindo vitórias por 3 a 0 sobre o Imperatriz no OBA, o Jacuipense longe de seus domínios e o Ferroviário em Goiânia. Ao fim das 18 rodadas, o Vila somou oito vitórias, sete empates e três derrotas, avançando ao quadrangular na terceira colocação do grupo com 31 pontos.

Na segunda fase, o Colorado caiu em um grupo duríssimo ao lado de Santa Cruz, Brusque e Ituano. Em uma disputa acirrada, o sonhado retorno à Segunda Divisão foi sacramentado na rodada derradeira, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Ituano no Novelli Júnior, em Itu. Além do acesso, os dez pontos somados pelo Vila Nova no quadrangular, com destaque para as vitórias por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, tanto em Goiânia quanto no Recife. garantiram o primeiro lugar da chave e a vaga na grande decisão.

A disputa pelo título colocou o Remo novamente no caminho do Tigre. Os paraenses passaram por Brusque, Ituano e Santa Cruz. A ida ocorreu no OBA, e o Vila Nova colocou as duas mãos na taça ao atropelar os paraenses com uma goleada por 5 a 1. A partida de volta foi disputada no Mangueirão, em Belém. O time da casa tentou ensaiar uma reação e esteve por duas vezes à frente no placar. Porém, o Tigrão buscou a virada e fechou o campeonato com chave de ouro ao vencer por 3 a 2, com gols marcados por Alan Mineiro e Mimica, duas vezes anotando contra.

A campanha do Vila Nova:
26 jogos | 13 vitórias | 8 empates | 5 derrotas | 34 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Douglas Monteiro/Vila Nova

Chapecoense Campeã do Brasileiro Série B 2020

No último minuto da última rodada, a Chapecoense conquistou um dos títulos mais emocionantes de sua história recente: o Brasileirão Série B de 2020. Foi um campeonato completamente atípico, disputado com arquibancadas vazias e marcado pelos impactos no calendário devido à pandemia da Covid-19. O torneio começou com três meses de atraso, em agosto, e terminou apenas em janeiro de 2021. Em meio ao cenário difícil, a Chape travou uma batalha ponto a ponto e gol a gol contra o América-MG pela liderança.

A estreia do Verdão foi com um empate sem gols diante do Oeste, em Barueri. A primeira vitória veio no compromisso seguinte: um suado 1 a 0 sobre o Sampaio Corrêa, na Arena Condá. Demonstrando a solidez que ditaria sua campanha, a equipe catarinense bateu o Cruzeiro pelo mesmo placar em pleno Mineirão, na terceira partida do time. O primeiro dos cinco tropeços da Chapecoense na competição aconteceu na quinta rodada, por 2 a 1 para o Cuiabá, no Mato Grosso.

A partir dali, o time comandado por Umberto Louzer engrenou 17 partidas de invencibilidade. O ápice desse período foi a goleada por 5 a 0 sobre a Ponte Preta, em Campinas, pela 16ª rodada.

Consolidada no topo desde aquela goleada, a Chape viu o América-MG tomar a liderança provisória na 32ª rodada, após um empate por 0 a 0 contra o Brasil de Pelotas, em Chapecó. O primeiro lugar foi recuperado na 36ª partida, com um triunfo por 1 a 0 sobre a Ponte Preta em casa. O equilíbrio entre os dois postulantes ao título atingiu um nível surreal na penúltima rodada: Chapecoense e América chegaram ao ato final empatados rigorosamente com 70 pontos, 19 vitórias e 19 gols de saldo.

Na rodada decisiva, o Verdão do Oeste enfrentou o Confiança em Chapecó, enquanto os mineiros receberam o Avaí. A desvantagem catarinense residia no número de gols marcados: 41 a 39 a favor do América. As duas partidas entraram nos acréscimos do segundo tempo com o placar de 2 a 1 a favor de ambos. Foi então que, aos 52 minutos do segundo tempo na Arena Condá, um pênalti mudou o destino da taça. Com frieza, Anselmo Ramon cobrou de cavadinha, selou o placar em 3 a 1 e garantiu o título inédito à Chapecoense.

O destino quis que o capitão fosse Alan Ruschel, um dos sobreviventes do trágico acidente aéreo de 2016 na Colômbia. Guiado pelo Espírito de Condá e honrando a memória de seus companheiros, ele ergueu a taça. Além da Chapecoense e do América-MG, subiram à primeira divisão Juventude e Cuiabá.

A campanha da Chapecoense:
38 jogos | 20 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 42 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Márcio Cunha/Chapecoense

Corinthians Campeão Paulista Feminino 2020

O Paulistão Feminino também pode ser considerado o mais tradicional do Brasil. A disputa começou a ser feita em 1984, durando até 1987 em um primeiro momento. Em 1997 o campeonato foi retomado em definitivo, com uma interrupção em 2003. Nem sempre os quatro grandes clubes paulistas mantiveram seus departamentos femininos ao mesmo tempo, como ocorre atualmente.

A principal força da atualidade é o Corinthians, bicampeão estadual e brasileiro em 2020. O clube abriu a modalidade em 1997, ficando ativa (apesar de instável) até 2007. A retomada aconteceu em 2016, em parceria com o Audax Osasco, e em 2018, com voo solo. O segundo título estadual das Minas do Timão foi conquistado com sobras.

A competição contou com 12 clubes em dois grupos. O Corinthians venceu de goleada todos os cinco jogos da primeira fase, sendo a maior 11 a 0 sobre o Nacional fora de casa. Líder da chave com 15 pontos, o time eliminou o Santos nas quartas de final e o Palmeiras na semifinal. A final foi contra a Ferroviária, e as Minas foram campeãs aplicando 3 a 1 na ida em casa, em Barueri, e 5 a 0 na volta fora, em Araraquara.

A campanha do Corinthians:
11 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 41 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Marco Galvão/Corinthians

Internacional Campeão Gaúcho Feminino 2020

O Gauchão Feminino possui uma regularidade desde 1997, embora duas edições entre 1983 e 1984 sejam contadas  por diferentes entidades. Mas nem sempre os clubes grandes do Estado tiveram seus departamentos de futebol feminino em atividade. O Grêmio teve o seu entre 1997 e 2002, voltado apenas em 2017.

Já o Internacional praticou a modalidade nos anos 80 e entre 1996 e 2003. E o Colorado voltou junto com o seu rival, já fixando-se como a principal força do Rio Grande do Sul. Em 2020, o clube foi atrás do bicampeonato diante de cinco adversários. A competição foi de tiro curtíssimo, com dois grupos de três times cada. O Inter ficou na chave A, derrotando o Brasil de Farroupilha por 5 a 0 fora de casa e o João Emílio por 23 a 0 em casa.

Na final enfrentou o Grêmio, que despachara Estrela e Oriente. O Grenal aconteceu na Arena Cruzeiro, em Cachoerinha, e o Internacional foi campeão estadual pela oitava vez ao vencer por 2 a 1 no jogo único, gols de Djeni e Byanca Brasil.

A campanha do Internacional:
3 jogos | 3 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 30 gols marcados | 1 gols sofrido


Foto Marco Favero/Agência RBS

Atlético-MG Campeão Mineiro Feminino 2020

Minas Gerais conta com um campeonato feminino regular desde 2005, e tem como principais forças históricas o Atlético e o América. Em 2020, o time alvinegro acabou com oito anos de jejum e conquistou o Mineiro Feminino pela sexta vez na história. As Vingadoras enfrentaram, além do próprio América, o Ipatinga e o Cruzeiro, único representante do Estado na Série A1 do Brasileirão.

Em seis partidas, o Atlético-MG venceu quatro e empatou duas. O melhor resultado aconteceu na segunda rodada, ao vencer por 3 a 0 o Ipatinga fora de casa. Com 14 pontos a equipe se classificou na liderança, e enfrentou na final o Cruzeiro.

O clássico que decidiu o estadual foi em partida única no Mineirão, e terminou com emocionante empate por 2 a 2 no tempo normal: o Atlético saiu na frente com Gabizinha, sofreu a virada faltando dez minutos para o fim, e Marcella empatou aos 52 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis, vitória atleticana por 5 a 3.

A campanha do Atlético-MG:
7 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 10 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Divulgação/Atlético-MG

Real Brasília Campeão Brasiliense Feminino 2020

Apesar de ainda não possuir a mesma tradição que no masculino, os estaduais femininos também seguem a lógica de ser o primeiro degrau para os times e jogadoras. E desde 2017, quando passou a ser obrigação os clubes terem departamentos de futebol tanto para homens quanto para mulheres, os estaduais passaram a ter um pouco mais de visibilidade, pelo menos nos principais Estados.

Porém, o ano de 2020 colocou um freio na evolução, por causa da pandemia de Covid-19. Muitas federações protelaram a disputa da temporada, deixando o início somente para 2021, como RJ, CE e RN. Outros sequer divulgaram informações, como SC, BA e GO. Alguns estão em andamento - no campo ou no tribunal -, como PE e AM. Mas infelizmente temos aqueles que foram cancelados, como PI e PR. Apenas oito terminaram a tempo: AP, RO, PA, DF, PB, MG, RS e SP.

O critério para a publicação de pôsteres dos estaduais femininos será o seguinte: o Estado deverá ter algum representante na Série A1 ou nas quartas de final da Série A2 do Brasileirão da temporada em questão.

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Estado mais forte do Centro-Oeste quando se fala de futebol feminino, o Distrito Federal foi um dos primeiros a ter a definição de campeão. Foi o Real Brasília, força nova que chega ao segundo título estadual na história. O Candangão contou com seis participantes, jogando em grupo e turno únicos.

A estreia das Leoas do Planalto foi contra o Cresspom, vencendo por 1 a 0 em casa. Na sequência, o time fez 4 a 0 no Ceilândia fora, levou 1 a 0 do Minas Brasília em casa, fez 2 a 0 no Gama fora e fechou com incríveis 31 a 0 sobre o Paranoá. O Real se classificou na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder Minas. Na semifinal, a equipe eliminou o Cresspom, empatando a ida por 2 a 2 fora e vencendo a volta por 3 a 2 em casa.

A final foi contra o Minas, em partida única no Estádio Bezerrão. O bicampeonato do Real Brasília veio com vitória por 2 a 1, gols de Dani Silva e da capitã Luciana. Ronaldinha e Amanda, com 11 e 10 gols cada, foram as artilheiras da equipe.

A campanha do Real Brasília:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 45 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Júlio César Silva/Real Brasília